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O presidente americano Joe Biden e o presidente russo Vladimir Putin participam da primeira reunião de cúpula das duas nações em 16 de junho, em Genebra. O que os levou a escolher a cidade às margens do lago Léman?Este conteúdo foi publicado em 15. junho 2021 - 17:00
- Deutsch Biden-Putin-Gipfel: Warum gerade in Genf? (original)
- Español Cumbre Biden-Putin: ¿por qué en Ginebra?
- 中文 拜登和普京为何选在日内瓦会面？
- Français Biden-Poutine: pourquoi Genève?
- Pусский Почему Владимир Путин и Джо Байден встретятся именно в Женеве?
- English Biden-Putin summit: Why Geneva?
- 日本語 米ロ首脳会談、なぜジュネーブで開催？
Esta será a primeira reunião de alto nível EUA-Rússia em Genebra desde a cúpula Reagan-Gorbachev em novembro de 1985 e está sendo aclamada como um sucesso diplomático para a Suíça. Ao escolher um local de cúpula para um evento tão importante, e de alto perfil, existem três critérios principais.
Primeiro: a infraestrutura. Como a segunda sede mais importante da ONU depois de Nova Iorque, Genebra possui inquestionavelmente as instalações necessárias. A Rússia e os EUA também mantêm grandes missões em Genebra. E finalmente, os especialistas em segurança de Moscou e Washington conhecem as condições locais, o que constitui uma vantagem quando se trata de proteger os dois líderes.
Em segundo lugar,: trata-se do sinal a ser enviado ao mundo. Uma reunião Biden-Putin nos EUA ou na Rússia estava fora de questão. As relações são ruins demais para um ou outro lado aceitar um convite no "território inimigo". Um Estado da OTAN não seria uma opção, ao contrário, por exemplo, da cúpula em Praga entre Barack Obama e Dmitry Medvedev em 2010. Os russos também devem ter rejeitado Helsinque desta vez, já que a Finlândia está trabalhando cada vez mais estreitamente com a OTAN. Sob as atuais circunstâncias, a Suíça - e sua neutralidade - foi uma escolha óbvia.
Em terceiro lugar: as relações bilaterais entre os participantes da cúpula e o país anfitrião desempenham um papel importante. A Suíça é muito apreciada pelo Kremlin, especialmente porque não aderiu às sanções ocidentais contra a Rússia. E do ponto de vista dos EUA, nada depunha contra a Suíça desta vez. Os tempos difíceis em que temas como os fundos do Holocausto e o sigilo bancário envenenavam as relações bilaterais já se foram. Assim como o tempo sob George W. Bush, quando Washington pensava que a política externa suíça era demasiado pró-Palestina e pró-Iraniana.
Em resumo, nem Moscou nem Washington tinham restrições quanto a Genebra. E se o "espírito de Genebra" frequentemente citado no passado pudesse ser reavivado um pouco, todos ganhariam.
Visibilidade para a Suíça
Para a Suíça, desempenhar o papel de anfitriã aumenta sua relevância diplomática. Ela quer ser uma pacificadora não só nos bastidores, mas também ser visível. Muitas conferências importantes ainda estão acontecendo em Genebra, com negociações sobre a Síria, Iêmen, Líbia e recentemente Chipre sendo realizadas na sede da ONU. No entanto, estas negociações têm tido sucesso e visibilidade limitados, e as reuniões realmente grandes têm acontecido com frequência em outros lugares.
Nas últimas décadas, as cúpulas Rússia-EUA ocorreram em Reykjavik, Washington, Moscou, Vancouver, Helsinki (duas vezes), Liubliana, Bratislava e Praga, mas não em Genebra por uns bons 35 anos. O avanço do acordo nuclear com o Irã ocorreu em Viena em 2015. Donald Trump encontrou Kim Jong-un em Singapura.
Longa expectativa
Há muito tempo Genebra esperava uma reunião de alto nível. O governo trabalhava nesse sentido. Isto agora foi conseguido mais uma vez, reforçando o papel de Genebra como um centro diplomático. Isto é importante porque a concorrência é acirrada.
Tais cúpulas geralmente oferecem uma oportunidade para encontros diretos com os participantes. Guy Parmelin, que detém a presidência rotativa da Suíça este ano, deve, portanto, ter a oportunidade de apresentar os interesses e preocupações suíços. Poder falar diretamente com Biden e Putin não é uma ocorrência diária para um país pequeno como a Suíça.
Adaptação: DvSperling
Fredy Gsteiger
Gsteiger é correspondente e chefe-adjunto da rádio pública SRF. Antes chefiou a editoria internacional do jornal "St. Galler Tagblatt". Foi correspondente no Oriente Médio e em Paris para o semanário "Die Zeit" e editor-chefe do semanário suíço "Weltwoche".End of insertion
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