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As forças iraquianas e combatentes tribais obrigaram, neste sábado, os insurgentes sunitas a retrocederem na tentativa de entrar em uma cidade no oeste do país, onde está localizada uma refinaria de petróleo, informaram fontes policiais.
Alguns insurgentes atacaram com obuses a cidade de Haditha, na província de Al Anbar, situada na principal rodovia que liga as áreas sob o poder dos insurgentes.
Depois, os combatentes lançaram uma ofensiva pelos dois lados, mas as forças iraquianas os impediram de entrar na cidade após combates que resultaram na morte de 13 insurgentes e quatro policiais.
É o primeiro ataque desta envergadura contra Haditha.
Na quinta-feira, Ramadi, capital de Al Anbar, foi alvo de uma nova ofensiva dos insurgentes liderados pelos jihadistas ultrarradicais do Estado Islâmico (EI), que controlam desde janeiro vários bairros da cidade e toda Faluya, a 60 km a oeste da capital.
Na província de Diyala, mais a leste, as forças de segurança e voluntários civis lançaram uma ofensiva para tentar retomar zonas ao norte de Muqdadiya que caíram nas mãos dos insurgentes, informou um capitão de polícia.
Nesta mesma província, mais ao norte, os combatentes curdos (Peshmergas) lançaram uma operação para expulsar aos insurgentes dos setores que controlam Jalawla, afirmou um oficial curdo.
O general Husein Mansur afirmou que as forças curdas utilizaram tanques e artilharia nos combates e conseguiram recuperar alguns setores.
As tropas curdas aproveitaram a debandada das forças de segurança federais durante a ofensiva dos insurgentes para retomar o controle de zonas disputadas com Bagdá.
O enviado especial das Nações Unidas em Bagdá, Nickolai Mladenov, alertou que, se a formação de um governo fracassar novamente, o Iraque pode se transformar em um "caos".
"Um fracasso" neste processo "ameaça jogar o país no caos", disse Mladenov, que argumenta que "isso beneficiará unicamente os querem dividir o povo iraquiano e destruir as possibilidades de paz e de prosperidade".
O Parlamento iraquiano se reúne no domingo para formar um novo governo que permita enfrentar a ofensiva lançada por insurgentes sunitas, liderados por jihadistas, em 9 de junho.
Concretamente, os deputados devem eleger em primeiro lugar o presidente do parlamento e também o presidente do Iraque, que designará o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nuri al Maliki, deseja revalidar um terceiro mandato, apesar dos pedidos internos e internacionais para que dê lugar a uma figura mais moderada.
Maliki é criticado por seu autoritarismo e por sua postura contra a minoria sunita do país.
O grande aiatolá xiita Ali al Sistani pediu novamente na sexta-feira aos políticos iraquianos que deixasse, de lado suas divergências para formar urgentemente um novo governo.