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Um tribunal de apelações peruano confirmou nesta sexta-feira o rechaço a libertar o ex-presidente peruano Alberto Fujimori, 81, cujos filhos alegaram que ele corre o risco de contrair o novo coronavírus na prisão.
"Declara-se infundado o pedido de habeas corpus formulado por Sachie e Hiro Fujimori em favor do interno sentenciado Alberto Fujimori", diz a resolução do tribunal, que ratificou a decisão em primeira instância da juíza Adriana Zulueta.
Segundo a Justiça, "as condições da base policial de Barbadillo não permitem que ela possa ser comparada a prisões onde existe superlotação".
Fujimori (1990-2000) foi condenado em 2009 a uma pena de 25 anos pelos massacres de Barrios Altos e La Cantuta, em que 25 pessoas morreram nas mãos de um esquadrão do Exército. As duas matanças ocorreram durante o seu governo, dentro da ação contra a guerrilha maoísta Sendero Luminoso.
O Peru superou ontem 5 mil mortos pelo novo coronavírus, que já infectou mais de 183 mil pessoas no país, segundo o balanço oficial.
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