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Placa de advertência na entrada de base militar do período da Guerra Fria no Parque Nacional Everglades, Flórida(afp_tickers)
Ex-comandantes militares de Estados Unidos e Rússia defenderam nesta quinta-feira o fim do estado de "alerta preventivo" nos mísseis nucleares, advertindo para o grave risco de desastre atômico que a medida representa, especialmente na era dos ciberataques.
Oficiais reformados de Estados Unidos, Rússia e de outras potências nucleares emitiram um relatório sobre os riscos crescentes dos mecanismos de resposta rápida que permitem lançar centenas de armas nucleares em minutos.
O nível de alerta preventivo é um legado "anacrônico" da Guerra Fria, quando EUA e Rússia temiam um devastador primeiro golpe para "decapitar" uma força nuclear completa do país inimigo, destaca o relatório do Global Zero, grupo que defende o desarmamento.
"Centenas de mísseis, com quase 1.800 ogivas nucleares, estão prontos para voar em um instante. Estas posturas herdadas da Guerra Fria são anacronismos, mas permanecem completamente operacionais."
O estado de alerta preventivo, aplicado à metade dos arsenais americanos e russos, é particularmente perigoso em uma era na qual "os tempos de aviso e de decisão são curtos, com a possibilidade cada vez maior de um potencial erro humano fatídico nos sistemas de controle nuclear".
A crescente ameaça de um ciberataque também aumenta os riscos, abrindo caminho para falsos alarmes e até para o "sequestro" dos sistemas de controle de armas, adverte o relatório.
O texto apela a Estados Unidos e Rússia para que renunciem aos acordos de alerta preventivo e estabeleçam um prazo antes do lançamento de uma bomba nuclear.
"Estes sistemas foram construídos nos anos 50, 60, 70 e 80, são antigos e sujeitos a alarmes falsos", disse o general James Cartwright, responsável no passado pelo arsenal nuclear americano.
AFP