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O governo do México destacou, nesta terça-feira (17), que vai aguardar evidência científica sólida para decidir sobre a aplicação de um reforço da vacina contra a covid-19, em um momento em que o país registra níveis recorde de contágio.
O presidente Andrés Manuel López Obrador disse em sua coletiva de imprensa matinal que seu governo vai agir com base nos "fundamentos científicos" para decidir modificações em sua estratégia de vacinação.
"As farmacêuticas querem que se consumam mais vacinas e nós temos que comprar as vacinas que são necessárias e definir uma política de proteção para as pessoas, não uma política mercantil", afirmou López Obrador.
O México, com 126 milhões de habitantes, vacinou 54,5 milhões de pessoas, delas 29,4 milhões receberam duas doses, segundo a secretaria da Saúde na segunda-feira.
O México enfrenta uma terceira onda da pandemia e, nos últimos dias, registrou contágios recordes ao somar mais de 23.000 casos em um dia, segundo dados oficiais.
As mortes, no entanto, diminuíram em comparação com a segunda onda, que teve seu pico em janeiro.
Segundo a contagem oficial, o México acumulava até segunda-feira 3,1 milhões de casos e 248.652 mortes.