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O industrial e colecionador de arte Emil Bührle acumulou grande parte de sua fortuna através de negócios oportunistas de armas durante a Segunda Guerra Mundial, informa uma detalhada pesquisa da Universidade de Zurique.Este conteúdo foi publicado em 19. novembro 2020 - 13:53
- 日本語 スイスで最も裕福な実業家 巨額の富にナチスの影
- Español Historiador muestra la relacion nazi con la prestigiosa colección Bührle
- عربي مؤرخ يعرض صلة الحقبة النازية بمجموعة من الأعمال الفنية المرموقة
- English Historian shows Nazi-era links behind prestigious art collection (original)
- Pусский В Швейцарии со скандалом опубликовали доклад об Эмиле Бюрле
Bührle (1890-1956), que era originalmente da Alemanha, tornou-se o homem mais rico da Suíça na época e um dos colecionadores de arte mais celebrados do país, acumulando cerca de 600 obras por CHF 39 milhões (US$ 35,57 milhões) ao longo de sua vida.
Algumas delas serão expostas em uma exposição no museu de arte Kunsthaus, em Zurique, no próximo ano.
A pesquisa do historiador da Universidade de Zurique Matthieu Leimgruber identificou fortes ligações entre a fortuna de Bührle, suas obras de arte e os negócios de armas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O estudo, divulgado na terça-feira, afirma que Bührle iniciou a guerra vendendo canhões às Potências Aliadas por um total de CHF 60 milhões. Após a derrota francesa, ele passou a fornecer armas ao regime nazista alemão no valor de 540 milhões de francos suíços. Quando os alemães começaram a sentir os reveses da guerra, ele novamente trocou de clientes.
"Está fora de dúvida que os negócios de armas feitos com a Alemanha nazista fizeram [de Bührle] o homem mais rico da Suíça e também forneceram a base para sua coleção de arte", escreve Leimgruber. Para o historiador, o próprio Bührle não era um nazista, mas lidou de forma puramente oportunista com o regime alemão da época, conseguindo aumentar sua fortuna pessoal de CHF 8 milhões em 1938 para CHF 162 milhões em 1945.
Não é a primeira vez que os negócios de Bührle são analisados, e mesmo durante sua vida ele enfrentou várias acusações de compra de arte saqueada, algumas das quais mais tarde ele devolveu aos proprietários judeus.
O último estudo, encomendado pela cidade e pelo cantão de Zurique, foi criticado pelo jornal Woz, que questionou sua independência. Outros, incluindo o prefeito de Zurique, defenderam a integridade da pesquisa e do relatório que dela resultou.