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Manifestação em Sydney a favor das pesquisas científicas(afp_tickers)
Milhares de cientistas devem participar em uma manifestação neste sábado em Washington e outras cidades dos Estados Unidos e do mundo em defesa da pesquisa científica, que consideram essencial para o progresso da humanidade e ameaçada pelo governo de Donald Trump.
As primeiras marchas a favor da pesquisa científica, das 500 previstas em todo o mundo, aconteceram na Austrália e na Nova Zelândia.
"Os cientistas perceberam nos últimos anos que os fatos científicos são consideravelmente ignorados nos debates públicos e são substituídos por opiniões e crenças ideológicas", disse à AFP Rush Holt, presidente da Associação Americana pelo Avanço da Ciência (AAAS), a maior organização do setor, com 120.000 membros.
De acordo com o especialista nuclear e ex-congressistas democrata, as preocupações a respeito do espaço ocupado pela ciência nos Estados Unidos começaram há várias décadas.
Atualmente, o orçamento destinado à pesquisa é menos da metade do registrado nos anos 1960 em termos de percentual do PIB.
Lydia Villa-Komaroff, bióloga molecular do Massachusetts Institute of Technology e copresidente honorária da Marcha pela Ciência, afirma que a chegada de Trump ao poder "sem dúvida foi um catalisador" da mobilização.
Durante a campanha presidencial, o magnata republicano afirmou que a mudança climática era uma armadilha imaginada pelos chineses, mas depois de sua eleição suavizou algumas de suas declarações.
Trump também anunciou que retiraria os Estados Unidos do Acordo de Paris de 2015 sobre a mudança climática, uma medida que não adotou até o momento e que seria objeto de duros debates na própria Casa Branca.
Pouco depois assumir o pode, Trump assinou um decreto para desmantelar as proteções ambientais implementadas por seu antecessor Barack Obama e designou para o comando da Agência de Proteção Ambiental (EPA) Scott Pruitt, um cético do aquecimento global.
Em seu primeiro projeto de orçamento, Trump propôs ainda uma redução espetacular de 31% dos fundos destinados à EPA e cortes à pesquisa climática e ao Instituto Nacional de Saúde (NIH).
AFP