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Como o coronavírus continua a sua devastação, é fácil perder de vista a grande crise de antes da pandemia: a crise do clima. Analisamos os números oficiais das temperaturas para mostrar como este inverno se tornou o mais quente da História da Suíça.Este conteúdo foi publicado em 15. abril 2020 - 15:03
Este mapa animado mostra como as temperaturas do inverno (inverno meteorológico, dezembro a fevereiro) evoluíram, em média, nas três diferentes zonas climáticas da Suíça ao longo dos últimos 155 anos.
O Departamento Federal de Meteorologia e Climatologia, conhecido por MeteoSwiss, divide a Suíça em três regiões climáticas: norte dos Alpes e abaixo de 1.000 metros acima do nível do mar (MANM); norte dos Alpes e acima de 1.000 MANM e sul dos Alpes.
Em 2020, a temperatura média nacional de inverno subiu para 0,7°C. As temperaturas positivas extremas no inverno, com uma média nacional superior a 0ºC, só ocorreram quatro vezes desde o início dos registros da temperatura, em 1864. Invernos extremamente quentes como estes são um fenômeno dos últimos 30 anos, quando a temperatura média de inverno na Suíça era de pouco menos de -2ºC.
Ao mesmo tempo, os invernos frios com temperaturas bem abaixo de -4°C parecem ter desaparecido do clima atual da Suíça.
Comparando o período pré-industrial de 1871-1900 com o atual período de 1991-2020, os invernos suíços tornaram-se quase 2°C mais amenos. No seu boletim climático de 2019/2020, MeteoSwiss afirma que o aumento da temperatura normal do inverno, os invernos extremos acima dos 0°C e o desaparecimento dos invernos realmente frios são sinais claros das mudanças climáticas em curso.
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