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Partidários do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas em 5 de julho de 2017(afp_tickers)
Um dos 33 magistrados da suprema corte paralela juramentada na Venezuela pela maioria opositora do Parlamento foi preso neste sábado, denunciou o Legislativo.
"O SEBIN (serviço de inteligência) deteve o magistrado recém-juramentado Ángel Zerpa Aponte", afirma uma mensagem publicada na conta da Assembleia Nacional no Twitter.
"Condenamos a detenção arbitrária dos corpos de segurança contra o magistrado eleito constitucionalmente", apontou, por sua vez, o presidente da Câmara, Julio Borges.
O Parlamento juramentou na sexta-feira um Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) paralelo em uma sessão pública realizada em um praça do leste de Caracas, alegando que os juízes dessa corte foram nomeados ilegalmente pela anterior maioria parlamentar chavista e servem ao governo socialista.
Mas o TSJ advertiu que a juramentação destes juízes configurava os delitos de "usurpação de funções" e "traição à pátria", que são punidos com prisão.
A corte ressaltou, ainda, que o Congresso se mantém em "desacato", motivo pelo qual considera "nulas" todas as suas decisões desde janeiro de 2016.
Neste sábado, uma marcha opositora em apoio aos magistrados em Caracas foi dispersada por militares da Guarda Nacional com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de cartucho.
A oposição tenta frear as eleições da Constituinte, previstas para o domingo da semana que vem, iniciativa que denuncia como "uma fraude" de Maduro para transformar a Venezuela em "outra Cuba".
A designação de magistrados por parte do Parlamento foi parte dessa estratégia.
A coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) anunciou um recrudescimento dos protestos, que deixaram 103 mortos em quatro meses.
AFP