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Um grupo de juízes federais defendeu uma nova política que permite que os guardas do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, utilizado pelos Estados Unidos na "guerra contra el terror", revistar a área genital dos presos antes e depois das reuniões com seus advogados.
O Tribunal de Apelações em Washington DC decidiu por unanimidade na sexta-feira que estas revistas constituem "medidas de segurança razoáveis" que promovem "a segurança dos guardas e dos presos pela prevenção mais efetiva da apreensão de medicamentos e do contrabando de objetos perigosos."
Na decisão de 14 páginas, o juiz Thomas Griffith, anulou uma decisão de 2013 do juiz do Distrito Royce Lamberth, ordenando suspender as revistas intrusivas nos presos.
"As preocupações surgiram porque não revistar a área genital representava uma ameaça para a segurança. Essas preocupações aumentaram com o suicídio de um detento que tomou uma overdose de medicamentos e com a descoberta de uma chave inglesa e outras armas que não foram detectadas pelos controles", justificou Griffith.
Os procedimentos de revista em Guantánamo foram revisados em 2013, mas rapidamente suspensos por decisão do juiz Lamberth.
Os guardas agora estão autorizados a vistoriar virilha e nádegas através da roupa. "Em nenhum momento a virilha do detido fica visualmente exposta para o guarda", garantiu Griffith.
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