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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, alertou nesta quarta-feira que não hesitará em prender os envolvidos em uma revolta militar liderada pela oposição Juan Guaidó.
"Eu não vou abalar meu pulso, quando a Justiça ordenar, para colocar atrás das grades os responsáveis por este golpe criminoso", disse Maduro a milhares de seguidores nas imediações do palácio presidencial de Miraflores.
Na terça-feira, um grupo de soldados com longas armas e veículos de choque entrou em uma corrida de apoio ao líder opositor Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, em um episódio que Maduro descreveu como uma "escaramuça ao estilo de golpe".
Ao lado dos militares insurgentes e acompanhando Guaidó, apareceu o líder da oposição Leopoldo López, que disse ter sido libertado da prisão domiciliar por guardas do serviço de inteligência (Sebin).
"Ontem, tentaram impor a traição de um punhado capturados pela direita golpista (...) Eles estão fugindo de embaixada para embaixada, a Justiça está procurando-os e mais cedo ou mais tarde irão para a cadeia para pagar por sua traição e seus crimes", declarou.
Vinte e sete insurgentes pediram asilo na embaixada brasileira e López se refugiou na legação da Espanha.
O líder socialista denunciou que o "golpe de Estado que pretendiam" executar foi dirigido "da Casa Branca" por John Bolton, assessor de segurança do presidente Donald Trump.
"Aqui não são as balas ou os fuzis que vão impor um presidente fantoche em Miraflores, é absolutamente inviável", disse Maduro em referência a Guaidó, que convocou manifestações na quarta-feira que terminaram em confrontos violentos em Caracas.
"Nos próximos dias mostrarei todas as provas de quem conspirou, como conspirou, para que o povo saiba quem são os traidores e que a Justiça faça sua parte", afirmou.
Maduro pediu a seus colaboradores e à Força Armada, considerada o principal apoio do governo, "lealdade máxima".
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