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A cotação do petróleo em Nova York fechou nesta quarta-feira impulsionada por especulações sobre mudanças na lei que proíbe a exportação de petróleo cru nos EUA, e apesar do informe semanal de queda nas reservas.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em agosto subiu 47 centavos, a 106,50 dólares na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo prazo fechou com queda de 46 centavos, a 114 dólares na Intercontinental Exchange (ICE).
"O WTI teve ganhos com as informações divulgadas (na quarta-feira) sobre a autorização que deverá ser acordada (com empresas do Texas) pelas autoridades norte-americanas para a exportação de petróleo bruto", explicou John Kilduff, da Again Capital, em referência a um artigo publicado no The Wall Street Journal.
Os EUA são proibidos de exportar petróleo bruto desde 1975, após a crise do petróleo de 1973.
O mercado também digere o aumento inesperado das reservas de petróleo bruto nos Estados Unidos na semana passada, de acordo com dados do Departamento de Energia (DoE) divulgadas nesta quarta-feira.
As reservas de petróleo tiveram um crescimento de 1,7 milhão de barris, a 388,1 milhões na semana que terminou 20 de junho. Analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires estimavam uma queda de 1,2 milhão de barris.
O Brent caiu porque o mercado acredita que não há "perturbações importantes na oferta de petróleo no Iraque" -segundo maior produtor da Opep, que enfrenta uma rebelião jihadista-, afirmou Fawad Razaqzada, analista da Forex.com.