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Seminários em Portugal
Ser Dono do Seu Poder
por Martin Brofman, Ph.D.
Seres dono do teu próprio poder, do teu poder ser real, ser quem tu realmente és, é seres dono da tua própria liberdade.
De muitas maneiras tens dado o teu poder/liberdade pela tua forma de falar, pensar e ser.
Por exemplo: se tu pensas ou dizes uma coisa assim: -- “Aquela pessoa deixa-me zangada!” tu deste o teu poder/liberdade para aquela pessoa decidir se estás ou não zangado/a; tu disseste que não tens poder, e aquela pessoa tem o poder para decidir quando é que estás zangado/a.
Podes escolher não o fazer mais.
Seria mais apropriado dizer algo como: - “Eu fico zangado/a quando aquela pessoa faz aquilo”, desta forma tu podes ver que foste tu que te fizeste estar zangado/a e que podes decidir sentir isso, ou outra coisa.
Ninguém, a não ser tu próprio “faz-te” sentir zangado, triste, deprimido, feliz, sexy, ou aborrecido, etc.
Como estás agora no processo de decidir por ti próprio/a sobre a tua vida, sobre as tuas escolhas, decisões, sentimentos, sobre aquilo que tu vês, porque não ser dono/a das tuas decisões a todos os níveis?
Tem consciência das palavras que utilizas, porque elas formam a base dos padrões dos teus pensamentos. Ouve as tuas palavras, e repara se elas reflectem a tua liberdade para decidires para ti próprio/a o que sentir ou fazer.
Tu dizes: “deixa-me fazer isto?” pedindo autorização, ou expressas os teus desejos dizendo “eu gostaria de fazer isto!” ou mesmo “Eu vou fazer isto!”?
Tu dizes: “Aquela pessoa manipulou-me!” ou “Eu permiti-me ser manipulado/a!”?
Tens evitado expressar aquilo que realmente queres por causa do que outra pessoa possa vir a pensar? Então, tens dado o controlo do teu poder de comunicação a essa mesma pessoa.
Tens vontade de ser dono/a da tua liberdade?
Tens evitado de olhar para alguma coisa ou para alguém por causa do que essa pessoa possa pensar? Então, tens dado a tua liberdade de escolha de ver aquilo que tu queres a essa pessoa.
O que quer que tenhas andado a fazer, não te tem trazido nenhum resultado, mas podes escolher não o fazer mais. Sabes, tu és livre!
Tens evitado de fazer aquilo que queres por causa do que alguém vai pensar? Pois deste a tua liberdade de acção. Tu tens evitado falar, agir, e de ver o que é real para ti, e de confiar nisso - na verdade, insistindo nisso.
Sendo dono da tua própria liberdade, tens de ter a vontade de reconhecer a liberdade dos outros. Ninguém te dá a tua liberdade – já é tua. É só a tua decisão de seres livre. Da mesma forma tu não dás aos outros a liberdade deles. Tu apenas podes reconhecer que eles a têm.
Quando fazes alguma coisa, os outros são livres de sentirem como querem sobre isso. Para ti, apenas estás a ser real e tomando acções com amor e liberdade como as tuas motivações. Se és mal interpretado podes escolher esclarecer a má interpretação através da comunicação. Não é necessário mudares a tua maneira de Ser por causa da maneira que outros sentem. Se escolheres mudar é porque te faz sentido fazer as coisas de outra maneira.
Da mesma maneira, que se uma pessoa faz alguma coisa com a qual tu escolhes não te sentires bem com, essa é a tua escolha. Essa pessoa, também, é livre. Se o não sentir bem e o resultado for um mau entendimento pode ser esclarecido através de comunicação. Não assumas nada. Pergunta e depois saberás.
Se o não sentir bem é o resultado de apegos que precisas libertar no teu caminho em direcção à clareza e liberdade, podes encontrar outra maneira de sentir e pensar que te faça sentir melhor, numa em que não estejas a decidir o que a outra pessoa deveria estar a fazer de maneira diferente, mas antes o que tu deverias estar a fazer de diferente.
Se esperas que a outra pessoa mude a sua maneira de Ser por causa da maneira que tu sentes, então aí estás à espera de controlar essa pessoa. Se não queres controlar estás disposto a parar de controlar?
