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Por Colleen Jenkins e Gene Cherry
(Reuters) - A tempestade tropical Arthur ameaça atrapalhar parte dos planos para o feriado de 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos, na costa leste do país. Autoridades de vários Estados da região interditaram praias e locais turísticos e adiaram exibições de fogos de artifício antes de chuvas fortes e ventos intensos.
A primeira tempestade batizada da temporada de furacões no Oceano Atlântico está perto de atingir a força de um furacão, disseram meteorologistas nesta quarta-feira, causando temores de impactos financeiros nos negócios.
Autoridades locais previram que a tempestade terá pouco impacto nos gastos dos turistas. Dave Dawson, dono do Motel Cape Hatteras, nas Ilhas Hatteras, na Carolina do Norte, que está na rota da tempestade, disse não ter tido cancelamentos, apesar das previsões de um feriado ensopado.
"A maioria das ligações que tenho recebido é só para ter certeza de que podem vir”, afirmou Dawson. “E, claro, a esta altura você nem sabe o que dizer”.
Um alerta de furacão está em vigor ao longo da costa da Carolina do Norte, e parte do litoral da Carolina do Sul está em alerta de tempestade tropical, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).
O Arthur deve se tornar um furacão na noite desta quarta-feira ou na quinta-feira, passando bem ao longo da costa nordeste da Flórida, disse o NHC. Uma tempestade tropical se torna um furacão quando ventos sustentados alcançam 119 quilômetros por hora.
A tempestade se manteve sobre o mar com ventos sustentados máximos de 113 quilômetros por hora nesta quarta-feira, cerca de 355 quilômetros a sul-sudeste de Charleston, na Carolina do Norte, afirmaram meteorologistas sediados em Miami.
O Arthur pode produzir ventos de 135 quilômetros por hora, equivalentes aos da Categoria 1 de furacões, quando suas bordas encostarem nas Carolinas na quinta-feira e na sexta-feira antes de enfraquecer, segundo as previsões.
A tempestade pode gerar correntes de retorno (refluxos de água da costa para o mar) perigosas ao longo da costa de vários Estados do sul, alertaram meteorologistas, despejando até cinco centímetros de chuva nas Carolinas e causando alagamentos devido ao recrudescimento da tempestade.
(Por Colleen Jenkins, em Winston-Salem, e de Gene Cherry, em Raleigh; com reportagem adicional de David Adams, em Miami;, de Harriet McLeod, em Charleston; e de Scott Malone, em Boston)