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O primeiro-ministro Sorin Grindeanu(afp_tickers)
O Partido Socialdemocrata da Romênia (da situação) retirou nesta quarta-feira (14) seu apoio ao primeiro-ministro Sorin Grindeanu, no cargo desde janeiro, acusando-o de "atrasos" na implantação do programa econômico.
O gesto abre caminho para a formação de um novo governo.
"Os ministros renunciaram. Grindeanu já não tem governo. Se tivéssemos continuado assim, este programa teria registrado atrasos impossíveis de superar", declarou o líder do Partido Socialdemocrata, Liviu Dragnea, ao fim de uma reunião do partido, garantindo que Grindeanu havia "prometido renunciar".
"Um primeiro-ministro é legítimo, enquanto dispõe do apoio dos partidos que o nomearam, mas nós retiramos esse apoio", acrescentou o representante do PSD.
Grindeany reagiu e negou que vá deixar o cargo.
"Não renuncio. Tenho uma responsabilidade com a Romênia", declarou Grindeanu em entrevista coletiva, rebatendo Liviu Dragnea.
Depois de levar o partido a uma esmagadora vitória nas eleições legislativas do final de 2016, Dragnea se viu forçado a abrir mão do cargo de premiê, devido a uma condenação de dois anos de prisão com liberdade condicional por fraude eleitoral. Em seu lugar, propôs Grindeanu.
Segundo vários analistas, Dragnea e seu então protegido teriam-se afastado por causa das reservas deste último em relação às emendas ao Código Penal.
Uma tentativa de suavizar a legislação anticorrupção provocou uma onda de protestos de amplitude inédita no país, desde a queda do regime comunista. O PSD foi obrigado a recuar.
AFP