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A França e os Estados Unidos pediram nesta sexta-feira (4) a libertação de Cristiana Chamorro, a principal opositora do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e a devolução de seus direitos cívicos.
Diante da prisão domiciliar de Chamorro, que pode ser impossibilita de se candidatar às eleições gerais de seu país, "a França condena veementemente as medidas incompatíveis com um processo eleitoral, livre, sincero e transparente", declarou o comunicado oficial do Ministério de Relações Exteriores.
A França "pede a anulação (da acusação) e a libertação imediata de Cristiana Chamorro", acrescenta.
"Essas decisões fazem parte de um clima degradado após várias medidas adotadas desde o final de 2020" contra a pluralidade política e a liberdade de imprensa no país centro-americano, afirma o texto da França.
Por sua vez, nesta sexta-feira, os Estados Unidos pediram ao governo Ortega para "libertar imediatamente" a líder da oposição, considerando sua prisão incompatível com eleições justas em novembro.
"O regime de Ortega deve libertar imediatamente a líder da oposição Cristiana Chamorro", anunciou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.
"Sua prisão sob acusações inventadas é um abuso de seus direitos e representa um ataque aos valores democráticos, assim como uma clara tentativa de impedir eleições livres e justas", acrescentou Price em comunicado.
Chamorro foi presa na quarta-feira depois que um tribunal de Manágua emitiu um mandado de busca e prisão por crimes de "gestão abusiva, falsidade ideológica em competição real com o crime de lavagem de dinheiro, bens e ativos".
"Estamos muito preocupados com a grave situação na Nicarágua", declarou a repórteres a subsecretária interina de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Julie Chung, insistindo que Chamorro deveria ser libertada.
Chung também exortou a Nicarágua, como membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), a seguir as diretrizes da Carta Democrática Interamericana para a realização das eleições "cruciais" deste ano.
Chamorro, de 67 anos, declarou publicamente sua intenção de representar a oposição como única candidata para as eleições de 7 de novembro. Pesquisas recentes a colocam como a candidata com maior apoio popular depois de Ortega.