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O laboratório europeu de física de partículas (CERN), em Genebra, lança um programa de pesquisa sobre a antimatéria, mais conhecida na teoria que na prática. A Universidade de Zurique vai participar das pesquisas que ainda não prevêem aplicações práticas.
A existência da antimatéria está provada desde 1931 pelo cientista inglês Carl Anderson. Em 1995, no próprio CERN - laboratório europeu de física de partículas - foram produzidos 9 exemplos de átomos antimatéria.
Teoricamente, afirmam os cientistas, na explosão inicial que criou o Universo, chamada de Big Bang, foi produzida a mesma quantidade de matéria e de antimatéria. O mistério a ser desvendado é porquê prevaleceu a matéria e a antimatéria teria desaparecido.
O programa de pesquisas fundamentais agora lançado quer ampliar essas experiências. A dificuldade maior é que as antipartículas desaparecem muito rapidamente quando entram em choque com as partículas. O CERN vai construir um desacelerador para melhorar a observação e tentar criar, posteriormente, o anti-hidrogênio.
Se isso for possível, afirmam cientistas do CERN, talvez possam ser esclarecidas várias questões para as quais a física ainda não tem resposta.
swissinfo com agências