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Por Johan Ahlander
ESTOCOLMO (Reuters) - Um tribunal sueco manteve nesta quarta-feira um mandado de prisão para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está há dois anos dentro da embaixada do Equador em Londres para escapar da extradição para a Suécia, onde é acusado de abuso sexual.
Promotores suecos querem interrogar Assange a respeito das acusações feitas por duas voluntárias do WikiLeaks. Assange nega as acusações e trava uma batalha judicial contra o pedido de extradição desde sua detenção na Grã-Bretanha, em dezembro de 2010.
Assange diz ter medo que a Suécia o entregue para os Estados Unidos para ser julgado pelo maior vazamento de informações secretas da história dos EUA.
"O tribunal distrital avalia que as razões para o mandado de prisão compensam a violação e efeitos adversos que a medida implica para Julian Assange", disse a juíza Lena Egelin.
"Assim sendo, ele continua sendo procurado para sua detenção", acrescentou.
Advogados de Assange argumentam que o mandado de prisão deveria ser rejeitado, porque não pode ser cumprido, enquanto ele estiver na embaixada e que os promotores não consideram a possibilidade de interrogá-lo em Londres.
Thomas Olsson, um dos advogados suecos de Assange, disse que vai recorrer da decisão.
O Equador, que concedeu asilo político a Assange, quer que Londres garanta uma passagem segura para ele viajar a Quito, mas o governo britânico cercou a embaixada com policiais 24 horas por dia para detê-lo se sair do prédio.
Em entrevista à Reuters no ano passado, Assange disse que não deixaria a embaixada em Londres, mesmo se a Suécia deixasse de procurá-lo pela acusação de abuso sexual porque teme ser preso por ordem dos Estados Unidos.
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