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Ao lado de Calvino e Borges
Entre as personalidades mais conhecidas figuram Jean Calvin (Calvino), o reformador protestantes francês, e Jorge Luis Borges, o famoso escritor argentino.
CALVINO (1509 – 1564) foi um dos mais destacados propagadores das idéias de Lutero. Idéias que não foram muito bem acolhidas na França. Por isso ele veio parar em Genebra aos 32 anos. Aí fixou residência e deixou sua marca, porque até hoje, Genebra é chamada a “cidade de Calvino”. E de fato, o reformador quis fazer de Genebra um modelo de disciplina religiosa. E de rigor.
A tese mais aterradora de Calvino para as pessoas que acreditam no além túmulo o é a de que a salvação do homem depende da predestinação. Ou seja, que alguns eleitos estão destinados a bem-aventurança e os réprobos, à condenação eterna.
JORGE LUIS BORGES, falecido em Genebra com em 1986 com quase 87 anos, é considerado um dos monumentos da literatura mundial. Aliás seu principal pesar foi de não ter recebido o Nobel de Literatura.
As ligações de Borges com Genebra – cidade que apreciava quase tanto quanto sua Buenos Aires onde nasceu em 1899 – eram muito fortes. Vinham da adolescência, pois em Genebra, estudou quatro anos no Collège Calvin e teve o primeiro contato com os simbolistas franceses.
Em 1919, com a família mudou-se para Lugano, sul da Suíça, onde ficou pouco tempo.
Depois de morar em várias cidades espanholas, a família regressou a Buenos Aires em 1921.
Em 1923, a família estava de novo em Genebra...E o vai-vem continuou, sendo que Borges morreu em Genebra, já célebre e celebrado, e completamente cego. Suas ligações com a cidade explicam que ele, mesmo sendo estrangeiro, esteja enterrado no Cemitério de Plainpalais.
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