Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02404.jsonl.gz/30

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
A polícia escolta os integrantes da guerrilha Sandero Luminoso Alexander Alcaron (E) e Dionísio Ramos, em Lima, no dia 10 de agosto de 2015(afp_tickers)
O governo peruano anunciou nesta segunda-feira o desmantelamento de um grupo remanescente da guerrilha Sendero Luminoso que operava na região de Cusco, após a captura de dois de seus líderes no último final de semana.
Após uma operação da inteligência, os militares prenderam Dionisio Ramos, conhecido como "Yuri", considerado um dos comandantes do grupo, e Alexandre Alarcon Soto, "Renan", a quem as autoridades responsabilizam pela morte de policiais e soldados no vale de Convenção, Cusco (sudeste), além de derrubar um helicóptero e atacar uma delegacia de polícia.
O vice-ministro da Defesa, Ivan Vega, disse que os dois capturados não eram desertores, como havia sido relatado por alguns meios de comunicação, uma vez que "Renan" foi encontrado em um depósito de armas e explosivos perto do gasoduto que transporta gás de Camisea, que abastece a capital Lima.
"Com isso, a guerrilha do sul do Sendero Luminoso em Convenção foi desarticulada, apesar de não excluirmos o envio de outro líder para assumir a área", acrescentou.
Parte de Convenção está localizada no temido Vale dos rios Apurimac e Ene Mantaro, uma faixa de selva entre as montanhas que liga as regiões de Huancayo, Ayacucho, Apurimac e Cuzco, refúgio dos guerrilheiros e local onde há tráfico de drogas e cultivo de coca.
De origem maoísta, Sendero é acusado de desencadear uma guerra civil no Peru entre 1980 e 2000, que deixou cerca de 69.000 mortos, segundo a Comissão de Verdade e Reconciliação. Embora a maior parte de seus líderes estejam na prisão, o grupo continua a atuar em algumas regiões.
O governo admite que a guerrilha não foi extinta e que conta atualmente com cerca de 350 membros, dos quais cerca de 80 estão armados.
AFP