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WASHINGTON (Reuters) - Cuba vai facilitar viagens à ilha para seus cidadãos que moram nos Estados Unidos, disse o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodriguez, em um gesto para ganhar apoio de cubanos americanos durante uma crise diplomática causada por acusações de ataques misteriosos contra diplomatas americanos em Cuba.
"O governo dos EUA fecha, e Cuba abre", disse Rodriguez em um encontro com cubanos americanos pró-Havana em Washington.
Ele disse que os cidadãos cubanos nos EUA não precisarão mais passar por uma revisão especial de seus passaportes cubanos para reabilitá-los antes de viajar para a ilha.
Rodriguez disse que esse procedimento tornou-se mais difícil devido à falta de pessoal na embaixada cubana após o governo dos EUA expulsar 15 diplomatas cubanos este mês devido a uma disputa em torno de ataques misteriosos a pessoal dos EUA em Cuba.
"É inaceitável e imoral, do ponto de vista do governo cubano, que as pessoas sejam prejudicadas por diferenças entre os governos", disse ele.
Alguns cubano-americanos disseram que Havana está simplesmente atendendo demandas que já deveriam ter sido resolvidas há muito tempo, como a permissão para ir ao país sem precisar de um procedimento especial.
Embora os Estados Unidos não tenham acusado formalmente Cuba de levar a cabo ataques que causaram perda da audição e problemas cognitivos em seus diplomatas, o presidente Donald Trump disse na semana passada que Havana era responsável.
Oficiais do governo cubano acusaram Trump nesta semana de caluniar o país.
A tensão sobre os supostos ataques, alguns dos quais envolvendo sons agudos, veio depois que Trump disse em junho que queria reverter a trégua histórica entre Estados Unidos e Cuba, exigindo restrições mais severas sobre viagens e comércio. As medidas ainda não foram reveladas.
Rodríguez disse que Cuba está tornando mais fácil para os filhos dos cubanos nos Estados Unidos conseguirem a nacionalidade cubana e vai permitir que os cubano-americanos viajem para o país em navios de cruzeiro.
Havana também permitirá que alguns cubanos que deixaram o país ilegalmente retornem, disse ele.
Existem cerca de 2 milhões de cubanos ou americanos de origem cubana nos Estados Unidos.
(Por Alistair Bell em Washington e Sarah Marsh em Havana)
Reuters