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O presidente do Paraguai, Mario Abdo, demitiu seu chefe de segurança no domingo (18) e anunciou uma reestruturação da liderança policial como repercussão do assassinato de uma jovem em uma cela de segurança máxima por um narcotraficante brasileiro que quer evitar sua extradição.
"Nós tomamos a decisão de substituir o comandante e o vice-comandante da Polícia Nacional", escreveu o chefe de Estado em sua conta no Twitter.
O ministro do Interior, Juan Villamayor, anunciou que "o presidente tomará medidas drásticas" após o assassinato da jovem na prisão.
Marcelo "Piloto" Pinheiro, considerado um dos líderes da facção criminosa brasileira Comando Vermelho, matou uma mulher paraguaia de 18 anos que o visitou em sua cela na sede da Força Especial de Operações Policiais (FOPE) em Assunção.
A jovem pediu para visitar o detento e seu pedido foi autorizado pelas autoridades porque o narcotraficante não estava sob detenção incomunicável.
O infrator brasileiro foi preso no Paraguai em dezembro de 2017 durante uma operação contra o tráfico de drogas.
Villamayor disse a repórteres que o assassinato cometido por Pinheiro tinha como objetivo impedir sua extradição para o Brasil, onde ele havia escapado de uma prisão em que cumpriu uma sentença de 15 anos pela acusação de assalto seguido de morte.
O advogado do narcotraficante afirma que Pinheiro terá que ser processado no Paraguai pelo assassinato da jovem e isso fará com que sua extradição para o Brasil seja adiada.
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