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O governo dos Estados Unidos sancionou, nesta sexta-feira (4), a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Indira Alfonzo, bem como três outras autoridades próximas ao presidente Nicolás Maduro, acusando-as de "interferência" para impedir a realização de eleições legislativas transparentes em dezembro.
O departamento do Tesouro disse que incluiu em sua lista Alfonzo, o reitor do CNE José Luis Gutiérrez Parra, o procurador Reinaldo Muñoz Pedroza e o ex-governador David De Lima, por facilitarem "os esforços do regime ilegítimo de Maduro para minar a independência e a ordem democrática da Venezuela".
"Suas ações são parte de um esquema mais amplo de interferência eleitoral para impedir a realização de eleições parlamentares livres e justas", considerou o Tesouro em comunicado.
O chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, esclareceu que essas pessoas ajudaram Maduro "a subverter o acesso do povo venezuelano às instituições democráticas".
O governo venezuelano, por sua vez, denunciou em nota que se tratam de "agressões intervencionistas do governo supremacista de Washington", que violam o "direito internacional" e buscam "interferir" nas eleições parlamentares marcadas para 6 de dezembro.
"Esta agressão contra o presidente do Conselho Nacional Eleitoral, dois de seus principais reitores e ao procurador-geral da República, não afetará o compromisso das instituições do Estado venezuelano de garantir o cumprimento das disposições constitucionais", afirma o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.
Washington, que não reconhece a reeleição de Maduro em 2018 por considerá-la uma fraude, promove a saída do presidente e a instalação de um governo de transição.
Os quatro funcionários sancionados hoje foram incluídos na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro.
O Canadá já havia sancionado Alfonzo em 2018 e Muñoz em 2019.