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A presidente chilena, Michelle Bachelet, em Valparaíso, no dia 21 de maio de 2016(afp_tickers)
A presidente chilena, Michelle Bachelet, apresentou, nesta terça-feira, um processo por injúrias e calúnias contra a revista Qué Pasa, que publicou na semana passada uma matéria que a vinculava diretamente ao escândalo de corrupção pelo qual são investigados seu filho mais velho e sua nora.
"A presidente da República apresentou nesta manhã (de terça-feira) um processo criminal pelo crime de injúrias e calúnias contra a revista Qué Pasa a partir dos fatos que pudemos conhecer da publicação deste veículo na quinta-feira da semana passada", anunciou o porta-voz do Executivo, Marcelo Díaz.
O processo "foi apresentada pela presidente em condição de cidadã, de pessoa comum", completou.
Na quinta-feira passada, a presidente Bachelet classificou de "infâmia" e "canalhice" uma publicação da revista Qué Pasa, que transcreveu uma suposta conversa telefônica de um dos envolvidos no chamado caso "Caval", sobre a corrupção associada à compra e à venda de terrenos no sul do Chile.
A publicação da revista Qué Pasa, o mesmo veículo que revelou há um ano o caso Caval, conseguiu ficar alguns minutos em seu site, antes de ser retirada.
Na versão original era reproduzida uma escuta telefônica do operador político Juan Díaz, que teria atuado como nexo entre a empresa Caval - de propriedade da nora de Bachelet, Natalia Compagnon, e na qual trabalha seu filho mais velho, Sebastián Dávalos -, para a compra dos terrenos na localidade de Machalí (sul).
No áudio, Díaz vinculava diretamente a presidente como beneficiária do caso Caval, que envolveu a venda de terrenos por quase 15 milhões de dólares diante da mudança projetada no uso das terras.
Após ser retirado da internet, a direção da revista explicou que foram eliminados "fragmentos onde eram feitas graves acusações contra terceiros".
O caso derrubou a popularidade da presidente socialista, que assumiu em março de 2014 após ter conseguido mais de 60% dos votos e cujo apoio chega hoje a um mínimo histórico de 24%.
AFP