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Para Lorena Ortega, uma engenheira chilena que vive na Suíça há duas décadas, o equilíbrio entre trabalho e família é possível sobretudo graças à sua família.Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 10:00
Nascida em Santiago do Chile, onde se formou como engenheira geotécnica, veio então para Lausanne para um estágio na Escola Politécnica Federal (EPFL). Na Suíça, ela conheceu seu marido David, com quem agora tem dois filhos. Lorena Ortega sempre trabalhou, e para ela isto é absolutamente normal.
"O trabalho é a razão pela qual estudei. Não sei como viver sem trabalhar", diz ela. Em seu ambiente social e familiar, as mulheres sempre trabalharam: sua mãe e sua avó como professoras, sua tia como engenheira química. "O trabalho é essencial para o desenvolvimento e a independência", diz ela.
Em contraste com a situação no Chile, onde a classe média pode contar com o apoio diário de trabalhadores domésticos, as famílias na Suíça só podem contratar ajuda doméstica de hora em hora, o que afeta o desempenho no trabalho. Em seu caso, a família está ativamente envolvida no cuidado das crianças.
Um dia por semana as crianças comem na escola. Os outros quatro compartilham o cuidado das crianças com uma tia e uma avó.
As mulheres estrangeiras trabalham mais fora de casa do que as suíças? "Acho que não, mas acho que as mulheres daqui fazem mais tarefas domésticas. Entre meus amigos, sou uma das que estão mais ocupadas profissionalmente".