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Economia preferiu Bush
Nesta semana, as eleições americanas invadiram os noticiários, também na Suíça. As preferências da economia foram para George Bush, a julgar pelas doações à campanha realizadas por grandes empresas suíças com filiais nos Estados Unidos.
A economia suíça apostou mais em George Bush Jr, porque cerca de 75 por cento das doações à campanha eleitoral pelas grandes empresas suíças com filiais nos Estados Unidos beneficiaram o partido republicano.
(E grupos financeiros como Credit Suisse e PaineWebber - este pertence à UBS, maior banco suíço - doaram mais de 1 milhão de dólares. Dos 378 milhões doados por Novartis, 73 por cento foram para Bush. Outro exemplo. Nestlé entrou com 118 mil dólares, consagrando 76 por cento aos republicanos).
A explicação mais plausível é que os republicanos têm fama de favorecer mais o empresariado que os democratas.
Alguns observadores viram igualmente nessa atitude uma reação ao acordo que os dois grandes bancos suíços - UBS e Credit Suisse - tiveram que concluir com organizações judaicas mundiais sobre indenização relacionada com contas inativas de judeus vítimas do nazismo. Acordo de 1,25 bilhão de dólares, fechado em 1998 e em vigor desde julho.
Esse acordo, segundo livro recente do autor americano Angelo Codevilla ("Between the Alps and a Hard Place") teria contado com apoio decisivo do presidente democrata, Bill Clinton. Os meios judeus americanos também votam mais democrata que republicano.
No entanto, entre os suíços de modo geral, as preferências talvez pendessem mais para o lado do democrata Al Gore, mais aberto à Europa, de maior preparo em política exterior, e um pouco mais sensível a questões sociais que George Bush.
A imprensa suíça - jornais, rádio e tv - entrou na reta final da campanha com longos artigos, reportagens, entrevistas e depoimentos sobre a campanha, mas também reportagens sobre instituições renomadas de Boston, como a universidade de Harvard ou o M.I.T (Massachussets Institut of Technology), sobre o "american way of life" (estilo de vida do americano), sobre experiência de suíços radicados no país e naturalmente sobre a campanha eleitoral e seu possível desenlace.
Mas também neste país ninguém se arriscou a prognosticar vitória de um ou outro candidato...
J.Gabriel Barbosa.
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