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Os países da América Central estão preparando um plano para enfrentar uma possível onda de migração de haitianos, cubanos, asiáticos e africanos que buscam entrar irregularmente nos Estados Unidos, informou nesta sexta-feira (19) uma fonte guatemalteca.
O diretor-geral de Migração da Guatemala, Guillermo Díaz, informou aos jornalistas que eles estão elaborando uma proposta para fazer frente ao fluxo migratório que pode ocorrer nas próximas semanas.
Acrescentou que a iniciativa deve ser apresentada na próxima segunda-feira em um debate regional com autoridades dos países que compõem a Comissão Centro-Americana de Diretores de Migração.
Segundo a autoridade, os migrantes chegariam do Peru pela área de Darien, no Panamá, para cruzar a América Central até o México.
"Foram obtidas informações sobre a probabilidade desses fluxos migratórios chegarem à Guatemala, informações extraoficiais, por isso as autoridades de migração da região já se preparam para lidar com isso", explicou.
Díaz reconheceu que a migração é um direito, mas deve ser realizada de maneira segura, ordenada e regular.
Milhares de migrantes de vários países tentaram chegar aos Estados Unidos de forma irregular, fugindo da pobreza e da violência.
Em meados de janeiro, policiais e soldados da Guatemala dissolveram à força uma caravana de milhares de migrantes hondurenhos, incluindo centenas de crianças, que invadiram a fronteira do país sem apresentar documentos ou exame negativo para covid-19, exigidos pelo governo.
As forças de segurança agiram por ordem do presidente Alejandro Giammattei, que determinou que interrompesse o avanço dos migrantes por causa dos riscos perante a pandemia do novo coronavírus, que já causou 170.275 casos e 6.220 mortes na Guatemala.
Nessa caravana, cerca de 7 mil pessoas conseguiram entrar no país e a maioria foi devolvida a Honduras, segundo dados oficiais da Guatemala, que criticou seu vizinho por não evitar a saída dos migrantes.
Uma semana depois de eles serem devolvidos, diplomatas dos Estados Unidos, México e Guatemala alertaram que as fronteiras seriam fechadas para a passagem de outras caravanas.
Desde outubro de 2018, a migração irregular da América Central para os Estados Unidos deu uma guinada com a saída de caravanas de milhares de pessoas, principalmente do norte de Honduras, apesar das políticas anti-imigração impostas durante o governo do ex-presidente americano Donald Trump (2017-2021).