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67,2 p/cento dos eleitores aprovaram os acordos bilaterais com a UE, no referendo popular do final de semana, mais importante votação desde a Segunda Guerra Mundial. Só dois estados rejeitarm os acordos, Ticino e Schwytz. A participação foi de 48 p/cento.
Os 7 acordos com a União Européia deveriam ser aprovados ou rejeitados em bloco. Com o voto favorável, a Suíça mantém e expande suas relações econômicas com a UE, com a qual tem mais de dois terços de seu comércio.
A votação popular era a etapa mais importante para a entrada em vigor dos acordos, prevista para 1° de janeiro do ano que vem. No entanto, pode haver alguns meses de atraso porque os Parlamentos dos 15 países-membros da UE devem ratificar o acordo que rege a libre circulação de pessoas. Era a questão mais delicada da votação.
Se entrar em vigor em janeiro, os suíços poderão morar e trabalhar na UE a partir de 2003. Diplomas e brevês serão reconhecidos e os seguros sociais compatíveis. No sentido inverso, os direitos dos europeus na Suíça serão progressivos e definitivos somente a partir de 2013.
Outros setores incluídos nos acordos são os transportes aéreo e rodoviário, o comércio de produtos agrícolas, o acesso aos mercados públicos e a pesquisa científica.
Durante a campanha, o governo e os 4 principais partidos que o sustentam, insistiram que os acordos nada têm nada a ver com uma eventual adesão à UE, objetivo do governo a longo prazo mas que conta com a hostilidade do eleitorado atualmente.
swissinfo com agências