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(Reuters) - O presidente mexicano Enrique Peña Nieto disse no sábado que a relação com os Estados Unidos não pode ser definida por "murmúrios", um dia depois de o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que o México "certamente" pagaria pelo seu proposto muro na fronteira entre os dois países.
Falando ao fim de sua viagem para Hamburgo para a reunião do G20, Peña Nieto disse a repórteres que o relacionamento com os Estados Unidos, principal parceiro comercial do México, deveriam se concentrar em fins mais positivos - uma visão que, ele acredita, também é compartilhada por Trump.
"Pelo que aconteceu depois dessa reunião (com Trump), claramente nossa relação bilateral não pode ser definida por murmúrios, como aqueles que aconteceram ontem (sexta-feira)", disse Peña Nieto.
"Nosso relacionamento precisa ser baseado na busca por maneiras para gerar respeito mútuo, construir confiança e trabalhar com atitudes positivas. Posso dizer que vi essa vontade no presidente Trump".
Pela primeira vez desde que virou presidente, em janeiro, Trump encontrou-se com o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, na sexta-feira. Trump acusou o México de roubar empregos dos Estados Unidos, e discussões complexas sobre a renegociação do Acordo de Livre Mercado da América do Norte (Nafta) devem começar em 16 de agosto.
A reunião na cúpula dos líderes em Hamburgo das 20 economias foi muito antecipada no México, e oficiais foram rápidos para dizer que as conversas foram produzidas, apesar de Trump repetir que o México pagaria pelo muro que propôs.
Em resposta a uma pergunta gritada por um repórter questionando se ele ainda queria que o México pagasse pelo muro, que teria o objetivo de impedir a entrada de imigrantes ilegais em solo americano, Trump respondeu: "Com certeza".
Discussões sobre imigração, o muro de Trump - que o México repetidamente disse que não pagará - e sua declaração de que o livre mercado com o México custa empregos aos Estados Unidos deixaram tensas as relações entre os dois vizinhos.
Trump ameaçou impor tarifas punitivas aos produtos mexicanos para proteger a indústria americana e sair totalmente do Nafta se não conseguir renegociá-lo a favor dos Estados Unidos.
Reuters