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O pentacampeão de F1, Michael Schumacher, que vive na Suíça de expressão francesa, há seis anos, decidiu permanecer na região, onde acaba de adquirir nova propriedade.
Na Suíça o piloto alemão está no centro da Europa, perto de um aeroporto internacional e os impostos são suportáveis...
A mudança de Michael Schumacher vem dando o que falar há vários meses.
A intenção do piloto de Fórmula 1 seria escolarizar seus filhos em língua alemã. Com esse intuito, ele esteve de olho em uma propriedade de 17 hectares, no nordeste da Suíça (em Wolfhalden, cantão de Argóvia), perto de Zurique.
No vilarejo suíço-alemão, Schumacher desejava construir, além de uma mansão e um salão de ginástica, um pequeno haras e um picadeiro.
O problema surgiu do fato de um terço do terreno ser área agrícola que precisava ser "desclassificada". Com oposição de organizações de defesa do meio ambiente, como Pro Natura, o projeto foi água abaixo, já no mês de maio.
Alpes como pano de fundo
O piloto e sua família resignaram-se então em permancer no vilarejo de Vufflens-le-Château (cantão de Vaud), perto de Genebra. O advogado de Schumacher comunicou que o piloto acaba de comprar nova propriedade à beira do Lago Leman - que banha Genebra, Lausanne e Montreux - numa das regiões mais pitorescas da Suíça.
Não indicou, porém, o nome do vilarejo, limitando-se a mencionar que fica entre Morges e Nyon, ou seja de 20 a 30 km de Genebra, muito perto de onde mora atualmente.
Para "Schumi", o único inconveniente é não poder dispor de escola em alemão para seus filhos que começam o primário em 2004.
Mas para sua profissão em que as viagens de avião são muito freqüentes, ele está bem situado, perto do aeroporto de Cointrin, em Genebra, um dos 2 aeroportos internacionais da Suíça. (O outro, mais importante, é o de Kloten, em Zurique).
US$ 1 milhão para os impostos
Schumacher pode também desfrutar de uma região pitoresca, à beira de um lago, com os Alpes como pano de fundo. Pode ainda gozar de muita tranqüilidade, num país em que as pessoas não costumam invadir a privacidade alheia, nem cultivar vedetismos.
Financeiramente o piloto terá igualmente compensações. Na Suíça, ele paga bem menos impostos que na Alemanha. Para quem ganha cerca de 60 milhões de dólares por ano, contando salários e publicidades, deve ser interessante.
Mesmo assim, a estimativa é de que "schumi" contribua com 1 milhão de dólares para os cofres públicos da Suíça.
swissinfo/J.Gabriel Barbosa
Breves
Na mesma região suíça já residiram Emerson Fittipaldi (Sullens), Christian Fittipaldi (Gland).
Outros ex-pilotos optaram pela Suíça, como Alesi, Prost, James Stuart...
Artistas famosos também gostam da privacidade de que desfrutam no país.
É o caso, por exemplo, de Alain Delon e Marie Laforêt, residentes em Genebra.