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"Abertos para dar, abertos para receber". Chandigarh adotou o lema de Le Corbusier. O símbolo da cidade é a mão aberta, porém ela o é mais para uns do que para outros.
Chandigarh é a cidade mais limpa da Índia. Ao contrário da situação da maior parte do país, lá os serviços públicos funcionam. Os limpadores de rua começam seu trabalho logo no início da manhã.
Um grupo de homens relaxa durante uma partida de cartas antes de começar o trabalho, depois de ter passado a noite na calçada. Seus sub-empregos como carregadores, varredores de dura ou vendedores ambulantes não permitem que eles possam alugar um quarto para viver.
O carregador mostra sua destreza na bicicileta ao ser fotografado. Para ele e outros na sua profissão, os veículos de três rodas são a única fortuna. Para comprá-los eles podem se endividar por muitos anos.
Em Chandigarh, riqueza e pobreza vivem lado a lado. Enquanto o carregador espera a clientela, lojas vendem seus produtos de luxo.
Essas duas mulheres vivem em um dos povoados ao redor de Chandigarh. Eles estão esperando pelo transporte que irá levá-las à cidade, onde irão vender o leite que produzem. Apenas alguns metros distantes da moderna e limpa cidade de Le Corbusier, as pessoas vivem sem água potável enquanto o lixo se acumula na beira das estradas.
Setor 17, o centro nevrálgico da cidade. O gigantesco espaço é o local para fazer compras e ser visto em Chandigarh. Um dos inconvenientes de viver lá é o andar superior dos blocos habitacionais de concreto. Eles estavam muito expostos ao sol e terminaram abandonados.
A Universidade de Chandigarh recebe estudantes de todo o país. Ela é muito renomada pelas suas faculdades de arquitetura, direito e pelo hospital universitário.
Uma "sinfonia em concreto": o complexo do Capitólio, com seus quarteirões e prédios administrativos, é a única área da cidade que foi desenhada pelo próprio Le Corbusier. A foto mostra Tribunal Federal.
Chandigarh, um gueto para a classe média, onde os pobres sobrevivem como eles podem.