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Apoiadores do líder opositor Leopoldo López, em Caracas, no dia 18 de fevereiro de 2017(afp_tickers)
Cerca de 200 opositores venezuelanos foram às ruas e bloquearam uma das principais rodovias de Caracas neste sábado para protestar contra os três anos de detenção do dirigente Leopoldo López.
Lilian Tintori, esposa do político, caminhou durante uma hora com as duas centenas de pessoas pela avenida Francisco Fajardo para exigir a libertação da dirigente e pedir ao governo que permita que a crise política e econômica do país seja resolvida com eleições presidenciais antecipadas.
López foi detido em 18 de fevereiro de 2014 e em setembro de 2015, foi condenado a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar a violência durante protestos para exigir a renúncia do presidente Nicolás Maduro.
Estas manifestações deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014.
"Censura é ditadura", estampou em sua camiseta Rubén Colmenares, um estudante de engenharia de 22 anos, que se somou ao protesto para repudiar a ordem de Maduro de tirar do ar na quarta-feira passada o sinal da emissora CNN em espanhol.
"Não podemos nos habituar a que fechem a mídia livre, temos que estar sempre nas ruas", disse Colmenares à AFP.
"Há três anos, Leopoldo López foi injustamente encarcerado. Há três anos, ele denunciou que iria ocorrer: um regime que submete os venezuelanos com escassez, insegurança, corrupção, censura da mídia e perseguição a quem pensa diferente. Seu único crime foi uma manifestação não violenta. Hoje, mais de 80% del país pedem a saída de Maduro", declarou de um caminhão que lhe serviu de palanque David Smolansky, prefeito de El Hatillo (leste de Caracas).
Smolansky acrescentou que o governo Maduro é uma ditadura que mantém "os venezuelanos passando fome e protege os delinquentes".
"Dizemos à comunidade internacional: basta de ditadura, queremos viver em um país livre, onde a decência se imponha à violência", acrescentou.
A sentença contra López foi confirmada em última instância na quinta-feira passada, um dia depois de Trintori se reunir na Casa Branca com o presidente americano, Donald Trump, que pediu no Twitter a libertação do opositor.
AFP