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O líder das Farc, Timoleón Jiménez (D), e o membro do Exército de Libertação Nacional (ELN), Nicolas Rodriguez, em Havana, em 11 de maio de 2017(afp_tickers)
As Farc e o ELN vão persistir em seus processos de paz no próximo governo da Colômbia, apesar do chamado à "guerra da extrema-direita" e de o segundo grupo descartar um acordo antes das eleições de 2018.
Surgidas na década de 1960, as maiores guerrilhas da Colômbia estão comprometidas em separado em um processo de desarmamento (a primeira) e diálogo (a segunda).
Durante uma reunião de dois dias em Havana, cujo governo atua como avalista da paz, os líderes máximos das duas organizações ratificaram o desejo de terminar com o conflito de mais de meio século que deixou milhões de vítimas entre mortos, desaparecidos e deslocados.
"Buscaremos que o esforço pela solução política comprometa as diferentes forças presentes que participam do debate com vistas às eleições de 2018", destacaram as lideranças das Farc e do ELN em um comunicado conjunto.
O encontro foi autorizado pelo governo de Juan Manuel Santos, que enfrenta a oposição ferrenha da direita - encabeçada pelo ex-presidente Álvaro Uribe - aos compromissos alcançados com a guerrilha, por considerar que incentivam a impunidade.
Diante da recusa de alguns setores, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko e líder máximo das Farc, e Nicolás Rodríguez (Gabino), líder do ELN, acrescentaram que tentarão fazer com que "que os chamados à guerra que a extrema direita faz não façam reverter esse impulso" pelo fim do conflito.
Com quase 7.000 combatentes, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram a paz com o governo de Juan Manuel Santos em novembro passado, após quatro anos de negociações em Havana.
Enquanto esta guerrilha avança em seu desarmamento e se prepara para se tornar um partido político, o Exército de Libertação Nacional (ELN), com 1.500 homens e mulheres em armas, iniciou diálogos com o mesmo objetivo.
As negociações, realizadas desde fevereiro em Quito, são realizadas em meio ao fogo. Uma segunda rodada começará na próxima terça-feira.
Embora tenha ratificado o desejo do ELN em selar a paz, Rodríguez afirmou que por seus cálculos, o acordo não poderá ser assinado antes das presidenciais de maio do ano que vem.
Santos deixará a Presidência em agosto de 2018, após oito anos no poder. A Constituição o impede de tentar nova reeleição.
AFP