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Uma investigação divulgada nesta segunda-feira apontou "padrão e prática" de violência e de violação de direitos constitucionais em adolescentes detidos no presídio de Rikers Island de Nova York.
"A investigação - centrada no uso da força por parte do pessoal, na violência entre detentos e no uso de segregação punitiva durante o período 2011-2013 - concluiu que há um padrão e uma prática de conduta na Rikers Island que viola os direitos dos adolescentes", informou o Departamento americano de Justiça, em um comunicado.
Os resultados do estudo foram apresentados na segunda-feira, em uma entrevista coletiva do procurador-geral do estado de Nova York, Eric Holder, e do procurador federal do distrito sul de Nova York, Preet Bharara.
"As taxas extremamente altas de violência e uso excessivo do confinamento na solitária para adolescentes masculinos descobertas por essa investigação são inadequadas e inaceitáveis", declarou Holder.
Segundo Bharara, o estudo "mostra que, para os adolescentes, Rikers Island é uma instituição falida", na qual "a força bruta é o primeiro impulso em vez de ser o último recurso".
De acordo com as estatísticas divulgadas, em 2013, houve 565 incidentes de uso da força por parte dos agentes penitenciários contra adolescentes, para uma média de 683 menores detidos. Em 2012, foram registrados 517 casos, envolvendo 791 presos.
Os números também revelam um aumento nas brigas entre presos, com 845 casos em 2013, contra 795 em um ano antes.
"A investigação descobriu que detentos adolescentes não são protegidos de maneira adequada contra o dano físico provocado pelo uso desnecessário e excessivo da força pelo pessoal do Departamento Correcional de Nova York (DOC, na sigla em inglês) e a violência infligida por outros detidos", dizem as autoridades.
A prisão de Rikers Island, situada em uma ilha no East River entre o Queens (nordeste) e o Bronx (norte), é a principal instituição penitenciária da cidade, com uma população carcerária de cerca de 12.300 detidos.
Em 2011, o presídio foi manchete em jornais do mundo todo por ser o lugar para onde foi levado, em um primeiro momento, o então diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan. Ele foi detido em Nova York, acusado de violentar uma camareira de origem africana de um hotel da cidade.