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O presidente do Equador, Guillermo Lasso, pediu nesta segunda-feira (31) aos empresários de seu país que doem vacinas contra a covid-19 para ajudar no avanço de seu plano de imunizar nove milhões de equatorianos em cem dias.
“O governo fará todo o esforço necessário, mas também precisamos da ajuda do setor privado equatoriano com a doação de vacinas para vacinar o máximo de equatorianos no menor tempo possível”, disse Lasso durante a apresentação de seu programa de imunização.
O presidente, que assumiu o cargo há uma semana, acrescentou que o plano "é conveniente para o setor privado equatoriano porque implica uma reativação econômica acelerada".
O Equador, com 17,5 milhões de habitantes, registra mais de 426 mil infectados pelo novo coronavírus e 20.572 mortes entre confirmadas e prováveis.
Lasso, um ex-banqueiro de 65 anos, afirmou que irá coordenar "os mecanismos que permitam uma negociação do setor privado" com os fabricantes de vacinas.
“Doem vacinas para fazer parte deste grande esforço nacional para vacinar o maior número possível de equatorianos. Doem vacinas sem condições”, apelou o presidente.
O governo anterior de Lenín Moreno não permitia importações para empresas privadas, nem governos locais e foi duramente questionado pela demora no processo de imunização.
Ao deixar o cargo, o ex-presidente havia fechado a compra de 20 milhões de doses com a aliança americana-alemã Pfizer-BionNTech, a chinesa Sinovac, a sueco-britânica AstraZeneca e a iniciativa Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Lasso comentou que seu governo está negociando a compra de vacinas com a China, a Rússia e os Estados Unidos. Além disso, pediu à ONU que agilize a entrega das doses ao Equador.
“O programa da Covax está um pouco lento, gostaríamos que fosse um pouco mais acelerado. A quantidade de vacinas que estamos recebendo é muito pequena”, disse o presidente.
Em abril, houve um novo recorde mensal de infecções no Equador, com 53.107 casos, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins, que em maio registrou cerca de 45 mil casos.