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O governo interino da Bolívia apresentou ao Ministério Público, nesta sexta-feira (22), uma denúncia penal contra Evo Morales, exilado no México, por "rebelião e terrorismo", em consequência da suposta convocação do ex-presidente de cercar La Paz com bloqueios em um áudio divulgado pelas autoridades.
"Estamos pedindo a máxima pena por rebelião e terrorismo", disse o ministro de Governo (Interior), Arturo Murillo, à imprensa na saída da sede do MP.
O processo aberto contra Morales é baseado em um áudio revelado por Murillo na quarta-feira, em que o ex-presidente supostamente dá instruções a um de seus apoiadores, o líder do plantador de coca Faustino Yucra, para bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos .
"Não deixe a comida ir para as cidades, vamos bloquear", diz homemque, segundo a autoridade, é Morales, agora asilado desde 12 de novembro, dois dias depois de renunciar à presidência que ocupava.
Na quinta-feira, o líder indígena, que afirma ser vítima de um golpe de Estado depois de perder o apoio das forças armadas e da polícia, denunciou no Twitter que o governo da presidente provisória Jeanine Áñez procura processá-lo internacionalmente com uma "montagem".