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O juiz de instrução de Genebra, Daniel Devaud, indiciou um advogado e dois gerentes de fortuna da mesma cidade. Eles são acusados de lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa, crimes relacionados com a renovação do Kremlin.
Os três indiciados estão sob suspeita de ter ajudado a dissimular subornos pagos pelas empresas de construção Mabetex e Mercata - sediadas em Lugano, Suíça - para conseguirem os contratos no Kremlin. Os três rejeitam a acusação.
O patrão de Mercata, Victor Stolpovskikh, devia ser indiciado na segunda-feira, 26 de junho, justamente por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Mas ele não se apresentou à audiência marcada pelo juiz Daniel Devaud.
O patrão de Mabetex, Behgiet Pacolli, convocado na terça-feira 27 de junho pelo juiz foi também indiciado. O juiz negou-se a especificar os motivos que seriam lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa.
As contas das duas empresas, Mabetex e Mercata, foram bloqueadas na Suíça pelo juiz Devaud. Desde abril de 1999, o juiz se interessava à movimentação financeira relativa a essas duas empresas de construção.
A justiça genebrina traçou a pista de cerca de 70 milhões de dólares de comissões que teriam sido pagas por Mercata e Mabetex a cerca de 20 membros da administração do ex-presidente Bóris Iéltsin.
Um dos principais funcionários visados é Pavel Borodine, ex-intendente do Kremlin. Comissões de 4 milhões teriam sido pagas a líderes russos, em particular Borodine e seu assessor Andrei Savtchenko, bem como ao ex-vice-primeiro-ministro, Oleg Soskovets.
Por outro lado, o ex-primeiro-ministro russo, Viktor Tchernomyrdin, desmentiu qualquer envolvimento no caso Mabatex. Ele tinha sido acusado pela imprensa russa.
swissinfo com agências.