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As autoridades suíças precisam tomar providências para tornar os medicamentos que salvam vidas mais acessíveis através da introdução do licenciamento compulsório, diz a ONG Public Eye.
A organização publicou um relatório na terça-feira intitulado "Proteger pacientes, não patentes", que critica o modelo suíço de precificação da indústria farmacêutica.
"Com o apoio de um monopólio e exclusividade de mercado, as empresas farmacêuticas podem, essencialmente, definir preços como bem entenderem", disse a ONG suíça.
A Public Eye diz ainda que a indústria farmacêutica é responsável pela explosão de preços de novos tratamentos, particularmente medicamentos contra o câncer - com implicações para pacientes em todo o mundo.
A ONG lançou uma campanha por “medicamentos acessíveis” para pressionar o Conselho Federal Suíço a introduzir o licenciamento compulsório, um instrumento que permite que medicamentos genéricos mais baratos sejam introduzidos no mercado, apesar da existência de uma patente.
A Public Eye argumenta que o governo suíço há muito tempo coloca o interesse da indústria farmacêutica na frente das necessidades dos pacientes, tanto na Suíça quanto no exterior.
Ela também acusou as autoridades de serem influenciadas pelo "lobby agressivo realizado por grandes empresas sediadas na Basileia", que são responsáveis pelos preços em alta.
Introduzir o licenciamento compulsório na Suíça tornaria o sistema de saúde mais sustentável, e “enviaria um sinal forte para a comunidade internacional ao permitir o acesso a medicamentos essenciais para milhões de pessoas”.
O apelo é apoiado pela Liga do Câncer Suíça, numerosos especialistas na área, e políticos suíços de destaque, como a ex-conselheira federal Ruth Dreifuss.
swissinfo.ch/ets, swissinfo.ch/ln