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Dez dias antes de completar 93 anos, Balthus faleceu domingo em sua casa. Tido por especialistas como um dos grandes pintores do século XX, ele morava num chalé de montanha na Suíça desde 1977.
Balthus foi, até agora, o único pintor vivo a expor no célebre Museu do Louvre, em Paris. Filho de pais poloneses, nascido em Paris em 1908, Balthazar Klossowski de Rola era aristocrático, tinha o título de conde e era casado com uma condessa japonesa.
Conheceu todas as correntes artísticas do século mas manteve sempre seu estilo, considerado clássico, grande admirador que era dos pintores italianos do século XV. Filho de um crítico e historiador de arte e de uma pintora, Balthus foi pintor precoce e fez sua primeira exposição quando tinha 14 anos. A última grande retrospectiva de sua obra foi feita em 1993, no Museu de Belas Artes de Lausanne, oeste da Suíça.
"Procuro a luz que sublinha os traços", dizia Balthus, nas raras entrevistas que concedeu em sua vida. Sua obra de pintor tem "apenas" 280 quadros e ele também repetia "que trabalhava lentamente porque recomeçava eternamente". Entre seus quadros mais famosos a Rua (1933), a Montanha (1937) Gato no Espelho, um dos últimos mostrados em público.
Balthus teve vários períodos da vida ligados à Suíça. Viveu em Genebra na infância e durante a Segunda Guerra Mundial. Na infância também vinha passar férias no estado de Berna. Desde 1977, morava na cidadezinha de Rossinière, no estado de Vaud, num chalé de madeira de 113 janelas, tido como o maior chalé da Suíça.
Ao saber de sua morte, o presidente francês Jacques Chirac afirmou que "Balthus era um dos artistas mais eminentes do século XX, une personalidade profunda, singular e sutil, detestando acima de tudo a banalidade".
swissinfo com agências.