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Palestino faz orações dentro da Mesquita de al-Aqsa, no complexo do Monte do Templo, em Jerusalém 10/5/2017 REUTERS/Ammar Awad(reuters_tickers)
JERUSALÉM (Reuters) - Israel enviou mais policiais a Jerusalém nesta sexta-feira e proibiu a entrada de homens com menos de 50 anos na mesquita de Al-Aqsa da Cidade Velha por um dia, em antecipação a grandes protestos, mas as orações no local foram concluídas sem maiores problemas.
As tensões aumentaram no complexo nas duas últimas semanas, muitas vezes resultando em choques, depois que dois policiais israelenses foram mortos no local, levando Israel a instalar detectores de metal nas entradas e a um subsequente boicote dos muçulmanos.
Sob imensa pressão diplomática, Israel retirou os detectores de metal na quinta-feira, uma decisão que agradou o mundo árabe, mas a violência voltou rapidamente quando milhares de religiosos muçulmanos chegaram à mesquita.
Antes de Israel remover o novo aparelho de segurança, as facções palestinas pediam um "dia de fúria" nesta sexta-feira. No entanto, a principal sessão de orações do dia terminou de forma mais calma do que o esperado.
Mulheres de todas as idades e homens acima de 50 anos foram permitidos no local, chamado pelos judeus de Monte do Templo e pelos muçulmanos de Nobre Santuário.
Israel anexou Jerusalém Oriental, incluindo a Cidade Velha e o local sagrado, na guerra de 1967 no Oriente Médio. A anexação da área nunca foi reconhecida internacionalmente.
A mesquita de Al-Aqsa, o terceiro santuário mais sagrado do Islã, fica em um platô de mármore arborizado no coração da Cidade Velha. É também o lugar mais sagrado do judaísmo - a região de dois templos antigos, o último destruído pelos romanos. Os judeus rezam sob uma forte segurança no muro ocidental ao pé da praça elevada.
A disputa, como muitas na Terra Santa, vai além de dispositivos de segurança, envolve questões de soberania, liberdade religiosa, ocupação e o nacionalismo palestino.
(Reportagem de Ari Rabinovitch)
Reuters