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Por Eric de Castro
AMPATUAN, Filipinas (Reuters) - Forças de segurança filipinas encontraram mais seis corpos na quarta-feira no local de um massacre relacionado a uma eleição no sul do país, o que leva o número de mortos a 52, disseram autoridades.
Nem todas as vítimas foram identificadas, mas acredita-se que 17 delas sejam jornalistas, o que faz do ataque da segunda-feira o mais letal contra a mídia.
Caminhões levando tropas foram levadas para a área do massacre na quarta-feira e blindados estavam estacionados nas rodovias.
"Os responsáveis não escaparão da Justiça", disse a presidente Gloria Macapagal Arroyo a jornalistas. "A lei os caçará até que eles sejam pegos."
O massacre foi condenado em todo o mundo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o classificou de "crime horrendo".
"O secretário-geral amplia suas condolências às famílias das vítimas e espera que nenhum esforço seja poupado para levar Justiça e fazer com que os executores desse crime sejam responsabilizados."
Os jornalistas estavam acompanhando várias mulheres do poderoso clã Mangudadatu para registrar a candidatura de uma das famílias para um posto no governo provincial de Maguindanao nas eleições do ano que vem.
Nenhum homem da família estava presente, já que eles acreditavam que as mulheres não poderiam ser atacadas pelos rivais.
(Reportagem adicional de Manny Mogato)
Reuters