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Imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul mostra a estrela Proxima Centauri (E) orbitada pelo exoplaneta Proxima B(afp_tickers)
Proxima Centauri (ou Próxima do Centauro), que abriga o exoplaneta Proxima b, cuja descoberta foi anunciada por cientistas nesta quarta-feira, é a estrela mais próxima ao Sistema solar e uma das mais estudadas.
Localizada a 'apenas' 4,2 anos-luz da Terra, a Proxima Centauri é sete vezes menor que o Sol e a temperatura média na sua superfície é menos elevada. Sua luminosidade é, portanto, fraca - cerca de 1/150 da do nosso astro.
Esta estrela, que não pode ser observada a olho nu, é a menor de um sistema triplo (conjunto de corpos celestes ligados pela força da gravidade) chamado Alpha Centauri, uma constelação visível principalmente a partir do hemisfério sul.
Este sistema está integrado por duas estrelas muito parecidas com o Sol, Alpha Centauri A e B, e por uma anã vermelha, mais distante e mais fraca, a Proxima Centauri.
Esta estrela é chamada "anã vermelha" porque a sua radiação, menos quente que a luz do nosso Sol, é mais vermelha. Um suposto observador que estivesse no Proxima b veria uma estrela nem esbranquiçada nem amarelada, senão vermelha.
As anãs vermelhas são as estrelas mais comuns na nossa galáxia. Há cerca de 160 bilhões delas, o que corresponde a 80% das estrelas que integram a Via Láctea.
Em um estudo publicado em 2013, que se baseou em um catálogo de exoplanetas descobertos pelo telescópio americano Kepler, astrônomos afirmaram que havia planetas de tamanho similar ao da Terra e potencialmente habitáveis orbitando em volta de 6% das anãs vermelhas.
Além disso, como as anãs vermelhas têm uma existência mais longa que a de estrelas como o Sol, os exoplanetas que orbitam em volta delas são muito mais velhos que o nosso, de modo que a vida pode ter aparecido antes neles.
A Proxima Centauri poderia brilhar por cem vezes mais tempo que o Sol, que por sua vez poderia chegar à idade respeitável de 10 bilhões de anos antes de se extinguir.
AFP