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Por Arshad Mohammed e Warren Strobel
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos decidiram negar 95,7 milhões de dólares em auxílio ao Egito e adiar mais 195 milhões de dólares por conta do fracasso do país no progresso em torno do respeito aos direitos humanos e a normas democráticas, disseram nesta terça-feira duas fontes familiares à questão.
A decisão reflete um desejo norte-americano de continuar cooperação na área de segurança, assim como frustração com a posição do Cairo sobre liberdades civis, particularmente uma lei que regula organizações não governamentais e é amplamente vista como parte de uma crescente repressão sobre dissidentes, disseram as fontes, que falaram em condição de anonimato.
Autoridades norte-americanas ficaram especialmente descontentes que o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, permitiu em maio que a lei de ONGs entrasse em vigor. Grupos de direitos humanos e ativistas disseram que a lei restringe efetivamente seus trabalhos e dificulta que instituições de caridade operem.
Autoridades egípcias haviam garantido anteriormente para autoridades norte-americanas que a lei, que restringe atividades de ONGs para trabalhos sociais e de desenvolvimento e introduz penas de prisão de até cinco anos em caso de descumprimento, não iria avançar, disseram as fontes.
Porta-vozes da Casa Branca e do Departamento de Estado não estavam imediatamente disponíveis para comentários.
O Egito é um importante parceiro dos EUA no Oriente Médio devido ao seu controle do Canal de Suez e sua fronteira com Israel.
Reuters