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Lisboa, Porto, Genebra (XVIII-XIX): Tipos de habitação corrente e estratégias de intervenção
Analisam-se os principais tipos habitacionais do ring oitocentista da cidade de Genebra, e as principais alterações à organização do espaço doméstico em intervenções contemporâneas. Confronta-se este exemplo com dois outros conjuntos: a Baixa Pombalina de Lisboa e as ruas da expansão Almadina do Porto. Estas cidades apresentam um desenvolvimento significativo em finais do século XVIII e durante o século XIX, marcado por planos de expansão e pela redefinição do espaço público. Os edifícios de habitação corrente destacam-se nesta transformação, constituindo um património frequentemente replicado, cujo valor de conjunto contribui para definir o carácter urbano de muitas cidades. A reabilitação do edificado é hoje uma necessidade face à sua deterioração e a crescentes exigências regulamentares e de modos de vida. O planeamento urbano visava controlar e hierarquizar o espaço público, introduzindo nos edifícios novos sistemas sanitários ou de protecção contra incêndios e sismos. As regras urbanas influenciavam os espaços domésticos que, embora menos planeados, respondiam à evolução construtiva e da vida doméstica. A relação entre o público e o privado constitui assim uma dimensão do modo como o urbano se encontra ligado à habitação. Os desenvolvimentos oitocentistas contribuíram para a definição da arquitectura contemporânea e para o pensamento sobre a habitação urbana. A intervenção contemporânea no património permite valorizar as qualidades das habitações originais, respondendo simultaneamente a novas solicitações: mudanças na vida doméstica, expectativas de maior conforto e novos contextos regulamentares.