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Por Oliver Holmes e Sylvia Westall
BEIRUTE (Reuters) - Forças armadas sírias tomaram áreas estratégicas no entorno de Aleppo nesta semana, disseram moradores e a imprensa estatal nesta quarta-feira, restringindo a principal linha de abastecimento rebelde na cidade.
O avanço do governo, depois de quase dois anos de impasse, foi reforçado por combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah, um aliado do presidente Bashar al-Assad, de acordo com fontes próximas ao Hezbollah.
Rebeldes invadiram Aleppo, que já foi o centro comercial da Síria, em 2012 a partir do norte e tomaram distritos no coração da cidade. Desde então, o exército ocupou o oeste e sul de Aleppo, mas foi incapaz de desalojar combatentes da oposição.
A agência de notícias estatal síria SANA disse que o exército tomou o controle de um complexo industrial no nordeste de Aleppo no domingo. Os rebeldes agora estão cercados por três lados por forças do governo e só pode reabastecer bairros da cidade através de um corredor no norte.
"Há quatro quilômetros em toda a área no norte que são controlados pela oposição agora", disse um ativista de oposição residente de Aleppo. "Se o regime puder capturar uma última rua, eles serão capazes de sitiar a cidade."
O avanço ocorre após meses de ganhos das forças pró-governo. Assad demonstrou uma persistência para manter-se no poder, depois de três anos de guerra civil brutal, e deve ser empossado para um novo mandato no dia 17 de julho.
Em maio, as tropas quebraram um bloqueio rebelde de um ano na principal prisão de Aleppo depois de intensos combates com a Frente Nusra, afiliada oficial da Al-Qaeda na Síria, e outras brigadas de militantes islâmicos nas fileiras rebeldes.
Um diplomata da região disse que o governo sírio "sente que está ganhando Aleppo". "O regime tem trabalhado estrategicamente desde 2013 para recuperar Aleppo."
HEZBOLLAH NO LESTE
Combatentes do Hezbollah ajudaram as forças de Assad a retomar áreas controladas pelos rebeldes ao longo da fronteira com o Líbano, mas a sua presença em Aleppo, longe do Líbano, marca uma expansão significativa da área de operações do grupo xiita.
Grupos rebeldes díspares em Aleppo também foram enfraquecidos por lutas internas neste ano, beneficiando Assad. Um grupo dissidente da Al Qaeda chamado Estado Islâmico é hoje a milícia mais forte no leste da Síria e tomou também áreas de outras unidades rebeldes na província de Aleppo.
A Síria mergulhou em uma guerra civil depois de uma pacífica revolta, que começou em março de 2011, contra quatro décadas de governo da família Assad. A revolta culminou em uma insurreição armada depois que o exército respondeu com força maciça e mortal para reprimir os tumultos.
A guerra na Síria resultou em 160 mil mortes. Nove milhões de pessoas dentro do país precisam de ajuda e proteção e 2,5 milhões de refugiados fugiram para o exterior.
Forças de Assad agora controlam a maior parte da capital, além da principal rodovia de Damasco para Homs e a costa ocidental do Mediterrâneo. Rebeldes controlam grande parte do deserto no norte e no leste.