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Por Peter Szekely e Maria Caspani
NOVA YORK (Reuters) - O sistema de escolas públicas da cidade de Nova York, o maior dos Estados Unidos, chegou a um acordo nesta terça-feira que resolve as preocupações de líderes sindicais com a segurança de seus funcionários e adia a reabertura das salas de aula para o novo ano letivo em 11 dias, para 21 de setembro.
O acordo, que acontece enquanto os sistemas escolares de todo o país lutam contra a pandemia e são pressionados pelo governo Trump para reabrir as escolas físicas, irá manter o plano da cidade para uma mistura de ensino remoto e presencial.
"O que acertamos é garantir que as medidas de saúde estejam no lugar, garantir que haja tempo para nos prepararmos apropriadamente para os nossos educadores", disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, em um pronunciamento.
Em Los Angeles e Chicago, respectivamente o segundo e terceiro maiores distritos escolares dos EUA, os estudantes estão começando o ano letivo com aulas online apenas.
O número de novas infecções diárias de coronavírus nos Estados Unidos estava em queda, com 36.263 na segunda-feira, menos da metade do pico reportado no meio de julho, de acordo com uma contagem da Reuters.
Mas ainda há pontos críticos na região Meio-Oeste do país, especialmente em Estados como Iowa e Dakota do Sul, onde os novos casos dispararam na semana passada. O número de casos nos Estados Unidos desde o início da pandemia superou a marca de 6 milhões no último domingo, quase um quarto do total mundial.
A doença matou mais de 184 mil pessoas nos Estados Unidos, mais de um quinto do total do mundo.
Sindicatos de Nova York, liderados pela Federação Unida de Professores (UFT, na sigla em inglês), tinham expressado preocupação de que a cidade estaria se apressando para o reinício das aulas no dia 10 de setembro sem tomar medidas adequadas para proteger professores, alunos e funcionários de infecções.