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Estudo Discovery contra COVID contempla retomar testes com hidroxicloroquina
O estudo clínico europeu Discovery, que avalia a eficácia de quatro tratamentos contra a COVID-19, "contempla" retomar a inclusão de testes com hidroxicloroquina, anunciou o Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde (Inserm) da França.
O anúncio acontece 10 dias depois do Discovery ter informado a suspensão dos testes com esta molécula, após um artigo crítico sobre o medicamento publicado pela revista médica Lancet, agora objeto de dúvidas por sua metodologia.
O grupo de especialistas independentes responsável por analisar os dados provisórios do teste clínico se reuniu na quarta-feira e "recomenda, com base em uma revisão dos dados atualizados do Discovery, a continuidade do estudo segundo o previsto inicialmente", afirmou à AFP o instituto.
A decisão do comitê diretor será tomada "em colaboração com as autoridades competentes dos países em que acontece o estudo", completou.
O estudo europeu Discovery suspendeu a inclusão de novos pacientes no grupo que recebe hidroxicloroquina após a publicação em 22 de maio de um estudo na Lancet que considerava ineficaz ou inclusive prejudicial o uso da cloroquina, um medicamento de combate à malária, ou seus derivados contra a COVID-19.
A decisão foi tomada em conjunto com o Solidarity, o estudo conduzido pela OMS.
Mas dezenas de cientistas expressaram em uma carta aberta sua "preocupação" com a metodologia utilizada no estudo publicado pela revista britânica.
Na quarta-feira, a OMS anunciou a retomada dos testes clínicos com esta molécula.
Além da hidroxicloroquina, o estudo também está testando a eficácia do antiviral remdesivir, a associação de dois medicamentos anti-HIV, o lopinavir e o ritonavir, e a mesma combinação lopinavir/ritonavir, associada ao interferon-beta.