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Morrer pacificamente em casa em uma idade avançada, e se possível durante o sono, é o ideal de muitas pessoas. De fato, 8 em cada 10 suíços morrem em uma casa para idosos ou em um hospital.Este conteúdo foi publicado em 28. fevereiro 2019 - 16:04
44% dos suíços morrem em um lar de idosos, 37% no hospital e 19% em casa ou em outro lugar. O Observatório de Saúde suíço (Obsan)Link externo estudou as trajetórias de fim de vida de idosos que receberam cuidados e morreram em instituições (81% do total de mortes). Os pesquisadores analisaram o último ano de existência de cerca de 45.000 pessoas com 65 anos ou mais em 2016.
Este estudo identificou seis cenários de morte, e os três mais comuns são:
Lares para idosos e hospitais
A duração média de permanência em uma casa de repouso é de quase 3 anos para pessoas com mais de 65 anos.
68% dos falecidos foram hospitalizados pelo menos uma vez e a duração média da internação é de 31 dias.
1. Fim da vida em casa de repouso: apenas 31,8% dos falecidos passaram uma média de 325 dias em uma casa de repouso em seu último ano de existência, sem precisar ir ao hospital. Um indivíduo neste grupo requer 152 minutos de atendimento por dia.
2. Fim de vida no hospital após várias internações: 24,5% dos idosos tiveram várias internações hospitalares antes de morrer. As hospitalizações duram em média 44 dias. Em 39% dos casos, um tumor é diagnosticado.
3. Fim da vida no hospital depois de uma única hospitalização: 13,5% dos idosos gastaram uma média de 10 dias no hospital antes de morrer lá. Em 87% dos casos, tarata-se de uma internação de emergência. E 1/3 dos pacientes tinham uma doença cardiovascular.
Entre os moradores mais velhos de lares de idosos com mais de 80 anos, 36% dos homens são transferidos para o hospital durante o seu último ano de vida, contra apenas 28% das mulheres.
Diferenças por sexo
Indivíduos que ficaram exclusivamente em um lar de idosos em seu último ano de vida mantêm o recorde de longevidade com uma média de quase 90 anos. As mulheres estão sobre-representadas neste grupo (72%).
Por outro lado, o número de homens é maior quando se trata de óbitos hospitalares após múltiplas internações (58%). Este cenário é o único em que a idade média de morte é inferior a 80 anos (79,3).
Em resumo, pode-se dizer que as mulheres morrem com mais frequência do que os homens em uma casa de repouso por causa de sua expectativa de vida mais longa.
Veja no gráfico abaixo (em alemão) a evolução da população idosa na Suíça entre 1860 e 2012:
Diferenças por idade
O relatório do Observatório suíço mostra uma variação dos destinos de acordo com a idade. Entre as pessoas na faixa dos 65 aos 79 anos que morreram em 2016, a maioria passou por múltiplas hospitalizações, enquanto que, entre os idosos com mais de 80 anos, a maioria permaneceu na casa de repouso.
Essas diferenças entre os idosos e os muito idosos são explicadas pelo fato de que "algumas doenças graves provavelmente não são tratadas com a mesma intensidade na velhice mais avançada", conclui o relatório.
Limites da pesquisa
Embora o estudo forneça uma boa visão do cuidado em instituições de idosos em seu último ano de vida, a abordagem não se limita a isso, salienta o Obsan. "Não foi possível combinar os dados do setor estacionário dos hospitais com números de consultas médicas e procedimentos ambulatoriais, que são cada vez mais numerosos".
A questão do fim da vida só é discutida aqui de um ponto de vista estatístico, usando os dados disponíveis. Mas "nem os custos nem a qualidade de vida ou a vontade dos idosos e seus familiares, nem ética, nem a adequação dos tratamentos e hospitalizações durante o seu último ano, são considerados aqui", adverte o Obsan.
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