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O líder da oposição cubana, José Daniel Ferrer, deixou a prisão na sexta-feira, onde passou seis meses, e cumprirá uma pena de quatro anos e meio por agressão.
"Minha pena permaneceu em quatro anos e seis meses de prisão domiciliar, mas eles não me deram a sentença porque me recusei a assinar o documento que havia recebido", disse Ferrer à AFP por telefone de Santiago de Cuba, a 900 km de distância de Havana, onde reside.
"Não estamos liberdade, estamos condenados e não aceito essa sentença. Ou me prendem ou terão ue me libertar, porque vou continuar na rua", afirmou.
Ferrer, de 49 anos, e três outros membros da União Patriótica Cubana (Unpacu), considerada ilegal na ilha, foram presos em 1º de outubro do ano passado, sob acusações de agressão e sequestro ao também dissidente Sergio García, que os acusou.
A promotoria pediu nove anos de prisão para Ferrer. Finalmente, todos receberam prisão domiciliar, entre três a cinco anos.
A diplomacia americana pediu sua libertação. Para o governo Trump, José Daniel Ferrer é um defensor dos direitos humanos.
Segundo as autoridades cubanas, Ferrer havia sido preso por crimes comuns.
Cuba considera que os dissidentes são financiados pelos Estados Unidos e buscam a queda do governo socialista.
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