Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02616.jsonl.gz/62

A Suíça rejeitou pedido de asilo a 10 membros das milícias do Exército do Sul do Líbano (ESL) que serviram Israel na zona tampão no sul do território libanês. A Suíça não reconhece neles a "qualidade de refugiados" e há interesses políticos em jogo.
Israel se retirou-se neste mês do Sul do Libano, área tampão, que ocupara em 1983, depois da invasão do território libanês, no ano anterior. Uma das conseqüências é que milhares de libaneses "colaboracionistas" ficaram sem emprego e sem para onde ir.
Na própria pátria esses soldados, na maioria cristãos, são geralmente considerados traidores, mesmo os que trabalharam para o "inimigo" por simples interesse ou seja melhores condições de vida.
No entanto, cerca de 6 mil e seus familiares encontraram refúgio em Israel. Mas a metade deseja sair para outro país. França e Alemanha, que já dispõem de uma forte comunidade de origem libanesa aceitam acolher uma parte. Outros esperam conseguir visto de emigração para países como Suécia, Canadá ou Estados Unidos.
Israel solicitou que a Suíça acolhesse 10 ex-membros do ESL e suas famílias. Mas o pedido foi rejeitado. O principal argumento das autoridades suíças é que não há ameaça de que eles sejam repatriados ao Libano. A SuíEa também não reconhece neles as "qualidades de refugiado".
Uma outra interpretação poderia ser que a Suíça quer manter boas relações com países árabes onde esses "traidores" não são bem vistos.
J.Gabriel Barbosa.