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Os gays poderão doar sangue na Suíça no futuro, se as recomendações do serviço de transfusão de sangue da Cruz Vermelha Suíça forem seguidas. Os doadores terão que confirmar que não tiveram nenhuma relação sexual durante um ano.
A Cruz Vermelha Suíça pretende apresentar um pedido de mudança à Swissmedic, a autoridade federal responsável pela aprovação de medicamentos e dispositivos médicos, declarou a instituição em uma conferência de imprensa na segunda-feira (20). Se a alteração proposta for aceita, a medida entrará em vigor em 2018, no mínimo.
A exclusão definitiva dos homossexuais como doadores de sangue é contraproducente, de acordo com a Swiss Transfusion SRC, o serviço de transfusões da Cruz Vermelha Suíça.
Os gays estão proibidos de doar sangue na Suíça desde 1985, como resultado da crise gerada em todo o mundo pela AIDS. A prevalência de HIV é de cerca de 10% em homens homossexuais, em comparação com 0,3% em heterossexuais.
Apesar do sangue ser analisado para a doação, é possível que um dador tenha uma infecção numa fase muito precoce, que ainda não é reconhecida, causando um teste negativo falso. Para o vírus HIV, o diagnóstico é de sete dias, para a hepatite C, cerca de cinco dias, e para a hepatite B, 20 dias.
Atualmente, os homossexuais são excluídos da doação de sangue na Suíça se eles tiveram relações sexuais com outro homem pelo menos uma vez desde 1977. Os grupos de direitos gays como Pink Cross da Suíça consideram esta regra discriminatória.
No outono passado, em resposta a uma intervenção parlamentar, o governo suíço disse que "todos os esforços devem ser feitos para que o comportamento de risco, e não a orientação sexual, torne-se o fundamento para a exclusão". A Pink Cross e a Swiss Transfusion SRC são a favor desta abordagem.
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swissinfo.ch com agências