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Refugiados rohingyas na fronteira entre Bangladesh e Mianmar, em 17 de outubro de 2017(afp_tickers)
Um alto funcionário das Nações Unidas regressou nesta terça-feira sem resultados de cinco dias de negociações em Mianmar, onde tentava um regresso seguro para os rohingyas refugiados em Bangladesh e o acesso de voluntários humanitários.
Jeffrey Feltam, subsecretário-geral para assuntos políticos da ONU discutiu com a líder de fato de Mianmar, Aung San Suu Kyi, e com o chefe do Exército birmanês, general Min Aung Hlaing, sobre o drama dos 582 mil rohingyas que fugiram a partir de agosto de uma ofensiva do Exército contra rebeldes no estado de Rakain.
O funcionário sobrevoou o estado de Rakain de avião e observou aldeias incendiadas, informou uma fonte da ONU.
Em Mianmar, Feltam "reiterou o apelo do secretário-geral, António Guterres, para que ativistas humanitários tenham acesso completo e ilimitado ao estado de Rakain, e que os refugiados possam regressar de forma voluntária, segura e digna a seus locais de origem", revelou o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.
A ONU não esperava "vitórias rápidas" com esta viagem, destacou Dujarric. "É uma discussão continuada com o governo de Mianmar (...) mas queríamos ver um acesso (da ajuda humanitária) o mais rápido possível".
A ONU denuncia a campanha do Exército em Rakain como uma limpeza étnica, mas as autoridades birmanesas afirmam que as operações buscam erradicar grupos rebeldes rohingyas que atacaram delegacias no final de agosto.
AFP