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Jose Ramirez, um sobrevivente do ataque na boate Pulse, reage em memorial no aniversário de um ano da tragédia, em Orlando, Flórida. 12/06/2017 REUTERS/Scott Audette(reuters_tickers)
Por Christopher Boyd
ORLANDO, Flórida (Reuters) - Os nomes das 49 pessoas mortas em uma boate na Flórida em junho do ano passado foram lidos em voz alta nesta segunda-feira em uma homenagem que marcou o exato momento em que, há um ano, um homem armado transformou uma festa em um massacre.
A reunião particular na boate Pulse, de Orlando, às 3h02 (horário de Brasília), foi o primeiro evento de uma série em que os nomes das vítimas serão relembrados com performances, rezas e vigílias à luz de velas por todo o país no "Dia Orlando Unido".
No primeiro aniversário do pior ataque em massa com tiros na história moderna dos Estados Unidos, autoridades pediram que americanos se reúnam em atos de "amor e gentileza" para honrar as vítimas da tragédia que durou três horas no dia 12 de junho do ano passado na agora fechada boate gay, incluindo sobreviventes que ainda sofrem com feridas emocionais e físicas.
"Após a tragédia da Pulse, nós mostramos ao mundo que Orlando não vai ser definida pelo ato de um assassino repleto de ódio, mas, ao invés disso, ser definida pela nossa resposta de amor, compaixão e unidade", escreveu o prefeito Buddy Dyer, em um blog.
Centenas de pessoas se reuniram do lado de fora da boate na noite de domingo e na manhã desta segunda-feira, incluindo diversas pessoas vestidas de branco, com asas de anjo e carregando lanternas. Os "anjos" apareceram pela primeira vez logo após a tragédia para proteger e apoiar a família e amigos das vítimas.
"Nós vamos garantir que o mundo seja um lugar melhor por causa dos nossos 49 anjos", disse a prefeita da região de Orange County, Teresa Jacobs, segundo a WKMG-TV, durante um evento de homenagem antes de uma apresentação da música "Over the Rainbow" enquanto muitos dos presentes choravam.
"Todo mundo realmente se uniu", disse Matt Heavey, de Orlando, à WKMG. "Nós abraçamos as diferenças", disse. "Nós abraçamos a diversidade que faz essa cidade realmente avançar".
Muitos dos que foram prestar seu respeito disseram estar no local pela primeira vez desde o ataque, com a tragédia ainda muito recente.
(Reportagem de Letitia Stein; Reportagem adicional de Chris Michaud em Nova York)
Reuters