Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02537.jsonl.gz/3

Milhares de operários, estudantes, professores, indígenas e agricultores foram às ruas da Colômbia nesta quinta-feira para protestar contra o governo do presidente conservador Iván Duque.
"Hoje estamos pedindo ao governo que nos escute, que não tente privatizar a educação, a saúde, a previdência. Que se preocupe com o desenvolvimento social", disse à AFP Camila Bermejo, estudante de sociologia de 20 anos na Universidade Nacional, enquanto caminhava para a Praça Bolívar de Bogotá.
Desde sua chegada ao poder, no dia 7 de agosto, Duque enfrenta um crescente descontentamento popular, o que tem gerado protestos.
Convocados pelas centrais sindicais, os protestos tomaram as ruas de uma dezena de cidades da Colômbia.
Em Bogotá, a principal concentração ocorreu na Praça Bolívar, próxima à sede do governo, onde encapuzados enfrentaram a polícia lançando pedras e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo.
Até o momento não há relato de feridos ou detidos.
A ministra do Interior, Nancy Patricia Gutiérrez, que recentemente negociou com os indígenas que protestavam no sudoeste do país, afirmou que por trás das manifestações há uma estratégia política contra o governo.
"Estamos certos de que isto tem motivações políticas e ideológicas da oposição ao governo; está sendo construída uma estratégia de mobilização social desde o ano passado para gerar a sensação de falta de governabilidade", disse a ministra.
Os protestos ocorrem nas vésperas da aprovação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PND), uma espécie de roteiro dos planos do governo para os próximos quatro anos.
Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: <email-pii>