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A ONU expressou sua preocupação pelo aumento de militares nas cidades da Colômbia antes de uma grande marcha convocada para esta quinta-feira por sindicatos, estudantes, indígenas e opositores ao governo de Iván Duque.
"O Escritório recebeu informes sobre um aumento da presença de membros do exército nas ruas de algumas cidades da Colômbia nos dias anteriores à manifestação", indicou nesta quarta-feira o escritório local de direitos humanos do organismo internacional em um comunicado.
O escritório das Nações Unidas também apontou "com preocupação" a expedição de "vários decretos, circulares e instruções" que permitem às autoridades locais declarar toques de recolher e contar com apoio militar em caso de problemas.
A organização chamou a atenção também para mensagens "de procedência não identificada" que "estigmatizam o protestos social" e outras que "chamam ao uso da violência" nas mobilizações.
Desde o fim de semana foram observados dezenas de militares nas ruas do centro de Bogotá, por onde costumam transitar os manifestantes, que através das redes sociais denunciam uma "militarização" para intimidar o protesto social.
O prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, afirmou nesta quarta que o exército "estará vigiando algumas instalações estratégicas e garantindo uma proteção adequada a serviços públicos", enquanto cerca de 4.000 policiais "garantirão o desenvolvimento normal do dia".
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