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Milhares de migrantes hondurenhos que saíram em caravana de seu país para tentar chegar aos Estados Unidos superaram nesta sexta-feira (19) um bloqueio de policiais e militares na fronteira guatemalteca de Tecún Umán e conseguiram cruzar para o México.
"Sigo feliz, não vamos fazer nada de mau, só queremos trabalho", disse à AFP uma mulher que andava de mãos dadas com uma menina em meio à marcha maciça que entrou na ponte internacional que liga a Guatemala ao México.
Os hondurenhos superaram uma barreira de dezenas de policiais da tropa de choque e militares em veículos blindados. Também conseguiram abrir e dobrar uma cerca metálica que impedia a passagem para a fronteira.
Estima-se que 4.000 migrantes hondurenhos participem desta caravana, que saiu no sábado da cidade de San Pedro Sula, no norte de Honduras, após uma convocação divulgada pelas redes sociais.
Os hondurenhos tentam fugir da violência e da pobreza que enfrentam no país centro-americano, apesar das ameaças do presidente Donald Trump de que vai reforçar com militares a fronteira com o México para barrar-lhes o acesso.
"Graças a Deus, uma porta a mais se abre para nós", disse Gustavo Molina, de 35 anos, enquanto cruzava o posto fronteiriço com o México, após percorrer 255 km por rodovia.
"Tomara que nos Estados Unidos também abram" as portas, acrescentou Molina, com a filha de 2 anos nos ombros.
Antes que a autoridades cedessem e deixassem a caravana passar, houve momentos de tensão depois que a massa de migrantes, repetindo palavras de ordem como "Sí, se puede!" (Sim, é possível), se posicionaram, acompanhados de mulheres e crianças, na frente de cerca de 20 policiais que formavam um cordão de isolamento.
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