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Presidente argentino limita suas tarefas para evitar contágio de coronavírus
O presidente argentino Alberto Fernández limitará suas atividades à residência oficial de Olivos, ao norte de Buenos Aires, para impedir a propagação do coronavírus sob orientação médica, informou o governo em comunicado.
A medida foi tomada por conta "da progressão no número de casos positivos registrados na área metropolitana de Buenos Aires que mostram um aumento significativo na circulação viral", segundo o comunicado assinado por Federico Saavedra, chefe da Unidade Médica Presidencial.
O presidente deve "restringir o contato interpessoal, tanto quanto possível", dentro da estrutura de "cuidados para mitigar os efeitos da COVID-19", afirmou o comunicado.
Fernández, 61 anos, vinha desenvolvendo ativamente visitas oficiais e até passeios pelas cidades da província, geralmente acompanhado por delegações de funcionários do governo.
Na Argentina, foram registrados 34.146 casos de COVID-19, com 886 mortes e 10.338 pessoas recuperadas. Buenos Aires e sua periferia, com uma população de 14 milhões de pessoas, concentram 88% dos casos do país.
A Unidade Médica Presidencial recomendou que o presidente mantenha "distanciamento social preventivo e obrigatório" e que faça "apenas viagens ou reuniões presenciais que sejam consideradas em assuntos de importância vital e não possam ser adiadas e com delegações reduzidas".
Nos últimos dias, foram relatados vários casos de COVID-19 que afetaram funcionários e líderes políticos do partido no poder e da oposição.
Alguns dos infectados se encontraram com pessoas que estiveram com o presidente, como o ministro Daniel Arroyo e o prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, embora ambos tenham tido resultado negativo teste de coronavírus.