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O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou nesta sexta-feira (8) a distribuição de vacinas contra a covid-19 pelo governo de Donald Trump.
"As vacinas nos dão esperança, mas sua distribuição tem sido uma farsa", disse Biden a jornalistas em seu reduto Wilmington, Delaware.
A distribuição das vacinas será "o maior desafio operacional que enfrentaremos como nação", disse o presidente eleito, que será empossado em 12 dias.
Mais cedo, a CNN relatou que o futuro governo Biden planejava distribuir todas as doses disponíveis das vacinas, em vez de reter a metade para as segundas injeções dos já vacinados.
"O presidente eleito acredita que devemos acelerar a distribuição de vacinas enquanto continuamos a garantir que os americanos que mais precisam delas as recebam o mais rápido possível", disse TJ Ducklo, porta-voz da equipe de transição de Biden, à CNN.
"Ele é a favor da distribuição imediata das doses disponíveis e considera que o governo deve deixar de restringir o fornecimento de vacinas", disse o porta-voz.
As duas vacinas atualmente licenciadas nos Estados Unidos - Pfizer/BioNTech e Moderna - exigem que as pessoas recebam uma segunda dose com um intervalo de três a quatro semanas.
Ao eliminar a obrigação de reter metade das reservas, as autoridades esperam aumentar o número de pessoas que poderão receber a vacina rapidamente.
Mas adiar a injeção da segunda dose reduziria o nível de proteção individual, e a agência reguladora de medicamentos dos EUA (FDA) e o renomado imunologista Anthony Fauci se opuseram a isso.
A eventual mudança de política proposta pelo futuro governo Biden é, por enquanto, apenas teoria e, além disso, o principal problema da campanha de vacinação americana tem sido a distribuição das doses, e não o seu suprimento.
O governo federal fiscalizou o embarque de 21,4 milhões de doses, mas apenas 5,9 milhões de pessoas receberam a primeira injeção. As 15,5 milhões de doses restantes permanecem em hospitais e clínicas que não puderam aplicá-las e não estão reservadas para serem aplicadas como uma segunda injeção.
Os Estados Unidos são o país mais enlutado do mundo pela pandemia, com mais de 365.000 mortes.