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Cerca de 3 mil apoiadores de um movimento de oposição que pede a renúncia imediata do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, acusaram o presidente neste domingo (21) em um "julgamento popular" que o considerou culpado por "traição à pátria" e "genocídio".
A manifestação e encenação aconteceram na esplanada do Monumento à Revolução, no centro da Cidade do México, e foi convocada pela chamada Frente Nacional Anti-AMLO (em referência às iniciais do presidente), também conhecida como FRENA.
Em um palco, o líder da frente, Gilberto Lozano, atuou como juiz, enquanto outros membros de sua organização atuaram como procuradores, expondo um total de 15 acusações, e os participantes da manifestação - com bandeiras mexicanas e cartazes que diziam "culpado" - foram o júri.
Outro simpatizante da FRENA atuou como "advogado de defesa" do presidente de esquerda e em seus discursos se dedicou a reler os compromissos que López Obrador assumiu em sua posse, recebendo vaias e assovios da plateia.
Lozano leu a “condenação de 178 anos de prisão” sob os aplausos de seus apoiadores. As acusações incluíam o "genocídio" de quase 200 mil mexicanos por sua gestão da pandemia e "traição à pátria" por ter ordenado a libertação de Ovidio Guzmán, filho do narcotraficante preso Joaquín "El Chapo" Guzmán.
Há quase um ano, a FRENA promove vários protestos, desde passeatas até vigílias em frente ao palácio presidencial, e tem conseguido chamar a atenção de López Obrador, que os mencionou várias vezes em suas habituais coletivas matinais.
Apesar dessas manifestações e com quase três anos de mandato, López Obrador continua a ser um presidente popular, com 63% de aprovação segundo a mais recente pesquisa da firma local Oraculus.