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O governo de Daniel Ortega e a oposição romperam o impasse nas conversações em busca de uma solução para a crise política na Nicarágua, ao definir um mapa do caminho para as negociações, com autoridades católicas e evangélicos como testemunhas.
O acordo foi alcançado após cinco rodadas de diálogo entre o governo e a opositora Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia (ACJD), com a participação do núncio apostólico, Waldemar Stanislaw Sommertag, como testemunha.
"Foi aprovado o mapa do caminho", anunciou o núncio em uma entrevista coletiva na sede do Instituto Centro-Americano de Administração de Empresas (INCAE), 15 km ao sul da capital, onde as negociações começaram em 27 de fevereiro.
Como parte do acordo, as partes convidaram o núncio a continuar como "testemunha e acompanhante internacional" do diálogo, e o cardeal Leopoldo Brenes, presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN), e o pastor Ulises Rivera, coordenador dos pastores evangélicos, como "testemunhas e acompanhantes nacionais".
A repressão à onda de protestos contra o governo, que explodiu em abril do ano passado, deixou pelo menos 325 mortos, mais de 700 detidos e milhares de exilados em países vizinhos, de acordo com organismos de defesa dos direitos humanos
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