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A primeira audiência do ex-presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, no Tribunal Penal Internacional de Haia durou apenas 11 minutos. Ele compareceu sem advogado e reafirmou não reconhecer a legitimidade do TPI. A suíça Carla Del Ponte quer o processo pronto em outubro.
Depois de ter sido aparentemente pegos de surpresa pela rápida extradição de Slobodan Milosevic, o juízes do Tribunal Penal Internacional da ONU, em Haia, terão de trabalhar rapidamente.
A procuradora geral do TPI, a suíça Carla Del Ponte, afirma que "pediu a todos os funcionários para concluirem a instrução do processo até 1° de outubro". Ela espera também poder publicar antes o ato de acusação, provavelmente em agosto.
A estratégia da acusação deverá ser a de um processo único contra Milosevic, por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a Humanidade na Croácia, Bósnia e Kosovo. Os demais indiciados seriam julgados separadamente, uma vez que Milosevic era o chefe de Estado.
Del Ponte lembrou ainda a regra jurídica fundamental de que o acusado deve ser julgado de uma só vez por todos os crime de que é suspeito no momento do processo.
swissinfo com agências