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O ex-chefe de Governo espanhol Felipe González concede entrevista coletiva ao lado de Lilian Tintori, esposa do opositor detido Leopoldo Lopez, em 8 de junho em Caracas(afp_tickers)
O ex-chefe de governo espanhol Felipe González decidiu deixar Caracas, nesta terça-feira, já que não recebeu autorização para visitar na prisão o dirigente opositor Leopoldo López, cujo julgamento segue nesta quarta-feira - informou à AFP seu porta-voz em Madri, Joaquín Tagar.
Felipe González decidiu ir embora "de Caracas, ao não ter recebido autorização para visitar López e depois do adiamento hoje da audiência (judicial) de Antonio Ledezma", prefeito de Caracas - declarou Tagar por telefone.
González chegou a Bogotá e já se reuniu com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.
O canal público Venezolana de Televisión divulgou um vídeo, ressaltando o fato de González ter embarcado em um avião da Força Aérea Colombiana.
Hoje, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu explicações sobre o uso do avião e anunciou que a chanceler do país, Delcy Rodríguez, "convocou o embaixador da Colômbia em Caracas, Ricardo Lozano".
"Espero explicações claras do governo colombiano sobre isso de emprestar o avião presidencial da Colômbia a um senhor que veio para desconhecer as instituições venezuelanas e apoiar grupos extremistas que quiseram me derrubar", afirmou Maduro, em declarações à emissora.
O ex-chefe do governo espanhol (1982-1996), advogado de formação, chegou no domingo à Venezuela com a intenção de participar como "assessor técnico externo" da defesa dos opositores Antonio Ledezma e Leopoldo López. Ambos foram detidos acusados de incitar a violência e de conspirar contra Maduro.
O governo chavista considerou essa visita como um ato de ingerência e montou uma campanha na imprensa para repudiá-la.
O julgamento de López foi retomado na última segunda-feira, e a próxima audiência acontece amanhã. Há duas semanas, ele se declarou em greve de fome, junto com outro opositor preso, o ex-prefeito de San Cristóbal (oeste) Daniel Ceballos.
Ledezma foi detido em 19 de fevereiro e enviado para "prisão provisória" por acusações de conspiração contra o governo. Agora, cumpre prisão domiciliar, após ser operado de uma hérnia no final de abril.
A audiência prevista para esta terça-feira foi adiada e ainda não tem data marcada.
Durante sua curta visita, González se reuniu com Ledezma e com os familiares, os advogados dos dois dirigentes opositores presos e membros da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).
AFP