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Soldados israelenses são vistos na cidade de Halhul, perto de Hebron, na Cisjordânia, onde os corpos dos três jovens israelenses desaparecidos foram encontrados, em 30 de junho de 2014(afp_tickers)
Cerca de 200 pessoas participaram nesta terça-feira em uma manifestação antiárabe em Jerusalém, à margem do funeral dos três jovens israelenses encontrados mortos na segunda-feira na Cisjordânia ocupada.
Aproximadamente, "200 pessoas tentaram bloquear a estrada que leva à Jerusalém. A polícia dispersou a manifestação que, em seguida, deslocou-se para o centro da cidade, onde os manifestantes gritavam palavras de ordem antiárabes", informou o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, acrescentando que 28 manifestantes foram presos.
"Esta é uma caça aos árabes, eles entram nos trens, param carros na estrada e gritam 'morte aos árabes", disse uma testemunha à AFP.
A polícia israelense foi colocada em alerta em todo o país para ataques ou represálias contra a minoria árabe em Israel e contra os palestinos na Cisjordânia.
O governo israelense acusa o movimento islâmico palestino do Hamas de ser responsável pelo sequestro e assassinato dos três jovens, ameaçando represálias.
Eyal Yifrach, de 19 anos, Naftali Frankel e Gilad Shaer, ambos de 16 anos, foram encontrados mortos na segunda-feira nos arredores da cidade de Halul, perto da estrada onde eles foram vistos pela última vez no sul da Cisjordânia.
Os três jovens foram enterrados nesta terça-feira à tarde no cemitério de Modi'in, entre Jerusalém e Tel Aviv, em uma cerimônia com a presença de dezenas de milhares de pessoas.
AFP