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O forte aumento visto na ocorrência de tremores no estado de Oklahoma, no meio-oeste dos Estados Unidos, se deve a um aumento da injeção de águas residuais das operações de petróleo e gás nos últimos anos, informaram cientistas nesta quinta-feira.
Este ano, Oklahoma superou a Califórnia, conhecida há muito tempo como o estado americano líder de atividades sísmicas, com 190 tremores superiores à magnitude 3 contra 71 na Califórnia.
"Estes terremotos são parte de um aumento 40 vezes maior na atividade sísmica em Oklahoma durante 2008 e 2013 em comparação com o período entre 1976 e 2007", destacou o informe publicado na revista Science.
A responsabilidade recaiu sobre uma série de poços de injeção usados para enterrar as enormes quantidades de águas residuais empregadas nas operações de separação de petróleo e gás, assim como na fratura hidráulica ou "fracking", uma técnica empregada na extração do gás de xisto.
A maioria dos 9.000 poços de injeção do estado não são o problema, mas quatro de seus poços de alto volume, sim, bombeando mais de quarto milhões de barris de água subterrânea por mês, acrescentou o informe.
Estes tremores podem viajar até 35 km do local da injeção.
O volume de água residual dobrou no centro de Oklahoma entre 2004 e 2008, acrescentou a pesquisa, conduzida por Katie Keranen, professora de geofísica da Universidade de Cornell.
Para algum motivo regional, os tremores de Oklahoma constituíram quase a metade de todas as atividades sísmicas do leste americano entre 2008 e 2013, destacou o informe.
"Os poços de injeção modernos de alto padrão podem, portanto, impactar a sismicidade regional e aumentar o risco sísmico", destacou o estudo.
Keranen descreveu os terremotos induzidos como "um dos principais desafios para a expansão do desenvolvimento de gás de xisto de hidrocarboneto não convencional".
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