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Militantes do movimento "Moudjahidine do Povo" manifestaram-se em Berna, depois da prisão da operação massiça da polícia francesa, em Paris.
Na Suíça, os "moudhahidine" são poucos mas, mesmo assim, são constatemente vigiados.
Um militante do "Moudjahidine do Povo" foi salvo a tempo tempo quarta-feira, em Berna, quando ia atear fogo em sua roupa em frente à embaixada da França.
As roupas já estavam embebidas de gasolina quando a polícia interveio. Em seguida, o grupo de manifestantes iranianos abandonou calmamente o local, atendendo as ordens da polícia.
Centenas de simpatisantes
Mas a vigilância estreita do movimento na Suíça continua. "Estamos muito atentos para que a Suíça não se torne uma base de operações dessa organização", declarou um alto funcionário do Departamento Federal de Polícia (OFP).
Ele acrescentou que se outros países como a Alemanha, por exemplo, começarem a reprimir o movimento, é possível que alguns dirigentes tentem se instalar na Suíça. "Por isso, a Suíça vai continuar sua estreita vigilância", justificou.
No entanto, ao contrário dos Estados Unidos e da União Européia, a Suíça não classifica os "moudjahidine" como organização terrorista mas como "extremistas calmos", também conhecidos como Conselho Nacional da Resistência iraniana.
Dos 4 mil iranianos que vivem na Suíça, os militantes dessa organização seriam algumas centenas, segundo a polícia suíça, e relativamente discretos.
Assassinato em 1990
A última vez que haviam se manifestado na Suíça foi em 2000, no Fórum Econômico de Davos, quando lançaram sacos de tinta sobre representantes do governo iraniano. O movimento também organizou vários protestos diante da sede européia da ONU, em Genebra.
A Justiça suíça ainda não arquivou o processo sobre o assassinato contra um dos líderes do movimento, em 1990, perto de Genebra, supostamente por membros do serviço secreto iraniano.
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