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Em 11 de maio, os habitantes da Suíça já haviam consumido sua "cota" anual teórica de recursos naturais renováveis.Este conteúdo foi publicado em 11. maio 2021 - 07:30
O dado foi revelado pela Global Footprint Network, um grupo de reflexão ecológica, sediado nos EUA, que calcula as datas em que as populações nacionais consumiram mais recursos do que a natureza pode regenerar em um único ano.
O primeiro país neste ano a ultrapassar a marca foi o Qatar, em 9 de fevereiro; espera-se que São Tomé e Príncipe atinja seu limite em 27 de dezembro. Ao atingir seu limite em 11 de maio, a Suíça vem uma semana após a Alemanha, França, Itália, Japão e Nova Zelândia alcançarem seu dia de ultrapassagem.
No ano passado, o dia da Suíça caiu um pouco mais cedo, em 8 de maio. A Global Footprint Network disse que ainda era muito difícil dizer se ou quanto a pandemia da Covid-19, e as restrições relacionadas, desempenhou um papel nos resultados deste ano.
De acordo com a metodologia do estudo, "a Pegada Ecológica é derivada do rastreamento da área biologicamente produtiva necessária para suprir todas as demandas das pessoas". As importações e exportações de um país também são levadas em conta no cálculo final.
O grupo não disse quando a média global do dia de ultrapassagem está programada para cair em 2021. No ano passado, foi em 22 de agosto. A data vem retrocedendo constantemente: em 1970 caiu em dezembro, mas em 2000 havia regredido para setembro.
Em 13 de junho, os eleitores suíços terão uma palavra a dizer sobre uma nova lei de CO2 ratificada pelo parlamento no ano passado, que prevê várias novas regras sobre sustentabilidade, incluindo impostos sobre combustível, impostos sobre passagens aéreas e normas mais rigorosas para edifícios.
A lei, que é um componente-chave da estratégia climática de longo prazo do país, foi levada a um referendo por um comitê interpartidário representando os setores econômicos, incluindo a indústria do petróleo, transporte e aviação, e construção civil.
Quase todos os partidos políticos, assim como outros segmentos da economia, são favoráveis à lei de CO2, enquanto as pesquisas iniciais indicaram - até agora - um amplo apoio público.
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