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A representação da Venezuela ante a Organização dos Estados Americanos (OEA) rejeitou veementemente nesta quarta-feira as críticas feitas na véspera contra seu calendário eleitoral pelos países que formam o chamado Grupo de Lima.
"Esses países se atribuem uma autoridade que ninguém concedeu para pretender desconhecer nossas instituições", afirmou a representante venezolana ante a OEA, Carmen Luisa Velásquez.
Ela chegou a referir-se ao grupo como "Cartel de Lima".
Na terça, os chanceleres do Grupo de Lima reunidos na capital peruana para debater as eleições na Venezuela rejeitaram a convocação antecipada do pleito eleitoral por parte do do governo de Caracas, em sintonia com a posição de boa parte da comunidade internacional.
Os 14 países do Grupo de Lima "pedem ao governo da Venezuela que reconsidere a convocação de novas eleições presidenciais e apresente um novo calendário eleitoral. Não podem haver eleições livres e justas sem a plena participação dos partidos políticos", segundo a declaração conjunta lida pela chanceler peruana Cayetana Aljovín.
A ministra anfitriã afirmou ainda, após a conclusão do encontro, que a presença do presidente venezuelano Nicolás Maduro na Cúpula das Américas no Peru, em abril, não será bem-vinda.
"Dada a atual situação na Venezuela, o Peru decidiu expressar com resposto ao convite ao presidente Nicolás Maduro à VIII Cúpula das Américas de Lima, que sua presença já não será bem-vinda nesse encontro", declarou à imprensa.
Em sua convocação da reunião de chanceleres, o Peru já havia afirmado na semana passada que as eleições antecipadas na Venezuela, em 22 de abril, "não permitirão realizar um processo justo, livre, transparente e democrático".
Por isso, os chanceleres se reuniram para decidir as medidas a serem adotadas diante do desenvolvimento da situação na Venezuela, que vive uma acirrada batalha entre o governo chavista de Maduro e a oposição desde que esta ganhou o controle do Congresso em 2015, mas foi impedida de exercer esse direito.