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A Suíça está prestes a perder até CHF 10 bilhões (US$ 10,2 bilhões) como consequência das tentativas de outros países de mudar a forma como as multinacionais são tributadas.
Os países pertencentes ao G20 e à OCDELink externo estão pressionando por mudanças nas regras de tributação de empresas para captar uma parcela maior de impostos de multinacionais baseadas em destinos favoráveis aos impostos, como a Suíça. Eles querem que as empresas paguem impostos onde geram suas vendas e não apenas onde estão localizadas. Eles também querem que todas as empresas sejam sujeitas a uma tributação mínima.
O ministro da Fazenda, Ueli Maurer, alertou para déficits entre 1 e 5 bilhões de francos suíços no Tesouro suíço, se essas medidas forem implementadas. No entanto, o jornal NZZ am Sonntag afirma que o país pode perder até CHF 10 bilhões se o impacto das receitas fiscais dos cantões e municípios for levado em consideração.
A empresa farmacêutica Novartis foi usada como exemplo para ilustrar as consequências. Recentemente, a empresa alcançou vendas globais de pouco menos de CHF51 bilhões, dos quais apenas 2% foram gerados na Suíça. Por outro lado, a Novartis pagou um total de CHF 1,8 bilhão de imposto de renda, 39% dos quais na Suíça. Se a Novartis fosse hipoteticamente tributada inteiramente de acordo com o local onde as vendas foram geradas, a Suíça receberia apenas 36 milhões de francos suíços em vez dos 700 milhões atuais.
É improvável que o regime fiscal proposto seja tão severo, mas a Suíça terá de pagar um preço. Para evitar o pior cenário possível, a nação alpina está tentando se alinhar com outros potenciais perdedores como Holanda, Irlanda, Luxemburgo e os países escandinavos, bem como Canadá e Singapura. A Suíça convidou estes e outros países em maio para coordenar seus esforços e buscar soluções alternativas.
swissinfo.ch/fh