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Os dois executivos suíços retidos na Líbia foram devolvidos na segunda-feira (9/11) pelas autoridades líbias à Embaixada da Suíça em Trípoli.
Segundo os funcionários da embaixada, eles "se sentem bem, mesmo apesar das circunstâncias", anunciou na segunda-feira (9/11) o Ministério suíço das Relações Exteriores (DFAE, na sigla em francês).
As autoridades líbias não deram nenhuma justificativa à medida, explicou o DFAE no seu comunicado. "Nenhuma indicação suplementar pode ser fornecida no momento", concluiu o texto.
O presidente da Confederação Helvética, Hans-Rudolf Merz, declarou estar "aliviado" com a decisão de Trípoli, mas se absteve de comentar o caso, pois a questão está sendo tratada pelo DFAE, indicou seu porta-voz Roland Meier.
Convocados no final de setembro para sair da Embaixada da Suíça sob pretexto de um controle médico, os dois suíços haviam sido colocados em um local "seguro", como explicaram as autoridades líbias. Essa decisão foi qualificada de "inaceitável" pelo governo helvético, que, através de um comunicado do DFAE de segunda-feira, fala de "sequestro".
Na última quarta-feira, o governo federal havia anunciado a suspensão do acordo assinado com a Líbia em 20 de agosto frente à recusa das autoridades líbias de cooperar na solução do destino dos dois suíços detidos como reféns.
As relações entre a Suíça e a Líbia se degradaram desde a prisão de Hannibal Kadafi, filho do líder líbio Muammar Kadafi, e sua esposa, em julho de 2008 em Genebra. O casal era objeto de uma queixa policial por maus-tratos a seus empregados domésticos. Hannibal passou duas noites na prisão.
swissinfo.ch e agências