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Por Joseph Nasr
BERLIM (Reuters) - A polícia da Alemanha deteve nesta terça-feira um segundo soldado suspeito de envolvimento em um plano de uma autoridade militar e um estudante de realizar um ataque, possivelmente contra políticos que não se opõem à imigração, disse o procurador público federal.
Procuradores acreditam que os três suspeitos queriam envolver requerentes de asilo no ataque planejado, em um caso que chocou a Alemanha e gerou um debate sobre a profundidade do radicalismo de direita nas forças militares do país.
O gabinete do procurador identificou o terceiro suspeito no caso como Maximilian T., um cidadão alemão de 27 anos.
“O acusado é fortemente suspeito de planejar um severo ato de violência contra o Estado a partir de uma convicção extremista de direita”, informou em comunicado.
O ex-presidente Joachim Gauck e o ministro da Justiça, Heiko Mass, estavam em uma lista de possíveis alvos preparada pelos suspeitos, que queriam fazer com que o ataque parecesse ato de militantes islâmicos, acrescentou o gabinete do procurador.
O primeiro soldado e o estudante, identificados respectivamente como Franco A. e Mathias F., foram detidos em 26 de abril.
Maximilian T. era inicialmente testemunha no caso, mas se tornou suspeito após a polícia realizar buscas em diversas residências na Alemanha e França em 26 de abril, relatou a emissora Hessischer Rundfunk.
Reuters