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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira (28) um ataque armado contra a maior refinaria do país caribenho, um dia depois que líderes da oposição alertaram para uma explosão, sem vítimas, em suas instalações.
A refinaria de Amuay, no estado de Falcón, noroeste do país, "foi atacada com uma arma poderosa, uma arma grande", disse Maduro no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante uma coletiva de imprensa com a mídia internacional. "Queriam causar uma explosão" e "derrubaram uma torre com aço de espessura superior a um tanque de guerra", acrescentou.
O presidente socialista disse que as autoridades estão investigando o caso, mas já culpou "grupos terroristas de Juan Guaidó", o parlamentar que lidera a oposição e é reconhecido como presidente da Venezuela por cinquenta governos.
"Maduro, como de costume, mente. O que destruiu Amuay e as refinarias foi a corrupção e o roubo", rebateu Guaidó no Twitter.
A Amuay pertence ao gigantesco complexo de refino de Paraguaná, um dos maiores do mundo, com capacidade para processar 955 mil barris por dia (bpd) de óleo cru e combustíveis, mas hoje enfraquecida pelo colapso da indústria petrolífera venezuelana.
A oferta de petróleo do país, que era de 3,2 milhões de barris diários há 12 anos, está abaixo de 400 mil, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Essa situação levou a uma aguda escassez de combustível, motivando o governo de Maduro a tentar reativar suas refinarias, com o apoio do Irã, que tem enviado gasolina e outros produtos.
O deputado opositor Luis Stefanelli, que denunciou uma explosão em Amuay na terça-feira, disse que a causa teria sido um possível "vazamento de ácido fluorídrico". Ele acusou a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) de "uma atitude irresponsável".
Especialistas e líderes da oposição associam a queda na produção da PDVSA à falta de investimento em infraestrutura, gestão negligente e corrupção multimilionária, mas Maduro afirma que o colapso se deve às sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos para tentar retirá-lo do poder.