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A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou para amanhã uma sessão extraordinária de seu Conselho Permanente sobre a Bolívia, país onde a questionada vantagem do presidente Evo Morales nas eleições gerou violentos protestos.
"A sessão é convocada a pedido das missões permanentes de Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Venezuela com o propósito de considerar 'A situação na Bolívia'", informou a OEA em um comunicado divulgado nesta terça (22).
A reunião do Conselho Permanente, que reúne os embaixadores dos 34 países-membros ativos da organização, será na sede da OEA em Washington, às 11h (13h em Brasília).
A cadeira da Venezuela é ocupada por um enviado do chefe parlamentar e líder opositor, Juan Guaidó, e não por um representante do governo Nicolás Maduro. A legitimidade do atual presidente não é reconhecida pelo Conselho Permanente da OEA.
Na Bolívia, Morales, que governa desde 2006, está prestes a ser reeleito em meio a intensos protestos da oposição, que denuncia uma fraude e foi às ruas protestar. Também recebe críticas de observadores internacionais, que questionam a ventagem repentina do presidente.
Ontem, a Missão de Observação Eleitoral da OEA na Bolívia pediu que se respeite a vontade da população.
"A Missão da OEA manifesta sua profunda preocupação e surpresa com a mudança drástica e difícil de justificar na tendência dos resultados preliminares conhecidos após o fechamento das urnas", segundo um comunicado.
No domingo à noite, com mais de 80% das urnas apuradas, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) anunciou que haveria um segundo turno, em 15 de dezembro, entre Morales e seu principal oponente, o ex-presidente Carlos Mesa. Passadas 24 horas, apresentou dados que, inexplicavelmente, modificavam este resultado, outorgando a Morales uma vitória em primeiro turno.
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