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CHICAGO Estados Unidos (Reuters) - O feriado de 4 de julho, do Dia da Independência dos Estados Unidos, resultou em uma explosão de incidentes com armas de fogo em Chicago, que deixou cerca de 50 feridos e nove mortos, informaram autoridades nesta segunda-feira.
A violência foi tão disseminada na terceira maior cidade do país durante o período entre quinta-feira e domingo que a polícia ainda está contando os mortos e feridos nesta segunda-feira, mas um porta-voz do Departamento de Polícia de Chicago declarou que a cifra atual é de 49 incidentes com armas de fogo e nove mortos, mas não deu detalhes do número de pessoas alvejadas.
Em uma entrevista coletiva à imprensa na manhã de segunda-feira, o Superintendende da Polícia de Chicago, Garry McCarthy, chamou a violência de “inaceitável”, atribuindo-a em parte a uma “proliferação de armas de fogo”.
A polícia disse que cinco pessoas foram atingidas por policiais, e pelo menos duas delas morreram.
Em três dos outros incidentes, as vítimas haviam apontado armas contra os policiais quando foram atingidas, relatou o departamento em um comunicado. Um quarto homem foi seriamente ferido pela polícia depois de se declarar armado, afirmou a entidade.
Só no domingo houve 21 incidentes com armas de fogo, disse a polícia.
McCarthy afirmou que gangues e criminosos reincidentes são apegados às suas armas e mais inclinados a se envolver em tiroteios com a polícia do que descartar suas armas por causa da frouxidão das leis estaduais e federais.
Ele vem pedindo reiteradamente sentenças mínimas obrigatórias para crimes com arma de fogo.
(Reportagem de Nick Carey, em Chicago; com reportagem adicional de Carey Gillam, em Kansas City)