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O ministro americano da Justiça, John Ashcroft, elogiou em Berna o empenho da Suíça na luta contra o terrorismo. A prisão de José Padilha e a contribuição dos bancos suíços para conter o financiamento de operações terroristas foram apontados como atitudes exemplares.Este conteúdo foi publicado em 13. junho 2002 - 16:29
Os comentários de Ashcroft foram feitos durante uma coletiva à imprensa, ao lado de sua colega suíça, Ruth Metzler. A visita do ministro americano se insere no contexto de um trabalho conjunto dos dois países para o combate ao terrorismo.
Um dos resultados práticos dessa cooperação foi a prisão, em 8 de maio passado, do suposto terrorista José Padilha, acusado de ter planejado um atentado com uma bomba radiotiva nos Estados Unidos. Padilha - que adotou o nome de Abdullah Al Muhajira ao converter-se ao Islã - é um ex-chefe de gangue de Chicago e foi preso por dois agentes do FBI durante sua viagem do Paquistão a Chicago, via Zurique.
Sem revelar detalhes sobre a colaboração suíça no caso, as autoridades americanas informaram que o acusado tinha em seu poder 10 mil dólares, supostamente doados na Suíça por membros da organização terrorista Al-Qaida. As autoridades suíças examinam agora outras passagens do acusado pelo país.
Bancos suíços na liderança
Na luta global contra o terrorismo mundial merece destaque, segundo Ashcroft, a atuação do sistema bancário suíço no desmantelamento das origens do financiamento.
O fato de que 30% do dinheiro bloqueado logo depois dos atentados de 11 de setembro ao World Trade Center foi congelado na Suíça comprova isso, aponta o ministro.
Internacionalmente reconhecido como efecientes, sempre pairava sobre os bancos suíços uma sombra de dúvida sobre a sua capacidade de controlar a lavagem de dinheiro e o financiamento de ações terroristas. Esse mito, segundo Ashcroft, foi agora "dissipado pela conduta construtiva do governo suíço e do sistema bancário suíço".
O ministro vai mais longe e diz que o mundo deve observar a forma como a Suíça opera para reforçar o cumprimento da lei, ao mesmo tempo em que protege os direitos individuais.
Força conjunta
Outro ponto de destaque na entrevista foi o projeto dois dos países para a criação de uma força conjunta para consolidar a colaboração anti-terrorista.
A idéia é permitir o intercâmbio de agentes e sua participação nos interrogatórios, tanto nos Estados Unidos, como na Suíça. Ashcroft afirmou que a ameaça de Al Qaïda subsiste e atinge o mundo de forma global, exigindo ações conjuntas e intercâmbio de informações.
swissinfo com agências
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