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Citando "diferenças substanciais" em questões fundamentais do acordo, Suíça decide não assinar e nem continuar a negociar um acordo institucional para regular as relações do país com a União Européia.Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2021 - 15:52
"Isto encerra as negociações sobre o esboço do acordo-quadro", declarou o governo federal da Suíça através de em um comunicado enviado à imprensa na quarta-feira (26.05).
A decisão significa o ponto final em sete anos de negociações para elaborar um tratado geral que encorpore os 120 acordos bilaterais que regulamentaram as relações da Suíça e a União Europeia nas últimas décadas.
O governo helvético mencionou a falta de progresso em três pontos-chave que dificultaram o progresso desde o acordo preliminar de 2018:
- Proteção salarial: sindicatos e empresas querem proteger os altos salários e o custo de vida na Suíça. Eles dizem que o acordo básico levaria ao “dumping salarial”, com empresas suíças cortando salários drasticamente.
- Auxílios estatais: a UE não é a favor de subsídios públicos. Os cantões suíços temem que seus bancos não possam mais se beneficiar de garantias irrestritas do Estado.
- Direitos para cidadãos europeus: de acordo com a estrutura, os cidadãos da UE na Suíça teriam o mesmo direito à seguridade social que os residentes na Suíça. Os críticos na Suíça temem que isso possa resultar em uma onda de “imigração para obter previdência social”.
O governo disse que, como alternativa, queria continuar a "cultivar e desenvolver" a parceria da Suíça com a UE com base nos acordos bilaterais existentes e propos o lançamento de um diálogo político com Bruxelas para buscar prioridades comuns para o futuro.
Também se comprometeu a tentar assegurar que a contribuição da Suíça ao Fundo de Coesão, uma exigência da UE, fosse liberada "o mais rápido possível".