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Companhia suíça reduz encomendas da Embraer
Em situação financeira delicada e com prognósticos pessimistas, a companhia aérea suíça "swiss" reduz pela metade a encomenda de aviões da Embraer.
A entrega das novas aeronaves também será atrasada de um ano, em acordo com a Embraer, segundo "swiss".
A remodelação da frota da companhia aérea "swiss" vai esperar mais um pouco. O contrato milionário assinado com a Embraer em 1999 previa a compra de 85 aviões de três modelos da Embraer, com opção para a aquisição de outros 100 aparelhos.
De 60 para 30 aeronaves
Em dificuldades financeiras e com a crise geral da aviação civil, o contrato foi revisto em acordo com a Embraer, segundo comunicado divulgado terça-feira pela companhia "swiss".
A primeira parte do contrato já foi cumprida e a Embraer já entregou 25 jatinhos E-145, que operam em várias linhas regionais da "swiss".
Estava prevista a entrega de 30 aparelhos E-170 (70 lugares) e 30 E-195 (108 lugares). Essas encomendas foram cortadas pela metade, passando para 15 E-170 e 15 E-195. As opções de compra passaram de 100 para apenas 20 aeronaves.
Os E-170 começariam a ser entregues pela Embraer em agosto deste ano mas o prazo foi adiado de um ano. Os E-190 começarão a ser entregues em 2006, como previsto anteriormente.
A empresa suíça afirma, no entanto, que o conceito e a parceria com a Embraer são mantidos e que os aviões encomendados constituem um "elemento importante da estratégia da companhia." A médio prazo, toda a frota regional da "swiss" terá aviões da Embraer.
Revisão de contrato com a Airbus
A revisão do contrato permitirá uma economia de quase 1 bilhão de francos suíços (US 715 milhões). Parte dessa soma já foi paga a Embraer e será reembolsada, afirma o comunicado da companhia suíça.
A "swiss" também está revisando um contrato com a Airbus. Os 7 primeiros aparelhos de tipo A-340 serão entregues a este ano, como previsto, mas o prazo para outras 5 aeronaves está sendo rediscutido. Os A-340 vão substituir os MD-11 nas linhas de longa distância da "swiss".
A companhia suíça teve 980 milhões de francos de prejuizo no ano passado e anunciou que vai continuar no vermelho este ano. Ela considerada que há capacidade excedentária no transporte aéreo atualmente e que os custos com querosene, segurança e taxas de aeroporto continuam em alta.
Conseqüentemente, afirma a "swiss", as perspectivas são pessimistas porque a concorrência vai aumentar e as incertezas atuais "proibem" qualquer previsão neste momento.
swissinfo e agências
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