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(Arquivo) O general Augusto Pinochet, em Santiago, no dia 6 de março de 1998(afp_tickers)
O Chile lançou nesta segunda-feira uma unidade especial dedicada a reunir informações sobre violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura de Augusto Pinochet, com o objetivo de acabar com possíveis "pactos de silêncio" dentro das Forças Armadas.
A unidade, a cargo do ministério da Defesa, é a resposta do governo da socialista Michelle Bachelet às acusações sobre a baixa colaboração do Exército na entrega de informação sobre os crimes da ditadura (1973-1990) que ainda permanecem impunes.
"A tarefa que vamos desempenhar nesta unidade é a de receber os pedidos que os tribunais fazem e enviá-las e orientá-las aos diferentes braços" das Forças Armadas, explicou o ministro da Defesa, José Antonio Gómez, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
A cargo desta unidade estará o ex-magistrado da Suprema Corte Alejandro Solís, conhecido por investigar emblemáticos casos que envolvem a Polícia Política da Ditadura de Pinochet (DINA), à qual são atribuídas a maioria das 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos, deixadas pela ditadura.
A Unidade terá por objetivo "facilitar, colaborar para que a informação seja oportuna e precisa", mas não tem faculdades para investigar, questão que seguirá a cargo dos tribunais de justiça, explicou o ministro Gómez.
AFP