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O Museu de Belas Artes de Berna, a capital suíça, anunciou na quarta-feira (07.05) ter sido escolhida pelo colecionador alemão Cornelius Gurlitt, recém-falecido, como herdeiro de sua fabulosa coleção de obras de arte, das quais algumas teriam sido supostamente confiscadas de judeus durante o período do nazismo. O museu reconheceu que a herança, cujo valor chegaria a mais de um bilhão de francos, "abre uma série de questões espinhosas, especialmente de natureza jurídica e ética".
Inúmeras obras de arte foram adquiridas pelo pai do colecionador, Hildebrand Gurlitt, durante o período do nazismo. O ministro de Propaganda do III. Reich, Joseph Goebbels, havia confiado a ele a tarefa de vender no exterior as obras de arte qualificadas na época como "degeneradas" e que haviam sido confiscadas de colecionadores judeus perseguidos.
Hildebrand Gurlitt vendeu algumas dessas obras em lucro próprio, comprando ao mesmo tempo a preços reduzidos obras de pessoas que foram forçadas a fazê-lo.
Após o fim do nazismo, o comerciante declarou que sua coleção havia sido destruída pelo bombardeio de Dresden em fevereiro de 1945. Ele continua suas atividades até 1956, quando faleceu em um acidente automobilístico.
(Imagens: AFP/Staatsanwaltschaft Augsburg)