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SCIENTIFIC AMERICAN - 26/agosto/2008
“PERMAFROST” Solo com água, quase permanentemente congelada, estando sob a forma líquida em período muito curto do ano, típico da região ártica, sobre o qual ocorre a tundra.
Segundo o pesquisador David Lawrence do National Center for Atmospheric Research no Colorado, E.U.A., os 335 cm (= 3,35 m) superiores do solo no polo Ártico continuam a derreter. Buracos de escoamento se formam, rodovias se curvam, florestas e casas sofrem inclinações, "como se estivessem descarregando seu ódio sobre a paisagem, sobre a vida selvagem e cidades". Estima-se que as áreas de permafrost cairão dos 10.359.000 km2 atuais para 1.035.000 km2, fato este previsto para ocorrer até o ano 2100. Na foto acima vê-se em azul claro a área do Ártico onde hoje existe o permafrost e em azul escuro a área futura.
Os rios do Ártico já estão carregando mais 7% de água doce para o oceano do que carregavam nos anos de 1930.
E o mais preocupante: essa camada de permafrost contém algo entre 20 e 60% de todo o carbono aprisionado em solos do mundo. Seu derretimento, portanto, conduziria a um maciço sistema positivo de realimentação que elevaria mais ainda a concentração dos gases do efeito estufa. Tais gases, dióxido de carbono e metano, seriam liberados pela decomposição da matéria orgânica hoje aprisionada no permafrost congelado.