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Eleições em Kosovo: "Um passo rumo à estabilidade".
O chefe da missão internacional de observadores para as eleições realizadas no fim de semana em Kosovo, o suíço Victor Ruffy, acha que o escrutínio é garantia de restabelecimento da paz na província. A não participação dos sérvios seria problema deles.
Os resultados das eleições municipais na Sérvia foram geralmente muito bem acolhidas na Europa. O jornal suíço Le Matin, de Lausanne, resume o sentimento geral ao comentar a vitória da Liga Democrática de Kosovo, liderada pelo moderado Ibrahim Rugova. Segundo o jornal "os kosovares expressaram dois desejos: ficar independentes, mas de maneira pacífica". O UCK, ex-Exército de Libertação de Kosovo, ficou em segundo plano.
O chefe da missão internacional de observadores que supervisaram o escrutínio, Victor Ruffy, ex-deputado socialista suíço, alegra-se por não ter acontecido distúrbios, o que receavam seus colegas observadores. Quanto à não participação dos sérvios - cerca de 100 mil pessoas - ele a considera lamentável, mas realça que isso resulta de decisão deles...
Resta o clima de instabilidade que ameaça Kosovo. Analistas lembram que Ibrahim Rugova é há dez anos porta-bandeira da independência. Lembrar também que a minoria sérvia boicotou as votações de sábado. E que o novo presidente sérvio indicou imediatamente que a Iugoslávia não reconhecia o escrutínio.
Quanto ao administrador da ONU na província, o francês Bernard Kouchner, ele ficou "orgulhoso" com o bom andamento das votações e quer convocar "o mais rápido possível" eleições gerais. Mas Kouchner tem em mente respeitar a resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Quer dizer, no âmbito de uma autonomia substancial, mas não de uma independência.
Na Suíça, essas eleições foram seguidas com muito interesse. No país vivem cerca de 150 mil kosovares. Outros 40 mil chegaram depois de 1998, mas foram obrigados na imensa maioria a regressar a Kosovo.
Boa parte deles beneficiou-se de um "programa de assistência" do governo: ajuda financeira de 1000 francos, mais de 600 dólares, por adulto e 500 francos por criança.
Por outro lado, a Suíça participa no programa de reconstrução da província.
swissinfo com agência.
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