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Ferido chega a um hospital de Gaza(afp_tickers)
Dezessete palestinos, incluindo crianças, morreram e quase 100 outros ficaram feridos nesta terça-feira em ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, executados em resposta aos disparos de foguetes, de acordo com o serviço de emergência palestino.
Ao menos uma criança de oito anos e três adolescentes estão entre as vítimas.
Além disso, as forças israelenses mataram quatro ativistas palestinos armados que tentavam entrar em Israel pelo mar a partir de Gaza, para atacar uma base militar na costa sul, segundo um porta-voz do Exército.
Este é o pior ciclo de violência a atingir o território palestino desde novembro de 2012.
O ataque mais grave atingiu no início da tarde uma casa em Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza, e matou oito pessoas, entre elas uma criança de oito anos que não resistiu aos ferimentos e dois adolescentes, além de ter deixado 25 feridos.
"O ataque israelense teve como alvo a casa da família Al-Kaware", explicou à AFP o porta-voz do serviço de emergências, Ashraf al-Qodra.
Testemunhas indicaram que um avião não tripulado tinha lançado um sinal de aviso e que parentes e vizinhos se haviam se reunido na casa para tentar dissuadir a aviação de atacar o imóvel. Mas pouco depois, um avião F-16 disparou um míssil que destruiu completamente a residência.
O movimento islamita palestino do Hamas reagiu e declarou nesta terça-feira que "todos os israelenses" se tornaram alvos após o ataque israelense contra a casa de Khan Yunes.
"O massacre (...) de crianças em Khan Yunes é um crime de guerra horrível e todos os israelenses se tornaram alvos legítimos para a resistência", afirmou o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, em um comunicado.
Outras duas pessoas morreram em um ataque aéreo em Shejaïya, no leste da cidade de Gaza, segundo Ashraf al-Qodra, enquanto um adolescente de 16 anos foi morto a oeste de Gaza, outro palestino mais ao norte e um terceiro em Deit al-Balah (centro).
A explosão do primeiro ataque fez tremer vários edifícios. Segundo imagens exibidas pela televisão do Hammas Al-Aqsa TV, a deflagração projetou no ar uma nuvem de detritos.
Poucas horas antes, também na cidade de Gaza, quatro pessoas "foram mortas em um ataque aéreo sionista contra um veículo civil em um bairro do centro", de acordo com a mesma fonte.
A emissora Al-Aqsa TV, do Hamas, exibiu imagens dos corpos sendo transportados por uma ambulância.
Membros da família das vítimas indicaram que todos eram militantes do Hamas, identificando um deles como Mohammed Shaaban, de 32 anos, um comandante das brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço armado do Hamas.
O Exército israelense confirmou que Shaaban era um alvo e o descreveu como "um agente importante do Hamas".
Por fim, outro palestino foi morto em um ataque aéreo durante a manhã perto do campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza.
O Hamas, que controla a segurança em Gaza, disparou na noite de segunda-feira 120 foguetes em direção a Israel, sem causar vítimas.
Uma autoridade israelense declarou à AFP nesta terça que o Exército está preparado para todas as opções, incluindo uma ofensiva terrestre para impedir os ataques com foguetes contra o seu território a partir da Faixa de Gaza.
Sobre a infiltração em Israel de ativistas pelo mar, o Exército explicou que eles haviam tentado atacar uma base militar com fuzis e granadas.
Os soldados da base localizada perto de Kibbutz Zikim, ao norte da Faixa de Gaza, responderam. As forças terrestres mataram dois agressores, um ataque aéreo matou um terceiro e as forças navais mataram o quarto, de acordo com o fonte.
As Brigadas Al-Qassam assumiram a responsabilidade pela operação, acrescentando ter disparado uma salva de foguetes contra a base militar. Eles não relataram perdas em suas fileiras, mas asseguraram muitas vítimas do lado israelense.
O Exército de Israel informou sobre um soldado ferido.
AFP