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O Departamento de Estado dos Estados Unidos bloqueou, nesta segunda-feira (12), os vistos de 100 legisladores e funcionários do sistema judicial da Nicarágua e suas famílias, ao estimar que são cúmplices da campanha do governo de Daniel Ortega contra a oposição.
Segundo o Departamento, os que estão na lista "presumivelmente são responsáveis ou cúmplices de arruinar a democracia, incluindo aqueles com responsabilidade ou cumplicidade na repressão de protestos pacíficos ou no abuso dos direitos humanos".
O comunicado cita as prisões realizadas pelo governo de Ortega de 26 opositores políticos e ativistas da democracia.
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA disse que foi incluído na lista quem apoiou as novas leis "repressivas" usadas para restringir a liberdade de expressão, a dissidência e a participação no processo político.
Na semana passada, o governo da Nicarágua prendeu cinco pessoas, entre elas um candidato à presidência e líderes de um movimento camponês, por supostamente ameaçarem a "soberania" do país, apoiando-se em uma lei impulsionada por Ortega e aprovada pelo Parlamento em dezembro.
A decisão desta segunda-feira inclui a revogação dos vistos americanos de quem já os possuía.
"Os Estados Unidos continuarão usando as ferramentas diplomáticas e econômicas à nossa disposição para impulsionar a libertação dos presos políticos e apoiar os pedidos dos nicaraguenses para uma maior liberdade, responsabilidade e eleições livres e justas", disse o Departamento de Estado.