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Colômbia almeja relação 'estratégica e bipartidária' com Biden na Casa Branca
A Colômbia, que há muito é um dos parceiros leais dos Estados Unidos na região, espera manter uma relação "estratégica, bipartidária e bicameral" com o democrata Joe Biden na Casa Branca, disse o presidente Iván Duque nesta quarta-feira (11).
O presidente conservador quis se desviar do que chamou de "ataques de participação eleitoral", que ligavam pessoas de seu partido, o Centro Democrático, a uma campanha ativa em favor de Donald Trump, que ainda não reconhece sua derrota nas eleições americanas.
Duque destacou a tradição de cooperação que une os dois países há mais de duas décadas, tanto sob governos democratas quanto republicanos.
Com Biden "vamos manter essa relação estratégica, bipartidária, bicameral e sempre buscando aprofundá-la em benefício dos dois países", afirmou o presidente durante um evento em Bogotá.
"É uma relação que foi valorizada pelos republicanos, foi valorizada pelos democratas, foi valorizada pelo Senado e foi valorizada pela Câmara", frisou ele.
Duque disse ter uma relação "amigável" com Biden, a quem descreveu como "um dos arquitetos no Senado do Plano Colômbia", uma estratégia milionária contra o narcotráfico que depois se estendeu à luta antiguerrilha.
Com Trump, a Colômbia foi repreendida pelos Estados Unidos por causa do tráfico e da explosão de plantações de drogas.
Depois de décadas de perseguição e milhares de mortes na luta frontal contra a atividade, com financiamento de Washington, toneladas de cocaína colombiana continuam entrando nos Estados Unidos, seu principal consumidor.
Segundo Duque, a agenda bilateral gira em torno da "luta contra o narcotráfico", o "terrorismo", a "ditadura na Venezuela e a crise migratória".
No entanto, não mencionou o acordo de paz com a ex-guerrilheira FARC apoiado pelos Estados Unidos apoiaram, do qual ele tem sido um forte crítico por considerá-lo leniente com os crimes cometidos pelos ex-rebeldes.
O presidente Barack Obama (2009-2017), de quem Biden foi vice-presidente, participou do processo de paz liderado pelo ex-presidente Juan Manuel Santos (2010-2018).
Trump, por sua vez, nunca foi um entusiasta do histórico pacto assinado em 2016, que desarmou aquela que foi a guerrilha mais poderosa da América.
O líder dos EUA o descreveu em campanha como um "acordo terrível" e culpou Obama e Biden por se renderem "aos narcoterroristas".