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Policial queniano e manifestante, no dia 10 de agosto de 2017(afp_tickers)
Alguns redutos da oposição queniana foram cenário de episódios violentos após o anúncio, nesta sexta-feira à noite, da reeleição de Uhuru Kenyatta para a Presidência do Quênia, constataram jornalistas da AFP.
No subúrbio de Kibera, em Nairóbi, os partidários do candidato da oposição Raila Odinga saquearam lojas que, aparentemente, pertenciam a membros da etnia kikuyu, do presidente Kenyatta, segundo um fotógrafo da AFP.
A polícia fez disparos na direção destas pessoas, segundo a mesma fonte.
Nos bairros populares de Kariobangi, Mathare e Dandora, na capital, também houve cenas de violência.
Na cidade de Kisumu, um grupo de 100 pessoas também protagonizou confusões no bairro de Kongele, onde já havia ocorrido confrontos na quarta-feira, constatou um jornalista da AFP.
O repórter também ouviu disparos da polícia para tentar dispersar os manifestantes.
"Vieram nos matar como em 2007", declarou um manifestante em um bar de um bairro de Nyalenda, em Kisumu, onde se refugiou junto com outras pessoas, depois que a polícia abriu fogo contra um grupo que queria protestar.
"Por que atiram contra inocentes que expressam a sua opinião? Por que impõem Uhuru às pessoas?" - acrescentou, identificando-se somente com o apelido de Odhis.
Ao mesmo tempo, nas cidades de Nakuru, Eldoret e Nyeri, milhares de pessoas cantavam e dançavam nas ruas para comemorar a vitória de Kenyatta.
Uhuro Kenyatta foi reeleito com 54,37% dos votos, contra 44,74% obtidos por Odinga, segundo os resultados oficiais.
A reeleição de Kenyatta permite prever novas cenas de violência devido ao descontentamento dos partidários de Odinga, 10 anos depois das piores disputas pós-eleitorais ocorridas no país, que deixaram 1.100 mortos.
AFP