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"Solidariedade já"
O governo deveria apresentar logo seu projeto de uma fundação suíça de solidaridade, anunciado em 1997. É o apelo que lança a Associação de Apoio à Fundação 'Suíça Solidária', entidade destinada à ajuda de emergência e combate à pobreza e à violência.
Há 2 anos, em plena crise desencadeada por denúncias de condescendência e mesmo comprometimento da Suíça com o nazismo e até desfrute pelos seus bancos de dinheiro de vítimas do holocausto, o governo suíço anunciou a criação de uma bilionária Fundação de Solidariedade, aparentemente no sentido de retocar a imagem arranhada do país. De 1997 para cá, a Suíça e os bancos suíços procuraram esclarecer o passado. Neste mês foram publicados documentos importantes nesse sentido: o relatório Volcker sobre contas inativas da época do nazismo, e o relatório da Comissão Bergier (formada por historiadores suíços e estrangeiros) sobre a atitude suíça em relação aos refugiados, especialmente judeus, no mesmo período. Ambos os documentos foram geralmente muito bem acolhidos.
Agora uma entidade, a chamada Associação de Apoio à Fundação de "Suíça Solidária", reunindo cerca de mil membros de diferentes colorações políticas, estima que o projeto do governo, anunciado em 1997 deveria sair pelo menos dentro de 2 anos. Lembra que o governo suíço adiou o projeto previsto para este fim de ano. E que agora deveria agilizar a publicação do mesmo.
Especialistas suíços já propuseram que a Fundação se destine principalmente à ajuda de emergência - por exemplo em caso de catástrofes - sirva para combater a pobreza e a violência no mundo. Ela seria financiada pela venda de parte do lastro de ouro do "Banco Nacional" suíço (ou seja o banco central do país). E deveria dispor de um fundo de mais de 4 bilhões de dólares. (gb)
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