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Por Steve Holland e Jeff Mason
RIAD (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a líderes árabes e islâmicos que combatam o “extremismo islâmico” durante um discurso neste domingo no qual fez um apelo enfático para que "expulsem" os terroristas, enquanto amenizou sua própria retórica dura sobre os muçulmanos.
Trump destacou o Irã como uma fonte-chave de financiamento e apoio a grupos militantes. Suas palavras alinharam-se com o ponto de vista de seus anfitriões da Arábia Saudita e enviaram uma mensagem difícil a Teerã no dia seguinte à vitória de Hassan Rouhani a um segundo mandato como presidente do país.
O presidente dos Estados Unidos não usou o termo "terrorismo islâmico radical", um sinal de que decidiu empregar um tom mais moderado na região depois de usar a frase repetidamente à época em que era candidato presidencial.
"O terrorismo se espalhou por todo o mundo. Mas o caminho para a paz começa aqui, neste solo antigo, nesta terra sagrada", disse Trump a líderes de dezenas de países de maioria muçulmana que representam mais de 1 bilhão de pessoas.
"Um futuro melhor só é possível se suas nações expulsarem os terroristas e expulsarem os extremistas. Retirem-os de seus lugares de peregrinação, expulsem-os de suas comunidades, expulsem-os da sua terra sagrada e retirem-os desta terra", afirmou.
O primeiro discurso de Trump no exterior proporcionou uma oportunidade de demonstrar sua força e determinação, em contraste com a luta para conter um escândalo gigantesco em casa após a saída do ex-diretor do FBI James Comey, há quase duas semanas.
Com um tom enérgico, ele deixou claro que Washington seria parceiro do Oriente Médio, mas esperava mais ação em troca.
"Ainda há muito trabalho a fazer. Isso significa enfrentar honestamente a crise do extremismo islâmico... o terror islâmico de todos os tipos", disse em seu discurso.
O discurso é parte de um esforço para restabelecer laços com o mundo islâmico após Trump ter atacado frequentemente os muçulmanos durante a campanha eleitoral no ano passado e ter tentado barrar a entrada deles aos EUA.
Lutando para conter um crescente escândalo político em casa, Trump iniciou sua primeira viagem ao exterior pela Arábia Saudita.
Trump teve uma recepção calorosa dos líderes árabes, que ignoraram sua retórica de campanha sobre muçulmanos e focaram em seu desejo de reprimir a influência do Irã na região, um compromisso que esperavam do ex-presidente Barack Obama.
Os EUA e os países do Golfo concordaram neste domingo em coordenar seus esforços contra o financiamento de grupos terroristas, um objetivo essencial para a Casa Branca.
O presidente também convocou o Conselho de Cooperação do Golfo, composto por seis países, como parte de seus esforços para conter o Irã com uma força árabe aos moldes da Otan.
Trump e os líderes estabelecerão um centro com o objetivo de reprimir a capacidade de militantes islâmicos de disseminar sua mensagem.
Reuters