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A Conselheira Federal Simonetta Sommaruga assinou na terça-feira, em Colombo, um acordo migratório com o Sri Lanka no segundo dia de sua visita à ilha asiática. O texto enfoca a readmissão de refugiados do Sri Lanka que vivem atualmente na Suíça.
O acordo "permitirá uma maior cooperação entre a Suíça e o Sri Lanka em matéria de migração", disse a ministra da Justiça e Polícia em um comunicado na terça-feira (04).
De acordo com a ministra, o acordo regra, por escrito, uma prática já em vigor entre os dois países. "O que definimos, é como proceder quando eles retornam", disse Sommaruga aos jornalistas em Colombo.
Dezenas de milhares de cingaleses, especialmente da minoria Tâmil, fugiram para o estrangeiro durante a guerra civil que devastou o país entre 1983 e 2009. Muitos deles se refugiaram na Suíça. Eles agora são 50.000 morando em solo suíço. Entretanto, cerca de metade conseguiu o passaporte com a cruz branca, comentou o Ministério da Justiça e Polícia no domingo.
Críticas
Por seu lado, a Sociedade para os Povos Ameaçados critica o acordo, dizendo que "a situação dos direitos humanos não melhorou muito" no Sri Lanka.
"As detenções arbitrárias sob a Lei de Terrorismo ainda estão na ordem do dia. Casos de rapto por parte das forças de segurança ainda são relatados. [...] Portanto, a Suíça deve continuar a oferecer proteção aos requerentes de asilo do Sri Lanka. Com a mudança da prática suíça em matéria de asilo, o caso dos dois requerentes de asilo que foram mandados de volta em 2013 e torturados após o regresso ao Sri Lanka pode se repetir", alertou a ONG em comunicado publicado antes da viagem da ministra suíça.
Enorme comunidade na Suíça
Há anos, o Sri Lanka tem um significado especial para a política de migração da Suíça. Durante o conflito armado, muitas pessoas encontraram refúgio na Suíça. Cerca de 50.000 cingaleses vivem na Suíça, cerca de metade tem hoje a nacionalidade suíça.
A Suíça abriga uma comunidade do Sri Lanka relativamente grande em comparação com outros países europeus. Em 2015, o Sri Lanka era, em ordem de importância, o quinto país de origem dos requerentes de asilo na Suíça.
Fonte: ComunicadoLink externo de imprensa do governo suíçoAqui termina o infobox
swissinfo.ch com agências