Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02471.jsonl.gz/46

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Cerca de 5 mil camponeses fizeram uma manifestação, nesta terça-feira, na Cidade do México(afp_tickers)
Cerca de 5 mil camponeses fizeram uma manifestação, nesta terça-feira, na Cidade do México para pedir que o país se retire do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), a poucos dias de começar uma renegociação do acordo com Estados Unidos e Canadá.
"Não há nenhum sentido em sequer discutir com os Estados Unidos. Esse tratado prejudicou a nação, o México e particularmente os camponeses", disse o líder camponês Federico Ovalle no centro da capital.
"Não estamos sequer de acordo com a negociação do tratado, pedimos ao contrário que o México saia do Nafta", completou.
Os três integrantes do bloco, vigente desde 1994, vão dar início na próxima semana, em Washington, a um processo de revisão do acordo, sobretudo por exigência do presidente americano Donald Trump, que afirma que o pacto acabou com empregos e afastou investimentos do seu país.
Apesar disso, os ministros de Agricultura do México e dos Estados Unidos concordaram, após uma reunião há duas semanas, que esse setor é um "exemplo" dos benefícios que o livre-comércio e a integração trouxeram aos três países, algo que esperam poder comunicar aos responsáveis pela negociação.
Ovalle, líder da Central Independente de Trabalhadores Agrícolas e Camponeses, disse que o resultado do acordo foi que o campo mexicano perdeu seis milhões de empregos e milhares de hectares deixaram de ser cultivados.
Entre os manifestantes, Melesio Cruz criticou o tratado com Estados Unidos e Canadá. "O Nafta foi muito ruim para a gente, só beneficia as grandes empresas. Passam anos e o preço do milho não sobe", queixou-se.
Os manifestantes marcharam até o Zócalo (praça central) sem incidentes.
Atualmente, cerca de 80% das exportações mexicanas são destinadas aos Estados Unidos.
AFP