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O Secretário de Estado John Kerry, em Washington, DC, no dia 21 de abril de 2015(afp_tickers)
O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu nesta terça-feira a adoção de uma agenda comum com a América Latina sobre educação e democracia, e manteve a mão estendida para recompor as relações com a Venezuela, severamente abalada por diferenças nos últimos anos.
Esta agenda comum para toda a região pode estar concentrada em temas como educação e comércio regional, energia e segurança ambiental, e reconciliação e defesa da democracia.
"Precisamos de uma agenda comum para o progresso compartilhado, um mapa para os próximos passos que nos ajudarão a garantir que as promessas democráticas e econômicas da América Latina se tornem realidade", disse Kerry durante discurso proferido no Departamento de Estado.
Para o secretário de Estado, todo o continente vive um "momento transformador" e é necessário aproveitar a "oportunidade histórica".
Na visão de Kerry, o presidente Barack Obama deixou claro, quando foi eleito em 2008, que seu governo está comprometido com uma "nova relação" com a América Latina.
Este compromisso, segundo o chefe da diplomacia americana, "contribuirá de forma significativa com a nossa agenda comum para o hemisfério, que inclui o fortalecimento da democracia e o respeito aos direitos humanos".
Em seu discurso, Kerry revisou a recente Cúpula das Américas, celebrada no Panamá, durante a qual o presidente Obama celebrou uma reunião histórica com o líder cubano, Raúl Castro, mas onde também teve um rápido diálogo com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo Kerry, Washington continua disposto a falar de temas de interesse comum para poder recompor as esgarçadas relações com Caracas.
Os Estados Unidos "permanecem abertos a continuar trabalhando nas nossas diferenças em uma tentativa de encontrar um terreno comum" com o governo venezuelano, disse.
As relações entre os dois países, que não possuem embaixadores em suas respectivas capitais desde 2010, se tornaram extremamente tensas depois que, em março daquele ano, Obama assinou a adoção de sanções contra sete funcionários do governo Maduro.
AFP