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RAWALPINDI, Paquistão (Reuters) - Um ataque suicida supostamente lançado pelo Taliban matou ao menos 35 pessoas na cidade paquistanesa de Rawalpindi na segunda-feira, disseram autoridades, enquanto o governo anunciava uma recompensa pela captura, vivo ou morto, do líder do grupo.
Os militantes paquistaneses do Taliban estão sendo expulsos de seus esconderijos na fronteira com o Afeganistão por uma ofensiva do Exército, e estão retaliando com atentados a bomba e ataques a alvos urbanos.
A ofensiva do Exército paquistanês está sendo seguida de perto pelos Estados Unidos e por outras potências envolvidas no Afeganistão, já que a região da fronteira se tornou um santuário para grupos insurgentes de ambos os países, assim como para militantes estrangeiros da Al Qaeda.
A explosão de segunda aconteceu em meio a anúncios do governo paquistanês de uma recompensa de até 5 milhões de dólares por informações que levassem à captura, vivo ou morto, do líder do Taliban no Paquistão, Hakimullah Mehsud, e de mais de uma dezena de outros líderes.
O ataque em Rawalpindi aconteceu numa área que abriga hotéis e quartéis-generais do Exército.
Autoridades disseram que muitas das vítimas eram idosos que estavam na fila do banco para retirar suas aposentadorias. As emissoras de TV mostraram ambulâncias e viaturas policiais correndo pelas ruas com as sirenes ligadas.
"Foi uma explosão enorme. A fumaça está saindo do local", disse à Reuters Nasir Naqvi, que dirige uma agência de viagens perto do local do atentado.
No mês passado os militantes lançaram um ataque contra o quartel do Exército em Rawalpindi, fazendo dezenas de pessoas reféns antes que comandos invadissem o prédio e as resgatassem.
O anúncio da recompensa por Hakimullah foi feito em jornais. A recompensa de mais de 600 mil dólares cada foi oferecida por Hakimullah, que é visto como um homem brutal e violento, e seu principal ajudante, Wali-ur-Rehman.
Reuters