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A batalha de Mossul entra no sexto mês e milhares de pessoas continuam a fugir das áreas controladas pelo Estado islâmico para as zonas protegidas pelo exército iraquiano.
Desde o início da ofensiva, em outubro, – desencadeada pelas forças iraquianas e os peshmergas, com a ajuda da artilharia americana -, mais de 355 mil pessoas fugiram de Mossul; 181 mil da zona ocidental onde decorrem intensos combates.
Ahmed, residente nos arredores de Alyarmouk, acusa: “Deus sabe que são criminosos. São todos criminosos. É destruição por todo o lado”.
Abdullah, que vivia em Mossul, conta:
“Nós fomos retirados dos escombros. A minha casa foi atingida e nós fomos resgatados dos escombros. Há destruição por todo o lado”.
Muitas vezes, quando os refugiados chegam aos campos criados pela ONU e pelo governo iraquiano, já não há lugares. Enquanto esperam pela construção de mais alojamentos, alguns encontram refúgio nas mesquitas, que se transformam provisoriamente em campos de acolhimento.
Na zona leste de Mossul, e contra todas as expetativas, algumas famílias estão de regresso e começam a reconstruir as casas destruídas pela guerra. Dão graças a Deus por estarem vivos, mas as armas continuam a ouvir-se não muito longe.
“Estou contente que tenhamos sido libertados. A nossa casa foi demolida. É o preço a pagar”., diz Samira, enquanto vai erguendo restos de mobília dos escombros da casa em que vivia.
Numa rua, um homem inicia a reconstrução de um muro da antiga casa: “Claro que os combates continuam não muito longe daqui. Mas para onde podemos ir? Há falta de casas. Temos que reconstruí-las e, por enquanto, construímos casas provisórias”.
É a esperança a renascer dos escombros de uma guerra, que ninguém sabe ainda quando terá fim.
Fonte: Euronews