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Presidente do Peru critica reforma sobre imunidade aprovada pelo Congresso
O presidente peruano Martín Vizcarra criticou nesta segunda-feira uma reforma aprovada pelo Congresso que priva o presidente, ministros e parlamentares da imunidade, questionando sua aplicação porque havia vícios de "inconstitucionalidade" em sua aprovação.
"É um ardil manter a imunidade parlamentar", disse Vizcarra.
O Congresso aprovou essa reforma em tempo recorde no domingo, acrescentando à iniciativa original do governo o fim da jurisdição do presidente e dos ministros.
O Parlamento fez isso horas depois de Vizcarra anunciar no domingo que iria submeter a um referendo em 2021 a eliminação da imunidade parlamentar.
O presidente tomou essa decisão quando viu que sua iniciativa de remover a imunidade dos legisladores não obteve os votos necessários no sábado para serem aprovados no Congresso.
A imunidade permitiu que certos políticos evitassem a prisão depois de serem sentenciados pela justiça.
Vizcarra afirmou que não tem medo de ser privado de sua imunidade.
"Se querem algo contra o presidente, aqui estou eu", disse ele, no primeiro confronto com o Congresso que ocorreu no final de março.
"Não tenho medo de que a imunidade presidencial seja tirada de mim, porque sempre agi com transparência e honestidade ao longo da minha vida", acrescentou.
O presidente do Congresso, Manuel Merino, anunciou que a reforma deve ser ratificada na próxima legislatura, que começará na segunda-feira.