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Um motociclista morreu nesta sexta-feira à noite em Bogotá pela "violenta obstrução por parte alguns manifestantes" durante um protesto, informou a prefeita da capital colombiana, Claudia López, neste sábado (26), em uma declaração pública.
Após lamentar a morte de Camilo Vélez, de 27 anos, López determinou "que se suspenda qualquer atividade de aglomeração sobre o Portal das Américas e sobre o Portal de Suba", dois dos principais locais de protesto na cidade.
Nestes portais de transporte público, situados em setores populares do oeste e do norte de Bogotá, as manifestações escalam regularmente em distúrbios e confrontos com as forças públicas quando a noite cai.
Na véspera, Vélez perdeu o controle de sua motocicleta nas proximidades do Portal das Américas quando atingiu um "cabo de aço tensionado" que causou um ferimento de cinco centímetros no pescoço, informou a polícia em um comunicado.
As autoridades ofereceram 13.000 dólares de recompensa por informações que levem às pessoas que esticaram a corda.
Essa é a terceira morte nesta semana em meio às sangrentas manifestações em Bogotá, um dos principais focos de protestos populares que tomaram as ruas, desde 28 de abril, em rejeição às políticas do presidente Iván Duque.
De acordo com a prefeita, as duas primeiras mortes podem estar relacionadas a "supostas violações de protocolos por parte de alguns membros" do esquadrão de choque da polícia.
A ONU, os Estados Unidos e várias ONGs internacionais denunciaram o uso desproporcional da força pelos soldados nos protestos.
No entanto, a representante de centro-esquerda insistiu em condenar a violência exercida por alguns dos manifestantes.
“Os cidadãos e os jovens que de boa fé têm apelado a atividades culturais e pacíficas nesses dois portais (...) não têm capacidade de garantir que essas atividades sejam realizadas de forma pacífica”, acrescentou.
O que começou como um protesto contra o aumento frustrado de impostos em pleno auge da pandemia levou a um movimento popular, que exige uma reforma da polícia e um Estado mais solidário para lidar com os estragos econômicos provocados pela pandemia, que elevou a pobreza da população de 37% a 42%.
Embora a frente mais visível das mobilizações tenha suspendido os protestos até o dia 20 de julho, outros setores insatisfeitos mantêm ativas suas marchas, concentrações e bloqueios. Em quase dois meses, pelo menos 60 pessoas morreram durante as manifestações, duas delas policiais.