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A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Fórum Econômico Mundial (WEF), a estrela do tênis Roger Federer e a polêmica "águia bicéfala" da Suíça na Copa do Mundo da Rússia dominaram a cobertura da mídia estrangeira e social sobre a pequena nação alpina este ano.
"Donald Trump em Davos, Roger Federer, na Austrália, e o gesto das águias na Copa do Mundo na Rússia foram momentos-chave para a imagem da Suíça em 2018", disse Nicolas Bideau, chefe da Presença SuíçaLink externo, braço promocional do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, que realiza um monitoramento anualLink externo da imprensa estrangeira e das mídias sociais - essencialmente o Twitter.
Para Bideau, esses destaques mostraram “a abertura do país para o mundo, sua competitividade, comprometimento e sua diversidade cultural”.
Trump foi o primeiro presidente dos EUA a participar da cúpula de Davos desde Bill Clinton, em 2000, e fez um discurso altamente antecipado. Federer, por sua vez, está de volta ao topo do tênis mundial e no topo das três melhores classificações do ano da ATP pela 14ª vez, mais um recorde para o tenista.
Em junho, os jogadores suíços Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, que têm herança étnica albanesa ligada ao Kosovo, provocaram polêmica nas comemorações do gol durante a última vitória por 2 x 1 sobre a Sérvia na Copa de 2018. A dupla colocou as mãos abertas juntas para imitar a águia negra de duas cabeças da bandeira albanesa. O capitão Stephan Lichtsteiner também fez o gesto durante a partida. Os sérvios não gostaram nada. A FIFA, entidade que rege o futebol mundial, mais tarde os multou por “comportamento antiesportivo”. O incidente levou a um debate público sobre a dupla nacionalidade na seleção suíça de futebol.
Em suas reportagens sobre migração e integração, a mídia estrangeira também pegou a história de um casal muçulmano de Lausanne que foi recusado a cidadania, além da proibição do burca no cantão de St. Gallen, segundo a Presença Suíça.
O órgão de promoção da Suíça notou que as negociações do país com a União Europeia de um acordo-quadro para consolidar os laços bilaterais também foram populares nos jornalistas estrangeiros, ao lado de tensões entre Suíça e Rússia por suspeita de espionagem russa na Suíça e separatistas catalães residentes na Suíça.
As votações populares na Suíça também geraram interesse no exterior. Estas incluíam a iniciativa "Não-Billag" para abolir a taxa de licenciamento de rádio e televisão, a iniciativa "Vollgeld" (moeda soberana) para dar ao Banco Central Suíço a única autoridade para criar dinheiro, e a iniciativa "chifres de vaca".
A Presença Suíça disse que o papel da Suíça como centro financeiro atraiu menos atenção da mídia do que no passado, e essa cobertura específica foi geralmente “mais favorável”.
O departamento do Ministério das Relações Exteriores disse que o volume total de artigos sobre a Suíça escritos por jornalistas estrangeiros vem diminuindo consideravelmente desde 2015. Ele explica que isso é em grande parte devido a cortes orçamentários nos serviços de notícias estrangeiros.
swissinfo.ch/fh