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(Arquivo) O premier palestino, Rami Hamdallah(afp_tickers)
O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, teve na Cisjordânia uma reunião "excepcional" com um ministro israelense para melhorar a economia e os deslocamentos dos palestinos pelo território ocupado por Israel, indicaram os responsáveis nesta quinta-feira.
A chegada a Ramallah de Moshe Kahlon, ministro das Finanças e membro do gabinete de Segurança israelense, é um fato muito incomum, recordaram fontes israelenses.
É a primeira vez desde 2000 que um membro do gabinete de Segurança se reúne com um responsável palestino em uma cidade da Cisjordânia controlada unicamente pela Autoridade Palestina, disse um desses responsáveis à AFP.
Durante o encontro ocorrido na quarta-feira à noite, os dois homens abordaram com suas equipes medidas que Israel havia se comprometido a tomar horas antes da visita do presidente americano, Donald Trump, a Israel e à Cisjordânia.
Ambas as partes concordaram em "ampliar as prerrogativas da Autoridade Palestina na zona C", que inclui mais de 60% da Cisjordânia controlada unicamente pelo exército israelense, indicou em um comunicado o porta-voz do governo palestino, Yusel Mahmud.
Essas novas prerrogativas terão a ver provavelmente com assuntos-chave como o cadastro e a construção, depois que Israel destruiu no ano passado um número "recorde" de estruturas palestinas, segundo a ONU. O governo israelense alegou que essas demolições foram feitas porque as construções destruídas não tinham permissão, um documento que as autoridades quase nunca concedem aos palestinos, acrescentou as Nações Unidas.
Em 2013, o Banco Mundial assegurou que a economia palestina poderia crescer mais de um terço se Israel retirasse suas restrições ao desenvolvimento da zona C.
Israelenses e palestinos também decidiram construir uma zona industrial nos arredores de Hébron, no sul da Cisjordânia, que incluirá uma zona franca e depósitos de petróleo e gás.
Por último, entre 20 de junho e o mês de outubro, a Ponte Allenby entre a Jordânia e a Cisjordânia, vigiada pelo exército israelense, permanecerá aberta as 24 horas do dia.
AFP