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Phileas Fogg e seu criado levaram 80 dias para dar a volta ao mundo no famoso romance "A volta ao mundo em oitenta dias", do escritor Júlio Verne. Já o suíço Bruno Kaufmann está sozinho e necessita de 200 dias para fazer a mesma viagem. Na bagagem: o passaporte global para a moderna democracia direta.
Alguns dias atrás, o jornalista suíço-sueco Bruno Kaufmann anunciou uma turnê mundial que o levará a mais de vinte países em quatro continentes. A primeira parada será em Boston, na costa leste dos Estados Unidos.
A região do Pacífico é também um ponto forte da peripécia de seis meses, no qual será levado a destinos tão diversos como a República de Palau, um pequeno país insular da Micronésia, assim como China, Japão, Austrália, Laos e Havaí.
Entre esses destinos, ele também irá aos Estados Unidos, Canadá e vários países europeus, dentre eles a Suíça natal e a região escandinava, onde vive desde 1990. A turnê termina em Halifax, costa leste do Canadá, em maio de 2018.
Durante a viagem o suíço irá encontrar vários ativistas, partidários da independência, jornalistas locais, monges budistas, expatriados suíços e até chefes de Estado.
O que é preciso para se lançar em uma tal aventura? Kaufmann afirma que é uma mistura de "confiança, pensamento positivo, algumas qualidades de organização e um escritório de apoio competente."
Relatar, informar e apoiar
O objetivo da turnê é escrever reportagens em várias línguas para diferentes veículos como correspondente de democracia global para a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR), incluindo a swissinfo.ch. Kaufmann também irá apoiar os principais atores dos processos democráticos em nome de uma organização não-governamental alemã, a Democracy InternationalLink externo. A viagem é financiada por subsídios de fundações e organizações independentes.
Ele também leva consigo o novo passaporte global para a moderna democracia diretaLink externo, um livreto de sua autoria realizado por encomenda do Instituto Internacional da Democracia e Assistência Eleitoral (IDEALink externo), em cooperação com o ministério suíço das Relações ExterioresLink externo.
O livreto de 45 páginas oferece informações básicas sobre os instrumentos que os cidadãos podem utilizar para a democracia participativa.
"Espero contribuir para tornar a democracia um pouco mais democrática", afirma o jornalista de 52 anos. "Mas não sou um missionário. Quero encontrar pessoas envolvidas em questões de democracia nos seus respectivos países e sociedades e que talvez estejam interessadas em receber apoio e se tornar parte da comunidade da democracia global."
No seu visor, ele cita o próximo Fórum Global da Moderna Democracia Direta em Roma, Itália, previsto para ser realizado em setembro de 2018, assim como o encontro com um ex-primeiro-ministro finlandês (e jornalista) Paavo Lipponen.
"Por décadas - e sem ter uma carteira de motorista – essa personalidade viaja através da Finlândia e o mundo lutando pela paz e democracia", declara Kaufmann ao dar o exemplo de Lipponen.
swissinfo.ch irá publicar uma série de reportagens multimídia de Kaufmann nos próximos meses como parte de sua cobertura de questões ligadas à democracia direta.
Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch/urs