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O opositor cubano José Daniel Ferrer, líder da ilegal União Patriótica de Cuba (Unpacu), foi liberado na sexta-feira à noite, após 10 horas de detenção e depois que uma juíza determinou que acabe com suas atividades políticas, relatou o dissidente.
"Foi uma detenção violenta e arbitrária", disse Ferrer em um vídeo divulgado no canal do YouTube da organização opositora que ele preside em Santiago de Cuba, 900 km ao sudeste de Havana.
Ele disse que foi interrogado por uma "juíza de execução", que o advertiu que seria detido se não acabasse com suas atividades políticas. O dissidente cumpre atualmente uma pena de quatro anos e meio em prisão domiciliar.
"Minha resposta foi: Agora mesmo me prenda e multiplique a pena por 20, porque isto de quatro anos e meio é um absurdo, então que aumentem anos que não tenho medo", disse Ferrer.
O opositor e três membros de sua organização permaneceram detidos de março de 2019 a abril de 2020 por supostos delitos comuns de "lesões", "privação de liberdade" e "atentado", mas as sentenças foram comutadas por outras de entre quatro e cinco anos de prisão domiciliar.
Ferrer é um dos 75 presos políticos da chamada primavera negra de 2003, condenados a longas penas de prisão.
Em 2011 ele rejeitou a possibilidade de emigrar para a Espanha, após um acordo do então presidente Raúl Castro com os líderes católicos da ilha.
Ele integrou o grupo de 12 pessoas, entre mais de 130 presos, que decidiram ficar na ilha e prosseguir com suas atividades opositoras.