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O presidente boliviano, Evo Morales, há treze anos no poder, participou nesta terça-feira de um grande comício na cidade de Santa Cruz, feudo da oposição, visando as eleições presidenciais do próximo domingo.
"Enquanto estivermos unidos seguiremos derrotando os que não gostam do povo boliviano", declarou o presidente para milhares de partidários, constatou a AFP.
A multidão vestiu a cor azul do Movimento Ao Socialismo (MAS), o partido de Morales, para receber o presidente na avenida central conhecida como "Cambódromo".
Dezenas de policiais foram mobilizados para evitar que jovens radicais de direita atacassem os partidários de Morales, que acabaram enfrentando os agentes com paus e pedras.
A polícia de choque, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo, deteve cerca de 30 pessoas, denunciou o opositor Comitê Cívico pró-Santa Cruz.
Em seu discurso, Morales destacou os sucessos econômicos de seus 13 anos de governo, como a redução da miséria de 38% para 15%, segundo dados oficiais, e prometeu que ao concluir o novo mandato, em 2025, "a miséria será inferior a 5%".
Morales disparou contra Carlos Mesa - principal candidato da oposição - afirmando que pretende colocar a Bolívia no chamado "Grupo de Lima", onde "estão os presidentes e governos submissos aos Estados Unidos e os governos 'privatizadores'".
O presidente lidera todas as pesquisas, mas alguns levantamentos apontam para um segundo turno com a presença de Mesa.
O candidato opositor encerrou sua campanha em La Paz, convocando a população a derrotar Morales nas urnas: "este é o momento no qual vamos decidir entre o caminho autoritário e a ditadura e o caminho da construção democrática".
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