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Polêmica entre vítimas do holocausto
As famílias das vítimas do nazismo que tinham contas em bancos suíços ainda não receberam indenizações dois anos depois dos bancos terem assinado um acordo US 1,25 bilhões. Na primeira audiência, em Nova York, houve polêmica sobre a divisão do dinheiro.
Familiares de membros da comunidade judaica de perseguições durante a Segunda Guerra Mundial participaram de uma primeira audiência para a repartição das indenizações depositadas por bancos e seguradoras suíças. Todo o processo é dirigido pelo juiz Edward Korman, de Nova York.
Havia aproximadamente 26 mil contas inativas nos dois maiores bancos suíços (UBS e CS), que assinaram um acordo de indenização dois anos atrás, no valor de US 1,25 bilhões de dólares. Um grupo de seguradoras pagou outros US 50 milhões.
O juiz Korman havia designado o mediador Judah Gribetz para elaborar um plano de repartição, plano que provocou divergências na primeira audiência, segunda-feira, em Nova York. A segunda audiência está marcada para 7 de dezembro. Muitos criticaram a soma a ser distribuida (US 800 milhões) quando o total ultrapassava US 1,25 bilhões.
Também houve elogios ao plano que prevê que os titulares ainda vivos ou herdeiros dessas contas receberão 800 milhões de dólares. As somas depositadas na época foram atualizadas mas as indenizações serão praticamente simbólicas.
As pessoas que foram obrigadas a realizar trabalhos forçados receberão entre 500 e mil dólares. As que pediram asilo político na Suíça e foram recusadas vão receber 2.500 dólares. Os refugiados que se consideraram maltratados em território suíço terão direito a 500 dólares. Resta saber se o plano também será aceito na segunda audiência, em Nova York, dia 7 de dezembro.
Roberto Antonini, Nova York
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