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Na Suíça, o número de pessoas com um diploma de ensino superior está acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas o ensino profissionalizante ainda está conseguindo se manter.
Por exemplo, as taxas de emprego na Suíça para as pessoas que concluíram o ensino obrigatório e optaram por uma formação profissional são semelhantes às das que possuem um diploma do ensino superior, de acordo com o relatório mundial da educação da OCDE para 2019Link externo, publicado nesta terça-feira.
Os resultados surgem em pleno debate sobre as formações profissionalizante e acadêmica na Suíça.
Nível superior em alta
O ensino superiorLink externo é o tema principal do relatório da OCDE sobre a educação deste ano, que compara 46 países (membros da OCDE e países associados). Constatou-se que 44% das pessoas entre 25 e 64 anos tinham um diploma do ensino superior na Suíça em 2018, em comparação com a média de 39% da OCDE.
A percentagem de conclusão do ensino superior era mais elevada entre a geração mais jovem e tinha aumentado 13 pontos percentuais na última década, passando de 38% para 51%. A tendência acompanha o que está acontecendo em outros países membros da OCDE, que também têm visto uma expansão do ensino superior entre os jovens.
Um país de doutores
Verificou-se que a Suíça é o segundo país com maior índice de doutorados entre a sua população, com 3,2%, depois da Eslovênia. Os programas de doutorado ou equivalentes são muito atrativos para os estudantes internacionais, que representavam 55% dos participantes, em comparação com a média da OCDE de 22%.
Os estudantes que ingressam pela primeira vez no ensino superior (nível de graduação) também tendem a ser mais velhos do que em outros países da OCDE, aos 25 anos (em comparação com 18 no Japão, por exemplo). "A entrada tardia sugere uma cultura de aprendizagem ao longo da vida e uma preferência pela aquisição de experiência profissional antes de ingressar no ensino superior na Suíça", afirmou a OCDE nas suas observações para a SuíçaLink externo.
Perspectivas de emprego
A aprendizagem tem sido tradicionalmente uma forte opção para os jovens na Suíça. Cerca de 2/3 dos jovens que terminam o ensino obrigatório escolhem esta opção e o sistema permite que os estudantes obtenham qualificações profissionais mais elevadas ou até mesmo entrem mais tarde em uma faculdade.
No entanto, tem havido pressão por parte de alguns pais, muitas vezes profissionais ou expatriados, para que seus filhos frequentem uma escola de ensino médio que prepare os alunos para a universidade.
Segundo a OCDE, o ensino superior conduz a melhores perspectivas de emprego na Suíça, mas o impacto é menos pronunciado em relação ao ensino profissionalizante.
Em geral, os adultos suíços tinham uma taxa de emprego mais elevada do que a média da OCDE: entre os adultos com escolaridade obrigatória, era de 69% em comparação com a média de 59% da OCDE. Para as pessoas com ensino profissionalizante, a taxa de emprego foi de 82% (média OCDE 76%) em comparação com 89% (OCDE: 85%) para as pessoas com ensino superior.
Ensino profissionalizante ainda importante
Além disso, a transição do ensino profissionalizante para o ensino superior (graus e qualificações profissionais mais elevadas, uma especialidade suíçaLink externo) "não conduziu a melhorias significativas nas perspectivas de emprego", diz o relatório. Entre os jovens adultos, a diferença na taxa de emprego foi de três pontos percentuais, metade da média da OCDE.
"Uma diferença tão pequena sugere um grande interesse do mercado de trabalho do país pelas pessoas com formação profissional", afirmou a OCDE. "Por exemplo, na Suíça, a maioria dos estudantes do ensino profissionalizante participa de programas que combinam escola e trabalho, o que facilita a transição do ensino para o trabalho".
Posição da OCDE
A OCDE afirmou na terça-feira (10) que a demanda geral pelo ensino superior continua aumentando nos países pesquisados, mas uma maior expansão só é possível se o ensino superior intensificar os esforços para preparar os estudantes para o futuro (incluindo avanços tecnológicos, mudanças climáticas e questões de migração).
Alguns setores em alta demanda podem ter dificuldades para encontrar as habilidades que precisam, especialmente nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia, matemática, adverte a organização. As mulheres estão particularmente sub-representadas nessas áreas, o que também se aplica à Suíça.Aqui termina o infobox
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch