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Em 2017, a Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos (SECO) rejeitou 48 pedidos de exportação de material de guerra. As exportações eram destinadas a 21 países, incluindo Turquia, México, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Um porta-voz da secretaria confirmou os números, publicados nos jornais SonntagsZeitung e Le Matin Dimanche no domingo.
As empresas suíças pretendiam exportar veículos blindados e munições para a Turquia e munições de grande calibre para os Emirados Árabes Unidos. O veto da SECO também incluiu munição de morteiro destinada ao Kuwait e o envio de fuzis de assalto, granadas e munições de armas pequenas para o México, além de peças de reposição e acessórios para fuzis de assalto para a Arábia Saudita.
Mais transparência
A SECO relutou muitas vezes em comunicar detalhes sobre os pedidos de exportação de armas, mas o Tribunal Administrativo Federal exigiu recentemente que o órgão fosse mais transparente. Em uma decisão divulgada na sexta-feira (6), o tribunal decidiu a favor de um jornalista que trabalha para o semanário de língua alemã WOZ. O jornalista havia solicitado informações detalhadas sobre os pedidos de exportação de material de guerra para o ano de 2014 sob a lei de transparência na administração do Estado.
A SECO se recusou a divulgar as informações por motivos de prudência econômica e diplomática: revelar os nomes dos países de destino poderia levar a tensões bilaterais e possíveis futuros embaraços nos negócios, afirmou.
No entanto, o tribunal decidiu que tal informação tem um grande interesse público, pois trata-se de uma questão que é muito debatida entre o público e a sociedade civil; além disso, a mídia é vital na supervisão das atividades das autoridades públicas.
Antes de divulgar as informações, a SECO agora consultará as empresas envolvidas para determinar se e quais nomes e detalhes serão tornados anônimos. Também tem 30 dias para recorrer da sentença perante a Justiça Federal.
No ano passado, anunciou recentemente a SECO, a Suíça exportou material de guerra no valor de 446,6 milhões de francos suíços para 64 países, um aumento de 8% em relação a 2016.
swissinfo.ch/fh