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Pelo menos 367 pessoas morreram e cerca de 2.000 ficaram feridas em decorrência de um forte terremoto na província chinesa de Yunan neste domingo, derrubando casas e desencadeando uma enorme operação de resgate.(afp_tickers)
Pelo menos 367 pessoas morreram e cerca de 2.000 ficaram feridas em decorrência de um forte terremoto na província chinesa de Yunnan neste domingo, derrubando casas e desencadeando uma enorme operação de resgate.
O terremoto registrado na região de Zhaotong, no nordeste da província, provocou o desabamento de prédios. Moradores ajudavam os socorristas a retirar sobreviventes dos escombros, segundo as imagens das redes sociais.
"Pelo menos 367 pessoas morreram e outras 1.881 ficaram feridas", afirmou a agência oficial de notícias Xinhua nas primeiras horas de segunda-feira.
O tremor de magnitude de 6,1 aconteceu às 16h30 do horário local (05h30 de Braília) no nordeste da província de Yunnan, a uma profundidade de aproximadamente 10 km, segundo o serviço americano de geofísica USGS.
"Muitos edifícios sofreram danos e estamos reunindo informações sobre os mortos e feridos", declarou uma autoridade do distrito de Longtoushan à Xinhua.
Mais de 120 mortos, 180 desaparecidos e 1.300 feridos foram contabilizados no distrito de Ludian, epicentro do terremoto, informou a China News Service, segunda maior agência oficial do país.
Cerca de cinquenta pessoas morreram em dois distritos vizinhos, também da mesma cidade de Zhaotong, acrescentou, citando dados de autoridades provinciais.
O presidente chinês, Xi Jinping, pediu "esforço máximo" para ajudar as vítimas, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "enviou suas condolências ao governo chinês e às famílias das vítimas", segundo um porta-voz.
O Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca também transmitiu suas condolências e indicou que os Estados Unidos "estão dispostos a ajudar".
"Nossos pensamentos e orações são para as famílias daqueles que perderam a vida, para os feridos e desabrigados, e para todo o povo da China neste dia tão difícil", disse a porta-voz Bernadette Meehan.
Ajuda prioritária aos sobreviventes
A CCTV divulgou vídeos gravados no distrito de Ludian que mostram as pessoas aterrorizadas correndo nas ruas.
"Os muros de vários edifícios caíram e as tubulações de água se romperam. A luz foi cortada", informou na rede social Weibo um internauta que diz morar no distrito e que postou fotos das paredes rachadas e dos escombros na rua.
A imprensa estatal anunciou que 2.500 soldados foram enviados às áreas afetadas pelo terremoto de domingo. Eles se juntaram a uma equipe de mais 300 policiais e bombeiros procedentes de Zhaotong. Os equipamentos levados para a área atingida incluem instrumentos de detecção de sinais vitais e ferramentas de escavação.
"Não tivemos tempo para nos ocupar dos corpos. Primeiro, temos que ajudar os sobreviventes", explicou Ma Hao, estudante que se apresentou como voluntário para retirar os feridos dos edifícios desmoronados em Longtoushan.
O serviço geológico norte-americano alertou que, "em geral, a população desta região vive em estruturas muito vulneráveis a terremotos".
O sudoeste da China, situado entre as placas tectônicas Euro-asiática e Indiana, sofre com frequentes terremotos.
Os confins montanhosos de difícil acesso entre as províncias de Yunnan, Sichuan e Guizhu já registraram vários tremores nos últimos anos.
Em 1974, um terremoto de 6,8 graus na mesma região matou 1.500 pessoas, lembrou a Xinhua.
Em setembro de 2012, 80 pessoas morreram em dois terremotos em uma região montanhosa entre Yunnan e Ghizhou.
A província vizinha de Sichuan, uma das mais povoadas da China, registrou em maio de 2008 um terremoto de 8,0 graus que deixou 87.000 mortos e desaparecidos.
AFP