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Por John O'Donnell
FRANKFURT (Reuters) - Os ataques em massa a mulheres em Colônia e em outras cidades da Alemanha nas festas de fim de ano já ocasionaram mais de 500 queixas-crime, com as suspeitas da política focadas majoritariamente em refugiados colocando pressão sobre a chanceler Angela Merkel e sua política de imigração de portas abertas.
Os ataques, a enorme maioria a mulheres e variando de assaltos a assédios sexuais, já incitaram um acalorado debate na Alemanha sobre a política de fronteiras abertas para imigrantes e refugiados, que representam mais de um milhão dos que vieram para o país no último ano.
Em Colônia, a polícia estimou neste domingo ter recebido 516 queixas-crime registradas por pessoas ou grupos de pessoas relacionadas a ataques na noite de Ano Novo, enquanto em Hamburgo foram 133 denúncias semelhantes. Frankfurt também teve queixas, embora em menor número.
Os ataques em Colônia também esquentaram os debates sobre imigração nos países vizinhos Áustria e Suíça.
A investigação em Colônia tem como foco refugiados e imigrantes ilegais do Norte da África, informou a polícia, que prendeu um marroquino de 19 anos na noite de sábado.
Em Colônia, onde uma força tarefa com 100 oficiais segue tocando as investigações, cerca de 40 por cento das queixas incluíram crimes sexuais, incluindo dois estupros.
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