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Em apenas uma colher de sopa de azeite, encontramos uma rica composição de nutrientes, principalmente: gorduras poliinsaturadas, monoinsaturadas saudáveis, vitamina E, vitamina K e compostos fenólicos.
Talvez pareçam termos bastante complexos, mas fique com esta informação: o azeite contém gorduras saudáveis e alguns compostos que têm efeitos positivos para a saúde.
A quantidade destes compostos depende da forma de extracção e o sabor do azeite varia de acordo com o tipo e o grau de maturação das azeitonas. Por exemplo: as azeitonas verdes produzem, geralmente, um óleo mais amargo e as azeitonas demasiado maduras podem produzir um óleo com um sabor mais rançoso.
Como é extraído o azeite?
O processo altera o teor de nutrientes e também o tipo de azeite que é originado. Por exemplo, a variedade virgem é produzido de forma diferente da variedade virgem extra. No entanto, podemos resumir o processo em 3 fases simplificadas:
As azeitonas são moídas para formar uma pasta que é uma mistura de polpa, pele e líquidos.
A pasta é pressionada para extrair o óleo, separando assim os sólidos do líquido.
Para separar completamente o óleo, ele é centrifugado ou decantado por gravidade usando o método tradicional.
A partir daqui, o óleo pode ser engarrafado (azeite virgem extra), decantado (azeite virgem) ou refinado (azeite normal). E quais são as diferenças entre eles?
Diferença entre azeite normal e azeite virgem
Pense no seguinte: o azeite é como um suco de frutas: quanto menos processos químicos, mais puros serão e mais nutrientes terá.
O virgem extra é produzido por prensagem a frio e não utiliza produtos químicos para refinar.
O virgem vem de uma segunda prensagem após a criação do virgem extra, ainda considerada de boa qualidade.
Refinado significa que foi processado quimicamente a altas temperaturas e, portanto, a sua composição nutricional é alterada.
Como escolher o melhor azeite?
Depende do uso que lhe quiser dar! Se pretende utilizá-lo para temperar saladas ou legumes, as variedades virgem ou extra virgem serão uma boa opção.
Se pretende utilizá-lo para fritar alimentos, as variedades virgem ou extra virgem continuam a ser as melhores opções, ao contrário do que muita gente pensa, já que eles preservam a sua integridade a altas temperaturas. O problema é que estas duas versões são mais caras e, por isso, a maioria das pessoas opta pelo refinado para fritar alimentos.
Mesmo que utilize a variedade refinada para fritar alimentos, fique a saber que ele é melhor para este tipo de prática do que outro qualquer óleo (de girassol, por exemplo).
Tenha em atenção, no entanto, que não deve utilizar o mesmo azeite demasiadas vezes nem sequer adicionar novo ao que já utilizou para fritar alimentos.
Para ter certeza que vai comprar azeite “virgem extra” de qualidade, tenha em atenção estes 3 detalhes:
A região em que foi produzido e o tipo de azeitona. Quanto mais informações os produtores mostrarem na garrafa, maior a probabilidade de a alegação de “extra virgem” ser legítima.
A data da colheita. Se estiver referida na garrafa, escolha o azeite produzido há menos tempo (mais recente).
Geralmente, o óleo extra-virgem é embalado em garrafas mais escuras ou metálicas porque a luz pode alterar a sua composição e sabor. Por isso, suspeite sempre quando a garrafa é de plástico e/ou transparente.
Existem alternativas saudáveis ao azeite?
Grande parte das pessoas pensa que, desde que um óleo seja de origem vegetal, a probabilidade de ele ser saudável é maior. Nada mais errado! Mais de 70% dos óleos vegetais possui uma grande quantidade de gorduras saturadas que podem ser prejudiciais à saúde.
A verdade é que cada óleo possui qualidades diferentes, dependendo da sua origem e do processo a que foi submetido pela indústria. Enquanto alguns mantêm as suas propriedades, outros sofreram alterações que podem afectar a saúde, etc…
Por esse motivo, o ideal é escolher fontes de ácidos gordos monoinsaturados e poliinsaturados, que proporcionem alguns benefícios ao organismo e tenham menor impacto negativo.
A maneira de reconhecê-los é bastante simples: basta ler as suas informações nutricionais para determinar a quantidade de gorduras nocivas que eles têm ou se fornecem algum dos ácidos gordos recomendados para a dieta.
Existem outros tipos de óleos que podem ser úteis para cozinhar. As opções mais destacadas são: Coco, Linho, Girassol, Sésamo, Abacate, Amendoim, Canola ou colza.