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O Exército colombiano anunciou nesta quarta-feira (22) a descoberta dos dois corpos que faltavam ser resgatados do acidente aéreo que deixou 11 militares mortos em uma região de selva sob influência da guerrilha.
Na terça já tinham sido resgatados nove cadáveres e com os dois localizados nesta quarta, o balanço definitivo é de 11 mortos e seis feridos na queda da aeronave Black Hawk, ocorrida na véspera em um trecho do rio Inírida, entre os departamentos (estados) de Guaviare e Vaupés.
Os dois últimos corpos foram levados ao município vizinho de Mitú, no Vaupés, "onde se encontram os corpos de seus companheiros", antes de serem trasladados a Bogotá, informou o Exército em um comunicado.
Embora o presidente Iván Duque tenha qualificado o fato como um "acidente", o comando militar não determinou se a aeronave foi derrubada ou caiu de forma fortuita.
Segundo o Exército, a aeronave participava de uma ação contra as chamadas dissidências das Farc - a outrora poderosa guerrilha desmobilizada após a assinatura de um acordo de paz em 2016 – em uma área com presença de narcocultivos.
Sem um comando unificado, as dissidências contam com pelo menos 2.300 integrantes que sobrevivem graças ao tráfico de drogas, à mineração ilegal e a uma extensa rede de apoio, segundo a Inteligência militar.
Embora o desmobilização das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tenha reduzido a violência política na Colômbia, o país ainda vive um conflito que em mais de meio século confrontou guerrilheiros, paramilitares, narcotraficantes e agentes do Estado, deixando um balanço de mais de nove milhões de vítimas.