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Levando-se em conta então, os três elementos citados anteriormente: água, beleza e talentos humanos, desde 1850 a Suíça vem se construindo, reconstruindo e reinventando na arquitetura e urbanismo. Levando sempre em consideração a preservação do ambiente natural, a manutenção da beleza. Para isso, contando com seus taletos diversos, sua criatividade e sua capacidade de inovar. Exemplo disso é a relação de Zürich com os rios que transbordam do lago Zürich. Desse lago, partem, desde antigos, o rio Limmat, que cruza a cidade e em torno do qual a cidade cresceu. Com as enchentes frequentes do passado, foi preciso construir mais um canal paralelo. A construção desse rio paralelo foi tão bem projetada que, em sua margem, alguns do imóveis e pontos comerciais mais caros e bonitos de Zürich se estabeleceram. Com árvores frondosas, espaços para barcos, esportes náuticos e aquáticos ele atravessa a cidade, cruzando o Jardim Botânico, passando por baixo da Estação Central, onde se encontra com o rio Sehl e, depois, desaguando, ambos, no rio Limmat, após o trecho urbano histórico da cidade. O que chama a atenção não é tanto a construção do canal. Mas o cuidado e o capricho com a manutenção de sua estética, funcionalidade e com os valores da cidade.