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Fotos em slides tiradas na década de 1980 no laboratório de física de partículas do CERN em Genebra foram transformados em arte. Os slides, que foram deixados de lado, esquecidos e apodrecidos, são na maioria cópias de negativos datados da época do Grande Acelerador de Elétrons-Posítrons e agora fazem parte de uma exposição em Genebra.
Esse material foi descoberto em um conjunto de gavetas depois que o CERN decidiu digitalizar cerca de 450.000 fotografias. Após 30 anos de degradação lenta, as bactérias que cresciam nas lâminas devoraram lentamente a gelatina na superfície. As cores e formas nas imagens originais foram alteradas de forma caótica, enquanto a estrutura subjacente da fotografia original manteve o seu design.
"Depois de limpá-los e exibi-los, percebemos que eram bonitos do ponto de vista artístico", disse à TV pública suíça Jean-Yves Le Meur, chefe do projeto Memória Digital do CERN (Digital Memory projectLink externo).
Le Meur e Matteo Volpi, um físico fotógrafo, criaram as imagens em exposição usando subligrafia, uma técnica para reproduzir imagens em placas de alumínio. O resultado é uma colisão entre física, química, biologia e arte. A exposição “Breaking the MouldLink externo” (trocadilho: "mould" significa tanto 'molde' como 'mofo') continua até 7 de dezembro.
Todas as imagens por VolMeur © 2017 CERN