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O procurador de Genebra, Bernard Bertossa, estima "inapropriados" os métodos de cooperação judiciária na União Européia. Segundo ele o formalismo e a lentidão dos métodos de cooperação judiciária tornam ineficazes os processos.
O procurador suíço tem em mente em particular o "affaire" Elf. Esse grupo francês do setor do petróleo é acusado de lavagem de dinheiro e subornos por ocasião de contratos realizados na ex-Alemanha do Leste.
Segundo Bertossa o caso ELF "concentra todas as aberrações do sistema (judiciário) atual.
Ele não nega a existência de uma rede de magistrados europeus que respondem aos critérios de colaboração internacional. Mas o estima ineficiente.
O procurador de Genebra desejaria que os magistrados pudessem "comparar os dossiês". Que pudessem comparar documentos.
Mas Bertossa cita o exemplo da juiz de instrução parisiense Eva Joly. encarregada do caso ELF. Cada vez que ela precisa de uma informação ela precisa enviar uma comissão rogatória sujeita a recurso.
Segundo a agência AFP as declarações de Bernard Bertossa figuram na revista francesa L'expansion, publicada quinta-feira, 11 de maio.
swissinfo com agências.