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(Arquivo) Foto mostra o ex-presidente do Peru Ollanta Humala durante coletiva de imprensa em Lima, capital do país, em 22 de maio de 2017(afp_tickers)
O ex-presidente peruano Ollanta Humala afirmou em uma coluna publicada nesta quarta-feira (14) que ele e sua esposa, ambos suspeitos de corrupção, estão em prisão preventiva há oito meses por "vingança".
"Depois de 30 anos, sou o primeiro presidente que ao fim de seu mandato continuou morando no Peru junto com toda a sua família. Entretanto, nesta vingança e ódio não se meteram apenas comigo, mas que na prática envolveram minha família", escreveu Humala no jornal El Comercio.
"Isso não é justo, é uma vergonha", disse Humala (2011-2016), que é investigado por uma contribuição da Odebrecht à sua campanha.
O ex-presidente afirmou que ele e sua mulher, Nadine Heredia, não estão sendo investigados por corrupção nem por entrega de subornos, porque nenhuma obra pública de seu governo está ligada a Odebrecht.
"Somos os únicos que cumprimos uma prisão preventiva abusiva e arbitrária. Hoje cumprimos oito meses exatos na prisão sem que nada faça merecer uma acusação contra nós", disse.
Segundo Humala, a procuradoria tem buscado informação sobre o casal no exterior e "não encontrou nada".
Jorge Barata, ex-representante da Odebrecht no Peru declarou em fevereiro a procuradores peruanos em São Paulo que havia entregue cerca de três milhões de dólares a Humala para a campanha que o levou ao poder em 2011. Basicamente reiterou algo que havia declarado em dezembro de 2016.
A Odebrecht havia admitido anteriormente que desembolsou subornos que totalizam 29 milhões de dólares no Peru entre 2005 e 2014, ao longo dos governos de Alejandro Toledo, Alan García e Ollanta Humala.
AFP