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JERUSALÉM (Reuters) - Israel manteve nesta segunda-feira seu silêncio oficial a respeito de um suposto envolvimento em um ataque aéreo contra uma base aérea da Síria em 9 de abril, depois que o jornal New York Times citou uma fonte militar israelense não identificada segundo a qual seu país de fato realizou a ação.
A Síria e a Rússia, sua maior aliada, culpam Israel pelo ataque realizado perto da cidade de Homs, que se seguiu a relatos de um ataque com gás venenoso das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, na cidade rebelada de Douma.
Israel, que alvejou instalações do Exército sírio diversas vezes ao longo da guerra civil de sete anos de seu vizinho, nem confirmou nem negou ter efetuado a operação. Mas autoridades israelenses disseram que a base aérea de Tiyas está sendo usada por tropas do Irã, e que Israel não aceitará tal presença de seu arqui-inimigo na Síria.
A agência de notícias iraniana Tansim relatou que sete efetivos militares de seu país morreram no ataque, que contribuiu para a elevação das tensões entre o Ocidente e a Rússia.
"(O ataque de Tiyas) foi a primeira vez que atacamos alvos iranianos ativos, tanto instalações quanto pessoas", disse a fonte militar israelense, segundo Thomas Friedman, colunista do New York Times.
Friedman descreveu os sete iranianos mortos como membros da Força Quds, um ramo da Guarda Revolucionária que supervisiona operações no exterior, e um deles como comandante de uma unidade de drones.
Indagada sobre a atribuição de responsabilidade israelense citada no NYT, uma porta-voz militar de Israel respondeu: "Não tenho comentários neste momento".
Embora admita que realizou dezenas de ataques contra possíveis mobilizações ou transferências de armas iranianas a guerrilhas do grupo libanês Hezbollah na Síria, Israel normalmente não comenta missões específicas.
O ataque a Tiyas ocorreu dias antes de Estados Unidos, Reino Unido e França dispararem 105 mísseis contra o que Washington alegou serem três instalações de armas químicas da Síria em retaliação ao suposto ataque com gás venenoso.
Assad negou usar armas químicas.
Apesar de a fonte do NYT ter dito que a morte dos iranianos em Tiyas foi algo inédito nas missões israelenses na Síria, um ataque aéreo de 2015 que o Hezbollah atribuiu a Israel matou um general iraniano e vários combatentes da guerrilha libanesa.
Reuters