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Até agora, a Suíça comportou-se frente a crise do vírus Corona. Mas a solidariedade dos cidadãos ainda não foi testada. A Suíça comemorou seu aniversário no dia 1 de agosto. No entanto, não há nada para celebrar. Inúmeros eventos foram cancelados e o clima nas ruas, beira a depressão.
O mundo, assim como a Suíça, ainda está sob o feitiço da pandemia. A crise na saúde torna a vida difícil para nós, muda nossos hábitos, nos força a tomar cuidados extras e promove uma certa incerteza permanente. Qual é o próximo?
Até agora, a Suíça contabiliza pouco menos de 2 000 mortes e mais de 35 000 casos confirmados. Atualmente existem 134 pessoas internadas, onde 28 encontram-se em unidades de terapia intensiva (UTI). O pais tem cerca de 9 milhões de habitantes espalhados por 26 estados.
O Conselho Federal projetou programas de ajuda governamental de pronta-resposta e sem burocracia, que impeçam uma possível recessão. O plano-de-crise suíço se sai muito bem na comparação internacional: eficiente, simples, rápido.
A cooperação entre governo, autoridades, empresas e sociedade foi muito boa. A cultura política da Suíça “consiste em uma cidadania alerta que combina o cuidado do bem-comum com uma forte vontade de responsabilidade pessoal”, como afirma o diplomata Paul Widmer. Isso inclui federalismo e participação nas decisões que afetam os próprios cidadãos. Devemos aceitar que isso às vezes é um obstáculo para uma ação rápida.
Mas ainda não atingimos as metas. Até agora, apenas se falou em solidariedade, pouco foi reivindicado ou praticado. A maioria da população quase não sofreu perdas. Muitas áreas já estão funcionando sem problemas novamente. O trabalho de curta duração mantém muitos trabalhadores com seus empregos.