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(Arquivo) Depois da Guiné, a Libéria anunciou nesta sexta-feira um novo caso de ebola(afp_tickers)
Depois da Guiné, a Libéria anunciou nesta sexta-feira um novo caso de ebola, três dias depois de a OMS anunciar oficialmente que a epidemia na África Ocidental tinha deixado de ser "uma emergência de saúde pública de interesse internacional".
Por enquanto, desconhece-se se o caso desta paciente, uma mulher de 30 anos que morreu quinta-feira na capital, Monróvia, pode estar relacionado com o surto na vizinha Guiné, que deixou pelo menos sete mortos.
A Libéria, oficialmente livre da transmissão do vírus desde 14 de janeiro, tinha fechado sua fronteira com a Guiné depois que este país anunciou em 17 de março dois doentes em uma mesma família no sul do país e perto da fronteira.
"Há um caso novo de ebola em Monróvia", afirmou nesta sexta-feira à AFP um porta-voz do ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o caso.
As autoridades sanitárias da Libéria e a OMS, assim como outros parceiros na luta contra o vírus ebola "enviaram imediatamente uma equipe à localidade onde vivia a mulher falecida e a clínica na qual era atendida com o fim de realizar pesquisas sobre o caso e identificar as pessoas que tenham podido estar em contato com ela", destacou a OMS.
Trata-se do terceiro episódio de ebola na Libéria desde a primeira declaração de fim da transmissão do vírus em 9 de maio de 2015 e uma segunda em 14 de janeiro, reforçou.
Na terça-feira, Margaret Chan, diretora da OMS, tinha anunciado oficialmente que "o surto de ebola no oeste da África não constitui mais uma emergência de saúde pública de interesse internacional", pondo fim a esta situação de emergência, decretada em agosto de 2014.
No entanto, Chan destacou que a Guiné, a Libéria e Serra Leoa continuam vulneráveis a possíveis novos surtos.
A OMS foi muito criticada por sua gestão da crise, especialmente por ter reduzido importância à proporção da epidemia e ter demorado em mobilizar os meios necessários para enfrentá-la.
Em 17 de março, a OMS tinha anunciado oficialmente o fim do último episódio de ebola em Serra Leoa, o que deveria por fim à sua transmissão na África ocidental.
Mas no dia seguinte, a organização revelou uma possível volta do ebola na Guiné, onde o fim da epidemia tinha sido declarado em 29 de dezembro de 2015.
A epidemia, que começou em dezembro de 2013 na África Ocidental, foi a mais grave desde a identificação do vírus há 40 anos e deixou mais de 11.300 mortos, principalmente em Guiné, Libéria e Serra Leoa.
Este balanço, subestimado segundo a própria OMS, é sete vezes maior do que o número de mortos na soma acumulada de todas as epidemias de ebola em quarenta anos.
A epidemia também chegou à Nigéria e ao Mali, e depois a outros cinco países, entre eles Espanha e Estados Unidos.
AFP