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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve indicar no sábado a juíza conservadora do tribunal federal de apelações Amy Coney Barrett para preencher a vaga na Suprema Corte após a morte da juíza liberal Ruth Ginsburg, disseram duas fontes nesta sexta-feira.
A medida prepara terreno para o que promete ser uma batalha amarga para confirmação no Senado dos EUA, que é controlado pelos republicanos de Trump, a quem ele pediu que confirmem sua indicação antes da eleição de 3 de novembro nos EUA, quando ele busca um segundo mandato.
Barrett, de 48 anos, foi nomeada por Trump para a Corte de Apelações do 7º Circuito, com sede em Chicago, em 2017 e é conhecida por suas visões religiosas conservadoras. Os juízes da Suprema Corte recebem cargos vitalícios.
Se confirmada, a indicada de Trump daria aos conservadores uma maioria de 6 a 3 no tribunal em um momento de intensas divisões políticas nos Estados Unidos.
Trump planeja fazer a apresentação formal na Casa Branca no sábado.
Duas fontes confirmaram nesta sexta que Trump planeja nomear Barrett, mas alertaram que Trump pode mudar de ideia. O próprio Trump disse a repórteres que havia tomado sua decisão, mas se recusou a dizer quem era sua escolha.
Barrett tem sido vista como favorita ao posto, juntamente com a também juíza de tribunal de apelações Barbara Lagoa. Barrett já trabalhou como auxiliar do juiz conservador da Suprema Corte Antonin Scalia, que morreu em 2016.
A indicação de Trump tem o que parece ser um caminho livre para a confirmação do Senado antes de 3 de novembro, com os republicanos detendo uma maioria de 53 a 47 na Casa e apenas dois senadores do partido do presidente indicando oposição em avançar com o processo.
Trump fez duas nomeações anteriores para a Suprema Corte: Neil Gorsuch em 2017 e Brett Kavanaugh em 2018.
(Reportagem de Lawrence Hurley e Mohammad Zargham)