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O governo do Equador permitirá que os municípios do país importem vacinas anti-covid se cumprirem algumas condições, como evitar intermediários na negociação, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5).
O Executivo estabeleceu que os municípios devem manter "relação direta com os laboratórios, não com intermediários" para a compra das vacinas, que devem ser "gratuitas para a população", informou o ministério em nota.
Ele acrescentou que as vacinas também devem ter "aprovação" da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) ou da Agência Europeia de Medicamentos.
Os municípios de Quito e Guayaquil (sudoeste), cidades mais afetadas pela pandemia no Equador, manifestaram interesse em adquirir vacinas para acelerar o plano de imunização da população, até agora de responsabilidade exclusiva do governo federal.
Antes de serem importadas, as vacinas também devem ser aprovadas pela Agência Nacional de Regulação, Controle e Vigilância Sanitária (Arcsa).
Desde janeiro, o Equador recebeu cerca de 74.000 doses da vacina da dupla alemã-americana Pfizer-BioNTech para imunizar equipes médicas, residentes de lares de idosos, policiais e militares.
O país de 17,4 milhões de habitantes, um dos mais atingidos pela pandemia na América Latina, registra mais de 291 mil casos e 15.997 mortes, entre as confirmadas por covid-19 e prováveis.
O governo equatoriano afirma que negociou a compra de 20 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, incluindo dois milhões da chinesa Sinovac.