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O representante especial dos Estados Unidos para a crise na Venezuela, Elliott Abrams, disse nessa terça-feira (30) que a Rússia deveria pressionar o presidente Nicolás Maduro para evitar situações de violência no país, depois que um grupo de militares se rebelou em apoio ao líder opositor.
"Os russos estavam exercendo um papel que ajuda muito pouco. Ajudaria que fizessem um chamado à não violência", declarou Abrams em entrevista.
"Uma das coisas que temos visto hoje são alguns casos de violência por parte das forças de segurança venezuelanas contra civis desarmados e inocentes", acrescentou.
Durante o dia, a Rússia acusou Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente interino, de alimentar o conflito e pediu um negociação, opção que Washington recusa.
Abrams relatou ainda ter trocado mensagens com Guaidó por volta das 15h (horário de Brasília) dessa terça-feira e que o líder opositor parecia "otimista e determinado".
O funcionário americano também ressaltou o fato de Maduro não ter sido visto em atos públicos ao longo do dia.
"Normalmente, alguém interpretaria isso como um sinal de que (ele) não está seguro do apoio que tem", completou Abrams, que classificou a situação na Venezuela como "confusa".
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