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Rebeldes sunitas retornam de uma operação na província de Tikrit(afp_tickers)
Apesar das pressões, o Parlamento do Iraque adiou para terça-feira uma reunião prevista para este domingo, já que não houve avanços no processo para a formação de um novo governo, apesar da necessidade de um gabinete para enfrentar os jihadistas, que retomaram a ofensiva.
Vários países, a ONU e a principal autoridade xiita do país, o aiatolá Ali al-Sistani, insistiram na necessidade de superar as divisões e iniciar o processo de formação do novo Executivo.
O tempo é cada vez mais curto para os políticos iraquianos, pois neste domingo os insurgentes sunitas, liderados pelo Estado Islâmico, reiniciaram a ofensiva e tomaram o controle de boa parte da cidade de Duluiya, 80 km ao norte da capital.
O presidente interino da Câmara, Mahdi al-Hafez, disse que não havia acordo sobre a nomeação do presidente do Parlamento, motivo pelo qual a sessão foi adiada para terça-feira", disse à AFP o deputado Abdulbari Zebari.
Os legisladores devem escolher o presidente da Câmara e, depois, o presidente da República, que por sua vez designará um primeiro-ministro encarregado de formar o governo.
A primeira reunião, celebrada no dia 1 de julho, terminou com insultos e alguns deputados abandonando o plenário.
O fracasso do processo "pode afundar o país no caos", advertiu no sábado o emissário da ONU em Bagdá, Nickolay Mladenov.
A situação é crítica em um país sem governo. Desde 9 de junho, os insurgentes sunitas tomaram numerosos territórios no norte, no oeste e no centro do Iraque.
Neste domingo, os extremistas sunitas assumiram o controle de mais da metade da cidade de Duluiya, 80 km ao norte de Bagdá, após combates que provocaram pelo menos seis mortes.
Os rebeldes iniciaram há um mês uma ofensiva e desde então controlam vários territórios. Na quinta-feira passada, retomaram os ataques, com ações em cidades como Ramadi, capital da província de Al-Anbar (oeste).
O ataque a Duluiya foi executado no início da manhã de domingo e permitiu assumir o controle de metade da cidade, incluindo uma delegacia e dois edifícios do governo local.
Seis pessoas, incluindo quatro policiais, morreram nos combates.
Depois de várias semanas nas quais as linhas de combate pareciam relativamente fixas, os jihadistas do Estado Islâmico (EI) retomaram a ofensiva.
Na quinta-feira atacaram Ramadi e no sábado a cidade de Haditha, a 150 km do local, mas as forças iraquianas e combatentes tribais conseguiram impedir o avanço.
No sábado, no entanto, os insurgentes assumiram o controle de duas cidades da província de Diyala, ao nordeste de Bagdá.
AFP