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A idéia é criar uma marca que possa determinar a origem das armas leves, que matam 1.300 pessoas por dia no mundo. A proposta da Suíça na Conferência da ONU é apoiada pela França e pela União Européia.
As armas leves, do revólver ao lança-míssel portátil, passando pela metralhadora representam 10% (4 a 6 bilhões de dólares por ano) do mercado global de armas convencionais mas causam 90% das mortes em conflitos.
"Com mais de 500 mil mortos por ano, podemos considerar que essas armas são de destruição massiça", afirma Keith Krause, diretor de um amplo estudo realizado pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais, em Genebra.
Esse estudo será apresentado na conferência da Onu sobre as armas leves, aberta segunda-feira, 9 de julho, em Nova York, e que vai durar duas semanas, com a presença de 120 países.
Ninguém tenciona proibir essas armas, até porque grandes países produtores como China, Rússia e Estados Unidos são contra qualquer limitação do comércio legal das armas leves.
A conferência vai debater apenas o comércio ilegal, com a dificuldade de que o tráfico é alimentado pela produção legal, segundo especialistas. A enquete lançada na Suíça indica que mais de 500 milhões dessas armas circulam no mundo, mais da metade entre particulares.
A conferência tem a ambição de encontrar uma norma que permita, a médio prazo, colocar um pouco de ordem nesse mercado. A Suíça e a França, com apoio da União Européia, defendem a introdução de um sistema de marcação das armas a nível internacional, com troca de informações também a nível internacional.
swissinfo com agências