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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou neste sábado uma "revisão a fundo" da relação com a Espanha, após o apoio da chanceler espanhola, Arancha Laya, à política migratória da Colômbia, em meio a um êxodo em massa de venezuelanos.
"Ja basta! Vamos revisar a fundo toda a relação com a Espanha, em todos os níveis. Já basta de agressões. Advertimos o governo da Espanha a tempo", declarou Maduro, durante um ato político. "A chanceler espanhola foi hoje de forma hipócrita à fronteira em Cúcuta se declarar a favor da política xenofóbica do governo da Colômbia contra os venezuelanos. O que a chanceler faz na fronteira, em vez de ir ao Mediterrâneo buscar os refugiados e as pessoas que fogem da África?", questionou o presidente socialista.
Mais cedo, em visita à fronteira entre Colômbia e Venezuela, a chanceler aplaudiu a decisão do governo de Iván Duque de criar "um status de proteção temporária" que concede aos venezuelanos 10 anos para regularizarem sua permanência na Colômbia. "Minha visita, em primeiro lugar, é para dar esse voto de confiança e esse reconhecimento da enorme generosidade colombiana", declarou.
Segundo a ONU, mais de 5 milhões de venezuelanos deixaram seu país, mergulhado em uma grave crise. A Colômbia tem sido o principal local de acolhida e já recebeu 1,7 milhão de imigrantes, mais da metade sem documentos.
A Venezuela está envolvida em uma tensão diplomática com a Espanha e o restante da União Europeia, que não reconhecem o resultado das eleições parlamentares venezuelanas de dezembro passado. O governo de Nicolás Maduro expulsou recentemente a embaixadora da UE na Venezuela, em retaliação a novas sanções contra 19 funcionários venezuelanos acusados de minar a democracia.