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A União Europeia vai coordenar medidas para apoiar a população de Hong Kong e alertou que a aplicação da lei de segurança imposta por Pequim à antiga colônia britânica "terá um impacto" em suas relações com a China, anunciou nesta segunda-feira o chefe da diplomacia europeia.
"A União Europeia desenvolverá uma resposta coordenada em apoio à autonomia de Hong Kong", disse Josep Borrell após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, a primeira em quatro meses.
Josep Borrell falou de vistos e bolsas para permitir que os habitantes de Kong Kong viajem para a UE e de restrições à exportação de armas para as forças de segurança.
"Adotamos hoje duas mensagens, uma de apoio à autonomia e às liberdades fundamentais de Hong Kong e outra, para a China, de que as medidas terão um impacto em nossas relações", afirmou o chefe da diplomacia europeia.
"Hoje, com a França, propusemos adotar uma posição europeia sobre como trataremos Hong Kong no futuro quando a lei de segurança for aplicada", afirmou por sua vez o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE desde 1º de julho.
Seu colega francês Jean-Yves le Drian não fez declarações nesta segunda-feira, mas ele havia anunciado na quarta-feira passada a determinação da França em reagir. "Estamos considerando medidas que iriei divulgar quando chegar a hora".
"Deverá ter um impacto nas exportações de armas, por exemplo, incluindo as de uso duplo (civil e militar). Consideramos lógico tratar Hong Kong da mesma maneira que a China continental", que já é atingida por esse tipo de medida, insistiu Heiko Maas.
O ministro alemão pediu uma "facilitação da entrada de chineses de Hong Kong na Europa" e "apoio ao trabalho de cientistas, pesquisadores, jornalistas e artistas que enfrentam problemas através de programas de bolsas e a um acesso mais fácil".
A UE também precisa decidir sobre uma modificação dos acordos de extradição, de acordo com a autoridade alemã, que também mencionou assistência jurídica mútua.
"Acredito que todos os Estados membros da União Europeia já estejam pensando nisso", afirmou.
"Estamos determinados a passar das palavras para a ação", disse ele.
A lei de segurança nacional imposta a Hong Kong pelo regime comunista de Pequim visa reprimir a subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, em resposta ao movimento de contestação lançado no ano passado contra o governo central na ex-colônia britânica.