Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02611.jsonl.gz/79

Centenas de milhares de venezuelanos participaram do plebiscito não oficial promovido pela oposição neste domingo (16). A votação é um termômetro da decisão do presidente Nicolás Maduro de convocar um processo constituinte.
Houve um episódio de violência. Uma mulher de 61 anos foi morta e quatro pessoas ficaram feridas num tiroteio que ocorreu numa igreja após governistas invadirem o local em motocicletas. O Ministério Público local identificou a vítima como a enfermeira Xiomara Soledad Scott.
Em um discurso na televisão estatal, Maduro não falou sobre Xiomara, mas pediu o fim da violência.
“Estou convocando a oposição a retornar à paz, respeitar a Constituição, sentar e conversar”, disse o presidente venezuelano. “Vamos começar uma nova rodada de conversações, de diálogo pela paz”.
O Governo convocou um ensaio para a votação da Assembleia Constituinte que pretende eleger, no dia 30 de julho, neste mesmo domingo movimentado pela oposição. A agência Associated Press afirmou que o comparecimento no ensaio pareceu ser menor do que os números movimentados pelo plebiscito na capital Caracas.
A oposição afirma que o processo constituinte de Maduro é uma tentativa de eliminar os poucos controles remanescentes de seu poder. A atual Constituição foi feita em 1999, durante o governo do então presidente Hugo Chávez.
A coalização oposicionista Mesa da Unidade Democrática imprimiu 14 milhões de células de votação para o país de 31 milhões de habitantes. Analistas afirmam que o número de participantes não deve chegar a tanto, mas um comparecimento de 8 milhões de pessoas aumentaria significativamente a pressão no governo.
Aparentemente, a participação foi alta, com grandes filas de pessoas em locais de votação como parques e igrejas.
Fonte:SPUTNIK