Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02542.jsonl.gz/56

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Cenário desolador na favela de Cité Soleil, em Porto Príncipe, depois da passagem da tempestade tropical Noel, em 1º de novembro de 2007(afp_tickers)
As autoridades haitianas carecem de meios materiais suficientes para reduzir os riscos de inundações, disse na terça-feira o ministro do Interior, após a morte de cerca de 20 pessoas nas últimas três semanas em consequência das tempestades.
Chuvas torrenciais causadas por uma frente fria sobre as grandes ilhas do Caribe provocaram cinco mortes no último fim de semana no Haiti, além de inundações e danos materiais em algumas cidades secundárias. Cerca de 3.000 famílias tiveram suas residências invadidas pelas águas e suas plantações destruídas.
"O governo tem o projeto de desbloquear pouco mais de 52 milhões de gourdes (cerca de 818.500 dólares) para atender às necessidades das pessoas afetadas", anunciou durante uma coletiva de imprensa o ministro do Interior, François Anick Joseph.
"Será realmente muito difícil que o governo mobilize quantidades similares" cada vez que caiam tempestades, acrescentou.
"Herdamos um déficit de 11,6 bilhões de gourdes (182,6 milhões de dólares), cerca de 85% do orçamento anual de alguns ministérios foi gasto em apenas um semestre", lamentou o ministro, ao mesmo tempo em que criticou a gestão do governo de Michel Martelly, que renunciou em janeiro.
Os escassos recursos financeiros do país mais pobre da América acentuam sua vulnerabilidade às variações climáticas.
A carência de infraestrutura para escoar as águas provoca com frequência grandes danos na capital, Porto Príncipe, cujos escassos canais são obstruídos pelo lixo, em uma cidade de mais de três milhões de habitantes que não dispõe de serviços adequados de coleta.
AFP