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O homem contratado para tentar salvar a Swissair da falência, Mario Corti, teria recebido 12,5 milhões de francos suíços para aceitar o cargo. A revelação por um jornal suíço ainda não confirmada nem desmentida.
Os aposentados por antecipação e os despedidos da Swissair, em concordada preventiva, ainda sequer têm um plano social. Os funcionários da Swissair que não foram recontratados pela Crossair aceitaram redução de 30% dos salários.
Soma milionária
Em plena crise, antes de ser decretada a concordada da Swissair, funcionários chegaram a manifestar publicamente seu apoio ao patrão Mario Corti, contratado como um "salvador da pátria".
Todos devem estar hoje muito decepcionados com as revelações do jornal SonntagsZeitung, na edição de domingo 27. O jornal revela que Mario Corti, ex-diretor financeiro da Nestlé, recebeu 12,5 milhões de francos suíços (€ 8,5 milhões) para aceitar o cargo, em março de 2001.
Indagada, a assessoria de imprensa da Swissair respondeu apenas que Corti assinou um contrato de 5 anos com a empresa. "É uma vergonha. Ele pediu um voto de confiança dos funcionários e os inocentes aceitaram", afirmou o porta-voz do Sindicato dos Serviços Públicos, Rémy Pagani.
Outras indenizações
As indenizações de ex-membros do conselho de administração da Swissair já haviam provocado consternação na Suíça. Um deles, Eric Honegger, havia pedido 2,5 milhões de francos de indenização e levou Fr.450 mil. O ex-diretor geral, Philippe Brugisser, predecessor de Mario Corti, recebeu Fr.2,5 milhões.
Mario Corti continua no cargo, enquanto o processo de liquidação da Swissair está em andamento. A partir de 1° de abril, parte dos vôos e das aeronaves da Swissair serão retoamados pela Crossair.
swissinfo com agências