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Estudo da ONU publicado em Viena denuncia aumento no consumo de drogas na Europa - principalmente da cocaína que barateou. Denuncia também a banalização da canábis (planta de que vêm a maconha e o haxixe), tendência observada na Suíça.
O consumo de drogas aumentou na Europa, a oferta de derivados da canábis progressa a par com a tolerância em relação a drogas leves. A denúncia é feita em estudo anual da ONU, publicado nesta quarta-feira, pela Junta Internacional de Controle de Entorpecentes, com sede em Viena, capital austríaca; junta que apela os governos a intensificarem a luta no sentido de reverter essas tendências.
Em relação à Europa, o estudo cita o caso da Grã-Bretanha, onde 25 por cento dos adolescentes de 13 anos disseram ter experimentado droga pelo menos uma vez, geralmente maconha ou haxixe.
Menciona ainda a estabilização do "abuso de ecstasy" na Europa, realçando o aumento do consumo de anfetaminas e principalmente de drogas duras como a cocaína, frequentemente confiscada.
Avalia também a situação em outros continentes, denunciando por ex., a produção de ópio no Afeganistão, o trabalho efetuado pelo Irã no confisco desse tipo de produto, os esforços da Bolívia em erradicar as "culturas ilícitas", o financiamento de guerras africanas pela droga (Angola), a necessidade de combater lavagem de dinheiro procedente do setor e o abuso de anfetaminas no BRASIL.
O estudo da ONU aponta ainda um dedo acusador contra a tendência de banalização de drogas leves, como ocorre na SUICA. Em Genebra realiza-se uma experiência de um ano de venda e consumo livre de haxixe e maconha. E boa parte da população suíça seria por uma liberalização de drogas leves, no sentido de descriminalizar o tráfico e evitar a violência. Debate-se igualmente a liberalização de drogas duras. (gb)