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“A morte do homem de Davos”
Bruce Nussbaum, um dos principais autores da revista norte-americana "Business Week", critica a globalização e anuncia “a morte do homem de Davos”.
O fundador do Fórum Econômico Mundial (WEF), Klaus Schwab, no entanto, vê futuro para o evento e quer transformá-lo em plataforma de cooperação entre diferentes atores.
A 40ª edição do WEF começa nesta quarta-feira com debates sobre as lições a serem tiradas da crise, a reforma do setor financeiro e o controle do setor bancário.
O slogan do evento é “Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir”. Lemas como estes Bruce Nussbaum não quer mais ouvir.
Nos últimos 12 anos, o membro da chefia de redação da Business Week participou do encontro com líderes internacionais nos Alpes suíços. Desta vez, ele ficou em casa.
Sua justificativa: “O ‘homem de Davos’ não tem mais nada a dizer”, escreve Nussbaum num editorial da revista, sob o título The Death of Davos Man – The Death of Davos (A morte do homem de Davos – A morte de Davos) – veja link na coluna à direita.
Segundo ele, a expressão “homem de Davos”, inventada pelo cientista político estadunidense Samuel Huntington, significa um líder financeiro e econômico transnacional e liberal em relação ao mercado.
O ‘homem de Davos’ novamente terá um grande palco esta semana. Segundo Nussbaum, isso, porém, não escamoteia o fato de que ele se encontra no “estágio final de sua irrelevância”.
Ele argumenta que três grandes recessões dos últimos dois anos mostraram que a globalização, a ideologia econômica do ‘homem de Davos’, nunca foi mais do que uma brilhante fachada do renascente nacionalismo.
“Afinal foram os Estados nacionais e os contribuintes nos respectivos países que salvaram os bancos da destruição total pelo homem de Davos”, escreve.
A globalização, continua Nussmann, melhorou a vida de muitos milhões de chineses, mas levou ao empobrecimento da classe média nos EUA e piorou a situação dos pobres.
Segundo ele, a teoria da eficiência do mercado num sistema de comércio mundial livre de barreiras foi refutada. Não é verdade que todas as pessoas ganham com a globalização, afirma.
A opinião de Nussbaum pode até encontrar ouvidos entre os participantes do Fórum Social Mundial em Porto Alegre (evento que surgiu e acontece em contraposição ao WEF), mas não preocupa os organizadores do Fórum Econômico Mundial na Suíça.
O WEF não dá sinais de entregar os pontos ao completar os 40 anos de existência. Pelo contrário: a intenção dos organizadores é dar um novo rosto ao ‘homem de Davos’. O número de participantes dos países emergentes e de mulheres (atualmente 15%) deve aumentar.
Os 1400 líderes empresariais neste ano representam “apenas” pouco mais da metade do total de 2500 participantes.
O WEF vai se transformar em plataforma global para cooperações “multistakeholder” (entre diferentes atores), descreve Klaus Schwab seu projeto para o futuro do Fórum de Davos.
Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)
O chefe da polícia do cantão dos Grisões, Markus Reinhardt, responsável pela segurança do Fórum Econômico Mundial em Davos, foi encontrado morto nesta terça-feira, informaou a polícia em comunicado em seu site na internet.
“Todas as indicações apontam para suicídio”, declarou. Reinhardt era o chefe da polícia dos Grisões desde 1984.
O capitão Marcus Suter irá substituí-lo no comando da segurança em Davos, disse a polícia.
Fonte: Reuters
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