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A China lançou neste sábado uma campanha de rastreio em Xinjiang, após a descoberta de um novo foco de coronavírus naquela vasta região do noroeste do país, onde vive, em particular, a minoria muçulmana uigure, diante do temor de retorno das infecções.
Os novos casos ilustram a dificuldade da China - primeiro país afetado pelo vírus, no fim de 2019 - de erradicar a epidemia. A campanha de rastreio é realizada após a decisão das autoridades de suspender a maior parte das conexões aéreas com Urumqi, capital regional de Xinjiang, e o serviço de transporte público.
A cidade, de 3,5 milhões de habitantes, registrava até hoje 17 novos casos da doença, segundo autoridades. As campanhas de detecção devem começar nos prédios onde foram reportados os novos casos e, aos poucos, serão estendidas a toda a cidade, indicou o chefe do comitê de saúde local, Zhang Wei. Foi recomendado aos residentes de Urumqi que não deixem a cidade.
Xinjiang foi uma das primeiras regiões em que os estudantes retornaram às aulas, no fim de março, depois que autoridades anunciaram o fim da primeira onda da pandemia. Pouco menos da metade dos habitantes daquele território semidesértico pertence à minoria uigure, predominantemente muçulmana e que fala um idioma semelhante ao turco.