Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02442.jsonl.gz/73

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
(Arquivo) Imagem da Seven Mile Brigde, a ponte que conecta Miami a Key West, registrada em 22 de fevereiro de 2011(afp_tickers)
Nove balseiros cubanos pisaram em terra firme nesta terça-feira nos Keys da Flórida, elevando a sessenta o número de imigrantes sem documentos da ilha comunista que chegaram por mar a esta região americana em menos de uma semana, informaram autoridades americanas à AFP.
O último grupo de nove cubanos chegou em uma embarcação precária na manhã de terça-feira "ao quilômetro 96 da rodovia US 1 em Tavernier", nos Keys da Flórida (sudeste dos EUA), confirmou a porta-voz do gabinete do xerife do condado de Monroe, Becky Herrin.
Trata-se da quinta balsa a chegar às praias dos Keys desde 29 de abril, informou Herrin.
Os imigrantes - que totalizaram sessenta em uma semana - poderão permanecer nos Estados Unidos, pois segundo as leis americanas, os cubanos que pisam em solo americano podem ficar, enquanto os que são capturados no mar são repatriados.
O medo de que, no âmbito do processo de normalização das relações iniciado por Washington e Havana, em dezembro de 2014, os cubanos percam os benefícios migratórios - dos quais nenhum outro cidadão de outra nacionalidade conta nos Estados Unidos -, gerou uma escalada migratória da ilha, tanto por mar quanto por terra.
Washington insiste em que não tem previsto alterar as leis migratórias.
Faltando pouco menos de cinco meses para terminar o atual ano fiscal, mais de 3.500 cubanos tentaram chegar em balsas à costa americana, segundo dados da Guarda Costeira, contra 4.473 no ano fiscal de 2015 (outubro 2014-setembro 2015).
A migração para os Estados Unidos por terra através da América do Sul e Central também disparou, abrindo o caminho para situações críticas, como ocorreu com os milhares de cubanos bloqueados nos últimos meses na Costa Rica e recentemente no Panamá.
AFP