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Hillary Clinton, em Hampton, Virgínia, no dia 15 de junho de 2016(afp_tickers)
Estes são os cinco pontos principais das conclusões do FBI (Agência Federal de Investigação americana), anunciadas por seu diretor James Comey, sobre a investigação dos e-mails utilizados pela ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, confidenciais durante sua gestão.
1. Ausência de acusações. O FBI não recomendará a apresentação formal de acusações contra Hillary Clinton.
"Ainda que o Departamento de Justiça tenha a decisão final em casos como este, expressamos ao Departamento nossa visão de que não há acusações adequadas neste caso".
2. Informação secreta. Inúmeros e-mails de Hillary continham informações confidenciais ou até consideradas "Top Secret".
"Setes provedores de e-mail se referem a assuntos que foram classificados a nível de "Top Secret" no momento em que foram enviados ou recebidos".
"Nenhum destes e-mails deveria estar em um sistema desclassificado, mas sua presença é especialmente preocupante porque todos estes e-mails estavam armazenados em um servidor pessoal desclassificado que nem sequer possui apoio de pessoal permanente de segurança".
3. Negligência. Não existem evidências de que Hillary Clinton tenha a intenção de violar a lei, mas ela e sua equipe foram "extremamente descuidados".
"Ainda que não tenhamos encontrado evidência clara de que a secretária Clinton ou seus colegas tivessem a intenção de violar as leis que regem a manipulação de informação classificada, existe a evidência de que foram extremamente descuidados de sua manipulação de informação muito sensível, altamente classificada".
4. Ausência de segurança. É "possível" que agentes de espionagem estrangeiros tenham tido acesso às informações secretas contidas nos e-mails de Hillary.
"Consideramos que atores hostis possam ter tido acesso a contas de e-mail de pessoas com quem a secretária Clinton esteve em contato regular em sua conta pessoal. Também achamos que o uso de um domínio pessoal era evidente e conhecido por um grupo muito grande de pessoas. Ela também utilizou intensamente seu e-mail pessoal estando fora dos Estados Unidos, incluindo o envio e recebimento de informação relacionada a sua função em território de inimigos altamente sofisticados. Dada a combinação de fatores, é possível que atores hostis tenham tido acesso à conta pessoal de e-mail da secretária Hillary Clinton".
5. Envio ao Departamento de Justiça. A investigação sobre os e-mails da ex-secretária de Estado passam agora às mãos do Departamento de Justiça.
"Depois de um enorme trabalho ao longo de um ano, o FBI está completando a sua investigação e enviando o caso ao Departamento de Justiça para sua decisão. (...) Esta declaração não foi coordenada e revisada de forma nenhuma com o Departamento de Justiça ou qualquer outra parte do governo. Eles não sabem o que vou dizer", destacou Comey.
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