Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02496.jsonl.gz/94

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (E), e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, em Caracas, no dia 10 de março de 2015(afp_tickers)
O governo da Venezuela deteve 32 supostos paramilitares desde que foi decretado o fechamento da fronteira com a Colômbia em 19 de agosto, informou nesta terça-feira Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional.
"Foram capturados 32 paramilitares. Vielma (por José Gregorio Vielma, governador do fronteiriço estado de Táchira, sudoeste) me informou que ontem prenderam mais um", disse Cabello, número dois do chavismo, em declarações à imprensa local, durante um ato militar com um grupo de 3.000 militares mobilizados na segunda-feira pelo governo venezuelano na fronteira com a Colômbia.
Em 26 de agosto já havia uma dezena de supostos paramilitares detidos, informaram as autoridades.
Cabello assegurou que a detenção de paramilitares "foi feito com um trabalho de inteligência" para desmantelar as máfias que gerenciam o contrabando na região.
Em 19 de agosto passado, o presidente Nicolás Maduro ordenou o fechamento de algumas passagens fronteiriças, após o que foram deportados mil colombianos (dos mais de 5 milhões que vivem na Venezuela).
A crise diplomática se aprofundou ainda mais na quinta-feira passada, quando os dois países chamaram a consultas seus embaixadores em meio a denúncias de violações de direitos humanos aos afetados.
Nesta segunda-feira, Maduro denunciou a existência de um plano para matá-lo que contaria com a "anuência" do governo colombiano.
Nesta semana, o governo venezuelano começou com um censo na região para coletar dados sobre "população, residências, estabelecimentos comerciais e industriais, infraestruturas, serviços públicos, atividades econômicas e áreas áreas agrícolas", segundo decreto publicado no diário oficial.
Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de 2.219 km nas quais os dois denunciam a atividade de grupos ilegais que lucram com o contrabando de combustível e outros produtos altamente subsidiados pelo governo venezuelano.
Maduro afirma que no lucrativo contrabando na região de fronteira estão envolvidos "paramilitares colombianos" que, aliados à "direita", visam a desestabilizar seu governo.
AFP