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Empresa ligada à Google abandona projeto de bairro futurista no Canadá
Uma subsidiária da Alphabet, empresa controladora da Google, anunciou nesta quinta-feira (7) que desistiu do projeto de um bairro futurista em Toronto, devido às incertezas econômicas.
A empresa de Nova York, Sidewalk Labs, havia planejado a transformação do "Quayside", uma área industrial de 5 hectares ao longo do lago Ontário, em uma região ultramoderna e sustentável, utilizando tecnologias e dados digitais.
O panorama atual de "incerteza econômica sem precedentes, que se consolidou em todo o mundo e no mercado imobiliário de Toronto, dificultou a viabilidade financeira do projeto de 12 acres (5 hectares) sem sacrificar os elementos essenciais do plano" informou Dan Doctoroff, CEO da Sidewalk Labs.
"Depois de muita discussão, concluímos que não era mais lógico continuar o projeto do Quayside e reportamos à Waterfront Toronto ontem (quarta-feira)", acrescentou em comunicado.
A Sidewalk Labs foi contatada em 2017 pela Waterfront Toronto, uma entidade pública que reúne a cidade de Toronto e os governos de Ontário e Canadá, para concluir o projeto.
"Embora não possamos continuar com esse projeto específico, a atual emergência de saúde nos faz perceber com mais certeza a importância de reinventar cidades para o futuro", disse Doctoroff.
As ideias desenvolvidas ao longo de mais de dois anos e meio em torno deste projeto "contribuirão significativamente para a luta contra os principais problemas urbanos".
A Sidewalk Labs havia proposto a implementação de uma série de inovações, incluindo semáforos que se adaptam em tempo real ao tráfego, espaços públicos modulares, ciclovias aquecidas no inverno e robôs subterrâneos que garantem a distribuição de pacotes e o gerenciamento de resíduos.
No final de outubro, as autoridades canadenses aceitaram inicialmente esse polêmico projeto de bairro futurista, que levantou preocupações sobre a privacidade dos moradores.
O bairro precisaria ser equipado com sensores para coletar dados sobre o comportamento dos moradores, o fluxo de ciclistas e pedestres, o consumo de água e a utilização das lixeiras.