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A ofensiva dos sindicatos deu resultados positivos para os trabalhadores. "A evolução dos salários foi geral", segundo Paul Rechsteiner, presidente da União Sindical Suíça (USS), principal central sindical do país. Mas "ainda há salários escandalosos".Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2001 - 15:04
A União Sindical Suíça (USS) principal central sindical do país, se satisfeita com os resultados dos negociações salariais para o ano 2001. Com base em 70 p/cento das negociações concluídas, o presidente da USS, Paul Rechsteiner, declarou em Berna que a "tendência à individualização dos salários foi invertida" e que os trabalhadores obtiveram aumento geral de salários.
O reajuste geral de salários, para compensar a inflação, também voltou a ser uma referência, segundo Rechsteiner. Ele atribui as conquistas salarias dos trabalhadores à atitude mais ofensiva dos sindicatos para obter parte dos benefícios do crescimento econômico, após uma década de estagnação e recessão.
A USS está particularmente satisfeita com o que obteve em setores como a construção civil (inclusive com a ameaça de greve), e os comerciários, com a campanha "nenhum salário inferior a 3 mil francos suíços.
Rechsteiner reconhece, no entanto, que alguns setores como o químico-farmacêutico e o bancário continuam privilegiando os aumentos salariais por mérito e não o aumento geral como defende a USS.
Lembra também que "ainda existem milhares de trabalhares com salários escandalosos". O aumento desses salários será a prioridade da USS, sobretudo com a entrada em vigor dos acordos bilaterais com a União Européia (UE), que prevêem a livre circulação progressiva de trabalhadores. O segundo objetivo será a redução do horário semanal de trabalho de 40 para 36 horas.
swissinfo com agências.
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