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Leopoldo López no dia de sua detenção, 18 de fevereiro de 2014, em Caracas(afp_tickers)
Os ex-prefeitos opositores venezuelanos Leopoldo López e Daniel Ceballos, que estão detidos, iniciaram no sábado uma greve de fome com várias demandas ao governo do presidente Nicolás Maduro, anunciou López em um vídeo clandestino gravado em sua cela e divulgado no YouTube.
"Daniel Ceballos e eu tomamos a decisão de iniciar uma greve de fome com uma petição muito concreta: a libertação dos presos políticos; o fim da perseguição, da repressão e da censura; que sejam fixadas definitivamente as datas para as eleições parlamentares e que contem com a observação eleitoral da OEA e da União Europeia", afirma López.
No vídeo clandestino, de quase quatro minutos de duração, López fala em uma cela estreita da prisão militar de Ramo Verde (onde está detido desde fevereiro de 2014).
O líder opositor afirma na mensagem que um ano e três meses depois das primeiras manifestações do movimento "La Salida" - que exigia a renúncia de Maduro -, "a situação é pior que no ano passado: mais filas, mais inflação, mais escassez, mais insegurança, mais corrupção e, inclusive, até denúncias de narcotráfico ao mais alto nível do governo".
Além da greve de fome, Leopoldo López faz uma convocação a seus seguidores para uma "manifestação contundente, maciça, pacífica, sem nenhum tipo de violência no próximo sábado", para promover uma mudança na situação do país.
O vídeo de López foi divulgado no sábado, mesmo dia em que Ceballos foi transferido - sem aviso prévio - durante a madrugada a uma penitenciária para réus comuns em Guárico (centro) e em que Leopoldo López recebeu uma medida disciplinar por ter sido encontrado com um telefone celular, o terceiro em quatro meses, violando as normas de reclusão, anunciou a Defensoria Pública.
De acordo com a imprensa ligada ao governo, as autoridades venezuelanas descobriram um suposto plano de fuga dos dois detentos, o que que motivou a transferência súbita.
López e Ceballos foram enviados para a prisão militar de Ramo Verde acusados de conspiração durante os protestos da oposição entre fevereiro e maio de 2014, que terminaram com 43 mortos e centenas feridos.
AFP