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As medidas de confinamento parcial introduzidas para combater o coronavírus na Suíça deixaram uma em cada duas pessoas mais estressadas do que antes, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Basileia. Um em cada quatro entrevistados se sentiu menos estressado e os demais não foram afetados.Este conteúdo foi publicado em 05. maio 2020 - 08:15
Os resultados preliminares do estudo sobre o estresse provocado pelo coronavírus na Suíça são baseados nas respostas de mais de 10.000 pessoas em toda a Suíça durante o período de 6 a 8 de abril, três semanas após as medidas de isolamento terem sido introduzidas pelo governo.
Níveis de estresse elevados são atribuídos a mudanças no trabalho ou na escola, bem como a uma vida social restrita ou ao cuidado de crianças, de acordo com a pesquisa. Os sintomas depressivos se tornaram mais agudos para 57% dos participantes. A frequência de sintomas depressivos graves saltou para 9,1% durante o semiconfinamento, contra 3,4% antes do surto do vírus no país alpino.
Surpreendentemente, 26% dos pesquisados se sentiram menos estressados do que antes da crise, de acordo com os autores. Outros 24,4% disseram não ter sentido nenhuma diferença. Esses resultados foram bastante diferentes em termos de gênero, idade, religião e formação.
Para os pesquisadores, o aumento da atividade física e novos passatempos ou projetos ajudaram as pessoas a manter o nível de estresse baixo. O consumo limitado de informações sobre o coronavírus também pareceu ter um efeito positivo.
A pesquisa de opiniãoLink externo é feita pela internet de forma anônima e ainda está em andamento para estudar como a saída por etapas do confinamento afeta o bem-estar psicológico.
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