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GENEBRA (Reuters) - O chefe da Organização Mundial da Saúde disse nesta sexta-feira que há um "claro problema" no fato de países de baixa e média renda ainda não estarem recebendo suprimentos de vacinas contra Covid-19.
"Os países ricos têm a maior parte do suprimento", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva em Genebra, acrescentando que pediu aos países e fabricantes que parem de fazer acordos bilaterais à custa da aliança global de vacinação Covax.
A OMS disse nesta semana que a aliança Covax arrecadou 6 bilhões dos 7 bilhões de dólares que buscava em 2021 para ajudar a financiar entregas a 92 países em desenvolvimento com meios limitados ou nenhum meio de comprar vacinas por conta própria.
Até agora, as nações mais ricas, incluindo Reino Unido, membros da União Europeia, Estados Unidos, Suíça e Israel, estão à frente da fila para entregas de vacinas de empresas como Pfizer e a parceira BioNTech, Moderna e AstraZeneca.
Quase 88 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e cerca de 1,9 milhão morreram, de acordo com uma contagem da Reuters.
As infecções foram relatadas em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.
Os casos aumentaram em muitos países nas últimas semanas, e Tedros disse que as pessoas precisam cumprir as restrições e regras de distanciamento social para controlar o avanço.
“O vírus está se espalhando em taxas alarmantes em alguns países”, afirmou ele. "O problema é que não obedecer um pouco se torna um hábito. Não obedecer dá ao vírus oportunidades de se espalhar."
(Reportagem de Emma Farge e Matthias Blamont)