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Uma empresa suíça recolhe bicicletas que seus proprietários não necessitam mais. Depois são consertadas e embarcadas à África. São 22 mil delas distribuídas a cada ano.
Paolo Richter se interessa pela mecânica de bicicletas desde a juventude. Em 1993 fundou o grupo "Drahtesel", responsável pelo projeto VelafricaLink externo. Quando esteve em Gana, na África, o suíço percebeu as dificuldades enfrentadas por muitas pessoas para se locomover. Então teve a ideia de exportar bicicletas usadas ao continente.
As bicicletas recicladas oriundas da Suíça são muito procuradas na Tanzânia. Elas são mais robustas e baratas do que as chinesas, muito comuns nos mercados locais. Porém qualquer bicicleta necessita de manutenção. A Velafrica ajuda a formar mecânicos de bicicletas, monta oficinas e fornece peças e ferramentas. É uma forma de dar trabalho e uma profissão a muitos jovens na região. E a população tem acesso à bicicletas baratas e sólidas.
Um dos parceiros da Velafrica em Nshamba, Tanzânia é a Vijana Bicycle Center Link externo(VBC). Desde 2011, em suas oficinas 37 jovens órfãos já receberam uma formação profissional. Eles trabalham especialmente nos reparos das bicicletas suíças. Os lucros vão para um fundo de solidariedade.