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A Venezuela ditou uma nova ordem de prisão contra o ex-ministro do Petróleo Rafael Ramírez, informou o Ministério Público nesta quinta-feira, depois que o governo denunciou uma fraude de 4,850 bilhões de dólares na estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).
O país caribenho emitiu um alerta vermelho da Interpol em 2021 para a captura de Ramírez por outro caso de corrupção na PDVSA, mas a Itália, onde se encontra o ex-funcionário, negou a extradição.
"Acredito que as autoridades italianas devem estar pensando de forma muito cuidadosa em seu papel na luta contra o crime transnacional. Estamos falando de uma pessoa que foi denunciada com provas", disse o procurador-geral, Tarek William Saab, em entrevista coletiva.
O atual ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, denunciou na última terça-feira que a PDVSA fez 28 transferências, no total de 4.850 bilhões, por um crédito contraído em fevereiro de 2012 junto à empresa privada Atlantic 17.107 A.C, sem que a estatal tivesse recebido o dinheiro do empréstimo.
A linha de crédito, segundo a denúncia, foi cedida pela Atlantic aos "fundos" estrangeiros Violet Advisors S.A. e Welka Holding Limited, com sede no Panamá e em São Vicente e Granadinas, respectivamente, que teriam recebido os pagamentos entre 2012 e 2013.
Saab informou que, por esse caso, foram ditadas ordens de prisão contra o ex-ministro e outras sete pessoas. Já foi preso o ex-vice-presidente de Finanças da estatal, Victor Aular.
O procurador divulgou um vídeo em que Aular admite responsabilidade na operação, afirmando que a mesma foi ordenada por Rafael Ramírez. Segundo Saab, o ex-ministro está envolvido em nove das 25 investigações de corrupção na PDVSA que seu gabinete conduz desde 2017, pelas quais 186 ex-funcionários foram processados, especificou.
Ex-presidente da PDVSA (2004-2014) e ex-ministro do Petróleo (2002-2014), Ramírez era um dos homens de confiança de Hugo Chávez (1999-2014), mas rompeu no fim de 2017 com o sucessor do ex-presidente falecido, Nicolás Maduro.