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O Facebook passará a autorizar todos os seus membros a recusar a publicidade segmentada, como parte de uma evolução das regras de proteção da privacidade(afp_tickers)
O Facebook passará a autorizar todos os seus membros a recusar a publicidade segmentada, como parte de uma evolução das regras de proteção da privacidade, informou nesta sexta-feira a rede social americana.
"Você quer ver anúncios on-line selecionados com base em seus interesses no Facebook?", pergunta agora o site aos seus membros em todos os países em suas configurações de página.
O site também detalha todos os "cookies", pequenos arquivos que informam sobre a navegação na maioria dos sites, que o Facebook impõe aos utilizadores.
A rede social americana também pediu aos seus utilizadores europeus que autorizem novamente os "cookies", uma autorização que já condicionava o registro na rede social.
A rede social "concebeu essas atualizações para continuar a cumprir com a legislação europeia", indicou em um comunicado Stephen Deadman, responsável pela proteção da privacidade no Facebook.
"É importante para nós que as pessoas, editores e anunciantes entendam completamente como funciona a publicidade no Facebook", acrescentou Stephen Deadman.
Com esta nova política de publicidade mais legível e detalhada, a rede social responde em particular às autoridades francesas, que cobraram esclarecimentos sobre seus métodos de rastreamento de usuários.
Em fevereiro, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) concedeu três meses para a rede social atender a uma lei francesa sobre a coleta e uso de dados de usuários da internet.
A justiça belga também ordenou o Facebook em 2015 a parar de "rastrear" os internautas sem o seu consentimento.
O Facebook, que afirma ter comercializado até agora apenas publicidades visando seus membros, também anunciou que vai expandir seus serviços de publicidade segmentada para todos os internautas, e em todo o mundo.
A rede vai colocar cookies em computadores e telefones de todos aqueles que consultem os sites de seus clientes, seguindo "a maioria do setor de publicidade europeu", disse Stephen Deadman.
AFP