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Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, durante coletiva de imprensa em Seul. 10/05/2017 REUTERS/Jung Yeon-Je(reuters_tickers)
Por Heekyong Yang e Ju-min Park
SEUL (Reuters) - O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, ordenou a abertura de um inquérito depois que o Ministério de Defesa não lhe informou que mais quatro lançadores de um polêmico sistema antimíssil dos Estados Unidos tinham sido levados para o país, disse seu porta-voz nesta terça-feira.
O sistema antimíssil norte-americano Thaad foi inicialmente implantado em março na região sudeste de Seongju, com apenas dois lançadores de sua carga máxima de seis lançadores para combater a crescente ameaça de mísseis da Coreia do Norte.
Durante sua bem-sucedida campanha para a eleição presidencial em 9 de maio, Moon pediu por uma revisão parlamentar do sistema, cuja mobilização enfureceu a China, a principal aliada da isolada Coreia do Norte.
"O presidente Moon disse que foi muito chocante" saber que os quatro lançadores adicionais tinham sido instalados sem serem reportados ao novo governo ou ao público, disso o porta-voz do presidente, Yoon Young-chan, em uma coletiva de imprensa.
As Forças Armadas dos Estados Unidos no país sul-coreano não comentaram imediatamente as afirmações do porta-voz de Moon. Os militares da Coreia do Sul também não comentaram de imediato.
(Reportagem adicional de Jack Kim, Hyunjoo Jin, Christine Kim e Suyeong Lee em Seul e Kiyoshi Takenaka em Tóquio)
Reuters