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O presidente peruano destituído, Martín Vizcarra, declarou nesta segunda-feira que deixa o poder "de cabeça erguida" e descartou entrar com ações legais para recorrer da decisão do Congresso de destituí-lo por "incapacidade moral".
"Deixo o palácio de governo como entrei, há dois anos e oito meses: de cabeça erguida", declarou Vizcarra, rodeado por seus ministros, no pátio da casa de governo, anunciando que seguirá imediatamente para sua residência particular.
“Diretamente e como Martín Vizcarra, não entrarei com nenhuma ação legal para resistir à destituição. Não quero que, de forma alguma, possa ser entendido que meu espírito de serviço ao povo tenha sido apenas uma vontade de exercer o poder", assinalou, afirmando que irá provar a "falsidade" das acusações contra ele durante as investigações que devem ser realizadas pela promotoria.
"Parto com a consciência tranquila e o dever cumprido", afirmou Vizcara, que gozou de níveis recorde de popularidade em seus 32 meses de governo, o que se refletiu em passeatas e panelaços em seu apoio na capital e em outras cidades após a sua destituição.