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O líder opositor Juan Guaidó denunciou nesta terça-feira (25) a detenção de cinco militares e de dois policiais venezuelanos - incluindo um general - por parte de agentes de Inteligência, e disse que não se sabe seus paradeiros.
"Hoje para nós é um dever denunciar o desaparecimento forçado" de um general, dois coronéis, um capitão de corveta e um tenente das Forças Armadas, apontou o chefe do Parlamento, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países.
Durante um debate legislativo em que denunciou a "perseguição" contra os militares descontentes com o governo de Nicolás Maduro, Guaidó também se referiu ao "desaparecimento" de dois comissários da polícia científica (CICPC), conhecido no final de semana.
Os militares foram presos na última sexta-feira depois de participar em uma reunião, disseram deputados que apontam como captores agentes da contra-inteligência castrense, embora familiares apontem o serviço de inteligência.
Guaidó não detalhou as razões das prisões, embora tenha indicado que esses casos demonstram que "restam funcionários dispostos a se colocar-se à margem da Constituição" e não de Maduro, a quem chama de "usurpador" do poder.
Os congressistas que interviram no debate criticaram que as apreensões aconteceram em meio da visita da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que pediu a libertação de opositores presos antes de partir na sexta-feira.
O opositor, que tenta romper o apoio militar ao governo desde que se autoproclamou presidente interino há cinco meses, convocou mais de uma vez às Forças Armadas a romper com Maduro.
A comissão de Defesa do Parlamento - único poder nas mãos da oposição - informou que 198 militares estão presos por traição à pátria e conspiração, entre outras acusações. Nesse grupo estão incluídos os cinco oficiais presos na sexta-feira.
Após a sessão desta terça-feira, foram registrados incidentes nos arredores do palácio legislativo, no centro de Caracas, onde partidários chavistas insultaram Guaidó em sua saída, e depois quebraram o vidro do veículo de um parlamentar.
Segundo a ONG Foro Penal, na Venezuela há 688 "presos políticos", embora Maduro não os considere como tal.