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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 17 de maio de 2016(afp_tickers)
Os Estados Unidos negaram nesta quarta-feira que um avião militar do país tenha invadido o espaço aéreo venezuelano, como afirmou ontem (17) o presidente Nicolás Maduro.
"Essa história não está correta", disse à AFP o porta-voz do Pentágono, o comandante da Marinha Jeff Davis.
"Nossa aeronave mais próxima da Venezuela estava em espaço aéreo internacional, a 100 milhas (160 quilômetros) do território venezuelano", assinalou Davis.
Na terça-feira, Maduro anunciou um protesto diplomático contra os Estados Unidos após denunciar a dupla incursão de um avião militar americano na semana passada em território venezuelano.
O presidente disse que a aviação militar venezuelana havia detectado uma "entrada ilegal para trabalhos de espionagem não usuais" de um Boeing 700 E-3 Sentry "com mecanismos para espionagem eletrônica".
Mas o Pentágono assinalou que realiza voos rotineiros de vigilância na região para combater o crime organizado e o tráfico ilegal, provavelmente de drogas.
"São feitos todos os esforços durante esses voos para que sejam respeitados os limites nacionais reconhecidos internacionalmente", frisou Davis.
Maduro anunciou que levará um protesto ao governo dos Estados Unidos. Caracas e Washington não têm embaixadores desde 2010.
Em um contexto de crise doméstica, a oposição foi às ruas nesta quarta-feira, na Venezuela. O objetivo era pressionar a aceleração do trâmite para a convocação do referendo revogatório. A Polícia reagiu com bombas de efeito moral para conter a multidão.
O Departamento de Estado americano expressou sua preocupação.
"Os informes do uso excessivo da força e da violência contra manifestantes é, obviamente, preocupante para nós", afirmou o porta-voz da pasta, John Kirby.
Na terça-feira, a Casa Branca pediu a Maduro que dê atenção a seus críticos para solucionar os problemas do país.
AFP