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Ninguém sabe ao certo onde surgiu o primeiro queijo. Talvez isto tenha ocorrido, por acaso, há 5000 anos, quando um comerciante transportava leite num estômago de ovelha pelo deserto, e o leite se transformou em queijo por causa do calor e da agitação do balanço da cavalgada, mas talvez também em outro lugar e outra época.
Quem inventou o queijo suíço?
O queijo “suíço” foi citado pela primeira vez no primeiro século d.C. pelo historiador romano Plinius Sênior: o mesmo descreveu o “Caseus Helveticus”, o queijo dos Helvéticos, que habitavam àquela época o território da Suíça de hoje.
Do cottage ao queijo rígido
Por séculos produziu-se com mais frequência o cottage. O mesmo era oriundo de leite azedo e era rapidamente perecível. A partir do século XV, ao norte dos Alpes foi utilizada uma substância chamada coalho – uma substância do estômago da vaca –para a fabricação de queijo de consistência dura. Este queijo rígido tinha duração mais longa do que o cottage e era muito procurado, por essa razão, como lanche de viagens.
Os monges, que administravam sanatórios nas vias, por sua vez nevadas durante vários meses ao ano, armazenavam grandes quantidades de queijo para seus hóspedes. Era necessário fazê-lo, pois dentre os hóspedes, que fizeram uma pausa no mosteiro de St.Bernhard, no ano de 1800, estavam Napoleão e 4.000 soldados. Consumiram todos cerca de uma tonelada e meia de queijo. (A conta foi paga somente muito anos depois: 50 anos após o consumo, uma parte da fatura foi quitada. O resto foi pago – ainda que apenas simbolicamente – em 1984 pelo Presidente francês François Mitterrand.)
Exportação e emigração do queijo suíço
Assim que o queijo se tornou mais durável, transformou-se num produto comercial importante para a Suíça. A partir do século XVIII, o queijo suíço passou a ser vendido em toda a Europa. Se um guia de viagem de 1793 estiver certo, a exportação de queijo prejudicava até mesmo a oferta de laticínios na Suíça: “É curioso que o queijo e a manteiga sejam tão ruins nas hospedagens suíças. Mesmo nas regiões, onde se produz muito leite, é difícil obter-se um bom creme para o café ou manteiga fresca, pois é mais lucrativo utilizar o leite na produção de queijos.”
Porém, não somente o queijo, mas também muitos queijeiros deixaram a Suíça. Dentre os milhares de suíços, que emigraram para os Estados Unidos da América no século XIX, havia alguns queijeiros. Também em direção ao leste europeu emigraram diversos queijeiros, dos quais muitos retornaram à Suíça, mais cedo ou mais tarde. Assim. O queijo “Tilsiter” adquiriu seu nome devido à cidade homônima da Prússia oriental Tilsit, onde foi criado por um queijeiro suíço. Quando o queijeiro retornou ao seu país de origem, levou consigo a receita do saboroso queijo “Tilsiter”.