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O Arcebispo sul-africano Njongonkulu Ndungane está na Suíça para pedir a anulação da dívida contraída pelo regime de apartheid. Os bancos suíços e alemães financiaram o regime branco e Monsenhor Ndungane quer que o dinheiro sirva para indenizar vítimas.
O sucessor de Desmond Tutu na chefia da Igreja Anglicada da África do sul também é um defensor dos pobres. Aos 59 anos, ele dirige a campanha "Jubileu 2000" pela anulação da dívida externa sul-africana da época do regime "apartheid".
Por essa razão, ele está em Berna por três dias e terá uma série de encontros inclusive com o ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, vários parlamentares, Ongs e Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. Várias Ongs e Igrejas suíças apóiam a campanha pela anulação da dívida do regime branco.
A partir de 1985, na pior época da repressão, os bancos suíços e alemães foram os principais credores do regime sul-africano. Depois que vários países ocidentais, como França e Estados Unidos, aderiram ao boicote internacional, os investimentos suíços no setor público sul-africano continuaram crescendo até 1993, pouco antes da chegada do ANC e de Nelson Mandela ao poder.
Os empréstimos estrangeiros à África do sul, nessa época, são de aproxidamente 14 bilhões de dólares, segundo estimativa do movimento "Jubilieu 2000". Monsenhor Ndungane pretende que essa soma sirva para criar um fundo em favor das vítimas do "apartheid" que incluiria outros países vizinhos da África Austral, desestabilizados pela África do sul.
swuissinfo com agências.