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Os confrontos entre Israel e o Hamas palestino prosseguem neste sábado, no 12º dia de ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza que matou quase 350 palestinos, enquanto a comunidade internacional se esforça para alcançar um cessar-fogo.(afp_tickers)
A ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza deixou 47 palestinos mortos neste sábado, elevando a 343 o número de vítimas em 12 dias de um conflito que levou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a viajar para a região.
Do lado israelense, dois soldados foram mortos neste sábado por um comando palestino que se infiltrou em Israel através de um túnel a partir de Gaza, segundo o Exército. Outro combatente também morreu.
Outro civil morreu alvejado por um foguete disparado de Gaza, aumentando para dois os civis israelenses mortos desde o início da ofensiva em 8 de julho, segundo a polícia. Outro soldado morreu esta semana por causa de um disparo de "fogo amigo".
O chefe das Nações Unidas tentará ajudar na coordenação com os atores regionais e internacionais para acabar com a violência e encontrar uma saída ao conflito, de acordo com o secretário-geral adjunto para assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman.
No entanto, Israel advertiu que intensificará sua operação terrestre iniciada na quinta-feira no enclave palestino controlado pelo movimento islamita do Hamas.
O Exército israelense está expandindo a fase terrestre da oposição, disse seu chefe, o tenente-general Benny Gantz.
Na noite de sábado, militantes palestinos tentaram se introduzir novamente em Israel, passando por um túnel e um combatente foi morto na operação, indicou o exército.
O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al Qasam, reivindicou as duas tentativas de entrar em território israelense.
A grande maioria dos 347 palestinos mortos no conflito mais sangrento entre Israel e o Hamas desde 2009 são civis, segundo a ONU. Além disso, 2.400 palestinos ficaram feridos. De acordo com o Unicef, pelo menos 73 menores morreram.
Quatro palestinos da mesma família, entre eles crianças, morreram no sábado em um ataque aéreo no norte, segundo socorristas.
Pouco antes da meia-noite local, um homem morreu em Khan Yunes devido ao disparo de um blindado. Mais cedo, outros dois, de 25 e 31 anos, respectivamente, morreram em um ataque aéreo contra Deir al Balah (centro).
A Agência das Nações Unidas para Ajuda aos Refugiados palestinos (UNRWA) abriu 44 de suas escolas para dar cobertura aos que fugiam dos bombardeios e indicou que mais de 50 mil pessoas precisavam de refúgio.
O Programa Mundial de Alimentos (PAM) informou ter distribuído comoda e bônus de comida para 20 mil deslocados e acrescentou que se preparava para atender 85 mil pessoas nos próximos dias.
O exército informou que 76 foguetes caíram em Israel no sábado e outros 14 foram interceptados. No total, 1.321 projéteis caíram no Estado hebreu e 356 foram interceptados.
- Esforços diplomáticos -
Enquanto isso, o secretário-geral da ONU se dirigia para o Oriente Médio, anunciou a agência.
Em Amã, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, avaliou no sábado que um cessar-fogo é uma "prioridade absoluta".
Em um esforço para chegar a um acordo sobre uma possível trégua, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o líder do Hamas no exterior, Khaleed Mechaal, se reúnem no domingo em Doha, informou uma fonte próxima a Abbas.
O Egito, país que costuma ser mediador entre Israel e o Hamas, tentou na terça-feira em vão fazer aceitar um cessar-fogo ao movimento Hamas.
O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum disse à AFP que o movimento tinha passado suas condições para uma trégua com Israel para o Egito, Catar, Turquia, a Liga Árabe e o presidente Abbas.
Estas condições incluem "o fim da agressão ao povo palestino", a suspensão do bloqueio do território, a abertura da passagem fronteiriça de Rafah com o Egito, a liberdade de trânsito para os palestinos de Gaza nas regiões fronteiriças com Israel, a libertação dos prisioneiros detidos novamente após terem sido trocados por soldados israelenses e uma ampliação da zona de pesca do território.
- Manifestações em Paris, Londres e no norte de Israel -
Enquanto isso, centenas de pró-palestinos enfrentaram neste sábado a tropa de choque da polícia com pedras e bombas de gás lacrimogêneo em Paris, após tentarem fazer uma manifestação de apoio aos palestinos de Gaza, proibida pelas autoridades francesas.
Os manifestantes atiraram pedras e garrafas contra a polícia em um bairro do norte de Paris, segundo constataram vários jornalistas da AFP.
A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo, fazendo a massa de pessoas se dispersar em pequenos grupos nas ruas deste bairro popular.
"Dezenas de milhares" de pessoas protestaram em Londres, segundo os organizadores, pedindo o fim dos bombardeios e a suspensão do bloqueio israelense no enclave palestino.
No norte de Israel, 1.500 árabes-israelenses marcharam contra a operação militar, segundo a polícia.
Esta é a primeira ofensiva terrestre em Gaza desde a realizada em dezembro e janeiro de 2008-2009, que causou a morte de 1.400 palestinos.
Esta operação não pôs fim ao lançamento de foguetes de Gaza contra Israel, que origiou os atuais ataques militares do Estado hebreu.
AFP