Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02561.jsonl.gz/35

A Suíça registrou um recorde de 352 casos de discriminação em 2019, refletindo um aumento de atos racistas em locais públicos e ataques estimulados por ideologias de extrema-direita.
A xenofobia foi a principal causa do comportamento racista. Negros e muçulmanos são os mais afetados, com 132 e 55 casos, respectivamente, registrados por centros de aconselhamento Link externoem 2019.
O número de casos com conotação de extrema-direita também aumentou em 2019. Cada décimo ataque se enquadra nesta categoria, observa o jornal Blick em sua edição de domingo passado.
"O cenário da extrema-direita está em movimento", diz a presidente da Comissão Federal contra o RacismoLink externo (EKR) Martine Brunschwig Graf, em comentários citados pelo BlickLink externo. "Isto deve ser levado a sério; não devemos subestimar".
Apenas um pequeno número de vítimas de racismo, observa ela, procura ajuda de um centro de aconselhamento. Acredita-se que o número de casos não relatados seja bem maior do que o número de casos relatados.
Atos racistas notáveis em 2019 incluíram grafitis de símbolos nazistas, pessoas fazendo a saudação à Hitler e ataques contra jovens negros.
O "profiling" racial - a suspeita de autoridades sobre pessoas somente baseada em sua etnia ou religião - é outra questão destacada pelo governo, com 23 casos relatados no ano passado.
Os 352 casos representam um aumento de 27% em relação a 2018. O governo já publicou algumas de suas principais constataçõesLink externo para 2019, mas espera-se que divulgue um relatório completo sobre o assunto na segunda-feira.
Em seu relatório de 2020, a Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) do Conselho da Europa exortou a Suíça a aumentar a capacidade dos centros de aconselhamento para vítimas de racismo.
swissinfo.ch/ets