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PEQUIM (Reuters) - A China informou nesta quinta-feira que os Estados Unidos devem respeitar sua zona de identificação de defesa aérea (Adiz), após autoridades chinesas alertarem uma aeronave norte-americana de que estaria voando ilegalmente dentro de zona chinesa autodeclarada no Mar do Leste da China.
O Pentágono rejeitou o pedido chinês e informou que irá continuar suas operações de voo na região.
A China declarou a zona, na qual aeronaves supostamente devem se identificar a autoridades chinesas, no Mar do Leste da China em 2013. Os Estados Unidos e Japão se recusaram a reconhecer a declaração.
A rede CNN, citando Forças Aéreas norte-americanas no Pacífico, relatou que um bombardeiro B-1 estava voando próximo à Coreia do Sul no domingo e que seus pilotos responderam controladores chineses de tráfego aéreo, dizendo que estavam realizando operações de rotina em espaço aéreo internacional. A aeronave não desviou de seu trajeto de voo.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse não ter ouvido sobre a questão e encaminhou as perguntas ao Ministério da Defesa, que não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.
“Mas, falando em geral, espero que nesta região as ações de todos os países considerem as preocupações de segurança de países relevantes e sejam benéficas para confiança mútua, paz e estabilidade entre países”, disse Hua durante entrevista coletiva diária.
"Os Estados Unidos têm suas próprias Adizs. Acho que se este assunto é verdade, eles devem respeitar os direitos relevantes da China na Adiz", acrescentou, sem elaborar.
Reuters