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KIEV (Reuters) - O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, procurou reunir apoio internacional para seu país contra a Rússia em uma série de ligações com líderes estrangeiros nesta quarta-feira, enquanto Moscou parecia prestes a anexar uma faixa do território ucraniano.
Zelenskiy conversou com líderes de países como Reino Unido, Canadá, Alemanha e Turquia para pedir mais ajuda militar e sanções mais duras a Moscou depois do que Kiev e o Ocidente denunciaram como referendos falsos ilegais em quatro províncias parcialmente ocupadas na Ucrânia.
Os Estados Unidos disseram que estão trabalhando com aliados e parceiros para impor custos econômicos severos a Moscou, e o executivo da União Europeia propôs novas sanções.
"Esperamos a liderança de Londres também em reação aos falsos referendos russos. Defesa e ajuda financeira à Ucrânia precisam ser reforçadas em resposta", escreveu Zelenskiy no Twitter depois de falar com a primeira-ministra britânica, Liz Truss.
Ele disse ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, separadamente, que o mundo não deve se curvar à "chantagem nuclear russa" e acrescentou: "O agressor precisa entender claramente todas as consequências de sua irresponsabilidade".
Zelenskiy agradeceu ao presidente turco, Tayyip Erdogan, pela condenação de Ancara aos chamados referendos e acrescentou: "A comunidade mundial tem que dar a resposta mais forte possível às ações da Rússia".
Em outra ligação, Zelenskiy ganhou uma promessa do chanceler alemão, Olaf Scholz, de que o apoio financeiro, político e humanitário de Berlim à Ucrânia não irá vacilar.
Scholz também disse que a Alemanha continuará apoiando a Ucrânia na defesa de sua soberania e integridade territorial, incluindo entregas de armas, disse um porta-voz do governo alemão.
(Reportagem de Pavel Polityuk)