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Por Darren Ennis e Adrian Croft
BRUXELAS (Reuters) - Os líderes da União Europeia escolheram nesta quinta-feira o primeiro-ministro belga, Herman van Rompuy, como primeiro presidente do bloco, e a britânica Catherine Ashton como coordenadora de relações exteriores.
A decisão por consenso foi tomada numa cúpula em Bruxelas depois de a Grã-Bretanha desistir de eleger seu ex-premiê Tony Blair como presidente da UE, após semanas de negociações.
Van Rompuy, de 62 anos, e Ashton, de 53, são candidatos discretos e consensuais, pouco conhecidos fora da UE, e ao menos num primeiro momento não terão nas capitais estrangeiras a influência que um estadista renomado como Blair teria.
"O acordo foi feito. Ambas as posições foram acordadas", disse um diplomata da UE presente no encontro dos 27 países membros.
Foi preciso um acordo que agradasse tanto os governos nacionais quanto o Parlamento Europeu, que precisa dar seu aval a Ashton. Isso foi possível com a escolha de um presidente de centro-direita e de uma representante de relações exteriores de centro-esquerda.
Van Rompuy, que não precisa de aprovação do Parlamento Europeu, foi elogiado por conseguir preservar uma frágil coalizão no governo belga depois de se tornar primeiro-ministro, há menos de um ano.
A baronesa Ashton, ex-integrante da Câmara dos Lordes, é praticamente desconhecida fora da Grã-Bretanha e tem pouca experiência em questões diplomáticas. Mas causou boa impressão desde que se tornou comissária europeia para o Comércio, no ano passado.
Blair chegou a ser tido como favorito à Presidência, mas vários países desejavam um candidato que fosse mais capaz de liderar pelo consenso, e França e Alemanha se uniram para bloquear sua candidatura.
O acordo em torno de Van Rompuy e Ashton impediu o fracasso da cúpula, o que teria indicado divisões dentro de um bloco com mais de 500 milhões de habitantes, afetando a meta da UE de fortalecer sua imagem no cenário global.
Ao apoiar Ashton, os líderes também atenderam aos apelos de muitos funcionários da UE para que uma mulher ocupasse um dos cargos principais.
Reuters