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Um gene ajuda pacientes a reagir bem às terapias contra o virus. A descoberta é de cientistas de Lausanne, oeste da Suíça.
Alguns pacientes reagem bem aos medicamentos antiretrovirais, entre eles a chamada triterapia, e outros não. Nos pacientes em que o tratamento é mais eficaz, foi detectada uma variante particular do gene MRD1 e as células do sistema imunitário aumentam rapidamente no início do tratamento.
Desigualdade face ao tratamento
O gene MRD1 é o responsável pela síntese de uma proteína (P-glycoproteína), uma molécula que regula a difusão do antiretrovirais no organismo e no interior das células.
A descoberta da equipe do Dr. Amalio Telenti, do Hospital Universitário de Lausanne (CHUV) foi publicada na revista médica « The Lancet". Durante 6 meses, foram estudados 123 pacientes voluntarios, portadores do virus HIV-1.
Os cientistas analisaram o ADN dos pacientes e anotaram as reações a dois antiretrovirais: Efavirenz e Nelfinavir. Os médicos mediram a concentração de medicamento, de virus e de células durante 6 meses e depois compararam os dados ao perfil genético dos pacientes.
Proteína protetora
Sabia-se que as pessoas soropositivas não reagiam da mesma maneira aos antiretrovirais mas os cientistas de Lausanne descobriram que a diferença está no gene MRD-1.
A hipótese defendida no artigo da revista "The Lancet" é que a P-glycoproteína protege as células do sistema imunitário das substancias tóxicas e também dos ataques dos medicamentos.
Os antiretrovirais, entre eles a triterapia, são atualmente a arma mais eficaz para prolongar a esperança de vida das pessoas contaminadas pelos virus da Aids.
O período de incubação do virus, da contaminação até o surgimento dos primeiros síntomas, passsou de 10 para 20 anos. A esperança de vida passou de 15 meses para 3 anos.
Maria Cristina Valsecchi