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Ex-presidente Correa será candidato a vice-presidência do Equador
O ex-presidente equatoriano Rafael Correa, que vive na Bélgica foragido da justiça de seu país após deixar o poder em 2017, será candidato à vice-presidência nas eleições gerais de fevereiro de 2021, anunciaram ex-colaboradores e políticos nesta segunda-feira.
O ex-presidente (2007-2017), condenado a oito anos de prisão por suborno e convocado a comparecer ao tribunal para ser julgado pelo sequestro de um opositor, será vice de Andrés Arauz, um de seus ex-ministros que aspirará à presidência.
"O binômio Revolução Cidadã para as eleições presidenciais de 2021 no #Equador terá @ecuarauz como presidente e @MashiRafael como vice-presidente", disse o brasileiro Amauri Chamorro, ex-assessor de comunicação do governo Correa, por meio de sua conta no Twitter.
Arauz, "o candidato a presidente pela #RevoluçãoCidadã é economista e foi ministro do presidente @MashiRafael. É da geração que nasceu da Pátria nova. Impossível um nome melhor para conduzir o Equador no caminho do desenvolvimento", acrescentou.
Arauz, de 35 anos, graduado nos Estados Unidos e no México e que ocupou diversos cargos no governo Correa, como ministro coordenador do Conhecimento e Talento Humano, não se pronunciou sobre o assunto.
Enquanto isso, Correa se limitou a retuitar um apelo da frente política União pela Esperança (UNES), formada por vários partidos e organizações de esquerda que o apoiam, para a apresentação do binômio presidencial nesta terça-feira no Facebook.
"Amanhã @UNES anuncia seu binômio: O jovem economista @ecuarauz para a presidência e @mashirafael para a vice-presidência. Esta plataforma priorizou a necessidade de enfrentar os graves problemas econômicos do país", disse no Twitter o jornalista Jimmy Jairala, fundador do movimento Centro Democrático, que faz parte da grande frente de esquerda.
Correa, também economista, de 57 anos, eleito três vezes, está proibido de se candidatar à presidência porque a Constituição impede a reeleição mais de uma vez após ser reformada por iniciativa de seu sucessor e ex-aliado, Lenín Moreno.
O Supremo Tribunal Nacional de Justiça do Equador confirmou há um mês para o ex-presidente e vários de seus ex-colaboradores a pena de oito anos de prisão por suborno, processo em que foi julgado à revelia e que está na última fase de cassação, motivo de a sentença não ter sido executada.
Correa também enfrenta uma ordem de prisão para ser processado pelo sequestro de um opositor equatoriano na Colômbia em 2012, crime pelo qual ele não pode ser processado à revelia.