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A Costa Rica fornecerá seguro de saúde para 10.000 refugiados e solicitantes de asilo no país com apoio financeiro das Nações Unidas, anunciou o governo nesta quinta-feira (11).
O presidente Carlos Alvarado informou que vai assinar um convênio com a Caixa Costarriquenha de Previdência Social (CCSS), que administra hospitais públicos, para garantir atendimento médico aos refugiados.
Alvarado revelou a iniciativa depois de se reunir com o italiano Filippo Grandi, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que visitou a Costa Rica como parte de uma missão pela América Latina.
O ACNUR, Agência da ONU para os Refugiados, assumirá os custos do acordo com a CCSS, anunciado pouco depois de exilados nicaraguenses na Costa Rica solicitaram que a agência lhes garantisse o seguro saúde.
"A Costa Rica abriga mais de 85.000 requerentes de asilo nicaraguenses que fugiram da violência e da perseguição. Protegê-los em tempos da covid-19, como este país está fazendo, deve ser o caminho a se seguir", declarou Grandi após a reunião no palácio presidencial, em San José.
Alvarado ressaltou que o acordo "fará uma grande diferença na qualidade de vida das famílias que fugiram de seus países em busca de refúgio para proteger suas vidas".
Na reunião, Alvarado e Grandi discutiram a situação que a Costa Rica enfrenta com a pandemia da covid-19 e como a doença afetou o movimento de migrantes na América Central.
Grandi, que está em uma missão pela América Latina, visitou o norte da Costa Rica, onde se encontrou com refugiados e solicitantes de asilo para aprender sobre suas histórias e compreender a situação que enfrentam, segundo um comunicado do ACNUR.