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"Sustentar os seios e não a ditadura militar". A "Burma Compaign" acusa a marca suíça Triumph de apoiar o regime militar da Birmânia.Este conteúdo foi publicado em 29. novembro 2001 - 16:58
A "Burma Campaign" - organização não governamental de defesa do povo da Birmânia, sediada em Londres - já havia lançado uma campanha contra a Triumph, em março de 2000. Da primeira vez, a ONG denunciava as más condições de trabalho na fábrica da Tiumph, na Birmânia.
Duas denúncias
Desta vez, o apelo da ONG ao boicote da marca suíça é claramente político. Segundo ela, mantendo-se na Birmânia, onde está instalada desde 1997, a Triumph ajuda a sustentar o o regime militar, no poder desde 1998.
A ONG dá dois exemplos para justificar a campanha, afirmando que a zona industrial onde a fábrica suíça está instalada é controlada diretamente pelos militares, que embolsariam inclusive o aluguel do parque industrial.
O regime também teria explorado mão de obra infantil na construção desse bairro industrial, segundo reportagem da televisão britânica BBC.
Permanecer na Birmânia
Em segundo lugar, como a produção é essencialmente destinada à exportação, os militares também cobrariam 5% de taxa de exportação, que também não iriam para o caixa do Estado.
Na Suíça, porta-voz da Triumph afirma que a empresa tomou nota do apelo ao boicote, mas que trata-se de um ato "isolado". Ela confirma também que não pretende sair da Birmânia.
swissinfo/Gaetan Vannay
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