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O líder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, deve liderar uma marcha nesta terça-feira para retomar a pressão contra o governo do presidente Nicolás Maduro, com o apoio de vários países, com os Estados Unidos à frente.
Acompanhado por legisladores aliados, Guaidó vai liderar uma manifestação que deve chegar à Assembleia Nacional, controlada pela oposição e da qual ele é presidente.
O objetivo é começar a discutir as medidas para tirar a Venezuela de sua terrível crise e, principalmente, articular uma convocação para eleições presidenciais na tentativa de encerrar um governo que considera uma "ditadura".
Entretanto, as forças de Maduro, herdeiro político do falecido presidente socialista Hugo Chávez, não ficarão de braços cruzados. Ao grito de "as ruas pertencem ao povo, não à burguesia", os chavistas convocaram uma "contramarcha" pela "soberania" que será realizada simultaneamente a dos oponentes.
Guaidó, um engenheiro de 36 anos, proclamou-se em janeiro de 2019 presidente encarregado da Venezuela por considerar fraudulentas as eleições nas quais Maduro renovou seu mandato. Mais de 50 países e organizações reconhecem Guaidó como presidente da Venezuela.
A mobilização desta terça-feira é um teste para Guaidó. O número de manifestantes em seus atos vem caindo desde o ano passado.
Os analistas concordam que seus apoiadores ficaram desiludidos porque não vislumbram que as novas eleições prometidas por Guaidó serão realizadas.
Por outro lado, seu apoio no exterior cresceu e o próprio Trump prometeu "esmagar" Maduro.
Guaidó reconheceu na segunda-feira que existe uma relação entre suas mobilizações e seus encontros com Trump, Jair Bolsonaro e com o presidente da Colômbia, Iván Duque.
"Claro que tem uma correlação", disse Guaidó sobre o encontro com Trump. Tudo "se correlaciona com cada um dos exercícios que estamos fazendo".
A convocação para a manifestação desta terça-feira foi feita quase exclusivamente por meio de redes sociais em um país onde o acesso à Internet é instável e os sites da oposição ou independentes são bloqueados.
Os próprios opositores admitem que a falta de visibilidade pode diminuir a resposta popular e que não será fácil chegar à Assembleia Nacional. Guaido sabe que as forças de segurança tentarão bloquear seu caminho.
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