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A Nicarágua está passando por uma onda repressiva com execuções extrajudiciais e ações para intimidar os oponentes do governo do socialista Daniel Ortega, denunciaram ativistas e líderes da oposição nesta sexta-feira (13).
O Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (CENIDH) revelou em um relatório execuções extrajudiciais em áreas rurais de pessoas que participaram de protestos contra o governo Ortega.
"O mais sério e novo nesse período é a existência de execuções extrajudiciais que estão ocorrendo no norte" da Nicarágua, disse a advogada Vilma Núñez, presidente do CENIDH, em um relatório sobre a situação dos direitos humanos entre julho e agosto.
O documento descreve os últimos meses da crise na Nicarágua desde abril de 20018, quando manifestações contra uma reforma da previdência social resultaram em uma demanda pela renúncia de Ortega.
A repressão contra as manifestações deixou 328 mortos e centenas de presos, enquanto 62.500 pessoas deixaram o país, de acordo com o segundo relatório do CENIDH de 2019.
Ainda de acordo com o CENIDH, "um padrão de impunidade" prevalece nas mortes que ocorrem nas áreas rurais. O relatório alerta que a violência no campo "coincide com a presença maciça de paramilitares e com um aumento incomum de tropas militares".
A agência documentou o assassinato de 17 camponeses "que poderiam constituir execuções extrajudiciais" entre janeiro e agosto passado. Todos eles foram "atingidos por tiros".
O CENIDH também identificou como "nova fase repressiva" a perseguição aos oponentes que foram libertados em junho passado sob uma polêmica lei de anistia, com o objetivo de intimidá-los e levá-los a deixar o país.
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