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A oposição da Venezuela anunciou nesta segunda-feira um "processo amplo e plural de primárias" em 2023 para eleger o candidato que irá disputar as eleições presidenciais um ano depois.
"A luta unitária tem como objetivo fundamental obter a mudança política, entendendo que é o único caminho verdadeiro para deter o sofrimento de milhões de venezuelanos", expressou a Plataforma Unitária, que reúne os principais partidos opositores.
"A candidata ou candidato presidencial das forças democráticas será escolhido por um amplo e plural processo de primárias que se realizará no ano de 2023", afirmou o texto. "A partir deste momento daremos início a um profundo processo de consultas com todo o país para finalmente construir juntos este poderoso mecanismo de escolha da candidata ou candidato unitário".
As eleições para presidente na Venezuela estão previstas para 2024, seis anos depois da reeleição de Nicolás Maduro em 2019, em um processo que a oposição e dezenas de países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos e a União Europeia, não reconheceram e classificaram o pleito como fraudulento.
Esse desconhecimento foi, de fato, o argumento para que o líder opositor Juan Guaidó juramentasse em 2019, na condição de chefe do Parlamento, como presidente encarregado com amplo reconhecimento internacional, mesmo que na prática o poder sempre residiu em Maduro.
A autoridade eleitoral - que, após uma reforma tem representação opositora em seu diretório, mas segue controlada pelo chavismo - não anunciou um calendário para as próximas eleições.
"Devem a nós, venezuelanos, uma eleição presidencial", tuitou Guaidó. "Estamos dando os passos para exigir uma data e condições para uma eleição livre e justa."
Os principais partidos de oposição participaram das eleições regionais do ano passado sem o apoio expresso de Guaidó, depois de boicotarem as presidenciais de 2018 e as legislativas de 2020, denunciando falta de condições.
Guaidó não descarta ser um dos candidatos no processo das primárias, segundo uma fonte. Maduro, a princípio, buscará o terceiro mandato em 2024.