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A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), anunciou nesta sexta-feira (11) à Johnson & Johnson que milhões de doses da vacina anticovid produzidas em uma fábrica com problemas não podem ser usadas devido a possível contaminação.
Em um comunicado, a FDA disse que "vários" lotes de vacinas fabricadas nas instalações da Emergent BioSolutions na cidade de Baltimore não são adequados para uso. Cada lote corresponde a vários milhões de doses.
Nem a agência nem a J&J revelaram o número preciso das doses, mas o New York Times mencionou 60 milhões, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
"Essas ações seguiram uma extensa revisão de registros, incluindo o histórico de produção da instalação e os testes realizados para avaliar a qualidade do produto", disse o cientista da FDA Peter Marks.
A fábrica foi obrigada a pausar a produção em abril várias semanas depois que foi determinado que os lotes da substância usada para produzir a vacina J&J foram contaminados com ingredientes da vacina AstraZeneca, afetando pelo menos 15 milhões de doses J&J.
A FDA ainda está decidindo se permitirá a reabertura da fábrica. Sessenta milhões de doses da AstraZeneca produzidas no local e destinadas a serem doadas no exterior estão atualmente sendo inspecionadas quanto à qualidade antes de serem enviadas.
Todas as vacinas da J&J distribuídas e usadas nos Estados Unidos até agora foram feitas na Holanda, não em Baltimore.
Por outro lado, a FDA disse que estava autorizando dois lotes da vacina J&J produzidos na fábrica - ou seja, 10 milhões de doses do regime de única aplicação, disse uma fonte familiarizada com o assunto.
Lotes adicionais da J&J permanecem sob revisão.
"A Johnson & Johnson se comprometeu a produzir vacinas seguras e de alta qualidade para levar saúde e esperança às pessoas em todos os lugares", disse a vice-presidente executiva da J&J, Kathy Wengel.