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A virologista genebrina Isabella Eckerle pediu mais testes e o uso obrigatório da máscara para crianças mais novas na escola à medida que aumenta o número de classes em quarentena por causa do coronavírus.Este conteúdo foi publicado em 08. setembro 2020 - 13:55
Na semana passada, duas turmas no cantão de Aargau (Argóvia), no norte da Suíça, foram enviadas para casa depois que três alunos deram positivo para o coronavírus e duas turmas primárias no cantão de Genebra também foram colocadas em quarentena. Também pareceram 46 alunos positivos no cantão de Zurique desde a volta das férias, há três semanas, totalizando agora 254 alunos em quarentena.
Os especialistas têm questionado o papel das crianças na transmissão do vírus. Atualmente, as autoridades suíças não consideram os menores de 12 anos como os propulsores da pandemia e eles não são testados rotineiramente.
O problema é que não há muitos estudos sobre crianças e o coronavírus, disse Eckerle, professora do Centro de Doenças Virais Emergentes de Genebra, ao jornal NZZ am SonntagLink externo no domingo. Ela diz que não devemos assumir que as crianças não estão no grupo de risco. Sabemos que quando as crianças são infectadas, sua carga viral é tão alta quanto a dos adultos, disse ela.
Testes e máscaras
"Deve-se testar [as crianças] tanto quanto os adultos. Esta é a única maneira de descobrirmos quais medidas são úteis para manter os números de infecção baixos, e para que possamos passar o inverno sem problemas", disse Eckerle.
A professora disse que era a favor de alunos usando máscaras nas escolas primárias (estas escolas estão isentas no momento; a regra só se aplica a algumas escolas secundárias superiores e isto depende do cantão, pois os cantões são responsáveis pelos assuntos educacionais na Suíça). Mas isso deve ser acompanhado de outras medidas, como classes menores, uma mistura de ensino em sala de aula e aprendizagem à distância, bem como uma boa ventilação.
Algumas escolas poderiam ser designadas como "escolas de pesquisa", onde se poderia realizar verificações pontuais para ver quais medidas funcionam melhor, disse ela.
Estratégia?
Os comentários de Eckerle no NZZ am Sonntag vêm logo depois que ela tweetou suas opiniões sobre o assunto. A postagem também dizia que a Suíça "não estava bem preparada porque as medidas de prevenção variavam entre cantões e escolas" e que não havia "nenhuma estratégia ou orientação nacional e pior, testes inconsistentes para crianças menores de 12 anos. Precisamos de uma estratégia nacional baseada em dados científicos, acompanhada de estudos científicos".
A postagem de Eckerle: Haverá, sem dúvida, casos positivos na escola neste inverno - mas podemos diminuir o risco de transmissão adicional, e podemos diminuir o risco de fechamento das escolas se nos prepararmos AGORA. Na minha opinião, quanto mais desejarmos que as escolas permaneçam abertas, mais pró-ativos teremos que ser.
Eckerle tem o apoio do epidemiologista de Berna Christian Althaus, que disse ao NZZ am Sonntag que parecia que as crianças se infectavam com menos freqüência e tendiam a transmitir o vírus menos do que os adultos. "Mas enquanto não prestarmos atenção e fizermos testes, veremos apenas alguns casos. Faria sentido testar crianças, se possível", disse ele.
No entanto, há sinais de que as autoridades sanitárias federais estão reavaliando suas diretrizes atuais, informou o jornal. "O Departamento Federal de Saúde Pública está atualmente, junto com os pediatras, analisando a questão dos testes em crianças. Isto se deve particularmente ao outono que se aproxima", escreveu o jornal.