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O avião Solar Impulse depende do tempo bom para dar a volta ao mundo. Todas as previsões são feitas por uma equipe de especialistas instados em Mônaco que trabalham para traçar a melhor rota. (RTS/swissinfo.ch)
Na terça-feira, o pioneiro da aviação suíça Bertrand Piccard concluiu com êxito os 1.200 km de sua travessia da China em 17 horas, na primeira volta ao mundo em avião solar.Mas as condições são um desafio devido às nuvens.
Durante a viagem, Piccard e seu colega André Borschberg são constantemente assistidos por uma equipe de meteorologistas e engenheiros instalados em Mônaco. Na base de controle do Solar Impulse, os especialistas trabalham para traçar a melhor rota de hora em hora.
Para cada mudança de rota, o Solar Impulse deve obter autorização do controle aéreo do país em que está voando. Como o avião é muito leve, a chuva ou vento pode causar problemas. Mas também precisa de muito sol para recarregar as baterias.
Então o tempo é um fator fundamental na planificação. Para atravessar a Índia e sul da China, era preciso evitar a época das chuvas. Com pouco sol no inverno, a Suíça foi excluída da largada. Uma das etapas mais difíceis para o Solar Impulse será a travessia do Pacífico e do Atlântico. Ambas vão durar cinco dias sem parar e sem nuvens.