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A crescente consciência da pobreza e da velhice é uma das principais conclusões de uma pesquisa com jovens de 16 a 25 anos na Suíça, no Brasil, nos Estados Unidos e em Singapura.Este conteúdo foi publicado em 15. setembro 2020 - 07:30
A pandemia do coronavírus demonstrou que a geração mais jovem adota uma abordagem construtiva e se coloca junto com outras gerações em tempos difíceis como estes, de acordo com o Barômetro da Juventude de 2020 do banco Credit Suisse.
"Os jovens de todos os países cobertos pela pesquisa têm uma visão pragmática das medidas para enfrentar a crise do coronavírus, e as críticas fundamentais ao sistema são incomuns", disseram os autores em um comunicado de imprensa publicado na segunda-feira (14).
Os entrevistados em todos os quatro países disseram que queriam ver uma maior autossuficiência em nível nacional e consideraram com ceticismo os processos de produção global e as cadeias de abastecimento, revelou a pesquisa.
"Pelo menos 60% dos entrevistados em todos os países disseram que a crise mostrou que uma redução no consumo é viável", disse Cloé Jans, do instituto de pesquisa GfS Bern.
O instituto pesquisou cerca de 1.000 pessoas entre 16 e 25 anos de idade em nome do Credit Suisse. Pesquisas similares têm sido publicadas desde 2010.
Principais questões
A sustentabilidade e a igualdade são agora vistas como questões-chave para a geração jovem, concluem os autores da pesquisa.
Os dez "insights" identificados pelos pesquisadores incluem um crescente envolvimento político da geração mais jovem, apoio ao governo ao invés de acusações de fracasso, menor consumo e menos medo de falhar.
Uma descoberta particular entre a geração mais jovem da Suíça é a preocupação com o futuro do sistema previdenciário do país.