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O comandante das forças americanas na Coreia do Sul disse nesta terça-feira (12) que praticamente não viu mudanças nas capacidades militares da Coreia do Norte desde a histórica aproximação com Washington.
O presidente Donald Trump se reuniu em junho do ano passado com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, em uma tentativa de resolver o conflito pelo programa nuclear de Pyongyang, após o qual Kim se comprometeu a trabalhar pela "desnuclearização da península coreana".
O general Robert Abrams, novo chefe das forças americanas na Coreia do Sul, disse que a nova cúpula ajudou a reduzir a tensão na península coreana, mas não levou a mudanças substanciais.
"Houve pouca ou praticamente nenhuma mudança comprovável nas capacidades militares da Coreia do Norte", manifestou Abrams ante o Comitê de Serviços Armados do Senado.
"E mais: as capacidades militares convencionais e assimétricas da Coreia do Norte, junto ao seu desenvolvimento de sistemas convencionais avançados, seguem sem ser controladas. Estas capacidades continuam representando um risco para os Estados Unidos, para a República da Coreia e nossos aliados regionais", acrescentou.
Abrams destacou que passaram 440 dias desde a última "ação provocadora" da Coreia do Norte e considerou que os esforços diplomáticos e as sanções internacionais são responsáveis por uma "significativa redução da tensão".
Trump e Kim preveem se reunir em Hanói entre 27 e 28 de fevereiro para uma segunda cúpula.