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Milhões de mulheres na África e na Ásia não têm acesso a cesarianas. Uma das muitas complicações que sofrem durante o parto são as fístulas obstetrícias. Um médico de Genebra trabalha para reparar os danos.
(RTS / swissinfo.ch)
Há 20 anos, o doutor Charles-Henry Rochat trata mulheres no norte do Benim que sofrem das complicações de um parto difícil, as fístulas obstetrícias. A pobreza e o isolamento impedem que as grávidas tenham acesso a um hospital para serem submetidas a uma cesariana que evitaria lesões e a morte do bebê.
Quando a criança não pode sair por seu tamanho ou posição, a pressão de sua cabeça na zona pélvica interrompe a circulação sanguínea do tecido que morre ou deixa orifícios ou fístulas. As mulheres ficam estéreis e incontinentes. O consequente mal cheiro fazem com que sejam vítimas da exclusão e muitas vezes vivem isoladas na vergonha e no silêncio.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, mas dois milhões de mulheres – sobretudo na África e na Ásia – sofrem de fístulas obstetrícias.