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O governo do presidente Barack Obama voltou a pedir nesta quinta-feira à China que liberte o ativista Liu Xiaobo, mas não se pronunciou sobre o projeto de dar o nome do dissidente à rua onde fica a embaixada chinesa, em Washington, DC.
Pequim advertiu os Estados Unidos contra esse projeto de lei que está sendo discutido no Congresso.
Em 2009, Liu foi condenado a 11 anos de prisão por ter exigido publicamente reformas democráticas.
A porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, declarou que Liu "tem desempenhado um papel importante na promoção do diálogo na China".
Sua mulher, Liu Xia, é mantida sob prisão domiciliar desde que seu marido ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 2010.
Liu Xiaobo "deve ser libertado, e a prisão domiciliar de sua esposa deve cessar", disse Harf à imprensa.
No que diz respeito à designação de uma rua na capital dos Estados Unidos com o nome do dissidente, Harf indicou que, "nesse momento, não tomamos uma posição pública".
Legisladores de todo o espectro político apoiam a mudança de nome da rua. Na terça-feira, uma comissão da Câmara de Representantes aprovou a mudança como parte de um projeto de lei do Departamento de Estado, que ainda precisa da aprovação das duas casas do Congresso.