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Os ex-detidos da prisão de Guantánamo Abdul Bin Mohammed Abis Ourgy, Ali Shabaan, Abd al-Hadi Faraj e Ahmed Adnan Ahjam em frente à embaixada dos Estados Unidos em Montevidéu, no dia 29 de abril de 2015(afp_tickers)
Os ex-detidos da prisão de Guantánamo que chegaram em dezembro a Montevidéu interrompem nesta terça-feira um protesto que faziam há três semanas em frente à embaixada dos Estados Unidos após um acordo com o governo do Uruguai, informaram fontes oficiais.
Cinco dos seis ex-detidos assinaram a carta de compromisso que estabelece suas condições de vida no Uruguai, disse à AFP Christian Mirza, representante do governo do Uruguai para o caso.
O sexto, o sírio Jihad Diyab, não quis assinar o documento por ter planos de deixar o país em breve.
O tunisiano Abdul Bin Mohammed Abis Ourgy (49) e os sírios Ali Shabaan (33), Abd al-Hadi Faraj (39) e Ahmed Adnan Ahjam (38) se reuniram nesta terça-feira com seu advogado, Mauricio Pigola, e com Mirza durante três horas para terminar de analisar os detalhes da carta convênio.
Abd al-Hadi Faraj disse à AFP que estão satisfeitos com o acordo e que não planejam reiniciar o protesto contra os Estados Unidos.
Na noite de segunda-feira levantaram o acampamento que estava montado desde 24 de abril em frente à representação diplomática de Washington na capital uruguaia e voltaram à casa que a central sindical PIT-CNT disponibilizou a eles quando chegaram em dezembro, no centro de Montevidéu.
O palestino Mohammed Tahamatan (35), que nunca se somou ao protesto, também vive ali e havia aceitado o acordo há mais de um mês.
A carta convênio assinada contempla um apoio econômico mensal de 560 dólares (15.000 pesos uruguaios, idêntico ao que eles têm atualmente), o aluguel de uma casa, atendimento médico, apoio para inserção no mercado de trabalho e aulas de espanhol.
O acordo terá vigência de um ano, com opção de dois, sujeito a avaliação, será custeado com recursos da chancelaria uruguaia e monitorado pelo Sedhu (Serviço Ecumênico), escritório local do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no país.
Mirza também disse que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha está trabalhando na localização dos familiares dos cinco ex-detidos e que cobrirá os gastos de uma eventual transferência.
AFP