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"Jorge Amado foi o primeiro a mostrar aos estrangeiros que o Brasil também é um país literário". A opinião é de Hugo Loetscher, um dos mais conhecidos escritores suíços, que teve três encontros pessoais com o autor baiano. Ele afirma que a obra de Amado representa a "vitalidade brasileira".
"Não há dúvida que Jorge Amado é o escritor mais representativo e um dos mais lidos fora do Brasil", diz Hugo Loetscher, reconhecido escritor suíço de língua alemã e bastante familiarizado com a cultura brasileira.
Em artigo disponível desde terça-feira, 07.8, no site internet do prestigioso jornal NZZ, de Zurique, a ser publicado na edição de quarta-feira, Hugo Loetscher considera Jorge Amado "representante da vitalidade brasileira"
Realismo de crítica social
Ele encontrou-se com Jorge Amado três vezes, a primeira nos anos 60 e a última em 1992, quando o romancista suíço organizou uma grande exposição sobre cultura brasileira, em Zurique.
"O fato de ter sido o primeiro escritor conhecido fora do Brasil tem uma vantagem e um inconveniente", para Loetscher. Na primeira fase de sua obra, Amado mostra uma "preocupação mais social" em que o destaque é Capitães de Areia. "É um realismo de crítica social", destaca Loetscher.
A segunda fase é "mais exótica", realça o escritor suíço, com uma imagem mais limitada à sensualidade da Bahia, como se todo o Brasil fosse baiano, disse Loetscher a swissinfo.
Bahia no Mapa Mundi
No artigo de uma página sobre Jorge Amado na edição de quarta-feira no Neue Zürcher Zeitung, de Zurique, Loetscher descreve minuciosamente a obra de Jorge Amado, enfatizando seu engajamento social e político e seu capital de vitalidade e talento.
Para Lotscher, Jorge Amado colocou a Bahia no mapa da literatura mundial.
Claudinê Gonçalves