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Suíça reafirma posição sobre o Oriente Médio
Em encontro de mais de uma hora com o presidente sírio, Hafez El-Assad, o ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss, disse que a Suíça sustenta solução pacífica que preserve "a soberania da Síria sobre todos seus territórios".
Aludindo a preservação da soberania síria sobre seus territórios, o chanceler Deiss esclareceu a posição suíça. Repetiu que Israel tem direito à existência e à segurança e que a Síria deve recuperar a integralidade de seus territórios.
A respeito da anexação do Golan por Israel, Deiss disse ser "um ato unilateral e inaceitável", realçando que a colonização israelense na região "é contrária à Convenção de Genebra.
O ministro suíço das Relações Exteriores lembrou que a Suíça está disposta a colaborar com os países envolvidos no processo de paz no Oriente Médio.
As negociações de Israel com a Síria sobre a restituição das colinas de Golan, anexadas ao país em 1981, estão emperradas há 2 meses. E ontem sofreu um revés. O Parlamento de Israel aprovou em primeira de 3 votações um projeto da direita destinado a torpedear a paz com a Síria. O texto exige que para a conclusão de um tratado de paz que preveja a retirada israelense das colinas, a medida deva ser aprovada no plebiscito a ser convocado pela "maioria absoluta" dos eleitores.
Exigindo maioria absoluta no referendo sobre a questão a ser convocado pelo primeiro-ministro, Ehud Barak, a direita israelense procura neutralizar o voto dos eleitores israelenses de origem árabe. Por solidariedade com os sírios eles podem votar pela devolução do Golan à Síria.
Resta que em caso de acordo, o ministro Deiss se dispôs a "examinar pedido de participação suíça em uma força de manutenção da paz na região".
O ministro suíço encontra-se atualmente no Líbano, terceira etapa da atual viagem de uma semana ao Oriente Médio. Antes da Síria ele visitou o Egito.
Em Beirute, Joseph Deiss vai lembrar a posição suíça sobre a situação do sul do Líbano, ocupado por Israel. O ministro já fez apelo a uma suspensão das hostilidades entre Hizbollah e exército isralense. Insistiu também na necessidade de "respeitar os direitos humanitários internacionais".
Gabriel Barbosa (com agências)
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