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Muitas associações esportivas de prestígio, incluindo o Comitê Olímpico Internacional (COI), têm sede na Suíça. Segundo uma matéria publicada no domingo no jornal SonntagsZeitung, seus orçamentos são tão grandes que acarretam distorções indesejáveis nos cálculos do produto interno bruto suiço (PIB).Este conteúdo foi publicado em 19. fevereiro 2018 - 10:10
O COI, com sede em Lausanne, estima que a renda dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano será de CHF 2,2 bilhões (US$ 2,4 bilhões). A receita dos Jogos Olímpicos é automaticamente incluída nas estatísticas do PIB suíço, apesar de estar desconectada da economia real suiça, revelou o jornal de língua alemã.
Uma vez que a Suíça também abriga a sede da federação internacional de futebol, a FIFA, e da União das Associações Européias de Futebol, a UEFA, essa situação é ainda mais agravada quando ocorrem eventos como a Copa do Mundo de Futebol, que este ano será disputada na Rússia.
Nenhum benefício real para a economia suíça
Alguns especialistas acreditam que isso cria problemas para medir o PIB real do país. Yngve Abrahamsen, chefe da seção de previsão econômica do Instituto Suíço de Economia (KOF), disse ao SonntagsZeitung que "os eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol, geram fluxos de caixa na Suíça, mas não afetam a economia real porque não criam empregos nem geram receitas fiscais adicionais".
Os pesquisadores devem confiar em métodos de aproximação complicados para tentar medir e corrigir esses "erros" no PIB causados por grandes eventos esportivos, disse Abrahamsen.
Números positivos demais em anos pares
Nos anos pares, quando esses eventos esportivos internacionais acontecem, os números de crescimento econômico da Suíça parecem bons demais para serem verdadeiros, de acordo com os números apresentados no SonntagsZeitung. Em 2016, por exemplo, quando tanto os Jogos Olímpicos de Verão como o Campeonato Europeu de futebol ocorreram, parecia que a economia suíça havia crescido 1,4%, quando na verdade cresceu apenas 1,1%. O contrário aconteceu em 2017, quando não ocorreram eventos esportivos. O crescimento no país não diminuiu para 1%, como sugeriam as estatísticas, mas na verdade acelerou para 1,3% em relação a 2016.
A Secretaria Federal para Assuntos Econômicos (SECO) publicou uma análise no outono passado destinada a melhorar a interpretação das estatísticas do PIB do país.
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