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Em resposta a tentativa da direita de desmantelar o seguro velhice (AVS) e aumentar a idade da aposentadoria, um comitê socialista retruca com projeto de de financiamento com lucros do banco central e impostos sobre sucessão a ainda apelo a voto popular.
O comitê "por uma AVS segura" responde com propostas concretas ao argumento da direita de que seja preciso elevar a idade da aposentadoria - atualmente de 65 anos para o homem e 62 para as mulheres - e passar a um sistema de capitalização para a velhice, o que implicaria desmantelamento do sistema atual. Sistema que na Suíça é financiado pelas pessoas ativas: deduzem-se 5,05 por cento do salário e o patrão entra com mais 5,05 por cento.
O comitê reúne 15 personalidades, 1 ex-ministro, ex-veteranos e jovens do Partido Socialista, e alguns democratas cristãos. Exige que toda redução de benefícios na velhice seja compensada com melhoras equivalentes, por exemplo graças a uma aposentadoria antecipada mais substancial.
Estima que pelo menos durante 25 anos, a fortuna do banco central - mais de 100 bilhões de francos - possa render anualmente entre 4 e 5 bilhões de dólares (cerca de 2,5 a 3 bilhões de dólares) que seriam atribuídos à AVS. E a partir de 2025, caso a medida se tornasse insuficiente, propõe que se taxem as sucessões e doações superiores a 1 milhão de francos, cerca de 613 milhões de dólares.
Dentro de 30 anos poderia haver uma alta no imposto sobre valor agregado (ou seja, sobre consumo), que atualmente é de 7,5 por cento.
Com essas medidas o financiamento do seguro velhice estaria garantido durante meio século, estima um deputado socialista, mesmo se a aposentadoria fosse de 62 anos para todos.
O comitê acena ainda com uma iniciativa popular, a ser lançada ainda este ano, no sentido de fazer o cidadão pronunciar-se sobre a questão.
Tudo isso porque considera absurdo elevar a idade de aposentadoria a 68 anos e o teto máximo para a aposentadoria de mil francos, cerca de 613 dólares mensais, como propõe partido de direita.
swissinfo com agências.