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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi designado no sábado pela militância como chefe do Partido Socialista Unido (PSUV) durante o primeiro congresso sem seu fundador Hugo Chávez, que foi promovido a líder eterno.
Acompanhado pela cúpula do partido, entre eles o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, e o presidente da estatal Petroleos da Venezuela, Rafael Ramírez, Maduro recebeu das mãos de dois delegados do PSUV as cartas com os primeiros acordos alcançados pela militância no primeiro dia deste congresso que se estenderá até quinta-feira.
"Que tudo não é perfeito dentro do partido? Que nem tudo funciona como deveria funcionar? É verdade! Mas no PSUV há uma força criadora para decidir o que é preciso decidir. Sairemos fortalecidos deste Congresso", disse Maduro no principal teatro de Caracas, o Teresa Carreño, ao insistir na necessidade de promover o socialismo.
O PSUV foi criado por Chávez em 2008 para unificar a maquinaria eleitoral do chavismo, dispersa em diferentes correntes, incluindo o extinto Movimiento Quinta República (MVR), com o qual o líder chegou ao poder em 1999. A maioria se tornou "psuvista", mas outras correntes preferiram seguir militando no chavismo a partir de seus próprios espaços.
A cerimônia de sábado foi acompanhada por representantes de partidos da esquerda de China, Vietnã, Chile, Colômbia, Uruguai, Cuba, Honduras, El Salvador, assim como pelo presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, e pela ex-congressista colombiana Piedad Córdoba.