Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02403.jsonl.gz/73

O líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, não descarta uma anistia ao presidente Nicolás Maduro, apesar de considerá-lo responsável pelas vítimas nos protestos.
Em entrevista à rede de TV Univisión, Guaidó avaliou que "em períodos de transição ocorrem coisas similares (...) e não podemos descartar qualquer elemento, mas será preciso ser muito firme com o futuro (...), especialmente para responder à emergência humanitária".
Na entrevista, realizada por Skype de algum lugar não identificado de Caracas, Guaidó responsabilizou Maduro pelas mortes ocorridas esta semana durante os protestos contra o governo chavista.
Segundo ONGs, a repressão aos protestos deixou 26 mortos, todos baleados.
"Isto teria que ser revisto (a anistia), ele também é funcionário público, lamentavelmente é um ditador e o responsável pelas vítimas de ontem na Venezuela", declarou Guaidó.
O Parlamento, único poder controlado pela oposição na Venezuela, prometeu no dia 15 de janeiro passado uma "anistia" para os militares que rejeitarem o governo Maduro, declarado "usurpador" da presidência.
"Vamos avaliar, mas esta anistia e estas garantias são para todos os que estejam dispostos a ficar do lado da Constituição e recuperar a ordem constitucional", acrescentou Guaidó, que descartou qualquer diálogo entre a oposição e o governo de Maduro.
"O diálogo não faz parte do cenário, o que está em discussão são os mecanismos necessários para conseguir o fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres". Maduro sempre utiliza o diálogo "para enganar o povo e ganhar tempo".
Onze dos 14 países do Grupo Lima, incluindo o Brasil, assim como os Estados Unidos e o Canadá, reconhecem Guaidó como o atual presidente da Venezuela.
Mais cedo, o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, defendeu a criação de um "corredor de escape" para que Maduro abandone a Venezuela.
"Temos que deixar um lugar para o Maduro e a sua turma escapar, deixar ele ir embora e o país se reconstruir a partir daí".
Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: <email-pii>