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Quase 50% dos funcionários que trabalham em profissões de assistência médica na Suíça querem deixar seus empregos, segundo um relatório do sindicato Unia. As razões: más condições de trabalho, estresse e falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.Este conteúdo foi publicado em 18. fevereiro 2019 - 08:15
O Unia disse que os resultados da pesquisa realizada com cerca de 1.200 pessoas, que trabalham na área de cuidados de saúde em lugares como asilos e casas de repouso, foram "alarmantes": 47% dos pesquisados não podiam pensar em permanecer na profissão até à aposentadoria; 34% estavam inseguros. 86% se sentiam cansados e esgotados.
O principal motivo é a pressão decorrente das condições de trabalho ligadas aos seus empregos, como a escassez de pessoal e problemas de saúde, físicos e relacionados ao estresse. "É ainda mais alarmante que a maioria dos entrevistados tenha 30 anos ou menos, muitos deles trabalhando apenas recentemente na profissão", disse o sindicato.
Ao todo, 87% sentem que não têm tempo suficiente para realizar suas tarefas.
O que pode ser feito
O Unia está, portanto, pedindo mais pessoal e melhores condições de trabalho para tornar a profissão mais atraente. "É preciso um salário melhor, um sistema de turnos melhor, mas para isso precisamos de um melhor financiamento dos cuidados, tanto da profissão quanto dos lares de idosos", disse Samuel Burri, diretor do setor de saúde do sindicato.
Heidi Hanselmann, secretária estadual de saúde do cantão de St. Gallen e vice-diretora da Conferência Suíça das Secretarias Estaduais de Saúde, comentou o fato de mais de 60% dos entrevistados terem menos de 30 anos. Hanselmann disse à televisão suíça SRF que as empresas deveriam oferecer práticas de trabalho mais modernas e atraentes que ajudariam a combinar família e trabalho.
A diretora de um lar de idosos em Engelberg, na região central da Suíça, disse à SRF que no cantão de Obwalden eles poderiam pagar uma boa cobertura de pessoal, graças a um financiamento adequado.
Segundo ela, nos casos em que não há financiamento suficiente, a pressão para cortar custos aumenta e isso afeta as equipes, tornando-se uma espiral negativa difícil de sair.
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