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No livro "Reform of Papacy" (reforma do papado) o arcebispo americano, Dom John R. Quinn critica os mecanismos de decisão da Igreja Católica e sugere reformas na perspectiva da unidade dos cristãos. O jornal "Le Temps" de Genebra dedica um artigo à obra.
As críticas de Dom John Quinn, arcebispo de San Francisco, Califórnia, são mais suaves que as do ex-padre brasileiro, Leonardo Boff. É uma resposta a encíclica "Ut unum sint", de 1995, que é um apelo à reflexão sobre o exercício do papado.
O primeiro passo de uma reforma considerada indispensável para evitar uma implosão, seria, na opinião do prelado, que o Vaticano fizesse uma autocrítica. Lembra que a primazia reivindicada pelo Papa implica "centralização exacerbada e intervencionismo nas dioceses e mesmo nas paróquias", segundo escreve o "Le Temps".
É esse intervencionismo que mais recearia outras confissões, na perspectiva de uma unidade cristã. São citados exemplos: os bispos não podem discutir decisões do Papa ou da Cúria do Vaticano e por exemplo, nem seriam consultados quando se elaboram assuntos debatidos em sínodos continentais.
Dom John Quinn "reivindica" maior participação dos bispos nas decisões de Roma, maior autonomia para as conferências episcopais, influência maior na nomeação de bispos, ampliação do colégio que elege o Papa, incluindo mesmo leigos, reforma da Cúria com mais leigos e menos bispos, limitação dos mandatos dos cardeais nas Congregações Romanas.
O "Le Temps" lamenta porém que o livro tenha evitado a delicada questão da infalibilidade, "um obstáculo maior na perspectiva de uma restauração da unidade crist~".
O livro "The Reform of Papacy" de John R. Quinn, foi publicado em 1999 por Herder and Herder Book.
Mais detalhes: consulte o endereço Internet abaixo, na rubrica "Société".
J.Gabriel Barbosa