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Os candidatos às eleições presidenciais no Peru Keiko Fujimori (direita) e Pedro Castillo (esquerda), comprometeram-se nesta segunda-feira (10) a respeitar as instituições democráticas caso cheguem ao poder, aceitando um pedido das igrejas católica e evangélica.
Em uma manifestação de campanha em Iquitos, principal cidade da Amazônia peruana, Castillo assinou a "Proclamação do Cidadão" de respeito à ordem constitucional que as igrejas escreveram, horas depois de seu rival fazer o mesmo em um programa de televisão.
"Os compromissos pela democracia [...] não são firmados em um conjunto de emissoras de televisão que tendem à grande corrupção, os compromissos do povo são firmados diante do povo", disse Castillo, que venceu o primeiro turno eleitoral em 11 de novembro com 18,9% dos votos.
Keiko, que compete pela terceira vez no segundo turno, obteve 13,4% no primeiro turno.
Ao assinar o documento, os dois candidatos se comprometeram a manter as instituições democráticas, a "respeitar e defender o direito fundamental à vida e garantir os direitos humanos de todos os habitantes" e a liberdade de imprensa.
Eles também prometeram que não "buscarão ou tentarão qualquer mecanismo de reeleição" no final de seu mandato em 2026.
A Conferência Episcopal Católica e a União das Igrejas Evangélicas apresentaram no sábado esta "Proclamação Cidadã" que pedia aos candidatos que se comprometessem a "respeitar e proteger a independência e os privilégios dos demais poderes do Estado", em caso de vitória nas eleições presidenciais do dia 6 de junho.
Tanto Castillo, professor de uma escola rural, quanto Keiko, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori (1990-2000), enfrentam questionamentos de setores que temem se afastar do sistema democrático.
O Peru, politicamente instável desde 2016 - com três presidentes em cinco dias em novembro - assiste a uma votação entre dois candidatos de esferas opostas e que juntos obtiveram apenas 32% dos votos no primeiro turno, o que ameaça polarizar o país.
O próximo presidente deve assumir o poder no dia 28 de julho para substituir o presidente interino Francisco Sagasti e terá ou o desafio de acabar com a instabilidade política dos últimos cinco anos, além de enfrentar uma pandemia e uma recessão econômica causada por longas quarentenas de sanitárias.