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A análise das águas residuais permite rastrear a propagação da covid-19 de uma forma mais barata na América Latina e no Caribe, afirma um relatório do Banco Mundial (BM) publicado nesta terça-feira (25).
Essa tecnologia, que complementa estudos clínicos, permite que as autoridades "contem com uma ferramenta ampla, sustentável, rápida e igualitária para melhorar as respostas da saúde pública", destaca o Banco Mundial em um comunicado.
Uma forma menos convencional de rastrear a propagação da doença é olhar debaixo dos nossos pés, na nossa rede de esgotos.
As fezes de uma pessoa com covid-19 carregam o vírus, que é então passado para essas águas residuais.
As pessoas que trabalham nos serviços de água e saneamento das cidades podem coletar amostras de águas residuais que, ao serem analisadas, permitem determinar a concentração do vírus para estimar o alcance da doença na população que usa o sistema de esgoto.
A região da América Latina e do Caribe é um dos epicentros da epidemia, com algumas das taxas de mortalidade mais altas do mundo e mais de 1,56 milhão de mortos registrados desde o início da pandemia.
"A pandemia de covid-19 representou para muitos países da região a perda de anos de conquistas em desenvolvimento e evidenciou a necessidade de desenvolver novas ferramentas para se preparar e responder melhor a futuras crises", avalia no comunicado Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe.
A região "pode se beneficiar do uso de sua infraestrutura de água e saneamento para a vigilância dos riscos para a saúde pública, como a covid-19", acrescenta Jaramillo, que afirma que o Banco Mundial ajudará os países "a financiar e implementar investimentos inteligentes" para resolver problemas complexos, como o da pandemia.