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Um tribunal peruano rejeitou nesta sexta-feira o recurso em apelação para libertar a líder da oposição Keiko Fujimori, depois de declarar improcedente o pedido de revogação da prisão preventiva decretada sob uma investigação por suposta lavagem de dinheiro da Odebrecht.
"O Superior Tribunal de Justiça resolveu declarar infundada a apelação da defesa técnica da investigada Keiko Fujimori", informou o Judiciário citando a decisão do tribunal.
A decisão do juiz Octavio Sahuanay, presidente da Câmara de Apelações, que inclui também os juízes Jessica Leon e Ivan Quispe, deixa a Keiko Fujimori a possibilidade de apresentar um recurso para recuperar sua liberdade.
Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), está em uma prisão de mulheres em Lima desde 31 de outubro por obstrução da Justiça, depois que o juiz Richard Concepcion Carhuancho acolheu uma ordem de prisão preventiva por 36 meses.
A Procuradoria anticorrupção investiga a líder do partido fujimorista Força Popular e uma dúzia de colaboradores pela lavagem de 1,2 milhão de dólares de fundos ilícitos da Odebrecht para a campanha presidencial de 2011.
A prisão de Keiko, de 43 anos e mãe de duas meninas, coincide com uma crise interna no seu partido, que controla o Congresso do Peru.
De acordo com a investigação, Keiko lidera "uma organização criminosa" dentro de seu partido.
Keiko Fujimori está entre os líderes políticos mais impopulares do país, onde 81% desaprovam seu trabalho de acordo com uma pesquisa Ipsos.
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