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Práticas do ocupante israelense são denunciadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, integrado somente por suíços. Práticas que por ex., privam os palestinos do direito ao ensino, ao trabalho e à livre circulação... Após novas violências em Jerusalém, no domingo 29/7, o CICV manifesta intenção de fornecer assistência ainda maior aos palestinos.
A nova "intifada" já se prolonga por 10 meses, com a violência gerando violência, em particular na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
O porta-voz do CICV em Jerusalém, Kim Gordon Bates, lembra: "Segundo a 4a. Convenção de Genebra, a Cisjordânia e Gaza são territórios ocupados. Cabe então ao ocupante (Israel) garantir nessas regiões condições de vida normais na medida do possível".
Bates estima que a "potência ocupante" faz tudo para entravar o direitos das populações palestinas ao trabalho, à livre circulação de bens e pessoas, à educação.
Emblema humanitário é desrespeitado
Num clima de violência que pode estourar a qualquer momento o CICV tem distribuído alimentos e remédios às cidades assediadas da Cisjordânia. Fornece também abrigo a pessoas desamparadas que tiveram suas casas demolidas por tratores israelenses.
No atendimento de crescentes necessidades, o CICV aumenta suas representações. Tinha apenas duas representações: em Jerusalém e na Faixa de Gaza. A entidade abriu novo centro em Gaza e em cada grande cidade da Cisjordânia. E nos últimos meses o CICV quase duplicou o número de seus representantes nos territórios ocupados.
swissinfo