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Pessoas homenageiam vítimas de ataque em Londres 6/6/2017 REUTERS/Marko Djurica(reuters_tickers)
Por William James e David Milliken
LONDRES (Reuters) - A polícia britânica identificou o terceiro dos agressores que mataram sete pessoas em um ataque com faca e van em Londres, uma pessoa que um procurador italiano disse ter sido sinalizada para autoridades britânicas como possível risco, após se mudar para a Inglaterra no ano passado.
O ataque ofuscou outras questões na campanha política para a eleição parlamentar de quinta-feira, com o Partido Conservador, governista, e o Partido Trabalhista buscando defender suas plataformas sobre segurança.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrentando acusações de privar a polícia de recursos, disse que pode buscar reverter proteções de direitos humanos que tornam mais difíceis deportação e detenção de possíveis militantes quando há evidências insuficientes para iniciar procedimentos legais.
A revelação de que ao menos um dos agressores do ataque de sábado, Khuram Butt, era conhecido dos serviços de segurança, levantou preocupações de que os serviços não possuem os recursos para prevenir ataques.
Butt, cidadão britânico de 27 anos nascido no Paquistão, apareceu em um documentário da TV britânica exibido no ano passado e intitulado “The Jihadis Next Door” (Os Jihadistas na Porta ao Lado).
O ataque de sábado à noite, no qual três homens dirigiram contra pedestres na London Bridge antes de esfaquearem pessoas na área de Borough Market, foi o terceiro ataque islamita no Reino Unido em três meses.
A identidade do terceiro agressor foi revelada pela polícia nesta terça-feira como Youssef Zaghba, de 22 anos e que não havia sido pessoa de interesse para a polícia ou a agência interna de inteligência, MI5.
Mas um procurador italiano disse que Zaghba, de pai marroquino e mãe italiana, havia sido parado no aeroporto de Bolonha em 2016 por suspeita de estar seguindo para a Síria e disse à polícia que queria ser um terrorista.
O procurador disse que a Itália não possuía evidências suficientes para processar Zaghba, mas que alertou ao Reino Unido sobre ele.
Zaghba viveu no Marrocos por grande parte da sua vida, mas fez breves visitas à Itália para ver sua mãe em Bolonha.
Reuters