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Por Stephanie Nebehay e Kate Kelland e John Miller
GENEBRA (Reuters) - A vacina contra Covid-19 da AstraZeneca é segura e eficaz e deve ser amplamente implantada, inclusive em países onde a variante sul-africana do coronavírus talvez reduza sua eficácia, disse um painel da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira.
Em recomendações provisórias sobre a vacina, o painel do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização disse que a vacina deve ser administrada em duas doses, com um intervalo de cerca de 8 a 12 semanas entre a primeira e a segunda, e também deve ser utilizada em pessoas com 65 anos ou mais.
Mesmo em países como a África do Sul, onde foram levantadas questões sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca contra uma variante recém-proveniente do coronavírus SARS-CoV-2, "não há razão para não recomendar seu uso", afirmou o presidente do grupo da OMS, Alejandro Cravioto, em um briefing.
"Fizemos uma recomendação de que mesmo que haja uma redução na possibilidade de essa vacina ter um impacto total em sua capacidade de proteção, principalmente contra doenças graves, não há razão para não recomendar seu uso mesmo em países que têm circulação da variante", disse ele.
A África do Sul interrompeu esta semana a vacinação com o imunizante da AstraZeneca depois que dados de um pequeno ensaio mostraram que ela não protegia contra doenças leves a moderadas da variante 501Y.V2 do coronavírus, atualmente predominante no país.
A OMS disse que essas conclusões preliminares "destacam a necessidade urgente de uma abordagem coordenada para vigilância e avaliação de variantes" e seu impacto na eficácia da vacina.
"A OMS continuará monitorando a situação (e) à medida que novos dados forem disponibilizados, as recomendações serão atualizadas de acordo", afirmou.
(Reportagem de Stephanie Nebehay, John Miller e Kate Kelland)