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Primeira-ministra deposta da Tailândia Yingluck Shinawatra na Suprema Corte, em Bangkok 17/02/2016 REUTERS/Chaiwat Subprasom(reuters_tickers)
Por Amy Sawitta Lefevre e Panarat Thepgumpanat
BANGKOK (Reuters) - A primeira-ministra deposta da Tailândia Yingluck Shinawatra fugiu do país antes da leitura de um veredicto contra ela em um julgamento de negligência, instaurado pela mesma junta que a tirou do poder, disseram fontes próximas da família Shinawatra, nesta sexta-feira.
Yingluck, de 50 anos, cuja família tem dominado a política da Tailândia por mais de 15 anos, não compareceu ao julgamento de um caso centrado nas perdas bilionárias desencadeadas por um esquema de subsídio de arroz para agricultores.
Deposta em 2014, Yingluck enfrentaria até 10 anos de prisão se considerada culpada. Seu ex-ministro do Comércio foi condenado a 42 anos de prisão em um caso relacionado, nesta sexta-feira.
"Ela definitivamente deixou a Tailândia", disse uma fonte, que também faz parte de seu partido Puea Thai. As fontes não disseram para onde Yingluck teria ido.
O irmão de Yingluck, Thaksin Shinawatra, que lidera o clã político, foi deposto em 2006 e se exilou para escapar de uma condenação de corrupção, que ele disse ter como objetivo destruir o movimento populista que ele fundou.
O conflito entre esse movimento e uma elite monárquica pró-militar centrada em Bangkok tem estado no centro de anos de tumulto político na Tailândia. O veredicto contra Yingluck poderia ter reiniciado as tensões, embora o exército tenha em grande parte dissipado a oposição.
Reuters