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Pelo menos 45 casas de material leve foram destruídas por um incêndio nesta quinta-feira (13) em um assentamento irregular na cidade de Antofagasta, no norte do Chile, informou o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).
O incêndio consumiu dezenas dessas casas - construídas em madeira e estanho - na parte norte da cidade que fica cerca de 1.300 quilômetros ao norte da capital, em um assentamento conhecido como Villa Esperanza.
O incêndio afetou cerca de 180 pessoas, para as quais foram montados um abrigo e um refeitório, disse Onemi. Dois bombeiros também ficaram feridos.
Este tipo de assentamento, conhecido no Chile como acampamentos populares, existe em muitas cidades do sul do país como uma solução improvisada para quem não tem acesso a moradias convencionais.
Seu aumento nos últimos anos é reflexo do crescimento da pobreza, que acreditava-se ter sido controlada durante as décadas de boom econômico após o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
A pandemia de coronavírus atingiu o país novamente em um momento de instabilidade da economia.
No último ano, foram registrados 167 novos acampamentos. Cerca de 81.643 famílias vivem atualmente em 969 assentamentos.
Em 2019, os acampamentos somavam 802 e eram ocupados por 47.050 pessoas, segundo levantamento da Fundação Techo.
O Ministério da Habitação e Urbanismo disse à AFP que, devido à proliferação de assentamentos no ano passado, iniciou a construção de 55.000 casas e prevê outras 70.000 até 2021.