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Ao derrotar a Coréia por 2 a 0, sexta-feira, em Hannover, a Suíça ficou em 1° lugar no Grupo G, e vai enfrentar a Ucrânia, segunda-feira, em Colônia.
A França termina em 2° do mesmo grupo, depois de vencer o Togo, e terá a Espanha pela frente, terça-feira, em Hannover.
A partida foi difícil contra a Coréia mas a Suíça venceu por 2 a 0 e termina a primeira fase da Copa em primeiro lugar do Grupo G, com 7 pontos e com a defesa invicta.
A exemplo do que ocorreu em 1994, última participação na Copa, a seleção suíça passa para as oitavas mas desta vez conseguiu evitar a Espanha, que a eliminara nos Estados Unidos.
Defesa invicta
Segunda-feira, em Colônia, a Suíça vai enfrentar a Ucrâcia, adversário considerado mais "acessível" à Suíça. Caberá à França, que terminou em 2° do Grupo G, enfrentar a Espanha, que impressionou na primeira fase.
A partida contra a Coréia era aguardada pelo técnico Köbi Khun como muito difícil e ele tinha razão. Se a França perdesse, bastaria um empate com a Suíça para a Coréia se classificar. Com o placar evoluindo a favor da França contra o Togo, a Coréia tinha que vencer.
O jogo começou com a Coréia sufocando a Suíça nos primeiros dez minutos, embora sem criar jogadas de gol. Aos poucos a Suíça foi impondo seu toque de bola e passou a dominar o meio-campo.
Aos 15 minutos, a partida estava equilibrada, com as duas defesas jogando bem adiantadas, surpreendendo os atacantes em impedimento.
Sufoco da Coréia
A Suíça tinha entrado em campo com uma novidade: o meia Yakin como titular, jagador habilidoso que não estava na lista incial da convocação. Foi chamado depois de uma lesão de outro jagador nos treinos e entrou pela primera vez como titular na Copa. Foi um dos melhores time até sair, por falta de preparo físico, e sempre criou perigo para a defesa coreana.
O primeiro gol da Suíça surgiu de uma cobrança de falta de Yakin para o zagueiro Senderos (colega de Gilberto Silva no Arsenal) marcar de cabeça. No segundo tempo, Senderos saiu machucado e foi substituido por Johan Djourou (também do Arsenal), primeiro negro a jogar pela Suíça numa Copa do Mundo.
A partir da abertura do placar, a Suíça impôs seu jogo e dominou todo o primeiro tempo, perdendo várias oportunidades de ampliar o marcador.
No segundo tempo, a situação se inverteu. Com o segundo gol da França no outro jogo, o técnico neozelandês da Coréia fez três substiuições e o time passou a jogar praticamente com cinco atacantes, voltando a sufocar a defesa suíça.
A estratégia do contra-ataque
Restou à Suíça resistir na defesa e explorar os contra-ataques. A Coréia dominou mas sempre teve dificuldade em finalizar. Quando chutou, encontrou o goleiro suíço Pascal Zuberbüller em grande forma, o que nem sempre é o caso.
Nos contra-ataques, a Suíça perdeu várias oportunidades de marcar, até que o artilheiro Alex Frei encontrou o caminho da rede aos 78 minutos, depois dele próprio ter desperdiçado várias oportunidades.
Os coreanos reclamaram impedimento ao árbitro argentino, mas a bola havia sido desviada por um zagueiro coreano.
Ao final da partida, os jogadores suíços ficaram em campo para comemorar e saudar os 25 mil torcedores suíços. Até altas horas do noite, em praticamente todas as cidades, carros desfilaram com bandeiras, buzinas e sinos (daqueles que se coloca no pescoço das vacas), fato raríssimo na Suíça.
swissinfo, Claudinê Gonçalves
Breves
Sexta-feira, a Suíça disputou uma das partidas mais importantes de sua história, no Niedersachsenstadion de Hanovre.
- Com a vitória de 2 a 0 contra a Coréia do Sul, a seleção suíça se classificou pela quinta vez para a oitavas de final, em oito participações.
- 12 anos atrás, nos Estados Unidos, a Suíça foi eliminada pela Espanha nas oitavas de final.
- O jogo com a Coréia foi o 50° sob a direção do técnico Köbi Kuhn. Ele estreou dia 15 de agosto de 2001, em Viena, em partida amistosa contra a Áustria (2 a 1).
- Com a classificação para as oitavas de final, cada jogador receberá 75 mil francos suíços, além de 5 mil francos por ponto ganho. A ASF receberá da FIFA 2,5 milhões de francos suíços pela classificação, além dos 7 milhões que já pagos pela FIFA pela participação na Copa.