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"Mais, muito mais, será esperado de vocês nas semanas e meses que estão por vir". A frase é do secretário da Defesa, Donald Rumfeld, em mensagem enviada aos militares. No Afeganistão, informa a agência Reuters, a população começa a contruir trincheiras e abrigos para tentar se proteger de um eventual ataque militar.
O presidente George Bush, que prometeu uma luta do bem contra o mal, visitou quarta-feira o Pentágono, o centro de inteligência americano, e disse que estava "oprimido pela devastação".
Ofensiva será da OTAN
O Congresso americano aprovou verba excepcional de US 20 bilhões para as operações de resgate, reconstrução e combate ao terrorismo. Em nova sessão, prevista para sexta-feira, o Congresso poderá aprovar uma espécie de declaração de guerra, declarou o senador Tom Daschle, líder da banca democrata, à CNN.
Preparando-se já para uma possível ofensiva de grande porte, Washington garantiu a colaboração de seus aliados militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Reunida em sua sede, em Bruxelas, pela primeira vez em seus 52 anos de história, invocou-se uma cláusula de defesa mútua (capítulo 5) que obriga todos os países-membros a saírem em defesa de um membro da Otan que tenha sido atacado.
Powell espera longo coflito
Segundo o secretário americano de Estado, Colin Powell, a decisão vai permitir uma reação em conjunto. Veterano da guerra do Golfo, Powell disse ainda que a reação não será contra um indivíduo, mas que vai dar origem a um conflito de longa duração.
Até agora, o principal suspeito é o saudida Oussama ben Laden, residente no Afeganistão.
swissinfo com agências