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Lançada campanha pelos acordos com União Européia
Dia 21 de maio os suíços vão decidir em referendo popular se aceitam ou não os acordos bilaterais firmados com a União Européia. Esses acordos são capitais para a economia suíça e o governo está lançando uma vasta campanha para convencer o eleitorado.
A Suíça não é membro da União Européia mas dois terços de seus negócios são feitos com os 15 países da UE. Por razões históricas de política externa e interna, a Suíça sempre praticou uma espécie de terceira via na Europa, com um máximo de integração econômica e um mínimo de integração política.
Quando começaram as discussões para criar a Comunidade Européia, no início dos anos 50, a Suíça defendia a idéia de uma vasta região de livre comércio e não de uma entidade política, como foi o caso, porque isso era e ainda é incompatível com as instituições fundamentais e particulares do sistema político suíço: a democracia direta, o federalismo e a neutralidade.
A Suíça integrou então uma zona de livre comércio mais restrita chamada Associação Européia de Livre Comércio (EFTA), esvaziada posteriormente com a adesão de três de seus membros (Áustria, Suécia e Finlândia) à União Européia.
Em 1992, o povo suíço rejeitou um acordo entre a EFTA e a União Européia e só restou à Suíça negociar sozinha um acordo bilateral com a UE. Após 4 anos de duras negociações, vários acordos foram concluídos em 1999: mercados públicos, obstáculos ao comércio, pesquisa, transportes terrestres e aéreos, agricultura e livre circulação de pessoas.
Os mais difíceis na negociação foram os acordos sobre os transportes terrestres e a livre circulação de pessoas. No primeiro, a Suíça cedeu e vai permitir a passagem por seu territórios dos caminhões de 40 toneladas. Conseguiu, no entanto, impor um pedágio alto e vai modernizar a linha ferroviária que passa pelos Alpes para transportar os caminhões por trem.
No caso da livre circulação de pessoas, a Suíça terá de renunciar à política de cotas de mão-de-obra para os europeus, no prazo de 5 anos, e os suíços poderão trabalhar livremente na UE.
Claudinê Gonçalves
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