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O chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga, durante uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, em 1 de abril de 2017(afp_tickers)
O chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga, responsabilizou neste sábado em Buenos Aires "um grupo violento" pelos confrontos em Assunção na sexta-feira que deixaram um morto, 30 feridos e cerca de 200 detidos, e apoiou a ação policial.
"O governo do presidente (Horacio) Cartes condena esta atitude intolerante e violenta de grupos sectários que perpetraram um sacrilégio contra um monumento histórico nacional que é um espaço onde a democracia se constrói e se desenvolve", disse Loizaga.
O chanceler insistiu em que "o que sucedeu ontem (sexta-feira em Assunção) é uma ação de um grupo violento que não entende o que é a democracia, não entende o que é a tolerância e o direito a se manifestar pacificamente".
Loizaga foi consultado sobre a situação no seu país após participar neste sábado de uma reunião do Mercosul convocada de urgência pela Argentina, que exerce a presidência temporária do bloco, para abordar a situação da Venezuela.
"A democracia no Paraguai está mais firme do que nunca", afirmou, acrescentando que "as forças de segurança agiram com total responsabilidade".
A aprovação pelo Senado de uma controversa emenda constitucional para permitir a reeleição presidencial gerou confrontos entre policiais e manifestantes que ocorreram na sexta-feira no Congresso e provocaram um incêndio.
Na madrugada de sábado, um dirigente juvenil do opositor Partido Liberal morreu pelo impacto de uma bala na cabeça depois da violenta irrupção da polícia na sede dessa agrupação política.
A violência deixou cerca de 30 feridos, entre eles vários legisladores da oposição, e 211 pessoas foram detidas.
A um ano da eleição presidencial, o governo pretende abrir a porta para a reeleição, mas a oposição rejeita a proposta, e defende que se mantenha um único mandato, como dispõe a Constituição de 1992.
Uma maioria de 25 senadores do Partido Colorado (do governo), de um total de 45, aprovou na sexta-feira o projeto de emenda constitucional, que deveria ser ratificado neste sábado pela Câmara de Deputados, mas a sessão foi suspensa após os distúrbios.
AFP