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O navio nicaraguense Augusto César Sandino chegou nesta sexta-feira (6) ao porto de Mariel, 50 quilômetros a oeste de Havana, com uma doação de óleo e feijão para amenizar a escassez de alimentos sofrida por Cuba.
Trata-se de 30 contêineres carregados com esses dois produtos enviados pelo governo de Daniel Ortega, um antigo aliado de Havana, verificaram jornalistas da AFP presentes no local.
A ilha foi muito afetada pelos efeitos associados à pandemia, que impediu a entrada de turistas, e pelo endurecimento do embargo americano.
Outros governos amigos de Cuba, como os da Rússia, China, México, Venezuela, Bolívia e Vietnã, enviaram nas últimas semanas remessas de alimentos, além de remédios e suprimentos médicos como máscaras, ventiladores e outros equipamentos.
Associações e grupos da sociedade civil do Canadá, Estados Unidos, Espanha e Jamaica também contribuíram com seringas e outros meios para continuar a campanha de vacinação contra a covid-19, que é realizada com duas vacinas desenvolvidas por cientistas cubanos.
Até quinta-feira, Cuba registrava 439.899 infecções por covid-19 com 3.259 mortes, números mais baixos em comparação com outros países da região, mas considerados muito altos pelas autoridades de saúde que enfrentam seu pior momento da pandemia.