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Um Boeing 737 MAX da WestJet, que devia fazer o trajeto entre Calgary e Toronto, foi mantido em solo momentos antes da decolagem, depois que uma luz de advertência acendeu na cabine do piloto, informou nesta sexta-feira (22) a companhia aérea canadense.
O Boeing 737 Max, que voltou a operar no Canadá na quarta-feira, devia levar passageiros no voo WS 658.
"Depois de um arranque normal do motor, um sistema de vigilância indicou uma falha em potencial que requeria uma verificação", explicou Lauren Stewart, porta-voz da segunda empresa aérea mais importante do Canadá em carta à AFP.
"É uma operação que exige tempo e um reinício dos motores, que não realizamos com passageiros a bordo", acrescentou, informando que por isso a aeronave foi "retornada à porta de embarque".
Também foi cancelado o voo de retorno WS 665 (de Toronto a Calgary) e os passageiros foram encaminhados a outras conexões.
"Este seria nosso terceiro voo comercial (com um Boeing 737 MAX)", após a retomada das operações com este modelo pela WestJet na quarta-feira, disse Stewart.
O avião foi revisado pelas equipes de manutenção e deve voltar a operar a partir de domingo.
O Boeing 737 MAX retomou o serviço de quarta-feira no Canadá, depois que o governo validou em dezembro as modificações realizadas em seu design e requisitos adicionais para o treinamento da tripulação.
Aviões deste tipo não puderam operar no Canadá, assim como em muitos outros países durante 22 meses, depois de dois acidentes que mataram 346 pessoas.
No fim de dezembro, um Boeing 737-8 MAX da Air Canada que voava entre Arizona e Montreal teve um problema no motor que o obrigou a retornar logo após a decolagem.
No começo deste mês a empresa brasileira Gol foi a primeira do mundo a pôr em serviço novamente o Boeing 737 MAX, com um voo comercial entre São Paulo e Porto Alegre, que transcorreu sem incidentes.