Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02448.jsonl.gz/16

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, em Caracas, no dia 12 de junho de 2016(afp_tickers)
O Parlamento da Venezuela - dominado pela oposição - denunciará o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) à Organização dos Estados Americanos (OEA) por uma série de decisões que impedem o trabalho do Legislativo.
"As sentenças (do TSJ) vamos enviar à OEA e às demais organizações internacionais", disse o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, em entrevista coletiva.
O dirigente assinalou que a Sala Constitucional do TSJ emitiu 17 decisões contra o Legislativo, desde que a oposição assumiu o controle da Assembleia, no dia 5 de janeiro passado, após 17 anos de hegemonia chavista.
Na véspera, o TSJ declarou nula a decisão do Parlamento de invalidar a designação de 34 ministros da máxima corte.
A decisão do TSJ "conserva a total validade e permanência dos juízes em seus cargos" e qualifica de "fraudulenta" a comissão parlamentar que em 14 de julho recomendou invalidar as nomeações ao Supremo.
Na quinta-feira passada, a Assembleia Nacional havia declarado nula a nomeação dos 13 principais ministros e de seus 21 suplentes no TSJ.
Os ministros foram nomeados pela antiga Assembleia, de maioria chavista, em 23 de dezembro, dias antes de a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) assumir o controle do Legislativo.
Ramos Allup voltou a acusar o Supremo de ser o "escritório de advocacia" do presidente Nicolás Maduro e de atuar "reiteradamente para neutralizar a Assembleia Nacional".
A oposição já realizou várias denúncias contra o governo venezuelano na OEA, cujo secretário-geral, Luis Almagro, apoia o referendo revogatório do mandato de Maduro.
AFP