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BRUXELAS (Reuters) - As comemorações em Bruxelas, no sábado, para marcar a volta da seleção do Marrocos às eliminatórias da Copa do Mundo de futebol pela primeira vez em duas décadas ficaram violentas quando participantes entraram em confronto com a polícia, incendiando carros e ferindo 22 policiais.
As imagens nas redes sociais mostraram carros derrubados e incendiados, além de vitrines quebradas no centro de Bruxelas, bem como caminhões policiais disparando jatos de água contra a multidão reunida em frente à bolsa de valores da cidade.
De acordo com a polícia de Bruxelas, cerca de 1.500 pessoas se reuniram para celebrar a vitória do Marrocos por 2 a 0 sobre a Costa do Marfim e aproximadamente 300 delas começaram a se comportar de forma violenta e atacaram policiais e bombeiros, incendiando carros e lixeiras.
Mais de 100 mil pessoas de origem marroquina vivem em Bruxelas. A Bélgica presenciou a chegada de trabalhadores marroquinos nas décadas de 1960 e 1970.
De acordo com a justiça belga, ninguém havia sido detido na manhã deste domingo. O ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, prometeu punir os responsáveis e considerou o incidente inaceitável.
"O problema fundamental é que tais eventos são usados como desculpa para comportamento inadequado e para fazer coisas inaceitáveis", afirmou Jambon à Radio 1. "Temos imagens de câmeras - quem quer que tenha feito isso vai pagar, não há como se safar", acrescentou o ministro.
(Por Robert-Jan Bartunek)
Reuters