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Policiais de Brasil e Bolívia revisarão nesta sexta-feira o "modus operandi" do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), após os assaltos milionários registrados nos territórios boliviano e paraguaio, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.
"Queremos passar as informações que temos às polícias dos dois países. Estudar o 'modus operandi', seu procedimento, o que podem estar desenvolvendo estas organizações", assinalou o ministro boliviano do Interior, Carlos Romero, citado pelo site do jornal La Razón.
O encontro ocorrerá na cidade boliviana de Santa Cruz e com base nas informações compartilhadas será formulado um plano para operações coordenadas e sincronizadas "muito contundentes".
No dia 31 de março passado, um grupo de criminosos assaltou um carro-forte da transportadora de valores Brinks no departamento de Santa Cruz, na fronteira com o Brasil, levando cerca de 700 mil dólares.
Na paraguaia Ciudad del Este, um grupo de 50 criminosos assaltou a sede da Prosegur, no dia 24 de abril, levando 8 milhões de dólares.
Nos dois casos a polícia atribuiu a ação ao PCC.
O vice-ministro boliviano do Interior, Carlos Aparicio, assinalou que na Bolívia também foram detectadas ações do Comando Vermelho, como o ataque a uma joalheria, sequestros e extorsões na cidade amazônica de Cobija, na fronteira com o Brasil.