Talvez no passado, quando olhaste para uma situação que não consideraste a melhor, decidiste o que a outra pessoa deveria ter feito de forma diferente, ou que deverá fazer de forma diferente no futuro. Quando realmente és dono do teu poder e da tua liberdade, não fazes mais isso – até.
Decides o que poderias fazer de forma diferente na altura, e o que poderás fazer de forma diferente a partir desse momento. Quando és sincero em relação a isto, os teus pensamentos também estão incluídos no processo. Enquanto te encontrares a pensar no que é que as outras pessoas deviam fazer, pensar, ou sentir, ainda não és dono do teu poder e da tua liberdade.
Se queres ser dono da tua liberdade, tens vontade de reconhecer a liberdade dos outros também! Então, também consegues ver que tu não fazes os outros tristes, mas que eles podem decidir sentir isso quando tu fazes alguma coisa. Tu não os fazes felizes, também – eles escolhem sentir isso quando tu fazes alguma coisa.
Não interessa o que faças ou digas, algumas pessoas vão aprovar e outras não. Podes decidir com quais pessoas irás estar com. Se escolhes estar com aqueles que te vão julgar, podes te sentir como uma erva daninha num jardim, constantemente a sentires a necessidade de te defenderes da tua forma de Ser.
Tu podes escolher sentires-te bem com o julgamento, sabendo que estás apenas a ser quem tu és, e que os outros são livres para sentirem o que eles gostam sobre isso. Podem estar a julgar pelos seus padrões. Mas tu estás a viver pelos teus próprios padrões. Tu também podes escolher estar com aqueles que não te julgam, e com aqueles que apreciam realmente quem tu és. Podes sentir-te mais livre, mais relaxado por seres real, ser quem realmente és. Verás que não eras uma erva daninha, mas apenas uma flor no jardim errado.
Talvez no passado tenhas tido a tendência de mudares para seres alguém diferente de quem realmente és, para poderes ser amado/a, para receberes amor. Se gostavas de saber que és amado por quem és, então tens de ser quem és realmente, e deixar que seja essa imagem amada.
O amor não pode ser solicitado, tem de fluir livremente, e ser dado livremente. Então ai saberás que é real. Se tu crias uma imagem para ser amado e as pessoas amam a imagem, não sentes ser amado por quem realmente és.
Se as expressões do amor são solicitadas, pedidas, então tu não sabes que elas estão lá sem teres de as pedir. Tu ainda não terias a certeza do amor. Nota quando as expressões de amor vêm livremente dos outros, quando estás a ser real. Então saberás que eles vêm porque escolheram expressar o seu amor e tu saberás que é real. Quando tu sabes que o amor está lá abre e sente-o.
Ás vezes, as expressões de amor são mal interpretadas porque a todos nós nos foi ensinado maneiras diferentes de expressar o amor que sentimos. A maneira que algumas pessoas ás vezes expressão o seu amor são mal interpretadas como amor a ser retirado. Os mal entendidos podem ser resolvidos através da comunicação para que expressões de amor possam enriquecer a experiência daquele a receber, alguma coisa que os faça sentir bem.
Lembra-te de expressares o teu amor dessa mesma forma. Expressa o teu amor da mesma maneira que gostarias que outros expressassem o seu amor por ti, de uma maneira que os resultados de eles sentirem-se bem, de forma a que tu ficasses feliz de ser no receber final.
Tu tens o poder/liberdade de seres quem tu ésrealmente, de estares onde realmente queres estar e com quem realmente queres estar ( se eles realmente gostassem de estar contigo), fazendo o que realmente gostas de fazer. Os outros também têm o mesmo poder/liberdade.
Se tu honestamente não fores capaz de dizer “ Eu amo onde estou. Eu amo com quem estou. Eu amo o que faço” então alguma coisa tem de mudar. Tu tens o poder/liberdade para fazer essa mudança.
Se é uma situação na qual não te sentes feliz, tens três escolhas:
1. Muda a situação. Reorganiza-a
2. Muda a maneira como vês a situação.
3. Deixa a situação e encontra outra.
Se a situação, por exemplo, for o teu trabalho, podes mudá-la para que estejas a fazer alguma coisa que te faça mais sentido. Ou poderás vê-lo de outra forma para que te possas sentir feliz naquilo que estás a fazer (mas tem de ser real para ti). Se não fizeres nenhum destes dois, então aí talvez tenhas que estar a fazer outra coisa, num trabalho diferente, para que te possas sentir bem e com vontade para dispender o teu tempo e energia nisso.
