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A mesquita An'Nur, em Winterthur, perto de Zurique, suspeita de ter ligações com movimentos islâmicos radicais, deixará definitivamente de existir porque o contrato de locação das instalações não será renovado.
Atef Sahnoun, presidente da associação cultural An'Nur, que administra a mesquita, confirmou o fechamento ao jornal SonntagsBlick. A mesquita, localizada ao norte de Zurique, estava programada para fechar até o final de 2016, pois a empresa que detém a propriedade se recusava a renovar o contrato de aluguel a longo prazo. No entanto, uma extensão temporária foi obtida após uma reunião de conciliação em janeiro.
Entretanto, a associação tentou alugar um outro local, mas não encontrou e fechará suas portas depois do jejum muçulmano deste ano, em 24 de junho.
A mesquita foi cercada pela polícia em novembro de 2016, depois que seu Imame foi acusado de ter incitado os fiéis a assassinar muçulmanos não praticantes. A associação de organizações islâmicas em Zurique (VIOZ) suspendeu a mesquita após o incidente. No entanto, o lugar de culto voltou às manchetes dos jornais em fevereiro depois que alguns de seus membros atacaram duas pessoas dentro da mesquita acusadas de fornecer para jornalistas sobre o discurso do Imame. O predicador foi preso.
Em 2015, a mesquita An'Nur negou acusações de que estava envolvida na radicalização de seus membros. De fato, seis jovens da região deveriam partir para integrar o grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria. Um deles foi preso antes de partir e outros quatro foram festejados na porta da mesquita, antes de partirem.