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O Peru decretou nesta sexta-feira (18) o caráter gratuito e universal da vacina contra a covid-19 "para todos os habitantes do país", e declarou "de utilidade e necessidade pública e interesse nacional" a aquisição e distribuição de medicamentos contra a pandemia.
A medida entrou em vigência assim que o presidente peruano, Francisco Sagasti, promulgou uma norma que foi aprovada este mês no Congresso com ampla maioria.
Apesar da decisão do governo, a população peruana está longe de conseguir acessar a vacina.
A chefe do Gabinete, Violeta Bermúdez, disse nesta sexta-feira que "o cenário mais realista" para a vacinação é no primeiro semestre de 2021, mas destacou "não há uma data", apesar de estar "perto de concretizar alguns dos contratos" com os laboratórios que desenvolvem as vacinas.
O Peru também está participando com 12.000 voluntários do ensaio clínico de uma potencial vacina chinesa contra a covid-19. O estudo, em sua terceira fase, está suspenso temporariamente após o relato de um paciente com sintomas "adversos" depois de vacinado.
A lei assinada pelo governo peruano nesta sexta-feira também contempla a entrega de um registro sanitário "condicional" durante um ano "aos medicamentos e produtos biológicos com estudos clínicos em fase III com resultados preliminares", com o objetivo de acelerar a disponibilidade de doses para imunizar a população.
O Peru registrava até esta quinta-feira (17) 36.901 mortos e 991.518 casos confirmados de covid-19, sendo o segundo país do mundo pela taxa de mortalidade registrada, de 115.22 mortes a cada 100.000 habitantes, atrás da Bélgica (160,84), de acordo com a Universidade Johns Hopkins dos Estados Unidos.