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Por Kate Abnett
BRUXELAS (Reuters) - A cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) deste ano em Glasgow, na Escócia, precisa iniciar uma década de ação para abordar a crise climática, afirmou o enviado especial do clima dos Estados Unidos, John Kerry, nesta terça-feira, durante uma visita à sede da União Europeia em Bruxelas.
Após quatro anos turbulentos sob o ex-presidente Donald Trump, a viagem de Kerry marca um novo início nas relações transatlânticas - nas quais Kerry e o responsável pelo clima da UE, Frans Timmermans, esperam reformular as iniciativas globais para combater as mudanças climáticas.
"Agora é o momento. Glasgow é a última grande oportunidade que temos e a melhor esperança de que o mundo irá se unir e desenvolver em cima do acordo de Paris", disse Kerry em referência ao pacto de 2015 sobre mudanças climáticas.
"Os cientistas nos dizem que essa década, de 2020 a 2030, precisa ser a década da ação", acrescentou o ex-secretário de Estado dos EUA.
Sob o acordo, quase 200 países se comprometeram a suspender o aumento das temperaturas globais para níveis que possam evitar os piores impactos das mudanças climáticas.
Entretanto, a maioria dos grandes emissores não está cumprindo as metas.
Na terça-feira, Kerry e Timmermans discutiram como os Estados Unidos e a UE - respectivamente o segundo e o terceiro maiores emissores de gases do efeito estufa - poderão convencer outros grandes poluentes a adotarem promessas mais duras para reduzir emissões a tempo para a cúpula da ONU em novembro.
Na semana passada a China anunciou um plano de cinco anos que segundo analistas pode resultar no aumento de emissões. Índia, Japão, Rússia e Brasil estão todos sob pressão para se comprometerem a cortes mais rápidos de emissões.
(Reportagem de Kate Abnett, reportagem adicional de Valerie Volcovici)