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Por Richard Cowan e David Morgan e Makini Brice
WASHINGTON (Reuters) - Democratas e republicanos do Senado evitaram um julgamento prolongado do impeachment de Donald Trump ao chegarem a um acordo neste sábado para entrar em detalhes das evidências dos comentários do ex-presidente em uma ligação com um líder republicano durante a invasão ao Capitólio, que resultou em mortes.
O acordo aconteceu depois de uma votação caótica para permitir testemunhas durante o julgamento, o que poderia ter adiado a sua conclusão em semanas, aprofundado as divisões e frustrado os esforços do presidente Joe Biden de deixar as controvérsias do seu antecessor para trás.
O Senado, os advogados de Trump e parlamentares da Câmara exercendo a função de promotores concordaram que um depoimento da deputada republicana Jaime Herrera Beutler sobre a ligação telefônica entre Trump e um líder republicano da Câmara, Kevin McCarthy, seria admitido como evidência.
“Bom, Kevin, eu acho que essas pessoas estão mais incomodadas com a eleição do que vocês”, teria dito Trump, segundo Beutler, em uma ligação telefônica durante o ataque.
Herrera Beutler está entre os dez republicanos da Câmara que votaram mês passado a favor do impeachment de Trump, tornando-o o único presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments.
((Tradução Redação Brasília, 55 61 3329 6330))
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