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Oito países latino-americanos se comprometeram nesta sexta-feira, em Quito, buscar mecanismos para regularizar os imigrantes venezuelanos, apesar das dificuldades que enfrentam pela ausência de documentos.
Dos 13 países que participaram do segundo encontro regional sobre a migração venezuelana, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai firmaram um "Plano de Ação" regional.
O documento assinala que serão fortalecidas as iniciativas "para uma adequada inserção econômica e social dos cidadãos venezuelanos, por meio de processos de normalização migratória dentro das possibilidades e da legislação de cada país de acolhida".
Brasil e México manifestaram seu apoio à resolução, mas não firmaram o documento porque estão em um período de transição de governo.
O Panamá assinalou que fará consultas, e Guatemala e República Dominicana decidiram não assinar o documento.
Santiago Chávez, vice-ministro equatoriano de Mobilidade Humana, considerou fundamental que os venezuelanos que fogem da grave crise econômica e política em seu país apresentem seus documentos de viagem para que possam ter acesso à saúde, educação, habitação e trabalho nas demais Nações.
"Estamos insistindo justamente em que a Venezuela cumpra com sua obrigação de documentar seus cidadãos", declarou Chávez em entrevista coletiva.
Segundo a ONU, desde 2015 ao menos 2,3 milhões de venezuelanos abandonaram seu país. Colômbia, Peru e Equador são os principais destinos destes emigrantes, que fogem da escassez de alimentos e medicamentos, e de uma inflação galopante.
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