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Um fisioterapeuta supervisiona pacientes obesos durante uma sessão de exercícios, em um hospital de Angers, na França, em 23 de outubro de 2013.(afp_tickers)
A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu nesta segunda-feira a Cuba que feche as portas à 'junk food' nas reformas econômicas que o país realiza, pelo bem da saúde de sua população.
"Gostaria de exortá-los a não cometerem os erros que outros governos cometeram no processo de modernização", disse Chan em conferência no ministério da Saúde, em Havana.
Perante vários ministros e altos dirigentes cubanos, Chan advertiu que "a 'junk food' vai fazer muito mal aos seus filhos".
Ao abordar o tema da saúde na Agenda para o Desenvolvimento das Nações Unidas pós 2015, Chan atacou os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e outros problemas que fizeram das doenças não transmissíveis (cardiopatias, câncer, diabetes, doenças respiratórias, entre outras) a principal causa de morbidade e mortalidade em nível mundial, superando as infecções.
Ela afirmou que, sob pressões "agressivas" nos mercados, há sociedades que trocaram sua dieta tradicional por uma mais ocidentalizada "com alta dependência de alimentos processados, ricos em gorduras, açúcar e sal, mas com baixos nutrientes, o que unido à sua longa durabilidade e bom sabor, os tornam quase irresistíveis".
"Como resultado, a 'junk food' se tornou o principal produto alimentício em nível mundial e a demanda de carne aumentou, obrigando muitos países a mudar de forma radical suas práticas agrícolas tradicionais", acrescentou.
Chan destacou que, em sua terceira visita a Cuba, viu algo "muito positivo", pois "não há muitos estabelecimentos de 'junk food', não ainda".
Mas, "estou certa de que alguns deles (em alusão às empresas internacionais) já estão presentes aqui e nas transformações econômicas que o país faz. O investimento estrangeiro direto é muito importante".
O governo de Raúl Castro ampliou o trabalho privado como parte das reforças, com o que se multiplicaram os vendedores ambulantes de comida e os restaurantes particulares.
Embora tenha posto em vigor uma nova lei de investimentos estrangeiros, ainda não há presença de grandes redes internacionais de comida rápida, mas sim de algumas estatais.
AFP