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O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira a criação de um grupo especial de países dedicado à situação política na Nicarágua, para "contribuir com a busca de soluções" após uma repressão que deixou mais de 300 mortos.
O "Grupo de Trabalho para a Nicarágua" buscará facilitar mecanismos para resolver "a situação que se registra na Nicarágua, inclusive por meio de consultas com o governo" desse país centro-americano.
A resolução que determina a criação do Grupo de Trabalho, intensamente negociada durante esta quinta-feira, foi finalmente aprovada por 20 votos contra quatro e 8 abstenções.
Originalmente, a ideia era aprovar a formação de uma Comissão Especial, mas após quatro horas de negociações de emergência a proposta foi modificada para um Grupo de Trabalho.
Este grupo de países promoverá "o processo de diálogo nacional na Nicarágua, incluindo medidas de apoio, acompanhamento e verificação" dos esforços que já estão em andamento no país.
O Grupo também terá a responsabilidade de apresentar ao Conselho Permanente relatórios mensais sobre as gestões realizadas.
O chanceler da Nicarágua, Denis Moncada, rejeitou a convocação do Conselho Permanente e o conteúdo da resolução por considerar que tem o espírito de intervir em seu país.
"Não estamos de acordo com a convocação deste Conselho Permanente nem com a resolução (...) porque em essência têm o mesmo espírito, de intervir, de fazer ingerência na Nicarágua", declarou Moncada durante a sessão.
O diplomata afirmou que a Nicarágua "não receberá qualquer grupo que resulte desta convocação ou desta resolução".
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