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O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont (C); o conselheiro do Interior, Joaquim Forn (E); e o comandante da polícia catalã, Josep Lluis Trapero, durante entrevista coletiva(afp_tickers)
A célula que executou os atentados de Barcelona e Cambrils preparava "um ou vários" atentados com bombas na capital catalã, e o fugitivo procurado pelas autoridades pode não estar mais na Espanha, anunciou a polícia.
Em um encontro com a imprensa internacional, o comandante dos Mossos d'Esquadra (polícia regional catalã), Josep Lluis Trapero, afirmou que o grupo viu seus planos frustrados por uma explosão acidental na quarta-feira em uma casa de Alcanar, 200 km ao sul de Barcelona.
"Naquele momento estavam preparando os explosivos para, de modo iminente, executar um ou vários atentados na cidade de Barcelona", disse Trapero, que se recusou a revelar os potenciais alvos.
Na residência, a célula, integrada por 12 pessoas, mantinha armazenados mais de 100 botijões de gás, informou o comandante.
Desde quarta-feira a polícia trabalha no local e os agentes encontraram "ingredientes" de TATP, um explosivo utilizado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que reivindicou os atentados de Barcelona e Cambrils, que deixaram 14 mortos.
O conselheiro do Interior do governo catalão, Joaquim Forn, afirmou que a célula "foi neutralizada", apesar das buscas por um fugitivo.
"A capacidade de atuação desta célula foi neutralizada graças ao trabalho da polícia", declarou Forn.
De acordo com a imprensa espanhola, o fugitivo é o marroquino Younes Abouyaaqoub, de 22 anos, que seria o motorista da van que matou 13 pessoas e feriu 120 nas Ramblas de Barcelona.
Trapero não confirmou a identidade do motorista nem do foragido, ao mesto tempo que reconheceu que ele pode ter saído do país,
"Se soubesse que está na Espanha e a localização, iríamos atrás dele. Não sabemos onde está", disse.
Trapero informou ainda que "das 12 pessoas nenhuma tem antecedentes vinculados" com delitos de terrorismo.
O comandante dos Mossos também confirmou que um dos integrantes da célula é o imã de Ripoll, uma pequena cidade do norte da Catalunha na qual moravam diversos integrantes do grupo.
O imã foi identificado por seu colega de apartamento como Abdelbaki Es Satty. No sábado a polícia realizou uma operação de busca na casa do religioso.
Dos 12 membros identificados da célula, quatro estão detidos, cinco morreram após o ataque em Cambrils (120 km ao sul de Barcelona), um está foragido e outro morreu na casa de Alcanar.
O 12º também pode ter falecido na explosão de Alcanar, pois na residência foram encontrados "vestígios de no mínimo duas pessoas", disse Trapero.
AFP