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JERUSALÉM (Reuters) - Israel prendeu seis suspeitos judeus pelo sequestro e assassinato de um adolescente palestino, cuja morte gerou protestos violentos em Jerusalém e cidades árabe-israelenses, disse uma fonte das forças de segurança no domingo.
Com a tensão em alta, ao longo da fronteira de Gaza, Israel disse que seus aviões atacaram dez locais no enclave palestino, em resposta a persistentes ataques de foguetes à cidades israelenses no sul do país.
Mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assinalou que uma ação israelense mais ampla não é iminente.
A morte de Mohammed Abu Khudair, de 16 anos, que foi queimado vivo, e as mortes anteriores de três adolescentes israelenses sequestrados, têm feito com que as relações entre palestinos e israelenses cheguem ao seu ponto mais baixo, desde que conversações de paz apoiadas pelos EUA fracassaram, em abril.
A fonte das forças de segurança não deu detalhes sobre os suspeitos detidos durante a investigação sobre o sequestro e assassinato de Abu Khudair, além de dizer que eles eram judeus e que a polícia viu "motivação nacionalista" no caso.
O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, disse que uma ordem de silêncio foi imposta sobre a maioria dos detalhes do caso, comentando apenas que a polícia tinha detido um certo número de judeus suspeitos de realizar o crime.
A agência de segurança de Israel, Shin Bet, disse que os suspeitos estavam sendo interrogados em uma de suas instalações.
Apesar da ordem de proibição de divulgação de informações, a mídia israelense disse que um tribunal ordenou que os suspeitos sejam mantidos sob custódia por oito dias. A polícia se recusou a comentar.
O canal 2 da TV israelense disse que os suspeitos eram judeus extremistas de direita, entre eles alguns menores de idade, da região de Jerusalém e de um assentamento judaico próximo.
O corpo queimado de Abu Khudair foi descoberto em uma floresta em Jerusalém na quarta-feira. Palestinos acreditam que ele foi vítima de judeus de extrema direita, para vingar o sequestro e assassinato dos três jovens israelenses, que desapareceram quando pediam carona na Cisjordânia ocupada, no dia 12 de junho, e cujos corpos foram encontrados na última segunda-feira.
Israel culpa o movimento palestino islamista Hamas, pela morte de Naftali Fraenkel e Gil-Ad Shaer, ambos de 16 anos, e EYal Yifrah, de 19 anos. O atrito em Gaza começou em meados de junho, durante a busca pelos adolescentes, na Cisjordânia, quando Israel prendeu alguns membros do Hamas.
O Hamas não confirmou nem negou o envolvimento com a morte dos israelenses.
Netanyahu, falando durante uma visita à família Fraenkel, exigiu que os líderes palestinos façam tudo para encontrar os assassinos dos jovens israelenses.
Ele disse que o autogoverno palestino na Cisjordânia era "obrigado a fazer de tudo ao seu alcance para encontrá-los... assim como, as nossas forças de segurança localizaram os suspeitos do assassinato de Mohammed Abu Khudair, em questão de dias."
(Por Jeffrey Heller)
Reuters