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DUBAI/LONDRES (Reuters) - O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e bancos de Wall Street irão participar de uma conferência de investimentos da elite saudita neste mês apesar de um crescente êxodo de grandes companhias da mídia e líderes empresariais após o desaparecimento de um jornalista saudita.
O plano de Mnuchin de participar da conferência de alto escalão Future Investment Initiative, em Riad, segue os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não via razões para bloquear investimentos da Arábia Saudita nos EUA, apesar de preocupações sobre o bem-estar de Jamal Khashoggi.
“Planejo ir neste momento. Se mais informações surgirem e mudar isto, nós podemos ver isto, mas eu planejo ir”, disse Mnuchin em entrevista à CNBC nesta sexta-feira.
A pressão tem crescido sobre a Arábia Saudita, aliada dos EUA, desde que Kashoggi, um crítico das políticas sauditas, desapareceu. Ele foi visto pela última vez em 2 de outubro, entrando no consulado saudita em Istambul.
Autoridades turcas disseram que Khashoggi foi assassinado dentro do consulado. Riad afirmou que as acusações são infundadas.
A CNN, o Financial Times, o New York Times, a CNBC e a Bloomberg, assim como repórteres e editores da Economist, disseram que não irão mais participar da conferência, que depende fortemente de jornalistas para moderação das principais sessões.
A CNBC e a Bloomberg, assim como a Fox Business Network, estavam entre parceiros de mídia que possuíam um grande papel no evento, que começa em 23 de outubro.
O chefe-executivo da Uber Technologies, Dara Khosrowshahi, o CEO do conglomerado midiático norte-americano Viacom, Bob Bakish, e o bilionário Steve Case, um dos fundadores da AOL, disseram que não irão mais participar do evento. A empreendedora Arianna Huffington também não irá mais participar e deixou o conselho consultivo da conferência, informou sua companhia Thrive Global PR.
A ausência de executivos da mídia e tecnologia provavelmente irá criar uma sombra sobre a conferência de três dias, conhecida como “Davos no deserto” e que se tornou a maior exibição para investidores promoverem a visão de reformas do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman.
(Por Por Saeed Azhar, Lawrence White e Dmitry Zhdannikov)