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A implantação da república, no dia 5 de outubro de 1910, marcou o início de uma era democrática que devia permitir a liberdade de escolha e de expressão, fomentando a igualdade entre todos os seres humanos.
Se, em 1910, os únicos seres humanos verdadeiramente considerados eram homens brancos e alfabetizados, esperar-se-ia que em 2021 a Declaração Universal dos Direitos Humanos fosse realmente universal e abrangesse toda a humanidade. Mas será esse o caso?
Tendo começado por refletir sobre o próprio conceito de ser humano, os alunos (St. Gallen e Gossau, níveis A1-B1) voltaram a ouvir a história da Malala, a menina que não podia ir à escola, e de Anne Frank, a jovem que não entendia por que razão os judeus não eram tratados como humanos. Os alunos do 1º ciclo tiveram ainda a oportunidade de conhecer a história do cavaleiro e do ogre separados por um muro “no meio do livro”, muro fictício que puderam comparar a muros infelizmente reais, históricos e alguns ainda hoje existentes (Muralha da China, Berlim, fronteira México-Estados-Unidos, as duas Coreias, Calais). Após terem refletido sobre a função do muro e a sua razão de ser, distinguiram o que é necessário ou supérfluo ao ser humano e fizeram a distinção entre direitos e deveres.
De seguida, tomaram conhecimento dos direitos inalienáveis dos seres humanos e deram-se conta da sua aplicação (ou não respeito) no quotidiano. Esta unidade foi concluída e sintetizada com a pintura em pedras dos direitos selecionados pelos alunos (1º ciclo) ou com um vídeo de divulgação (2º e 3º ciclos).
Professora Sónia Melo