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Quando uma usina de lã em Schaffhausen, no norte da Suíça, criou uma estratégia publicitária inovadora 150 anos atrás, ela colocou a empresa Schaffhauser Wolle no mapa e garantiu que a lã se entrelaçasse na cultura suíça.
Em 1867, Rudolph Schoeller fundou a primeira fiação de lã perto do Rio Reno, em Schaffhausen. A produção de novelos de tricô começou no ano seguinte. A Schaffhauser Wolle estabeleceu-se como líder na fabricação de novelos de tricô na Suíça e muitas de suas subsidiárias conseguiram vender sua lã em todo o mundo. Até 1974, exportava para 26 países em cinco continentes.
Mas uma queda nas vendas de lã causou sérios problemas para a indústria. Têxteis de malha e importações baratas do Extremo Oriente estavam começando a crescer, e a demanda por fios para uso em tricô caiu drasticamente em meados da década de 1980. Cartazes publicitários coloridos, criados por renomados artistas gráficos suíços, não conseguiam reativar as vendas e a empresa se voltava para a publicidade televisiva.
O negócio começava a se desenrolar quando, finalmente, foi tomada a decisão de fechar a fábrica de Schaffhausen e transferir a produção para a empresa irmã em Bregenz, na Áustria. A produção em Schaffhausen foi abandonada em abril de 1991.
Fio da meada
Para marcar o 150º aniversário da empresa, o Museum zu Allerheiligen de Schaffhausen exibe uma seleção de mais de 100 cartazes publicitários criados por artistas gráficos suíços entre 1924 e 1989.
A exposição “Schaffhauser Wolle. Eine Marke macht Geschichte”, tenta não perder o fio da meada e documenta o cotidiano das fábricas com fotografias históricas que refletem o espírito e a estética da época.