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O genro de uma das mulheres mais ricas de Mônaco, Hélène Pastor, morta em maio no sul da França, Wojciech Janowski, reconheceu ter encomendado o assassinato por causa de sua herança, anunciou nesta sexta-feira o promotor de Marselha, Brice Robin.
Segundo o promotor, o empresário de 64 anos, cônsul da Polônia no principado, confessou o envolvimento durante sua prisão preventiva. Ele teria pago 200.000 euros pelo crime e mais 50.000 em presentes a um assassino de aluguel.
A promotoria informou que a filha da vítima, Sylvia Pastor, que foi colocada em liberdade sem acusações depois de ser detida, na segunda-feira, junto a outras 22 pessoas, "descobriu" o que seu marido fez durante os interrogatórios.
A promotoria observou movimentos financeiros suspeitos nas contas bancárias de Janowski, empresário polonês, diretor da firma Firmus SAM, especializada em nanotecnologia, e que ocupava o cargo de cônsul honorário de seu país em Mônaco desde 2007. Ele foi deposto do cargo em função do escândalo.
Helene Pastor, 77 anos, recebeu dois tiros quando estava em seu automóvel. O autor do ataque conseguiu fugir com um cúmplice.
O motorista de Helene Pastor, Mohamed Darwich, 64 anos, foi gravemente ferido no ataque e faleceu em 10 de maio.
Helene Pastor era uma das herdeiras de uma dinastia monegasca, fundada por seu avô italiano Jean-Baptiste e desenvolvida por seu pai Gildo.
A família construiu sua fortuna no mercado imobiliário do principado.
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