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Por Mohamed Ahmed
HARADHEERE, Somália (Reuters) - O capitão de um navio-tanque capturado por piratas nesta semana morreu devido a tiros que levou no incidente, disse um pirata somali nesta quarta-feira.
Depois de uma pausa nos sequestros navais por causa das chuvas das monções, as quadrilhas marítimas somalis voltaram a atacar embarcações nos últimos dois meses, especialmente na costa das ilhas Seicheles, ampliando seu campo de atuação para escapar às patrulhas mais ao norte, na costa da própria Somália.
Um pirata que se identificou como Mohamed disse à Reuters que "o capitão do navio-tanque de produtos químicos morreu ontem à noite por causa de ferimentos a bala que sofreu durante o sequestro." "O navio está rumando para Haradheere com o capitão morto."
A EU Navfor, força naval da União Europeia na região, disse na terça-feira que os piratas capturaram o navio-tanque MV Theresa 8, com peso total de 22.294 toneladas, 180 milhas a noroeste das Seicheles, com 28 tripulantes norte-coreanos a bordo.
O navio, que tem bandeira das Ilhas Virgens e é operado de Cingapura, se dirigia para o porto queniano de Mombaça, mas mudou de rota depois do sequestro.
A EU Navfor disse também que os piratas voltaram a atacar o navio norte-americano Maersk Alabama, que já havia sido sequestrado em abril. O incidente teria acontecido na manhã desta quarta-feira, e os bandidos teriam usado metralhadoras, mas seguranças do cargueiro conseguiram reagir, e ninguém se feriu.
Em abril, o capitão do Maersk Alabama se ofereceu para embarcar num bote com os piratas em troca da libertação de seus 19 tripulantes. Ele passou vários dias como refém, até que atiradores da Marinha norte-americana matassem três dos piratas. Um quarto pirata foi preso e levado para julgamento nos EUA.
Na terça-feira, piratas somalis libertaram um pesqueiro espanhol, mas ainda mantêm pelo menos 13 navios e mais de 200 tripulantes sob seu controle.
Autoridades da região semiautônoma somali de Puntland disseram ter recebido na quarta-feira 12 piratas capturados pela Marinha francesa no oceano Índico. O direito internacional não é claro sobre a quem cabe julgar os piratas capturados em águas internacionais, e alguns chegam a ser libertados depois de serem desarmados.
(Reportagem adicional de Abdi Sheikh em Mogadiscio e de Abdiqani Hassan em Bossaso)
Reuters