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O Tribunal Constitucional do Peru concordou com um recurso que buscava a liberdade da líder opositora Keiko Fujimori, anulando o pedido de prisão preventiva que ela cumpria há quase 13 meses por acusação de corrupção, informou o presidente da corte, Erneste Blume.
"O tribunal acordou aceitar o habeas corpus" apresentado em favor de Keiko por sua irmã Sachi Fujimori, disse o magistrado ao anunciar a decisão, da qual não cabem recursos.
Keiko, de 44 anos, considerada a pessoa poderosa do Peru entre 2016-2018, foi enviada à prisão preventiva em 31 de outubro de 2018 por supostamente interferir nas investigações do Ministério Público no escândalo da empreiteira Odebrecht - que confessou ter distribuído ilegalmente milhões de dólares entre membros da classe política peruana, entre eles, quatro ex-presidentes.
Para evitar mais interferências nas investigações, o promotor José Domingo Pérez solicitou ao tribunal 36 meses de prisão preventiva para a primogênita do ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000). Em seguida, o período foi reduzido para 18 meses pelo Supremo Tribunal.
Blume esclareceu, no entanto, que o Tribunal Constitucional não se pronunciou sobre o mérito da acusação da acusação contra Keiko, pois uma decisão de absolvição ou condenação deve ser proferida posteriormente pelas instâncias judiciais correspondentes.
"A justiça foi feita, uma justiça divina. Deus é ótimo. Quero que minha esposa saia da cadeia e juntos vamos para casa com minhas filhas", disse o marido de Keiko, o americano Mark Vito Villanella, que estava fazendo greve de fome para sobrar a libertação de sua esposa.
Os principais aliados de Keiko saíram da prisão feminina de Chorrillos, no sul de Lima, onde se abraçaram e rezaram com seu marido.
Keiko, que tem duas filhas, não será libertada imediatamente, à espera das formalidades judiciais. Blume disse que a decisão será notificada na quinta-feira às partes.
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