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Mais dois bancos suíços advertidos por negócios com a Venezuela
A agência reguladora financeira suíça repreendeu mais dois bancos por violarem as regras de lavagem de dinheiro. As decisões de quinta-feira passada encerram uma investigação de cinco anos sobre os negócios dos bancos com pessoas ligadas à empresa petrolífera estatal venezuelana PDVSA.
O órgão de fiscalização do mercado financeiro (FINMA) entrou em contato com 30 bancos suíços durante sua investigação. Ela já enquadrou dois ex-executivos-chefes do banco privado Julius Bär e denunciou o Credit Suisse por falhas no combate à corrupção.
A FINMA já repreendeu cinco bancos no total desde que a investigação começou em 2016.
No caso final divulgado na quinta-feira, a agência criticou o Banca Zarattini de Lugano e a CBH Compagnie Bancaire Helvétique em Genebra.
A FINMA constatou que tanto o Banca Zarattini no período entre 2014 e 2018 quanto o Banco CBH entre 2012 e 2020 violaram as obrigações de combate à lavagem de dinheiro e suas obrigações de implementar uma política adequada de gestão de risco, uma grave violação da lei de supervisão, disse a FINMA.
"Ambos os bancos não conseguiram prestar esclarecimentos suficientes sobre os antecedentes econômicos nas relações comerciais e transações com riscos crescentes de lavagem de dinheiro. Faltava também documentação adequada nestas áreas", declarou.
Sanções
A FINMA impôs uma proibição temporária ao Banca Zarattini de aceitar novos clientes venezuelanos e pessoas politicamente expostas.
As medidas impostas ao Banco CBH incluem o término de todas as relações comerciais remanescentes com clientes venezuelanos.
Além disso, a CBH deve rever outras relações especialmente arriscadas com clientes e, se necessário, encerrar essas relações, disse FINMA.
O Banca Zarattini disse que aceita sem reservas as conclusões do órgão regulador.
Acrescentou que as deficiências se referiam apenas a um período de tempo limitado e a um número limitado de clientes. Disse também que entrou em contato com a FINMA assim que tomou conhecimento de problemas potenciais e cooperou amplamente com o inquérito. Desde então, a FINMA havia melhorado seus sistemas de combate à lavagem de dinheiro e de conformidade, disse.
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