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Por Yiming Woo
FORT BREGANCON (Reuters) - As potências mundiais precisam deixar de lado suas diferenças e apoiar o povo libanês, cujo futuro está em jogo depois que uma enorme explosão devastou a capital, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma conferência de doadores neste domingo que teve a participação do presidente Jair Bolsonaro.
A economia do Líbano já estava atolada em crise e tentando se recuperar da pandemia de coronavírus antes da explosão no porto de Beirute, que matou 158 pessoas.
Mas os governos estrangeiros têm receio de assinar cheques em branco para um governo considerado por seu próprio povo como profundamente corrupto, e alguns estão preocupados com a influência do Irã por meio do grupo xiita Hezbollah.
Em comentários na abertura de uma conferência de doadores online que ele co-organizou, Macron disse que a resposta internacional deveria ser coordenada pela Organização das Nações Unidas no Líbano.
"Apesar das diferenças de opinião, todos precisam ajudar o Líbano e seu povo", afirmou Macron via vídeo-link de seu retiro de verão na Riviera Francesa. "Nossa tarefa hoje é agir com rapidez e eficiência."
O presidente francês disse que a oferta de assistência inclui apoio para uma investigação imparcial, confiável e independente sobre a explosão de 4 de agosto, que levou alguns libaneses a pedir um levante para derrubar os líderes políticos do país.
A explosão destruiu bairros inteiros, deixando 250.000 pessoas desabrigadas, devastando negócios e suprimentos essenciais de grãos.
A reconstrução de Beirute provavelmente custará bilhões de dólares. Economistas preveem que a explosão pode eliminar até 25% do PIB do país.
Macron visitou Beirute na quinta-feira, o primeiro líder mundial a fazê-lo após a explosão, e prometeu ajuda humanitária, mas destacou a necessidade de uma reforma política profunda para resolver os problemas do país e garantir um apoio de longo prazo.
Israel sinalizou sua disposição em ajudar, disse Macron, mas assim como o Irã não representantes na videoconferência.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter que “todos querem ajudar”.