Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02603.jsonl.gz/84

Em resposta à pandemia do coronavírus e aos tumultos em St. Gallen, os núcleos juvenis de cinco partidos políticos suíços estão pedindo ao governo que ofereça melhores perspectivas.Este conteúdo foi publicado em 06. abril 2021 - 18:03
Na segunda-feira, eles publicaram uma carta aberta [foto abaixo] exigindo que os jovens tenham mais voz na gestão de crises. Ela foi assinada e colocada online pelos líderes de vários partidos, da esquerda à direita, pedindo um intercâmbio com o poder executivo do governo federal.
Entre outras coisas, eles declaram que os jovens não deveriam ser discriminados se medidas menos rígidas favorecessem aqueles que já foram vacinados. Para os jovens com problemas de saúde mental, também deveria haver apoio suficiente.
Além disso, eles sugeriram a reintrodução imediata das aulas presenciais, dizendo que isso deveria ser possível com uma estratégia rigorosa de testes e medidas de proteção apropriadas.
"Nossa geração precisa urgentemente de novas perspectivas", diz a carta, observando que cada vez mais jovens se sentem incompreendidos, e o número crescente de jovens com problemas psicológicos graves é motivo de grande preocupação.
O motor da carta foram os tumultos de sexta-feira à noite em St Gallen, onde jovens atacaram policiais com garrafas, fogos de artifício e um coquetel molotov. A polícia respondeu com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Duas pessoas foram feridas e a polícia expulsou temporariamente mais de 500 pessoas da cidade.
Enquanto condenavam a violência, os jovens políticos escreveram que as reportagens do episódio haviam abafado as vozes dos jovens que vêm cumprindo as medidas contra a pandemia há mais de um ano.
Também na segunda-feira, a prefeita de St Gallen Maria Pappa disse à agência de notícias Keystone-SDA que a resposta da polícia foi "muito proporcional" e que os danos foram limitados. Assistente social por formação, Pappa estava no local na sexta-feira à noite, antes da escalada da violência.
"Temos uma situação de conflito social", disse ela, observando que a gestão da crise da Covid-19 está causando ressentimento e medo entre muita gente.