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A candidata de direita à presidência do Peru, Keiko Fujimori, encerrou nesta quinta-feira sua campanha para o segundo turno das eleições, no próximo domingo, abraçada ao irmão Kenji, de quem havia se afastado devido a disputas políticas há quase quatro anos.
Durante um comício no sul de Lima, os irmãos cantaram e dançaram ao cair da noite, enquanto o público agitava bandeiras peruanas e do partido Força Popular. "Estou profundamente emocionada de estar aqui em frente a vocês. Há cerca de um ano, voltei para casa, depois de estar três vezes injustamente presa", disse Keiko para a multidão.
Se perder a eleição, a primogênita do ex-presidente Alberto Fujimori será levada a julgamento. Se vencer, terá imunidade. Ela nega as acusações de lavagem de dinheiro.
Keiko, 46, que vestia a camisa da seleção de futebol do Peru, destacou que, durante a campanha, pôde reencontrar a família. "Pude me reencontrar com Kenji", assinalou, antes de convidar o irmão a subir ao palanque.
O caçula dos Fujimori, 41, que perdeu sua cadeira no Congresso há três anos por obra do partido Força Popular, dirigido por sua irmã, afirmou que estava orgulhoso de Keiko. "Não sabem a imensa alegria que sinto de poder estar aqui com todos vocês. Sentir essa energia positiva. Keiko, você não sabe o quão orgulhoso me sinto de ti", expressou.
Quase na mesma hora, o candidato de esquerda, Pedro Castillo, 51, encerrava sua campanha com um comício no centro de Lima. Ele recebeu hoje o apoio do ex-presidente uruguaio José Mujica, com quem conversou pelo Facebook.
"Você tem um grande desafio pela frente", disse Mujica (2010-2015). "Fico feliz de tê-lo conhecido e de saber que na pátria grande existe gente que a defenda. Percebo que está cheio de esperança."
O uruguaio, 86, pediu que Castillo "não caia no autoritarismo" e reconheça seus erros caso eles aconteçam, para não perder a confiança do povo peruano. "Não é fácil mudar o curso da realidade em favor dos mais fracos."
Castillo é um professor de escola rural que chegou às portas do poder com a promessa de não haver "mais pobres em um país rico". As pesquisas de opinião apontam para um segundo turno disputado, uma vez que a diferença é mínima em favor do esquerdista.