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Ao menos 100 mil pessoas participaram de uma passeata para denunciar a violência contra a mulher nesta sexta-feira (8) em Santiago, capital do Chile, como parte das manifestações pelo Dia Internacional da Mulher.
Além do combate ao feminicídio no país, que registrou duas mortes nas últimas 24 horas, as manifestantes exigiram igualdade de direitos e o fim das leis discriminatórias.
"Queremos caminhar sem medo pelas ruas", disse à AFP Jocelyn Farfán, de 23 anos, que lembrou o crescimento de atos violentos contra as mulheres no Chile, que registrou oficialmente onze casos de feminicídio no ano passado.
Mais cedo, como parte das comemorações oficiais da data, o presidente Sebastián Piñera anunciou um projeto de lei que estabelece uma pena de até três anos de prisão a quem assediar uma mulher de forma presencial ou virtual ou exibir sem sua autorização imagens obtidas de forma indevida, inclusive se forem captadas com consentimento.
No ano passado, em meio a uma onda feminista, Piñera anunciou uma "agenda de gênero", que inclui, entre outras medidas, uma reforma constitucional para estabelecer a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Entre as leis aprovadas no contexto se destaca a que penaliza quem impedir uma mulher de amamentar seu filho em público.
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