Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02435.jsonl.gz/44

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Cerca de 1.800 colmeias destinadas à produção de mel nos departamentos do norte de Salto e Paysandú morreram ou estão prestes a morrer por conta deste tóxico que envenenou as abelhas(afp_tickers)
O fipronil, inseticida que esteve na origem da crise dos ovos contaminados na União Europeia (UE), matou centenas de colmeias no Uruguai, onde seu uso agrícola está proibido, informaram as autoridades.
Cerca de 1.800 colmeias destinadas à produção de mel nos departamentos do norte de Salto e Paysandú (400 km ao norte de Montevidéu) morreram ou estão prestes a morrer por conta deste tóxico que envenenou as abelhas, segundo um relatório apresentado nesta quarta-feira pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca.
"O causal da mortalidade foi o fipronil", explicou Federico Montes, responsável do controle de químicos no ministério.
"Não podemos concluir de onde veio a fonte de contaminação" que foi encontrada nos animais mortos no fim de agosto, sustentou, enquanto assinalou que a pesquisa continuará para "tentar determinar a origem" de um ato que qualificou como um "delito".
"Se enquadra em um ato ilegal e cometer um delito de matar apiários e colmeias... não sei com que fim pode-se fazer isto", refletiu.
O fipronil está proibido no Uruguai para o uso em cultivos de forma líquida ou de pó solúvel contra insetos. No entanto, a sua utilização está habilitada no campo veterinário para combater pulgas, carrapatos e ácaros, e em formulação granulada como pesticida.
Na União Europeia, ao contrário, o seu uso está proibido em animais destinado à cadeia alimentar.
O químico, de acordo com a própria norma uruguaia que limita o seu uso, é "tóxico para as pessoas, muito tóxico para aves e peixes e altamente tóxico para as abelhas".
Em julho explodiu o escândalo pelos ovos contaminados com esta substância na UE. A Bélgica foi o primeiro país a alertar, em 20 de julho, a agência de segurança alimentar do bloco sobre a presença do produto em ovos, seguida de Holanda e Alemanha. A notícia se tornou pública em 1º de agosto.
AFP