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Mostrar o invisível. Este é o desafio que Marc RenaudLink externo colocou a si próprio na sua nova coleção fotográfica "No Blackout". As imagens evocam uma força que está presente em quase todas as nossas atividades de hoje: a eletricidade.Este conteúdo foi publicado em 10. agosto 2019 - 11:00
Ela está lá todos os dias, todas as horas, todos os momentos. Sem que ninguém repare. Se esta força desaparecer, os trens ficam parados, as caixas dos supermercados param e os carregadores dos nossos smartphones deixam de funcionar. É o apagão, a pane de energia.
Força da natureza
A água, o vento, o sol - mas também os combustíveis fósseis - produzem eletricidade. Não foram os homens que descobriram a eletricidade, ela sempre esteve lá. Só conseguimos controlá-la e usá-la há poucas centenas de anos.
As imagens de Marc Renaud raramente mostram a eletricidade ou sua fonte (um pequeno riacho ao pé de uma geleira, o raio de um choque elétrico em um laboratório). Na verdade, vemos muito pouco.
Força da imagem
A linguagem visual do fotógrafo de Neuchâtel é esparsa e discreta. Ele trabalha com cautela, escolhe os temas certos e confia em outra força: a da imagem. Porque ele sabe que a estética das suas fotografias corresponde sempre ao seu tema.
Ao folhear a sua coleção "No Blackout", todos fazem a sua própria imagem da energia eléctrica. A corrente avança constantemente, mas os clichês que Marc Renaud nos oferece são frequentemente objetos que parecem pesados, estáticos e imutáveis. No entanto, é esta corrente invisível e evasiva que aquece a água da ducha, gela a cerveja na geladeira e nos permite ler este artigo.
As imagens de Marc Renaud nos oferecem um pequeno olhar deste paradoxo entre o peso das instalações e a leveza da eletricidade.