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Vítimas do nazismo começam a receber as indenizações previstas no acordo entre os bancos suíços e organizações judaicas, assinado há 3 anos. Os primeiros cheques serão enviados a pessoas que moram em países da ex-União Soviética.
Pelo acordo assinado em 12 de agosto de 1998, os bancos suíços pagaram 1,25 bilhões de dólares para resolver o problema das contas inativas em suas agências, abertas antes e durante a Segunda Guerra Mundial.
O acordo foi assinado após 3 anos de intensa campanha que prejudicou a imagem de bancos e empresas suíças. Em abril deste ano, 27 empresas e quase 300 filiais foram incluídas no acordo, assinado com as principais organizações judaicas, baseadas nos Estados Unidos.
Juiz americano aplica o acordo
Em troca, as vítimas do Holocausto renunciaram a mover ações em Justiça contra o governo suíço, o banco central e as empresas suíças. A aplicação do acordo e distribuição das indenizações ficou a cargo do juiz Edward Korman, de Nova York.
Quatro categorias de pessoas sobreviventes ou seus herdeiros serão indenizadas: as que abriram contas em bancos suíços antes e durante a Segunda Guerra, as refugiadas, as que exerceram trabalhos forçados e as que foram espoliadas.
A primeira parcela liberada pelo juiz Korman (US 43,7 milhões) será destinada inicialmente a famílias espoliadas que vivem nas ex-repúblicas soviéticas. Inclui também cerca de 35 mil vítimas de trabalhos forçados e 400 ex-refugiados rejeitados pela Suíça durante a Segunda Guerra.
Todo o procedimento de indenizações deverá estar concluído em 2003.
Marie-Christine Bonzom, Washington.