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O parlamento suíço decidiu flexibilizar as restrições à engenharia genética na agricultura, prorrogando, em princípio, uma moratória para os organismos geneticamente modificados (OGM) até 2025.
O Senado na terça-feira pediu ao governo para propor detalhes para o uso de técnicas de edição de genes em plantas e sementes até meados de 2024.
Entretanto, as isenções só serão permitidas se forem consideradas um valor agregado para a agricultura, os consumidores e o meio ambiente, em comparação com os métodos convencionais.
A edição genética, ou edição de genes, é um tipo de engenharia genética em que o DNA é inserido, apagado, modificado ou substituído no genoma de um organismo vivo.
O movimento de terça-feira segue uma decisão semelhante da outra câmara parlamentar, a Câmara dos Deputados, na semana passada.
Os apoiantes disseram que a nova técnica poderia ser útil para o cultivo de plantas resistentes às mudanças climáticas.
Outros oradores elogiaram a decisão como uma solução de compromisso que satisfaz as necessidades da comunidade científica.
Os opositores, nomeadamente entre os partidos de esquerda, exigiram mais provas de segurança antes de concordarem em aliviar as restrições.
Congelamento prolongado
A Suíça introduziu uma moratória sobre os OGM após uma votação nacional em 2005, permitindo apenas exceções para a pesquisa. O congelamento foi prorrogado várias vezes desde então.
Os opositores dos OGMs incluem a principal organização de agricultores do país, bem como os consumidores. Os apoiantes, nomeadamente os grandes retalhistas e os produtores de frutas e legumes, têm ganho terreno nos últimos anos. Eles gostariam que a lei fosse revista para refletir o progresso científico e tecnológico.
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