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Por Jeremy Pelofsky e James Vicini
WASHINGTON (Reuters) - O governo de Barack Obama defendeu nesta quarta-feira o plano de julgar o suposto mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 em cortes criminais, apesar das duras críticas dos republicanos, que afirmam que tal julgamento seria muito arriscado.
Enquanto o presidente norte-americano tenta fechar a prisão militar de Guantánamo, em Cuba, Khalid Sheikh Mohammed e seus cúmplices devem ser transferidos de lá para Nova York a fim de serem julgados num tribunal perto do World Trade Center.
Numa entrevista à televisão durante viagem pela Ásia, Obama considerou que o sistema judiciário dos Estados Unidos será capaz de conduzir os julgamentos e que ao final Mohammed será condenado e sentenciado à morte.
"Acho que temos de romper essa noção temerosa de que nosso sistema judiciário não pode lidar com esses caras", disse Obama em entrevista à NBC News.
Obama havia prometido fechar a prisão de Guantánamo até 22 de janeiro, sob o argumento de que ela serve para recrutar militantes e prejudica a imagem dos EUA no exterior. Poucos, no entanto, acreditam que ele cumprirá o prazo em razão de obstáculos políticos e legais.
O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, admitiu que o prazo de 22 de janeiro será difícil de cumprir, especialmente porque tem sido difícil encontrar países que recebam os cerca de 90 prisioneiros que foram liberados ou considerados elegíveis para transferência.
Em declarações ao Comitê de Justiça do Senado, Holder defendeu a sua decisão de processar Mohammed e os outros em cortes criminais e afirmou que o material sigiloso também será preservado durante os julgamentos.
"Sabemos que podemos processar terroristas em nossas cortes federais com segurança e garantia porque temos feito isso há anos", disse ele.
"Não tenho medo do que Khalid Sheikh Mohammed terá a dizer no julgamento - e ninguém mais precisa ter", acrescentou.
Reuters