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O garçom que ninguém considerava "ilegal"Este conteúdo foi publicado em 23. fevereiro 2018 - 10:28
O brasileiro Everton trabalha como garçom em um restaurante na cidade velha de Genebra há dez anos. Nenhum de seus conhecidos imaginou que ele era "indocumentado".
"Quando eu disse a eles que estava reunindo os documentos para a minha regularização, eles não acreditavam em mim", diz ele.
Sua mãe o trouxe do Brasil para viver em Genebra aos 16 anos. "Eu não queria estar aqui, mas acabei me acostumando. Eu finalmente fiz amigos e fui à escola. Hoje eu amo essa cidade ".
Aos 17 anos, um amigo propôs um trabalho em uma padaria. "Descobri que eu poderia declarar minhas contribuições para o seguro social, mesmo sem ter permissão para ficar".
Everton casou-se com uma jovem de seu país de origem e tiveram duas filhas. "A mais velha (12) estava atingindo uma idade em que não podia mais viver sem papéis. Como explicar isso a sua filha ?, perguntava-se ele. Naquele momento apareceu o projeto Papyrus.
Mas muitos são os que não tiveram a sorte desse brasileiro, porque não cumprem alguns dos rigorosos requisitos para a regularização.
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