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(Arquivo) O vice-chanceler Anatoly Antonov(afp_tickers)
O vice-ministro das Relações Exteriores Anatoly Antonov foi nomeado nesta segunda-feira (21) embaixador da Rússia nos Estados Unidos - anunciou o Kremlin em um comunicado.
"Anatoly Ivanovich Antonov foi nomeado por decreto presidencial embaixador extraordinário e plenipotenciário da Federação da Rússia nos Estados Unidos", indicou o Kremlin em um comunicado.
Substitui Serguei Kislyak, acusado pela imprensa americana de ter conspirado para facilitar a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
Considerado um diplomata veterano e um hábil negociador, Antonov, de 62, terá de pôr em prática toda sua experiência, se quiser melhorar as relações russo-americanas e acalmar a tempestade midiática gerada pela suspeita de ingerência de Moscou na campanha eleitoral americana de 2016.
Há várias investigações em curso - federais e do Congresso - sobre o caso.
Fluente em inglês e em birmanês, segundo o site do Ministério russo das Relações Exteriores, Antonov foi subindo de escalão na diplomacia soviética e russa antes de se tornar vice-ministro da Defesa entre 2011 e 2016. Nesse período, as relações com o Ocidente chegaram a seus níveis mais baixos desde o final da Guerra Fria.
"É um partidário da linha-dura que entende bem os temas dos quais fala e conhece muito bem o Ocidente", resumiu o especialista Alexander Gabuev, do Carnegie Moscow Center.
No Ministério da Defesa, mostrou firmeza, ao rejeitar as acusações sobre a presença de soldados russos no leste separatista da Ucrânia.
Também rejeitou as teorias, relacionando os rebeldes pró-russos com a queda do avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17, em julho de 2014.
Em fevereiro de 2015, a União Europeia o incluiu em uma lista que previa sanções a pessoas envolvidas na crise ucraniana.
- Negociações com os EUA -
Antonov tem considerável experiência em negociações com os Estados Unidos.
Dirigiu a delegação russa nas negociações sobre o novo tratado Start para reduzir o número de armas nucleares. O acordo foi firmado em 2010, entre Moscou e Washington, durante um curto período de convergência entre os dois países.
Segundo o jornal Kommersant, já se pensava em Antonov para dirigir a embaixada russa em Washington muito antes da vitória de Trump.
Apesar de sua reputação de linha-dura, ele é favorável à distensão nas relações com os EUA, sempre e desde dentro dos interesses de Moscou.
"Um grande trabalho nos espera: sair desse atoleiro. Mas isso não significa ceder (aos EUA)", declarou Antonov em maio.
AFP