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Navio de carga transportando produtos poluentes, que encalhou em 9 de maio no arquipélago equatoriano de Galápagos(afp_tickers)
Um navio de carga transportando produtos poluentes, que encalhou em 9 de maio no arquipélago equatoriano de Galápagos, Patrimônio da Humanidade, voltou a flutuar e foi retirado da reserva marinha, informou nesta terça-feira o Parque Nacional de Galápagos (PNG).
"Em uma operação nunca registrada no arquipélago (no Pacífico, a 1.000 km da costa equatoriana), conseguiu-se desencalhar o navio de carga Galapaface I, que estava assentado no fundo marinho, perto de Punta Carola, no Porto Baquerizo Moreno, ilha de San Cristóbal", destacou a organização em um comunicado.
A embarcação de bandeira equatoriana é rebocada para fora da zona protegida para ser afundada. Desde que encalhou, as autoridades retiraram dali 19.000 galões de diesel e 300 galões de lubrificantes.
O navio será lançado a pique a 20 milhas da reserva marinha, em local com 2.500 metros de profundidade, e sua retirada se deu "salvaguardando a segurança dos frágeis ecossistemas" da província insular.
Em 15 de maio, as autoridades declararam "emergência ambiental" em Galápagos, medida que permite liberar recursos para retirar o navio e mitigar o impacto diante do "possível dano ambiental que poderia desencadear o acidente", destacou o PNG na ocasião.
O "Galapaface I" encalhou enquanto saía da baía de Porto Baquerizo Moreno com mais de 1.000 toneladas de carga.
Em 2001, o navio "Jéssica", de bandeira equatoriana e que transportava combustível, naufragou em frente ao mesmo Porto Baquerizo Moreno com 240.000 galões de combustível que vazaram, gerando um grave problema ambiental que afetou várias espécies.
Esta mesma área abriga a maior população de leões marinhos do arquipélago, que faz parte do Patrimônio Natural da Humanidade da Unesco ao ter flora e fauna únicas no mundo.
"É muito comum ver entre 1.000 e 1.500 leões marinhos descansando na baía de Porto Baquerizo. Na região há outras espécies como gaivotas e patolas-de-pés-azuis", declarou à AFP o diretor de Ecossistemas da PNG, Víctor Carrión.
A região insular equatoriana herdou o nome das gigantescas tartarugas Galápagos que vivem ali e serviu de laboratório natural ao cientista inglês Charles Darwin, autor da teoria sobre a evolução das espécies.
AFP