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A ex-presidente direitista da Bolívia, Jeanine Áñez, informou na noite desta quarta-feira (23) a suspensão da greve de fome que fazia desde 9 de fevereiro em um presídio da cidade de La Paz.
"Suspendo minha greve de fome [...] a pedido dos meus filhos, minha família, meus advogados, instituições, ex-presidentes, Igreja Católica" e outras pessoas, escreveu no Twitter.
Durante o protesto, sua saúde se debilitou. Na sexta-feira passada, um juiz boliviano lhe negou a transferência para um hospital local.
Áñez, de 54 anos, foi detida em março de 2021 e presa, acusada pela situação de ter promovido um golpe de Estado em novembro de 2019 contra seu antecessor, o esquerdista Evo Morales, em meio a violentos protestos sociais contra o então chefe de Estado indígena.
Na terça-feira desta semana, a justiça adicionou três meses à sua prisão preventiva.
A ex-presidente responde a vários processos na justiça penal, enquanto ela reclama que lhe corresponde um "julgamento por responsabilidade" ou de privilégio no Tribunal Supremo de Justiça com autorização prévia do Congresso bicameral por sua condição de chefe de Estado da Bolívia.
Áñez governou até novembro de 2020 e foi substituída pelo atual presidente, Luis Arce, afilhado político de Morales.