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A comunidade gay na Suíça está instando o governo federal a agir rapidamente e aprovar vacinas para a varíola dos macacos.Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2022 - 15:18
Em Zurique, por exemplo, um centro médico para a comunidade LGBT+ vem diagnosticando entre três e cinco infecções de varíola dos macacos por dia há várias semanas. A Checkpoint Zurique quer que as autoridades disponibilizem a nova geração de vacinas contra a forma clássica da varíola, que também é usada contra a varíola dos macacos. Isto é autorizado na União Europeia, mas ainda não aprovado na Suíça, que não faz parte da UE.
"Muitos de nossos clientes vão a países vizinhos como Alemanha ou França para serem vacinados, e sentimos que não deveria ser assim", disseLink externo o co-diretor da Checkpoint e especialista em doenças infecciosas Benjamin Hampel à televisão pública suíça, RTS,Link externo na quinta-feira. "A Suíça tem um sistema de saúde fantástico, devemos ser capazes de oferecer esta vacina".
Existem agora 251 casos confirmados de varíola dos macacos na Suíça, dos quais mais de 100 estão no cantão de Zurique. A comunidade gay é particularmente vulnerável à infecção.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no sábado passado a doença como uma emergência de saúde pública global, seu mais alto nível de alerta. Na quarta-feira, a OMS aconselhou o grupo mais afetado pela doença - homens que fazem sexo com homens - a reduzir o número de seus parceiros sexuais.
"Não é uma ameaça pandêmica".
Entretanto, a varíola dos macacos não é "uma ameaça pandêmica como a AIDS", disse o especialista em doenças infecciosas Pietro Vernazza ao jornal Neue Zürcher Zeitung (NZZ) em uma entrevistaLink externo na sexta-feira. O ex-médico chefe da Clínica de Doenças Infecciosas de St. Gallen enumera algumas diferenças essenciais.
A varíola dos macacos não é transmitida quando a pessoa infectada ainda não apresenta sintomas tais como pústulas. "Então, as pessoas infectadas sabem que são contagiosas", disse ele. Além disso, as pessoas com varíola dos macacos não são contagiosas por muito tempo, e "uma vez que a pústula cicatriza, a pessoa fica imune".
Com o HIV, o vírus que causa a AIDS, os sintomas visíveis geralmente não aparecem até anos após a infecção, mas as pessoas infectadas já são contagiosas antes disso, disse Vernazza.
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