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Os dois maiores bancos suíços, UBS e Crédito Suíço, estão novamente no banco de réus.
O advogado americano Michael Hausfeld apresenta na terça-feira (12.11) em Nova York, uma nova queixa coletiva contra empresas de vários países que colaboraram com o regime sul-africano de segregação racial.
O conteúdo da nova queixa, contra empresas de vários países, foi revelado durante coletivas imprensa, organizadas simultaneamente em Joanesburgo e Nova York.
Sempre os bancos
Cerca de 30 empresas americanas, inglesas, alemãs e francesas são acusadas de terem colaborado com o regime racista que vigorou na África do Sul, conhecido como apartheid.
Por enquanto, dois bancos suíços estão incluídos nessa nova queixa coletiva: o UBS e o Crédito Suíço. Ambos rejeitam as queixas que consideram "totalmente injustificadas e sem fundamento".
As queixas são apresentadas de forma coletiva na justiça americana, em Nova York, pelo advogado americano Michael Hausfeld, que já atuou no processo de vítimas do Holocausto contra os bancos suíços.
Sobrevivência do apartheid
Outro advogado americano, Ed Fagan, que também atuou no processo de vítimas do holocausto contra os bancos suíços, já havia apresentado, em junho, uma queixa contra empresas, inclusive suíças, em nome de vítimas do apartheid.
Por trás das duas queixas está o movimento Jubileu 2000, que congrega carca de 4 mil organizações não governamentais. Esse movimento reivindica a anulação da dívida externa da África do Sul e a indenização de vítimas do apartheid.
Segundo Neville Gabriel, coordenador de Jubileu 2000 para a Suíça, a indenização individual não é a prioridade das vítimas do apartheid. Ele afirma que o processo visa o reconhecimento dos erros do passado para poder reconstruir a África do Sul.
Jubileu 2000 argumenta que os empréstimos e investimentos feitos naquela época permitiram ao regime racista de contornar as sansões decretadas pela ONU, às quais a Suíça nunca aderiu.
swissinfo com agências
Breves
- Duas queixas já foram apresentadas contra empresas estrangeiras que trabalharam na África do Sul no tempo do apartheid.
- A primeira queixa, apresentada em junho, inclui empresas suíças como Nestlé, Novartis, Roche, Sulzer, UBS e CS.
- A segunda queixa, apresentada terça-feira (12.11) inclui o UBS e o CS entre cerca de 30 empresas estrangeiras. Os dois bancos rejeitam as acusações de terem apoiado o regime racista do apartheid.