Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02434.jsonl.gz/34

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Homem reza durante missa na igreja de São Patrício em Nova York, no dia 8 de setembro de 2015(afp_tickers)
A Igreja Católica chilena negou nesta terça-feira ter acobertado o sacerdote Fernando Karadima, condenado pelo Vaticano por abuso sexual contra menores, em resposta à divulgação de cartas que comprovariam que foram tomadas medidas para ocultar suas ações.
Karadima, um reconhecido formador de bispos, foi denunciado por abuso sexual por cinco homens que, quando eram adolescentes, frequentavam assiduamente a paróquia que ele dirigia em um exclusivo bairro do leste de Santiago.
A justiça chilena encerrou sem sanção a ação contra ele em 2010, alegando a prescrição dos delitos, mas o Vaticano declarou Karadima culpado por abuso sexual contra menores e o condenou a "se retirar para uma vida de oração e penitência".
O arcebispo de Santiago declarou em uma carta que "quer reafirmar seu compromisso essencial com as vítimas e com a verdade. A verdade é que nenhum das informações fornecidas pelos demandantes é prova de encobrimento dos abusos sexuais de Karadima".
Esta comunicação ocorre em resposta à publicação em um meio local de uma série de cartas nas quais se afirma que o ex-arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, entrega "instruções de como encobrir e como esconder os distintos ângulos do caso a medida que ia avançando", relatou o advogado requerente Juan Pablo Hermosilla ao meio eletrônico The Clinic.
Após o fim do processo penal, as vítimas instauraram um processo civil onde pedem indenização à Igreja, que segue em andamento.
O caso de Karadima agitou a Igreja chilena, que pediu perdão em abril de 2011 pelas acusações de pedofilia de vinte sacerdotes.
AFP