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O secretário de Estado americano, John Kerry (gravata laranja), participou de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Naypyidaw, Mianmar, estendida a uma quinzena de sócios do bloco regional, entre eles Estados Unidos, China, Japão e União Europeia(afp_tickers)
Os Estados Unidos elogiaram neste domingo a posição comum dos países do Sudeste Asiático no espinhoso tema das reivindicações territoriais no Mar da China Meridional, e negaram buscar um "confronto" com Pequim.
O secretário de Estado americano, John Kerry, participou de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Naypyidaw, Mianmar, estendida a uma quinzena de sócios do bloco regional, entre eles Estados Unidos, China, Japão e União Europeia.
Os debates foram monopolizados pela tensão no Mar da China Meridional, onde Pequim e países da Asean disputam territórios marítimos.
Em um comunicado divulgado hoje, os 10 países do bloco regional expressam sua preocupação com a crise e pedem o fim dos "atos de desestabilização", referindo-se à China. Também se unem ao chamado de Washington à "contenção" e ao "congelamento" de reivindicações territoriais.
"Também conseguimos incentivá-los e atuamos como catalisadores" de uma postura comum da Asean, disse um diplomata do Departamento de Estado americano.
"Mas não queremos um confronto com a China", afirmou outra autoridade do governo americano. "Temos uma série de interesses e princípios que dirigem nosso enfoque na região e que são diferentes dos da China."
"Acredito que veremos progressos no Mar da China Meridional graças às conversas que tivemos aqui", apostou Kerry, em entrevista coletiva.
Ele também assinalou a "importância da negociação de um código de conduta" para gerir a polêmica envolvendo as águas em disputa, um texto que a Asean e Pequim discutem há mais de 10 anos.
A China alertou neste sábado que reagiria "com firmeza" em caso de violação de seus interesses no Mar da China Meridional. Seu chefe diplomático, Wanf Yi, reuniu-se ontem com Kerry.
Apesar da advertência de Pequim, o chanceler indonésio, Marty Natalegawa, considerou as discussões com a China positivas.
"Deixo esta reunião da Asean com a confiança renovada na capacidade da Associação de manter a paz e segurança na região", declarou.
Pequim reivindica a soberania de quase a totalidade do Mar da China Meridional, atravessado por importantes rotas marítimas e potencialmente rico em gás e recursos de pesca.
A China participa de disputas territoriais com Brunei, Malásia, Filipinas e Vietnã, bem como com Taiwan, que não faz parte da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã).
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AFP