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As cidades pequenas têm muitas vezes dificuldade em reter as pessoas, o que afeta os principais serviços e atrações. No mais recente esquema suíço para evitar um êxodo, um vilarejo perto de Lucerna está pagando os jovens para ficarem.
GrossdietwilLink externo, uma comunidade rural a cerca de uma hora a noroeste de Lucerna, tem muitos apartamentos vazios e não tem residentes suficientes para enchê-los. Por isso, surgiu uma ideia para seduzir os jovens a ficarem: CHF 1500 (US$ 1510) em dinheiro para aqueles que optarem por permanecer em Grossdietwil - se tiverem menos de 30 anos e for a sua primeira casa longe dos pais.
Até agora, quatro novos lares aproveitaram a oferta anunciada no boletim informativo municipal de julho. O bônus cobre facilmente um mês de aluguel, já que os apartamentos na pequena cidade começam por volta de CHF 950/mês; os apartamentos de dois quartos em um prédio novo custam cerca de CHF 1450.
"Cada bônus é um investimento sensato", disse o prefeito Reto Frank ao Willisauer BoteLink externo, um jornal regional. "Os jovens são o nosso futuro. Eles enriquecem a nossa vida na cidade com ideias frescas e ousadas; participam de clubes e são a fundação de novas famílias locais".
Grossdietwil - 865 habitantes - não está sozinha no seu excedente de habitação. Em toda a Suíça, há mais de 75.000 moradias vazias - com taxas de desocupação especialmente altas no sul da Suíça e em todo o planalto suíço.
70.000 francos suíços para uma família de quatro pessoas
Com apenas 200 habitantes, a cidadezinha montanhosa de AlbinenLink externo oferece recompensas ainda maiores aos novos moradores.
Em novembro de 2017, os seus cidadãos votaram "sim" a um plano para atrair novos habitantes, oferecendo CHF25.000 para quem quiser se instalar no local, sob certas condições. Por exemplo, o novo morador precisa ter menos de 45 anos e tem que investir pelo menos CHF 200.000 em um imóvel. O bônus de CHF25.000 por adulto e CHF10.000 para cada criança também vale para os moradores locais que investem em um imóvel.
O objetivo do prefeito Beat Jost era que cinco novas famílias com crianças se estabelecessem dentro de cinco anos. Hoje, elas estão "no caminho certo", diz Jost.
Um casal, bem como uma família com dois filhos, e um bebé a caminho, já se instalaram no vilarejo. Além disso, vários moradores locais se comprometeram a comprar e/ou renovar suas casas: três solteiros, uma família com um filho e um casal que agora está esperando um bebê.
"Estamos contentes em ver como a cidade foi tomada por um sentimento de otimismo. Iniciativas e atividades através de vários clubes, empresas e indivíduos também contribuíram", disse Jost à swissinfo.ch, citando empreendimentos como uma nova trilha cultural, um novo negócio de casas de fériasLink externo e um novo festival de outono.
"Albinen está vivo! E era exatamente isso que queríamos", diz Jost.
Bonificação para bebês
Esqueça os babadores, sapatinhos e mamadeiras - os pais em muitos cantões recebem presentes em dinheiro para os recém-nascidos. Desde o início deste ano, o cantão do TicinoLink externo paga 3.000 francos suíços por bebê ou crianças recém-adoptadas. Uma condição é que a renda familiar anual não ultrapasse 110.000 francos suíços.
Parte do incentivo vem do fato de que as mortes têm ultrapassado o número de nascimentos. Em 2018, o Ticino registrou 3.152 mortes e 2.556 nascimentos. No primeiro semestre de 2019, houve 1.593 mortes e 1.151 nascimentos.
"Projeções recentes mostram que, em 2040, um terço da população estará aposentada. É crucial manter um certo equilíbrio ao longo das gerações", disse Paolo Beltraminelli, secretário estadual de saúde do Ticino.
Vários outros lugares oferecem uma bonificação semelhante para as pessoas que têm filhos. Nos cantões suíços de Lucerna, Schwyz e Uri, bem como em Friburgo, Jura e Neuchâtel, de língua francesa, os pais recebem 1.000 francos suíços e 1.500 francos suíços. O bônus é de até CHF 3.000 em Genebra, Valais e Vaud.
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