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De acordo com um ranking da ONU, apenas a Noruega é melhor do que a Suíça. Mas o índice chama a atenção também para novas desigualdades.Este conteúdo foi publicado em 11. dezembro 2019 - 09:57
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou no começo da semana o seu "Relatório de Desenvolvimento Humano" de 2019. A Noruega domina este ranking, à frente da Suíça e da Irlanda.
Este pódio baseia-se em um "Índice de Desenvolvimento Humano" de 0 a 1, calculado a partir de uma série de indicadores relacionados com a saúde, educação e emprego. A Noruega atingiu no final 0,954, a Suíça 0,946 e a Irlanda 0,942. No Top 10 estão também a Alemanha, Hong Kong, Austrália, Islândia, Suécia, Singapura e Holanda.
Os piores do mundo
Do outro lado desse leque, os dez países com a pior qualidade de vida estão todos no continente africano, com Burundi, Sudão do Sul, Chade, República Centro-Africana e Níger nos últimos lugares da classificação de 189 países.
Para entender o fosso que divide os primeiros dos últimos colocados, o jornal suíço Le Matin citou alguns indicadores selecionados pelo PNUD. Por exemplo, a expectativa de vida é de 83,6 anos na Suíça e 62 anos no Níger, o último colocado. O número de anos de escolaridade é de 16,2 anos para 6,5 anos respectivamente. A renda média anual por pessoa é de 59.375 dólares na Suíça e 912 no Níger. Quanto ao acesso à água potável, ele é garantido para 100% da população do país alpino e para apenas 50% dos habitantes do país da África Ocidental.
Onda de manifestações
No entanto, de acordo com o relatório, "as disparidades nos padrões básicos de vida estão diminuindo" e "um número sem precedentes de pessoas está escapando da pobreza, da fome e da doença em todo o mundo".
Mas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento está alarmado com as "novas desigualdades" que surgiram, "particularmente no ensino superior e no acesso à banda larga, que se tornaram essenciais para conquistar um lugar na sociedade moderna, quando até agora eram consideradas um luxo".
O relatório também aponta "a onda de manifestações que está se espalhando por vários países", que teria como denominador comum um "profundo e crescente descontentamento com as desigualdades".
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