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Roger Humbert é um dos principais vanguardistas suíço. O fotógrafo foi um dos fundadores do "Movimento da Fotografia Concreta", surgido na década de 1950. Composições com a luz são a marca registrada do seu trabalho.
Humbert comemorou 90 anos em dezembro de 2019. Depois de trabalhar como fotógrafo e designer, começou a fazer as primeiras experimentações de arte a partir dos anos 1950.
No início utilizavou fontes de luz ao invés da câmara: as chamadas "luminogramas" era um método para criar imagens no qual a luz era direcionada diretamente para o papel fotográfico. Por isso definiu seu trabalho com as seguintes palavras: "Eu fotografo a luz".
Ao remover o objeto retratado da frente da lente da câmera e substituindo-o por imagens de luz e sombra, criou novas formas e formulários no papel conhecido como 'fotogramas'.
O suíço experimentou diferentes temperaturas da luz para ver como elas influenciavam as imagens. Ele usou estênceis (n.r.: técnica usada para aplicar um desenho ou ilustração através da aplicação de tinta, aerossol ou não, através do corte ou perfuração em papel ou acetato) e outros objetos como instrumentos para complementar sua estética.
Devido à natureza técnica da obra, Humbert foi descrito como um cientista natural no campo da fotografia.
O acervo de Roger Humbert encontra-se na Fundação Suíça para a Fotografia, em Winterthur, próximo à Zurique. Suas obras já foram expostas em vários museus internacionais, dentre eles, o Museu de Peter C. Ruppert em Würzburg (Alemanha) e o Museu de Arte e História de Genebra.
Humbert vive e trabalha na Basileia.