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Pode-se dizer que o surrealismo partiu de uma explosão ocorrida na Suíça, mais precisamente em Zurique, em fevereiro de 1916, quando um bando de artistas radicais, expatriados dos quatro cantos da Europa, lançou o manifesto Dada, pontapé inicial de diversas vanguardas modernistas do século 20. Mas surrealismo suíço? A primeira grande exposição sobre o tema no Aargauer Kunsthaus traz à luz todo um movimento que passou despercebido pela história da arte no país.
O surrealismo foi caracterizado “mais por uma mentalidade artística do que por um programa estilístico”, de acordo com o Aargauer Kunsthaus. “Em tempos de tensões políticas, os artistas surrealistas rejeitaram a repressão e o controle, e expressaram diretamente suas fantasias, visões e medos”, diz em sua introdução à exposiçãoLink externo, que abriu em 1º de setembro.
Vários artistas suíços ajudaram a moldar o surrealismo internacional, seja como predecessores, como Paul Klee, ou como membros do movimento que começou em Paris na década de 1920, incluindo Alberto Giacometti e Meret Oppenheim.
A exposição também considera como o surrealismo não caiu bem no clima culturalmente conservador da Suíça na década de 1930, bem como a influência do movimento na arte posterior.
Um foco especial é dado a artistas mulheres, mesmo que nem todas tenham se identificado necessariamente como surrealistas. “A presença deles na exposição reconhece o fato de que as mulheres faziam parte da história da arte suíça do século 20”, de acordo com o Aargauer Kunsthaus.
A exposição "Surrealismo Suíço" vai até 2 de janeiro de 2019 e conta com obras de cerca de 60 artistas.