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A ONU garantiu nesta terça-feira(14) que a maior ameaça ao processo de paz na Colômbia é o assassinato continuado de ex-combatentes e líderes sociais das FARC, que não diminuiu apesar da pandemia de coronavírus.
A organização pediu ao governo colombiano que aumente seus esforços para promover a paz durante a reunião trimestral do Conselho de Segurança sobre a situação na Colômbia nesta terça-feira, a primeira presencial desde que o confinamento foi decretado em Nova York em março.
"A violência contra aqueles que entregaram suas armas no contexto do acordo e contra aqueles que defendem os direitos humanos e os direitos das comunidades devastadas pelo conflito continua a ser a ameaça mais séria à paz na Colômbia", disse o chefe da missão da ONU no país, Carlos Ruiz Massieu, por videoconferência.
Desde a assinatura do acordo de paz em 2016 até o final de junho, a ONU confirmou 210 assassinatos de ex-membros das FARC, segundo Massieu. Pelo menos 44 familiares de ex-guerrilheiros também foram mortos no mesmo período. Mais de 300 líderes sociais foram assassinados desde a assinatura do pacto.
A promotoria colombiana garante que os ex-guerrilheiros são vítimas, principalmente, de grupos criminosos e organizações ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal.
O acordo assinado pela guerrilha das FARC e pelo ex-presidente Juan Manuel Santos levou ao desarmamento e desmobilização de 13.000 rebeldes entre combatentes, prisioneiros e militantes, mas o partido das FARC denuncia a falta de garantias de segurança para sua reinserção à vida civil.
A missão da ONU na Colômbia foi aprovada em 2017 e se reporta ao Conselho de Segurança a cada três meses. Sua principal atribuição é verificar a reincorporação política, econômica e social, além da segurança aos ex-combatentes e suas famílias.