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Os Estados Unidos aplicaram sanções nesta quinta-feira contra enteados do presidente Nicolás Maduro, que integravam um grupo de 10 pessoas e 13 empresas acusado de orquestrar "uma rede de corrupção" em um programa de assistência alimentar do governo da Venezuela.
As medidas se somam à bateria de sanções que Washington já adotou - nos últimos dois anos - contra o governo de Maduro, cujo mandato considera ilegítimo.
"Enquanto os enteados de Maduro e outros delinquentes usam o programa de assistência alimentar para roubar centenas de milhões de dólares, muitos venezuelanos comem apenas uma ou duas vezes por dia, com poucas proteínas e vitaminas", disse o secretário americano de Estado, Mike Pompeo.
O Departamento do Tesouro afirma que o empresário colombiano Alex Saab se aproveitou de contratos superfaturados ligados aos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), em um golpe que incluiu Walter, Yosser e Yoswal Gavidia Flores, filhos da primeira-dama, Cilia Flores, empresas de vários países e operações ilegais com ouro na Venezuela.
"Utilizam os alimentos como uma forma de controle social, para recompensar seus partidários políticos e punir os opositores", denunciou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.
O governo da Venezuela criou em 2016 um programa de alimentos subsidiados para os pobres que Saab organizou.
"Com o conhecimento de Maduro, Saab obteve ganhos substanciais e importou apenas uma fração dos alimentos necessários para o programa CLAP", destacou o Tesouro.
O CLAP tinha 16,3 milhões de beneficiários em 2018, segundo um estudo das principais universidades da Venezuela.
Os envolvidos terão todos os seus ativos e bens bloqueados que estejam direta ou indiretamente sob a jurisdição dos Estados Unidos, e não poderão participar de qualquer transação envolvendo indivíduos ou entidades americanas.
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