Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02474.jsonl.gz/82

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Trump fala na Casa Branca 10/5/2017 REUTERS/Kevin Lamarque(reuters_tickers)
Por David Alexander e Susan Heavey
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o ex-diretor do FBI James Comey nesta sexta-feira a não falar com a mídia, insinuando que pode haver gravações de conversas entre os dois que poderiam contradizer seu relato.
"É melhor James Comey torcer para não haver qualquer 'fita' de nossas conversas antes de começar a vazar para a imprensa!", disse Trump em uma de várias mensagens publicadas no Twitter.
O alerta pareceu insinuar que, se Comey der sua versão dos fatos, o governo pode apresentar fitas de conversas para se contrapor a ela, embora não tenha ficado claro se essas gravações existem.
A ameaça velada de Trump provavelmente irá agravar o tumulto que tomou conta de Washington desde que ele demitiu Comey abruptamente na terça-feira.
Críticos condenaram Trump por despedir o chefe da Polícia Federal norte-americana no momento em que esta investiga uma suposta interferência da Rússia na eleição de 2016 e um possível conluio entre Moscou e a campanha presidencial de Trump.
No comunicado breve com o qual demitiu Comey, Trump disse que o diretor do FBI lhe disse três vezes que ele não era alvo do inquérito sobre a Rússia. Em uma entrevista concedida à rede NBC News na quinta-feira, o presidente disse que Comey o tranquilizou durante um jantar e em dois telefonemas.
Comey não discutiu publicamente nenhuma conversa que teve com Trump.
O diretor interino do FBI, Andrew McCabe, saiu pela tangente quando foi indagado, durante uma audiência do Senado ocorrida na quinta-feira, se alguma vez ouviu Comey dizer a Trump que este não era o objeto da investigação.
A apuração da agência e investigações paralelas do Congresso vêm eclipsando a Presidência de Trump desde sua posse, em janeiro, e ameaçam ofuscar suas prioridades políticas.
Em janeiro agências de inteligência dos EUA concluíram que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma campanha de interferência na eleição com o objetivo de fazer a votação pender a favor de Trump. Moscou negou ingerência na eleição, e o governo Trump refutou as alegações de conluio com a Rússia
Reuters