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Depositária das Convenções de Genebra que regulamenta a sorte dos prisioneiros de guerra, a Suíça - como a União Européia e o CICV - defende o status de prisioneiros de guerra dos talebans e membros de Al-Qaeda, detidos na base naval americana de Guantánamo, em Cuba.
A recusa dos Estados Unidos de concederem o status de prisioneiros de guerra aos detentos que transferiram do Afeganistão a Guantánamo, associada à recente publicação de fotos revelando indícios de os mesmos prisioneiros foram humilhados, continuam a provocar emoção e reação.
Para poder julgá-los em tribunais militares de exceção, os Estados Unidos consideram os prisioneiros como "combatentes irregulares".
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha apelou no início da semana ao respeito da Terceira Convenção de Genebra, lembrando a proibição de expor os prisioneiros à curiosidade pública.
União Européia também reagiu
Na terça-feira a Suíça insistia em que os detentos na base norte-americana são de fato prisioneiros de guerra , devendo portanto serem protegidos segundo a mencionada convenção.
Para dar mais peso ao pedido, o governo convocou o embaixador dos Estados Unidos, Mercer Reynolds, para notificar oficialmente sua posição.
Posição idêntica foi tomada pela União Européia quanto ao status dos prisioneiros na base naval.
Em Cuba, estão reunidas no "Camp X-Ray" 158 pessoas capturadas no Afeganistão e 6 em Sarajevo. Segundo o exército norte-americano o número de detentos engaiolados em Guantánamo deve saltar para 320, ou mesmo a 1.000 .
swissinfo com agências.