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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que deverão ser tomadas "grandes decisões" sobre Porto Rico(afp_tickers)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que deverão ser tomadas "grandes decisões" sobre Porto Rico, um território americano no Caribe afetado por uma dívida pública milionária e devastado nos últimos dias por furacões.
"Porto Rico foi destruído por dois furacões. Deverão ser tomadas grandes decisões sobre o custo da sua reconstrução", disse Trump em sua conta do Twitter, sobre a passagem pela ilha de Irma e Maria.
Mais tarde, em um discurso na Associação Nacional de Manufatureiros, o presidente disse que "infelizmente" Porto Rico, um Estado Livre Associado aos Estados Unidos desde 1952, não pode lidar com esta catástrofe por conta própria.
"Em última instância, o governo de Porto Rico terá que trabalhar conosco para determinar como se financiará e organizará este esforço de reconstrução maciça - que terminará sendo um dos maiores da sua história - e o que faremos com a tremenda quantidade da dívida existente na ilha", disse.
Porto Rico, que em maio se declarou em falência fiscal, registra uma dúvida pública de 73 bilhões de dólares e uma economia estagnada há uma década.
Após o devastador furacão Irma, que atingiu Porto Rico no início de setembro, Maria sacudiu a ilha em 20 de setembro, deixando 3,4 milhões de habitantes sem energia elétrica, água corrente e serviço de telecomunicações.
A recuperação da infraestrutura é dificultada, além disso, pelo fato de que o território é uma ilha, segundo Trump. Porto Rico "é uma ilha rodeada de água, muita água, água do oceano", disse.
O especialista Brad Setser, do centro de análises Conselho de Relações Exteriores, advertiu que "a crise humanitária de Porto Rico em breve se transformará em uma crise orçamentária".
É provável que se suspenda a arrecadação de impostos, estimou, ao afirmar que "não há forma de que Porto Rico possa pagar suas dívidas neste momento".
Não se descarta que, perante o ocorrido, os credores revisem os acordos.
AFP