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O primeiro bebê do mundo a nascer graças a uma nova e polêmica técnica empregada por cientistas americanos, que inclui o DNA de três pais no embrião, está saudável, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (27)(afp_tickers)
O primeiro bebê do mundo a nascer graças a uma nova e polêmica técnica empregada por cientistas americanos, que inclui o DNA de três pais no embrião, está saudável, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (27).
O menino que nasceu há cinco meses no México, de pais jordanianos, está bem, de acordo com o estudo publicado na revista New Scientist, descrito como "exclusivo".
A mãe do menino carregava genes de uma doença conhecida como síndrome de Leigh, uma doença do sistema nervoso que passou para seus dois filhos anteriores, que morreram devido a enfermidade. Ela também sofreu quatro abortos.
A mulher, cuja identidade não foi revelada pela New Scientist, e seu marido procuraram a ajuda de John Zhang, um médico do New Hope Fertility Center, na cidade de Nova York, para ter um bebê que fosse geneticamente vinculado a eles, mas que não carregasse a doença herediária.
Os Estados Unidos não aprovaram o método de três pais como proposta de fertilidade, e então Zhang foi para o México onde, de acordo com a New Scientist, falou que "lá não existem regras".
Um método aprovado pelo Reino Unido chamado de transferência de fase pró-nuclear, foi considerado inaceitável para o casal, porque isso envolveria a destruição de dois embriões, disse o estudo.
Devido ao fato de a mãe carregar os genes da doença em sua mitocôndria, o DNA transmitido pelo lado materno, Zhang usou seu DNA nuclear e combinou com mitocôndrias de uma doadora de óvulos, em uma técnica conhecida como transferência nuclear de eixo.
"Ele removeu o núcleo de um dos óvulos da mãe e inseriu no óvulo da doadora que teve seu próprio núcleo removido", segundo o estudo.
"O óvulo resultante - com DNA nuclear da mãe e DNA mitocondrial da doadora - foi fertilizado com o esperma do pai".
Por enquanto, Zhang e sua equipe disseram que a mitocôndria do bebê foi testada e "encontraram menos de 1% de chance de carregar a mutação", de acordo com o relatório.
"Com sorte, isso é muito pouco para causar qualquer problema; geralmente acredita-se que seja necessário em torno de 18% da mitocôndria afetada antes de os problemas começarem".
Além disso, ele garante que o menino não passará adiante qualquer problema do DNA mitocondrial herdado.
AFP