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A Organização dos Estados Americanos avaliará a possibilidade de convocar uma reunião de chanceleres sobre a crise na Venezuela durante uma sessão extraordinária de seu Conselho Permanente nesta quarta-feira, em meio ao aumento da crise política neste país.
A sessão, a quinta na OEA sobre a Venezuela em um mês, foi solicitada por 16 de seus 34 membros que, "considerando a crescente preocupação" continental sobre esse país, buscam elevar o debate a nível ministerial.
Prevista para às 16H00 locais (17H00 de Brasília), na sede do organismo em Washington, a sessão do Conselho Permanente, entretanto, antecipa ser contenciosa desde o primeiro minuto, e a Venezuela, que denuncia uma ingerência em seus assuntos internos, com certeza disputará a inclusão da proposta no debate.
A petição foi apresentada por Argentina, Argentina, Barbados, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Honduras, Jamaica, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, que lhe atribuem "caráter urgente e de interesse comum".
A grande maioria desses países apoiou em 3 de abril uma resolução do Conselho Permanente que declarou uma "grave alteração inconstitucional" na Venezuela, baseados na Carta Democrática Interamericana, um documento da OEA de vigilância da democracia no continente.
Mas Caracas afirma que tanto a sessão de 3 de abril, como a resolução, violam as normas da OEA e as considera nulas.
Criada por um consenso da OEA em 2001, a Carta Democrática Interamericana fixa mecanismos para identificar uma ruptura da ordem democrática em um país e fixa medidas graduais para intervir "para promover a normalização da institucionalidade democrática".
Se essas iniciativas diplomáticas fracassarem, uma cúpula de chanceleres poderia, com a aprovação de 24 países, suspender o país da OEA.
A Venezuela vive sua quarta semana de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, que deixaram até agora 26 mortos, 437 feridos e mais de mil detidos.
A oposição venezuelana está nas ruas desde 1º de abril para pedir eleições, a liberação de presos políticos, ajuda humanitária e respeito ao Parlamento, único poder que controla.