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Origem: Wikipédia,
A expressão arte bruta (em francês Art brut) foi concebida por Dubuffet, em 1945, para designar a arte produzida por criadores livres de qualquer influência de estilos oficiais, incluindo as diversas vanguardas, ou das imposições do mercado de arte.
Dubuffet via nesses criadores - oriundos de fora do meio artístico, a exemplo dos internos em hospitais psiquiátricos - a forma pura e inicial de arte. O suíço Adolf Wölfli (1864-1930), que viveu em um asilo de alienados desde 1895 até sua morte, é apontado por Dubuffet como autor símbolo da arte bruta.1
Em 1948 é fundada por Dubuffet a Companhia de Arte Bruta, com o objetivo de constituir uma coleção dessas obras. Existe um museu da arte bruta em Lausane (Suíça) con obras de artistas como Carlo, Aloïse e Alfredo Pirucha. Em1967 acontece exposição importante no Musée des Arts décoratifs de Paris, apresentando uma seleção de 700 obras.
O interesse de Dubuffet foi dirigido especialmente para a arte realizada por pacientes de hospitais psiquiátricos.
Enquanto o termo de Dubuffet é bastante específico, o termo arte marginal foi estendido aos artistas autodidatas ou ingênuos, que nunca tenham sido submetidos a nenhum tipo de internação psiquiátrica.
O artista marginal que desenvolve o seu trabalho criativo, sem qualquer contato com tradicionais instituições de arte, responde a uma forte motivação intrínseca e muitas vezes utiliza materiais e técnicas inéditas e improváveis. Grande parte da arte marginal reflete estados mentais extremos, idiossincrasias individuais ou mundos de fantasia.
Desde 2000 o prêmio europeu EUWARD homenageia artistas com deficiência mental.
O termo Arte marginal foi cunhado pelo crítico de arte Roger Cardinal, em 1972, traduzindo do inglês o conceito de Arte bruta.2