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Um total de 17 pessoas foram detidas e indiciadas na Venezuela pela tentativa de rebelião militar em 30 de abril contra o presidente Nicolás Maduro, informou a Procuradoria Geral do país nessa terça-feira.
"São 34 pessoas investigadas, das quais 17 estão detidas e foram indiciadas" pela "tentativa de golpe de Estado", disse o Procurador-Geral, Tarek William Saab, em entrevista coletiva, ao apresentar os números da investigação.
Até o momento, 15 deputados perderam sua imunidade graças à Assembleia Constituinte que governa o país, após serem acusados de participar da rebelião, liderada pelo opositor Juan Guaidó, líder do Parlamento reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por vários países, entre eles os Estados Unidos.
O vice-presidente do Legislativo, Edgar Zambrano, foi detido em 8 de maio e os demais se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram para o exterior ou vivem na clandestinidade. Guaidó não foi indicado.
Saab falou também sobre as ações do Ministério Público na investigação sobre a explosão de drones carregados de explosivos durante um ato militar em Caracas em 4 de agosto de 2018.
"Foram indiciadas 38 pessoas, 31 delas estão privadas de libereade e sete têm medidas substitutivas", disse o procurador.
Segundo a ONG de Direitos Humanos Fórum Penal, há mais de 900 "presos políticos" na Venezuela.
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