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Quando a Suíça ganhou a Copa do Mundo FIFA Sub-17, há exatamente dez anos, torcedores e mídia se apaixonaram pela seleção multicultural. Se alguns desses jovens jogadores brilham em clubes europeus, outros jogam na segunda divisão ou até abandonaram o futebol.Este conteúdo foi publicado em 15. novembro 2019 - 10:30
Foi uma vitória extraordinária e inesperadaLink externo em 15 de novembro de 2009. A seleção suíça sub-17 derrotou a anfitriã Nigéria por 1 a 0, já tendo eliminado o Brasil, Alemanha, Itália e Colômbia. Foi a primeira (e única) vez que um time suíço venceu uma Copa do Mundo de futebol. Além disso, foi a única vez também que uma equipe sub-17 se qualificou para participar do torneio.
A história também teve um ângulo social: a maioria dos jogadores da seleção, incluindo o capitão Frédéric Veseli, eram de origem estrangeira. Veseli é hoje titular da seleção albanesa e Sead Hajrovic, para Bósnia e Herzegovina.
No entanto, dos 21 jogadores do sub-17Link externo, apenas três se tornaram posteriormente titulares na seleção helvética: Haris Seferovic, que marcou o gol da vitória na final; Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka. Xherdan Shaqiri, atual campeão europeu pelo F. C Liverpool, já tinha na época 18 anos e não podia mais jogar no time.
Os torcedores que esperavam mais troféus internacionais acabaram se decepcionando: desde 1954 a seleção suíça não passa das oitavas de final em uma Copa do Mundo. Sua posição no ranking da FIFA Link externopassou de 83ª, em 1998, para 8ª em 2013. Hoje ela está na 13ª posição.
E o que fazem hoje os 11 jogadores campeões da sub-17 de 2009?
Frédéric Veseli (o capitão) foi comprado em 2008 pelo Manchester City e depois pelo Manchester United. Porém, como muitos suíços que sonham em brilhar nas grandes equipes estrangeiros, até hoje não conseguiu jogar como titular. Na verdade, Veseli não fez nenhuma aparição em nenhum dos dois clubes. Hoje joga pelo F. C Empoli na segunda divisão italiana. Sua última partida pela Suíça foi pela seleção sub-21 em 2012. Ele recusou vestir a camisa da seleção nacional do Kosovo, mas desde 2015 joga pela Albânia.
Ricardo Rodriguez: Jogou pelo F.C. Zurique, o Wolfsburg na Alemanha e, desde 2017, é jogador do Milan, que teria comprado seu passe por 17 milhões de euros (18,5 milhões de francos). Já jogou pela seleção suíça 69 vezes.
Bruno Martignoni: Jogou em vários clubes suíços e hoje defende o F.C de Chiasso na segunda divisão do futebol suíço. Nunca foi convocado para jogar na seleção nacional.
Pajtim Kasami: Jogou na Itália, Inglaterra e Grécia. Depois retornou à Suíça ao ser contratado pelo F.C. Sion na Super Liga (primeira divisão). Embora tenha jogado quinze vezes na seleção helvética, já vários anos que não veste a camisa vermelha e branca.
Nassim Ben Khalifa: Foi premiado com a "Bola de Prata" por ser o segundo melhor jogador da Copa do Mundo Sub-17. A FIFA destacouLink externo seu "ritmo acelerado, técnica requintada e autocontrole". Ele jogou no Wolfsburg (Alemanha) por alguns anos, depois passou pela Suíça e Turquia antes de assinar um contrato de um ano, em julho de 2019, com a equipe zuriquense Grasshoppers, clube da primeira divisão, onde começou a carreira. Jogou quatro vezes pela seleção nacional. Desde 2012 não defendeu mais o país no campo.
Haris Seferovic: Começou no Grasshoppers e depois jogou na Itália, Espanha e Alemanha antes de se tornar campeão português pelo F.C de Benfica em 2017. Já jogou 61 vezes pela seleção suíça.
Benjamin Siegrist: Ganhou a "Luva de Ouro" de melhor goleiro da Copa do Mundo sub-17 em 2009. "Foi um dos responsáveis pelo sucesso da equipe", declarou na época a FIFA. Jogou em vários clubes ingleses e pelo F.C Vaduz, em Liechtenstein, antes de ser contratado pelo Dundee United, na segunda divisão escocesa, em 2018. Nunca jogou pela seleção suíça.
Janick Kamber: Capitão da sub-17 na semifinal contra a Colômbia. Sempre jogou na Suíça. Hoje é titular do F.C Neuchâtel Xamax, na primeira divisão. Também nunca jogou pela seleção helvética.
Oliver Buff: passou oito anos no F.C. Zurich antes de uma curta passagem pelo Real Zaragoza, na Espanha. Foi contratado pelo Grasshoppers no mês passado. Nunca jogou pela seleção suíça.
Charyl Chappuis: começou a carreira no Grasshoppers antes de se mudar, em 2013, para a Tailândia, onde vive a mãe. Atualmente é titular do clube tailandês Muangthong United e joga também pela seleção da Tailândia, onde conta com muitos fãs nas redes sociais.
Granit Xhaka: jogou no F.C Basel e no clube alemão Borussia Mönchengladbach. Em 2016 foi contratado pelo Arsenal de Londres por cerca de 30 milhões de libras (38 milhões de francos). Seus pais são imigrantes albaneses. O irmão também é jogador de futebol e titular da seleção albanesa). Xhaka provocou polêmica na Copa do Mundo de 2018 quando fez o sinal da "águia dupla" após marcar um gol Sérvia. O sinal foi visto pelos críticos como manifestação de nacionalismo. Ainda hoje é capitão da seleção suíça, mas recentemente perdeu o posto de capitão do Arsenal após um confronto com a torcidaLink externo. Segundo a imprensa, gostaria de jogar para o MilanLink externo.
Dos dez jogadores restantes da seleção juvenil de 2009, quatro não jogam mais futebol e os demais vivem na Suíça.
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