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Empresas de tecnologia e acadêmicos se uniram para melhorar as ferramentas destinadas a detectar vídeos e outros conteúdos manipulados por meio da inteligência artificial (IA).
A iniciativa "deepfake" -neologismo que une os ramos da Inteligência Artificial ' deeplearning' (aprendizagem profunda) e 'fake' (falso)- foi anunciada nesta quinta-feira e inclui uma bolsa de 10 milhões de dólares oferecida pelo Facebook e visa conter o que é considerado uma grande ameaça às informações no mundo digital.
A ação também é apoiada pela Microsoft e pelo consórcio Partnership on AI, e inclui acadêmicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e das universidades de Cornell, Oxford, Califórnia, Berkeley, Maryland e Albany.
A iniciativa representa um amplo esforço para combater a disseminação de vídeos ou áudios manipulados usados em campanhas de desinformação.
"O objetivo do desafio é produzir tecnologia que todos possam usar para detectar melhor quando a IA foi usada para alterar um vídeo para enganar o espectador", disse o diretor de tecnologia do Facebook, Mike Schroepfer.
Schroepfer argumentou que as técnicas de "deepfake", que apresentam vídeos realistas gerados por IA de pessoas que fazem e dizem coisas fictícias "têm implicações significativas para determinar a legitimidade das informações apresentadas online. No entanto, o setor não possui uma grande série de dados ou parâmetros para detectá-los".
Partnership on AI é um grupo cuja missão é promover os usos benéficos da inteligência artificial e é apoiado por gigantes da tecnologia como Apple, Amazon, IBM e outras empresas de tecnologia, além de organizações não-governamentais.
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