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SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira que completou o reprocessamento de combustível usado em sua planta nuclear de Yongbyon e que obteve plutônio para usar em armas, dando ao país mais material para produzir um arsenal nuclear.
O anúncio acontece no momento em que o Estado comunista, abalado por novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta de um teste nuclear feito em maio, vinha sinalizando para a comunidade internacional que poderia retornar às negociações sobre seu programa nuclear.
"Finalizamos o reprocessamento de 8 mil barras de combustível usadas até agosto. Tivemos conquistas substanciais em obter plutônio para armas a partir desta extração", disse a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, KCNA.
Washington deu uma resposta silenciosa. O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, não condenou a ação, mas comentou que "o reprocessamento de plutônio é contrário aos compromissos da Coreia do Norte (...) e também seria uma violação a várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU".
"Não digo que o estamos condenando", afirmou Kelly durante entrevista coletiva. "Disse que eles deveriam começar a tomar ações em direção ao desarmamento nuclear da península coreana", acrescentou.
Especialistas dizem que a Coreia do Norte seria capaz de produzir material suficiente para uma bomba nuclear mais a partir do resfriamento das barras de combustível de sua unidade de Yongbyon, que havia começado a ser destruída sob um acordo em que o país trocaria o desarmamento por ajuda.
Eles afirmam que a Coreia do Norte já tem material suficiente para cerca de seis a oito armas nucleares.
"Eles (a Coreia do Norte) só estão nos dizendo que estão esperando o momento oportuno e aumentando a pressão sobre os Estados Unidos antes das conversações bilaterais", disse Yang Moo-jin, professor de estudos norte-coreanos da Universidade da Coreia do Sul.
(Reportagem de Yoo Choonsik, Jon Herskovitz, David Alexander e Christine Kim)
Reuters