Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02608.jsonl.gz/42

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
A subsecretária de Estado americana para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, em Washington, DC, no dia 22 de maio de 2015(afp_tickers)
Os Estados Unidos buscam alcançar uma "relação pragmática" com a Venezuela, apesar das enormes diferenças entre os dois governos - declarou a subsecretária de Estado americana para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, nesta quarta-feira.
Para a subsecretária, a conversa entre o secretário de Estado John Kerry e a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, é a manifestação desse empenho de Washington em uma melhora das relações bilaterais com Caracas.
"Estamos continuando as discussões. Embora tenhamos diferenças, estamos tentando ter uma relação pragmática com Venezuela", disse Roberta Jacobson, em um painel durante a 19ª Conferência da Corporação Andina de Fomento (CAF), em Washington.
Estados Unidos e Venezuela não têm embaixadores em suas respectivas capitais desde 2010. A relação bilateral se deteriorou ainda mais em março deste ano, depois que a Casa Branca adotou sanções contra funcionários venezuelanos e considerou que o país era uma ameaça à segurança americana.
Na conversa, Kerry e Delcy "discutiram temas como a situação na fronteira (entre Venezuela e Colômbia) e nossa preocupação com a situação humanitária", relatou Jacobson.
Os dois diplomatas também conversaram "sobre a situação de Leopoldo López", líder da oposição venezuelana detido desde fevereiro de 2014, acusado de promover a violência em manifestações nas ruas.
Um porta-voz do Departamento de Estado informou à AFP que, no telefonema, Kerry e Rodríguez "discutiram a importância de manter canais de comunicação abertos" entre Estados Unidos e Venezuela.
De acordo com essa mesma fonte, em relação ao recente imbróglio na fronteira entre Colômbia e Venezuela, Kerry manifestou à chanceler sua convicção da "necessidade de uma rápida resolução da disputa, diante da situação humanitária".
AFP