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Por Tim Reid
(Reuters) - Ao menos 10 grupos planejam uma campanha bipartidária de relações públicas de larga escala para se contrapor a qualquer tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar dúvidas a respeito da integridade da eleição de novembro ou questionar o resultado em caso de derrota, disseram à Reuters pessoas envolvidas na iniciativa.
Uma organização, a Força-Tarefa Nacional para Crises Eleitorais, está contatando políticos destacados dos dois partidos principais, militares, astros do esporte, líderes religiosos e executivos do setor empresarial e lhes pedindo para tranquilizar os eleitores quanto à integridade do resultado eleitoral, se a disputa de 3 de novembro causar polêmica.
Embora membros da força-tarefa insistam que o esforço visará apoiadores tanto de Trump quanto do candidato presidencial democrata Joe Biden, o questionamento do presidente a respeito dos votos pelo correio e da legalidade da eleição, além de sua desqualificação do Serviço Postal do país, estiveram "no centro" dos debates internos recentes, disse um membro.
Separadamente, uma coalizão abrangente de grupos civis essencialmente bipartidários está iniciando conversas sobre como incentivar os eleitores a serem pacientes enquanto todas as cédulas são contadas e como garantir uma transição de poder segura se Trump perder para Biden.
O grupo, que revelou seus planos pela primeira vez, disse que os preparativos são motivados em parte pelo temor de como Trump e seus apoiadores reagirão a uma possível derrota. O presidente republicano, que está atrás nas pesquisas, alegou sem provas que a eleição será "manipulada" e fez alegações infundadas de que o voto pelo correio é repleto de fraudes.
"Temos a situação inédita de um homem que fez o juramento do cargo para defender a Constituição, mas está contestando diretamente o resultado da eleição antes do desfecho", disse Tom Ridge, ex-secretário do Departamento de Segurança Interna do ex-presidente republicano George W. Bush e hoje copresidente do VoteSafe, um grupo envolvido na iniciativa.
Thea McDonald, porta-voz da campanha de Trump, acusou os grupos de "disseminar teorias conspiratórias" para ajudar Biden, acrescentando: "O presidente Trump e sua campanha estão lutando por uma eleição livre, justa e transparente na qual cada cédula válida conta -- uma vez".
Como um número inédito de norte-americanos deve enviar seus votos pelo correio por causa da pandemia de coronavírus, existe um consenso cada vez maior de que pode demorar semanas para todas as cédulas serem contadas e o resultado da disputa pela Casa Branca ser conhecido.
Uma mensagem central dos grupos que participam do esforço de relações públicas é: um resultado atrasado não significa um resultado fraudulento.