Se for a tua casa, sente-a como a tua casa para ti? Se não a sentires como tal, reorganiza-a para que sim. Porque senão escolhes vê-la como realmente perfeita para ti, agora. Porque senão muda de casa.
Se realmente acreditas que estas mudanças são muito vastas para ti, que “não as podes fazer” tu deste o teu poder/liberdade. Não é que não consigas fazer as mudanças, mas mais tu teres escolhido não o fazer. Ainda tens o poder de criar a tua vida da maneira que tu realmente a queres que seja. Tu tens o poder/liberdade para mudar aquilo que não tem funcionado na vossa vida, mudar o que não tem resultado em seres feliz como gostarias de ser.
Encontras-te com pessoas que tu realmente não sentes alegria em estar com? Se sim, tu deste-lhes o poder de ser feliz.
Não tens de fazer mais isso.
Se deste o teu poder, podes reavê-lo. Ainda é teu. Sê dono dele.
O teu poder/liberdade também inclui a tua escolha de mudar os padrões dentro de ti que reconheces como não sendo os melhores, que têm sido o resultado de más interpretações, e maneiras limitativas de ver.
Os teus apegos e vícios estão entre ti e a tua liberdade. Quando és livre, és capaz de decidir a cada momento o que gostarias de fazer, e o que faz sentido para ti. Não permitas ser controlado por programas do passado. Quando és viciado em algo e não percebes, tu não te sentes bem. O grau com que não te sentes bem mostra o grau do apego ou vício. O não-Apego é a liberdade.
Não é desapego. Desapego é a retirada de todos os sentimentos. O não apego permite sentimentos positivos de alegria quando nós os temos. Quando há algo que não tens, és capaz de focar a atenção naquilo que tens.
Se por exemplo, és "viciado" em jantar de lagosta, e não te apercebes, não és livre de apreciar aquilo que tens. Quando não és apegado a nada podes apreciar uma salada ou um bife, se tiveres uma lagosta também a podes apreciar realmente.
Se tens um apego ou és viciado numa pessoa quando estás com ela, passas o tempo preocupado com quando não estiveres com ela, e quando não estão lá, tu passas o teu tempo com saudades dela, não estando presente com as pessoas com quem estás. Isso não é liberdade.
Tu tens o poder e a liberdade de estar totalmente presente onde quer que estejas, a apreciar o que estiver a acontecer.
Os outros não têm de mudar a sua maneira de Ser por causa dos teus apegos, e não tens de mudar a tua maneira de Ser por causa dos vícios dos outros.
Tu tomas total responsabilidade por ti próprio, de tudo o que pensares, fizeres e disseres – e reconheces que os outros têm responsabilidade por tudo que escolhem pensar, dizer ou fazer.
Não decidas o que as outras pessoas pensam, ou fariam em qualquer situação, porque na verdade não sabes a verdade dos outros, essa é da responsabilidade deles. Tu só tens de examinar a tua própria consciência, e o que acontece nela.
Os outros são livres de quererem o que querem, e tu és livre de dizer sim ou não a isso. Está bem eles o quererem, e não há problema de tu não quereres a mesma coisa da mesma maneira, és livre de quereres aquilo que queres e de eles não quererem a mesma coisa. Quando os dois querem a mesma coisa ha um acordo livre e aí alguma coisa pode acontecer. Porque senão tu podes concordar para discordar e cada um pode encontrar felicidade e satisfação cada qual da sua maneira respectiva.
Todos têm o direito à sua opinião e aos seus próprios pensamentos e desejos - e tu és livre.
Revê o teu filme, naquele que não só és a estrela mas também o realizador. Sê a audiência também. Quais foram os efeitos das tuas acções e palavras? Poderias ter escrito um melhor guião para ti? Se sim, o que terias feito diferente? Poderias ter agido com mais amor e compreensão? Revê a situação na tua mente, fazendo-o de forma diferente e vê o resultado final diferente. Decide que se a situação se apresentar novamente, a irás viver de uma forma diferente. Dedica-te à decisão. Nessa altura terás mudado para o melhor, porque foi a tua escolha, e aprendeste aquilo que precisavas aprender.
