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A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta sexta-feira para o risco de propagação da epidemia de Ebola da Guiné, Serra Leoa e Libéria para os países vizinhos, mas considera contraproducentes às restrições de deslocamento.
"Queremos que os outros países do oeste da África estejam preparados. Refiro-me a países como Costa do Marfim, Mali, Senegal, Guiné-Bissau", declarou o especialista em Ebola da OMS, Pierre Formenty, em coletiva de imprensa em Genebra.
Ele também afirmou que não pretende que sejam implementadas medidas drásticas para impedir os deslocamentos da população na região.
"Se impusermos medidas que a população perceba como restritivas, estaremos fomentando a transmissão da epidemia", explicou e disse que era mais prático explicar às comunidades afetadas qual tipo de comportamentos deviam mudar para não se infectar.
Segundo Formenty, as características da epidemia são muito parecidas nos três países. Na grande maioria dos casos, é transmitida por contato, nos serviços médicos, mas também nos funerais, pois o vírus se mantém presente nos cadáveres.
De acordo com um balanço publicado na quinta-feira pela OMS, Guiné, Libéria e Serra Leoa têm 635 casos de contágio de febre hemorrágica (metade dos quais foram confirmados como provocados pelo vírus Ebola em exames) e 399 mortes.
O epicentro da epidemia está nos arredores da cidade de Gueckedou, no sul da Guiné. Dali se espalhou para Serra Leoa e Libéria, pois muitos doentes viajam até Conakry ou Monróvia para receber cuidados médicos, segundo a OMS.