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A guarda nacional tunisiana anunciou, nesta quinta-feira (25), a prisão de um traficante de pessoas, que já havia sido condenado a 79 anos de prisão e a quem acusam de ter organizado uma expedição na qual 20 imigrantes morreram afogados.
Dois grupos de investigadores em Sfax, a segunda maior cidade da Tunísia e habitual ponto de partida dos migrantes, “conseguiram deter esse organizador de travessias clandestinas, que era alvo de 24 mandados de busca e que já havia sido condenado a 79 anos de prisão”, indicou a guarda nacional em sua página no Facebook.
O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, também destacou a prisão “do suspeito de ser um dos principais traficantes em Sfax”.
Segundo a guarda nacional tunisiana, esse traficante de imigrantes havia organizado uma travessia clandestina de 20 tunisianos que morreram afogados depois que sua precária embarcação naufragou.
Algumas partes do território da Tunísia ficam a menos de 150 quilômetros da ilha italiana de Lampedusa, fazendo do país africano um dos principais pontos de partida das perigosas travessias marítimas para cruzar o Mediterrâneo.
Entre janeiro e abril, até 42.200 imigrantes e refugiados conseguiram chegar à Europa pela rota central do Mediterrâneo, um número que aumentou 300% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos primeiros três meses de 2023, a guarda nacional disse ter interceptado ou resgatado 14.406 pessoas que tentavam cruzar o Mediterrâneo clandestinamente partindo da Tunísia, a maioria delas de países da África subsaariana.
As expedições clandestinas em alto-mar aumentaram consideravelmente desde que, em fevereiro, o presidente tunisiano, Kais Saied, fez um discurso bastante duro contra os estrangeiros.
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