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Três em cada dez crianças e adolescentes vivem com excesso de peso na América Latina e no Caribe, em meio a uma crise gerada pela pandemia que ameaça piorar a dieta alimentar de menores, alertou o Unicef nesta segunda-feira (13).
"Nos últimos anos, cada vez mais crianças e adolescentes estão com sobrepeso na América Latina e no Caribe", revelou o Unicef em um comunicado.
“Atualmente, estima-se que pelo menos 3 em cada 10 crianças“ entre 5 e 19 anos “estão acima do peso na região”, acrescentou o Unicef, que na América Latina e Caribe tem sede no Panamá.
Segundo a agência das Nações Unidas, as causas da obesidade infantil são produzidas pela falta de atividade física e pelo consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, de fácil acesso, baixo custo e bastante divulgados na mídia de massa.
O Unicef também alerta que durante a pandemia o problema se intensificou com o acesso limitado a alimentos saudáveis e menor poder de compra.
“Durante este ano e meio de pandemia, foi muito mais difícil para as famílias ter acesso a uma alimentação saudável. As mães e os pais perderam sua renda e os preços dos alimentos aumentaram”, analisou Jean Gough, diretor do Unicef para a América Latina e o Caribe.
“Além disso, com o fechamento das escolas, muitas crianças deixaram de receber merenda escolar e as opções e espaços para atividades físicas eram limitados. Antes da covid-19, prevenir a obesidade era essencial e agora é mais urgente do que nunca”, acrescentou.
O Unicef exortou os países da região a fortalecer e implementar leis e marcos regulatórios para garantir a qualidade dos alimentos nos lares e nas escolas.
O fundo também pediu o incentivo à recuperação dos programas de alimentação escolar, o acesso a alimentos mais saudáveis para as famílias e a promoção de mais espaços e iniciativas de atividade física.
“O contexto de covid-19 representa uma janela de oportunidade para prevenir o excesso de peso desde a primeira infância e ao longo da vida. Hoje é possível que todas as crianças da América Latina e do Caribe cresçam com alimentos saudáveis, mas somente se unirmos forças”, afirmou Gough.