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Durante quatro dias, o ministro suíço Moritz Leuenberger fez parte da tripulação de sete marinheiros, numa viagem em barco-contêiner de Rotterdam até a Basiléia.
Com as férias, o político socialista não só se convenceu de que transporte por rio é mais ecológico, como também realizou um sonho de criança.
O sonho de ser marinheiro começou na cama de um hospital, quando Moritz Leuenberger, atual ministro suíço do Meio-Ambiente, Transportes, Energia e Comunicação, tinha apenas quatorze anos.
Devido a uma grave inflamação nos ossos, o garoto estava passando um período de um ano num hospital da Basiléia. Da janela, ele passava o tempo admirando os barcos de carga, que trafegavam no rio Reno nessa cidade na fronteira da Suíça com a França e Alemanha.
Quatro dias num navio-contêiner
Depois de participar de um encontro de ministros europeus do transporte, ocorrido no último sábado na Holanda (10 de julho), o político socialista havia embarcado no navio-contêiner “MS Grindelwald”, um colosso dos rios, com 180 metros de comprimento, capacidade de carga de 3.500 toneladas e tripulação de sete marinheiros. A viagem durou quatro dias e percorreu todo o rio Reno, até chegar no porto da Basiléia, na Suíça.
Ao sair de Rotterdam, o navio estava acoplado com outro barco. Juntos, eles carregaram 350 contêineres. “Se essa carga tivesse sido transportada pelas estradas, seriam necessários mais de 170 caminhões, o que corresponde a uma fila de mais de três quilômetros”, explica o ministro para os jornalistas presentes no porto.
Para o ministro suíço, “essas foram as melhores férias da vida”. Leuenberger acredita que o transporte fluvial de cargas pode ser uma solução ecológica para os problemas nas estradas cheias e poluição do ar. “Porém ainda estamos distantes dessa visão na Europa”.
Problemas na viagem
Num típico navio-contêiner, como são vistos em todos os rios europeus, a vida está longe de ser luxuriosa. Os sete marinheiros, incluindo o ministro, passaram o tempo de lazer numa pequena cozinha ou nas cabines de dormir. Leuenberger chegou também a cozinhar para todos, pois sua bagagem, além de dois livros, continha mantimentos como macarrão, latas de conserva, biscoitos e, como todo bom suíço, “Nescafé”.
Depois que chegou no porto da Basiléia, Leuenberger discursou para a platéia presente, reunida para comemorar os 100 anos de navegação moderna através do Reno até a Basiléia.
Segundo Heinz Amacker, capitão do MS Grindelwald, o único problema ocorrido durante o trajeto foi quando uma corrente de aço, encontrada no fundo do rio, se enrolou na hélice do navio. Por mais de três horas os marinheiros tiveram de mergulhar e cortar a corrente.
swissinfo, Alexander Thoele
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