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Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Em uma grande reorganização da administração do Vaticano neste sábado, o papa Francisco substituiu o teólogo mais sênior do catolicismo, um cardeal conservador alemão que tem estado em desacordo com a visão do pontífice de uma Igreja mais inclusiva.
Um curto comunicado do Vaticano informou que o mandato de cinco anos do cardeal Gerhard Ludwig Mueller como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, um departamento-chave encarregado de defender a doutrina católica, não será renovado.
Mueller, de 69 anos e que foi nomeado pelo ex-papa Bento em 2012, será sucedido pelo número 2 do departamento, o arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer.
Ladaria, espanhol de 73 anos que, assim como o papa argentino é membro da ordem jesuíta, é, segundo pessoas que lhe conhecem, uma pessoa de voz suave que evita os holofotes. Mueller, ao contrário, às vezes aparece na mídia.
"Eles falam a mesma língua e Ladaria é alguém que é suave. Ele não agita o papa e não lhe ameaça", disse um padre que trabalha no Vaticano e conhece Mueller e Ladaria, pedindo para não ser identificado.
Desde sua eleição em 2013, Francisco tem dado esperanças para progressistas que querem que ele forje sua visão de uma igreja mais acolhedora que se concentre na compaixão, e não na aplicação rigorosa de leis rígidas que veem como antiquadas.
Mueller é um dos diversos cardeais no Vaticano que discutiram publicamente com o papa.
Reuters