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Glencore, a gigante mineradora com sede em Zug, foi acusada de trabalho escravo na República Democrática do Congo (RDC) pelo sindicato suíço IndustriALL, entidade que agrega os trabalhadores congoleses da mineradora suíça. Glencore rejeita as acusações.
Há alguns dias, representantes do sindicato reuniram-se com cerca de 80 trabalhadores das minas de cobalto de Kolwezi, exploradas pela Glencore na RDC. Eles se queixaram de condições equivalentes a "nada menos que a escravidão", afirmou IndustriALL em comunicado de imprensa na quinta-feira (22). Os trabalhadores mencionaram ameaças regulares de demissão, práticas de saúde e segurança precárias, doenças ocupacionais, racismo e outras formas de discriminação, baixos salários e discriminação salarial em relação aos trabalhadores estrangeiros.
Além dos mineradores, seus familiares sofrem de doenças causadas pela falta de infraestrutura nas minas para limpar os trabalhadores. Eles só têm acesso a água potável em quantidades insuficientes. O hospital criado pela empresa foi considerado muito distante da comunidade. Os trabalhadores também acusam a companhia de tentar dividir os sindicatos.
"Continuamos empenhados em manter o diálogo aberto com todas as partes interessadas, incluindo o IndustriALL. Até à data, nossas operações na RDC tiveram uma relação positiva com o sidicato local, o Tumec. Rejeitamos as alegações do IndustriALL. A saúde e a segurança de nosso pessoal são nossa principal prioridade", declarou um porta-voz da empresa ao jornal britânico Telegraph. A empresa possui uma declaração "Modern Slavery" em seu site.
A Glencore também é objeto de uma denúncia criminal apresentada pela ONG Public Eye em dezembro passado na Procuradoria Geral da Suíça. Trata-se de suspeitas de apropriação indevida na aquisição de minas na RDC, mas Glencore rejeita qualquer irregularidade.
swissinfo.ch/fh