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LONDRES 12 Jul (Reuters) - Forças de segurança e milícias filiadas ao governo iraquiano podem ter executado 255 prisioneiros no ultimo mês, em uma possível vingança pelas mortes causadas pelos combatentes do Estado Islâmico, de acordo com grupos de direitos humanos.
O Human Rights Watch (HRW) afirmou que as mortes ocorreram em seis cidades e vilarejos iraquianos desde o dia 9 de junho e que pelo menos oito dos mortos são garotos com menos de 18 anos. Em todos os casos, com exceção de um, as mortes ocorreram enquanto as forças iraquianas fugiam dos militantes do Estado Islâmico e outros grupos armados, disse o Human Rights Watch em seu website. A grande maioria das forças de segurança e milícias é de xiitas, enquanto que os prisioneiros mortos são sunitas, de acordo com o grupo.
“As mortes extrajudiciais em massa podem ser a evidência de crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, e aparentemente são vingança contra as atrocidades cometidas (pelo Estado Islâmico)”, disse o HRW. O grupo, uma ramificação da Al Qaeda, até pouco tempo atrás se chamava Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Estado Islâmico lidera uma série de insurgentes que dominam territórios no norte e no oeste do país e que ameaçam se movimentar na direção de Bagdá. Os militantes não tentaram esconder as execuções em massa de seus prisioneiros. Dias depois de começar a tomar as cidades no mês passado, o grupo divulgou vídeos nos quais militantes mascarados executavam soldados do governo em covas.
(Reportagem de Stephen Addison)