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O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta(afp_tickers)
O chefe de fotografia do escritório regional da AFP no Leste da África, o japonês Yasuyoshi Chiba, compareceu nesta segunda-feira ante uma magistrada queniana, depois de passar 48 horas na prisão por "invasão de propriedade privada", constatou um jornalista da agência.
Chiba, de 46 anos, foi preso na tarde de sexta-feira quando estava nas instalações de uma fazenda pertencente à empresa de laticínios Brookside, de propriedade da família do presidente queniano Uhuru Kenyatta.
Ele foi ao local para fotografar o logotipo da companhia, logo após a oposição queniana pedir o boicote a três empresas, incluindo Brookside.
Chiba estava com um motorista da AFP no Quênia. Quando chegaram ao complexo, encontraram a barreira da entrada principal aberta e um semáforo verde.
O fotógrafo da AFP tirou três fotos de um caminhão-cisterna cheio de leite, que foi pintado com o logotipo Brookside e uma quarta imagem do mesmo logotipo em uma cerca.
Guarda de segurança da empresa intervieram e chamaram a polícia depois que o fotógrafo se recusou a excluir as quatro fotos.
Chiba passou cerca de 48 horas em uma cela na delegacia de polícia de Ruiru, cerca de 20 km ao norte de Nairóbi. Dois policiais da unidade antiterrorista o interrogaram no sábado e estudaram seu laptop, seu telefone e sua câmera. Uma análise que não revelou qualquer infração.
O fotógrafo, recompensado em duas ocasiões (2009 e 2012) com o World Press Photo, foi libertado após o pagamento de fiança no domingo. O motorista da AFP deixou a prisão no sábado sem acusações.
A Procuradoria decidiu denunciar Chiba por "intrusão em propriedade privada", um crime punível com uma multa de até 5.000 xelins (cerca de US$ 48).
AFP