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Os dinossauros não tinham o sangue frio como o dos répteis de hoje em dia, nem o sangue quente como os mamíferos e os pássaros modernos, conclui uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira na revista "Science".(afp_tickers)
Um livro lançado nesta terça-feira em Amsterdã, um ano depois da degustação do primeiro hambúrguer in vitro, também inclui outros pratos produzidos a partir de células-tronco que, garantem seus autores, permitirá que no futuro degustemos uma coxa de dinossauro.
"Este livro de culinária explora os pratos à base de carne in vitro que poderiam chegar à nossa mesa no futuro", afirmou o doutor em Filosofia holandês Koert van Mensvoort no prefácio do "Livro de cozinha da carne in vitro".
Em pouco menos de 200 páginas, o livro reúne ensaios, entrevistas e gráficos sobre o passado, o presente e o futuro da carne e apresenta dezenas de "visões criativas" com base na carne in vitro.
As receitas atribuem notas aos pratos que vão de uma a cinco estrelas. Uma receita cinco estrelas pode ser preparada na atualidade, enquanto uma com uma única estrela está muito longe de ser elaborada.
Dessa forma, o hambúrguer tem cinco estrelas, enquanto a coxa de dinossauro, preparada com batatas, alho, vinagre e outras especiarias - que, por enquanto, só existe no desenho do prato, porque é produzido com células-tronco de frango - tem uma única estrela, da mesma forma que as ostras de carne.
O primeiro hambúrguer 100% produzido em laboratório a partir de células-tronco de boi foi preparado e degustado em 5 de agosto de 2013, exatamente um ano antes do lançamento deste livro, em um evento em Londres para promover a criação.
Apelidado de "Frankenburger" pela imprensa, o hambúrguer in vitro é, por enquanto, inacessível para a grande maioria da população mundial, já que seu custo de fabricação beira os 250 mil euros.
O livro também menciona alternativas para a carne, como os insetos ou carnes produzidas a partir de vegetais.
Também indica os utensílios necessários, como uma incubadora de cozinha.
AFP