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Os eleitores na Suíça poderão votar em 4 de março de 2018 a proposta de lei que pretende acabar com a taxa obrigatória de rádio e televisão, que financia a Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR), da qual a swissinfo.ch faz parte.
No mesmo dia, os eleitores também poderão votar também a proposta de ampliar o direito do governo de aumentar o imposto sobre circulação de mercadorias e o imposto federal único até 2035, como informou hoje a Chancelaria Federal.
Será a primeira rodada de plebiscitos das quatro programadas para ocorrer no ano que vem.
Papel da SRG
A iniciativa popular (n.r.: uma proposta de mudança constitucional levada à plebiscito), também denominada "No Billag, pede a abolição da taxa anual de rádio e televisão de 452 francos suíços (US$ 461). Seus organizadores conseguiram coletar o número mínimo de assinaturas de eleitores para levá-la à plebiscito. O governo e o Parlamento federal recomendaram a rejeição da proposta.
Seus defensores argumentam que a SRG se tornou excessivamente dominante no mercado e uma barreira contra os operadores das mídias privadas.
Mais de 73% do orçamento da SRG vêm da taxa de rádio e televisão, que também apoia a mídia privada no país. A SRG alerta que seus serviços nos quatro idiomas nacionais (alemão, francês, italiano e reto-romano) são importantes para a coesão nacional
A ministra suíça da Comunicação, Doris Leuthard, lançou uma proposta de reduzir a taxa de rádio e televisão para 365 francos ao ano a partir do início de 2019.
Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch com agências