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Depois de esperar mais de uma década, o polêmico grafiteiro suíço Harald Naegeli recebeu o sinal verde para 'sprayar' as paredes da histórica igreja Grossmünster de Zurique.
A proposta do artista de 78 anos de grafitar as paredes internas das torres Grossmünster foi aceita tanto pela administração da igreja quanto pelas autoridades prediais do cantão.
Depois de grafitar ilegalmente vários edifícios, incluindo igrejas, na década de 1970, Naegeli decidiu pedir uma permissão para grafitar o marco de Zurique.
'Enfant terrible'
Na década de 1980, ele atraiu apoio e oposição de intelectuais e do público em geral por causa de seus grafites ilegais. Depois de cumprir uma sentença de prisão em 1984 por avaria ilegal de propriedade, ele retornou à Alemanha, onde estava vivendo antes de ser encarcerado.
Naegeli não receberá nenhum pagamento pelo seu mais recente empreendimento artístico, e as autoridades de Zurique terão o direito de remover o grafite depois de quatro anos (com a opção de uma prorrogação de dois anos). Há também outros regulamentos envolvidos: a paróquia de Grossmünster estipulou que ele use apenas tinta spray preta, azul e prata, e que ela detenham os direitos de usar a arte para fins de comunicação.
O que Naegeli ganha com isso? O trabalho, intitulado “Todestanz” (Dança da Morte), é visto como uma reconciliação com uma cidade que uma vez o puniu por sua arte.
A noite de abertura do graffiti da Grossmünster está marcada para o dia 25 de janeiro de 2019.
A televisão pública suíça SRF mostra aqui Naegeli ainda jovem, usando a cidade como sua tela (em inglês):
swissinfo.ch/ets, swissinfo.ch