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Um total de 2,6 milhões de toneladas - ou seja, 190 quilos por pessoa - de resíduos alimentares é produzido na Suíça a cada ano, informou o órgão federal de meio ambiente. Dois terços desse lixo são evitáveis.Este conteúdo foi publicado em 01. maio 2019 - 15:30
Em uma série de relatórios analisando o papel desempenhado por diferentes setores na produção e no tratamento do desperdício de alimentos, o Departamento Federal para o Meio Ambiente (FOEN, na sigla em alemão) afirmou que 1,7 milhão de toneladas de lixo evitável são produzidos a cada ano no país.
As famílias e consumidores são os maiores culpados, respondendo por 38% dos resíduos, segundo o departamento de meio ambiente suíço. Pouco menos da metade do milhão de tonelada despejado por casas suíças acaba queimado junto com outros resíduos gerais; o resto é reciclado, transformado em estrume ou reutilizado como ração animal.
Alguns fatores alimentam este problema: a falta de conscientização por parte dos consumidores, bem como a necessidade de mais e melhores sistemas de separação e infraestruturas de reciclagem nas cidades.
Cerca de metade de todo o lixo produzido pelas famílias é desnecessário, disse o FOEN.
A indústria alimentícia responde por quase a mesma quantidade de resíduos que os domicílios particulares - apenas um quarto dos quais é inevitável, como componentes não comestíveis ou resíduos sem demanda, como cascas de legumes ou ossos.
No entanto, a indústria também está mais acostumada a descartar os resíduos de maneira produtiva: a maior parte deles, em torno de 75%, é fornecida à pecuária, permanecendo assim no ciclo de produção de alimentos. Cerca de 20% é convertido em energia (biogás) ou aproveitado como estrume. Uma quantia mínima é doada.
Corte de resíduos pela metade
Outros setores analisados pelos estudos foram a agricultura (9% dos resíduos alimentares suíços, mas 90% dos quais poderiam ser evitados), o catering (que aumenta todos os anos os custos para se livrar dos resíduos) e o varejo (que doa o que vai para o lixo para os necessitados, mas ainda doa apenas 5% do total).
“O desperdício de alimentos no final da cadeia de valor (residências, indústria de alimentação, varejo) tem um impacto ambiental maior do que o desperdício de alimentos no início”, disse o departamento.
Os estudos vêm no âmbito dos esforços da Suíça para cortar seu desperdício de alimentos pela metade até 2030, em linha com seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Alimentos não consumidos levam a emissões extras de CO2, perda de biodiversidade e pressão sobre o solo e as fontes de água.
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