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Premiê britânica, Theresa May. 05/06/2017 REUTERS/Hannah McKay(reuters_tickers)
Por Kate Holton e Kylie MacLellan
LONDRES (Reuters) - A campanha eleitoral do Reino Unido foi retomada com força total nesta segunda-feira, quando caiu a vantagem nas pesquisas da primeira-ministra britânica, Theresa May, e o foco se voltou para a atuação da premiê na área de segurança após um ataque de jihadistas que matou sete pessoas no coração de Londres.
No terceiro ataque de militantes islâmico no Reino Unido em igual número de meses, três homens atropelaram pedestres com um veículo na London Bridge, no sábado à noite, e em seguida correram em direção à área do movimentado Borough Market, onde esfaquearam e cortaram a garganta de pessoas indiscriminadamente.
Os três agressores foram mortos a tiros pela polícia, que desde então fez ao menos uma dúzia de prisões no leste da capital e realizava outras operações na manhã desta segunda-feira. As identidades dos agressores não foram reveladas.
Uma eleição parlamentar acontece na quinta-feira, e a porta-voz de May disse que o governo está trabalhando de perto com a polícia para cuidar da segurança durante a votação.
Como o ataque londrino monopolizou as atenções, uma redução de quase 20 mil policiais na Inglaterra e no País de Gales durante os seis anos de May como ministra do Interior, entre 2010 e 2016, foi parar no topo da agenda eleitoral.
A líder do Partido Conservador não respondeu a perguntas insistentes sobre os cortes, mas disse que os orçamentos de contraterrorismo foram preservados e que a polícia tem os poderes de que necessita.
Seu maior adversário, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, apoiou os pedidos de renúncia da premiê em reação aos cortes na força policial. Ele disse que muitas pessoas estão "muito preocupadas porque ela estava no Ministério do Interior todo esse tempo, comandou estes cortes no número de policiais e agora está dizendo que temos um problema".
A dianteira dos conservadores sobre os trabalhistas diminuiu drasticamente -- era de 20 pontos ou mais quando May convocou a eleição antecipada, em abril, e encolheu para entre 1 e 12 pontos atualmente, embora o partido governista ainda tenha grandes chances de conseguir uma maioria.
A cotação da libra subiu nos mercados de câmbio, que preferem May, depois que a mais recente pesquisa do instituto ICM, feita entre 2 e 4 de junho e publicada nesta segunda-feira, indicou que os conservadores têm uma vantagem de 11 pontos.
Depois de comandar uma reunião do comitê de reação de emergência do governo na manhã desta segunda-feira, May disse que o nível oficial de ameaça continua em "severo", o que significa que um ataque é altamente provável, e que medidas de segurança adicionais estão em vigor.
"Este foi um ataque a Londres e ao Reino Unido, mas também foi um ataque ao mundo livre", afirmou.
Sabe-se que um cidadão canadense e um francês morreram e que 48 pessoas ficaram feridas, 21 delas gravemente.
O ataque ocorreu menos de duas semanas depois de um homem-bomba matar 22 crianças e adultos após um show de música pop em Manchester. Em março, cinco pessoas morreram atropeladas por um homem que lançou uma van sobre pedestres na ponte londrina de Westminster e ainda esfaqueou um policial.
O Estado Islâmico, que está perdendo terreno na Síria e no Iraque para uma ofensiva de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, assumiu a autoria do atentado na ponte de Londres, embora não esteja claro se os agressores tinham laços com o grupo militante.
A chefe de polícia de Londres, Cressida Dick, disse que, embora alguns dos ataques recentes em solo britânico tenham dimensões internacionais, têm um "centro de gravidade" em grande parte local. Os autores dos ataques na ponte de Westminster e Manchester nasceram no Reino Unido.
(Reportagem adicional de William Schomberg, David Milliken, Paul Sandle e William James)
Reuters