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Os Estados Unidos negaram estar pressionando os bancos a deixar de trabalhar com a Autoridade Palestina, em um contexto de crise entre ambos, segundo uma fonte consultada pela AFP.
Várias autoridades palestinos acusaram nos últimos dias aos Estados Unidos de tentar forçar os bancos a deixarem de trabalhar com a Autoridade Palestina, considerada o embrião de um futuro governo palestino reconhecido internacionalmente, com sede em Ramala, na Cisjordânia ocupada.
"Os Estados Unidos não pediram para os doadores estrangeiros restringirem sua ajuda aos palestinos, e tampouco para as instituições financeiras darem fim às transferências para contas da Autoridade Palestina", disse uma autoridade que não quis se identificar em mensagem enviada à AFP na madrugada desta terça-feira.
Husein Al Sheij, um alto responsável palestino, disse no domingo à AFP que algumas grandes instituições financeiras internacionais "começaram a atender ao pedido dos Estados Unidos e a impor um rigoroso bloqueio financeiro à Autoridade Palestina".
O ministro de relações Exteriores, Riyad Al-Maliki, acusou os Estados Unidos em uma rádio palestina de utilizar "todos os meios de pressão possíveis sobre os países árabes para que deixem de apoiar financeiramente nosso povo".
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas, congelou as relações com o governo de Trump desde que o presidente americano anunciou, em dezembro de 2017, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.
Desde então, os Estados Unidos reduziram em mais de 500 milhões de dólares a ajuda anual aos palestinos.
O fim desta ajuda agravou ainda mais a situação financeira da Autoridade, que depende em grande parte da ajuda internacional.