Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02515.jsonl.gz/43

Pascal Couchepin ficará na memória como o ministro que queria fazer os suíços trabalharem mais tempo, mas foi confrontado com a realidade. Ele também teve de rever suas ambições de reforma do sistema de saúde.
A seguir, um resumo dos anos passados no Excutivo suíço (Conselho Federal), em foi inicialmente ministro da Economia e, de 2002 até o final de outubro, ministro do Interior.
Depois de quatro anos como ministro da Economia, Couchepin assumiu , em 2003, o Ministério do Interior (DFI, na sigla em francês) com a clara intenção de se desmarcar de sua precessora socialista Ruth Dreifuss,
Aposentadoria aos 67 anos
Apenas empossado no Ministério do Interior, movido por seu desejo de anunciar mudanças, ele provoca fortes reações ao propor aumentar a idade da aposentadoria de 65 para 66 ou 67 anos. Couchepin é criticado dentro de seu próprio partido, que o acusa pela derrota nas eleições legislativas federais de 2003.
Ele se orgulhava de nunca ter perdido uma votação, mas foi derrotado pela primeira vez em maio de 2004, quando os eleitores rejeitaram a 11a revisão do sistema de aposentadoria mínima (AVS).
Esse episódio contribuiu para acirrar ainda mais o confronto entre a esquerda, que o acusava de "lamber as botas" das seguradoras, a direita chamada aqui de burguesa, que considera a reforma necessária devido o aumento da expectativa de vida. O ministro engavetou seu projeto de aumentar a idade da aposentadoria, mas nunca sempre disse que a história lhe dará razão.
Política de saúde decepcionante
Da mesma maneira que o AVS, a revisão do sistema de seguro de saúde tornou-se um mar sem fim. Portanto, como representante da direita e dada sua reputação de quem toma decisões, Pascal Couchepin havia suscitado uma enorme esperança de que mudaria a política de saúde para conter os custos.
Depois de uma calmaria em 2008 e 2009, como prometido antes da votação para criar uma caixa única pública para os seguros de saúde, as mensalidades deverão aumenta, em média, 15% no ano que vem, conforme previsões das seguradoras.
A estratégia de Couchepin de reduzir as reservas das seguradoras para conter a alta não deu resultados. O Parlamento tem seus próprios modelos, mas também não avançou devido aos conflitos de interesse.
LPP et AI
Pascal Couchepin a eu moins de peine à imposer des durcissements dans le 2e pilier et l'assurance invalidité, du moins dans un premier temps. La crise aidant, le discours sur le vieillissement de la population et la nécessité d'assainir le système social semble atteindre ses limites.
La gauche a ainsi facilement récolté les 50'000 signatures requises pour le référendum contre une nouvelle baisse des rentes LPP. Quant à l'augmentation de la TVA pour l'AI, les incertitudes ont provoqué le report de la votation, de mai à septembre 2009, ainsi que celui de l'entrée en vigueur du projet (2011 au lieu de 2010).
Un style haut en couleur
Grand marcheur, amateur de lectures et de voyages, Pascal Couchepin s'est aussi distingué par son style. Son autoritarisme, ses sorties à l'emporte-pièce et ses lapsus l'ont desservi à plusieurs reprises, faisant les délices tant de ses contradicteurs que des caricaturistes.
Adepte du «parler vrai», ce libéral convaincu n'a pas eu peur de faire le ménage, notamment dans le domaine de la culture. Ni d'affronter ses adversaires, qu'il s'agisse des agriculteurs, quand il était ministre de l'Economie, ou de son ex-collègue Christoph Blocher.
Gardien des institutions
Quelque peu éclipsé après l'arrivée de l'UDC au Conseil fédéral en 2004, l'Octodurien a cherché à reprendre l'avantage en se posant en gardien des institutions et des valeurs démocratiques. L'éviction du Zurichois le 12 décembre 2007 l'a privé de son «meilleur ennemi».
Le même jour, Pascal Couchepin est devenu président de la Confédération pour la deuxième fois, couronnement d'une carrière politique qu'il a appelée de ses voeux dès son plus jeune âge. Il s'est fait plus discret cette année-là que lors de sa première présidence en 2003.
Le ministre n'a pas non plus hésité à se poser en défenseur des Latins. Passant des paroles aux actes, il a confié la direction de plusieurs secteurs relevant de son département à des non germanophones (assurances sociales, culture, cinéma, recherche).
ats/ant
Primeiro mandato políticos aos 26 anos
Membro do Partido Radical, atualmente Liberal-Radical, ele foi eleito para o primeiro mandato aos 26 anos de idade, no Executivo de sua cidade natal, Martigny, no estado do Valais (sudoeste).
Dezesseis anos depois, em 1984, o advogado-notário de profissão tornou-se prefeito da cidade, cargo que ocupou até 1998. Foi eleito deputado federal em 1979. De 1989 a 1996, foi líder do grupo radical no Parlamento Federal.
Autor de um livro intitulado "Eu creio na ação política", Couchepin nunca escondeu que aspirava as mais altas funções do Estado. Atingiu seu objetivo em 11 de março de 1998 quando foi eleito para suceder ao ministro Jean-Pascal Delamuraz. Assumiu então o Ministério da Economia, onde ficou até o final de 2002. Passou então para o Ministério do Interior, que engloba a seguridade social, saúde, cultura e pesquisa.
Nascido a 5 de abril de 1942, Pascal Couchepin é casado e pais de duas filhas e um filho, adultos.
Um campeão de longevidade no governo
Com 11 anos no Conselho Federal (Executivo), Pascal Couchepin ficará em função mais tempo que a média. Defensor da aposentadoria aos 67 anos, é com essa idade que ele se retira do governo, também acida da média.
Na Suíça, os sete membros do governo federal, que ocupam cada um ministério, são eleitos pelo Parlamento, reeleitos de quatro em quatro anos (salvo raras exceções), e se demitem quando querem.
Entre os ministros atualmente em função, somente Moritz Leuenberger, que completa 14 anos no governo no final de setembro, está há mais tempo que Couchepin. Em geral, eles ficam no governo aproximadamente dez anos. Samuel Schimid, o último ministro que saiu, ficou oito anos.
Depois de 1959, o recorde de longevidade é de Kurt Furgler, que foi ministro durante 15 anos. Desde 1848, o recorde absoluto é de Karl Schenk, com quase 32 anos no governo.
Em contrapartida, o fato de não ser reeleitos e os problemas de saúde encurtaram o mandado de certos ministros. Christoph Blocher ficou apenas quatro anos no governo (não foi reeleito em 2007) e Ruth Metzler um pouco mais (quatro anos e nove meses.).
Elisabeth Kopp e Alphons Egli ficaram menos de cinco anos. Rudolf Friedrich passou apenas dois anos. A passagem, em 1913, de Louis Perrier, pelo governo foi ainda mais breve porque ele faleceu 14 meses depois de sua eleição.
Com a saída de Pascal Couchepin, o ministro das Finanças, Hans-Rudolf Merz, é o ministro mais idoso, pois vai completar 67 anos em novembro. O governo tem outros dois sexagenários. Micheline Calmy-Rey, das Relações Exteriores, tem 64 anos e Moritz Leuenberger (Transportes, Comunicações, Energia e Meio Ambiente) tem 63.
Os três últimos que foram eleitos são os mais jovens: Ueli Maurer (Defesa) tem 58 anos, Eveline Widmer-Schlumpf (Justiça e Polícia), 53, e Dóris Leuthard (Economia), tem 46 anos
ffbAqui termina o infobox