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(Arquivo) As bandeiras dos EUA (E) e de Cuba são vistas juntas, em Miami, no dia 20 de dezembro de 2014(afp_tickers)
Os dissidentes cubanos disseram nesta quarta-feira que a participação do presidente de Cuba, Raúl Castro, na Cúpula das Américas no Panamá é um "insulto". Segundo eles, o possível encontro entre o presidente cubano e Barack Obama seria "triste e doloroso".
"Para nós é muito triste e doloroso uma possível reunião entre Obama e Castro durante a Cúpula das Américas, disse à AFP Félix Rodríguez, presidente da Brigada 25-06 e residente nos Estados Unidos.
"Isso é um es insulto, um tapa na cara de Cuba e de nossos anseios libertários", desabafou Jorge Luis García.
Rodríguez, que participou na invasão à Baía dos Porcos para derrotar Fidel Castro em 1961, e García deram declarações com outros opositores e dissidentes cubanos, que participam em diferentes atos relacionados ao encontro hemisférico.
Nos dias 10 e 11 de abril o Panamá será a sede da VII Cúpula das Américas, para a qual forma convidados os 35 presidentes e chefes de Estado de todo o continente.
Embora o tema da Cúpula seja "Prosperidade com Equidade: o Desafio da Cooperação nas Américas", a maior expectativa reside em uma possível reunião entre Obama e Castro, depois da aproximação diplomática entre os dois países após meio século de hostilidades.
Os opositores cubanos acreditam que essa reunião servirá para oxigenar o governo de Havana, acusado de violação aos direitos humanos.
"A principal violação em prática atualmente na família ibero-americana é permitir à ditadura comunista dos Castro que participe em uma Cúpula violando a própria carta da OEA", disse García.
"Obama é um presidente que nunca teve experiência política de qualquer tipo e eu acho que não sabe exatamente o que são os irmãos Castro e o que é a ditadura implementada no país durante tantos anos", disse Rodríguez.
Essa será a primeira participação de Cuba em uma Cúpula das Américas, desde que esse fórum, mediado pela OEA, foi inaugurado em 1994 em Miami (Estados Unidos).
"Não é o momento porque em Cuba nada mudou e achamos que não há equivalência moral e política entre uma democracia e uma ditadura", disse Silvia Iriondo, presidente da associação Mães e Mulheres Antirrepressão por Cuba.
AFP