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(Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na quarta-feira que aprovou decreto para novas sanções aos responsáveis pelo golpe militar em Mianmar e repetiu as demandas para que os generais abram mão do poder e libertem líderes civis.
Biden disse que a determinação permite que seu governo "sancione imediatamente os líderes militares que conduziram o golpe, seus interesses comerciais e também familiares próximos".
Ele afirmou que Washington vai identificar a primeira rodada de alvos nesta semana e está tomando medidas para evitar que os generais de Mianmar tenham acesso a 1 bilhão de dólares em recursos do governo de Mianmar mantidos nos Estados Unidos.
"Também vamos impor fortes controles de exportação. Estamos congelando os ativos dos EUA que beneficiam o governo de Mianmar, enquanto mantemos nosso apoio à saúde, grupos da sociedade civil e outras áreas que beneficiam diretamente o povo de Mianmar", disse Biden na Casa Branca.
"Estaremos prontos para impor medidas adicionais e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros internacionais para exortar outros países a se juntarem a nós nesses esforços."
O golpe de 1º de fevereiro, que derrubou o governo civil da líder eleita Aung San Suu Kyi, ocorreu menos de duas semanas depois que Biden assumiu o cargo. Ele foi apresentado à sua primeira grande crise internacional, em um teste inicial de suas promessas de centrar novamente os direitos humanos na política externa e trabalhar mais estreitamente com os aliados.
Biden disse que Mianmar é "uma preocupação profunda e bipartidária" nos Estados Unidos.
"Eu novamente apelo aos militares de Mianmar para libertar imediatamente os líderes políticos democráticos e ativistas", declarou ele. "Os militares têm de renunciar ao poder."
Os países ocidentais têm condenado o golpe, mas analistas dizem que as Forças Armadas de Mianmar não ficarão tão isoladas como no passado, já que é improvável que China, Índia, vizinhos do sudeste asiático e Japão cortem relações devido à importância estratégica do país.