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O uso da máscara tornou-se obrigatório para adultos e alunos mais velhos nas escolas a partir de ontem em vários cantões, em reação à segunda onda de coronavírus. A Universidade de Berna já se mobilizou para expandir o ensino à distância.Este conteúdo foi publicado em 22. outubro 2020 - 06:40
O cantão de Schwyz, que tem sido particularmente atingido pelo último aumento de casos - um show de yodeling com a presença de um 'super-spreader' (indivíduo infectado que contamina várias pessoas em uma mesma ocasião) colocou seu hospital principal sob forte pressão - ampliou o uso de máscaras nas escolas.
Desde ontem (quarta-feira), todos os alunos de nível secundário (a partir de 12 anos) terão que usar coberturas faciais nas aulas. Anteriormente, esta regra se aplicava apenas àqueles com 15-16 anos de idade ou mais (secundário 2) e professores.
Um aumento no número de casos de Covid-19 entre os alunos do nível secundário 1, somado às ausências devido à quarentena, provocou a mudança, disseram as autoridades. O uso de máscaras deve impedir que classes inteiras entrem em quarentena, acrescentou o departamento educacional cantonal.
Appenzell Ausser Rhodes, no centro da Suíça, também introduziu o uso de máscaras para todos os alunos do nível secundário. O objetivoLink externo das autoridades escolares é evitar o fechamento de escolas.
No cantão de St Gallen, existe agora uma recomendação para que os adultos das escolas primárias usem máscaras em todas as áreas, exceto nas salas de aula, de acordo com as medidas decididas pelo cantão na terça-feira. O Cantão da Basileia também reforçou o uso de máscaras tanto para os níveis primário e secundário.
Na Suíça, os cantões são responsáveis pelos assuntos educacionais, também durante a pandemia. As medidas nacionais - como o fechamento de escolas na primavera passada - são excepcionais.
O cantão de Zurique introduziu máscaras para todos os adultos nas escolas primárias a partir desta última segunda-feira. Vários cantões já obrigam os alunos mais velhos a usar máscaras, mas as crianças menores de 12 anos ainda estão geralmente isentas, considerando que na Suíça eles não são os principais vetores de contágio.
Na quarta-feira Alain Berset, ministro suíço da saúde, reiterouLink externo que, como os cantões estavam encarregados da educação, o governo não previu intervir no momento nas escolas.
Nas universidades
O ensino superior também foi afetado. A Universidade de Berna Link externodecidiu limitar os cursos presenciais àqueles com um componente altamente interativo, como seminários, tutoriais e aulas de laboratório, a partir desta semana. Grandes palestras estão voltando online, assim como os eventos em salas com mais de 120 lugares.
No entanto, atualmente ela é a única universidade a tomar tal medida. As instituições estão preparadas para todos os cenários, disse a reitora da Universidade de Friburgo, Astrid Epiney - que também é a vice-presidente da organização que reúne as universidades suíças.
Muitas pessoas estão trabalhando de casa - como recomendado pelo governo - mas algumas aulas precisavam ser dadas no local sempre que possível, disse ela à televisão pública suíça SRFLink externo. Ninguém estava sendo forçado a vir ao campus, acrescentou ela. As universidades têm medidas de proteção em vigor, disse Epiney.