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O presidente boliviano, Evo Morales (C), acompanha um discurso na Assembleia Geral da ONU(afp_tickers)
O presidente boliviano, Evo Morales, estendeu nesta segunda-feira sua mão ao Chile afirmando que não quer "ganhadores ou perdedores", após a decisão do Tribunal de Haia de aceitar a demanda boliviana por uma saída para o mar.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Morales disse: "Não queremos ganhadores ou perdedores, aqui queremos resolver por meio do diálogo. Não se trata de fazer mal a alguém, somos países vizinhos".
Morales se referia a decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia (CIJ), que se declarou competente para tratar da demanda da Bolívia por uma saída para o mar.
O presidente disse que a "Bolívia recebe com muita sinceridade, humildade e dignidade" a decisão da CIJ de que "há um tema pendente em nosso continente e que ela é competente para resolvê-lo".
A Bolívia perdeu sua saída para o oceano Pacífico na guerra contra o Chile no final do século XIX.
A disputa entre os dois países rompeu as relações diplomáticas bilaterais em 1978, e levou a Bolívia a recorrer à CIJ - máximo órgão judicial das Nações Unidas - em 2013.
Morales e a presidente do Chile, Michelle Bachelet, se encontraram casualmente nesta segunda-feira, em Nova York, segundo o embaixador boliviano na ONU, Sacha Llorenti.
"Evo e Bachelet se encontraram e conversaram durante dois minutos, o conteúdo do diálogo eu não sei, conversaram a sós".
AFP