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Segundo o Banco Nacional da Suíça, trabalhadores imigrantes enviam em média pouco mais de 3 bilhões de francos suíços (US$ 2,31 bilhões) para seus familiares no exterior.
O dinheiro representa um apoio importante para as economias de alguns países em desenvolvimento.
“É necessário entender que essa soma de três bilhões de francos suíços não tem uma base estatística sólida”, se apressa em explicar Thomas Schlup, do Banco Nacional da Suíça (BNS). Por essa razão, os dados globais não são publicados por país.
Na Suíça vivem atualmente cerca de um milhão e meio de estrangeiros. Destes, 800 mil são ativos no mercado de trabalho. Para chegar a essa conta de três bilhões de francos, o BNS estimou quanto cada um pode economizar e enviar ao seu país de origem.
Segundo um estudo do Banco Mundial, que data de 2001, a Suíça estaria em quinto lugar no ranking de países, onde a população estrangeira mais envia dinheiro para fora.
Essa é uma classificação onde os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar, seguido pela Arábia Saudita, Alemanha e Bélgica.
A transferência de fundos ultrapassaria a soma de 91 bilhões de francos (US$ 70,3 bilhões). Porem essa cifra é provavelmente subestimada. O Banco Mundial apenas levou em conta a transferência de recursos por canais oficiais como, por exemplo, instituições financeiras. Na realidade a soma global pode se aproximar da marca dos 130 bilhões de francos (US$ 100 bilhões).
Itália e países dos Balcãs na liderança
Sabe-se, por exemplo, que mais da metade do dinheiro que entra num país como a Tunísia provem dos seus cidadãos que vivem no exterior. Por isso presume-se que os 4.600 tunisianos que vivem na Suíça enviam uma boa parte das suas economias para o seu país de origem.
Também o Sri Lanka recebeu, em 2001, cerca de 1,3 bilhões de francos (US$ 1 bilhão) dos seus cidadãos espalhados pelo mundo, o que corresponde à 7% do Produto Interno Bruto do país. Na Suíça vivem mais de 29 mil pessoas do Sri Lanka.
Porém a grande maioria do dinheiro que é enviado da Suíça vai para a Itália e os países balcânicos. Tantos os italianos como os cidadãos dos países da ex-Iugoslávia correspondem a 35% da população estrangeira residente na Suíça.
Mais do que ajuda ao desenvolvimento
A importância do movimento dessas quantias é muito superior aos recursos gastos com a ajuda governamental de 1,5 milhão de francos (US$ 1,1 bilhão) para os países em desenvolvimento.
A Departamento Federal de Ajuda ao Desenvolvimento e Cooperação (DDC, na sigla em francês), explica à swissinfo que está consciente da importância dessa considerável transferência de recursos. “O primeiro critério que utilizamos para calcular os recursos de ajuda é baseado nas necessidades reais dos países”, explica Walter Hofer, funcionário da DDC.
Boas notícias
O Banco Mundial está persuadido que as somas enviadas aos países de origem pelos trabalhadores estrangeiros irá aumentar. Essa é uma boa novidade para os países que beneficiam dos recursos.
“Se nós olhamos mais distante, será necessário de encorajar os países que beneficiam de ajuda internacional de procurar outras fontes de financiamento”, declara Walter Hofer.
A tendência geral no mundo é de redução dos orçamentos de ajuda ao desenvolvimento dos países ricos.
swissinfo, Faryal Mirza
traduzido por Alexander Thoele