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A multinacional suíço-sueca teve de aumentar as reservas para indenizar pessoas que estiveram com contato com produtos de uma de suas filiais. A direção do grupo adverte que haverá prejuizo no balanço do ano passado.
Aumentam as queixas contra a ABB na justiça americana. Elas passaram de 39 mil, em 2000, para 55 mil, em 2001. As reservas para indenizações também tiveram de aumentar e são atualmente de US 470 milhões.
Amianto em filial
Em comunicado oficial, o presidente da ABB, Jörgen Centermann, avertiu que, devido essas reservas, a empresa espera um resultado negativo no balanço 2001, a ser divulgado dentro de 15 dias.
As ações da ABB, que já vinham caindo desde o início do ano, perderam 9% na abertura da bolsa de Zurique.
Os problemas da ABB com o amianto provém de filial Combustion Engineering, nos Estados Unidos, que a ABB comprou em 1990 e vendeu em 1999 para a Alston. Essa empresa fabricava caldeiras e utilisava amianto material que continha amianto nas intalações.
Queixas aumentam
Soube-se depois que o amianto é potencialmente cancerígeno mas os sintomas podem levar 20 anos para aparecer. Para as leis americanas, no entanto, não é preciso ter sintomas da doença para as pessoas que se sentiram lesadas entrarem com processo de indenização na Justiça.
Os processos na Justiça não são somente contra a ABB mas também dezenas de outras empresas. Em 2000, a ABB indenizou 34 mil pessoas que receberam, em média, US 4.383 cada uma. Em 2001 foram solucionadas 34 mil queijas, com média de US 6.069. Cerca de 20 mil queixas ainda estão pendentes desde o ano passado.
swissinfo com agências