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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu nesta quarta-feira (10) a "solidariedade" do presidente argentino, Alberto Fernández, e do papa Francisco nos últimos anos, quando enfrentou várias acusações que o levaram para a prisão.
Fernández "foi a primeira pessoa a me telefonar após a decisão judicial" que restaurou seus direitos políticos e lhe permite ser uma opção eleitoral nas presidenciais de 2022, disse Lula em um discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, periferia de São Paulo.
Ele também destacou o apoio do papa Francisco. "Não só porque me enviou uma carta com uma pessoa que foi me visitar (...), mas também porque ele teve o coragem de me receber no Vaticano, onde tivemos uma longa conversa sobre a desigualdade" em fevereiro de 2020, acrescentou.
Lula descreveu o ex-presidente uruguaio José 'Pepe' Mujica como "uma das pessoas mais extraordinárias que já conheci".
Também mencionou o ex-presidente boliviano Evo Morales, o senador norte-americano Bernie Sanders, o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.
Depois de seu discurso, e em resposta a um jornalista, também incluiu na lista os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
Referindo-se a Maduro, Lula reiterou sua posição de que "o problema da democracia venezuelana é do povo venezuelano".
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, por falhas de procedimento, as condenações contra Lula no âmbito da operação 'Lava Jato' sobre propinas pagas por empreiteiras a políticos em troca de contratos na Petrobras.
A decisão não significou sua absolvição, apenas indicou que o ex-presidente deve ser julgado pela Justiça Federal em Brasília.
Em seu discurso, Lula se disse "vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história" no Brasil.