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O mundo de Karen foi seriamente abalado pelo divórcio.
Contas, prestação da casa, seguro médico… O emprego a tempo parcial significava poucos rendimentos e ainda menos benefícios. Sem suporte financeiro, Karen acabou por perder a casa.
Desesperada, conseguiu arrendar uma pequena caravana, no parque de campismo da zona, para poder viver com o seu filho de cinco anos, Joshua. Era melhor do que viver no carro e Karen desejava de todo o coração poder proporcionar ao filho um alojamento mais condigno.
Certa noite, depois do ritual diário de jogos de tabuleiro e leitura de histórias, disse a Joshua para ir brincar lá para fora até à hora de deitar, enquanto ela fazia, pela milésima vez, contas. De repente, ouviu vozes e debruçou-se à janela.
― Diz lá, Joshua, não gostavas de ter um lar a sério? ― perguntou o gerente do parque de campismo ao menino.
Karen ficou tensa enquanto esperava a resposta do filho. Contudo, um sorriso iluminou-lhe a face quando o ouviu dizer:
― Já temos um lar a sério. Só não temos uma casa onde o pôr.
Carol Rehme