Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02473.jsonl.gz/84

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O premier britânico, David Cameron(afp_tickers)
A Grã-Bretanha seguia exportando equipamento militar para a Rússia, segundo um relatório parlamentar publicado nesta quarta-feira, pouco depois de o primeiro-ministro David Cameron criticar a França por vender armas a Moscou.
Cameron exigiu que a União Europeia interrompa suas vendas militares à Rússia, acusada de equipar e treinar os separatistas do leste da Ucrânia.
O primeiro-ministro britânico prometeu em março que seu país deixaria de fornecer armas a Moscou.
Mas o relatório revela que 251 licenças de vendas de armas à Rússia seguem em vigor por um valor de 132 milhões de libras esterlinas (225 milhões de dólares).
As licenças permitem a exportação de rifles de precisão, munição de pequeno calibre, coletes à prova de balas, equipamentos de comunicação, de visão noturna e de criptografia, explicou o texto.
Apenas 31 licenças estão suspensas ou revogadas, e outras três já não têm a Rússia como cliente, segundo o relatório.
Tanto Londres quanto Washington criticam a decisão da França de vender dois navios de guerra à Rússia, uma operação avaliada em 1,2 bilhão de euros.
Paris respondeu que o primeiro destes barcos de tipo Mistral já está pago, e por isso deve ser entregue, e que a segunda entrega depende do comportamento de Moscou.
Cameron afirmou que era impensável que seu país vendesse um navio de guerra à Rússia.
Mas o comitê de controle de exportações de armas do Parlamento britânico criticou no relatório o fato de a Grã-Bretanha não assumir uma política mais cautelosa em relação à Rússia.
Um porta-voz do governo conservador afirmou após a publicação do documento que todas as licenças estão sendo revisadas.
AFP