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O presidente Evo Morales disse nesta quinta-feira que está disposto a disputar um segundo turno com o adversário Carlos Mesa, apesar de já ter reivindicado sua vitória no primeiro turno nas eleições gerais da Bolívia.
"Se o resultado final disser que vamos para o segundo turno, iremos (mas) se o cálculo oficial disser que não há segundo turno, respeitaremos, e o defenderemos", afirmou o presidente, lembrando que é necessário concluir em 100% da contagem de votos e que os números podem variar.
Segundo o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), com 98,54% de apuração, Morales soma 46,85% dos votos, seguido por Mesa com 36,68%.
A lei diz que é preciso vencer no primeiro turno, quando o candidato obtém mais de 40% dos votos e 10 pontos de diferença no segundo.
Mais cedo, Morales anunciou ter venceu as eleições gerais no primeiro turno.
"Boas notícias ... Nós já vencemos no primeiro turno", disse Morales em entrevista coletiva.
Na véspera, o oponente disse que não reconheceria os resultados do Supremo Tribunal Eleitoral, que ele acusa de ter manipulado os votos para favorecer o candidato oficial.
Mesa também anunciou a formação de uma "Coordenação de Defesa da Democracia", com o objetivo de pressionar para que haja um segundo turno.
O objetivo da aliança com os partidos da direita e líderes centristas é "conseguir que se cumpra a vontade popular de definir a eleição presidencial no segundo turno", destacou em uma nota publicada no Twitter.
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