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"Israel vai se retirar do sul do sul do Líbano, de uma só vez, até fim de julho". A confirmação é do secretário geral da ONU, Kofi Annan (foto arquivo), após encontro em Genebra com o ministro israelense das Relações Exteriores, David Levy.
A retirada israelense do Sul do Líbano será feita em uma única etapa, até o final de julho. Para isso, Israel e a ONU vão cooperar e as Nações Unidas vão estudar inclusive a possibilidade de aumentar o contingente de 4.500 capacetes azuis estacionados na região. Depois de 22 anos de ocupação, será finalmente aplicada a resolução 425 do Conselho de Segurança, que exigia a retirada de Israel do Líbano sob a supervisão da ONU.
A confirmação da retirada unilateral de Israel foi feita pelo Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em Genebra, após encontro com o chefe da diplomacia israelense David Levy nesta terça-feira. O ministro israelense disse que a resolução 425 será aplicada "integralmente e sem condições". Disse ainda que o eventual reforço da Força Interina da ONU no Líbano (FINUL) dependerá do secretário-geral e dos membros do Conselho de Segurança.
Antes do encontro, o secretário geral da ONU disse que preferia que a iniciativa israelense fosse parte de um acordo mais amplo, englobando Israel, Líbano e Síria. Depois do encontro, David Levy disse que a retirada isralense não depende da Síria e que, de qualquer maneira, "o presidente Assad está devendo uma resposta ao presidente Clinton". O ministro israelense referia-se às conversações entre Clinton e Assad, dia 26 de março, em Genebra.
A conferência foi devido em parte à iniciativa da Suíça. O ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, esteve no Oriente Médio no início de março e reafirmou a disponibilidade do país em organizar esse e outros encontros.
A Suíça gostaria também de exercer um papel mais ativo no processo de paz no Oriente Médio depois de uma retirada israelense do Sul do Líbano onde se encontra desde 1978 e possivelmente das Colinas de Golan, ocupadas em 1967.
swissinfo com agências.