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Vender nove "rustici", casinhas de pedra típicas dos vales do Ticino, pela soma simbólica de um franco. Esta é a ideia do vilarejo de Gambarogno, na Suíça italiana, para promover a região de Monti di Sciaga. Os compradores terão de se comprometer a renovar suas pequenas residências.
Monti di Sciaga é o nome de um pasto alpino de IndeminiLink externo, um dos lugares mais remotos habitados do cantão do Ticino. Embora localizada em um vale quase inteiramente em território italiano (Val Veddasca), Indemini pertence à Suíça e está localizada a apenas 18 quilômetros (incluindo a passagem de um desfiladeiro) de Gambarogno, da qual faz parte desde uma fusão de municípios em 2010.
Visto de longe, com suas pastagens bem conservadas, Monti di Sciaga não parece um lugar esquecido. Mas depois de cruzar o riacho de Giona e subir o caminho, percebemos que as casas estão parcialmente em ruínas.
Por essa razão, foi desenvolvido um projetoLink externo para promover o local. Ele prevê a construção de um abrigo alpino para acomodar ciclistas e caminhantes das montanhas Tamaro e Lema.
Como a cidade carece de fundos para financiar a restauração dos rustici, ela propõe vendê-los a compradores particulares pela módica quantia de um franco. Os futuros proprietários devem comprometer-se a restaurar completamente estas casas com os seus telhados de granito, de acordo com critérios técnicos e de qualidade bem específicos, dentro de um determinado período de tempo.
Quando a notícia da venda das casinhas foi publicada no jornal "La Regione", muitas pessoas se interessaram. Mas para a compra em si, ainda é cedo: a proposta ainda tem que ser examinada em comissão e votada pela Câmara dos Vereadores em outubro.
Encontrar nove compradores - ou apenas um, por exemplo, uma fundação que compre todos os rustici - será difícil, mas não impossível: Sciaga oferece uma vista deslumbrante de todo o Vale Veddasca até o Lago Maggiore e está ligada à rede de água potável.
Em 1999, uma operação de limpeza recuperou mais de 15 hectares de terras invadidas pela mata. Desde então, um dia anual de voluntariado tornou possível manter o lugar limpo. Em comparação com uma versão anterior, rejeitada pela Câmara Municipal de Indemini em 2002, o atual projeto já não inclui uma queijaria, mas visa ainda revitalizar a atividade agrícola, com a criação de caprinos e ovinos.
E quem sabe, depois que Sciaga voltar à vida, a ideia de uma conexão por teleférico até Indemini possa ressurgir.
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch