Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02552.jsonl.gz/51

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Opositores venezuelanos bloqueiam ruas e avenidas, no dia 24 de junho de 2017(afp_tickers)
Os 31 estudantes que foram detidos na última quinta-feira em um protesto contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foram libertados neste domingo, confirmou o diretor da ONG Foro Penal, Alfredo Romero.
"Liberdade plena para os estudantes. Juiz declarou nulidade absoluta de apreensão", indicou Romero no Twitter, do palácio de justiça.
O advogado esclareceu que sete dos jovens foram libertados na sexta-feira. A audiência de apresentação dos demais foi realizada entre sábado e domingo em um tribunal de Caracas.
"Liberdade plena para nossos companheiros, como sempre deveriam ter estado. Estamos demostrando ao país que esta é uma luta de resistência e juntos vamos construir uma Venezuela diferente", disse no Periscope (aplicativo de streaming de vídeos) o líder estudantil Daniel Ascanio, que entre lágrimas esperava a saída dos universitários com dezenas de pessoas.
Na quinta-feira, durante uma marcha opositora que foi dispersada antes de chegar à sede do poder eleitoral em Caracas, a polícia prendeu os 31 jovens enquanto se protegiam dos gases lacrimogêneos em um banco.
Os protestos da oposição, que começaram há três meses, exigem a realização de eleições gerais.
As manifestações, que também rejeitam a convocatória de Maduro a uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna, já deixaram 89 mortos, mais de mil feridos, segundo a Procuradoria, e mais de 3.500 detidos, de acordo com o Foro Penal.
AFP