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Mais de dois mil quilômetros ao sudoeste de Tóquio: a pequena ilha de Ishigaki se tornou um centro de uma intensa atividade democrática. Manami Miyara é a primeira voz em nossa nova série de entrevistas sobre a liberdade de expressão.Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2021 - 11:06
- Deutsch Meinungsfreiheit im Ishigaki-Stil
- Español Libertad de expresión, al estilo de Ishigaki
- 中文 石垣式言论自由
- عربي حرية التعبير .. نهج إيشيجاكي
- Français Manami Miyara, la voix de la démocratie à Ishigaki
- English Freedom of Expression, Ishigaki Style (original)
- Pусский Свобода слова на японском острове Исигаки
- 日本語 石垣流「表現の自由」
- Italiano Libertà d'espressione, in stile Ishigaki
Ishigaki está longe dos principais centros. A ilha está quase mil quilômetros distante da maior ilha na região, Kyushu. Aproximadamente 50 mil habitantes vivem por lá, dentre elas Manami Miyara, 28 anos. E apesar de seu afastamento e tamanho - cerca de 1,5 vezes o de Liechtenstein - Ishigaki se viu recentemente no centro das lutas de poder geopolítico na Ásia Oriental.
Como vizinha direta do disputado arquipélago de Senkaku, Ishigaki passou a ter importância estratégica pela proximidade com a China. Por esta razão, o Exército japonês tem planos de estabelecer uma nova base na ilha, o que é contestado por muitos habitantes, inclusive Manami.
Ishigaki está na província de Okinawa, hoje a parte mais meridional do Japão. Entretanto, esse arquipélago de dezenas de ilhas que se estendem por quase mil quilômetros, foi um reino independente até o final do século 19 e depois virou uma zona tampão entre os interesses chineses e japoneses. Em 1879 foi anexada ao Japão.
Durante a II Guerra Mundial, Okinawa se transformou em um campo de batalha, a única a ocorrer diretamente no Japão. Os Estados Unidos ocuparam o arquipélago por décadas até devolver a soberania das ilhas ao Japão, em 1973.
Para os habitantes de Okinawa, a questão da base militar não é nova: dois terços das instalações militares dos EUA no Japão ainda estão concentradas no arquipélago.
Manami explica no vídeo porque os habitantes querem se fazer ouvir, inclusive através de um referendo e iniciativas populares.
Adaptação: Alexander Thoele