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O novo presidente do Equador, Guillermo Lasso, recebeu nesta quarta-feira (26) um simbólico bastão de comando de um setor indígena, diante do qual prometeu melhorar a irrigação e a produção agropecuária do país.
"Vamos trabalhar pela ruralidade no Equador. Vamos trabalhar para a família, a empresa agropecuária do Equador e vamos cumprir nosso compromisso de iniciar o programa de crédito agropecuário do Banco Nacional de Fomento (estadual)" informou o governante de direita que assumiu o cargo na segunda-feira para um mandato de quatro anos.
Usando um poncho vermelho, típico de um povoado andino, e empunhando um bastão de madeira entalhado que lhe foi entregue por líderes da comunidade indígena de Tamboloma, na província de Tungurahua (sul), Lasso também se ofereceu para "trabalhar na recuperação, melhoria e modernização dos sistemas de irrigação".
A cerimônia ancestral, que foi realizada no sertão andino, não contou com a presença de lideranças das principais organizações indígenas do país, que vive em crise econômica, social e de saúde por causa da pandemia.
Os aborígenes de Tamboloma desenharam com flores e comida uma chakana (cruz andina) na terra, em um momento no qual celebraram um ritual de purificação para o novo governante conservador.
"Você saberá lutar contra a corrupção, a tirania, as desigualdades sociais", afirmou o prefeito de Tungurahua, o indígena Manuel Caizabanda, dirigindo-se a Lasso, um ex-banqueiro de 65 anos.
Entre os planos do presidente também estão a redução das tarifas de importação de máquinas agrícolas e a promoção da educação intercultural bilíngue no país, onde os indígenas representam 7% dos 17,5 milhões de habitantes, segundo o último censo.
O movimento Creando Oportunidades (direita), de Lasso, aliou-se no Congresso a Pachakutik (esquerda), braço político das principais organizações indígenas, e outras frentes para garantir maioria legislativa diante da divisão de forças.
Lasso chegou à eleição de 11 de abril após deixar de fora o candidato indígena Yaku Pérez por uma pequena diferença. No segundo turno, venceu o economista de esquerda Andrés Arauz.