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A ativista dos direitos humanos mais antiga da Rússia, Liudmila Alexeeva, morreu neste sábado em Moscou aos 91 anos, informou o Conselho consultivo para os direitos humanos do Kremlin em comunicado.
A morte dessa ex-dissidente soviética "é uma perda imensa para todo o movimento de defesa dos direitos humanos na Rússia", declarou o presidente desse Conselho, Mijaíl Fedotov, citado em comunicado.
Presidente do Grupo Helsinki de Moscou, Alexeeva morreu em um hospital da capital. "Não era primeira vez que se encontrava neste hospital, seus médicos já lhe haviam salvado em ocasiões passadas. Mas há situações em que os médicos já não podem fazer nada" explicou.
"Para todos os que apreciavam, apreciam e apreciarão a democracia, Liudmila Mijailovna (Alexeeva) sempre foi e permanecerá como um símbolo de honestidade e luta sem compromisso pelo ser humano", declarou a delegada para os direitos humanos na Rússia, Tatiana Moskalkova, citada pela agência de imprensa Interfax.
Em 1976 foi uma das fundadoras do Grupo Helsinki de Moscou. Os membros deste grupo militante foram durante anos alvo de assédio, prisão e exílio.
Alexeeva teve que partir para o exílio, onde continuou defendendo os opositores soviéticos e escreveu uma história da dissidência que continua sendo uma referência na atualidade. Ela só pôde voltar à Rússia em 1993, após a queda da URSS.
Nos últimos anos, Alexeeva esteve presente em todos os combates, das denúncias pela morte na prisão do jurista Serguei Magnitski até o julgamento do ex-oligarca e crítico do Kremlin Mijaíl Jodorkovski.
Em 2009 recebeu o Prêmio Sájarov de direitos humanos do Parlamento Europeu, junto com os responsáveis da ong russa Memorial.