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Centenas de pessoas desesperadas participaram, nesta sexta-feira, de uma oração em uma cidade da Indonésia para pedir que a chuva extinga os incêndios florestais e ponha fim à fumaça tóxica que cobre vastas áreas do país.
Queimadas ilegais, a fim de limpar a terra para a agricultura, estão devastando as ilhas de Sumatra e Bornéu. Os bombeiros lutam 24 horas por dia através de florestas já carbonizadas.
Uma densa fumaça cobriu Pekanbaru, capital da província de Sumatra, deixando o céu escuro, mesmo ao meio dia, e forçando o fechamento das escolas locais.
Cerca de 1.000 moradores da cidade, muitos vestidos com roupas muçulmanas brancas e máscaras rudimentares, celebraram uma oração em um campo aberto sob um denso nevoeiro ácido.
"Estou rezando para que a chuva caia imediatamente e essa fumaça desapareça em breve", disse Rahmad, um aposentado de 57 anos. "Não consigo respirar se não usar máscara. Alguns de meus vizinhos ficaram realmente doentes", disse ele à AFP.
A sexta-feira é um dia sagrado na Indonésia, país de maioria muçulmana, onde os incêndios florestais são um problema anual, mas este ano pioraram devido ao clima especialmente seco.
A preocupação internacional com o impacto a longo prazo de tais incêndios tem aumentado, pois as florestas tropicais desempenham um papel vital na proteção do planeta contra o aquecimento global.
"O nevoeiro realmente me afeta muito. Não consigo respirar ou fazer as coisas do lado de fora, como normalmente faço", disse uma professora do ensino fundamental de Yulinar, tossindo e apertando os olhos.
A professora, de 45 anos, espera que ela e seus alunos possam retornar em breve à escola, atualmente fechada.
Autoridades malaias disseram na quinta-feira passada que cerca de 29 escolas também serão fechadas na região em torno de Kuala Lumpur devido ao nevoeiro. Os incêndios na Indonésia lançaram fumaça tóxica sobre a Malásia, desencadeando uma disputa diplomática.
Singapura também alertou seus moradores para diminuir as atividades ao ar livre.
Por sua vez, o Brasil assegurou na terça-feira perante a ONU "combater o desmatamento ilegal", depois que a alta comissária da ONU para Direitos Humanos declarou sua "preocupação com a aceleração drástica do desmatamento" na Amazônia.
O governo do presidente Jair Bolsonaro foi criticado nas últimas semanas pela comunidade internacional devido à intensificação do desmatamento e incêndios na Amazônia.