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Nestlé vai indenizar trabalho escravo
A multinacional sediada na Suíça vai entrar com 25 milhões de francos suíços no acordo global negociado pelos bancos com as organizações judaicas. Empresas que depois foram incorporadas à Nestlé utilizaram pessoas forçadas a trabalhar pelos nazistas.
OS 25 milhões de francos suíços (14,5 milhões de dólares) serão incluídos no acordo global de 1,25 bilhões de dólares que os bancos suíços negociaram com as organizações judaicas e aprovados pelo juiz americano Edward Korman. A participação da Nestlé foi anunciada oficialmente na sede da multinacional, em Vevey, oeste da Suíça.
Certas empresas do grupo Nestlé nos países dominados pelo regime nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, utilizaram mão de obra dos campos de concentração. Em muitos casos, segundo a Nestlé, essas empresas foram incorporadas posteriormente ao grupo. Em outras, ela não detinha o controle acionário.
No entanto, a empresa afirma assumir a "responsabilidade moral" e contribuir para indenizar essas injustiças, precisando que as filiais na Alemanha e na Áustria também participarão dos acordos atualmente em discussão.
Como empresa suíça com presença internacional, a Nesté afirma "apreciar que a questão da indenização dos trabalhadores forçados" esteja prestes a ser definitivamente resolvida.
swissinfo com agências
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