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Um tribunal egípcio condenou à morte 28 pessoas por seu envolvimento no assassinato de um procurador-geral há dois anos(afp_tickers)
Um tribunal egípcio condenou à morte 28 pessoas por seu envolvimento no assassinato de um procurador-geral há dois anos, indicaram neste sábado funcionários de Segurança e da Justiça.
O procurador Hicham Barakat morreu em junho de 2015 na explosão de um carro-bomba durante a passagem de seu comboio pelo Cairo, depois que movimentos extremistas pediram vingança à repressão contra os islamitas.
O ataque não foi reivindicado, mas a polícia anunciou posteriormente a detenção dos responsáveis, afirmando que eram membros da Irmandade Muçulmana.
Neste sábado, o tribunal também condenou 15 pessoas à prisão perpétua, e sentenciou penas de 15 anos de reclusão a oito pessoas e de 10 anos a outras 15, de acordo com as mesmas fontes.
As condenações à morte já foram aprovadas pelo mufti, intérprete oficial da lei islâmica, que legalmente deve dar a sua opinião não vinculante. Os condenados ainda podem apelar.
Desde a derrubada em 2014 do presidente Mohamed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana, grupos extremistas multiplicaram os atentados contra as forças de segurança, sobretudo na península do Sinai.
Centenas de partidários de Morsi foram condenados à morte nos três últimos anos, mas muitos deles recorreram e conseguiram novos julgamentos.
AFP