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LONDRES (Reuters) - A iluminação será desligada por uma hora na Grã-Bretanha nesta segunda-feira em homenagem aos mortos na Primeira Guerra Mundial, no centenário do início do conflito. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o príncipe William prestaram uma homenagem aos mortos.
Chamado de "a guerra para acabar com todas as guerras", o conflito se espalhou por toda a Europa, especialmente no norte da França e da Bélgica, matando 17 milhões de soldados e civis entre 1914 e 1918. Um milhão de mortos eram soldados da Grã-Bretanha e de seu então império.
Cameron e o príncipe William participaram de cerimônias na Escócia e na Bélgica. Discursando em um evento em Liège, o príncipe William fez uma homenagem aos mortos e observou que os conflitos atuais na Ucrânia mostram que a instabilidade continua a perseguir a Europa.
"Nós fomos inimigos mais de uma vez no século passado e hoje somos amigos e aliados", disse o príncipe, em alusão à Alemanha e seus companheiros na primeira e segunda guerras mundiais. "Nós saudamos aqueles que morreram para nos dar a nossa liberdade. Vamos recordá-los", disse ele ao rei belga Philippe e outros chefes de Estado.
Os presidentes François Hollande, da França, e Joachim Gauck, da Alemanha, estavam entre os presentes em Liège, enquanto em Glasgow, na Escócia, Cameron foi acompanhado pelo herdeiro do trono britânico, o príncipe Charles, em uma missa.
Nesta segunda-feira à noite as luzes que iluminam os monumentos em Londres vão ser desligadas, incluindo as da Trafalgar Square, do Parlamento e da Catedral de St Paul, por uma hora, para lembrar o momento em que a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha.
Os britânicos também foram incentivados a desligar as luzes em casa por uma hora.
Na Torre de Londres uma instalação de arte chamada "Blood Swept Lands and Seas of Red" (O sangue tingiu terras e mares de vermelho), de Paul Cummins, tem centenas de milhares de papoulas de cerâmica espalhadas pelo monumento medieval.
As papoulas vermelhas se tornaram um símbolo de recordação da guerra travada nos campos de papoula da região de Flandres, na Bélgica, durante a Primeira Guerra Mundial.
(Reportagem de Sarah Young)