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1000 mulheres pela paz no mundo
Milhões de mulheres se engajam contra a violência e a guerra, pela paz e uma vida em segurança e justiça.
A campanha "1000 mulheres para o Prêmio Nobel da Paz" indicou mulheres de 150 países para a importante nomeação em 2005. Elas não obtiveram o prêmio, mas a nomeação permitiu que elas se tornassem conhecida de todos, assim como através do livro "1000 PeaceWomen Across the Globe" (1000 mulheres de paz através do globo). Essa obra de 2208 páginas foi descrita pelo Departamento Federal de Cultura como "um dos livros mais bonitos de 2005". Projeto gráfico: Tania Prill e Alberto Vieceli. Publicação: Editora Kontrast Verlag, Zurique. Distribuição: Scalo, Zurique.
Nigar Ahmad, Paquistão
Nigar Ahmad animou mulheres a apresentar suas candidaturas para as eleições locais e a participar dos programas de desenvolvimento da ONU.
Lidia Grafova, Rússia
"Eu estou lá, onde existe a dor"
Lidia Grafova luta pela proteção dos direitos de refugiados e migrantes em toda a Rússia. Além disso, essa ativista cruza todo o Cáucaso, onde organiza ajuda humanitária em favor das vítimas de conflitos políticos e étnicos.
Kupa Piti Kungka Tjuta (KPKT), Austrália © Judith Ragg, Fiji
"Nós somos apenas administradores da terra. Se tomarmos conta dela, ela tomará conta de nós".
Em 1998, os Kungkas - mulheres idosas de tribos aborígines - lideraram uma campanha contra um projeto governamental de depósito de lixo radioativo numa região habitada por nativos. Os Kungkas se aliaram a várias ONGs de todo o país para impedir esse projeto de milhões de dólares em 2004.
Lotti Latrous, Costa do Marfim/Suíça
"Eu recebo mais do que dou. No asilo, eu sinto a presença de Deus. Eu o vejo no sorriso de Emmanuel. Eu sinto sua presença na cama de Aimé e o reconheço nos movimentos de Feliz, o cego. Esse é o meu lugar".
Em 2002, Lotti Latrous abriu um asilo para doentes de AIDS em Abidjan, na Costa do Marfim. Ele pretende abrir um orfanato para crianças que perderam seus pais devido à doença mortal. (© Gabriella Baumann-von Arx, Switzerland)
María Ramona Isabel Noguera Dominguez, Paraguai
"Eu jurei fazer o possível para impedir que outras mulheres tenham de chorar a morte de um filho por maus-tratos no exército".
Depois que seu filho morreu em 1996 durante o serviço militar, Maria Ramona Noguera lançou uma campanha para obter justiça.
Sharon Bhagwan-Rolls, Fidji © Judith Ragg, Fiji
"O principal objetivo do meu trabalho de jornalista no 'FemLINKpacific' é de tornar pública a história de mulheres e suas comunidades, para encorajar a paz e reconciliação entre as etnias de Fidji.
Sharon Bhagwan-Rolls publica quatro vezes por ano na revista "FemTALK1325", com artigos sobre iniciativas de paz que conseguiram terminar conflitos. Ela também é responsável pela FemTALK 89.2FM, uma rádio móvel de comunidades femininas.
Moza Al-Malki, Omã
"Para mim, paz significa civilização, progresso, estabilidade, justiça, igualdade e coexistência num mundo de amor, de trocas espirituais e laico".
É cada vez maior o número de mulheres que encontram a cada dia empregos no Qatar. Essa conquista é feita, sobretudo, graças às atividades de mulheres como Moza Al-Malki. Hoje em dia, várias mulheres ocupam postos de trabalho de responsabilidade como em ministérios ou prefeituras.
Regina Makunga, África do Sul
"As crianças são os guardiões da nossa cultura e do nosso modo de vida. Isso contribui a criar uma consciência de nosso próprio valor cultural, assim como da nossa cultura".
Em 1994, o futuro da escola maternal Zamaani, na província de Transkei, já parecia estar selado. Porém, Regina Makunga (Mam'u Makunga) estava pronta a dar sua vida para o projeto comunitário. Hoje em dia, a escola é um refúgio para as crianças e contribui ao desenvolvimento social.
Wang Pinsong, China
"Sem o rio Jinsha e o povoado, nós não podemos guardar a nossa pequena pátria!"
Em 2004, os direitos das populações nativas vivendo às margens do rio Jinsha estavam ameaçados por uma barragem. Wang Pinsong conseguiu juntar diferentes grupos étnicos, incluindo os Naxi, Hmong, Lisu, tibetanos, Pumi, Bai e Han para lutar contra o projeto.
Eva-Elvira Klonowski, Islândia
"Colocando o coração no meu trabalho, eu experimento a simpatia necessária frente aos mortos e seus familiares. Isso me ajuda a reconstruir sua identidade perdida e a me dedicar às pessoas, cuja vida havia sido roubada".
Eva-Elvira Klonowski, uma antropóloga especializada em medicina-legal, faz parte de primeira equipe encarregada pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia de identificar os restos humanos encontrados nas fossas comuns.
Macedonia Blas, México
"Nós podemos fazer tudo, passo a passo, de forma progressiva".
Macedonia Blas, da tribo indígena dos Ñañhú e mãe de 11 filhos, luta como organizadora, formadora e advogada dos direitos das mulheres indígenas do México. (© Fiona McGuinness, USA)
Mallika Vikram Sarabhai, Índia
"No papel de Draupadi (forte figura feminina da epopéia indiana Mahabharata) e em tounê com seu grupo de teatro por mais de trinta países, Mallika mostrou que a arte era o melhor meio de promover as mudanças sociais".
Há 22 anos, a dançarina, coreógrafa, atriz e autora Mallika Sarabhai fez da arte um meio de luta contra a injustiça, e trabalhando com crianças ou colocando temas femininos na mídia.