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O debate sobre o aborto na Suíça coincide com maior liberalismo sobre a questão. Nos últimos 10 anos nesse país de 7 mio de habitantes registram-se de 12 a 13 mil interrupções voluntárias de gravidez - IVG. E praticamente desapareceu o aborto clandestino.
Enquanto o Senado descarta o debate sobre o prazo legal para a interrupção da gravidez, estatísticas revelam na Suíça que a questão do aborto é muito menos passional que há 10, 20 anos.
Ainda vigora na Suíça uma lei de 1942 qualificada de restritiva que proíbe o aborto, a não ser que a gestante esteja "em grave e permanente perigo". O que precisa no entanto ser comprovado por um segundo médico.
Entre a teoria e a prática há uma enorme distância. Reflexo de uma mudança de mentalidade também constatada em outros países ocidentais, a interrupção da gravidez é vista sob ângulo muito mais liberal na última década em que se estabilizou o número de mulheres que recorrem ao médico para "se livrarem" de um filho não desejado.
Entre 1980 e 1988 ainda ocorreram e condenações relacionadas com a questão. E foram as últimas. Desde 1973 não se registram mortes por ocasião de IVGs.
Segundo enquete da União Suíça pela Descriminação do Aborto - USPDA - realizada em todo o país, "a Suíça faz parte dos países onde há menos interrupções voluntárias de gravidez, com média de 8,3 abortos por 1000, entre mulheres de 15 a 44 anos".
Mas nem tudo é róseo nessa questão super-delicada. Os ensisamentos cristãos continuam arraigados na consciência e abortar continua sendo dramática para boa parte da população.
swissinfo com agências.