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Os Estados Unidos exortaram, neste domingo (10), as autoridades iraquianas a realizar pesquisas de opinião e reformas eleitorais, além de pedir o fim da violência contra manifestantes, em meio a uma repressão que deixou centenas de mortos nas últimas semanas.
Washington quer "que o governo iraquiano interrompa a violência contra manifestantes e cumpra a promessa do presidente (Barham) Saleh de aprovar a reforma eleitoral e realizar eleições antecipadas", afirmou a Casa Branca em comunicado.
"Os Estados Unidos estão seriamente preocupados pelos contínuos ataques contra manifestantes, ativistas cívicos e meios de comunicação, assim como pelas restrições ao acesso à Internet no Iraque", disse.
Manifestações maciças que pedem uma revisão no sistema de governo têm sacudido a capital, Bagdá e a maioria xiita do sul desde 1º de outubro, mas as forças políticas cerraram fileiras esta semana para defender o governo.
O consenso entre a elite parece ter aberto o caminho para a repressão.
O comitê de direitos humanos do Parlamento diz que 319 pessoas foram assassinadas desde o início dos protestos, inclusive manifestantes e forças de segurança.
O comitê disse que franco-atiradores estavam ativos perto dos locais de protesto e que também se usaram armas de caça contra os manifestantes.