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Petrolífera suíça admite participação em esquema de corrupção no Equador
Um ex-representante da empresa suíça de commodities Gunvor se declarou culpado de ajudar a canalizar mais de US$ 22 milhões (CHF 20,4 milhões) em subornos a funcionários de alto nível no Equador em troca de contratos lucrativos com a empresa petrolífera estatal.
Como parte de seu acordo no tribunal federal do Brooklyn (EUA) na terça-feira, o canadense de 68 anos de idade concordou em renunciar a US$ 2,2 milhões em lucros do esquema de suborno, o qual, segundo ele, vigorou de pelo menos 2012 a agosto de 2020. O réu enfrenta até 20 anos de prisão.
Em uma declaração lida no tribunal, ele afirmou que, como parte de seu trabalho, ele aprovou grandes pagamentos a dois consultores anônimos, um dos quais era cidadão da Espanha, Equador e Estados Unidos, com residência em Miami, com o entendimento de que alguns de seus honorários seriam usados para subornar funcionários da Petroecuador em troca de contratos de compra de produtos petrolíferos.
A Gunvor disse que está cooperando com o Departamento de Justiça dos EUA e descreveu o homem como um “ex-agente”.
“A Gunvor tomou outras medidas para proibir completamente o uso de agentes para fins de desenvolvimento comercial”, disse um porta-voz, Seth Pietras, em uma declaração.
Investigações
Não está claro se os promotores americanos também estão investigando qualquer responsabilidade criminal da Gunvor, que eles identificaram no tribunal apenas como uma “empresa comercial européia”.
Mas a alegação do acusado segue uma série de investigações de promotores do Brooklyn visando a corrupção nos mercados de commodities da América Latina.
Em dezembro, a unidade americana da Vitol, uma das maiores traders de energia do mundo, com sede na Suíça, concordou em pagar mais de 160 milhões de dólares para encerrar uma investigação sobre subornos pagos no México, Brasil e Equador durante 15 anos.
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As autoridades suíças em 2019 ordenaram à Gunvor que pagasse quase CHF 94 milhões (US$ 101 milhões) em compensação e multas por não ter impedido seus representantes de subornar funcionários públicos para obter acesso aos mercados de petróleo no Congo e na Costa do Marfim.
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