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Dois combatentes e um civil morreram neste sábado (9) em novos confrontos em um acampamento de refugiados palestinos no sul do Líbano, segundo a mídia oficial, em uma espiral de violência pela qual o primeiro-ministro libanês culpou o presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Desde quinta-feira à noite, grupos islâmicos e combatentes do Fatah, principal organização palestina, lutam no acampamento de Ain al-Helweh, nos arredores da cidade costeira de Sidon.
Treze pessoas morreram em confrontos semelhantes que começaram no final de julho.
Depois de uma noite relativamente tranquila, os combates recomeçaram neste sábado, deixando “um morto do Fatah”, além de um militante islâmico, informou a agência de notícias oficial libanesa NNA.
Outro homem morreu e vários ficaram feridos por balas perdidas nos arredores de Ain al-Helweh, acrescentou.
“O que está acontecendo não beneficia em nada a causa palestina e é uma ofensa grave ao Estado libanês” e à cidade de Sidon, disse o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, a Abbas em um telefonema neste sábado, de acordo com seu gabinete.
Os confrontos centraram-se em um complexo escolar pertencente à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), disse à AFP uma fonte da liderança palestina, sob o pretexto de anonimato.
A UNRWA já havia alertado que militantes estavam ocupando as escolas no acampamento.
Ain al-Helweh é o maior dos 12 acampamentos de refugiados palestinos no Líbano. Ali vivem 54 mil refugiados, incluindo islamistas radicais e pessoas procuradas pela Justiça para escapar das autoridades libanesas.
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