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Um homem de 80 anos foi contaminado pelo virus da Aids, na Suíça, em fevereiro, depois de uma transfusão de sangue em um hospital. As transfusões no país são da responsabilidade da Cruz Vermelha. Esse foi o 4° caso desde que os testes sistemáticos foram introduzidos, em 1985.
Esse 4° caso de infecção com o virus da Aids nos últimos 16 anos foi revelado pela própria Cruz Vermelha suíça, responsável pela coleta e controle de sangue, usado em transfusões na Suíça.
O octogenário recebeu vários frascos de sangue em tranfusão durante uma cirurgia do coração e um dos frascos estava contaminado. A Cruz Vermelha não revelou a identidade do paciente nem o hospital onde a contaminação ocorreu, para preservar a identidade da vítima.
Em entrevista à imprensa, segunda-feira, 02 de julho, em Berna, responsáveis da Cruz Vermelha afirmam ter ocorrido o que os médicos chamam de "janela de diagnósitico", para lembrar que o risco zero não existe.
Especialmente com o virus da Aids existe um período de incubação de três semanas, até que o organismo comece a produzir anticorpos para combater o virus. Se a doação ocorrer nesse período, os testes do sangue não podem detectar o virus da HIV.
Segundo a Cruz Vermelha, o doador em questão havia sido contaminado há apenas alguns dias e ignorava o fato, não tendo agido, portanto, de má fé.
"Uma pessoa contaminada já é demais", afirmou a Cruz Vermelha, mas os casos são raros estatísticamente (4 desde a generalização dos testes sistemáticos desde 1985).
Com 450 mil transfusões por ano, o risco estatístico é de menos de 1 caso em 1 milhão de transfusões.
swissinfo com agências