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Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, durante coletiva de imprensa em Seul. 10/05/2017 REUTERS/Jung Yeon-Je(reuters_tickers)
Por Ju-min Park e Christine Kim
SEUL (Reuters) - O novo presidente liberal da Coreia do Sul, Moon Jae-in, foi empossado nesta quarta-feira e prometeu abordar de imediato as tarefas difíceis de lidar com as ambições nucleares crescentes da Coreia do Norte e reduzir as tensões entre Estados Unidos e a China na região.
Em seu primeiro discurso como presidente, Moon disse que irá iniciar, imediatamente, esforços para amenizar as tensões de segurança na península coreana e negociar com Washington e Pequim para atenuar a desavença gerada pela instalação de um sistema de defesa antimísseis dos EUA em solo sul-coreano.
Em suas primeiras indicações a cargos de primeiro escalão, Moon nomeou dois veteranos liberais ligados à "Política do Nascer do Sol" de engajamento com a Coreia do Norte a partir dos anos 2000 para os postos de primeiro-ministro e diretor de espionagem.
Moon indicou Suh Hoon, um funcionário de carreira da agência de espionagem e veterano dos contatos intercoreanos, como chefe do Serviço Nacional de Inteligência. Suh foi essencial para a realização das duas cúpulas anteriores entre o Norte e o Sul.
O político liberal veterano Lee Nak-yon foi apontado como premiê. Hoje um governador regional, Lee foi aliado político dos dois ex-presidentes responsáveis pelas cúpulas de 2000 e 2007. A indicação de Lee exige aprovação parlamentar.
A expectativa é que Moon preencha rapidamente os cargos ministeriais restantes para pôr fim ao vácuo de poder deixado pelo impeachment de sua antecessora, Park Geun-hye, em março, devido a um escândalo de corrupção que abalou a elite política e empresarial do país.
"Irei tentar solucionar a crise de segurança com urgência", disse Moon no edifício do Parlamento. "Se necessário, voarei direto para Washington. Irei a Pequim e Tóquio e, se as condições forem certas, a Pyongyang também".
Indicado ao Serviço Nacional de Inteligência, Suh disse que Moon pode ir a Pyongyang se ficar claro que a visita ajudaria a resolver a crise nuclear norte-coreana e atenuar a tensão militar na península coreana.
A instalação de um sistema de defesa aérea dos EUA no Sul revoltou a China, o maior parceiro comercial de Seul, que vê o poderoso radar do sistema norte-americano como uma ameaça à sua segurança.
A questão prejudicou os esforços de contenção dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e também levou Pequim a recriminar empresas sul-coreanas.
Moon, de 64 anos, ainda prometeu cortar o que chamou de laços conspiratórios entre o governo e companhias que vêm abalando muitos conglomerados familiares do país, e prometeu ser um líder incorruptível.
(Reportagem adicional de Joyce Lee, Jack Kim, Se Young Lee, Cynthia Kim e James Pearson, em Seul; Matt Spetalnick e David Brunnstrom, em Washington; Ben Blanchard, em Pequim; e Elaine Lies, em Tóquio)
Reuters