Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02507.jsonl.gz/84

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Chris Gard e Connie Yates, que estão brigando na justiça para que seu filho Charlie receba um tratamento nos Estados Unidos, em Londres. 05/04/2017 REUTERS/Eddie Keogh(reuters_tickers)
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ofereceu para ajudar um bebê britânico com uma doença terminal, depois que seus pais perderam uma batalha judicial para conseguir um tratamento experimental para ele nos Estados Unidos.
O bebê de 10 meses, Charlie Gard, tem sido o centro de uma longa batalha na Justiça entre seus pais, que queriam que ele participasse de uma terapia experimental norte-americana, e especialistas no hospital de Londres onde ele está internado, que disseram que o tratamento não ajudaria a criança.
"Se nós pudermos ajudar o pequeno #CharlieGard, de acordo com nossos amigos no Reino Unido e o papa, nós ficaremos felizes em fazê-lo", disse Trump em uma publicação no Twitter na segunda-feira.
O bebê, que faz 11 meses nesta terça-feira, sofre de um raro distúrbio genético que o impossibilita de mexer os braços, as pernas ou de respirar sem auxílio de aparelhos. Ele tem um tipo de doença mitocondrial -- uma condição genética que causa fraqueza muscular e lesões cerebrais progressivas.
Trump se envolveu no complexo caso enquanto seus colegas republicanos no Senado dos Estados Unidos batalham para chegar a um consenso sobre o plano de reforma do sistema de saúde que cortaria os gastos com planos de saúde para norte-americanos de baixa renda.
Não ficou claro como o presidente dos EUA poderia ajudar no caso.
Os pais do bebê, Chris Gard e Connie Yates, lançaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a pagar pelos médicos nos Estados Unidos. Eles arrecadaram 1,3 milhão de libras em mais de 83 mil doações, de acordo com sua página no site Gofundme.
A Suprema Corte britânica decidiu no último mês que ir para os Estados Unidos para o tratamento prolongaria o sofrimento do bebê sem nenhuma perspectiva realista de ajudá-lo. A corte não permitiu que o médico norte-americano encontrado pelo casal fosse identificado e detalhes sobre o tratamento não foram disponibilizados.
Os pais pediram que a Corte Europeia de Direitos Humanos revertesse a decisão, mas o tribunal se recusou última semana a intervir no caso.
Trump falou sobre a situação de Charlie Gard um dia depois do papa Francisco.
"O Pai Abençoado está acompanhando o caso do pequeno Charlie Gard com afeto e emoção e expressa sua proximidade com seus pais. Ele está rezando para eles, esperando que seu desejo de acompanhar e cuidar de seu próprio filho até o fim não seja ignorado", disse o comunicado emitido pelo Vaticano no domingo.
O porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, quando perguntado sobre o tuíte de Trump, disse que foi muito sensível e que seus pensamentos estão com a família de Charlie.
(Reportagem de Doina Chiacu e Jeff Mason em Washington, Andrew MacAskill e Kylie MacLellan em Londres, e Philip Pullella em Roma)
Reuters