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O trabalho diplomático de um grupo de países, entre eles a Suíça, deu resultados. Sob a ameaça de ruptura das negociações e a retomada da guerra civil desde a semana passada, na última hora o governo e as Farc decidiram manter as negociações.
4 horas antes do prazo declarado pelo governo para as Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - deixarem a zona desmilitarizada no sul do país, ambas as partes decidiram prosseguir as negociações iniciadas há 3 anos.
Pressões diplomáticas
Tropas do exército colombiano já haviam começado a cercar essa região, ocupada pelas Farc desde o início das negociações, equivalente à superfície da Suíça, mas pouco povoada (100 mil pessoas enquanto a Suíça tem 7 milhões de habitantes).
A negociações haviam chegado a um impasse, com o mandato do presidente Andrés Pastrana chegando ao fim sem sequer obter um acordo de trégua com as Farc, o movimento armado mais antigo e mais poderoso da Colômbia.
Como as negociações são avalizadas por um grupo de 10 países "facilitadores", entre eles a Suíça, e voltava a ameaça de retomada da guerra civil, a diplomacia desses países atuou para que as partes voltassem à mesa de negociações.
Satisfação geral
Oficialmente, as Farc cederam e decidiram negociar um cessar-fogo. Só que também não interessava ao presidente Andrés Pastrana terminar o mandato com a retomada da guerra civil. Há eleições legislativas em março e presidenciais em maio.
As Farc agradeceram a ONU pelo papel desempenha por seu representante, o presidente Pastrana foi à televisão reconhecer o empenho da comunidade internacional e o secretário geral da ONU, Kofi Annan expressou sua satisfação.
swissinfo com agências