Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02542.jsonl.gz/53

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Por Maggie Fox
WASHINGTON (Reuters) - A gripe H1N1, conhecida como gripe suína, matou cerca de 3.900 norte-americanos entre abril e outubro, sendo mais de 500 crianças, disseram autoridades sanitárias dos Estados Unidos na quinta-feira.
Novos dados mostram que a pandemia contaminou cerca de 22 milhões de norte-americanos e obrigou à internação de 98 mil, de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).
Entre as crianças, houve 8 milhões de casos, 36 mil internações e 540 mortes. Numa temporada comum de gripe, morrem em média 82 crianças.
O CDC disse que o vírus H1N1 provocou a pior temporada de gripe nos EUA desde 1997, quando o monitoramento começou. "O que estamos vendo em 2009 é sem precedentes", disse Anne Schuchat, diretora da entidade.
O CDC aconselha os médicos a tratarem rapidamente os casos severos com antivirais como o Tamiflu e o Relenza. Em casos especialmente graves, de pacientes internados, a prescrição é o Peramivir.
Schuchat salientou que a pandemia não está se agravando, mas lembrou que a coleta de dados sobre casos e mortes pode demorar. A cifra divulgada na quinta-feira não é uma contagem exata, e sim uma extrapolação com base em dados de dez Estados.
A estimativa anterior do CDC era de 1.200 mortes nos EUA.
Numa temporada normal de gripe, a doença mata 36 mil norte-americanos e hospitaliza 200 mil. Mas 90 por cento das mortes e hospitalizações são entre maiores de 65 anos. Com o H1N1, 90 por cento das vítimas são adultos jovens e crianças.
Schuchat disse que a pandemia deve atravessar o inverno e chegar ao começo da primavera local. "Temos uma longa temporada de gripe pela frente", afirmou.
A maioria dos casos confirmados de gripe atualmente é do H1N1. Ao contrário do que acontece com outras infecções, cerca de 30 por cento das pessoas que vão ao médico e fazem o exame realmente têm a doença pandêmica.
(Reportagem adicional de Julie Steenhuysen em Chicago)
Reuters