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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com repórteres na Casa Branca, em Washington. 10/05/2017 REUTERS/Kevin Lamarque(reuters_tickers)
Por Alister Doyle e John Irish
OSLO/PARIS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai enfrentar pressão de outros líderes do G7 em uma reunião este mês para manter os EUA em um acordo global de combate às mudanças climáticas, após o adiamento de um encontro da Casa Branca para decidir sobre a permanência ou não.
Trump, que diz duvidar que as mudanças climáticas sejam causadas pelo homem e que prometeu "cancelar" o Acordo de Paris de 2015 durante a campanha presidencial, adiou na terça-feira uma reunião que decidiria se os EUA continuariam ou não no acordo, planejada para antes da cúpula do dia 26 e 27 na Itália.
O adiamento, até que Trump retorne para Washington, dará mais tempo para o presidente se encontrar com seus assessores e decidir o que é de "interesse dos Estados Unidos", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.
O atraso também dá aos outros países do G7, que apoiam o plano de Paris para trocar combustíveis fósseis por energias renováveis até o final do século para reduzir o aquecimento global, uma chance de defender seu caso cara a cara com Trump.
"A decisão da Casa Branca de adiar é uma oportunidade de discutir a questão em detalhes", disse uma autoridade francesa. "O G7 é o melhor lugar para isso porque é um ambiente informal, onde conversas sobre questões multilaterais são prioridade".
(Reportagem adicional de Alissa de Carbonnel, em Bruxelas, e Valerie Volcovici, em Washington)
Reuters