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O presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou nesta terça-feira (11) estado de exceção nas prisões do país como forma de controlar as "máfias" que estão "criando o caos" dentro das prisões, onde ocorreram brigas mortais nas últimas semanas.
O estado de exceção permitirá que as Forças Armadas do Equador "ajudem no controle das máfias que estão criando o caos nas prisões", escreveu o presidente no Twitter ao anunciar a medida.
Na mesma rede social, a entidade responsável pela gestão das prisões do país informou nesta terça-feira sobre a morte de dois detentos após uma briga na área de segurança máxima de um presídio.
No fim de semana, dois israelenses, ligados a um caso de corrupção envolvendo os filhos do ex-presidente Abdalá Bucaram, foram atacados dentro do Centro de Reabilitação Social masculino, em Guayaquil (sudoeste). Um deles morreu e outro ficou ferido.
No início de agosto, nove presos morreram e 20 ficaram feridos durante um motim, quando seis policiais também foram afetados.
Na ocasião, o comandante geral da Polícia, Patricio Carrillo, lembrou que havia uma "guerra de gangues" dentro das prisões do país, cuja população carcerária total é de aproximadamente 38.000 detentos.
"Continuamos lutando contra o crime em todas as frentes!", acrescentou o presidente no Twitter.
No ano passado, entre maio e agosto, a superlotação e as constantes brigas entre os presidiários já tinham feito o governo equatoriano declarar estado de emergência nas prisões do país.
Em meio à pandemia, para reduzir a população carcerária, o Equador aplicou medidas substitutivas para aqueles que cumpriam penas por crimes menores, reduzindo assim a superlotação das prisões de 42% para 30%.