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A chanceler guatemalteca, Sandra Jovel, negou nesta segunda-feira (3) que o país centro-americano esteja disposto a receber um contingente militar dos Estados Unidos em sua fronteira com o México para frear a migração, como afirmou um congressista americano no fim de semana.
No sábado passado, diferentes veículos de comunicação reproduziram uma carta do congressista americano Vicente González, enviada em abril ao presidente Donald Trump, na qual assegurou que o governante guatemalteco, Jimmy Morales, estaria disposto a enviar tropas para conter êxodos migratórios.
"Em nenhum momento tropas vão vir invadir a Guatemala, nem nada do tipo", declarou Jovel a jornalistas, acusando a imprensa de deturpar a informação.
"Acho que a informação foi deturpada, acho que o que se quis foi nada mais que dar uma informação falsa do que se está trabalhando", acrescentou Jovel.
Desde outubro passado, milhares de migrantes centro-americanos, principalmente hondurenhos, partem em caravanas maciças rumo aos Estados Unidos, fugindo da pobreza e da violência em suas comunidades.
As caravanas desataram uma dura reação de Trump, que acusa os países centro-americanos de não fazer o suficiente para contê-las.
Jovel destacou que a mobilização de militares americanos se deve a efetivos do Exército americano que realizam trabalhos humanitários em municípios pobres do país há 15 anos, e que atualmente estão em povoados indígenas do planalto ocidental.
Segundo o jornal local Prensa Libre, González destacou na carta que "Morales indicou que daria as boas-vindas à introdução de tropas dos Estados Unidos na fronteira norte da Guatemala".
"Migrantes do Triângulo Norte (Guatemala, Honduras e El Salvador) primeiro devem atravessar a fronteira Guatemala-México em sua travessia para o norte", diz a versão da carta a Trump, publicada pelo jornal guatemalteco.
"Se você quer ver uma diminuição das apreensões na fronteira dos Estados Unidos com o México, incentivo fortemente a que considere seriamente a oferta" do presidente guatemalteco, acrescentou.
Jovel reiterou que se trata de uma confusão e que a Guatemala e os Estados Unidos expuseram sua posição sobre o tema migratório em um convênio assinado na semana passada entre Morales e o secretário interino de Segurança Nacional americano, Kevin McAleenan, que contempla a assessoria e visita de funcionários americanos, entre outros acordos.
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