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Por Alexandra Ulmer
CARACAS (Reuters) - A Venezuela prendeu o chefe da petroleira estatal para a região ocidental e outros oito executivos da PDVSA, de acordo com um memorando interno da companhia e seis fontes da indústria petroleira do país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Não ficou imediatamente claro o motivo pelo qual Gustavo Malave e outros funcionários foram presos, embora uma série de investigações de corrupção estejam sendo realizadas na PDVSA e tenham envolvido outros funcionários.
As fontes disseram que Malave foi preso na segunda-feira no Estado de Zulia, tradicional região venezuelana de produção de petróleo próxima à Colômbia, no que seria uma das detenções de maior escalão de um executivo da PDVSA.
A PDVSA, a procuradoria e Malave não responderam imediatamente a pedidos de comentários.
Separadamente, o novo procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, anunciou na quinta-feira estar investigando “espetaculares” superfaturamentos em uma dúzia de contratos na faixa petrolífera de Orinoco, do outro lado do país.
A reputação da PDVSA --sigla para Petróleos de Venezuela SA-- tem sido devastada nos anos recentes por acusações de corrupção envolvendo funcionários de alto escalão.
A companhia culpou um pequeno grupo de funcionários e executivos pelos problemas e prometeu uma guerra contra a corrupção.
No ano passado, o Congresso liderado pela oposição informou que 11 bilhões de dólares foram perdidos na PDVSA entre 2004 e 2014, quando Rafael Ramirez estava no comando da companhia. Ele negou as acusações.
Reuters