Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02606.jsonl.gz/4

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 24/01/2017 REUTERS/Kevin Lamarque(reuters_tickers)
Por Julia Edwards Ainsley e Matt Spetalnick
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que "com certeza criará zonas seguras na Síria" para refugiados em fuga da violência do país devastado pela guerra.
Dizendo que a Europa cometeu um erro tremendo ao acolher milhões de refugiados da Síria e de outros locais problemáticos do Oriente Médio, Trump disse à rede ABC News em uma entrevista: "Não quero que isso aconteça aqui".
"Com certeza criarei zonas seguras na Síria para o povo", acrescentou, sem dar detalhes.
De acordo com um documento visto pela Reuters na quarta-feira, nos próximos dias Trump deve ordenar ao Pentágono e ao Departamento de Estado que elaborem um plano de estabelecimento de "zonas seguras", uma medida que implica o risco de uma escalada no envolvimento militar dos EUA na guerra civil síria.
O esboço do decreto à espera da assinatura de Trump é um sinal de que o novo governo está preparando uma ação à qual seu antecessor, Barack Obama, resistiu durante muito tempo, temendo mergulhar seu país ainda mais no conflito sangrento e se envolver em atritos com a Rússia sobre a Síria.
"O secretário de Estado, em conjunção com o secretário de Defesa, foi orientado, dentro de 90 dias contando da data deste decreto, a produzir um plano para proporcionar áreas seguras na Síria e na região circundante nas quais cidadãos sírios deslocados de sua terra natal possam aguardar um assentamento firme, como a repatriação ou o assentamento em potencial em um terceiro país", diz o esboço da ordem.
A criação de zonas seguras pode intensificar o envolvimento militar de Washington na Síria e marcar um grande rompimento com a abordagem mais cautelosa de Obama. Seria preciso um reforço no poderio aéreo dos EUA ou de aliados se Trump decidir adotar restrições como zonas de exclusão aérea, e forças terrestres também podem ser necessárias para proteger civis nestas áreas.
Mesmo assim, o documento não detalhou o que constituiria uma zona segura, exatamente onde poderiam ser estabelecidas e quem as defenderia. Jordânia, Turquia e outras nações vizinhas já abrigam milhões de refugiados sírios. O governo turco pressionou Obama durante muito tempo, sem sucesso, para a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria e na fronteira com a Turquia.
O esboço trouxe a possibilidade de estabelecer estes santuários em países vizinhos, mas sem elaborar o tema.
Reuters