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Facebook diz que investigação da UE invade privacidade de funcionários
O Facebook disse nesta segunda-feira (27) que pedirá aos tribunais europeus que revisem os pedidos "excepcionalmente amplos" das autoridades reguladoras de concorrência. A empresa alega que eles invadem a privacidade de seus funcionários.
A gigante das redes sociais garante que está colaborando com a investigação antitruste da Comissão Europeia e seguirá fazendo isso. No entanto, considera que as solicitações feitas são tão amplas que poderiam incluir mensagens privadas de seus funcionários.
O Facebook tem a expectativa de entregar centenas de milhares de documentos à comissão, segundo Tim Lamb, um dos advogados da companhia. "A natureza excepcionalmente ampla dos pedidos da comissão significa que podemos ser obrigados a enviar documentos em grande parte irrelevantes, que não têm nada a ver com as investigações", disse Lamb à AFP.
Esses documentos incluem "informações pessoais altamente sensíveis; como informações médicas dos funcionários, documentos financeiros e informações particulares sobre as famílias dos funcionários".
As investigações podem incluir pedidos de mensagens ou documentos com determinadas palavras ou frases.
Uma audiência sobre práticas monopolistas que contaria com a participação dos principais executivos das quatro grandes empresas de tecnologia - Amazon, Apple, Facebook e Google - deveria ocorrer nesta segunda-feira nos Estados Unidos, mas foi adiada. A nova data ainda não foi definida.
A reunião teria coincidido com as homenagens pela morte do parlamentar e ativista dos direitos civis John Lewis, que acontecem no Capitólio dos EUA, em Washington, entre segunda e terça-feira.
A audiência foi convocada em meio ao crescente poder dessas quatro companhias, que se tornou ainda mais evidente durante a pandemia do coronavírus e coincide com várias investigações do governo federal e de alguns estados norte-americanos.