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O Senado dos Estados Unidos bloqueou, esta quarta-feira, o avanço de novos pacotes de ajuda a Israel e à Ucrânia.
Segundo a imprensa internacional, numa importante votação, os republicanos acabaram por impedir que ajuda avançasse, num protesto contra uma disputa sobre a política de segurança nas fronteiras, de forma a controlar a entrada de migrantes na fronteira com o México.
O resultado da votação processual foi de 49 contra 51, quando eram necessários 60 fotos favoráveis.
“Os republicanos do Senado vão negar a aprovação de um projeto de lei que não aborda as principais prioridades de segurança nacional da América de uma forma séria. Como dissemos há semanas, a legislação que não inclui mudanças políticas para proteger as nossas fronteiras não será aprovada no Senado”, afirmou Mitch McConnell, líder da bancada Republicana no Senado, antes da votação.
A recusa representa um revés para o presidente norte-americano, Joe Biden, que tinha advertido hoje o Congresso de que o desbloqueio de fundos para a Ucrânia não podia “esperar mais”.
Biden disse que o fracasso de uma votação sobre fundos adicionais seria “o melhor presente” que os Estados Unidos poderiam oferecer ao presidente russo, Vladimir Putin, sustentando que, caso consiga dominar a Ucrânia, Putin “não vai parar por aí”.
Esse apoio permitiria continuar a apoiar militarmente a Ucrânia, país de que Washington tem sido o maior fornecedor de armamento e equipamento militar desde a invasão russa, em fevereiro de 2022.
Pelo contrário, uma redução do apoio financeiro dos Estados Unidos representa um cenário desastroso para Kyiv, cuja contraofensiva no verão não conseguiu obter os ganhos territoriais esperados.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deveria ter-se dirigido na terça-feira aos membros do Congresso por videoconferência, mas cancelou o seu discurso à última hora sem apresentar qualquer justificação.
Mas Zelensky falou hoje, afirmando que Putin está a contar com “o colapso” do apoio ocidental à Ucrânia e admitindo que o Exército russo “aumentou a pressão de forma significativa” na frente de batalha.
A Rússia lançou a 24 de fevereiro de 2022 uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, de acordo com dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e fez nos últimos 21 meses um elevado número de vítimas não só militares como também civis, impossíveis de contabilizar enquanto o conflito decorrer.
A invasão — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.