Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02532.jsonl.gz/26

Conteúdo externo
(2010) O ator americano Robin Williams(afp_tickers)
O ator Robin Williams inspirou uma geração de artistas e diretores quando estes eram pequenos, mas seu trágico suicídio trouxe à tona os perigos que acompanham uma vida de fama e glamour.
"Foi ele que ensinou que no cinema se podia ser sério e também divertido", comenta Jon Aranda, estudante da Faculdade de Cinema de Los Angeles, situada no coração de Hollywood.
Para ele, Robin Williams era um ator "distinto das estrelas clássicas de Hollywood".
"Tinha talento e se via que era um ser humano autêntico", explica o jovem ator de 27 anos, acrescentando que o filme que mais gostou do falecido ator foi "Patch Adams - O amor é contagioso".
Nick Kwak, de 22 anos, e Tyler Hoskins, de 23, colegas de Aranda, assinalam ter crescido com os filmes de Williams e que o ator os inspirou em sua vocação artística.
"Ele me deu muitas alegrias e eu teria adorado poder trabalhar com ele", lamenta Kwak.
Imagem no espelho
Para Tom Nunan, fundador da produtora Bull's Eve Entertainment e professor da Universidade UCLA, a trajetória de Williams é um exemplo para que os jovens percebam que podem alcançar o que desejam.
"Ele abriu novos horizontes para os atores procedentes da comédia e do teatro de improvisação", afirma o produtor e professor, indicando ainda que Robin William demonstrou que "nenhuma porta da interpretação está fechada".
"Ele deu uma enorme contribuição", enfatiza.
"Mas, infelizmente, ele também representa um sinal de alerta: não se pode deixar vencer por uma doença, é preciso curar-se".
A inesperada morte de Williams aos 63 anos, em um caso considerado suicídio, comoveu o mundo principalmente depois dos esforços do ator em superar ao longo das últimas décadas o vício pelo álcool e drogas, além de uma severa depressão.
Há apenas seis meses outro grande nome de Hollywood, Philip Seymour Hoffman, morreu por uma overdose de heroína, cocaína e metanfetaminas.
"Muitos humoristas têm esta doença, estes vícios, esta depressão, e deveriam se olhar no espelho e perguntar se estão recebendo a ajuda de que precisam", afirma Nunan.
O estudante de Artes Tyler Hopkins destaca uma espécie de "alerta" na indústria do cinema. A morte de Williams o fez entender que, "seja qual for o nível de popularidade ou riqueza, nada disso soluciona os problemas que a pessoa tem na vida".
"A morte dele me abriu realmente os olhos sobre o problema da depressão. Jamais pensei que sofria desta doença", explica.
Kwak se diz preocupado que "existam muitas pressões no cinema".
"Muita gente tem problemas e não fala disso para proteger a própria imagem", comenta.
Apesr de Williams ter falado publicamente em várias ocasiões sobre seus problemas, o jovem estudante acredita que os astros da indústria do entretenimento que chegaram tão alto quanto o talentoso comediante, no fundo, "não querem descer de seu pedestal".
AFP