Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02542.jsonl.gz/20

O Facebook informou nesta quinta-feira (6) ter retirado nove campanhas enganosas on-line, já que empresas de marketing têm feito negócios com o uso de contas falsas para influenciar opiniões.
As campanhas se dirigiam a pessoas de Azerbaijão, República Centro-africana, México, Palestina, Peru e Ucrânia, segundo a gigante das redes sociais.
"Todas as organizações se dirigiam principal ou exclusivamente ao público de seus próprios países", disse o chefe de política de segurança do Facebook, Nathaniel Gleicher, durante coletiva de imprensa.
"A Ucrânia é um exemplo interessante; é uma das principais fontes de atividade coordenada de comportamento inautêntico", comentou.
O Facebook desmontou duas campanhas diferentes neste país que usavam contas falsas.
Uma delas foi descoberta a partir de uma investigação do FBI e estava vinculada a ucranianos sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por outra campanha para influir nas eleições presidenciais, segundo Gleicher.
"Enquanto alguém apontava às eleições nos Estados Unidos, esta campanha em separado estava funcionando na Ucrânia, promovendo conteúdo antirrusso", disse o chefe da equipe de Inteligência sobre ameaças globais do Facebook, Ben Nimmo.
Segundo ele, as operações ucranianas promoveram posições de vários políticos e partidos, o que indica que foram obra de empresas de publicidade ou de marketing contratadas.
"Pensam nestas operações como possíveis mercenários da influência, alugando apoio", disse Nimmo.
Enquanto o Facebook toma medidas contra as contas falsas, seus autores têm estado tentando a sorte nos serviços de mensagens instantâneas como WhatsApp e Telegram, disseram os executivos.
Segundo Gleicher, no último ano houve uma tendência constante de "atores de ameaças" que tentam chegar às pessoas diretamente nas plataformas de mensagens do Facebook e outras.
"Apesar desta mudança, continuam sendo pegos", disse.
Um total de 1.656 contas do Facebook e 141 de Instagram foram eliminadas em abril por infringir as normas sobre comportamento inautêntico coordenado, segundo a empresa sediada na Califórnia.