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Segundo as agências de notícias locais, o chefe angolano-suíço do fundo Quantum Global, baseado em Zug, foi detido sob suspeita de desvio de fundos nacionais.Este conteúdo foi publicado em 25. setembro 2018 - 16:06
Bastos foi citado nas revelações do "Paradise Papers" e até recentemente gerido o fundo soberano angolano. O seu patrão, José Filomeno dos Santos, ex-dirigente do fundo soberano angolano e filho do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, também foi preso. Santos havia sido demitido do cargo em janeiro passado pelo novo presidente de Angola, João Lourenço.
O procurador-geral de Angola, Álvaro Da Silva João, disse que os acusados foram colocados sob prisão preventiva na segunda-feira porque havia provas suficientes de que eles haviam se envolvido em atividades corruptas.
Cobrança de apropriação indébita
De acordo com o Ministério das Finanças angolano, dos Santos é suspeito de ter desenvolvido, enquanto administrava o Fundo Soberano de Angola, uma fraude que poderia ter permitido que ele e seus cúmplices desviassem até US$ 1,5 bilhão (CHF 1,4 bilhão).
O golpe fazia parte de um plano que permitiria que Angola se beneficiasse com US$ 35 bilhões em financiamentos, com uma falsa garantia do banco Credit Suisse, dizem os relatórios. A fraude foi descoberta por meio de uma transferência suspeita de US$ 500 milhões para a conta londrina do Credit Suisse, bloqueada pelas autoridades britânicas.
A Procuradoria-Geral da Suíça anunciou em maio que havia aberto uma investigação sobre lavagem de dinheiro vinculada a ativos mantidos pelo Banco Nacional de Angola e pelo fundo soberano angolano. Várias buscas foram solicitadas, inclusive nos escritórios de Bastos na Suíça.
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