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(Julho) O líder norte-coreano, Kim Jong-Un (2d), inspeciona o teste de um míssil balístico intercontinental, em local não divulgado(afp_tickers)
As forças armadas de Estados Unidos e Coreia do Sul realizam exercícios militares utilizando mísseis terra-terra em resposta ao teste de um míssil intercontinental por parte da Coreia do Norte, informou um funcionário americano da defesa nesta sexta-feira.
"Estamos realizando exercícios em resposta ao lançamento de míssil da Coreia do Norte", informou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
As manobras conjuntas ocorrem após membros do departamento de Defesa informarem que Estados Unidos e Coreia do Sul analisam "opções de resposta militar" contra os norte-coreanos.
As manobras utilizam o sistema de mísseis terra-terra ATACMS (Army Tactical Missile System) e mísseis sul-coreanos Hyunmoo II.
Outro oficial que pediu para não ser identificado disse à AFP que é realizado "um exercício com munição real em resposta ao lançamento de mísseis por parte da Coreia do Norte".
Segundo o Exército, "o ATACMS pode ser mobilizado rapidamente (...) e proporciona capacidade de precisão em ataques de profundidade, permitindo à aliança Estados Unidos/Coreia do Sul atingir um amplo leque de alvos sob qualquer condição climática".
Pyongyang lançou seu primeiro míssil intercontinental (ICBM) no dia 4 de julho, após o qual as forças de Estados Unidos e Coreia do Sul realizaram manobras conjuntas.
Imediatamente após o teste do ICBM nesta sexta, o general Joe Dunford, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, e o almirante Harry Harris, responsável pelo comando americano do Pacífico, conversaram com o general Lee Sun Jin, chefe do Estado-Maior Conjunto sul-coreano.
"Durante o telefonema, Dunford e Harris expressaram seu compromisso com a aliança Estados Unidos/Coreia do Sul", informou o gabinete de Dunford. "Os três também analisaram diversas opções de resposta militar".
O Pentágono se prepara há algum tempo para a eventualidade de um conflito com a Coreia do Norte, mas esta é a primeira vez que um general cita a possibilidade de opções militares em um comunicado oficial.
AFP