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Os membros da Exit, uma das duas organizações suíças que oferecem serviços de suicídio assistido, decidiram ampliar esses serviços a idosos não-terminais.
A decisão foi tomada pelos membros durante a assembleia geral da organização, em Zurique, e define agora nos estatutos da Exit o suicídio assistido como "um direito à morte livremente responsável de uma pessoa muito velha que deseja morrer". Com isso, os membros idosos em idade avançada não precisarão necessariamente estar sofrendo de uma doença terminal para receber os serviços.
Antes, todos os indivíduos que buscavam o suicídio assistido com a ajuda da Exit precisavam passar por uma série de consultas médicas para provar estar sofrendo de doença terminal. Os membros votaram que esses requisitos sejam menos rigorosos para as pessoas muito idosas que desejam morrer.
A Exit deve ainda definir os detalhes da ampliação dos serviços. Um grupo de apoio especial será formado para discutir e formular um compromisso específico, o que provavelmente irá incluir a conscientização dos direitos dos idosos entre o público. Segundo a organização, as mudanças nas práticas não serão feitas imediatamente e provavelmente levarão um certo tempo para entrar em vigor. A decisão deve, no entanto, antecipar o debate político em torno da questão e uma eventual necessidade de alterações na lei.
A questão do chamado "suicídio assistido de velhice" surgiu, segundo a Exit, com o aumento das opções de fim de vida.
Ao contrário da organização suíça Dignitas, que também ajuda estrangeiros a acabar com suas vidas, a Exit só oferece seus serviços para residentes permanentes e cidadãos suíços. Ela auxilia pacientes com testamentos e diretrizes pessoais, bem como cuidados de fim de vida que incluem o suicídio assistido através da ingestão de uma droga letal, o pentobarbital sódico.
A Exit já existe há mais de 30 anos e é financiada por mais de 73 mil membros que pagam taxas regulares de associação para seus serviços. A maioria dos 700 membros reunidos na Assembleia Geral de 2014 votou para estender os serviços de suicídio assistido aos idosos não-terminais. De acordo com a organização, essa foi uma das maiores participações na Assembleia Geral em 20 anos.
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch com agências