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A líder opositora do Peru, Keiko Fujimori, anunciou que se vencer as eleições de 11 de abril, indultará seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que foi condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade sob seu governo.
"Depois do que vivemos, sou a favor de um indulto para meu pai e prefiro dizer isso abertamente, como disse abertamente quando fui contra e defendi uma saída legal. Sim, indultaria meu pai", disse Keiko Fujimori em entrevista ao programa Cuarto Poder.
Fujimori manifestou que se não for eleita, pedirá ao novo presidente que também indulte seu pai, de 82 anos.
"Confiava que a liberdade de meu pai chegaria através dos caminhos legais ou judiciais e do caminho constitucional, mas depois de tudo o que vimos e passamos, eu creio que o que meu pai viveu já é suficiente", comentou Keiko.
A líder do partido direitista Força Popular indicou que não teve um distanciamento familiar com seu pai, mas sim com o político, e que apesar das diferenças entre ambos, já se perdoaram. Ela disse também que agora conta com o conselho do ex-presidente e seu apoio político.
Alberto Fujimori foi indultado em 24 de dezembro de 2017 pelo ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski. O Poder Judiciário anulou esta medida em 3 de outubro de 2018, depois que a legalidade da mesma foi questionada.
Depois, o ex-presidente (1990-2000) foi levado para uma clínica em Lima por problemas de saúde. Ficou lá mais de 100 dias e em 23 de janeiro de 2019 recebeu alta e voltou a cumprir sua pena no Penal de Barbadillo.
A filha mais velha do ex-presidente, que está sendo investigada pelos escândalos da Odebrecht na cidade andina de Otuzco, ao norte de Lima, iniciou sua campanha eleitoral para as próximas eleições presidenciais e legislativas de 11 de abril.