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Venezuela denuncia nova ação de 'avião espião' dos EUA em seu espaço aéreo
O governo da Venezuela denunciou nesta segunda-feira (22) que um "avião espião" americano invadiu novamente o espaço aéreo do país sem notificar as autoridades locais.
O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, destacou que uma aeronave proveniente dos Estados Unidos sobrevoou a "região de informação de voo" do Aeroporto Internacional Simón Bolívar em Maiquetía, que serve a Caracas, sem reportar o motivo de sua incursão.
Este novo incidente ocorre após uma aeronave EP-3E de inteligência dos Estados Unidos ter sido detectada na sexta-feira passada nos céus venezuelanos, "violando a segurança das operações aéreas e tratados internacionais", segundo a Força Armada da Venezuela.
"Ao mesmo tempo, a mesma aeronave ou aeronave similar (...) está novamente entrando na região de informação de voo de Maiquetía", garantiu o ministro num pronunciamento transmitido pela televisão.
Os aviões que passam pela região de informação de voo, alegam as autoridades venezuelanas, são obrigadas a se reportar com a torre de controle do aeroporto.
O número dois do chavismo Diosdado Cabello se referiu às incursões como "atuações militares gravíssimas" com as quais os Estados Unidos "ameaçam" a Venezuela.
"Qualquer ameaça terá a resposta imediata "das Forças Armadas venezuelanas", disse Cabello à imprensa.
O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) garantiu no domingo que o incidente da sexta-feira que realizava "uma missão no espaço aéreo internacional" sobre o mar Caribe, quando seu avión EP-3 foi alcançado por um caça venezuelano SU-30 de fabricação russa, que se aproximou "agressivamente" a "uma distância pouco segura... pondo em perigo a tripulação e a aeronave" numa manobra "pouco profissional".
Ele acrescentou que "realiza rotineiramente na região missões de detecção e monitoramento reconhecidas e aprovadas pelos organismos internacionais para garantir a segurança e o bem-estar de nossos cidadãos e dos nossos parceiros".