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UE insiste que não há condições para uma missão eleitoral na Venezuela
A missão diplomática enviada pela União Europeia à Venezuela na semana passada dialogou com todas as partes, mas os responsáveis continuam convencidos de que não será possível enviar uma equipe de observação eleitoral a tempo das eleições marcadas para 6 de dezembro, informou uma nota oficial nesta quarta-feira (30).
No comunicado, o Serviço Europeu para a Ação Externa destacou que "sem o adiamento das eleições e uma melhoria das condições democráticas e eleitorais, a União Europeia não pode considerar o envio de uma missão de observação eleitoral".
Segundo a nota, os dois diplomatas enviados a Caracas se encontraram com o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, e vários outros representantes da oposição, assim como funcionários do governo e dirigentes da Conferência Episcopal, a sociedade civil e o setor privado.
O objetivo desses contatos foi avaliar a chance de os atores políticos chegarem a um acordo sobre as condições democráticas para a realização das eleições legislativas. Foi discutida a possibilidade de adiar a votação para abrir um espaço de diálogo e de mudança de condições.
Também houve conversas sobre "questões relacionadas a direitos humanos, presos políticos e liberdades fundamentais", acrescentou o comunicado, que deixa claro que a UE não mudou sua posição de que atualmente não há condições para um "processo eleitoral livre, justo e democrático".
Na tarde desta quarta-feira, uma fonte diplomática da UE em Bruxelas revelou a jornalistas que os membros da missão não estabeleceram um prazo para o governo venezuelano responder ao pedido de adiamento. Porém, se em um período de duas semanas não houver resposta, a omissão será encarada como um "não", explicou a fonte.