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A Suíça produz menos energia solar e eólica por habitante - apenas 170 quilowatts-hora, ou a energia gasta por uma geladeira em um ano - do que a maioria dos outros países europeus, revela um estudo publicado na terça-feira.
A Suíça está classificada em 25ª posição dos 29 países em um estudo comparativo europeu realizado pela Fundação Suíça de Energia, publicado na terça-feira, 17 de maio.
Apenas a Eslovênia, Eslováquia, Hungria e Letônia produzem menos energia eólica e solar por habitante do que a Suíça. A Dinamarca (2619 kWh por habitante), a Suécia (1704 Kwh) e a Alemanha (1556 Kwh) estão no topo da lista.
A má classificação da Suíça aparece apesar de um aumento na produção da energia renovável no pequeno país alpino - 15 vezes mais energia solar por habitante nos últimos cinco anos e três vezes mais energia eólica.
De acordo com a Fundação Suíça de Energia, o investimento financeiro necessário está segurando os suíços.
"Simplesmente não há dinheiro suficiente para promover adequadamente as energias solar ou eólica", explica a gerente de projeto Myriam Planzer.
Segundo a especialista, cerca de 37 mil projetos estão ainda à espera de financiamento, a chamada "remuneração de aquisição, um instrumento desenvolvido pelas autoridades federais para promover a produção de energias renováveis. Esta tarifa especial cobre a diferença entre o custo de produção e o preço de mercado e garante aos produtores de eletricidade de fontes renováveis um preço que corresponde aos custos de produção.
Myriam Planzer diz que se os 37 mil projetos forem realizados, a Suíça passaria para a 12ª posição.
O estudo não inclui a energia hidrelétrica, que responde por cerca de 60% da produção nacional suíça. A energia hidrelétrica, gerada por várias barragens nas montanhas, melhoraria claramente a posição da Suíça no ranking, mas houve uma decisão consciente de não incluí-la no estudo.
"O potencial real da capacidade adicional provém das energias solar e eólica. Estima-se que a energia hidrelétrica suíça só pode ser expandida em cinco por cento", disse.
swissinfo.ch