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Dados preliminares revelam que as vendas de armas na Suíça aumentaram em 30% no ano passado.
Segundo o canal público de televisão SRF, só em quatro dos 26 cantões da Suíça a demanda por porte de arma aumentou quase um terço em relação a 2015. Um comerciante de armas disse que muitos cidadãos se sentem aparentemente "preocupados com os ataques terroristas e os relatos de assaltos e querem poder se defender, se necessário".
Se a tendência for confirmada, esse seria o segundo ano consecutivo de um enorme aumento nas vendas de armas. Os números completos deverão ser divulgados por cada um dos cantões no fim do primeiro trimestre do ano.
No entanto, um porta-voz da polícia desaconselha a aquisição de armas de fogo para legítima defesa.
Para um defensor do porte de armas, os suíços estariam aproveitando para comprar uma arma antes que a União Europeia endureça as normas para a aquisição de armas. A UE discute planos para limitar a posse de armas de fogo aos membros de clubes de tiro.
A Suíça não é membro do bloco de 28 países, mas teria que adaptar sua legislação ao abrigo do Tratado de Schengen.
A Suíça tem um dos maiores índices de posse de armas do mundo por causa de seu exército de milícias. O Ministério da Defesa estima que cerca de dois milhões de armas estejam em mãos privadas em uma população de 8,3 milhões de habitantes.
Os membros de certas nacionalidades que vivem na Suíça só podem comprar armas com uma licença especial das autoridades federais.
swissinfo.ch/fh