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O vice-chanceler iraniano, Hossein Amir-Abdollahian(afp_tickers)
O Irã tem fornecido conselhos aos curdos iraquianos contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), declarou o vice-chanceler iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, citado nesta quarta-feira pela imprensa local.
"Fornecemos aconselhamento e orientação política para o governo iraquiano, temos agido da mesma forma junto ao Curdistão iraquiano", declarou Al-Alam ao canal de língua árabe da TV iraniana.
O Irã não tem presença militar "nem em Samarra, nem em Bagdá ou na região do Curdistão iraquiano", disse. "Nós também não enviamos armas, mas nós fornecemos conselhos e compartilhamos experiências com o governo de Bagdá e do Curdistão iraquiano".
O Irã, de maioria xiita como o Iraque, era o principal aliado do ex-primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki, antes de abandonar o seu aliado acusado de todos os males no Iraque e de acolher a nomeação de um substituto, Haidar al-Abadi.
Teerã convidou os iraquianos à unidade nacional contra a ofensiva do EI.
Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Marzieh Afkham, disse que consulatas foram realizadas com alguns países da Europa a este respeito.
"A República Islâmica do Irã começou a negociar com os países europeus sobre o perigo do terrorismo e dos takfiris (extremistas sunitas) e o aumento de suas atividades", afirmou Afkham, que foi questionado sobre uma declaração do primeiro-ministro britânico David Cameron sobre a cooperação com o Irã contra o Estado Islâmico.
O vice-ministro iraniano também acusou os Estados Unidos de não fazer nada para controlar "o fluxo de capital" aos grupos jihadistas na Síria, que faz fronteira com o Iraque, enquanto Washington "controla o mínimo de petrodólares do Irã através do sistema bancário internacional".
Estes grupos "vendem e compram armas na Síria e com a ajuda de alguns países da região e vendem (...) diariamente entre 3 e 7 milhões de petróleo", disse ele.
O EI assumiu o controle de grandes porções do território do Iraque e da Síria, incluindo de campos de petróleo.
AFP