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Vincent Landon, da redação inglesa, é o melhor jornalista do ano na Internet. Ele também ganhou o prêmio da melhor reportagem científica com "O negócio da Malária".
Os prêmios foram atribuidos quinta-feira, em Barcelona, pela NetMedia, especializada em formação e premiação em jornalismo digital.
Vincent Landon, da redação em inglês de swissinfo ganhou dois prêmios no concurso mais prestigioso do jornalismo digital na Europa.
Juri de jornalistas
Ele é o melhor jornalista do ano na Internet e também foi o autor da melhor reportagem científica do ano, com a série "os negócios da malária".
Os prêmios foram atribuidos em Barcelona pela NeTMedia, especializada em formação e premiação em jornalismo "on line".
A BBC News Online ganhou vários prêmios, entre eles o de melhor reportagem; A Deutsche Welle foi premiada com a melhor notícia e o saite do Financial Times o de melhor reportagem investigativa.
O juri, composto de 118 jornalistas, considerou a repotagem "o negócio da malária" como uma investigação notável de um problema amplamente negligenciado - o impacto da malária sobre a saúde das crianças nos países em desenvolvimento".
Jornalismo de qualidade
Na série de 13 artigos sobre a malária, Amy Clark, Kai Reusser (artistas gráficos) e Ibrahim Ayar (webmaster) também foram premiados.
"É uma recompensa maravilhosa", afirmou Landon. "Mas as pessoas que realmente deveriam ganhar esse prêmio são os pesquisadores do Instituto suíço de Doenças Tropicais, em Basiléia, e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Saúde, na Tanzânia."
Swissinfo, uma das unidades da SSR - Rádio e Televisão suíça - parabenizou Landon pelos prêmios. O redator-chefe Christoph Heri disse que a série de reportagens sobre a malária foi um exemplo de alta qualidade do jornalismo na internet.
"A internet é ideal para expor assuntos complexos como o combate à malária. A associação de texto, imagens, áudios e vídeos pode realmente ajudar na copreensão do problema. Investimos muito esforço e recursos nessa série mas estamos muito satisfeitos com o resultado", afirmou Heri.
Mortalidade infantil
Em 13 artigos, Landon investiga o extensão da malária e os tratamentos existentes, em dois países que buscam soluções.
A Tanzânia é um dos países maior incidência da doença enquanto na Suíça estão a Organização Mundial de Saúde, o Instituto de Doenças Tropicais e a sede de grandes empresas farmacêuticas.
Landon trabalhou todo o mês de março na Tanzânia para conhecer de perto uma regiões mais atingidas pela doença.
"A malária existe somente nos países em desenvolvimento e não está merecendo atenção nem os recursos necessários. No entanto, uma criança africana morre a cada 30 segundos enquanto a doença pode ser tratada e prevenida".
Na Tanzânia, 80 mil pessoas morrem por anos por causa da malária, a grande maioria crianças. Três anos atrás, um suíço fez um estudo em Ifakara e demonstrou que o simples uso de um inseticida poderia reduzir a mortalidade infantil de 27%.
Questão complexa
Com base nesse estudo, a Tanzânia montou um programa nacional. Em dezembro passado, o projeto recebeu uma doação 12 milhões de dólares do Fundo Glogal de combate à Aids, tuberculose e malária.
"É uma questão complexa com muitos ângulos diferentes", explica Landon.
"Você não pode falar de prevenção sem saber se as drogas utilizadas contra o mosquito vão criar uma maior resistência. Você não pode falar de vacina sem conhecer o ciclo do parasita da malária. Você não pode falar de DDT ou outro inseticida sem conhecer o ciclo reprodutivo do mosquito."
swissinfo
Breves
- O prêmio europeu de jornalismo digital existe há cinco anos.
- Em 2003, houve 1.014 inscrições, 22% a mais do que no passado.
- As candidaturas foram de 20 países europeus.
- O juri era composto de 118 membros da mídia e de escolas de comunicação.