Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02461.jsonl.gz/18

O Brasil está na 11ª colocação do ranking mundial de escravidão contemporânea, com 1,053 milhão de pessoas vivendo em situação correlata, segundo o Índice Global de Escravidão 2023 elaborado pela organização de direitos humanos Walk Free.
As estimativas mostram que cerca de 50 milhões de pessoas viviam em situação de escravidão contemporânea em 2021, o que corresponde a um aumento de 10 milhões de registros em relação ao levantamento realizado em 2018.
Desse total, 28 milhões de pessoas estavam em situação de trabalho escravo e 22 milhões de pessoas em casamentos forçados, sendo 12 milhões de crianças. Pelo menos metade das pessoas em situação de escravidão contemporânea são mulheres, e um quarto são crianças – mulheres e meninas contabilizam 68% dentre todos os casos de casamentos forçados.
Dez países são responsáveis por registrar dois terços das vítimas da escravidão contemporânea: Índia, China, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Indonésia, Nigéria, Turquia, Bangladesh e Estados Unidos.
Considerando a população, os países que apresentam mais prevalência de casos de escravidão contemporânea são a Coreia do Norte, Eritreia, Mauritânia, Arábia Saudita e Turquia. Na outra ponta, os países com menos ocorrências são Suíça, Noruega, Alemanha, Holanda e Suécia.
De acordo com o relatório, a piora foi decorrente de fatores como o aumento dos conflitos armados, regressão dos direitos das mulheres, e os impactos econômicos e sociais da pandemia de covid-19.
Segundo relatório da Walk Free, a escravidão contemporânea apresenta formas diversas e é conhecida por uma série de nomes, como trabalho forçado, casamento forçado ou servil, tráfico e venda de crianças, tráfico humanos e exploração forçada do trabalho sexual, dentre outras.
Além disso, os riscos de ser vítima de escravidão contemporânea aumentam entre os trabalhadores migrantes (que correm mais do que o triplo de riscos de estarem em situação de escravidão em relação aos não-migrantes) e entre aqueles que fazem parte de minorias religiosas, étnicas, de raça, casta, identidade sexual ou de gênero.
Leia abaixo a íntegra do último relatório global de escravidão contemporânea elaborado pela organização Walk Free.Global-Slavery-Index-2023
Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.
Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.