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Terrorismo, cibercrime, alterações climáticas e migração: a Suíça enfrenta uma vasta gama de ameaças reais e perceptíveis. As precauções tomadas em dos países mais seguros do mundo são muito diversas.
Quem é responsável pela segurança? Quem deve ser protegido de quê? Qual é o aspecto desta proteção?
Salvatore Vitale explora estas questões em seu trabalho intitulado "Como proteger um país". O fotógrafo e publicitário retrata em suas imagens as instituições que cuidam da segurança dos suíços.
Grandes negócios e diversos atores
A segurança é um setor da econômica que movimenta biliões de dólares. O exército, a polícia e os guardas fronteiriços já não são os únicos atores no negócio. A eles se juntaram os serviços meteorológicos, o Centro Nacional de Computação (CSCSLink externo) ou o Instituto de Robótica e Sistemas Inteligentes (IRISLink externo), dentre outros.
Abrigos antiaéreos
Salvatore Vitale tinha quase vinte anos quando deixou a Sicília para estudar em Lugano, na parte italófona da Suíça. Ele praticamente não fazia ideia do que iria encontrar. Sua primeira surpresa foi ao descer ao porão do prédio onde vivia e descobriu um abrigo antiaéreo, uma construção tão típica no país como chalés nas montanhas.
Dez anos depois Vitale se considerava integrado ao país. Mas quando os eleitores aprovaram a proposta de um partido da direita nacionalista em um plebiscito federal ocorrido em 2014Link externo, ficou chocado. Então começou a pesquisar o que significa viver em um dos países mais seguros do mundo e os medos associados a ele.
Suas fotografias fornecem apenas respostas limitadas à questão que levanta, mas estimulam o debate. Os visitantes descobrem então por si próprios as respostas ao visitar a exposição: "Até que ponto estamos dispostos a abdicar da liberdade pela nossa segurança?", seria uma delas.
A exposição de Salvatore Vitale pode ser visitada até 26 de maio de 2019 na Fundação Suíça da FotografiaLink externo em Winterthur, cantão de Zurique.
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