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Diplomatas de 22 países que ajudaram milhares de judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial foram homenageados segunda-feira, na ONU, em Nova York (foto). Entre eles estão três suíços que trabalharam na Hungria.
A exposição itinerante "Visas pela vida: os diplamatas justos" foi inaugurada segunda-feira na sede na ONU em Nova York. Ela mostra que houve atos corajosos para salvar vidas dos horrores do nazismo, fatos geralmente desconhecidos do grande público.
Aproveitando a abertura da exposição, o corpo diplomático da ONU homenageou diplomatas de 22 países, muitos já falecidos, que se empenharam em salvar judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os homenageados estão três suíços que trabalhavam naquela época na capital húngara Budapeste.
Harold Feller é o único dos três suíços ainda em vida. Ele mora em Berna mas não foi a Nova York para a homenagem. Feller foi encarregado de negócios da embaixada suíça em Budapestes, entre 1944 e 1945. Quando o exército soviético começou a invadir o país, ele ajudou cerca de 30 pessoas a fugirem da Hungria.
Friedrich Born, falecido em 1963, foi delegado da Cruz Vermelha Internacional em Budapeste. Ele conseguiu tirar centenas de judeus dos guetos de Budapeste e forneceu cartas de proteção da Cruz Vermelha a mais de 15 mil pessoas que puderam, assim, escapar da perseguição.
Carl Lutz, falecido em 1975, teve um papel ainda mais importante. Ele chegou a Budapeste em 1942 como vice-consul da Suíça que representava também os interesses do Reino Unido e dos Estados Unidos na Hungria. Ele ajudou dezenas de milhares de judeus a emigrarem para a Palestina e, em 1944, quando os alemães invadiram a Hungria, Lutz conseguiu colocar o escritório hungaro da Palestina sob proteção diplomática, emitindo documentos para cerca de 60 mil judeus.
swissinfo com agências.