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O Conselho de Segurança da ONU se dispõe a mobilizar uma missão diplomática na Colômbia para ajudar os ex-rebeldes das Farc a voltar à vida civil após ter deposto suas armas, cumprindo os termos de um histórico acordo de paz.
Reino Unido fez circular um projeto de resolução para criar esta nova missão e o Conselho votará a medida em 10 de julho, indicaram nesta sexta-feira fontes diplomáticas.
No ano passado criou-se uma primeira missão encarregada de supervisionar o desarmamento dos combatentes do movimento rebelde marxista, fase que terminou na terça-feira com a entrega à ONU de 7.000 armas por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O retorno à vida civil de 10.000 combatentes e colaboradores das Farc é agora "o desafio mais urgente", avaliou o chefe da missão da ONU na Colômbia, Jean Arnault.
Entre os rebeldes prevalece "um profundo sentimento de incerteza quanto à sua segurança e ao seu futuro socioeconômico após o desarmamento", acrescentou.
O governo colombiano e os rebeldes das Farc pediram ao Conselho de Segurança que autoriza esta nova missão, assegurou Arnault.
O projeto de resolução britânico estabeleceria uma nova presença da ONU "para verificar a reintegração política, social e econômica das Farc, assim como a implantação das garantias de sua segurança", informou um diplomata do Conselho.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recebeu o Prêmio Nobel da paz por ter alcançado um acordo histórico com as Farc, após quatro anos de negociações na Cuba, para por fim a meio século de um conflito no qual também participaram outras guerrilhas, paramilitares e agentes de Estado, e que deixou mais de 260.000 mortos.
AFP