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Na Suíça a licença-maternidade pode passar de 8 a 14 semanas para as mães que trabalham fora de casa. A Câmara dos Deputados acaba de adotar iniciativa nesse sentido.
A proposta foi aprovada por confortável maioria sexta-feira, 23 de junho, no último dia da sessão estival do Parlamento. Ela acontece 1 ano depois que o povo rejeitou pela terceira vez um projeto de seguro-maternidade.
A nova proposta prevê licença paga de 14 semanas, em vez de oito, como garante atualmente na Suíça o "Código das Obrigações". Esse código não prevê em todos os casos pagamento de salários nesse período em que é proibido trabalhar. (Por ex., ausência por enfermidade no mesmo ano pode penalizar a parturiente).
Foi então sugerido que a mãe recebesse em todas as circunstâncias durante 8 semanas. Mas prevaleceu proposta apoiada por socialistas que reagiu contra essa iniciativa de cunho radical, centro-direita. Deputados socialistas estimaram tratar-se de tentativa de enterrar um seguro maternidade.
Vale lembrar que há um ano, o povo suíço rejeitou pela terceira vez um projeto de seguro-maternidade. O seguro previa que todas as mães "com atividades lucrativas" recebessem durante 14 semanas, 80 por cento do último salário. E todas as mães de condições modesta, trabalhando ou não receberiam um "prêmio" único de 4,200 francos suíços - cerca de 2,600 dólares.
A Suíça é o único país da Europa ocidental (provavelmente junto com o Vaticano!) que não tem um seguro-maternidade.
swissinfo com agências.