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O risco de morrer por coronavírus é duas ou três vezes maior para as comunidades negras e as minorias étnicas da Inglaterra, segundo uma análise acadêmica de dados compilados por serviços de saúde público, que será publicada na quinta-feira (7).
Este estudo, feito pelo University College London (UCL), é o mais recente a sugerir que a COVID-19 afeta minorias étnicas no Reino Unido e outros países ocidentais em maior proporção.
Os pesquisadores do UCL extraíram os dados do Serviço Nacional de Saúde (NHS), relativos a pacientes que testaram positivo para o coronavírus e morreram em hospitais da Inglaterra entre 1º de março e 21 de abril.
Eles descobriram que o risco médio de morte é "por volta de dois a três vezes maior" para os negros, os asiáticos e outros grupos étnicos minoritários em comparação com a população branca.
O risco de morte para pessoas de origem paquistanesa é 3,29 vezes maior, para os negros de origem africana, 3,24 vezes maior, e para os bengaleses, 2,41 vezes maior.
As comunidades negras caribenhas têm um risco 2,21 vezes superior e os indianos, 1,7 vez maior.
Comparativamente, os pesquisadores, que analisaram 16.272 mortes ocorridas neste período pelo vírus, encontraram um risco menor de mortalidade para as populações brancas da Inglaterra.
"Este trabalho mostra que a mortalidade por COVID-19 é desproporcionalmente mais alta nos grupos negros, asiáticos e de minorias étnicas", resumiu Delan Devakumar, coautor do estudo.
"É essencial abordar os fatores de risco social e econômico subjacentes e as barreiras de atenção sanitária que conduzem a estas mortes injustas".
Esta análise, que está à espera de validação da comunidade científica, chega após outros estudos britânicos recentes que demonstram que pessoas de áreas menos favorecidas, tipicamente mais povoadas por minorias étnicas, foram mais afetadas pelo coronavírus.
As cifras do Escritório de Estatísticas Nacionais (NOS) encontraram na taxa de mortalidade por COVID-19 nas áreas menos favorecidas da Inglaterra é 118% maior que nos locais mais prósperos.
Outra avaliação do grupo de especialistas do Instituto de Estudos Fiscais (IS) destacou que as taxas de mortalidade hospitalar das pessoas pertencentes a minorias étnicas eram igualmente mais altas do que as das comunidades brancas.
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