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Peru promete investigar morte de dois jovens em manifestações
O ministro do Interior do Peru, Rubén Vargas, disse neste domingo (22) que será realizada uma investigação após a morte de dois jovens devido à repressão policial nos protestos que derrubaram o efêmero governo anterior.
"Demos instruções para que sejam realizadas investigações contra os generais denunciados e responsáveis pelas operações nesses fatos que lamentamos", disse Vargas em coletiva de imprensa, sem especificar o número de investigados.
O ministro se reuniu com as famílias dos dois jovens que morreram com o impacto dos projéteis durante a repressão policial de oito dias atrás nas ruas de Lima.
A Procuradoria iniciou esta semana uma investigação criminal preliminar contra o ex-presidente Manuel Merino e dois de seus ministros, que pode chegar a outros funcionários e à polícia, pela violenta repressão da semana passada.
Vargas destacou que essas investigações "resultarão nas correspondentes responsabilidades penais, que serão cumpridas integralmente".
As mortes e feridos ocorreram em uma manifestação massiva, violentamente reprimida com gás lacrimogêneo e balas de borracha pela polícia.
A crise foi desencadeada em 9 de novembro pelo Congresso, que destituiu Martín Vizcarra, um presidente popular de centro-direita, e o substituiu por Merino, também de centro-direita.
A repressão aos manifestantes aumentou a indignação contra Merino e, no sábado, quase todos os seus ministros renunciaram e seus aliados no Congresso o deixaram.
No domingo, o impopular presidente se afastou após pedido do Congresso, que na segunda-feira elegeu o deputado centrista Francisco Sagasti como o novo presidente, que deve governar até 28 de julho de 2021.
Sagasti, que votou contra a destituição de Vizcarra, assumiu o cargo na terça-feira, restaurando a calma no país e nos mercados.