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Será que o Conselho dos Suíços do Estrangeiro está "preso entre duas eras", como escreveu SWI swissinfo.ch? De jeito nenhum! Em vez disso, ele está no centro de uma era de convulsão social. Leia a resposta de David W. Mörker, membro do Parlamento da Quinta Suíça, que representa os suíços que vivem nos Estados Unidos.Este conteúdo foi publicado em 18. abril 2021 - 10:00
O Conselho dos Suíços do Estrangeiro começará um novo mandato de quatro anos em agosto. Há exatos quatro anos, um grupo de trabalho especialmente nomeado examinou detalhadamente a questão da representatividade e fez recomendações específicas e relevantes.
Estou escrevendo aqui em nome dos oito membros do Conselho dos Suíços do Estrangeiro nos Estados Unidos. Atualmente, o Conselho também está procurando novos membros para assumirem um papel ativo como parte integrante da delegação dos EUA.
Perto da realidade e da comunidade
O que fazer sobre isso?
Um bom membro do Conselho traz uma perspectiva nova sobre sua comunidade. Isso é moldado pelas múltiplas necessidades da comunidade suíça local, regional e suprarregional.
Além disso, um delegado precisa ter a vontade e a capacidade de trabalhar incansavelmente pelos interesses dos suíços no exterior. Esse engajamento não pode ser apenas virtual, mas deve ser o mais próximo possível da realidade. Comunidades online, grupos tradicionais da Suíça no exterior, bem como as várias comunidades híbridas: todos precisam ser representados igualmente.
Ao mesmo tempo, um membro do Conselho deve estar muito próximo da comunidade suíça do país em que vive e estar ciente dos desafios que ela enfrenta. A representação adequada dos suíços no exterior deve ser um ponto de encontro local, regional e suprarregional. Deve estar comprometido com essa conexão e se esforçar neste sentido cada vez mais.
Os candidatos já devem ter laços estreitos com a comunidade suíça local e regional para estar plenamente cientes de suas preocupações e terem a capacidade de representá-la com competência e eficácia.
Objetivos da nova legislatura
Há quatro anos, foram eleitos quatro novos membros da delegação dos Estados Unidos no Conselho dos Suíços do Estrangeiro. Este ano, são três vagas. Os objetivos da próxima legislatura dividem-se em três categorias: objetivos políticos, institucionais gerais e objetivos internos.
Entre os objetivos políticos, encontrar uma solução para o problema bancário, mantendo a parceria com o Banque Cantonale de Genève (BCGE), que permite aos suíços residentes no exterior manterem uma conta em condições semelhantes às dos suíços que permanecem no país.
Fazer progressos na área de pensões de velhice, seguros por invalidez e seguros de saúde. Neste ponto, está em andamento uma análise da implementação dos objetivos da Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE) com os membros do intergrupo parlamentar dos suíços do estrangeiro. É necessário continuar a busca por soluções para o envio de certificados de vida através do fortalecimento da cooperação com a Caixa Suíça de Compensação. Uma meta de longo prazo é encontrar uma maneira de cobrir os déficits de contribuição retroativa.
Fortalecimento dos direitos políticos dos suíços no exterior. A ênfase aqui está na introdução de um novo sistema de votação eletrônica. A OSE quer garantir que a Chancelaria Federal garanta os direitos políticos dos suíços no exterior. Até que a votação eletrônica seja possível, o envio de documentos em papel deve ser otimizado.
A criação pela Confederação de um memorial às vítimas suíças do fascismo - o nacional-socialismo. Graças aos contatos diretos com as autoridades federais e os parlamentares interessados, a Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE) apoiará a implementação e conclusão do projeto.
