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Os Estados Unidos vão retirar todo pessoal diplomático que permanece em sua embaixada em Caracas, em meio ao agravamento da crise venezuelana - informou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, na noite de segunda-feira (11).
"A decisão reflete o deterioramento da situação na Venezuela", tuitou Pompeo.
"Além disso, a presença do pessoal diplomático americano na embaixada se tornou uma limitação para a política dos Estados Unidos" na Venezuela.
O anúncio de Pompeo acontece poucas horas após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocar para "a resistência ativa" todas as organizações populares chavistas, em meio ao apagão que paralisa o país há quatro dias.
Os coletivos são organizações comunitárias que segundo a oposição têm sido armadas pelo governo para atuar como milícias paramilitares.
Segundo Maduro, o apagão foi provocado por um ataque "cibernético e eletromagnético" dos Estados Unidos contra a principal hidrelétrica do país.
Maduro afirma que, por trás desta "agressão", esconde-se uma estratégia para "desesperar" a população e reativar o ingresso da "ajuda humanitária", assim como justificar uma invasão americana.
Os anúncios ocorrem na véspera de mais um dia de protestos convocados pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.
Em 23 de janeiro, Maduro anunciou a ruptura das relações diplomáticas com os Estados Unidos, que reconheceram Guaidó como presidente interino, e ordenou a saída do país de todos os diplomatas americanos. Washington se negou a obedecer.
No dia seguinte, o Departamento de Estado ordenou o retorno de todos os seus funcionários "não essenciais" na Venezuela, assim como dos familiares dos diplomatas. Também aconselhou os cidadãos americanos a abandonarem o país.
Nesta terça (12), o governo venezuelano informou que o corpo diplomático dos Estados Unidos em Caracas deve deixar o país até amanhã (13), uma vez que as negociações para estabelecer escritórios de interesse após a ruptura das relações diplomáticas fracassaram.
De acordo com Caracas, a permanência desses funcionários "acarreta riscos à paz, à integridade e à estabilidade" para o país.
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