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Delegados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e do líder opositor Juan Guaidó retomaram nesta quarta-feira (31) as conversas na ilha de Barbados, patrocinadas pela Noruega, para buscar uma saída para a crise em seu país, anunciaram as partes.
"Iniciamos outra rodada de sanções no âmbito do mecanismo de Oslo", indicou no Twitter o deputado Stalin González, um dos enviados de Guaidó, líder parlamentar reconhecido como presidente interino por meia centena de países.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, confirmou em coletiva de imprensa que representantes de Maduro viajaram a Barbados para os encontros com a oposição.
Após aproximações exploratórias e um primeiro cara a cara em Oslo, em meados de maio, as partes transferiram o diálogo em 8 de julho para a ilha caribenha.
A oposição busca nas negociações a saída de Maduro e uma nova eleição, ao considerar que seu segundo mandato, iniciado em janeiro passado, resultou de eleições fraudulentas, não reconhecidas por quase 60 países, entre eles os Estados Unidos.
Mas o presidente socialista descarta renunciar e adverte que o diálogo deve apontar à "convivência democrática" e pôr um fim ao "golpismo" de seus adversários e os supostos planos de Washington para se apoderar da maior reserva de petróleo.
Durante o governo Maduro, a Venezuela mergulhou na pior crise de sua história moderna, obrigando quatro milhões de pessoas a emigrar desde 2015, segundo a ONU.
O herdeiro do falecido Hugo Chávez (1999-2013) atribui a crise a uma "guerra econômica" e a sanções dos Estados Unidos, que incluem um embargo petroleiro desde abril. No entanto, a oposição denuncia a corrupção como o principal detonador.
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