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(Arquivo) Um grupo de pesquisadores estabeleceu novas estimativas do risco de câncer de mama e de ovário entre as mulheres portadoras das mutações genéticas mais comuns (BRCA1 ou BRCA2)(afp_tickers)
Um grupo de pesquisadores estabeleceu novas estimativas do risco de câncer de mama e de ovário entre as mulheres portadoras das mutações genéticas mais comuns (BRCA1 ou BRCA2), que aumentam a probabilidade de desenvolver um tumor nestes órgãos.
O estudo, que deve permitir melhorar o diagnóstico, se focou em cerca de 10.000 mulheres (6.036 com o BRCA1 e 3.820 com o BRCA2), das quais 5.046 não tinham câncer no início do projeto e 4.810 que desenvolveram um tumor na mama ou no ovário.
Os resultados foram publicados nesta terça-feira na revista Journal of American Medical Association (JAMA).
Durante um período médio de acompanhamento de cinco anos, 426 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama, 109 de ovário e 245 no seio no qual o tumor original não estava alojado.
O risco de câncer de mama entre as que entravam na idade adulta e os 80 anos era de cerca de 72% para as mulheres com a BRCA1 e de 69% para as que tinham o gene mutante BRCA2.
A incidência do câncer de mama aumentou rapidamente na faixa dos 30 a 40 anos para as que tinham a mutação BRCA1 e na faixa dos 40 a 50 anos com a mutação BRCA2, e manteve uma incidência constante no grupo de até 80 anos.
O risco de câncer de ovário até os 80 anos chegava a 44% para o grupo BRCA1 e a 17% para o BRCA2.
Em relação ao câncer no segundo seio, o risco acumulado 20 anos após o diagnóstico de um tumor no primeiro seio ficou em torno dos 40% nas mulheres com BRCA1 e em 26% naquelas com BRCA2.
A probabilidade de câncer de mama aumentou mais nas mulheres portadoras destas mutações genéticas quando há entre os membros de sua família (de primeiro e segundo graus) casos de câncer, determinaram os autores do estudo, comandado por Antonis Antoniou, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
"Este estudo mostra que o histórico familiar é um fator de risco importante para as mulheres portadoras deste genes mutantes e que a localização destas mutações também fazem o risco variar", resumiram os autores.
Segundo eles, estes resultados podem ajudar a estimar com maior precisão o risco de câncer de mama e de ovário e determinar com qual idade devem iniciar os testes sistemáticos de detecção.
Os casos de câncer de mama nos Estados Unidos são estimados em 2017 em 252.710, incluindo 40.610 mortes, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI).
AFP