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Alguma vez você já se perguntou por que seu bife custa o dobro quando você come na Suíça, em comparação com os países vizinhos? A Organização Mundial do Comércio coloca a culpa diretamente nas tarifas exorbitantes da Suíça sobre os alimentos importados.
As tarifas dos produtos agrícolas importados atingiram, em média, 30,8% no ano passado, enquanto que taxas de acima de 100% foram aplicadas a alguns legumes, carne e produtos lácteos, informou a OMC em um relatório de maio. Uma olhada rápida nos cardápios dos restaurantes da Suíça e da Alemanha confirma a diferença enorme nos preços.
Um bife de alcatra de 200 gramas em um restaurante suíço perto do aeroporto de Zurique custa por volta de CHF37,50, enquanto um maior de 250 gramas em um “steakhouse” bem na fronteira alemã, em Singen, custa €20,90 (CHF22,90). Isso é o dobro do preço, grama por grama, na Suíça.
As altas tarifas suíças sobre as importações de alimentos e bebidas são projetadas para proteger os agricultores locais, que geralmente têm fazendas menores do que os concorrentes internacionais, e balancear os custos elevados da Suíça, "a ilha dos preços altos".
O Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia, também criticou o elevado preço da alimentação na Suíça. Todos os tipos de alimentos custam cerca de 78% a mais na Suíça do que na UE, de acordo com os cálculos do Eurostat. O que ainda é menos do que o custo inflacionado da carne na Suíça, que é duas vezes e meia mais cara.
O Eurostat também mostra como tarifas mais baixas levam a preços mais acessíveis para outros bens suíços. Os suíços pagam ligeiramente menos para equipamentos electrônicos do que a média da UE, o mesmo preço para os móveis e apenas 17% a mais para calçados.
A Suíça diz que vai baixar as tarifas se outros países também fizerem o mesmo. Entretanto, as autoridades apontam para os seus próprios cálculos que mostram que os salários elevados deixam os residentes suíços com mais rendimento disponível do que a maioria dos homólogos europeus, apesar do elevado custo de vida.
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch