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O presidente da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), Hamane Niang, se afastou do cargo depois que foram abertas investigações para averiguar acusações de abuso sexual sistêmico de jogadoras em sua federação de origem.
Hamane Niang "nega veementemente" afirmar que "sabia ou deveria saber" sobre o assédio sexual sistêmico na Federação de Basquetebol do Mali quando a chefiou entre 1999 e 2007, publicou a FIBA em comunicadoLink externo.
As denúncias foram levadas ao público através de um artigo do NYTLink externo, de 10 de junho de 2021. Segundo a ong Human Rights Watch, o caso de abuso sexual envolve 12 treinadores e funcionários da federação e tem 100 jogadoras como vítimas.
Hamane Niang, 69 anos, que se tornou presidente da FIBA em 2019Link externo, não está implicado diretamente nas alegações de abuso sexual.
Três malianos - o treinador Amadou Bamba, o técnico Oumar Sissoko e o funcionário Hario Maiga - foram suspensos de todas as atividades da FIBA durante a investigação ordenada pelo órgão de controle.
Niang declarou que colaborará plenamente com a investigação. "A FIBA não tolera qualquer forma de assédio e abuso e manifesta solidariedade em relação às vítimas", disse.
A investigação será conduzida pelo diretor de integridade da FIBA, Richard McLaren. O jurista canadense também analisou o escândalo do doping estatal na Rússia.
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