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Por Sarah Marsh
HAVANA (Reuters) - O presidente de Cuba, Raúl Castro, denunciou nesta sexta-feira a reversão parcial do presidente norte-americano Donald Trump da distensão entre Estados Unidos e Cuba, dizendo que a reversão ignora amplo apoio público por relações melhores e que a decisão irá satisfazer somente alguns linhas-duras cubanos-americanos.
Em sua primeira resposta pública a Trump desde que o presidente norte-americano divulgou sua nova política sobre Cuba no mês passado, Raúl disse à Assembleia Nacional que qualquer tentativa de derrubar a revolução irá fracassar, assim como fracassou sob 11 ex-presidentes dos EUA.
“Nós rejeitamos a manipulação do tópico de direitos humanos contra Cuba, que pode se orgulhar de muito nesta área, e não precisa receber lições dos Estados Unidos ou de ninguém”, disse Raúl segundo a mídia estatal Cubadebate.
A mídia estrangeira não tem acesso a encontros bianuais da Assembleia Nacional.
Trump disse no mês passado estar cancelando o “terrível e equivocado acordo” do ex-presidente Barack Obama com Cuba. Na realidade, ele deixou em vigor muitas das alterações de Obama, incluindo a reabertura da embaixada norte-americana em Havana.
Mas ele ordenou restrições mais firmes sobre norte-americanos viajando a Cuba e uma repressão sobre negócios dos EUA com forças militares na ilha caribenha.
Raúl disse que Cuba permanece aberta para negociar questões de interesse bilateral com os EUA, se mantendo no tom relativamente conciliador que tem usado recentemente.
“Cuba e os Estados Unidos podem cooperar e viver lado a lado, respeitando suas diferenças”, disse. “Mas ninguém deve esperar isto, alguém deve realizar concessões inerentes à soberania e independência.”
Reuters