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A gigante farmacêutica suíça Novartis reviu as previsões anteriores de que um medicamento para combater o coronavírus poderia estar no horizonte. O CEO Vas Narasimhan diz que agora é mais "realista" esperar que a pandemia continue a assombrar o mundo até o próximo ano.Este conteúdo foi publicado em 25. agosto 2020 - 09:00
Em entrevista ao jornal Neue Zürcher Zeitung na segunda-feira (24), Narasimhan disse que a Covid-19 está apresentando mais problemas do que o esperado com uma série de ondas que atingem vários países.
"A pergunta é quando estaremos prontos com vacinas e tratamentos que o mundo possa viver com o vírus. Não estamos assumindo que ele irá desaparecer de repente ou que um número suficiente de pessoas ficará imune", disse.
Em abril, Narasimhan pareceu otimista sobre as chances do medicamento contra a malária hidroxicloroquina proporcionar algum alívio contra o vírus. Mas a substância, que foi endossada pelo presidente americano Donald Trump e considerada uma panaceia pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro, foi rejeitada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Estamos em uma fase muito precoce e acontece que está demorando mais do que esperávamos", disse o presidente da gigante farmacêutica suíça sobre encontrar uma cura. "Esperávamos poder tirar mais proveito dos medicamentos existentes para combater a Covid e também ser mais rápidos no desenvolvimento de um novo princípio ativo. Agora está claro que precisamos de mais cooperação com as empresas de biotecnologia".
A Suíça assinou um acordo com a empresa americana de biotecnologia Moderna para garantir o acesso antecipado a 4,5 milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 atualmente em desenvolvimento.
A Novartis vendeu a maior parte de sua unidade de vacinas em 2015 e Narasimhan admitiu que seria " extremamente difícil" reconstruir esta competência a partir do zero em um curto período de tempo.