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Por Michelle Nichols
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) repudiou nesta segunda-feira a derrubada de um avião de passageiros malaio com 298 pessoas na Ucrânia e exigiu que os grupos armados concedam o “acesso seguro, pleno e irrestrito” ao local da queda.
O conselho de 15 países membros adotou por unanimidade uma resolução elaborada pela Austrália, que perdeu 28 cidadãos no incidente, que exige que os responsáveis “sejam identificados e que todos os Estados cooperem plenamente nos esforços para estabelecer a responsabilidade”.
“Devemos às vítimas e familiares determinar o que aconteceu e quem foi responsável”, disse a ministra das Relações Exteriores australiana, Julie Bishop, que viajou a Nova York para negociar a resolução.
Os Estados Unidos e seus aliados culparam os rebeldes pró-Rússia de abater o avião. Bishop disse ao conselho que a Rússia "precisa usar a sua influência sobre os separatistas" para garantir o acesso ao local. “A Rússia também deve usá-la para encerrar o conflito na Ucrânia”, afirmou ela.
A Rússia, que tem poder de veto no conselho, votou a favor da resolução depois de algumas alterações no texto, incluindo a caracterização do incidente como “a queda” do voo MH17 da Malaysia Airlines, em vez de “a derrubada”.
Um pedido moscovita para que referências a grupos armados fossem retiradas da resolução não foi atendido.
O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse a repórteres a caminho da reunião: “Fomos capazes de melhorar o texto o suficiente para poder apoiá-lo.”
A resolução “exige que os grupos armados que controlam o local da queda e seus arredores evitem quaisquer ações que possam comprometer a integridade do local, incluindo destruir, remover ou interferir com destroços, equipamentos, pertences pessoais ou restos mortais”.
O texto “apoia os esforços para estabelecer uma investigação internacional completa, meticulosa e independente do incidente, de acordo com as diretrizes da aviação civil internacional” e “exige que todos os Estados e outros envolvidos evitem atos de violência contra aeronaves civis”.
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