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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu nesta segunda-feira (20) que cuidem da integridade física do ex-chefe da Petróleos Mexicanos (Pemex), Emilio Lozoya, que foi extraditado da Espanha na semana passada em um processo por subornos da construtora brasileira Odebrecht.
"É preciso cuidar dele porque, de acordo com as informações que se tem, ele já fez inclusive uma primeira declaração que apresentou formalmente à procuradoria na qual já começa a mencionar personalidades, políticos e administração de dinheiro", disse o presidente em sua habitual coletiva de imprensa matutina.
"Ontem eu estava dizendo que não é porque está em um hospital que deve ser deixado sozinho, com pouca vigilância", acrescentou.
Após chegar da Espanha, Lozoya, de 45 anos, foi levado a um hospital por problemas de saúde, embora a procuradoria não tenha esclarecido se foi levado antes à prisão onde seu processo está aberto.
Ao ser questionado pela imprensa se a vida de Lozoya pode estar em risco, López Obrador respondeu "poderia, é claro, e é preciso cuidar dele".
O ex-diretor da Pemex deve responder por suspeita de administrar subornos de US$ 4 milhões da Odebrecht. Este valor teria sido destinado à campanha do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que levou Enrique Peña Nieto à Presidência do México (2012-2018).
Lozoya é o único ex-funcionário mexicano detido no âmbito da rede de suborno tecida pela Odebrecht em vários países da América Latina em troca de contratos de obras públicas.
Também é exigido pela Justiça mexicana para que esclareça a compra, por parte da Pemex, de uma antiga fábrica de fertilizantes por quase US$ 500 milhões, preço considerado excessivo, uma vez que a instalação não era usada há 14 anos.
Seu paradeiro era desconhecido desde meados de 2019. Ele foi detido em fevereiro passado, em Málaga, sul da Espanha.