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Distúrbios em bairro em quarentena por Ebola deixam feridos na Libéria
Quatro habitantes do bairro West Point da capital da Libéria Monróvia, em quarentena em razão da epidemia de Ebola, ficaram feridos nesta quarta-feira durante confrontos com o exército e a polícia, indicaram o correspondente da AFP e testemunhas.
Os incidentes começaram quando policiais foram retirar uma representante do Estado que reside no bairro com sua família, provocando protestos dos habitantes. Após utilizar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, os soldados abriram fogo, ferindo quatro pessoas, segundo as mesmas fontes.
Ainda não há informações oficiais sobre o estado dos feridos.
A funcionária, Miatta Flowers, é a representante do Estado em West Point, de 75.000 habitantes, colocado em quarentena desde terça-feira à noite pela presidente Ellen Johnson Sirleaf, assim como Dolo Town, no sul da capital.
Mais cedo, os habitantes de West Point reagiram com pedras e gritos contras as autoridades ao isolamento por um cordão de militares e policiais armados, segundo testemunhas.
“É desumano o que esta mulher esta fazendo. Ela não pode nos prender subitamente sem nos avisar, como nossas crianças vão comer?”, declarou à AFP por telefone um habitante local, Patrick Wesseh.
Em um discurso terça-feira à noite, Sirleaf decretou, a contar a partir de quarta-feira, um “toque de recolher de 21H00 às 06H00 (18h00 e 3h00 no horário de Brasília)”. A presidente também ordenou “o fechamento de todos os centros de lazer a partir das 18H00”.