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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro(afp_tickers)
A Venezuela começou a divulgar o preço de seu petróleo em iuanes, após o presidente Nicolás Maduro anunciar que irá vender a commodity e outros produtos em moedas diferentes do dólar, informou nesta sexta-feira o governo.
"A partir desta semana, se apresenta o preço médio da cesta da Venezuela em iuane chinês", indicou o Ministério do Petróleo em seu portal.
Segundo o relatório, a cesta de petróleo venezuelana - que era calculada em dólares - fechou a semana em 306,26 iuanes (46,7 dólares segundo o câmbio publicado na página).
Na semana anterior, a cotação média foi de 300,91 iuanes (46,1 dólares).
O petróleo venezuelano teve leve recuperação, estimulado por "perspectivas mais favoráveis sobre a demanda petroleira mundial e relatos de uma menor produção global", indicou o ministério.
A cifra em iuanes é só uma referência, "pois no (mercado) final continua sendo vendida em dólares. Não tem grande relevância", disse à AFP o economista César Aristimuño.
Maduro anunciou, na semana passada, que seu governo venderia petróleo e outros produtos em moedas diferentes do dólar, em um esforço para fazer frente às sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.
Um dia antes, o presidente tinha anunciado diante da Assembleia Constituinte um pacote de medidas para driblar o decreto de Washignton, que proíbe negociar novas dívidas emitidas pelo governo e pela petroleira estatal PDVSA.
O mandatário citou a implementação de um sistema de pagamento internacional com uma cesta de moedas que incluiria iuanes, ienes, euros e rúpias, para se "liberar das amarras do dólar como moeda opressora".
A China é um dos principais consumidores do petróleo venezuelano.
A Venezuela enfrenta uma escassez de dólares com a queda dos preços dos hidrocarburetos, fonte de 96% das divisas no país, dependente das importações.
Isso teve como consequência um drástico recorte das compras externas de bens subsidiados, o que gera escassez de alimentos, remédios e outros bens básicos.
O país também tem um controle de câmbios desde 2003, no qual o governo monopoliza as divisas, limitando as importações privadas e a repatriação de lucros de empresas multinacionais.
AFP