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Mangosuthu Buthelezi, o temido nacionalista zulu e líder histórico do partido Inkatha – que alimentou os mais sangrentos atos de violência na África do Sul antes das primeiras eleições multirraciais em 1994 – morreu neste sábado (9) aos 95 anos.
“É com profunda tristeza que anuncio a morte do príncipe Mangosuthu Buthelezi, tradicional primeiro-ministro do rei e da nação zulu, fundador e presidente emérito do partido Inkatha”, disse o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa em comunicado.
O chefe de Estado chamou-o de “líder notável na vida política e cultural da nossa nação, incluindo os altos e baixos da nossa luta pela libertação e pela transição”.
“Ao amanhecer, ele entrou pacificamente na eternidade”, confirmou a família em comunicado.
Os detalhes do funeral ainda não foram anunciados.
Nascido em agosto de 1928 na família real zulu, Mangosuthu Gatsha Buthelezi foi durante muito tempo a personificação do espírito orgulhoso e guerreiro do maior grupo étnico do país.
Começou a sua carreira como membro do histórico Congresso Nacional Africano (ANC), mas abandonou esta formação, que ainda está no poder na África do Sul, e fundou o nacionalista Partido da Liberdade Inkatha (IFP) em 1975.
O Inkatha travou guerras territoriais contra ativistas do ANC nos subúrbios onde viviam majoritariamente pessoas negras e esta onda de violência deixou milhares de mortos.
Buthelezi foi acusado de ter feito o jogo dos supremacistas brancos ao incitar a violência contra o ANC pouco antes das eleições livres de 1994, pois isso colocava em risco o movimento anti-apartheid.