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O número de pedidos de asilo na Suíça diminuiu 31,2% em 2016, em grande parte devido ao fechamento parcial da rota balcânica utilizada pelos requerentes de asilo que tentam chegar à Alemanha.
No ano passado, houve 27.207 pedidos de asilo, de acordo com dados oficiais divulgados na segunda-feira pela Secretaria Federal de Migração (SFM). O órgão disse que espera que os números variem em 2017 entre 24.500 e 32.000, dependendo do fluxo de refugiados através do Mediterrâneo e se o acordo entre a Europa e a Turquia para conter os migrantes for mantido.
Em dezembro de 2016 houve 197 pedidos a menos, e 64% menos quando comparado com o mesmo período em 2015.
Os eritreus formam a nacionalidade que mais procura asilo, mas mesmo estes números caíram 7.5%. Em 2016, a chegada de eritreus pela Itália caiu pela metade. Afeganistão, Síria, Somália, Sri Lanka e Iraque são outros países de origem dos requerentes de asilo.
Os pedidos de asilo de afegãos, sírios e iraquianos estavam estreitamente ligados à rota dos Balcãs. Mais de 90% das pessoas que entravam na Europa através da rota dos Balcãs eram provenientes destes países.
Refugiados e imigrantes ilegais usam a rota depois que chegam na Grécia, geralmente vindos da Turquia, para prosseguir através da Bulgária, ex-Iugoslávia ou Albânia, e depois para a Hungria, Áustria e Alemanha. O último fluxo grande para alcançar a Suíça através da rota dos Bálcãs foi no último trimestre de 2015.
A Suíça concedeu asilo a 5.985 pessoas em 2016, cerca de 3% menos do que no ano anterior.
O auge de pedidos de asilo nos últimos 10 anos foi em 2015, como mostra o gráfico.
swissinfo.ch/fh