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O tráfico de drogas para os Estados Unidos através da América Central manteve seu ritmo apesar da pandemia de covid-19, alertaram as autoridades panamenhas nesta segunda-feira (23), após apresentarem 1,7 tonelada de cocaína apreendida no Caribe do país centro-americano.
"Este ano estamos culminando, talvez, com a mesma ou um pouco maior quantidade de drogas apreendidas nos anos anteriores", disse o promotor antidrogas Javier Caraballo em entrevista coletiva.
Durante as primeiras semanas da pandemia "houve uma queda nas apreensões", mas depois de um mês e meio os traficantes se adaptaram "rapidamente" à situação e "o fluxo recomeçou".
Segundo Caraballo, até o momento este ano o Panamá apreendeu mais de 50 toneladas de diferentes drogas, especialmente cocaína com destino para os Estados Unidos.
O diretor de operações do Serviço Nacional Aeronaval (Senan), Edson Castillo, disse que só esta instituição policial apreendeu 44 toneladas de drogas neste ano, principalmente no Caribe, e 53 toneladas no ano anterior.
Em 2019, o Panamá bateu seu recorde de apreensões, com quase 91 toneladas, principalmente cocaína. Esse número supera a marca anterior de 85 toneladas, em 2017.
Caraballo também destacou que em 2020 mais de 1.300 pessoas foram presas por supostas ligações com o tráfico de drogas, a maioria delas panamenhos e colombianos.
Caraballo considera que durante a pandemia, grupos criminosos nos países produtores armazenavam "grandes quantidades" de drogas que agora precisam ser exportadas rapidamente e em grandes quantidades para os países consumidores.
As declarações foram dadas nesta segunda-feira durante a apresentação de uma recente apreensão de drogas, na qual a polícia panamenha apreendeu 1.713 pacotes de cocaína, de aproximadamente um quilo cada, após uma perseguição a uma lancha no Caribe panamenho.
Segundo as autoridades, na operação, da qual também participaram reforços aéreos dos Estados Unidos e da Colômbia, foram presos os quatro tripulantes do barco: dois costarriquenhos, um deles menor, um nicaraguense e um colombiano.
O Panamá se tornou a porta de entrada do corredor centro-americano que os traficantes usam para transportar drogas da América do Sul, principalmente da Colômbia para os Estados Unidos, o maior consumidor mundial.
Com a ajuda dos Estados Unidos, Colômbia e Costa Rica, as autoridades desses países procuram combater o tráfico de drogas na região.