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(Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, negou nesta quinta-feira notícias de que a Rússia planeje reabrir uma base da era soviética em Cuba, de onde espionava os Estados Unidos nos tempos da União Soviética.
Uma fonte do setor de segurança da Rússia tinha dito na quarta-feira que a Rússia havia chegado a um acordo provisório com Cuba para reabrir o posto de escuta de Lourdes, que Putin fechou em 2001. A fonte repetiu o conteúdo de uma notícia publicada inicialmente pelo diário russo Kommersant.
Mas em declarações em Brasília, depois de tomar parte na cúpula das grandes economias emergentes (Brics), última parada de um giro latino-americano, Putin negou a informação e afirmou que a Rússia não tem planos de retomar a atividade na instalação de inteligência de Lourdes.
"A Rússia é capaz de cumprir suas tarefas em capacidade de defesa sem esse componente (Lourdes)", disse ele em comentários divulgados pela agência russa Itar-Tass.
A notícia sobre a reabertura do posto havia surgido cinco dias depois de Putin visitar Havana e num momento em que as relações entre a Rússia e os Estados Unidos haviam chegado a seu ponto mais delicado desde o fim da Guerra Fria, por causa da crise na Ucrânia.
A base de Lourdes, situada a 250 quilômetros da costa norte-americana, foi estabelecida em 1964, depois da crise dos mísseis em Cuba. Ela monitorava comunicações por satélite e sinais de e para submarinos e navios.
(Reportagem de Daniel Trotta)
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