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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante coletiva em Caracas, em 17 de outubro de 2017(afp_tickers)
O presidente Nicolás Maduro costuma atribuir os graves problemas da Venezuela ao imperialismo, à guerra econômica ou às oligarquias, mas agora tem um novo inimigo: a "ditadura" das redes sociais.
Maduro denunciou nesta quinta-feira que Facebook, Instagram e Twitter vetam a divulgação de conteúdos da "Revolução Bolivariana", dias depois de acusar as redes sociais de boicotarem suas mensagens.
Em um ato público transmitido em rede de rádio e TV, o presidente afirmou que houve sabotagem patente das redes sociais nas recentes eleições para governadores, que o chavismo venceu em meio a denúncias de irregularidades.
"A vocês chega alguma mensagem do governo, da revolução? Só chega a publicidade da direita. Quase saio do Facebook porque recebo três vídeos diários de Julio Borges (presidente do Parlamento) e chegam antes de comer, então me causam enjoo, vontade de vomitar".
Maduro, um ex-motorista de ônibus de 54 anos, se gaba de ter conta em quase todas as redes sociais, e sempre incentiva seus seguidores a imitá-lo nesta "batalha da comunicação".
"As redes sociais estão fechadas para a revolução, há uma ditadura no Facebook, Instagram e Twitter que proíbe nossas publicações, nossas mensagens, mas apesar de tudo aqui estamos (...), de pé, vitoriosos", disse Maduro na posse do governador do estado de Miranda, Héctor Rodríguez.
AFP