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Os analistas e operadores do Crédito Suíço First Boston (CSFB) têm prazo até 30 de setembro para venderem suas ações e bônus das empresas que recomendam aos clientes. A medida visa restabelecer a credibilidade afetada depois de investigações nos Estados Unidos, India, Nova Zelândia e Japão.
A decisão do CSFB, filial do Crédito Suíço, foi anunciada 15 dias depois que o concorrente Merrill Lynch tomou a mesma medida. Ocorre também menos de um mês depois da posse do novo patrão, John Mack, ex-número 2 em outro concorrente, o Morgan Stanley. Mack tem ótima reputação em Wall Street, segundo especialistas.
Restabelecer a credibilidade
O novo diretor e a adoção de novas regras para seus funcionários ocorrem depois de uma série de investigações das autoridades financeiras nos Estados Unidos, mas também no Japão, India e Nova Zelândia.
O Crédito Suíço First Boston estima que quase dois terços de seus 520 analistas possuem ações ou bônus das empresas que recomendam a seus clientes de investir. A partir de 30 de setembro, investimentos pessoais e conselhos à clientela terão de ser separados.
As autoridades financeiras americanas suspeitam que os bancos de investimento estejam favorecendo ilegalmente alguns clientes nas transações de compras de empresas, em troca de comissões na forma de ações ou bônus.
Marie-Christine Bonzom, Washington