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Portão de chegadas do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris(afp_tickers)
Com três catástrofes em uma semana e mais de 700 mortos em seus sete primeiros meses, o ano de 2014 tem sido um dos mais complicados para o transporte aéreo comercial, depois de 2013 ter batido um recorde em termos de segurança no setor.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) afirmou nesta sexta-feira que fará todo o possível para melhorar a segurança aérea, que é sua "prioridade número um".
A seguir, as catástrofes aéreas registradas em 2014:
8 de março: o mistério do voo MH 370
Atualmente, um dos maiores mistérios da aviação civil: no dia 8 de março, um Boeing 777 que fazia o voo MH370 da companhia aérea Malaysia Airlines decola de Kuala Lumpur com destino a Pequim com 12 tripulantes e 227 passageiros, incluindo 153 chineses, a bordo. Após 50 minutos, o avião desaparece das telas do radar.
A investigação estabeleceu que o avião se desviou de sua rota para oeste quando estava entre a Malásia e o Vietnã, sobrevoou a Malásia em direção ao estreito de Malaca e depois o Oceano Índico.
Especialistas acreditam que o avião tenha caído no mar no sul do oceano Índico. Nenhum vestígio foi encontrado, apesar das intensas operações de busca a oeste da Austrália.
17 de julho: a maldição da Malaysia Airlines
Outro Boeing 777 da Malaysia Airlines cai na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, área devastada por três meses de conflito armado entre o governo em Kiev e os rebeldes pró-Rússia.
A bordo do avião estavam 298 pessoas, incluindo 193 holandeses, e todas morreram. O voo MH17 fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur e, segundo os Estados Unidos, foi derrubado por um míssil terra-ar disparado da zona sob o controle dos rebeldes pró-russos. O avião caiu próximo à localidade de Grabove, não distante da fronteira russa.
A investigação internacional é dirigida pela OVV, a agência holandesa para a segurança aérea. As caixas-pretas do avião estão sendo analisadas no AAIB, o bureau britânico de investigação de acidentes aéreos, em Farnoborough, sudoeste de Londres.
23 de julho: acidente em pleno tufão em Taiwan
Um avião ATR 72-500 da companhia taiwanesa TransAsia Airways cai devido ao mau tempo na ilha de Penghu, na altura da costa ocidental de Taiwan, matando 48 pessoas. Outras dez sobrevivem.
O voo GE222 decolou da cidade de Kaohsiung (sudoeste) e se dirigia às ilhas da costa oeste com 54 passageiros e quatro tripulantes. O avião caiu sobre várias casas nas proximidades do aeroporto de Magong após arremeter, quando a região era atingida pelo tufão Matmo, acompanhado por ventos violentos e fortes chuvas.
O avião certamente explodiu ao atingir o solo e estava em chama quando as equipes de resgate chegaram.
24 de julho: drama no Sahel
Um avião da Air Algerie que partiu de Ugadugu rumo a Argel com 118 pessoas a bordo, entre elas 51 franceses e uma tripulação espanhola de seis membros, caiu no norte do Mali.
O aparelho, fretado pela companhia espanhola Swiftair, foi localizado "desintegrado" na região de Gossi, no norte do Mali, próximo à fronteira com Burkina Fasso.
O modelo, um MD-83 da americana McDonnell Douglas, é um dos aviões mais vendidos da história da aviação civil.
As causas do acidente parecem apontar para as condições meteorológicas, mas o ministro francês das Relações exteriores, Laurent Fabius, não descartava qualquer hipótese até dispor de todos os elementos.
2013: o ano da segurança
Em matéria de segurança aérea civil, a série de incidentes nos primeiros sete meses de 2014 contrasta com o balanço de 2013: segundo a Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA), viajar de avião nunca foi tão seguro quanto no ano passado, apesar do número de viajantes em aumento constante no mundo, com mais de 3 bilhões de passageiros transportados.
Os dados reunidos pela agência baseada em Colônia (oeste da Alemanha) apontam apenas 224 vítimas em todo o ano de 2013 em um total de 17 acidentes, o número mais baixo desde 2009 e muito inferior à média anual de 27 acidentes.
AFP