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Por John Whitesides
WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, por estreita margem, a maior reforma do sistema de saúde em décadas, dando ao presidente Barack Obama uma vitória crucial na batalha que agora segue para o Senado.
Por 220 a 215, contando com o apoio de um republicano ao projeto, a Câmara aprovou no sábado uma lei que estende a cobertura a quase todos os norte-americanos e impede práticas de companhias de seguro como a recusa de tratamento a pessoas com doenças pré-existentes.
Mas no Senado, as discussões sobre o assunto --prioridade doméstica de Obama-- estão paralisadas há semanas, já que o líder do Partido Democrata, Harry Reid, ainda busca uma forma para conquistar os 60 votos de que precisa.
Qualquer discordância entre Senado e Câmara terá de ser resolvida e uma lei final deve ser aprovada novamente por ambas as Casas antes de chegar à sanção de Obama.
A maioria dos republicanos criticou a medida que custará 1 trilhão de dólares, novos impostos sobre os mais ricos e o que chamaram de excessiva interferência do governo no setor privado de saúde.
"Graças ao trabalho duro da Câmara estamos a dois passos de conquistar a reforma dos planos de saúde nos Estados Unidos. Agora o Senado dos Estados Unidos deve acompanhar e aprovar sua versão da lei. Estou absolutamente confiante de que assim será", disse Obama em comunicado depois da votação.
Reid está esperando estimativas de custo do escritório orçamentário do Congresso (CBO, na sigla em inglês) antes de divulgar um projeto de lei pelo Senado. Mas já tomou uma das decisões mais difíceis: a de incluir no texto o plano de saúde nacional financiado pelo governo.
A reforma geraria as maiores mudanças no sistema de saúde dos EUA, que hoje equivale a 2,5 trilhões de dólares, desde a criação do programa governamental Medicare, voltado aos idosos, em 1965.
Os democratas contavam com um "colchão" de 40 dos seus 258 deputados --podiam perdê-los e mesmo assim aprovar a lei. No fim, 39 democratas ficaram ao lado dos republicanos.
A votação é um marco e um grande passo para Obama, que usa seu capital político na batalha da reforma do sistema de saúde.
Uma derrota na Câmara teria dado fim ao combate, paralisando o resto de sua agenda legislativa, e deixaria os democratas vulneráveis a duras derrotas nas eleições parlamentares do ano que vem.
Reuters