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Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira à oposição na Venezuela que se posicione unida contra o governo "ilegítimo" de Nicolás Maduro, apesar de ter abordagens diferentes sobre como conseguir uma mudança de regime no país sul-americano.
"Acreditamos que é realmente importante que todos estejam unidos e focados no mesmo objetivo final", disse Carrie Filipetti, subsecretária adjunta para Cuba e Venezuela no Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.
Washington ignora a reeleição de Maduro em 2018, considerando-a uma fraude e promove sua saída e instalação de um governo de transição para a realização de novas eleições gerais.
Filipetti reconheceu que há divergências entre os adversários venezuelanos, mas disse que todos parecem centrados em um único objetivo: "conseguir eleições presidenciais livres e justas".
"Eles estão todos trabalhando coletivamente para lutar contra as tentativas do regime de minar a democracia", disse a autoridade durante uma audioconferência com jornalistas.
Filipetti distinguiu os membros da oposição, com suas nuances, daqueles que apoiam Maduro e procuram, segundo ele, "minar verdadeiramente a democracia".
Ele prometeu que Washington continuará aplicando sanções como tem feito com maior intensidade desde janeiro de 2019, quando Maduro assumiu um segundo mandato até 2025.
Questionado sobre as posições divergentes de María Corina Machado, representante da ala mais radical da oposição a Maduro, e de Henrique Capriles, mais moderado, Filipetti disse que "é claro" os dois líderes "ainda concordam com a estratégia da oposição".
Capriles - o ex-candidato presidencial derrotado em 2013 por Maduro e anteriormente por seu mentor, Hugo Chávez - pede a participação nas eleições parlamentares organizadas por Caracas, em oposição ao pedido de boicote promovido pelo bloco majoritário de oposição liderado pelo chefe legislativo, Juan Guaidó, a quem os Estados Unidos e cerca de 60 países reconhecem como presidente interino.
Filipetti ressaltou que qualquer votação é "impossível" com Maduro. "As eleições são uma fraude. Não são livres. Não são justas. Não são nem mesmo eleições", disse Filipetti, alertando contra as tentativas de Maduro de "manipular" a opinião pública internacional.
Por isso, ele garantiu que os Estados Unidos continuarão trabalhando com seus aliados, incluindo as 33 nações que assinaram em meados de agosto uma declaração conjunta pedindo eleições livres na Venezuela, para promover uma transição que permita a realização de novas eleições.
"Continuaremos ampliando as vozes do povo venezuelano sob a liderança do presidente interino Juan Guaidó, que está lutando por suas vidas, seu sustento e sua liberdade”, disse.