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No ano passado, o maior banco suíço teve um prejuízo de 4,4 bilhões de francos suíços. Só no quarto trimestre, o grupo perdeu 12,5 bilhões.
No dia 10 de dezembro, o UBS já havia anunciado que o balanço de 2007 "poderia ser negativo". Agora a previsão se confirma mas os resultados em detalhe só serão publicados em 14 de fevereiro.
Em dez anos de existência, o UBS - criado pela fusão entre a Sociedade de Bancos Suíços e a União de Bancos Suíços - teve em 2007 seu primeiro exercício financeiro no vermelho: 4,4 bilhões de francos suíços.
O banco teve lucro nos três primeiros trimestres mas um prejuízo colossal no quarto trimestre.
Os resultados trimestrais detalhados serão publicados no dia 14 de fevereiro, precisa um comunicado divulgado quarta-feira (30) anunciando prejuízos ainda maiores do que o previsto.
Quando o UBS anunciou em outubro um prejuízo de 736 milhões de francos suíços no terceiro trimestre, ainda esperava recuperar a rentabilidade nos últimos três meses do ano.
Porém, no dia 10 de dezembro, o banco constatava que o balanço do quarto trimestre seria negativo. Havia ainda incertezas quanto ao balanço do ano, a instituição afirmou que as perdas ligadas aos créditos hipotecários de risco nos EUA "poderiam" causar um prejuízo anual.
Crise imobiliária
A causa principal desses resultados é a crise hipotecária do mercado estadunidense. Em linguagem bancária, isso se traduz em perdas "imputadas aos fracos negócios nas atividades do Fixed Income, Currencies and Commodities (FICC) de l'Investment Bank, como é dito no comunicado.
De fato, os resultados de FICC (lucros fixos, câmbio e matérias-primas) totalizarão perdas de 13,7 bilhões de francos suíços em posições no mercado hipotecário dos EUA e prejuízos de quase 2,3 bilhões de francos em outras posições ligadas ao mercado hipotecário residencial nos Estados Unidos.
Para se recuperar, o UBS lançou em 10 de dezembro um plano de recapitalização. Um investidor veio da Ásia, com uma participação de 11 bilhões de francos do fundo GIC, de Cingapura, e outro do Golfo Pérsico, com 2 bilhões.
Ações em queda
Em conseqüência, as ações do UBS abriram em forte baixa na Bolsa, nesta quarta-feira, sendo cotadas a 45 francos, uma queda de 3,9% em relação à cotação do dia anterior.
As perdas superam em muito as estimativas mais pessimistas dos analistas, que previam um prejuízo de 7 a 9 bilhões no quarto trimestre e de 2 bilhões no balanço anual.
swissinfo com agências
Breves
Criado pela fusão em 1997 da Sociedade de Bancos Suíços (SBS) com o União de Bancos Suíços, o UBS é o maior banco suíço e segundo no mundo.
Em 2000, a primeira grande aquisição do novo grupo foi o PaineWebber, quarto maior banco de gestão nos Estados Unidos, preenchendo um vazio estratégico e regional na gestão de forturnas do UBS.
Em contrapartida, as compras dos «hedge funds» Long Term Capital Management e Dillon Read Capital Management foram desastradas. Ambos faliram por causa das dívidas.
Em julho de 2007, dois meses depois da falência do Dillon Read, o CEO Peter Wuffli demitiu-se de maneira surpreendente, sem justicativas claras. Em outubro, o UBS cortou 1.500 funcionátrios, inclusive executivos.