Tens também de realizar que as coisas aconteceram da maneira que tinham de acontecer, pela química das pessoas envolvidas, para ter o resultado que precisava ter. Da próxima vez, serás capaz de conseguir o mesmo resultado mas de uma forma mais harmoniosa.
Continua a fazer isto até que honestamente consigas dar à tua personagem e ao teu caracter grandes revisões. Se viste esse filme no cinema, terias achado um filme fantástico uma estrela inspiradora – Tu! Tu recomendarias o filme aos teus amigos e gostarias de o ver novamente.
Nota quais as razões para fazer coisas. Quais são as tuas motivações? Numa dada situação estás a tomar a decisão do medo a decisão da liberdade? Estás a fazer as coisas por que realmente escolhes fazer ou estás a fazer coisas ( ou não as estás a fazer ) porque tens medo? Confia nos teus instintos, e o que é real para ti, e faz aquilo que realmente queres fazer.
Tens te mantido de ser quem realmente és porque pensas que tinhas de o fazer, e depois descobrir que afinal de contas não tinhas que? Então, a base para a tua decisão e acção foi medo. Toma uma decisão que já não tens de fazer mais isso. Tu podes ser quem realmente tu és, e as pessoas iram te apreciar ainda mais. Quando fazes o que realmente queres fazer, uma coisa sempre maravilhosa sempre acontece.
É o amor a tua motivação, ou é a culpa? Fazes as coisas para evitares sentir culpa, por te sentires culpada se não as fizeres? Ou ages claramente, fazendo o que realmente queres fazer como expressão de amor? Se tens tido o medo e a culpa como as tuas motivações queres continuar dessa maneira? Sabes, tu não o tens de fazer.
Tu podes tomar uma escolha consciente, uma decisão profunda de não teres medo ou culpa ou raiva a controlar a tua vida, mas antes agir como uma consciência de Ser livre. Quando fazes isso, a partir desse momento, se tu descobres que a tua decisão seja de uma certa maneira, ou fizeres ( ou não fazeres) um certa coisa está baseada no medo, culpa ou raiva, dedicas-te a tomar uma decisão diferente. Então, não te estás a permitir ser controlado por padrões do passado de ser o fazer, mas realmente viver a tua liberdade.
Tu és realmente livre. Apenas tens de ser dono do teu poder e ser livre. Não só te vais sentir melhor e apreciar melhor a vida, mas também estarás a libertar padrões que estavam associados com a visão emparelhada. Tu estarás a regressar verdadeiramente á clareza.
Tu és livre de pensar quilo que escolheres, e amar da maneira que escolheres e agir da maneira que tu escolheres.
As pessoas que te amam gostam de te ver feliz da maneira que tu realmente gostas de ser feliz, sendo a total expressão do teu Ser, sendo real, sendo tudo o que podes ser. As pessoas que te amam realmente querem ver-te bem sucedido.
Tu tens o poder e a liberdade de ser real, de ser feliz, de ter sucesso, de te sentires preenchido.
Vê claramente o que é real para ti.
E vive-o.
Enquanto fomos ensinados que é uma boa coisa sermos nós próprios – necessário, na verdade – também fomos ensinados de tantas maneiras que somos supostos não sermos nós próprios para agradar os outros, e que isso é bom, agradar os outros, para fazer os outros felizes.
Depois parece ser uma escolha entre fazer os outros felizes por um lado e sermos nós próprios por outro, fazermo-nos sermos felizes.
Se tu tens andado a escolher a não seres tu mesmo para que os outros sejam felizes, tu decidiste que agradar os outros é mais importante do que tu seres tu próprio. Essa foi uma Linda expressão de amor, mas a um preço alto, e a tua facilidade de ser e a tua saúde? A facilidade da Ser está associada com a saúde. Não sendo tu próprio requer um investimento de energia que também é conhecido como stress, um elemento pouco saudável de qualquer ponto de vista. O que faz mais sentido é mudar as prioridades para que sendo real seja mais importante - e na verdade uma parte necessária para qualquer processo de cura.
Tu ainda podes gostar de expressares o teu amor da maneira que funciona para ti, mas ainda saberes a importância de ser real. De seres tu próprio o tempo todo.
Com clareza e amor.
(de Melhor a sua visão, por Martin Brofman, Ph.D.)