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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou a dexametasona, medicamento da família dos corticosteroides, nesta sexta-feira para o tratamento de pacientes graves com covid-19 que precisam de oxigênio. A OMS também já fez essa indicação.
Essa decisão permite que os laboratórios farmacêuticos que fabricam a dexametasona, medicamento frequentemente utilizado em outras indicações, solicitem que esse novo uso seja oficialmente incluído em sua autorização de introdução no mercado.
"Com base nos dados disponíveis, a EMA aprova o uso de dexametasona em adultos e adolescentes (maiores de 12 anos e pesando pelo menos 40 kg) cuja condição requer administração de oxigênio", disse a EMA em um comunicado.
A Agência confia em particular nas conclusões do estudo British Recovery publicado em junho.
"Em pacientes intubados [conectados a um ventilador por meio de um tubo inserido na traqueia], 29% dos casos tratados com dexametasona morreram após 28 dias de tratamento, em comparação com 41% daqueles que não receberam" o tratamento, lembrou a EMA.
"Em pacientes que receberam oxigênio sem serem intubados, esse número foi de 23% com dexametasona e 26% sem" a droga, acrescentou.
No entanto, "nenhuma redução no risco de morte foi observada em pacientes que não receberam oxigênio", conclui a Agência.
Uma série de estudos publicados em 2 de setembro no jornal médico americano Jama também mostrou que os medicamentos de toda a família dos corticosteróides reduzem a mortalidade em 21% após 28 dias em casos graves de covid-19, combatendo a inflamação característica das formas graves.
Nenhuma outra droga mostrou um efeito significativo na redução da mortalidade.
Isso levou a OMS a recomendar "o uso rotineiro de corticosteróides em pacientes com forma grave ou crítica" de covid-19.