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A Comissão médica do COI e especialistas independentes estão reunidos para decidir entre dois métodos de luta contra a EPO, uma das formas mais sofisticadas de "doping". Se os testes forem aprovados, um dos métodos poderá ser aplicado nos Jogos de Sydney.
Especialistas independentes do esporte e a comissão médica do COI - Comitê Olímpico Internacional - estão reunidos até terça-feira em Lausanne, oeste da Suíça. O objetivo é estudar dois testes para detectar a eritropoietina (EPO), uma das formas mais recentes e sofisticadas de "doping".
A substância, aplicada através de injeções, aumenta a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue, aumentando a oxigenação muscular e conseqüentemente o desempenho do atleta. Segundo alguns especialistas, o desempenho aumentaria de 10 a 15 p/cento. Até agora, a EPO só pode ser detectada em exame de sangue.
Na abertura da reunião, o presidente da comissão médica do COI, Patrick Schamasch, lamentou que "malandros tenham deturpado um produto usado para curar doenças renas, entre outras, e usá-la não mais para curar e sim para matar pessoas". O uso da substância pode provocar a formação de coágulos sangüíneos e acidentes circulatórios.
Dois testes estão sendo analisados pelos especialistas em Lausanne, um francês outro autraliano. O teste francês permitiria a detecção da substância na urina. O método australiano é baseado em exame de sangue.
"Queremos estar seguros que não haverá resultados errados para não punir atletas inocentes", afirmou Schamasch. Se os testes ou um deles for validado até terça-feira no COI, a aprovação final seria na próxima reunião da Comissão executiva, dias 28 e 29 de agosto. Eles já seriam aplicados nos Jogos de Sydney, em setembro.
Swuissinfo com agências.
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