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Prisão perpétua para ‘jihadista’ francês
O ‘jihadista’ francês Mehdi Nemmouche foi condenado na segunda-feira a prisão perpétua pelos quatro “homicídios terroristas” cometidos em 24 de maio de 2014, no Museu Judaico de Bruxelas, anunciou o tribunal judicial da capital belga.
Já o coautor Nacer Bendrer, um homem de Marselha que foi considerado culpado de fornecer as armas a Mehdi Nemmouche, foi condenado a 15 anos de prisão, disse o presidente do tribunal.
As sentenças são acompanhadas de uma “colocação à disposição” da justiça por um período de 15 anos para Nemmouche e cinco anos para Bendrer. Esta medida permite a supervisão judicial para além da sentença principal.
Mehdi Nemmouche foi declarado culpado no dia sete de março pelos crimes no Museu Judaico de Bruxelas, embora tenha rejeitado as acusações, dizendo-se vítima de uma cilada.
A acusação, que considerou este assassínio antissemita como o primeiro ataque cometido na Europa por um combatente regressado da Síria, exigiu a condenação dos dois homens, ex-companheiros de detenção no sul de França entre 2009 e 2010.
Os 12 jurados e os três magistrados tiveram em conta que Mehdi Nemmouche, um delinquente reincidente que se radicalizou na prisão, foi preso em 30 de maio de 2014, em Marselha, na posse das armas usadas durante o ataque ao museu.
Para os advogados de Nemmouche, os assassínios não resultaram de um ataque do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), em cujas fileiras o réu lutou entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2014, mas sim de uma “execução” de agentes do Mossad (serviços secretos israelitas), na qual alegados agentes dos serviços libaneses ou iranianos teriam implicado o seu cliente.
Entre as quatro pessoas assassinadas encontravam-se o casal Miriam e Emmanuel Riva, de 53 e 54 anos, um funcionário belga do museu, Alexandre Strens, 26 anos, e uma voluntária francesa de 66 anos, Dominique Sabrier.
A investigação mostrou que os dois homens trocaram dezenas de telefonemas em abril de 2014, quando se suspeita que Nemmouche estaria a planear o ataque.