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O general da reserva José Vietri, chefe da guarda presidencial em 2002 no governo do falecido Hugo Chávez (1999-2013), foi detido para ser investigado pela Procuradoria Militar sob a acusação de armar uma rebelião, informou seu advogado nesta segunda-feira.
"Hoje (segunda), um tribunal militar ratificou a detenção do general Vietri, que foi preso na sexta-feira passada", disse seu advogado, Alonso Medina Roa, por telefone à AFP.
O general, de 61 anos, na reserva há oito, "foi acusado por um oficial de querer cooptá-lo para participar de uma rebelião militar", anunciou o advogado, acrescentando que esse testemunho "é a única prova contra ele".
O general, preso na sexta em sua casa em Caracas, foi apresentado nesta segunda-feira a um tribunal militar. A Corte ratificou a privação de liberdade para abrir um prazo de 45 dias, nos quais a Procuradoria deve apresentar provas contra ele para iniciar um processo formal.
Segundo o advogado, Vietri foi chefe da Casa Militar (guarda presidencial) em 2002. Depois disso, também teve outros cargos, entre eles, o de chefe do Estado-Maior do Exército, inspetor-geral do Exército, diretor-geral da Academia Militar e adido militar em Washington.
O advogado disse que a investigação contra Vietri "é diferente" das causas abertas contra outros três generais acusados em março passado pelo presidente Nicolas Maduro de conspirar contra seu governo. O nome desses generais ainda não foi divulgado, assim como os detalhes do processo contra eles.
O governo venezuelano e a Força Armada não se pronunciaram sobre a detenção de Vietri.
Durante o governo de Maduro, que começou em 19 de abril de 2013, outras tentativas de golpe foram denunciadas, mas seus detalhes tampouco foram divulgados.