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O governo colombiano denunciou neste domingo (13) que guerrilheiros da ELN e grupos que se afastaram do acordo de paz estão por trás dos ataques às forças públicas em Bogotá, que vive intensos protestos contra a violência policial.
O conselheiro de paz do governo, Miguel Ceballos, disse em um vídeo que os rebeldes estão "manipulando" as manifestações que se seguiram à morte de Javier Ordoñez nas mãos da polícia na última quarta-feira.
A abordagem violenta, que incluiu descargas repetidas com uma arma elétrica, gerou protestos e uma série de ataques com pedras e bombas incendiárias lançadas contra os postos policiais conhecidos como CAI.
Treze pessoas, em sua maioria jovens, foram mortos em Bogotá e em cidades próximas. Pelo menos 10 das vítimas morreram por ferimentos de bala que, segundo a prefeitura da cidade, teriam sido causados por policiais que atiraram "indiscriminadamente".
Sem se refererir a estas denúncias, Ceballos disse que o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as dissidências das Farc são os culpados pelos atos de vandalismo contra dezenas de CAIs em Bogotá.
"Responsabilizamos o ELN, diretamente Ariel, que é essa pessoa que comanda a frente urbana dessa guerrilha; responsabilizamos os chefes das dissidências (...), que tentam desestabilizar as cidades da Colômbia atacando aos CAIs", afirmou. "Estas ações não buscam mais do que afetar a segurança dos bairros", comentou o alto comissário de Paz.
Em meio à onda de distúrbios e confrontos entre manifestantes e as forças públicas, 194 uniformizados ficaram feridos, embora a polícia não tenha informado quantos deles por ferimentos de bala.
Reconhecida como a última guerrilha da Colômbia, o ELN conta com 2.300 combatentes e uma extensa rede urbana de apoio. Após o acordo de paz de 2016 com as Farc, vários grupos da outrora guerrilha marxista seguiram ativos, embora sem um comando unificado.
Autoridades calculam que seriam pouco mais de dois mil rebeldes dissidentes, com influência em áreas remota do país.