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PARIS (Reuters) - A Assembleia Nacional da França aprovou nesta terça-feira um projeto de lei abrangente contra a mudança climática que impedirá futuras expansões de aeroportos, proibirá aquecedores de terraços ao ar livre e diminuirá resíduos de embalagens.
A França almeja reduzir as emissões de efeito estufa em 40% até 2030 na comparação com os níveis de 1990, mas ativistas ambientais dizem que o país está se arrastando. Em um veredicto histórico de fevereiro, um tribunal determinou que a França precisa fazer mais para combater a mudança climática.
Depois de mais de 200 horas de debate em comissões parlamentares e na câmara baixa, parlamentares aprovaram o projeto de lei por 332 votos a 77.
"Ao invés de grandes palavras e objetivos imensos e inalcançáveis que só geram resistência social, estamos adotando medidas eficazes", disse a ministra do Meio Ambiente, Barbara Pompili, à câmara.
A legislação vem na esteira de uma consulta popular durante a qual 150 membros do público sugeriram dezenas de medidas para conter as emissões.
Diversos participantes criticaram o presidente francês, Emmanuel Macron, por diluir suas ideias, mas a um ano da eleição presidencial e vendo partidos verdes se saindo bem em outras partes da Europa, Macron espera que o projeto de lei reforce suas credenciais ambientais.
O Greenpeace disse que a legislação não foi longe o suficiente.
"É uma lei que poderia ter sido adequada 15 anos atrás (...) Em 2021, não bastará para enfrentar com eficiência o aquecimento global", disse Jean-François Julliard, chefe do Greenpeace da França.
(Por Elizabeth Pineau)