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Suíça na prática - abertura
Viver na Suíça. Quem nunca pensou em mudar-se para o país dos Alpes?
Trabalhar ganhando uma moeda forte que não conhece a inflação, ter uma conta num banco suíço e viver num pequeno povoado cercado de montanhas cobertas de neve?
“A Suíça não existe”.
Essa frase, idéia de um artista e inscrita no pavilhão suíço da exposição mundial de 1992 em Sevilha, foi um choque para os habitantes desse pequeno país, encravado no centro da Europa. A provocação tratava-se, porém, não de um ataque ou negação da própria existência do país. A Suíça realmente não existe. Existem sim, várias Suíças.
O país não se identifica através de um idioma. Oficialmente, na Suíça falam-se quatro idiomas. Sua cultura também não é única, mas diversa, rica e contraditória. Entre um suíço de língua francesa, que vive e trabalha na cosmopolita Genebra, com suas 200 organizações internacionais, e um suíço que vive no meio rural, num povoado das montanhas no cantão de Uri, e falante de um dialeto alemão, existe tão pouco em comum como entre um japonês e um brasileiro. Porém, existe algo que une esses dois habitantes: a história bem sucedida desse país, uma democracia de mais de 700 anos.
A Suíça é o respeito às minorias, a democracia direta e o regime federativo levado às últimas conseqüências. A Suíça resume-se à tolerância e solidariedade entre seus vinte e seis cantões, unidos por um interesse comum mas separados por suas identidades. Não é a toa que muitos até dizem que, para ser bem-sucedida, a União Européia deveria adotar o modelo suíço.
De fato, a Confederação Helvética - com moeda, defesa e política estrangeira única - é uma espécie de UE antes da hora pelo menos a partir de 1848, data da fundação da Suíça moderna.
Viver num cartão postal
Um aviso aos estrangeiros: esqueçam os clichês antes de vir morar na Suíça! Por trás dessa fachada, vista e lembrada por turistas no mundo inteiro, existe um universo muito mais interessante num país que é duas vezes menor que Portugal, trinta vezes menor que Angola e duzentas vezes menor que o Brasil.
Se as montanhas, o chocolate, os bancos e as vacas estão presentes, é importante saber que a maior parte dos seus sete milhões de habitantes mora nas regiões urbanas de planície e está muito mais integrada à Europa do que sua própria neutralidade deixa imaginar.
A verdadeira Suíça são também seus 20% de estrangeiros; seu design austero que espanta os amantes do bom gosto; seus 25 prêmios Nobel; o DJ Bobo, que anima platéias de jovens no mundo inteiro; o navegador Ernesto Bertarelli, que ganhou a mais importante regata do mundo, a America's Cup, apesar da Suíça não ter mar; o suíço Betrand Piccard, que deu a primeira volta ao mundo em balão e muito mais histórias para contar. A Suíça hoje em dia é cosmopolita, mas ao mesmo tempo apaixonada por suas tradições.
Seja bem vindo à Suíça!
swissinfo apresenta nesse site um pequeno guia para os estrangeiros que se interessem ou que pretendam vir morar na Suíça. Agradecemos de antemão qualquer sugestão ou novas informações, que possam melhorar nosso trabalho.
Alexander Thoele e Claudinê Gonçalves, redatores de língua portuguesa da swissinfo.
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