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O genoma do camundongo permite compreender melhor o genoma humano.
Os cientistas suíços que participaram do mapeamento genético do camundongo publicam dois estudos na revista Nature.
O primeiro estudo demonstra que existem fragmentos de genes similares entre os dois genomas, do homem e do camundongo. Esses fragmentos (2.262) não contém genes mas têm um papel biológico ainda desconhecido, segundo Stylianos Antonarakis.
"O ancestral comum entre o homem e o camundongo desapareceu há 60 milhões de anos mas, se esses fragmentos comuns foram mantidos devem ter uma função", afirma o pesquisador.
Detectar má formação de órgãos
No segundo estudo, assinado por Alexandre Reymond, os pesquisadores determinaram em que orgãos e em que fase do desenvolvimento são ativados os genes do cromossomo 21 no ser humano.
Foram localizados então os cromossomos correspondentes no genoma do camundongo e observaram mil gestações de ratos para saber quando os genes do cromossomo 21 entram em ação.
A conclusão do estudo é que esse método pode permitir localizar a causa de má formação de órgãos no camundongo e que também poderá ter a mesma causa no homem.
swissinfo com agências