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O governo americano indicou nesta sexta-feira estar disposto a usar sua "influência" no Oriente Médio para buscar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
A oferta de Washington foi feita um dia depois de o presidente americano, Barack Obama, ter telefonado para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ter oferecido a mediação dos Estados Unidos para solucionar a mais recente crise entre Israel e o movimento palestino. Pelo menos 100 palestinos já morreram em Gaza desde o início dos confrontos.
Os Estados Unidos têm "uma série de contatos", que poderão ser usados para "tentar dar um fim aos ataques com foguetes que estão ocorrendo em Gaza e, como vimos esta manhã (sexta), no Líbano", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.
"Estamos interessados em levar adiante os passos que demos há um ano e meio, em novembro de 2012, para proporcionar um cessar-fogo e tentar voltar para a situação anterior", acrescentou.
Na ocasião, o governo americano já havia trabalhado com o Egito para negociar o fim de oito dias de ataques entre forças de Israel e o Hamas. Não está claro, porém, se essa aproximação pode funcionar novamente. O então presidente egípcio, Mohamed Mursi, que tinha contatos com o Hamas, foi derrubado por um golpe, e o novo governo mantém uma postura mais rígida em relação ao grupo radical palestino.
Também não se pode minimizar o desgaste da influência de Washington, diante do fracasso de uma tentativa de paz mediada pelos Estados Unidos entre israelenses e palestinos.
Earnest reiterou que Israel tem o direito de se defender dos ataques com foguetes disparados pelo Hamas e afirmou que todas as partes devem tentar proteger os civis.
"É evidente que assassinaram civis, incluindo crianças. É trágico, e oferecemos nossas condolências às famílias", completou o porta-voz.