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Grupos que representam cadeirantes iniciaram uma ação legal que pode atrasar ainda mais a implantação de novos trens de dois andares pela Companhia Ferroviária Federal (SBB-CFF). Segundo eles, os novos vagões não permitem o acesso autônomo de cadeiras de rodas.
A notícia de que a associação Inclusion Handicap apresentou uma queixa legal contra as SBB-CFF foi anunciada segunda-feira pelo noticiário "10vor10" da televisão pública suíç, SRF.
De acordo com o programa, representantes de associações de cadeirantes que participaram de uma demonstração dos novos trens em dezembro de 2017 descobriram que as rampas para entrar e sair do vagão eram muito íngremes, e os usuários de cadeiras de rodas não podem acessa-los sem assistência.
Isso é contrário a uma lei em vigor desde 2004, estipulando que os passageiros com deficiência podem usar o transporte público de forma independente, sem a ajuda da equipe ferroviária, diz a Inclusion Handicap.
O processo, que será decidido pelo Tribunal Administrativo Federal em St. Gallen, exige que os seis novos trens já construídos sejam adaptados e que as mudanças também sejam aplicadas aos 56 trens em construção.
A SBB-CFF está relutante em se comprometer com as adaptações, o que poderia custar milhões de francos, diz o relatório.
Em uma declaração escrita, a empresa se desculpou, mas não pretende comentar o caso até que o processo judicial seja decidido. A SBB-CFF declarou que estava convencida de que o projeto cumpre as leis relativas aos deficientes.
Os trens, projetados pela Bombardier, foram projetados para aumentar a capacidade nas principais rotas, incluindo Zurique-Berna e Lausanne-Genebra, e deverão permanecer em serviço nos próximos 40 anos.
SRF/ets