Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02536.jsonl.gz/63

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, em 3 de maio de 2017(afp_tickers)
O agora presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pagou 11 milhões de dólares "por fora" para o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, para que atuassem na campanha de reeleição de Hugo Chávez em 2012.
A publicitária, presa com o marido em uma etapa da operação "Lava Jato", disse à procuradoria que recebeu dinheiro em espécie na sede da chancelaria venezuelana das mãos de Maduro, que na época era ministro das Relações Exteriores, revela nesta quinta-feira a imprensa brasileira, citando documentos liberados pelo Supremo.
"Maduro recebia Mônica Moura em seu próprio gabinete e lhe entregava malas de dinheiro, oferecendo escolta no trajeto a partir da chancelaria", revela uma declaração oficial a qual teve acesso o site G1.
João Santana, que atuou nas campanhas presidenciais de Lula da Silva e Dilma Rousseff, era um dos publicitários mais solicitados da América Latina, e atuou nas campanhas de vários líderes de esquerda.
Segundo Mônica Moura, Maduro pediu que "quase todos os valores" fossem recebidos através do "caixa dois", sem ser declarados.
A publicitária também revelou que as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez pagaram sete milhões e dois milhões de dólares, respectivamente, para a mesma campanha de Chávez, que já doente venceu o opositor Henrique Capriles.
O então embaixador da Venezuela no Brasil e posterior Encarregado de Negócios nos Estados Unidos, Maximilien Arvelaiz, foi um dos articuladores desta rede, segundo os documentos.
João Santana e Mônica Moura foram condenados, em fevereiro passado, a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro dentro do escândalo de corrupção da Petrobras.
Os dois aderiram à delação premiada e agora colaboram com a Justiça.
AFP