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Algumas fontes afirmam que combatentes na Síria consomem captagon, uma droga que provoca uma sensação de invulnerabilidade(afp_tickers)
O captagon, considerado a "droga dos jihadistas", não foi consumido por "nenhum dos terroristas que cometeram atentados reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Europa em 2015", segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira.
"A existência de uma 'droga de jihadistas' é um mito", disse à AFP o autor deste relatório, Laurent Laniel, pesquisador especializado em mercados de drogas ilícitas do Observatório Francês de Drogas e Toxicomanias (OFDT).
Este especialista afirma que depois dos atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos, as pessoas começaram a associar os jihadistas e a Síria com o captagon, uma droga sintética que contém anfetaminas.
Mas na realidade, "nenhum destes terroristas consumiu captagon antes de passar à ação", assegurou, com base nas autópsias realizadas nos jihadistas, que mostraram que nenhum deles agiu sob o efeito do álcool ou de drogas.
Algumas fontes afirmam que combatentes na Síria consomem captagon, uma droga que provoca uma sensação de invulnerabilidade, indicou Laniel, "mas não há nenhuma prova de que isso se aplique aos combatentes do Estado Islâmico, que aliás condenam firmemente o consumo de drogas".
As alfândegas francesas anunciaram em maio ter confiscado pela primeira vez um carregamento de captagon na França, de 135 kg, no início do ano no aeroporto parisiense Roissy-Charles de Gaulle.
AFP