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MOSCOU (Reuters) - A Rússia ampliou o controle sobre a Internet nesta sexta-feira, ao exigir que as pessoas que utilizam redes públicas sem fio se identifiquem, uma política que gerou a ira de blogueiros e confusão entre operadoras de telecomunicação sobre a sua aplicação.
O decreto, assinado pelo primeiro-ministro Dmitry Medvedev em 31 de julho, mas publicado nesta sexta-feira, também exige que as companhias declarem quem está usando suas redes da web. A legislação pegou a indústria de surpresa e as companhias disseram que não estar claro como serão aplicadas as regras.
Uma série de novas leis regulando o uso da Internet, que já foi livre na Rússia, foi condenada pelos críticos do presidente Vladimir Putin, que consideram uma tentativa de reprimir os dissidentes, depois que os sites de dois de seus rivais foram bloqueados este ano.
Putin, que alarmou os líderes da indústria em abril ao dizer que a Internet é um "projeto da CIA", disse que as leis são necessárias para lutar contra o "extremismo" e o "terrorismo".
O ministro das Comunicações, Nikolai Nikiforov, disse que a exigência de identificação dos usuários da Internet é normal. "A identificação de usuários (via cartões de banco, números de celular e etc), com acesso a Wifi público é uma prática no mundo todo", publicou no Twitter.
Um parlamentar pró-Kremlin disse que a medida é necessária para evitar propaganda contra a Rússia no estilo da Guerra Fria.
"É sobre a segurança. Uma guerra de informação está em andamento. O acesso anônimo à Internet em áreas públicas permite que atividades ilegais sejam realizadas impunimente", disse o vice-presidente da comissão de tecnologia da informação do Parlamento, Vadim Dengin, citado pelo jornal estatal Izvestia.
(Por Anastasia Teterevleva, Alissa de Carbonnel e Maria Kiselyova)
Reuters