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"Levamos muito a sério o que vem ocorrendo no país" afirma o Ministério suíço das Relações Exteriores (DFAE. Foi montado um plano que inclui a possibilidade de repartriar os suíços de Zimbabwe, entre eles alguns fazendeiros.
O embaixador da Suíça em Harare está em contato com os cerca de 500 suíços que vivem no país, entre eles seis ou sete fazendeiros. O Ministério das Relações Exteriores (DFAE) acompanha de perto a situação, com a tensão que vem aumentando no país depois do assassinato de um segundo fazendeiro branco, quarta-feira. Até agora, os suíços não foram ameaçados, segundo o DFAE.
A tensão em Zimbabwe preocupa a comunidade internacional. O país foi colônia britânica e o chefe da diplomacia britânica Robin Cook advertiu para os riscos de instabilidade em toda a África Austral. O Secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu que o presidente Mubabe acalme as tensões ligadas à reforma agrária.
No mesmo dia, Mugabe acirrou ainda mais as rivalidades chamando os fazeideiros brancos de "inimigos do país". Vários observadores concordam que a atitude de Mugabe é devida à possibilidade dele perder as eleições de maio.
Ele estaria incitando às tensões de olho do eleitorado do país que ainda tem 60 p/cento da população na zona rural. Alguns observadores vão mais longe, afirmando que Mugabe estaria criando um clima de insurreição para justificar a anulação das eleições.
swissinfo com agências.