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Depois de concluir sete acordos com a União Européia - UE - no sentido de remediar o isolamento na Europa, a Suíça enviou especialistas a Bruxelas para "explorar" campos de novas negociações bilaterais. Ela sabe que uma das prioridades da UE é generalizar imposto sobre poupança, o que poderia condenar a morte o sigilo bancário. Outro assunto quente, a fraude aduaneira, como o contrabando de cigarros. A Suíça espera que tudo seja na base do "toma lá, dá cá".
É um novo cenário de negociações que deve ser esboçado entre a Suíça e a União Européia. Depois de 4 anos de negociações até o ano 2000, foram solucionados alguns problemas de relacionamento bilateral, em particular sobre livre circulação de pessoas (que deve ser ratificado pelos 15 países da União) e transportes.
Prioridades para a União Européia é resolver a questão da evasão fiscal e da fraude alfandegária.
O grupo dos 15 quer adotar, no máximo em dois anos, uma lei sobre troca de informações entre administrações fiscais. A norma deveria se generalizar em todos os países da UE até 2010 e englobar em "territórios associados e dependentes, como as ilhas anglo-normandas, e "países terceiros", como Suíça, Liechtenstein e mesmo os Estados Unidos.
Os bancos suíços descontam impostos sobre juros na fonte, mas os estrangeiros não residentes ficam imunes. Para o orçamento da União Européia, isso significa perda importante.
A Suíça estaria disposta a debater a questão da fiscalidade da poupança, desde que se preserve o sigilo bancário.
Pode no entanto haver uma barganha. Estando certa de que possa ser associada aos acordos de Schengen (sobre cooperação policial entre a maioria dos países da UE) e a Convenção de Dublin (que implica colaboração na questão do asilo político) deve abrir mão de certas normas.
Para a Europa dos 15, não pode haver contrapartida para a luta comum contra a fraude, seja fiscal ou aduaneira. A UE estima que bandos organizados que operam do território suíço, em particular no contrabando de cigarros, lhe dão prejuizos de bilhões de dólares. E quer melhorar a ajuda judiciária e administrativa.
O único que já se sabe é que as negociações deverão ser muito longas. Mas estão em jogo competitividade entre praças financeiras e gestão de somas astronômicas.
Os ativos privados geridos pelos bancos oscilam em torno de 25 trilhões de dólares atualmente. Devem chegar a 45 trilhões em 2004, escreve o jornal Le Temps de Genebra, na sua edição de sexta-feira, 19/01.
Da Europa vem 60 por cento dos clientes dos bancos suíços, estima o banqueiro Jacques Rossier, um dos gerentes do Darier Hentsch & Cie.
swissinfo com agências.
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