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Rejeitando a cruz, cristã, e a meia lua, muçulmana, como emblema de proteção da Cruz Vermelha, Israel adotou como símbolo a Estrela de Davi. Mas foi excluído do movimento que receava proliferação de emblemas. O CICV estuda agora criação de símbolo neutro.
Faz meio século que Israel decidiu adotar a Estrela de Davi como "distintivo" protetor de civis em zonas de conflitos. A medida levou à exclusão da Cruz Vermelha Israelense pela Cruz Vermelha Internacional.
Mas Israel passou agora a pressionar para que seu emblema seja reconhecido, o que rejeita o movimento da Cruz Vermelha, receando uma politização da questão. Temendo também que outros países sigam o exemplo, ocasionando uma proliferação de um símbolo vital que deve ser facilmente reconhecível por todos. Ele é particularmente importante para a proteção de vítimas civis e prisioneiros de guerra.
A Cruz Vermelha norte-americana entrou na briga, apoiando Israel. E ameaçou retirar suas importantes contribuições à Cruz Vermelha Internacional como represália pela contínua exclusão de Israel do movimento humanitário ou seja 8 milhões de francos, cerca de 4,9 mio de dólares. Os Estados Unidos reforçaram a pressão acenando com suspensão de sua contribuição para o movimento: 150 milhões de francos, US$ 92 milhões.
Um grupo de trabalho acaba de ser encarregado pela 27a. Conferência Internacional da Cruz Vermelha para estudar soluções. Uma das propostas do CICV - Comitê Internacional da Cruz Vermelha - é adoção de um losango vermelho nos países que recusem os dois outros símbolos oficiais, a cruz e a meia lua.
swissinfo com agências.