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(12 out) Azzam al-Ahmad (d), do Fatah, e Saleh al-Aruri, do Hamas, assinam no Cairo um acordo de reconciliação entre os dois movimentos palestinos(afp_tickers)
O movimento islamita Hamas rejeitou nesta quinta-feira como uma "interferência flagrante" as condições apresentadas pelos Estados Unidos a um eventual governo de unidade palestino, e acusou a administração de Donald Trump de alinhamento com Israel.
"É uma interferência flagrante nos assuntos palestinos. Nosso povo tem o direito de escolher o próprio governo em função de seus interesses estratégicos". declarou à AFP Bassem Naïm, um dos líderes do Hamas.
A administração Trump se expressa "sob pressão do governo de extrema-direita de Netanyahu e se alinha com as declarações de Nentanyahu há dois dias", completou.
O emissário americano para o Oriente Médio, Jason Greenblatt, afirmou nesta quinta-feira que um eventual governo de unidade palestino formado pelo Fatah e o Hamas deve reconhecer Israel, desarmar o Hamas e descartar a violência.
O governo americano "reitera a importância de uma adesão aos princípios do Quarteto para o Oriente Médio", integrado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU, afirma Greenblatt em um comunicado divulgado pela embaixada americana em Israel.
"Qualquer governo palestino deve, sem ambiguidade e de maneira explícita, comprometer-se com a não-violência", completa o comunicado.
Também deve "reconhecer o Estado de Israel, aceitar os acordos e as obrigações entre as partes - incluindo o desarmamento dos terroristas - e comprometer-se a desenvolver negociações pacíficas", afirmou o emissário do presidente americano Donald Trump.
"O Hamas deve aceitar as condições fundamentais se aspira desempenhar algum papel em um governo palestino", ressalta o comunicado de Greenblatt.
Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas, que governa a Faixa de Gaza há 10 anos, uma organização terrorista.
Esta é a primeira reação detalhada do governo americano após o acordo de reconciliação assinado por Fatah e Hamas na semana passada no Cairo.
AFP