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Uma forte explosão registrada nesta sexta-feira (6) no hotel Saratoga, no centro de Havana, deixou quatro mortos e 13 desaparecidos, informaram as autoridades de Cuba, enquanto uma investigação preliminar sobre as causas aponta para um vazamento de gás.
"O primeiro secretário do Partido em Havana, Luis Antonio Torres Iríbar, explica que até agora a morte de 4 pessoas foi confirmada", enquanto "13 pessoas continuam desaparecidas", disse a Presidência cubana em duas mensagens do Twitter.
A explosão destruiu a fachada do edifício, que estava em obras, constatou um jornalista da AFP.
Pouco depois das 11h locais (12h em Brasília), uma nuvem de fumaça e pó cobriu a avenida Prado, a principal do centro da capital cubana, onde fica o hotel.
Os primeiros quatro andares ficaram praticamente destruídos e cercados por montanhas de escombros e pedaços de vidro.
Algumas pessoas foram atendidas por paramédicos no local.
"Houve um barulho estrondoso e uma nuvem de poeira que atingiu o parque (em frente), muitas pessoas saíram correndo", disse à AFP Rogelio Garcia, motorista de ecotáxi que passava no momento da explosão.
Os policiais isolaram dois quarteirões com fita amarela. Pelo menos duas ambulâncias e cinco caminhões de bombeiros chegaram ao entorno do hotel, que registrava uma forte mobilização policial.
O presidente Miguel Díaz-Canel chegou ao local do acidente, onde havia veículos distruídos, enquanto os bombeiros rastreavam entres os escombros.
"O que se sentiu foi uma explosão assustadora e tudo isso desmoronou", disse outra mulher que ainda tinha poeira no rosto e não quis se identificar.