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A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que não cederá a nenhuma "ameaça" ou "extorsão", após ser sancionada nesta segunda-feira pela União Europeia (UE).
"Nenhuma ameaça, extorsão, medida arbitrária nem chantagem desviarão meu compromisso com a história de liberdade, dignidade e soberania que Simón Bolívar nos legou", escreveu Rodríguez no Twitter, ao rejeitar a decisão que envolve ela e outros dez funcionários do governo venezuelanos.
"O velho mundo imperial e poder algum jamais serão um obstáculo à minha determinação", acrescentou a dirigente.
Os chanceleres europeus reunidos em Luxemburgo sancionaram Rodríguez por "usurpação das competências" do Parlamento por ela presidir a Assembleia Constituinte, que rege a Venezuela com poderes absolutos, além de utilizar o órgão "para atacar a oposição".
Rodríguez, ex-chanceler também sancionada por Estados Unidos e Canadá, considerou "ilícitas" as sanções que a proíbem de viajar à UE e que congelam os ativos que ela possa ter em países do bloco.
"Aproveito a oportunidade para autorizar a Alta Representante (da UE), Federica Mogherini, para dispor de supostos bens em meu nome, que não existem, e dê atenção à crise migratória que tem gerado com suas políticas belicistas, racistas e xenófobas!", ironizou a vice-presidenta, que assumiu o cargo em 14 de junho.
A decisão dessa segunda-feira elevou para 18 os sancionados pela UE por violações à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos no país petroleiro.
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