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O governo suíço quer reforçar a lei antiterrorismo para prevenir que potenciais jihadistas deixem o país para se juntar a grupos terroristas no exterior. As medidas preveem que os suspeitos se apresentem regularmente à polícia ou tenham seus passaportes confiscados.
De acordo com o governo, não existem atualmente leis em vigor para impedir a saída de um residente suíço que tenta integrar um grupo terrorista estrangeiro, como o grupo Estado Islâmico.
"Ela [a nova lei] vai obrigar essas pessoas a se apresentarem regularmente a uma delegacia", disse o comunicado do governo divulgado na quarta-feira (22). "Se esta medida não for suficiente para cumprir o objetivo, ou se não for possível, os documentos de identidade poderão ser apreendidos."
Segundo o governo, os países vizinhos da Suíça, como França, Itália e Alemanha, já implementaram tais medidas.
A proposta de mudança da lei antiterrorismo também visa permitir que a polícia federal suíça (Fedpol) rastreie os movimentos de supostos simpatizantes de terroristas sem o seu conhecimento. As autoridades seriam, assim, informadas de cada passo dos suspeitos dentro ou ao entrar no espaço Schengen. Somente aqueles que representam uma ameaça interna ou externa à segurança estarão sujeitos a este tipo de "vigilância discreta".
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Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch com agências