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VIENA (Reuters) - Um acordo sobre o questionado programa nuclear do Irã é improvável até o prazo final de 20 de julho, e as conversas entre Teerã e seis potências devem se estender durante mais alguns meses, disse um diplomata ocidental nesta terça-feira.
Não houve comentário oficial de imediato das partes envolvidas nas negociações – Irã, Estados Unidos, França, Rússia, China, Grã-Bretanha e Alemanha. A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, está coordenando as conversas com os iranianos em nome das seis potências.
“Dado ser improvável finalizar um acordo até domingo, é bastante provável que continuemos as conversas nos próximos meses”, declarou o diplomata sob condição de anonimato.
Mais cedo nesta terça-feira, Teerã também insinuou que uma ampliação das conversas para além do prazo autoimposto de 20 de julho é provável.
O Irã e o chamado P5+1 estão tentando superar as diferenças em suas posições sobre um acordo que pretende encerrar um impasse de uma década envolvendo as atividades nucleares de Teerã. O Ocidente teme que o programa tenha como objetivo o desenvolvimento de armas nucleares, mas os iranianos afirmam que só buscam energia nuclear pacífica.
Nos termos do acordo provisório alcançado em novembro, e que rendeu ao Irã a suspensão parcial das sanções em troca da restrição das atividades nucleares, teoricamente as conversas podem ser prolongadas por até seis meses. Mas diplomatas e especialistas deram a entender que qualquer ampliação deve ser bem mais curta.
O diplomata ocidental, referindo-se à discórdia essencialmente em torno da dimensão futura a ser permitida ao programa de enriquecimento de urânio do Irã, disse: “Não podemos dizer que as coisas estão indo na direção errada, no geral estão na direção certa, mas no tema principal, o mais difícil, ainda estamos muito distantes”.
“É improvável que possamos resolver tudo isso antes do fim de semana. As próximas semanas não fazem muito sentido (para retomar as conversas), dado que já estaremos em agosto. Haverá um pequeno intervalo.”
(Reportagem de John Irish)