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O presidente francês Emmanuel Macron(afp_tickers)
O presidente francês Emmanuel Macron mostrou neste domingo seu "desacordo" com o presidente americano Donald Trump sobre o programa nuclear iraniano, e afirmou que avalia viajar a Teerã em "seu devido momento".
"É preciso olhar para a Coreia [do Norte]: rompemos qualquer negociação com a Coreia. Qual é resultado? Acordamos anos depois com uma Coreia que está a ponto de conseguir a arma nuclear", disse Macron.
O presidente francês afirmou ter pedido a Trump que "não rompa o acordo" assinado em 2015 entre as grandes potências (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
Trump "quer endurecer as coisas com o Irã, foi isso que ele declarou na sexta-feira. Eu explique a ele que, na minha opinião, é um método ruim", disse Macron em sua primeira grande entrevista televisiva desde que chegou à presidência.
Em um duro discurso feito na sexta-feira, Trump anunciou que não certificaria o acordo nuclear e deixou claro que pode deixá-lo a qualquer momento, deixando seu destino nas mãos do Congresso americano.
O documento assinado com Teerã pretende garantir o caráter civil do programa nuclear, em troca da suspensão parcial das sanções impostas ao regime iraniano.
"Podem haver desacordos, mas eles não podem ser sem salvação", disse Macron, acrescentando que fez uma proposta a Trump sobre o Irã. "Disse a ele: mantenhamos juntos um diálogo exigente, sigamos controlando. Mas sejamos muito mais exigentes com o Irã sobre sua atividade balística, os mísseis que lança e os que não são nucleares, e sobre a ação do Irã na região", declarou.
Em relação à possibilidade de viajar para o Irã, depois de ter recebido um convite do presidente Hassan Rohani, Macron disse que irá "em seu devido momento para manter um diálogo exigente" com o governo da república islâmica.
Caso a visita seja confirmada, será a primeira viagem oficial de um presidente francês a Irã desde Valéry Giscard d'Estaing, que esteve no país em 1976, época do xá.
AFP