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O presidente americano, Barack Obama, telefonou nesta sexta-feira para seu colega russo, Vladimir Putin, para expressar sua "profunda preocupação diante do maior apoio da Rússia aos separatistas na Ucrânia" - informou a Casa Branca.
Obama também manifestou suas preocupações com uma suposta violação por parte de Moscou do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário de 1987, sob o qual Estados Unidos e Rússia se comprometeram a não desenvolver mísseis balísticos e de cruzeiro de alcance médio terra-ar - tanto convencionais quanto nucleares.
"O presidente ressaltou sua preferência por uma solução diplomática para a crise na Ucrânia, e os dois líderes concordaram em manter seus canais de comunicação abertos", relatou a Casa Branca, em um comunicado.
O porta-voz do Pentágono, John Kirby, declarou que a Rússia continua reforçando sua presença militar ao longo da fronteira com a Ucrânia.
"Continuam sendo mais de 10 mil, em quantidade, mas flutuam", disse ele aos jornalistas, referindo-se aos soldados que - detalhou - estariam "perto da fronteira, a uns 50 quilômetros da fronteira, mais perto do que estavam na primavera (boreal)".
Nesta sexta, o secretário do Tesouro americano, Jack Lew, conversou por telefone com o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, e disse que Washington continuará impondo sanções à Rússia, se esse país não buscar uma solução pacífica para a crise.
Lew repetiu "que os Estados Unidos continuarão cooperando com os países do G-7 e com outros sócios internacionais para impor custos adicionais à Rússia, se o governo não trabalhar no sentido de chegar a uma resolução pacífica da crise".
O secretário Lew também manifestou o apoio de Washington "às reformas econômicas e políticas na Ucrânia" e destacou os "avanços registrados pelo país" no cumprimento do programa firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).