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A Bolívia informou nesta segunda-feira (15) que passou ao Brasil a presidência pro tempore da Unasul, organização imersa em uma crise pela decisão de vários países de abandonar ou suspender sua participação neste bloco, criado há 10 anos.
O ministro boliviano das Relações Exteriores, Diego Pary, anunciou que "cumprimos o período anual que cabe à Bolívia e hoje (segunda-feira) comunicamos à República Federativa do Brasil para que possa dar início à presidência pro tempore".
A Bolívia assumiu a presidência do grupo em 12 de abril de 2018 e um ano depois, de acordo com os regulamentos, entregou o posto ao país que acontece em ordem alfabética.
A União das Nações Sul-Americanas (Unasul), nascida em 2008 em meio a governos de esquerda na região, está paralisada desde que, em 2017, não escolheu um sucessor para o colombiano Ernesto Samper.
Além disso, a Colômbia retirou-se da Unasul, Argentina e Equador informaram ter deixado o bloco, enquanto Brasil, Chile, Peru e Paraguai anunciaram a suspensão de sua participação.
O grupo foi reduzido a Bolívia, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela.
A Argentina, ao comunicar sua saída na semana passada, disse que a Unasul está passando por uma "crise", enquanto o Equador pediu a devolução da sede em Quito, para entregá-la a uma universidade indígena.
Pary disse que "o procedimento estabelecido pelo tratado constituinte (da Unasul) deve ser seguido se (algum país) quiser efetuar a retirada da agência", mas "são os Estados-membros que vão decidir qual é o destino que esta organização deve ter".
O chefe da diplomacia boliviana também disse que "a partir da data será a decisão do Brasil quem decide os ritmos, as atividades e quem o destino da Unasul".
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