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JERUSALÉM (Reuters) - Israel informou nesta quarta-feira que a Marinha do país interceptou um navio de contêineres no Mediterrâneo que levava foguetes destinados ao grupo libanês Hezbollah. A embarcação foi levado para um porto israelense.
Informações divulgadas pela mídia de Israel afirmaram que o armamento foi fornecido pelo Irã.
"Havia (foguetes) Katyusha, cujo propósito é atingir civis", disse o vice-ministro da Defesa Matan Vilnai à Rádio do Exército.
Ele não deu detalhes sobre a quantidade de armamento existente no navio e expressou dúvidas sobre se a tripulação sabia que as armas estavam a bordo.
Questionado se o carregamento tinha como destino o Hezbollah, Vilnai disse: "Sim. Isso fortalece (o grupo) e aumenta a capacidade dele de atingir a longo alcance dentro de Israel".
O Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes contra Israel numa guerra em 2006 e autoridades israelenses afirmam que o grupo vem se rearmando desde o conflito de 34 dias.
Uma porta-voz militar israelense disse que a Marinha "avistou, durante checagens de rotina, um navio cargueiro levando a bandeira de Antígua a 100 milhas (160 quilômetros) da costa israelense", disse uma porta-voz militar.
"Eles suspeitaram que ele carregava armas e, depois de uma inspeção inicial, munições foram encontradas. O navio foi levado ao litoral", disse a porta-voz.
O correspondente para assuntos militares da Rádio Israel identificou o navio como o Francop, uma embarcação de 137 metros que transporta contêineres, e afirmou que ele está agora atracado no porto de Ashdod, ao sul de Tel Aviv
A emissora de TV israelense Channel 10 disse que Israel tinha informações antecipadas sobre o navio. Fontes militares afirmaram que comandos navais abordaram a embarcação em águas internacionais.
O Ministério da Defesa israelense disse que o navio foi abordado próximo do Chipre.
Em comunicado oficial, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o armamento tinha como destino "a arena terrorista no norte", numa aparente referência ao Hezbollah.
Em outra nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as armas encontradas poderiam ter "atingido cidades israelenses".
(Reportagem de Ari Rabinovitch, Jeffrey Heller e Dan Williams)
Reuters