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O Conselho permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) convocou para a quinta-feira uma sessão extraordinária para analisar "os recentes acontecimentos na Venezuela", em um momento em que se aprofunda a crise no país.
A Assembleia Nacional, de maioria opositora, convocou para esta quarta-feira um protesto contra o governo de Nicolás Maduro. Grupos pró-governo também irão às ruas, em um ambiente influenciado pelo rápido motim de 27 militares contra o presidente.
Maduro iniciou em 10 de janeiro um novo mandato, após eleições consideradas fraudulentas pela oposição e por boa parte da comunidade internacional. No mesmo dia da posse, a OEA aprovou uma resolução para declarar ilegítimo seu mandato.
O líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou Maduro um "usurpador" e pediu o estabelecimento de um governo de transição.
A Venezuela está mergulhada em uma grave crise política e econômica, que obrigou 2,3 milhões de pessoas a deixar o país desde 2015, segundo a ONU.
A crise provocou escassez de comida e remédios e, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação em 2019 vai chegar a 10.000.000%.
A sessão na OEA foi convocada a pedido das missões permanentes de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos e Peru.
A Venezuela foi ameaçada em várias ocasiões com a expulsão da OEA, mas até agora não se conseguiu a maioria de dois terços necessária para concretizar a medida.
Em meio a estas tensões, Caracas iniciou, em abril de 2017, o procedimento para se retirar da OEA, que deve concretizar em abril de 2019.
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