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O presidente americano Donald Trump cumprimenta o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi na Casa Branca em Washington, DC, no dia 3 de abril de 2017(afp_tickers)
O presidente americano, Donald Trump, elogiou nesta segunda-feira seu colega egípcio, Abdel Fatah al Sissi, ao afirmar que está fazendo "um trabalho fantástico" em condições "difíceis".
"Estamos claramente com o presidente Sissi (...). Estamos claramente com o Egito e o povo egípcio", declarou Trump no Salão Oval da Casa Branca, onde recebeu seu colega, que realiza sua primeira visita a Washington desde que chegou ao poder.
"Você tem nos Estados Unidos e em mim um grande amigo e um grande aliado", assinalou o presidente americano, acrescentando que o líder egípcio está fazendo "um trabalho fantástico em uma situação muito difícil".
"Temos muitas coisas em comum", declarou Trump, que não fez qualquer referência à violação dos direitos humanos e à liberdade de expressão no Egito, alvo de críticas de seu antecessor, o presidente democrata Barack Obama.
"Estamos mais próximos desde a primeira vez que nos encontramos", comentou Trump, que recordou sua reunião com Sissi em Nova York, no mês de setembro, em plena campanha eleitoral.
Sisi - cujas declarações foram traduzidas por um intérprete - manifestou sua "admiração com a personalidade" de Trump e sua vontade de trabalhar com o presidente americano em "uma estratégia eficaz contra o terrorismo".
Desde sua chegada ao poder, em junho de 2014, Sissi mantinha uma conturbada relação com o governo Obama, cuja administração criticava os abusos e violações aos direitos humanos por parte do regime egípcio.
A reunião desta segunda-feira revela de que forma a Casa Branca discutirá as questões ligadas ao direitos humanos no mundo.
"Há algumas coisas com as quais não estamos de acordo", disse Trump antes do encontro, quando evitou responder se trataria com Sissi a questão dos direitos humanos.
Pouco antes da chegada de Sissi à Casa Branca, um funcionário revelou que a questão dos direitos humanos poderia ser tratada de "forma privada e discreta".
O mesmo funcionário acrescentou que Trump estava "interessado em escutar a visão do presidente Sissi sobre a Irmandade Muçulmana", grupo político egípcio que o governo americano analisa incluir em sua lista de organizações terroristas.
AFP