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O advogado da cristã sudanesa ameaçada de morte e refugiada na embaixada dos Estados Unidos em Cartum informou que pedirá a anulação das acusações por uso de documentação falsa contra a cliente, para que ela possa deixar o país.
"Apresentaremos no domingo ao promotor um pedido de anulação das acusações", disse à AFP Mohannad Mustafa.
"Se a resposta for positiva, ela poderá abandonar o país ao lado do marido e dos dois filhos, também refugiados na embaixada".
Meriam Yahia Ibrahim Ishag, 26 anos, se refugiou na representação diplomática depois de ter sido detida, condenada à morte, liberada durante a semana, detida novamente quando tentava sair do país, acusada de utilizar documentos falsos e libertada na quinta-feira.
A justiça sudanesa havia condenado Meriam Yahia Ibrahim Ishag à pena de morte por apostasia, em virtude da interpretação sudanesa da sharia (lei islâmica), vigente no país desde 1983, que proíbe as conversões.
As autoridades a acusam de apresentar documentação falsa e usar informações falsas para sair do país.
O governo dos Estados Unidos afirmou que está em contato com o ministério sudanês das Relações Exteriores para que a mulher e sua família possa viajar ao país. Seu marido, Daniel Wani, tem dupla cidadania, americana e sul-sudanesa.
"Ishag tem todos os documentos de viagem necessários para viajar aos Estados Unidos no momento em que o governo sudanês a autorizar a deixar o país", afirmou à AFP Will Stevens, porta-voz do setor de assuntos africanos do Departamento de Estado americano.
Segundo a diocese católica de Cartum, a jovem se converteu ao catolicismo antes de casar com Wani no fim de 2011.