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Um grupo de companhias farmacêuticas dos Estados Unidos concordou em pagar 590 milhões de dólares para encerrar ações judiciais relacionadas ao vício em opioides entre tribos nativas americanas, segundo documentos judiciais divulgados nesta terça-feira (1º).
As companhias, entre as quais estão Johnson & Johnson e McKesson, chegaram a um acordo com os demandantes em uma corte distrital do estado de Ohio.
Este acordo, no entanto, está separado de outro anterior, que resultou no pagamento de US$ 75 milhões à nação Cherokee por parte de três laboratórios.
O acordo é o mais recente no contexto da crise de opioides nos EUA, que é responsável por 500.000 mortes nos últimos 20 anos e gerou uma enxurrada de litígios contra as farmacêuticas.
Os nativos americanos "sofreram algumas das piores consequências da epidemia de opiáceos que qualquer outra população nos Estados Unidos", segundo o documento apresentado pelo Comitê de Liderança Tribal dos Requerentes, que cita as taxas de mortalidade per capita em comparação com outros grupos étnicos.
"Por essa razão, os governos tribais dos Estados Unidos tiveram que gastar grandes somas para cobrir os custos da crise, incluindo gastos mais altos com assistência médica, serviços sociais, proteção infantil, aplicação da lei", acrescentou o documento.
Todas as tribos reconhecidas pelo governo americano, 574 no total, poderão participar do acordo, mesmo que não tenham tomado medidas legais, diz o documento.
Johnson & Johnson, McKesson e as outras duas empresas no acordo - AmerisourceBergen e Cardinal Health - concordaram anteriormente em pagar US$ 26 bilhões em um acordo global em casos de opioides.
A J&J disse nesta terça-feira que os US$ 150 milhões estabelecidos no acordo com os nativos americanos foram deduzidos do que ela devia no acordo global.
"Este acordo não é uma admissão de qualquer responsabilidade ou irregularidade e a Empresa continuará a se defender contra qualquer litígio que o acordo final não resolva", acrescentou a J&J.
Consultadas pela AFP, as outras empresas não especificaram imediatamente se os US$ 440 milhões que concordaram coletivamente em pagar às tribos nativas americanas ao longo de sete anos faziam parte do acordo de 26 bilhões de dólares.