O estabelecimento de um novo contrato de serviço entre a OSE e o Ministério das Relações Exteriores (DFAE) está no centro dos objetivos institucionais. Devemos nos preparar para as próximas eleições para o Conselho dos Suíços do Estrangeiro em 2025. Isso inclui a criação de reservas anuais para garantir o financiamento de um desdobramento da plataforma eleitoral SimpleVote. Os círculos eleitorais devem ser definidos. Os países interessados na votação online em 2025 devem ser identificados. O apoio do DFAE para a próxima eleição do Conselho dos Suíços do Estrangeiro também deve ser planejado e assegurado.
Por fim, os objetivos internos incluem o reposicionamento da Revista Suíça, com uma nova apresentação, bem como novas adaptações em sua forma e conteúdo. Além disso, o outro objetivo é desenvolver campanhas online com o objetivo de alcançar o maior número possível de jovens suíços no exterior.
Relevante e representativo
Dada a diversidade de esforços e objetivos a serem alcançados, pode-se dizer que a Organização dos Suíços do Estrangeiro (OSE) e o Conselho dos Suíços do Estrangeiro são hoje mais relevantes e representativos do que nunca.
Apesar da pandemia, a Organização dos Suíços do Estrangeiro atingiu quase todas as suas metas em 2020. Graças a uma pesquisa, foi possível analisar o número de leitores da Revista Suíça. Inclusive, foi lançado um novo site. A OSE fortaleceu sua base financeira e implementou um novo sistema de arrecadação de fundos.
Também firmou um novo contrato com a Fundação para Crianças Suíças no Exterior. Acompanhou de perto a questão das relações bancárias, com uma campanha de recomendação do Banque Cantonale de Genève, o único banco que aceita todos os suíços no exterior em condições semelhantes às dos suíços que vivem no país alpino.
Um compromisso em grande escala
Também foram feitos progressos significativos em relação às pensões de velhice (AVS) e seguros de invalidez (AI). As possibilidades de concretização dos objetivos da OSE foram discutidas e analisadas com o novo diretor da Previdência Social Federal e com os novos deputados. A cooperação com a Caixa de Compensação foi reforçada para encontrar uma solução para o envio de certificados de vida. A OSE também defendeu a meta de longo prazo de permitir a cobertura retroativa das lacunas de contribuição.
Na área dos direitos de voto e elegibilidade dos suíços no exterior, a OSE acionou a Confederação para garantir que o voto eletrônico fosse mantido como uma opção para os suíços no exterior e instou o Conselho Federal a desempenhar um papel impulsionador no desenvolvimento do sistema.
Em outra área importante para a OSE, a mobilidade internacional, o Conselho dos Suíços do Estrangeiro publicou um documento se posicionando sobre a iniciativa de limitação e a OSE tem feito campanha ativamente contra este texto. A cooperação com a Swissnex, Presence Switzerland e Pro Helvetia também foi fortalecida para demonstrar o importante papel desempenhado pela OSE em termos de comunicação e durante os eventos.
Ainda, um grupo de trabalho sobre a representatividade do Conselho dos Suíços do Estrangeiro elaborou um relatório final. Também foi decidido um sistema eleitoral a ser usado nas eleições de 2021 para o Conselho dos Suíços do Estrangeiro. Uma chamada foi feita aos países para descobrir quem gostaria de organizar uma eleição direta.
As iniciativas para engajar grupos jovens também continuaram, com numerosas festas para celebrar os novos cidadãos que atingiram a maioridade, organizadas em colaboração com a EducationSuisse e o DFAE.
Os diversos interesses e necessidades dos suíços no exterior devem ser tratados de maneira coordenada para garantir o melhor sucesso possível a longo prazo.
David W. Mörker e membros do Conselho da Suíça no Exterior dos Estados Unidos
OSE em números
655 associações e instituições em todo o mundo
140 membros do Conselho da Suíça no Exterior
10 membros do comitê do Conselho da Suíça no Exterior
14 funcionários nos escritórios da OSE
4 funções básicas: informar, fazer networking, representar e aconselhar
423.300 cópias da Swiss Review enviadas aos suíços no exterior em cinco idiomasEnd of insertion
Adaptação: Clarice Levy