Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02531.jsonl.gz/87

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Caminhonete submersa em Lumberton, na Carolina do Norte, em 15 de setembro(afp_tickers)
Campos inundados, rios cheios e estradas bloqueadas: uma parte do sudeste dos Estados Unidos permanece neste domingo sob as águas após a passagem do furacão Florence, que deixou pelo menos 15 de mortos e danos de bilhões de dólares.
Embora a tempestade tenha passado a uma categoria de "depressão tropical" nesta domingo, as rajadas de vento e as chuvas torrenciais que caem desde sexta-feira na Carolina do Sul a na Carolina do Norte, podem resultar em mais mortes e destruição, segundo as autoridades.
Na Carolina do Norte dez pessoas morreram e cinco na Carolina do Sul, segundo balanços oficiais.
Os serviços de resgate permaneciam alertas em Grifton, um pequeno município da Carolina do Norte - o estado mais afetado-, ameaçados pelos crescentes níveis de água.
"Muita gente foi evacuada", disse Denise Harper, moradora do local. "É preocupante ver a água subir lentamente".
"Ainda temos alguns dias pela frente", advertiu o domingo o chefe da Agência Federal de Serviços de Emergência à CNN Brock Long, que assegurou também que as difíceis condições climáticas no centro e no oeste da Carolina do Norte e da Virginia não chegaram ao fim.
Long pediu aos cidadãos para que fiquem alertas diante das advertências oficiais do que agora era considerado um "evento de inundações".
O chefe de bombeiros de Grifton, Justin Johnson, prognosticou para quarta-feira a pior inundação do rio Neuse.
A chuva continuou caindo neste domingo pela manhã no condado de Pitt, Carolina do Norte. As inundações localizadas continuavam afetando a área, que desde sexta-feira apresenta um céu escuro e baixo, e campos agrícolas alagados.
- "Bilhões de dólares" -
"O que mais me preocupa são as comunidades isoladas, as pessoas que estão presas em casa e que não podem ter acesso a medicamentos ou serviços de emergência", explicou Long.
"Ainda não vimos o pior das inundações", advertiu o almirante Karl Schultz, que supervisiona as operações da Guarda Costeira. A situação "pode ser ainda mais catastrófica" a partir de segunda-feira, acrescentou.
O pequeno povoado de Pollocksville, na Carolina do Norte, foi dividido em dois na tarde deste domingo, quando o rio Trent transbordou. Cerca de trinta pessoas foram evacuadas.
O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, pediu no sábado aos evacuados que não tentassem voltar a suas casas pelo risco apresentado pelas numerosas rodovias ainda alagadas. As autoridades também emitiram ordens de evacuação em vários condados do estado pelo risco de inundações.
Cerca de 2.800 membros da Guarda Nacional da Carolina do Norte colaboram ativamente nas tarefas de resgate neste domingo, enquanto que outros 1.000 permanecem à disposição.
O presidente Donald Trump saudou "os socorristas e as forças de ordem que "trabalham muito duro" para ajudar a população.
Segundo o senador da Carolina do Norte, Thom Tillis, a polícia prendeu várias pessoas que se negaram a abandonar as zonas de risco.
"Se você vive em uma zona de risco, você deve partir", advertiu igualmente o governador de Carolina do Sul, Henry McMaster.
Tillis já alertou que a recuperação será longa e custosa.
O setor agrícola, a maior indústria da Carolina do Norte, foi "golpeado duramente" pelo Florence, lamentou. "Teremos que avaliar os danos nos cultivos (...) em termos de impacto econômico para a reconstrução, estamos falando de bilhões de dólares".
Na costa da Carolina do Sul, a localidade de Myrtle Beach tentava voltar à normalidade. Victor Shamah, proprietário do bar Bowery, decidiu abrir porque "a gente quer comer, beber e não havia nada".
AFP