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Autoridades identificaram 21 colombianos, a maioria deles ex-militares, como parte do suposto complô que matou o presidente do Haiti, enquanto investiga a passagem por Bogotá do chefe de segurança do presidente em várias viagens feitas este ano, informou a polícia colombiana nesta segunda-feira (12).
O general Jorge Luis Vargas, comandante dessa organização, informou que no total são 21 colombianos sob investigação pelo assassinato de Jovenel Moise na última quarta-feira.
Três deles morreram nas mãos das forças haitianas e há "18 capturados, num total de 21", acrescentou o oficial em uma coletiva de imprensa.
Outra pista com a qual as autoridades trabalham diz respeito às viagens de Dimitri Hérard, chefe da segurança presidencial do Haiti e que está sob investigação.
Essa autoridade haitiana voou várias vezes para o Equador, Panamá e República Dominicana via Colômbia entre janeiro e maio deste ano.
"Sabemos que ele não estava apenas em trânsito, mas passou alguns dias na Colômbia", informou o general Vargas.
Agora começa "a verificação de quais atividades o comissário (Herard) estaria realizando nessas viagens em território colombiano" e dos países onde esteve, por meio do acordo da Interpol, acrescentou Vargas.
O governo colombiano está cooperando judicialmente com Porto Príncipe para esclarecer o assassinato, sob a suspeita de que vários ex-membros de seu exército agiram como mercenários no ataque contra o presidente Jovenel Moise na última quarta-feira.
Até sexta-feira, foram identificados 17 ex-militares supostamente envolvidos no assassinato, dos quais 15 se dissociaram das tropas entre 2018 e 2020.
As agências de inteligência determinaram que 19 dos colombianos viajaram com "passagens aéreas" compradas com um cartão de crédito comercial da CTU Security, uma empresa de segurança registrada em Miami.
"Essas pessoas fazem parte dos 21 colombianos capturados ou que morreram no Haiti, que viajavam de Bogotá a Santo Domingo", explicou Vargas.
O comando policial se absteve de lançar qualquer hipótese sobre o assassinato e a suposta participação de mercenários colombianos.
"A investigação do assassinato do presidente é realizada pelas autoridades judiciárias haitianas, a Colômbia está cooperando judicialmente no que for necessário", enfatizou.
Além da Colômbia, os Estados Unidos prestam suporte às investigações que envolvem um comando integrado, segundo as autoridades haitianas, por 28 pessoas: 26 colombianos e dois americanos de origem haitiana.