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Homem passa por lâmpada quebrada, após furacão Irma, em Jacksonville, na Flórida 11/09/2017 REUTERS/Mark Makela(reuters_tickers)
Por Andy Sullivan e Robin Respaut
FLORIDA CITY/MARCO ISLAND, Flórida (Reuters) - O Estado norte-americano da Flórida permitiu, nesta terça-feira, que alguns moradores retornem para áreas assoladas pelos fortes ventos e chuvas do furacão Irma, enquanto subiu o número de mortes provocadas pelo segundo grande furacão a atingir os Estados Unidos neste ano.
Rebaixado para ciclone pós-tropical no início desta terça-feira, o Irma, antes avaliado como um dos furacões mais potentes já registrados no Atlântico, causou enchentes recordes em partes da Flórida depois de deixar um rastro de destruição mortal em várias ilhas do Caribe. O ciclone provavelmente se dissipará até a noite desta terça-feira, disse o Centro Nacional de Furacões (NHC).
O Irma deixou 43 mortos no Caribe e ao menos 11 na Flórida, Georgia e Carolina do Sul.
Uma autoridade da Flórida disse que ainda há mais mortes a serem relatadas, especialmente em Florida Keys, onde o Irma chegou como um furacão de categoria 4 --numa escala que vai de 1 a 5--, com ventos máximos constantes de até 215 km/h, na noite de domingo.
Autoridades locais disseram que cerca de 90 mil moradores de Miami Beach e de algumas partes de Keys podem voltar para suas casa, mas advertiram que pode não ser prudente permanecer na região.
"Esse vai ser um evento frustrante. Levará algum tempo para deixar que as pessoas voltem para suas casas, especialmente em Florida Keys", disse Brock Long, administrador da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), em coletiva de imprensa.
A Fema continua a resgatar pessoas isoladas por enchentes perto de Jacksonville, no nordeste do Estado, disse.
O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln chegou ao litoral leste do Estado norte-americano e duas embarcações de ataque anfíbias chegarão nesta terça-feira para ajudar em Florida Keys. Os militares distribuirão alimentos e ajudarão a retirar 10 mil habitantes que não partiram antes da tempestade, disse o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Cerca de 6,7 milhões de casas e empresas, representando cerca de 13 milhões de pessoas, ainda estavam sem energia na Flórida e Estados próximos nesta terça-feira, disseram companhias de serviços públicos.
A tempestade foi o segundo grande furacão a atingir os Estados Unidos em pouco mais de duas semanas. O furacão Harvey chegou a Houston no final do último mês, deixando cerca de 60 mortos e causando danos de aproximadamente 180 bilhões de dólares, em grande parte por enchentes.
Vários grandes aeroportos da Flórida que suspenderam os voos de passageiros devido ao Irma retomarão o serviço de forma limitada nesta terça-feira, incluindo o Aeroporto Internacional de Miami, um dos mais movimentados do país. O Irma prejudicou os transportes no grande polo turístico, provocando milhares de cancelamentos de voos.
O arquipélago de Florida Keys, que se estende do Golfo do México até a ponta da península da Flórida e se conecta ao continente por uma única ponte estreita, foi especialmente atingido, disse o governador Rick Scott na segunda-feira.
Mas a extensão dos danos na Flórida e em Estados vizinhos não se compara à devastação absoluta deixada pelo Irma como furacão de categoria 5 em partes do Caribe, onde a tempestade matou mais de 40 pessoas, ao menos 10 delas em Cuba, antes de direcionar sua fúria para a Flórida.
(Reportagem adicional de Daniel Trotta, em Orlando, Flórida; Bernie Woodall, Ben Gruber e Zachary Fagenson, em Miami; Dan Whitcomb, em Los Angeles; Letitia Stein, em Detroit; Colleen Jenkins, em Winston-Salem, Carolina do Norte; Harriet McLeod, em Mt. Pleasant, Carolina do Sul; Scott DiSavino, em Nova York; e Marc Frank, em Havana)
Reuters