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A secretaria-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), presidida por Luis Almagro, condenou nesta quarta-feira (27) a "detenção ilegal" por parte da Venezuela de dois barcos pesqueiros registrados na Guiana e sua tripulação que, afirmou, estavam em águas guianenses.
"A Secretaria Geral exige que os cidadãos guianenses sejam liberados de forma rápida e segura às autoridades guianenses, assim como os dois barcos detidos", informou a organização em um comunicado, no qual tachou de "ditadura" o governo venezuelano de Nicolás Maduro.
A declaração enfatizou que a resolução da diferença territorial entre a Venezuela e a Guiana corresponde ao campo do direito internacional "e que não pode ser solucionado mediante ações unilaterais".
"Qualquer tentativa de descarrilar este processo legal internacional, como o decreto emitido pelo regime de Maduro, é contrário ao direito e os padrões internacionais, e não tem suporte legal, nem significado jurídico", afirmou.
O gabinete de Almagro emitiu esta declaração quando o Conselho Permanente da OEA, que reúne os 34 membros ativos do bloco, iniciava uma sessão ordinária virtual na qual, a pedido da delegação guianense, tratará dos "acontecimentos relacionados na controvérsia entre a Guiana e a Venezuela".