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União Europeia (UE) e Equador alcançaram nesta quinta-feira um acordo comercial, como o que já foi assinado pelo bloco europeu com Colômbia e Peru, e as partes continuam buscando uma solução para manter o acesso preferencial ao mercado comunitário até a entrada em vigor.
"O Equador terminou o processo de negociações com a União Europeia para se incorporar ao Acordo Comercial Multilateral", anunciou a jornalistas o ministro equatoriano do Comércio, Francisco Rivadeneira, destacando os resultados de um "esforço de cerca de quatro anos".
O acordo, que começará a vigorar, em um cenário otimista, no segundo semestre de 2016, depois que for aprovado pelo Parlamento Europeu, "está adaptado às nossas necessidades", acrescentou, no sentido de que "potencializam as oportunidades" para o Equador e reduzem "os custos e riscos".
A UE e o Equador retomaram as negociações em janeiro após uma pausa de quatro anos. Na semana passada lançaram a quarta e última rodada de negociações, mas se viram obrigados a suspendê-la depois que a UE apresentou "posições novas que poderiam mudar o equilíbrio geral do acordo", indicou o ministro, razão pela qual a parte equatoriana precisou de consultas com a autoridade máxima do país.
Ainda na quarta-feira, quando as duas partes voltaram a se reunir, existiam temas sensíveis, principalmente na questão da agricultura.
Concretamente, o Equador buscava o melhor acordo possível sobre a banana, principal produto de exportação não petrolífero do país sul-americano e principal provedor deste produto na União Europeia.
Quito queria que a UE "levasse isso em consideração em relação à Colômbia e Peru", declarou o ministro, garantindo que alcançaram um acordo "com condições muito similares" às de seus vizinhos, apenas com "pequenas diferenças".
O ministro preferiu não mencionar a tarifa alcançada para este produto quando o acordo entrar em vigor, mas explicou que foi estabelecido um processo que combina um cronograma de redução tarifária com um disparador se for alcançado um determinado volume de exportações para a UE, para evitar que o mercado europeu seja inundado com banana equatoriana.