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Chefe da diplomacia da UE pede moderação máxima na Bolívia
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, pediu nesta segunda-feira (11) "moderação máxima" a todos os partidos na Bolívia e solicitou novas eleições depois que o presidente boliviano, Evo Morales, renunciou devido à pressão das ruas e dos militares.
"Espero que, neste momento extremamente crítico para o país, todos exerçam o máximo de restrição e senso de responsabilidade dentro e fora do país", disse Mogherini após uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Europa em Bruxelas.
A autoridade europeia pediu a todos os partidos do país andino "que encontrem o caminho para eleições transparentes que possam ser realizadas em breve" e abriu as portas para o envio de uma missão de observação eleitoral europeia.
"Se formos solicitados a enviar uma equipe e se as condições forem adequadas, faremos todo o possível para enviar uma missão de observação eleitoral", afirmou Mogherini.
Evo Morales, de 60 anos, o presidente latino-americano que mais tempo ficou no poder, renunciou no domingo em meio a violentos protestos e depois de perder o apoio do Exército e da polícia.
Horas antes, o primeiro presidente indígena da Bolívia havia convocado novas eleições, depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou "graves irregularidades" nas eleições de 20 de outubro, que deram a ele uma vitória no primeiro turno contra seu principal rival, Carlos Mesa.