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NAYPYITAW (Reuters) - A China parece ter rejeitado a pressão dos Estados Unidos para refrear suas ações assertivas no Mar do Sul da China no domingo, conforme países do Sudeste Asiático negaram-se a apoiar abertamente a proposta de Washington de paralisação de atos provocativos.
A falta de progresso em resolver as tensões marítimas na reunião diplomática de mais alto nível da Ásia até agora neste ano mostra a dura tarefa que Washington enfrenta em convencer países asiáticos menores a correr o risco de antagonizar com a potência da região.
Ministros de Relações Exteriores dos 10 membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) divulgaram um comunicado expressando preocupação com "tensões elevadas" e pediram negociações com a China, no que autoridades dos EUA disseram ser um revés para os esforços de Pequim de reduzir as disputas.
Entretanto, não houve menção específica à China, e a Asean apenas "mencionou" um plano de três pontos formal apresentado pelas Filipinas, aliada dos EUA, para uma moratória por ações desestabilizadoras.
"Pedimos que todas as partes envolvidas exercitem o autocomedimento e evitem ações que possam complicar a situação e ameaçar a paz, a estabilidade, e a segurança no Mar do Sul da China", afirmou a Asean em comunicado após a reunião no final de semana, na capital de Mianmar, Naypyitaw.
A reunião fez parte do Fórum regional da Asean, que reúne 27 países, incluindo os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão, a Índia e a Austrália.
Uma autoridade norte-americana afirmou que a preocupação dos países da Asean sobre as ações marítimas da China havia atingido "um nível máximo" baseado em conversas privadas, embora as declarações públicas tenham sido mais contidas para evitar qualquer tipo de provocação à China.
(Por Lesley Wroughton e Paul Mooney)