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Em Dortmund, Alexander Frei, é um ídolo. O atacante suíço joga há dois anos pelo Borussia Dortmund. Após uma longa ausência devido a contusão, ele está de volta aos gramados.
Frei foi obrigado a parar de jogar depois de uma operação no quadril e nos nervos adutores. Desde março, Frei voltou a atuar e pouco a pouco vai recuperando sua forma física e ritmo de jogo, buscando atingir o mesmo nível de desempenho, que desfrutava antes do acidente. Entrevista.
swissinfo : Recentemente, o treinador da seleção suíça de futebol, Köbi Kuhn, escolheu você como capitão do time. Será que isso ocorreu por ele considerar você um jogador modelo?
A.F.: Fui escolhido capitão da seleção suíça de futebol porque Kuhn acha que, em campo, ele precisa de alguém que possa auxiliá-lo no seu trabalho de treinador, transmitindo suas orientações.
Nenhum outro treinador da seleção conseguiu melhor desempenho que Köbi Kuhn. O que ele tem que os outros não têm ?
Ele trata todo mundo da mesma maneira, como adultos, tenham 16 ou 34 anos. Mas a gente sabe que, geralmente, os treinadores não agem dessa maneira. Ele compreende a importância do equilíbrio entre o castigo e a recompensa.
Há 8 anos colaboro com Köbi Kuhn e, felizmente, sempre chegamos a um acordo. É um homem que reconhece os próprios limites, sabe seus pontos fortes e fracos.
Dentro de algumas semanas será dado o pontapé inicial na Eurocopa, que deverá ser acompanhada por milhões de espectadores. A equipe da Suíça deixou uma impressão de pouca consistência na fase preparatória. Como você considera a forma da equipe nacional ?
A.F.: Estou convencido de que dispomos de uma equipe de nível mundial. Em um dia favorável, somos capazes de vencer qualquer seleção.
Mas num dia desfavorável, a Suíça pode também perder de qualquer uma ?
A.F.: Esse é nosso ponto fraco, coisa que jamais aconteceria com as seleções da Itália ou da Alemanha. Mas, vamos lutar pelo título. Sou capitão da seleção e como tal quero ser campeão da Europa. Vou dar o exemplo e motivar meus companheiros.
Eu não seria um bom capitão se não pensasse dessa maneira e me contentasse, simplesmente, com o fato de termos nos classificado para a Eurocopa.
A Eurocopa nem começou e já se está discutindo o que se vai fazer com a seleção suíça pós-Eurocopa. O sucessor de Köbi Kuhn já foi escolhido. Você acha que a indicação de Othmar Hitzfeld foi uma boa escolha?
A.F.: Ele é um treinador que mostra um desempenho interessante e que, à frente do Bayern Münich, lidera o campeonato alemão. Isto prova que Othmar Hitzfeld é um ótimo técnico. Mas, no momento, o que conta para mim são os preparativos para o Euro-08.
De qualquer maneira, chegou a hora da gente se despedir de um homem excepcional, de um treinador que me acompanhou durante todo o período em que me firmei no futebol.
Depois que ele nos deixar, vamos entrar em uma nova era, a disputa da Copa do Mundo na África do Sul, tendo Othmar Hitzfeld como treinador. Mas ainda não estamos lá. Hoje o que conta mesmo é a Eurocopa de 2008.
Entrevista swissinfo, Peter Siegenthaler, em Dortmund (Tradução de J.Gabriel Barbosa).
ALEXANDER FREI
Alexander Frei iniciou sua carreira no FC Basiléia, em 1997, mas não teve muita oportunidade de jogar no clube.
Em 1998 transfere-se ao FC Thun (cantão de Berna) que ainda estava na 'Challenge League' (segunda divisão).
Um ano mais tarde seu passe é comprado pelo FC Lucerna, para onde é levado pelo seu treinador André Egli.
Mas é quando se transfere para o Servette, de Genebra, em 2000, que se torna conhecido.
Um ano mais tarde assina contrato na França com o 'Stade Rennais F.C' (de Rennes, na Bretanha), onde se torna artilheiro, na temporada 2003/2004.
Em 2006 é transferido por 4 milhões de euros ao Borussia Dortmund onde marca 16 gols na primeira temporada.
Em conseqüência de uma operação no quadril em maio de 2007 e de duas rupturas de fibras musculares no fim do verão (europeu) de 2007, ele não pôde jogar nem pelo Dortmund, nem pela seleção suíça até o início deste ano de 2008.
Alexander Frei é também o melhor artilheiro da equipe suíça. Desde 2001, ele marcou 32 gols, em 56 partidas, contra equipes de outros países.
Há um ano que ele é capitão da seleção suíça.