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Soldados amotinados patrulham rua em Abidjan, em 15 de maio de 2017(afp_tickers)
Depois de quatro dias de confrontos na Costa do Marfim, soldados amotinados que reivindicavam o pagamento de bonificações puseram fim ao movimento, nesta terça-feira (16|), após um acordo com o governo.
Uma fonte oficial informou que hoje chegou a três o número de óbitos, após a morte de um jovem que havia sido baleado por esses soldados e ficou em estado grave.
"Encontramos terreno para o entendimento. Voltaremos ao quartel. Acabou", declarou à AFP o sargento Cissé Fuseni, um dos porta-vozes dos amotinados, em Buaké (centro), epicentro do movimento.
O ministro da Defesa, Alain-Richard Donwahi, confirmou nesta terça que a situação voltava à normalidade e acrescentou que "os bancos reabriram, os funcionários podem ir para o trabalho, e as empresas privadas podem funcionar".
Os termos do acordo não foram divulgados, mas uma fonte ligada aos amotinados disse que a categoria ficou satisfeita.
Esses soldados fazem parte de um contingente de 8.400 ex-rebeldes que apoiaram o presidente Alasan Uattara durante a crise de 2010-2011 contra o ex-presidente Laurent Gbagbo. Este último se negava a reconhecer sua derrota eleitoral. Como recompensa, os rebeldes foram integrados ao Exército.
Em janeiro passado, esse efetivo exigiu prêmios individuais de 12 milhões de francos CFA (18.000 euros), quantias vultosas para o país africano. No mesmo mês, receberam cinco milhões (7.500 euros), e o governo lhes prometeu que pagaria os sete milhões restantes em várias parcelas a partir de maio.
AFP