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A Justiça suíça detém os documentos do Citibank de Genebra relativos às supostas contas pertencentes a Paulo Salim Maluf. Para recebê-los, no entanto, a Justiça brasileira precisa abrir um processo penal contra o suspeito e fazer um pedido de colaboração judiciária à Suíça.
Se a Justiça brasileira não indiciar Maluf em processo penal, não poderá obter os documentos sobre as contas abertas no Citibank de Genebra, entre 1985 e 1997, supostamente pertencentes a Maluf.
As contas existiram em nome de duas empresas (Diamant Bleu e Rubis Bleu) e os saldos de aproximadamente 200 milhões de dólares foram transferidos posteriormente para o Citibank na Ilha de Jersey.
Justiça de Genebra
Os documentos bancários (com a abertura e movimento das contas) foram requisitados e obtidos pelo promotor Jean-Louis Crochet, de Genebra, que não quer fazer qualquer comentário a respeito.
Para ter acesso aos documentos, a Justiça brasileira terá de indiciar Maluf e o delito corresponder ao direito penal suíço. Por exemplo, evasão fiscal não é punível no Código Penal suíço. Desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro são.
swissinfo