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Segundo a revista econômica “Bilanz”, um terço das 300 pessoas mais ricas na Suíça é bilionária. Alguns deles pertencem a famílias conhecidas. A metade não é originária da Suíça e muitos vêm da Alemanha.
Desde os anos 1980 um bom número dos abonados atuava no setor financeiro. Porém a pequena lista que apresentamos aqui mostra que eles podem vir também de outras áreas.
Setor farmacêutico
Herdeiro e filantropo
André Hoffmann é um dos herdeiros do império farmacêutico Hoffmann-La Roche. Desde 1996 faz parte também do conselho de administração da empresa. Graças ao seu pacote de ações, as duas famílias herdeiras Hofmann e Oeri são donas de uma fortuna de aproximadamente 20 bilhões de francos suíços. Em 2004, André Hoffmann se tornou porta-voz das famílias. Assim como seu pai, Lukas, ele também se engaja pelo meio ambiente. Há pouco a mídia noticiou que ele estava apoiando a iniciativa “Economia Verde”. Ela prevê que a Suíça irá reduzir o seu consumo em dois terços até 2050.
Finanças e setor químico
De empresário a politico
Christoph Blocher é um dos fundadores do Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão). Em 2003 ele foi eleito para o cargo de ministro no Conselho Federal (o corpo de sete ministros que governa o país). Quatro anos depois não foi reeleito. Segundo a “Bilanz”, a família Blocher é dona de uma fortuna avaliada em 7 a 8 bilhões de francos.
Os Blochers conseguiram até aumentar a sua fortuna no ano passado. Segundo notícias da imprensa, a explicação encontra-se nas operações financeiras. Porém a origem da fortuna começou em 1983, quando Christoph Blocher comprou a baixo preço a empresa química EMS dos seus fundadores. O jornal “Neue Zürcher Zeitung” escreveu em 1987: através da especulação na bolsa de valores, a EMS parece mais uma “espécie de fundo de investimentos” do que uma fábrica. Não se sabe até que ponto suas operações contribuíram à riqueza da família. Hoje a empresa é conduzida pela filha de Blocher. Até hoje o grupo é especializado na fabricação de polímeros e produtos químicos especiais.
Plástico
Ativista político com 17 mil funcionários
Jobst Wagner já foi considerado pela mídia com o “anti-Blocher”. Isso, pois ele foi um dos fundadores da associaçao “Vantagem Suíça”, cujo principal fim era salvar o caminho das negociações bilaterais com a União Europeia, em contracorrente à política defendida por Blocher. Ele dirige a empresa herdada dos pais, Rehau AG. Sua fortuna é avaliada em 800 milhões de francos. A empresa tem 17 mil funcionários e atua em 50 países.
Negócios com matérias-primas
Caçador de oportunidades
Ivan Glasenberg, diretor-presidente e maior acionista da empresa Glencore, começou a atuar na comercialização de matérias-primas na filial da África do Sul do legendário Marc Rich. Mais tarde ela foi rebatizada com o nome “Glencore”. Até 2011, ela pertencia a 500 funcionários em posições de liderança. O mais rico deles é Ivan Glasenberg: sua participação é avaliada em 9,3 bilhões de dólares. A função com a empresa Xstrata tornou o grupo um dos mais importantes no setor de comércio de matérias-primas. Ele é muito criticado por ONGs pelas suas estratégias fiscais e alegadas violações dos direitos humanos e danos ambientais.
Pinturas do avô
Milhões como indenização
Marina Picasso, neta de Pablo Picasso, odiava o avô. Mas com a venda de algumas das suas pinturas, essa mulher de 64 anos entrou para a lista dos mais ricos na Suíça. Dentre outros, ela vendeu a pintura da sua avó, Olga Chochlova. Ela foi a primeira mulher de Pablo Picasso. A pintura “Portrait de femme”, de 1923, é avaliada em 60 milhões de francos.
Ela não teve dificuldade de se separar da obra. Única herdeira, ela ainda possui 400 pinturas e 7.000 desenhos. Porém só tem más lembranças do famoso avô. Em 2001 revelou-as em uma biografia. Em sua opinião, era um “monstro egoísta”, “incapaz de amar os próximos”. Por muitos anos sofreu com a sua tirania.
Fortuna com imóveis
Como criança foi pobre. Depois enriqueceu
Robert Heuberger é apenas um dos magnatas da especulação imobiliária na Suíça. Porém dos 300 suíços mais ricos, ele é o mais velho: tem 94 anos. Heuberger seria dono de dois mil imóveis, dentre eles hotéis, shopping-centers e escritórios. A revista Bilanz avalia sua fortuna entre 450 e 500 milhões de francos.
Corridas de automóvel
Rapidez para fazer fortuna
Sebastian Vettel tem apenas 29 anos, mas é o mais jovem dos mais ricos da Suíça. O piloto de Fórmula 1 e estrangeiro radicado na Suíça tem uma fortuna avaliada entre 150 e 200 milhões de francos. Quatro vezes campeão mundial, seu salário fixo em 2016 foi de 30 milhões de francos. O dinheiro é investido, dentre outros, em imóveis.
Dinheiro com dados de esportes
Tecnologia e boas ideias
Carsten Koerl é considerado o cartógrafo do esporte de elite. O engenheiro alemão de 51 anos é um dos mais novos integrantes do grupo de mais ricos da Suíça. Antes da queda nas bolsas de valores no período do “Dotcom”, ele vendeu sua participação na empresa que ajudou a criar: a Betandwin, de apostas. Assim se tornou multimilionário. Sua fortuna é avaliada entre 150 e 200 milhões de francos. Hoje, como proprietário da empresa Sportradar, continua participando de competições. A empresa fornece dados esportivos para as mídias e indústria de apostas.
Fonte: Swissinfo