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A promotoria pública venezuelana, ligada ao governo, abriu uma investigação contra o líder da oposição Juan Guaidó nesta terça-feira, acusando-o de estar envolvido em uma "sabotagem" do sistema elétrico que causou o blecaute que paralisa o país por cinco dias.
"Anuncio que uma investigação está sendo aberta (...) contra o cidadão Juan Guaidó por seu suposto envolvimento na sabotagem do sistema elétrico venezuelano", disse o procurador-geral Tarek William Saab à imprensa.
Saab, que se define como chavista, disse que o líder da oposição, reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela, emitiu uma série de mensagens "exaltando a violência" no meio desta "situação lamentável".
"Neste momento, ele aparece como um dos autores intelectuais dessa sabotagem elétrica e desse chamado praticamente a uma guerra civil em meio a esse apagão", acrescentou.
O procurador disse ainda que esta investigação será adicionada a outra que foi aberta contra a oposição por "usurpação" das funções do presidente, quando Gaidó se autoproclamou presidente em 23 de janeiro invocando a Constituição.
"Isso não é casual, se soma a uma escalada de eventos violentos a partir da autoproclamação. A sabotagem elétrica é parte de uma escalada cada vez mais desesperada para derrubar um governo legitimamente constituído", disse Saab.
Ele também lembrou que Guaidó desrespeitou a proibição de deixar o país, ditada pelo mais alto tribunal de justiça, quando entrou furtivamente na Colômbia para comandar uma operação fracassada de entrega de ajuda humanitária.
Maduro atribuiu o apagão a um "ataque cibernético" contra a Usina Hidrelétrica de Guri (Bolívar, ao sul) pelos Estados Unidos e pela oposição, que, por sua vez, atribuiu a crise ao "negligência e corrupção" do governo.
A emergência, o pior corte de eletricidade que já afetou este país de 30 milhões de habitantes, mantém o serviço intermitente em vários setores, embora existam áreas do interior sem eletricidade desde a última quinta-feira.
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