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Mais de 20 migrantes morreram e dezenas estão desaparecidos depois do naufrágio de uma embarcação em condições precárias que naufragou na costa da Líbia, indicou à AFP nesta terça-feira um porta-voz da Marinha do país norte-africano.
"Uma patrulha da Marinha socorreu na segunda-feira 22 migrantes clandestinos que estavam agarrados a partes da embarcação", disse o coronel Ayub Kasem, indicando que mais de 20 corpos tinham sido recuperados.
De acordo com os responsáveis pelo resgate, cerca de 150 pessoas estavam a bordo da embarcação que naufragou perto de Al-Khoms, 100 km a leste de Trípoli, disse.
Ayub acrescentou que as buscas por sobreviventes e pelos corpos de afogados no acidente estão sendo mantidas.
Os migrantes, originários da África Subsaariana, tentavam chegar à Itália.
A Líbia é um país de passagem para centenas de milhares de migrantes que querem chegar à costa europeia. Quando chegam a cidades litorâneas da Líbia, eles se aventuram em embarcações precárias para tentar uma perigosa travessia do Mediterrâneo em direção a Malta ou à ilha italiana de Lampedusa, ao sul da Sicília.
Centenas morrem todos os anos na tentativa.
Por causa das boas condições meteorológicas na região e do caos político na Líbia, as partidas dessas embarcações se intensificaram nas últimas semanas.
Diariamente, os serviços marítimos italianos interceptam centenas de imigrantes que tentam chegar ao sul da "Bota".
Cerca de 80.000 teriam conseguido desembarcar na Itália neste ano. Esse número certamente vai aumentar e deve superar amplamente o recorde de 63.000 registrado em 2011, segundo Roma.
A extensão de suas fronteiras -mais de 5.000 km de terrestres e cerca de 2.000 km de marítimas- torna difíceis e caros os esforços da Líbia em matéria de auxílio, abrigo e repatriação desses migrantes clandestinos.