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Volta na Europa o debate sobre os cachorros agressivos, tipo pitbull, depois que dois "cães de combate" despedaçaram uma criança de 6 anos em Hamburgo. A suíça deve reforçar legislação, em particular impondo medidas preventidas. Mas sem convicção...
A pressão da sociedade para que se regulamente estritamente comercialização e posse de cães agressivos e perigosos é cada vez maior, à medida que ocorrem incidentes graves como o de Hamburgo, na Alemanha, esta semana.
Na Suíça há também precedentes de dramas do gênero:
- em fevereiro, uma menina foi ferida por um cão da raça rottweiler no cantão de Zurique (Dürnten);
- dois meses antes, em Genebra, um dogue alemão (cão valente de caça) arrancou parte do rosto de um menino e o feriu gravemente nos membros. A dona do cachorro foi condenada a um mês de prisão com suspensão de pena.
Mas tem se observado que na hora de legislar as autoridades suíças fazem corpo mole. Argumenta-se que em outros países severa regulamentação não resolveu o problema.
Um grupo de trabalho encarregado de estudar uma solução observa que a primeira dificulade é definir o que seja um "cão de combate". Um cachorro de raça ou bastardo pode tornar-se agressivo se for adestrado...
Uma das medidas encaradas é proibir a posse e a importação de cães treinados para o combate ou exclusão daqueles que se mostrem agressivos.
Outra proposta é que se registrem os cachorros agressivos e um "certificado de capacidade" para os donos de cães de certas raças.
Uma dica para evitar agressividade do animal é que "seja educado de maneira respeitosa". Nas 12 primeiras semanas de vida "ele deve ser socializado, confrontado às pessoas ou a outros animais e fazer boas experiências brincando com crianças".
Ainda um conselho: "um cão deve ser tratado como tal". Se o dono não o conseguir o cachorro se sente inseguro e torna-se agressivo...
swissinfo com agências.