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O número de jovens suíços que participam dos chamados "Jungschützen", cursos de tiro para jovens, aumentou de 7.000 em 2015 para 10.079 em 2017, de acordo com dados da Swiss Shooting, a federação de tiro esportivo da Suíça.
Os cursos são projetados para adolescentes de 15 a 20 anos para prepará-los também para o recrutamento para o exército de milícia.
As autoridades federais contribuem para a formação. No ano passado, o governo entregou 10.585 fuzis de assalto do exército e 930.000 rodadas de munição gratuita para os clubes de armas, informou o jornal Aargauer ZeitungLink externo, no domingo. O apoio financeiro do Ministério da Defesa aos cursos de tiro para juniores chegou a 862 mil francos. Outros 65 mil foram gastos para a formação de instrutores juniores.
Acredita-se que o aumento de jovens atiradores esteja ligado a uma mudança na lei em 2016, quando a idade mínima para os participantes nestes cursos de preparação foi reduzida de 17 para 15 anos.
Alguns clubes da Suíça oferecem cursos de tiro para crianças de 8 a 10 anos. Os recém-chegados começam com pistolas e espingardas de ar comprimido, atirando a mais de 10 metros. Durante a prática de tiro de 300 metros, eles podem experimentar um fuzil de assalto do exército.
As leis de armas da Suíça e as altas taxas de posse de armas refletem a profunda convicção do país no direito de possuir armas e as necessidades do seu exército de milícia. Os clubes de tiro também são bem populares. A federação Swiss ShootingLink externo, uma das maiores federações esportivas do país, tem 133 mil membros.
Hoje, a Suíça tem uma das maiores taxas de posse de armas por habitante entre os países ocidentais. Estima-se que cerca de dois milhões estejam em circulação.
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch