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A seção suíça de Anistia Internacional enviou carta à ministra da Justiça, Ruth Metzler, solicitando que os ruandeses que se refugiaram na Suíça por ocasião do genocídio em 1994 não sejam repatriados contra a vontade. Não haveria garantias no país...
A segurança dos ruandeses que regressam a Ruanda não está garantida afirma estudo de braço suíço de Anistia Internacional. Por isso mesmo solicita à ministra da Justiça e Polícia Ruth Metzler que nenhum dos 160 ruandeses refugiados na Suíça seja repatriado contra a própria vontade.
Segundo Anistia, seis anos depois do escandaloso genocídio ocorrido em Ruanda, há 126 mil pessoas presas em condições inumanas no país. E os que regressam do exílio são frequentemente suspeitos de participação na tragédia, podendo ser presos arbitrariamente.
A organização humanitária afirma também receber "regularmente relatórios denunciando arbitrariedades cometidas por tropas ruandesas".
Em 7 de fevereiro, a Divisão Federal Suíça de Estrangeiros decidira suspender a "admissão provisória" de ruandeses estimando estarem reunidas as condições de repatriação que começaria dentro de dois meses.
Não seria o caso, segundo Anistia Internacional.
Recorde-se que no genocídio em Ruanda em 1994 foram massacradas entre 500 mil e 800 mil pessoas.
swissinfo com agêncis.