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Ofensiva das forças curdas para retomar maior barragem do Iraque
As forças curdas, apoiadas pela aviação americana, lançaram neste sábado uma ofensiva para retomar das mãos dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) a barragem de Mossul (norte), a maior do Iraque, segundo uma autoridade militar curda.
“Os peshmergas (combatentes curdos), com um apoio aéreo americano, tomaram o controle da parte leste da barragem”, anunciou à AFP o general Abdel Rahmane Korini. O EI havia tomado esta barragem em 7 de agosto.
“Nós matamos vários membros do EI. Continuamos a avançar e devemos anunciar boas novas nas próximas horas”, acrescentou.
Segundo testemunhas, os ataques aéreos contra os jihadistas começaram nas primeiras horas deste sábado, e os combates prosseguem esta tarde.
Trata-se da primeira tentativa dos curdos de retomar o controle desta barragem.
O EI, que tomou grandes áreas do território iraquiano em dois meses de ofensiva, lançaram no início de agosto uma série de ataques no norte do Iraque, apreendendo várias aldeias e infraestruturas estratégicas, como barragens ou poços de petróleo.
A barragem sobre o rio Tigre, localizada na margem sul do Lago Mossul, cerca de 50 km ao norte da cidade, fornece água e eletricidade para a maior parte da região e é essencial para o irrigação de grandes plantações na província de Nínive.
Em 2007, o embaixador americano Ryan Crocker e o comandante das forças americanas no Iraque, David Petraeus, haviam advertido para as consequências de um desastre na barragem, incluindo a ameaça de inundações “até Bagdá”.
“No pior cenário, uma ruptura da represa de Mossul, em sua capacidade máxima, poderia causar uma onda de 20 metros sobre a cidade de Mossul, causando a perda de vidas e danos extensos”, escreveram em uma carta ao primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki.
O IE utiliza as barragens que controlam como armas que lhe permitem inundar grandes áreas. No início deste ano, os jihadistas inundaram regiões inteiras em torno de Fallujah, a oeste de Bagdá.
Mas Mossul é o reduto dos insurgentes no Iraque e sua barragem é importante para a economia do EI e para o seu desejo de construir um “califado” proclamado no final de junho.