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Suicídio assistido será mais difícil para suíços do estrangeiro
Suíços que vivem no exterior poderão, no futuro, ser rejeitados pela Exit. Essa organização, que dá apoio ao suicídio assistido na Suíça aos seus membros, argumenta que os obstáculos legais à eutanásia em outros países estão dificultando cada vez mais a oferta dos serviços a pessoas fora da Suíça.
O semanário "NZZ am Sonntag" publicou no domingo (10.08) que os membros da EXIT (a organização funciona como uma associação) foram recentemente informados das mudanças. A organização disse à agência de notícias Keystone-SDA que uma decisão final seria tomada no próximo ano com base nas informações transmitidas pelos membros.
Cerca de 2.600 dos 130 mil membros da EXIT vivem atualmente no exterior, de acordo o jornal, lembrando que no ano passado apenas cinco suicídios assistidos foram solicitados por suíços do estrangeiro.
A EXIT disse que as restrições propostas foram apresentadas por causa das dificuldades de realizar suicídios assistidos para pessoas que vivem fora da Suíça. Em alguns casos, as leis estrangeiras proíbem a eutanásia - e mesmo se não o proíbem, crescem as dificuldades para obter os registros médicos relevantes, criando problemas burocráticos.
A outra organização de suicídios assistidos da Suíça - Dignitas - não exclui a oferta de seus serviços no exterior.
A Suíça tolera o suicídio assistido quando os próprios pacientes cometem o ato e as pessoas que auxiliam não têm interesse declarado em sua morte. O suicídio assistido é legal no país desde a década de 1940.
EXIT e Dignitas somente prestarão seus serviços a pessoas com uma doença terminal, àqueles que vivem com dor extrema ou sintomas "insuportáveis", ou com uma deficiência insuportável.
A pessoa que deseja morrer também deve saber o que está fazendo e não estar agindo por impulso. Além disso, precisa ter um desejo persistente de morrer, não estar sob a influência de terceiros e cometer suicídio por suas próprias mãos - geralmente com uma dose letal de barbitúricos.
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