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As mídias públicas têm uma longa história na Suíça. Além do rádio e televisão, hoje também estão presentes na internet. Porém o maior desafio é se adaptar às novas tecnologias e atrair as novas gerações.
A programação dos canais de televisão, rádio e internet da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSRLink externo) é muito diversa. O braço internacional da empresa, a plataforma de informações swissinfo.ch, oferece não apenas conteúdo em três dos quatro idiomas nacionais (alemão, francês, italiano e reto-romano), mas também em sete línguas (inglês, português, espanhol, árabe, russo, japonês e chinês).
A concorrência acirrada entre os diferentes canais de informação faz com que hoje a disputa pela atenção do público ocorra também em plataformas de mídias sociais ou de vídeo como o YouTube. Conquistar a atenção dos jovens é difícil, especialmente depois que o acesso à informação se fragmentou em diversos novos canais, dentre eles Netflix.
Na Suíça, cada lar paga uma taxa de consumo da mídia pública de 365 francos ao ano. Os recursos recolhidos servem para financiar os canais de rádio, televisão e internet da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR). Se antes o sistema era apoiado consensualmente, hoje já existem vozes críticas. Em 2018, um grupo de ativistas lançou uma iniciativa popular (projeto de mudança constitucional levado à plebiscito). A proposta era de perguntar ao eleitor: essa taxa deve ser abolida? No final, a maioria decidiu pela sua manutenção e a SRG SSR respirou aliviada.
Um ano depois do plebiscito, especialistas de toda a Europa encontram-se em 4 de março em Berna para participar de uma conferência internacional sobre as mídias públicas. O tema central é o questionamento de como esse sistema pode sobreviver frente às grandes mudanças vividas nos últimos anos, tanto do ponto de vista político como tecnológico.