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O governo suíço envia ao Parlamento um projeto de lei para regulamentar as pesquisas com células extraídas de embriões humanos.
As chamadas células-tronco são promissoras para a medicina regenerativa.
O projeto do governo suíço para a pesquisa científica com embriões humanos deverá sofrer poucas emendas no Parlamento. Considerada até certo ponto liberal, a futura lei vai preencher o vazio jurídico atual.
Serão regulamentos o uso em laboratório das chamadas células-tronco, quando no início do desenvolvimento embrionário elas ainda não são especializadas. Podem ser cultivadas em laboratório e representam grande esperança para novas terapias contra o câncer, diabetes, doença de Parkinson e várias outras.
Embriões excedentes
O problema é que essas células são geralmente extraídas de embriões humanos, que morrem depois de extraídas as células. Nesse ponto são levantados questionamentos éticos e morais.
A lei atual proíbe a produção de embriões para pesquisas mas não diz nada sobre o uso de embriões excedentários das terapias de procriação assistida, fecundados in vitro para tratamentos contra a esterilidade.
Melhor compromisso
O projeto do governo admite o uso desses embriões para extração de células até o 14° dia depois da fecundação. As pesquisas terão de ser autorizadas pelo Ministério da Saúde e publicadas posteriormente. O projeto proíbe qualquer comercialização de embriões e células.
Os especialistas consideram que esse é o melhor compromisso atual, para não impedir as futuras pesquisas de doenças atualmente incuráveis.
swissinfo com agências
Breves
- Lei atual proíbe criar embriões para pesquisas
- projeto regulamenta extração de células-tronco de embriões excedentes
- pesquisas terão de ter autorização do Ministério da Saúde e de uma comissão de ética. Todas serão publicadas
- extração de células será possível até o 14° dia de vida do embrião
- toda comercialização de embriões e células será proibida.