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O ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que cumpria pena por receber subornos milionários da empreiteira brasileira Odebrecht, saiu, neste domingo (10), em liberdade condicional após se beneficiar de um habeas corpus, que foi obtido por ordem do governo, segundo imagens transmitidas ao vivo pelas redes sociais.
"Enfrentei uma justiça desonesta e politizada. Eles me condenaram pela força das circunstâncias", disse Glas em um comício realizado a caminho do porto de Guayaquil (sudoeste).
Acrescentou que "esse é o nível de perseguição política que o Equador está enfrentando".
Glas, de 52 anos e que entre 2013 e 2017 foi vice-presidente de Correa e reeleito em 2017 em chapa com Lenín Moreno, saiu caminhando para fora da prisão na cidade andina de Latacunga (sul), onde foi recebido por centenas de simpatizantes.
O ex-funcionário estava preso desde outubro de 2017 e foi condenado a seis anos de prisão pela trama de corrupção da Odebrecht.
Em meio a aplausos e gritos de "Glas, amigo, o povo está contigo", Glas ssubiu em um veículo e tremulou uma bandeira do Equador, fez também com a mão um "V" - sinal de vitória - e levantou um cartaz com a foto de Correa com a faixa presidencial.
Um juiz de um tribunal rural da costa equatoriana concedeu, no sábado (9), o habeas corpus para o político, impondo sua "imediata libertação" e proibindo a saída do país e a apresentação, uma vez por mês, diante da justiça como medidas alternativas à prisão.
O governo anunciou que apelará da decisão do juiz.