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A América Latina e o Caribe tornaram-se a região com o maior número de infecções por coronavírus no mundo neste domingo, adicionando 4.340.214 casos e ultrapassando aqueles na América do Norte, de acordo com uma contagem da AFP até as 18H00, com base em fontes oficiais.
É a primeira vez que o número de infecções na região excede os registros norte-americanos, que acumulam um total de 4.330.989 casos.
Na América do Norte, os casos correspondem principalmente aos Estados Unidos, o país mais afetado do mundo, com 4,2 milhões de infecções e quase 150.000 mortes.
Na América Latina, o Brasil é o principal impactado, com 2.394.513 casos e 86.449 óbitos até o último sábado.
Também houve aumentos de infecções em países como México, Peru, Colômbia e Argentina, que estão tentando retomar suas atividades devido ao impacto econômico da pandemia.
A Europa continua à frente no número as mortes, com um total de 207.933, seguida pela América Latina e pelo Caribe (182.726) e pelos Estados Unidos e Canadá (155.673).
Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o continente americano como o novo epicentro da pandemia, depois que a Europa foi atingida com força nos meses anteriores.
Desde então, a COVID-19 expandiu-se a toda velocidade, disparando alarmes na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que expressou preocupações com os mais vulneráveis.
Desde que foi detectada pela primeira vez na China no final do ano passado, a doença causou mais de 16,2 milhões de contágios e mais de 646.000 mortes em todo o mundo.