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Um laboratório de pesquisa subterrâneo para estudar o uso a longo prazo da energia geotérmica foi aberto nos Alpes suíços.
O Instituto Tecnológico Federal de Zurique (ETH) diz que as instalações - situadas em um túnel de acesso abandonado das ferrovias Matterhorn Gotthard, no Vale do Bedretto - são as primeiras do mundo.
Em cooperação com parceiros nacionais e internacionais, o ETH instalou sete estações sísmicas adicionais em torno do laboratório.
O projeto BedrettoLink externo quer mostrar que a construção de um trocador de calor sustentável ao longo de várias décadas pode ser planejado e controlado com o auxílio de processos de estimulação hidráulica.
Os experimentos devem começar em julho, e serão realizados em escalas maiores (centenas de metros) em comparação a um projeto anterior próximo ao Desfiladeiro de Grimsel, também situado na região alpina do país. O projeto Grimsel ISCLink externo realizou com sucesso experimentos de injeção de fluido em rocha cristalina, de acordo com os pesquisadores.
"A escala maior implica furos mais longos, que permitem a realização de experimentos mais realistas, aplicando diferentes conceitos de estimulação", disse o Centro Suíço de Competência para Pesquisa de Energia - Fornecimento de Eletricidade.
"O projeto Bedretto aborda questões associadas com a utilização sustentável de trocas de calor em subsolo profundo", disse o Serviço Sismológico do ETHLink externo.
A construção do laboratório Bedretto deve custar cerca de 20 milhões de francos suíços (US$ 20 milhões) e permitir que os pesquisadores realizem testes dentro do túnel de 5,2 km durante dez anos.
swissinfo.ch/fh