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Miguel Cardona, nomeado pelo presidente eleito dos Estados Unidos para o cargo de secretário de Educação, reivindicou nesta quarta-feira ser "bilingue" e "bicultural", durante discurso em que lembrou sua origem porto-riquenha e pronunciou frases em espanhol.
Nascido no estado de Connecticut e professor, Cardona é o terceiro latino a ser escolhido por Biden para um cargo com nível de ministro. Durante sua apresentação em Wilmington, reduto de Biden em Delaware, o futuro secretário reivindicou sua origem latina e operária e o fato de ter estudado no sistema público.
Segundo Cardona, por ser "bilingue e bicultural", a educação foi, para ele, "o grande fator equalizador". Ao anunciar sua nomeação, nesta terça-feira, Biden destacou que o perfil do futuro secretário poderá ajudar a "abordar as desigualdades sistêmicas no sistema educacional".
Em seu discurso, Cardona lamentou que, para muitos estudantes, seu código postal e a cor de sua pele continuem sendo a melhor forma de prever "o sucesso que terão na vida". Também afirmou que foi instituída uma "normalização do fracasso".
"Para muitos estudantes, o ensino público nos Estados Unidos foi como uma flor pálida: uma rosa sem cuidados, que precisa de atenção", comentou. Segundo Cardona, permitiu-se por muito tempo que os estudantes completem o ensino fundamental sem terem uma ideia de como ingressar no mercado de trabalho, apesar de existirem postos técnicos que requerem capacidades especializadas cujas vagas ficam em aberto.
O futuro secretário revelou que seu plano consiste em se reunir com professores, pais, estudantes e autoridades locais. "Temos que evoluir para atender as necessidades dos nossos estudantes", concluiu.