Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02496.jsonl.gz/22

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O presidente Donald Trump, em Springfield, em 30 de agosto de 2017(afp_tickers)
A administração de Donald Trump condenou nesta quarta-feira que a "ilegítima" Assembleia Constituinte na Venezuela julgue opositores e pediu ao governo de Nicolás Maduro que dissolva este órgão, liberte todos os "presos políticos" e realize eleições "livres".
"Os Estados Unidos condenam a convocação de julgamentos da oposição política por parte da ilegítima Assembleia Constituinte da Venezuela, incluindo membros da legislatura democraticamente eleita, por acusações de traição e suposta participação na crise econômica da Venezuela", indicou em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.
A Constituinte que rege a Venezuela com plenos poderes desde 4 de agosto anunciou na terça-feira que nesta quarta processaria por "traição à pátria" dirigentes opositores a quem acusa de promover as sanções dos Estados Unidos contra o país.
"Esta injustiça é só a mais recente de um esforço do regime de Maduro para debilitar a democracia, reprimir a dissidência política e semear o temor entre seus críticos", ressaltou Nauert.
"Representa outra ruptura na ordem constitucional da Venezuela", acrescentou.
Nesta quarta-feira, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU afirmou que a democracia na Venezuela "apenas está viva, se ainda estiver viva", ao apresentar um relatório que acusa o governo venezuelano de "reprimir a dissidência política e infundir temor na população".
Washington atribuiu à severa escassez que vive no país ao governo de Maduro.
"A situação econômica da Venezuela é o resultado das políticas equivocadas e da corrupção do regime de Maduro, que tem responsabilidade direta pelo sofrimento do povo venezuelano", afirmou a declaração.
Trump proibiu na última sexta-feira, por decreto, que se negocie dívida emitida pelo governo venezuelano e pela estatal petroleira PDVSA, o que Maduro chamou de "brutal agressão" considerando-se a grave crise econômica do país.
"Instamos o governo venezuelano que realize eleições livres, justas e supervisionadas por observadores internacionais; que dissolva a ilegítima Assembleia Constituinte; que respeite a Constituição e as autoridades da Assembleia Nacional; que faça a liberação imediata e incondicional de todos os presos políticos; e que atenda as necessidades humanitárias do povo venezuelano", concluiu o texto do Departamento de Estado.
Segundo a oposição, na Venezuela há cerca de 590 "presos políticos".
AFP