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"Existem agora oito membros no governo suíço?" - é a pergunta que os leitores estrangeiros nos fazem todos os anos quando aparece a nova foto do Conselho Federal, o Executivo suíço formado por um colegiado de sete ministros.
Mas não. Nada mudou. O governo ainda tem sete membros. A oitava figura, que quase sempre fica à esquerda ou à direita na foto, não é um penetra, mas o chanceler federal.
Ao contrário da Alemanha ou da Áustria, os chanceleres federais na SuíçaLink externo não são a figura política mais poderosa do país. Embora sejam menos visíveis ao público do que os sete ministros do governoLink externo, eles têm considerável influência política. A extensão dessa influência depende do indivíduo e também dos respectivos membros do governo.
No passado, alguns dos chanceleres foram referidos como o oitavo ministro. Corina Casanova (2008-2015) viu o seu papel mais como o de uma funcionária pública discreta. Mesmo o chanceler em exercício, Walter ThurnherrLink externo, prefere chamar-se a si próprio de "o mais alto funcionário público" em vez de o oitavo ministro.
Ninguém ainda conseguiu passar da chancelaria para o governo, apesar de Thurnherr ter tido boas chances no final de 2018, antes que o parlamento acabasse por escolher Viola Amherd.
O chanceler é eleito pela Assembleia Federal (ambas as câmaras do parlamento). Até agora, apenas duas dos 17 chanceleres foram mulheres. A primeira, Annemarie Huber-Hotz, exerceu o cargo de 2000 a 2007.
Atribuições e responsabilidades
Os chanceleres federais existiam muitos anos antes do primeiro ministro do governo; é a mais antiga instituição suíça ainda existenteLink externo. Já em 1803, a Dieta Federal nomeou um chanceler confederado, que se tornou chanceler federal com a fundação do estado federal em 1848.
A maioria dos chanceleres foi recrutada no parlamento e pertencia a um partido do governo. Apenas o Partido Popular Suíço de direita nunca teve um chanceler.
O chanceler federal dirige a chancelaria federal, que planeja e coordena os negócios do governo. Os chanceleres também participam das reuniões semanais do governo, onde têm um papel consultivo. Como chefe de gabinete do governo, eles podem mediar, coordenar, co-autorar relatórios, fazer propostas e até mesmo apresentar moções. Porém, ele não tem direito a voto.
As responsabilidades do chanceler também compreendem a comunicação do governo federal, bem como as iniciativas e referendos federais, e as eleições na Câmara dos Deputados.
Em troca, ele ou ela recebe um salário equivalente a 80% do salário de um ministroLink externo do governo, ou seja, cerca de CHF 360.000 (US$368.000).
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