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O presidente da República Dominicana, Luis Abinader, disse no domingo (11) não ter informações sobre supostos mercenários colombianos que podem ter cruzado a fronteira terrestre de seu país rumo ao Haiti, para participar do assassinato do presidente Jovenel Moise.
"Não temos informações", declarou o presidente à imprensa repórteres durante visita a uma fortaleza militar em Constanza (centro).
"Há um acordo, segundo o qual, há vários anos, não precisamos de visto entre a Colômbia e a República Dominicana. Portanto, qualquer cidadão colombiano que faça o check-in na Imigração, se não tiver problema com a Justiça, poderá entrar", explicou.
Moise foi assassinado em sua residência na última quarta-feira por um grupo formado por 26 colombianos e por dois americanos de origem haitiana, conforme as autoridades haitianas.
Quatro destes colombianos, incluindo um ex-militar de elite, teriam entrado no Haiti pela porosa fronteira que compartilha com a República Dominicana, de acordo com notícias veiculadas na imprensa.
"Não fomos solicitados a colaborar, mas acreditamos que a comunidade internacional deve ter uma atitude mais ativa do que a que teve até agora", afirmou o presidente dominicano.
"A comunidade internacional tem de se ocupar do Haiti (...) para o bem dos haitianos", completou.
Logo que tomou conhecimento do homicídio, o governo dominicano ordenou o fechamento imediato de sua fronteira e reforçou sua presença militar na área. De acordo com Abinader, a região está "em total paz" e "totalmente protegida".
Abinader anunciou ainda o início, em três meses, da construção de uma cerca divisória na fronteira.
"Já está em processo de licitação. Esperamos que, nas próximas semanas já, de acordo com as normas de compras e contratações, seja adjudicado e, depois, eu espero estar, em uns três meses já, construindo essa cercar perimetral", comentou.
A República Dominicana e o Haiti, que compartilham a ilha de São Domingos, têm uma fronteira porosa de cerca de 390 quilômetros. Por ela, passa um enorme fluxo irregular de imigrantes haitianos em busca de melhores trabalhos, principalmente, na economia informal e na construção civil.
Historicamente, o tema migratório é um elemento complicador das relações bilaterais.