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Os Estados Unidos e Canadá sancionaram nesta sexta-feira funcionários da Nicarágua próximos ao presidente Daniel Ortega, por conta de acusações de violações dos direitos humanos durante a repressão aos protestos contra o governo nicaraguense do ano passado.
As sanções os impedem de atuar no sistema financeiro internacional e bloqueiam os bens que possam ter nos Estados Unidos e Canadá.
O Departamento americano do Tesouro informou que incluiu numa lista negra Gustavo Porras, presidente da Assembleia Nacional e principal articulador político de Ortega; Orlando Castillo, diretor-geral do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios (TELCOR); e os ministros da Saúde, Sonia Castro, e do Transporte, Óscar Mojica.
De acordo com o comunicado, estas autoridades perseguiram cidadãos dissidentes, promulgaram leis repressivas, silenciaram meios de comunicação e negaram atendimento médica ao povo nicaraguense.
Já o Canadá anunciou medidas pontuais contra essas autoridades, assim como contra a vice-presidente e esposa de Ortega, Rosario Murillo, o filho de ambos e assessor de investimentos do governo, Laureano Ortega; o conselheiro de segurança do presidente, Néstor Moncada; o secretário-geral da Prefeitura de Manágua, Fidel Moreno; e o comissário de polícia da Nicarágua, Francisco Díaz.
Os cinco funcionários não incluídos na relação do Tesouro desta sexta-feira já tinham sido sancionados pelos Estados Unidos meses atrás.
Tanto Washington como Ottawa destacaram que não tolerarão o que descreveram como abusos "sistemáticos" do governo de Ortega contra o povo nicaraguense.
"As violações dos direitos humanos na Nicarágua não podem continuar com a impunidade. O governo da Nicarágua deve prestar contas por suas ações e deve por fim na crise atual através do diálogo real com os grupos da oposição", disse a chanceler canadense, Chrystia Freeland.
"Como destaca esta ação conjunta com Canadá, Estados Unidos e a comunidade internacional continuarão promovendo a prestação de contas por aqueles que se omitem dos direitos humanos e fomentam a violência em apoio ao regime de Ortega", anunciou o Departamento de Estado americano.
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