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Vista do shopping center após explosão, em Bogotá, em 17 de junho de 2017(afp_tickers)
Uma pessoa foi capturada neste domingo pela polícia da Colômbia pelo atentado de uma semana atrás em um shopping center em Bogotá no qual morreram três pessoas, chegando a nove os detidos neste caso, informou uma fonte policial.
"Outra pessoa foi capturada nesta madrugada, chegando a nove capturados", disse à AFP uma fonte da polícia, que não deu detalhes da identidade do detido ou da operação.
Em um trabalho conjunto, o Ministério Público e a polícia capturaram na véspera oito supostos membros do pequeno Movimento Revolucionário do Povo (MRP), que segundo as autoridades são os responsáveis por um atentado executado no sábado no shopping center Andino, de Bogotá, que deixou três mulheres mortas, entre elas uma francesa, e oito pessoas feridas.
Os suspeitos foram detidos em operações na capital colombiana e no município de El Espinal, departamento central de Tolima. Até o momento, a polícia disse que trata-se de quatro homens e um número igual de mulheres, mas não se sabe o gênero do último capturado.
Os detidos foram levados durante a manhã deste domingo a tribunais em Bogotá, onde será formalizada a sua captura e as autoridades pedirão prisão preventiva enquanto ocorre o seu julgamento, informou no sábado o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez.
Na chegada aos tribunais, alguns dos detidos afirmaram ser inocentes e que suas detenções eram montagens judiciais.
"Isto é um falso positivo judicial para as eleições [presidenciais] de 2018, para que sigam ganhando os mesmos, para que sigam perdendo os mesmos de sempre", expressou a jornalistas uma das capturadas.
O MRP é um grupo urbano ao qual as autoridades têm responsabilizado por vários atentados de baixo impacto na capital.
Especialistas em segurança e autoridades concordam que atuam como uma guerrilha urbana que teria ligação com o Exército de Libertação Nacional (ELN), último grupo rebelde ativo do país e que negocia a paz com o governo.
Até o momento, nenhum grupo armado assumiu a autoria do atentado, que foi repudiado tanto pelo ELN, como pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em processo de desarmamento após o histórico acordo assinado em novembro para superar meio século de conflito armado.
Nas redes sociais circulou um suposto comunicado do MRP condenando o ataque, embora as autoridades não tenham confirmado sua veracidade.
AFP