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As exportações de armas suíças aumentaram mais de 40% para CHF516 milhões (US$ 526 milhões) no primeiro semestre deste ano.
A Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos (SECO) disse que o aumento se deveu principalmente à venda de sistemas de defesa aérea ao Qatar no valor de quase CHF160 milhões.
O Estado do Golfo comprou os sistemas suíços para ajudar a proteger os estádios durante a Copa do Mundo de futebol que ocorrerá em novembro e dezembro, de acordo com uma declaração da SECO na terça-feira.
Depois do Qatar, os cinco maiores compradores foram Dinamarca, Arábia Saudita, Alemanha e Botsuana. A Dinamarca e o Botsuana compraram veículos blindados e munições e peças de reposição da Alemanha.
A Suíça não vende novos sistemas para a Arábia Saudita desde 2016 para evitar que sejam usados na guerra do Iêmen. As vendas para Riad incluíam peças de reposição e munições para sistemas de defesa aérea, disse a SECO.
Acrescentou que o valor das exportações de armas tem variado consideravelmente ao longo dos anos. Na primeira metade de 2019 as vendas totalizaram CHF273 milhões, atingiram CHF501 milhões em 2020 antes de cair novamente para CHF357 milhões em junho de 2021.
Ucrânia
De acordo com a neutralidade tradicional da Suíça, as exportações de armas para a Ucrânia são proibidas em princípio, inclusive através de países terceiros.
Em abril, o governo vetou um pedido da Dinamarca de enviar para a Ucrânia armadores de fabricação suíça. Também bloqueou a reexportação de munições de fabricação suíça para tanques antiaéreos alemães.
Entretanto, o governo suíço aprovou um pedido de venda de peças de reposição para material de guerra para a Alemanha e Itália para serem reexportadas para a Ucrânia.
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