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Forças de segurança espanhola prendem suposto membro de célula 'jihadista' em Melilla, em 30 de maio de 2014(afp_tickers)
Uma adolescente de 14 anos foi enviada nesta terça-feira para um centro de menores depois de ser detida por tentar se unir a uma rede que iria enviá-la para combater com os jihadistas do Estado Islâmico (EI).
Outra jovem, de 19 anos, detida pelos mesmos motivos, foi deixada em liberdade com a proibição de abandonar o país a pedido da promotoria, informaram fontes judiciais espanholas.
Na véspera, o ministério do Interior informou que pela primeira vez na Espanha haviam sido detidas duas mulheres dispostas a se integrar plenamente às células terroristas do autodenominado Estado Islâmico", de acordo com um comunicado oficial.
As duas jovens, uma delas identificada como Fauzia Allal Mohamed, de 19 anos, foram detidas na fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Melilla, no norte da África.
"Ambas pretendiam atravessar a fronteira para Marrocos com o objetivo de contactar a rede que as transportaria de forma iminente a uma zona de conflito entre Síria e Iraque", completa o comunicado do ministério.
"A intenção era integrar-se a alguma das células da organização terrorista do autodenominado Estado Islâmico, liderada por Abu Bakr al-Baghdadi", completa.
Os jihadistas do EIIL anunciaram no fim de junho a criação de um "califado islâmico" nas regiões conquistadas pela organização no Iraque e na Síria.
Em uma gravação de áudio divulgada na internet, o EIIL, que desde então virou apenas "Estado Islâmico", designou seu líder Abu Bakr al-Baghdadi "califa" e, portanto, "líder dos muçulmanos" em todo o mundo.
AFP