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Manifestantes durante Marcha do Clima contra os combustíveis fósseis, em Bonn, em 4 de novembro de 2017(afp_tickers)
Milhares de pessoas protestavam neste sábado em Bonn para pedir ações mais contundentes contra o aquecimento global, começando pelo final do uso do carvão como combustível, a dois dias da conferência da ONU sobre o clima.
Com frases como "sim à justiça climática, não ao carvão!", os manifestantes começaram a marchar pelo centro da ex-capital federal alemã com destino aos arredores do local onde acontecerá a COP23, às margens do Reno.
"Devem acabar com o carvão", o combustível fóssil mais nocivo de todos, exigia a multidão que compareceu ao protesto convocado por cerca de 100 ONGs como Oxfam, WWF e Greenpeace.
O Acordo de Paris contra o aquecimento global, adotado no fim de 2015 pela comunidade internacional, é "um raio de esperança", reconheceram os organizadores. "Mas os governos não fazem o suficiente para acabar com a crise climática", disseram, dias depois da ONU publicar um relatório alarmante sobre o tema.
"Impedir a mudança climática implica em sair rapidamente dos combustíveis fósseis, especialmente do carvão, e apoiar suficientemente os países pobres", acrescentaram.
Os participantes da marcha seguravam globos terrestres verdes e pretos.
"Queremos salvar o planeta", explicou Sabine, que chegou com suas filhas de oito e 17 anos de Colônia, perto de Bonn. "Estar aqui é a única coisa que podemos fazer. Não sei se podemos mudar as coisas, mas devemos tentar", disse.
Os manifestantes criticaram também a política energética da Alemanha, anfitriã de uma conferência que, pela primeira vez, será presidida por um pequeno Estado insular, Fiji, um dos mais ameaçados pelo aquecimento global.
O planeta vive um aquecimento de rapidez inédita. Três quartos das emissões de gás de efeito estufa são atribuídos à combustão de recursos fósseis: petróleo, gás e carvão. Este último continua sendo a principal fonte de produção de energia no mundo.
Os delegados de 200 países, incluindo os Estados Unidos que anunciou sua retirada do Acordo de Paris sobre o Clima, se reunirão até 17 de novembro.
AFP