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Por Krishna N. Das
NOVA DÉLHI (Reuters) - Um Estado da Índia comandado pela oposição disse nesta quinta-feira que pediu ao governo federal que suspenda a distribuição de uma vacina contra Covid-19 feita no país até a eficácia ser comprovada em um teste de estágio avançado que está em andamento.
A Índia, que relata o segundo maior número de casos de Covid-19 do mundo, só ficando atrás dos Estados Unidos, vacinou mais de 7 milhões de trabalhadores da linha de frente desde 16 de janeiro usando a Covaxin, desenvolvida pela Bharat Biotech, além de uma vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.
Até agora, o governo indiano encomendou 10 milhões de doses da Covaxin e 21 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, fabricada localmente pelo Instituto Serum.
A Bharat Biotech, que criou a Covaxin com o estatal Conselho Indiano de Pesquisa Médica, disse que os dados de eficácia do teste clínico de estágio avançado com quase 26 mil voluntários sairão no mês que vem, o que levou epidemiologistas a fazerem críticas dizendo que ela está sendo aprovada rápido demais para um uso emergencial.
Mas os desenvolvedores e a agência reguladora de medicamentos do país dizem que a vacina é segura e eficaz com base em estudos iniciais e intermediários.
O Estado de Chhattisgarh, com cerca de 32 milhões de habitantes e que iniciou sua campanha com 588 mil doses do produto da AstraZeneca, disse que provavelmente receberá doses da Covaxin em breve.
"Há uma preocupação entre a comunidade em geral em relação ao uso da Covaxin”, disso o ministro estadual da saúde T.S. Singh Deo em uma carta ao ministro da Saúde, Harsh Vardhan, compartilhada no Twitter.
“Essa preocupação surge do fato de que os ensaios clínicos da fase 3 ainda não foram concluídos”, acrescentou.
Singh Deo também disse no Twitter que os frascos da Covaxin não exibem data de validade e que ele havia solicitado a Vardhan que interrompesse seu fornecimento para Chhattisgarh "até que essas questões sejam abordadas de forma satisfatória a nosso Departamento de Saúde para evitar o desperdício das doses de validade antecipada da droga".
Uma porta-voz do Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família não respondeu a um pedido de comentário.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF