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Crianças andam em carro decorado com balões em uma rua em Idlib, no dia 1º de setembro de 2017(afp_tickers)
Pelo menos 45 membros de um grupo rebelde islamita foram mortos em ataques russos na província de Idlib, no noroeste da Síria, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Os motivos pelos quais "Faylaq al-Cham" foi alvo desses ataques aéreos russos não foram revelados, enquanto este grupo participou nas últimas negociações de paz no Cazaquistão sob a supervisão de Moscou.
Os ataques atingiram o QG do grupo na província de Idlib, que é uma das quatro zonas de distensão criadas em maio sob um acordo entre Moscou, Teerã e Ancara.
O OSDH informou no sábado um balanço de 37 rebeldes mortos, mas esse saldo aumentou após a descoberta de corpos sob os escombros do local atingido, perto da aldeia de Tall Mardikh.
De acordo com um correspondente da AFP no local, os ataques atingiram as cavernas onde dezenas de rebeldes estavam escondidos.
Faylaq al-Cham, que tem milhares de combatentes e é considerado como próximo da Irmandade Muçulmana, está presente principalmente na província de Idleb e na vizinha província de Aleppo.
O grupo combateu os extremistas da ex-facção síria da Al-Qaeda, que dominam a maior parte da província de Idleb e que foram excluídos das áreas de desescalada.
Uma autoridade do Faylaq al-Cham confirmou os ataques em Tall Mardikh, bem como a participação do grupo nas últimas conversas em Astana. "Nossa participação em Astana não significa que a Rússia seja um país amigável e neutro", afirmou à AFP Idriss Raed, porta-voz do grupo.
Desde 2015, a Rússia conduz uma campanha militar que permitiu ao seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, reconquistar grandes territórios dos rebeldes e jihadistas.
AFP