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O ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999)é visto em 2 de março de 2015, em Buenos Aires(afp_tickers)
O ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999), 85 anos, se sentará no banco dos réus a partir de 6 de agosto, sob a acusação de encobrir a investigação do atentado contra a associação judaica AMIA, em 1994, revelou nesta sexta-feira o Centro de Informação Judicial (CIJ).
O ataque à AMIA, em Buenos Aires, deixou 85 mortos e 300 feridos.
O julgamento trará à tona o suposto suborno a um atravessador de carros roubados oferecido durante sua detenção - por causa do ataque - para que acusasse dois policiais inocentes.
O processo também exporá o suposto desvio da investigação para a chamada "pista síria", que responsabilizava Damasco pelo ataque.
Entre os acusados estão ainda o juiz Juan José Galeano, primeiro encarregado do caso AMIA, o ex-chefe de Inteligência do Estado Hugo Anzorreguy, e o ex-chefe de polícia Jorge Palacios.
A justiça encontrou evidências de que os serviços de Inteligência do Estado e as forças de segurança encobriram ou apagaram pistas para favorecer os cúmplices locais dos autores do atentado durante o governo Menem.
Caso seja condenado, Menem - que ocupa atualmente uma cadeira de senador - só poderá ser preso se o Congresso retirar sua imunidade parlamentar.
A Justiça argentina acusa o Irã de ser o autor intelectual do ataque de 18 de julho de 1994, e denunciou o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, o ex-presidente Alí Rafsanjani (1989-1997) e o ex-conselheiro cultural iraniano na Argentina Moshen Rabbani.
AFP