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Tanques iraquianos durante o avanço até a cidade de Hawija em 20 de setembro(afp_tickers)
As forças governamentais iraquianas superaram, nesta quarta-feira (4), uma nova etapa de sua batalha contra os extremistas ao entrar na cidade de Hawija, último reduto do grupo Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque.
A operação para expulsar os extremistas do EI de uma das duas regiões do Iraque onde o grupo ainda está presente começou há 13 dias. No período, as tropas governamentais assumiram o controle de quatro cidades e de dezenas de vilarejos.
A cidade a 230 quilômetros de Bagdá é uma das últimas ainda sob controle do EI no Iraque. Nos últimos meses, os extremistas do EI foram expulsos da maioria dos territórios que conquistaram em 2014.
"Tomamos os bairros de Al Nidaa e Al Askari, no oeste da cidade", declarou em um comunicado o general Raed Jawdat, chefe da Polícia Federal.
Essa cidade sunita com mais de 70 mil habitantes ganhou o apelido, pela aguerrida resistência às tropas americanas, de "o Kandahar do Iraque", em referência ao bastião dos talibãs no Afeganistão.
Segundo o general Jawdat, unidades de elite, brigadas motorizadas e franco-atiradores da Polícia entraram na cidade pela zona noroeste, ao lado de combatentes das Unidades de Mobilização Popular (UMP).
"O objetivo era tomar sete bairros de Hawija e 12 alvos vitais", disse Jawdat, sem revelar mais detalhes.
Segundo as UMP, "o EI se retirou dos arredores de Hawija para o centro porque suas linhas de defesa foram quebradas".
As UMP indicaram que seus homens estavam retirando as minas das estradas para facilitar o avanço das forças governamentais até o centro da cidade.
Líder das operações na região, o general Abdel Amir Yarallah indicou que a ação também tinha por objetivo liberar a cidade vizinha a Riade.
Fontes de segurança indicaram, mais tarde, que as forças iraquianas também entraram em Riade e cercaram Hawija.
As UMP afirmam ter evacuado povoados próximos de famílias que conseguiram fugir do EI, que queria usá-las como escudos humanos.
Cerca de 12.500 pessoas fugiram de Hawija desde o início da ofensiva das tropas iraquianas, de acordo com a ONU.
- Fuga de civis -
No sul de Hawija, as forças pró-governamentais expulsaram os extremistas do EI da rodovia que une Kikuk a Tikrit, em suas mãos há três anos, indicaram fontes de segurança.
Um coronel do exército afirmou, nesta quarta, que não havia mais "presença do EI na província de Saladino", da qual Tikrit é a capital, após a reconquista, na véspera, "da central elétrica de Harayat e da ponte Al Fatha, ao leste de Baiji".
O EI se viu obrigado a abandonar a maior parte do território que conquistou no Iraque e na Síria durante uma ofensiva a partir de 2014, quando declarou um "califado" transfronteiriço.
Hawija caiu nas mãos do EI em junho de 2014, ao mesmo tempo que Mossul, segunda maior cidade do Iraque, que foi reconquistada em julho pelas forças iraquianas com apoio aéreo da coalização internacional liderada pelos Estados Unidos.
Além de Hawija, o EI ainda controla duas cidades na pronvínvia ocidental de Al Anbar - Rawa e Al Qaim, fronteiriça com a província síria de Deir Ezzor. Em 19 de setembro, as forças iraquianas lançaram uma ofensiva para reconquistá-las.
Na Síria, com o apoio de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança curdo-árabe, reconquistaram 90% de Raqa, a "capital" síria do EI, que está perto da queda.
O grupo extremista também foi totalmente expulso, nesta quarta, da província de Hama (oeste) pelo exército sírio e seus aliados, após um mês de combates.
AFP