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Mais de mil canadenses morreram aparentemente de overdose de opioides nos primeiros três meses deste ano, elevando para 8.000 o número de vítimas desde o início dessa crise, em 2016, informou a agência de saúde pública do país nesta terça-feira.
"Os últimos dados sugerem que a crise não está diminuindo", disse a agência em um comunicado.
"Queremos enfatizar que a atual crise não discrimina", afirmou. "Ela afeta pessoas de todas as classes sociais, faixas etárias e origens socioeconômicas. No entanto, é claro que certas populações e regiões são mais afetadas do que outras".
Historicamente, as mortes por overdose - principalmente do potente analgésico fentanil - concentravam-se entre os viciados em drogas.
Mas a crise agora está atingindo também pessoas que se tornaram dependentes de analgésicos prescritos antes de começarem a usar drogas ilícitas.
As províncias de Colúmbia Britânica e Alberta continuam sendo as mais atingidas, disse a agência.
A prescrição excessiva e as vendas ilícitas de analgésicos têm sido amplamente responsabilizadas pela crise de opioides que atinge a América do Norte.
No entanto, a Colúmbia Britânica alega que empresas farmacêuticas como a Purdue, fabricante do OxyContin, "enganaram prescritores e pacientes sobre os riscos e benefícios dos opioides", o que resultou em uma "epidemia de dependência".
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