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O ministério do Interior e a indústria alimentar suíça concordaram em medidas para cortar o açúcar em iogurtes e cereais matinais.
O objetivo do acordo voluntário para os 14 principais produtores e distribuidores do país é reduzir o teor de açúcar em até 5% até o final do ano que vem.
O acordo está ampliando um acordo inicial, conhecido como Declaração de Milão, assinado há dois anos.
"A abordagem voluntária funcionou muito bem até agora", disse o ministro do Interior, Alain Berset, em uma coletiva de imprensa em Berna na terça-feira (05). Ele acrescentou que o governo não tinha planos de introduzir um imposto especial sobre o açúcar.
A política faz parte da estratégia governamental de alimentos e deve continuar até 2024. O ministério da economia também mandou um projeto de pesquisa sobre os riscos do açúcar para a saúde.
Vários países ocidentais, incluindo a França, a Irlanda, a Grã-Bretanha e o México, bem como vários estados nos EUA, têm, ou estão prestes a implementar uma sobretaxa para refrigerantes açucarados, com o objetivo de dificultar a obesidade infantil.
Doce e gorduroso
Os custos das doenças relacionadas à saúde na Suíça são estimados em CHF52 bilhões (US$ 54,3 bilhões) por ano.
Alimentos considerados muito doces e gordurosos - assim como a falta de exercícios físicos – são acusados de causar obesidade, diabetes e câncer, além de doenças cardiovasculares.
Um relatório publicado no ano passado revelou que as taxas de obesidade na Suíça eram de 4% entre as crianças e de 12% entre os adultos. Quase um em cada cinco crianças estava com sobrepeso ou obesidade, de acordo com a pesquisa Nutrição e Movimento na Suíça realizada pelo Observatório Nacional da Saúde.
A Suíça faz parte dos 73 países em que o número de pessoas obesas mais do que duplicou nos últimos 35 anos.
swissinfo.ch/fh