Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02452.jsonl.gz/51

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Vice-ministro mexicano de Relações Exteriores para a América do Norte, Carlos Manuel Sada Solana, durante coletiva de imprensa na Cidade do México 06/11/2017 REUTERS/Edgard Garrido(reuters_tickers)
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Diplomatas graduados do México condenaram na segunda-feira a iminente execução de um presidiário mexicano condenado à morte no Texas, classificando sua sentença de "ilegal" e se comprometendo a esgotar todos os esforços possíveis para prevenir que ele seja executado nesta semana.
Em coletiva de imprensa na Cidade do México, Carlos Sada, vice-ministro mexicano de Relações Exteriores para a América do Norte, disse a repórteres que os promotores do Texas não seguiram o devido processo no caso de Rúben Cárdenas, que foi condenado à morte por estuprar e matar sua prima de 15 anos em 1997.
"Desde o começo, houve uma falha, e da nossa perspectiva, esse é um ato ilegal", disse Sada.
A planejada execução vem em um momento em que as relações entre o México e os Estados Unidos estão abaladas, afetadas pela promessa do presidente norte-americano, Donald Trump, de construir um muro ao longo da fronteira com o México, e suas ameaças de acabar com o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Cárdenas, cuja execução está prevista para quarta-feira, não teve a oportunidade de falar com autoridades consulares em violação da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, disse Sada.
Ele acrescentou que o México tentará suspender a execução de Cárdenas buscando derrubar como sua confissão foi obtida, ao mesmo tempo em que tentará absolvê-lo com testes de DNA atualizados.
Atualmente, existem dois recursos separados em andamento e o México está disposto a levar o caso de Cárdenas até a Suprema Corte dos EUA se necessário, acrescentou Sada.
O México não tem pena de morte e se opõe a sua aplicação, frequentemente entrando em conflito com os Estados Unidos quando cidadãos mexicanos têm a execução ordenada no território norte-americano.
Reuters