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A água potável em pelo menos um terço dos 26 cantões da Suíça, principalmente na parte central do país, contém níveis acima do recomendado do pesticida clorotalonil, que foi proibido no país.
Desde o início do ano, o clorotalonil, um fungicida amplamente utilizado desde a década de 1970 para prevenir mofo e bolor nas lavouras, foi proibido na Suíça por questões de saúde e ambientais.
Na quarta-feira (5), a rádio pública suíça SRF informou que subprodutos de clorotalonil foram detectados nas águas subterrâneas a níveis acima dos padrões legais estabelecidos para a água potável em 12 cantões suíços, principalmente na região do planalto suíço. Os dados são do Departamento Federal do Meio Ambiente.
O departamento do meio ambiente disse que os níveis de clorotalonil na água potável excederam os níveis aprovados por um fator de dez "em determinados locais". O departamento da agricultura estabeleceu um valor legal máximo para os subprodutos do clorotalonil na água potável de 0,1 microgramas por litro.
Alda Breitenmoser, responsável pelo serviço de proteção do consumidor da Argóvia, disse à SRF que não havia perigo imediato para o público. No entanto, as consequências a longo prazo do clorotalonil permanecem incertas.
O Departamento Federal da Agricultura retirou a autorização para a venda de produtos contendo clorotalonil em dezembro passado, após uma revisão contínua de 100 substâncias. Novos resultados laboratoriais das empresas indicaram a toxicidade de certos subprodutos do clorotalonil.
O departamento da agricultura diz que "não é possível excluir que alguns subprodutos do clorotalonil não tenham um efeito negativo a longo prazo para a saúde". O departamento apoia a avaliação da União Europeia de que o clorotalonil deve ser classificado como cancerígeno.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o clorotalonil é especialmente tóxico para peixes e invertebrados aquáticos. A exposição ao agente pode causar danos nos rins e no estômago, incluindo tumores, em roedores. A proibição da substância entrará em vigor na UE em 2020, após conclusões da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar de que o agente pode representar um risco à saúde.
swissinfo.ch/fh