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Christoph Blocher, empresário e político do partido de direita União Democrática do Centro (UDC), participou ontem em Zurique de coletiva de imprensa.
Candidato à vaga de ministro federal, Blocher apresentou-se como um político que quer acabar com o desperdício e fazer a economia suíça voltar a crescer.
Essa foi uma grande apresentação num chique salão em Zurique. Christoph Blocher havia convidado jornalistas estrangeiros para se apresentar como o principal membro da União democrática do Centro (UDC).
Apesar do nome, a UDC é o partido mais à direita entre os maiores partidos suíços e foi o grande vencedor das eleições legislativas de outubro.
Blocher apresentou-se para os representantes da imprensa como um verdadeiro chefe de Estado, aberto ao mundo, preparado, confiante e surpreendentemente conciliador.
Na sala cheia, o político, que é candidato a um cargo de ministro no governo federal, valou como se estivesse eleito, propondo suas soluções para os problemas da Suíça.
Governar é um peso
“Ser ministro será, no futuro, um fardo e não mais a coroação de uma carreira com um cargo representativo”, afirma Blocher. O empresário exige uma nova compreensão do governar, onde as melhores cabeças dos partidos devem assumir responsabilidades para resolver os grandes problemas do país.
A conseqüência dessa nova forma de pensar é que a União Democrática do Centro, partido de direita, quer ter um espaço no governo correspondente ao seu sucesso nas urnas.
Por esse motivo, Blocher exige uma cadeira de ministro do Partido Democrata Cristão, derrotado nas eleições, pouco importando se ela terá de ser cedida por Ruth Metzler, a ministra da Justiça e Polícia, ou Joseph Deiss, o atual ministro da Economia.
Os partidos vão negociar até 10 de dezembro, quando o novo parlamento vai eleger o substituto do ministro das Finanças, Kaspar Villiger, e confirmar ou modificar o quadro atual dos sete ministros que compõem o governo federal suíço, também chamado de Conselho Federal.
”O importante é governar, não apenas administrar”
Blocher continuou sua apresentação à imprensa falando sobre os problemas econômicos atuais vividos pelo país. “A Suíça foi governada muito bem nos últimos cinqüenta anos somente graças ao dinheiro”.
Como exemplo, o multimilionário do cantão de Zurique citou casos de somas altas pagas pelo governo como durante a falência da companhia aérea Swissair ou da organização de uma exposição nacional como a Expo.02, além de programas como “Escolas na Internet” e o de pesquisa histórica da participação da Suíça na Segunda Guerra Mundial.
“No futuro é necessário trabalhar de forma mais eficiente com menos recursos”, ressalta Blocher. Sobretudo a administração federal é para o político uma estrutura que precisa de reformas radicais.
swissinfo com agências
Breves
Christoph Blocher nasceu em 11 de outubro de 1940. Ele é casado, tem três filhas e um filho. Depois de concluir um curso como agricultor, Blocher estudou Direito nas Universidades de Zurique, Montpellier e Paris. Como empresário, ele teve uma rápida ascensão até ser o acionista majoritário e presidente do conselho administrativo da empresa química EMS.
Nenhum político suíço dividiu tanto a opinião pública como Christoph Blocher. O deputado federal de Zurique apresenta-se, por vezes, como um grande industrial aberto ao mundo e, ao mesmo tempo, como um conservador contrário a integração da Suíça à União Européia ou pela diminuição do número de estrangeiros vivendo no país.
Blocher afirmou que caso seja eleito como ministro no governo federal, ele irá abandonar a administração da sua empresa e ceder sua parte nas ações aos filhos.
Sua filha mais velha, Magdalena Martullo, 34 anos, é a atual vice-presidente da empresa familiar Ems Chemie Holding. Seu irmão, Markus, também é ativo na firma de Blocher.
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