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Por Hadeel Al Sayegh e Saeed Azhar
DUBAI (Reuters) - Viagens aéreas pela região do Golfo Pérsico e outros lugares podem sofrer interrupções após a decisão de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein de cortar laços com o Catar, acusando o pequeno país produtor de petróleo de apoiar militantes islâmicos.
A Arábia Saudita baniu companhias aéreas do Catar de seu espaço aéreo nesta segunda-feira, ao passo que a Etihad Airways, de Abu Dhabi, e a Emirates Airline, de Dubai, disseram que suspenderiam todos os voos indo para ou voltando de Doha a partir da manhã de terça-feira, por prazo indefinido.
O Catar é sede da companhia aérea global Qatar Airways e muitos aeroportos na região do Golfo servem de centros de conexões de voos internacionais. O Aeroporto Internacional de Hamad, maior do país, serviu cerca de 9,8 milhões de passageiros de janeiro a março, de acordo com seu website.
"Há um impacto mais amplo do que a Qatar Airways não ser capaz de aterrissar em mercados como o saudita ou dos Emirados Árabes Unidos, considerando que estes mercados são fontes significativas de trânsito de passageiros", disse Will Horton, analista do centro de aviação Capa, na Austrália.
"Um passageiro em Riad pode não ser capaz chegar a Bancoc com conexão via Doha, e um passageiro em Dubai pode não chegar a Londres via Doha", acrescentou.
As restrições mais severas vieram da Arábia Saudita, que baniu todos os aviões do Catar de pousarem nos aeroportos do reino e os impediu de entrar em espaço aéreo saudita. Também proibiu companhias aéreas sauditas de atenderem o Catar.
A mais recente disputa entre Estados do Golfo Pérsico é um novo desafio para as companhias aéreas da região, em um momento no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta restringir o tráfego de passageiros de alguns países de maioria muçulmana para dentro dos EUA.
(Por Aziz El Yaakoubi, Hadeel Al Sayegh, Tom Arnold em Dubai e Katie Paul em Riad; reportagem adicional de Jamie Freed em Sidney)
Reuters