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Sem adversário, o suíço foi reeleito quinta-feira em Zurique para um terceiro mandato de quatro anos na presidência da FIFA.
Joseph Blatter prossegue seu reino apesar das criticas periódicas de suas manobras e seu estilo autocrático.
A reeleição para um terceiro mandato ocorreu durante o 57° Congresso da Fifa, em Zurique. Ele foi reeleito por aclamação dos delegados das 208 associações-membros da entidade máxima do futebol mundial.
Com 71 anos, Blatter dirige a Fifa desde 1998, quando sucedeu ao brasileiro João Havelange derrotando o então presidente da UEFA, o sueco Lennart Johansson, durante muito tempo adversário de Havelange e de Blatter.
Na primeira reeleição, em 2002, Blatter derrotou o camaronês Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF).
O segundo mandato de Blatter deveria ter terminado em 2006 mas foi prolongado de um ano para que a eleição não coincidisse com a Copa do Mundo na Alemanha.
O suíço trabalha na Fifa há 32 anos, onde exerceu vários cargos antes da presidência: diretor de programas de desenvolvimento, secretário-geral e diretor executivo.
"É com uma grande alegria, uma grande emoção que recebo a confiança do 57° Congresso, declarou "Sepp" Blatter. Obrigado pela confiança de me colocarem de novo à frente da FIFA que, nos últimos anos, teve uma popularidade imensa graças ao trabalho que vocês fazem."
Líder autocrático
Como João Havelange - com quem trabalhou muitos anos, antes de sucedê-lo - Joseph Blatter é freqüentemente criticado. Uma das mais severas é ter suspendido, pouco antes de sua reeleição cinco anos atrás, um inquérito sobre as contas da FIFA após a falência da empresa ISL/ISMM, que negociava os direitos de transmissão das Copas do Mundo.
Ele também está em conflito com os clubes do «G14», os poderosos clubes que dominam o futebol europeu e a Liga de Campeões.
swissinfo com agências
Joseph Blatter
Joseph (Sepp) Blatter nasceu a 10 de março de 1936 em Viège, cantão do Valais. Diplomado em comércio e em economia política, ele entrou na FIFA em 1975.
Em 8 de junho de 1998, pouco antes da Copa da França, ele sucede a João Havelange. Era então secretário-geral da Fifa e foi eleito presidente no Congresso ordinário de Paris.
Em 29 de maio de 2002, na Coréia, ele foi reeleito. No Congresso de 2003, em Doha, no Catar, seu mandato foi prorrogado por um ano para que a eleição não coincidisse com a Copa da Alemanha, em 2006.
Ele parece conservar a confiança das associações nacionais, apesar das violentas críticas, especialmente de seu ex-secretário-geral - o também suíço Michel Zen Ruffinen - e do jornalista inglês Andrew Jennings, que acusam Blatter de corrupção e nepotismo.
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