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O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Rami Hamdallah, em Gaza(afp_tickers)
Sete pessoas ficaram feridas em uma explosão nesta terça-feira (13) na passagem do comboio do primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Rami Hamdallah, pela Faixa de Gaza, onde ele fazia uma visita, um novo golpe para a frágil reconciliação entre os dois movimentos.
Hamdallah e o influente chefe do serviço de Inteligência palestino, Majid Faraj, escaparam ilesos da explosão, que aconteceu pouco depois da entrada do comboio no território, que fica entre Israel, Egito e o mar Mediterrâneo e é controlado pelo movimento islamita Hamas.
O comboio também foi alvo de tiros, segundo uma fonte das forças de segurança palestinas. O Hamas isolou a região.
Hamdallah, que viajou para Gaza para a inauguração de uma central de tratamento de água, decidiu encurtar a visita e desistiu de outros encontros previstos em sua agenda.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, condenou um "atentado covarde" e responsabilizou o movimento islamita Hamas, segundo a imprensa palestina.
A explosão não foi reivindicada. Vários grupos islamitas radicais desafiam com frequência a autoridade do Hamas no território.
O Ministério do Interior do Hamas anunciou que três pessoas foram detidas e iniciou uma investigação.
O Hamas condenou o ataque em um comunicado, no qual afirma que era obra da "mesma mão" que cometeu o assassinato de Mazen Faqha - um comandante de seu braço armado - em março de 2017 e a tentativa de assassinato de Taufiq Abu Naim - comandante de suas forças de segurança - em outubro.
O Hamas acusou Israel pelo assassinato de Mazen Faqha, enquanto o segundo ataque foi atribuído a islamitas radicais.
O Hamas governa a Faixa de Gaza desde 2007, quando expulsou do território os representantes da Autoridade Palestina. Reconhecida pela comunidade internacional, esta última governa partes da Cisjordânia ocupada, separada da Faixa de Gaza pelo território israelense.
Após anos de divergências, o Hamas aceitou em 12 de outubro, no Cairo, ceder o controle do território à Autoridade Palestina. O acordo despertou a esperança de uma situação melhor no território, submetido ao bloqueio israelense e egípcio.
Hamas e Autoridade Palestina ainda não superaram as divisões e o acordo de 12 de outubro não foi colocado em prática.
Ao mesmo tempo aumentam as advertências sobre a deterioração das condições de vida no território, afetado por guerras, pobreza, desemprego, isolamento e escassez de água e de energia elétrica.
Israel justifica o rigoroso bloqueio terrestre, aéreo e marítimo imposto à Faixa de Gaza desde 2007 pela necessidade de conter o Hamas, um de seus maiores inimigos, contra o qual já se envolveu em três guerras.
AFP