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Cristina Kirchner durante inauguração dos trabalhos do Congresso em Buenos Aires, em 1o. de março de 2015(afp_tickers)
O governo argentino revelou os arquivos sobre o atentado de 1992 contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, quando 29 pessoas morreram e 200 ficaram feridas, segundo um decreto divulgado nesta quinta-feira.
A colocação à disposição dos expedientes acontece um dia depois do pedido neste sentido feito pela Suprema Corte da Justiça, encarregada da causa que há 23 anos está impune.
Segundo o decreto publicado no Diário Oficial, o governo ordenou "a desclassificação da totalidade da documentação dos arquivos de inteligência relacionados com o atentado".
Além do alto tribunal, sobreviventes e familiares das vitimas pediram à presidente Cristina Kirchner que abrisse os documentos em audiência em 17 de março, o completar um novo aniversário do atentado.
Na ocasião, Kirchner se comprometeu em fazer isso assim que recebesse a requisição do tribunal, responsável por levar adiante a causa.
Em 1999, o tribunal atribuiu o atentado a um grupo do movimento xiita libanês Hezbollah, apesar de ninguém ter sido processado, detido ou julgado e a causa continuar em aberto.
Em meados de março, Kirchner já havia ordenado a abertura dos arquivos relacionados com outro atentado antissemita, o que destruiu a associação mutual judia-argentina AMIA em 1994, com 85 mortos e 300 feridos en Buenos Aires.
Esse ataque também não foi esclarecido pela justiça.
AFP