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A quantidade de luz do dia em um cômodo pode influenciar o modo como toleramos o calor ou o frio, revelou um estudo realizado na Suíça. Os resultados podem ser usados para melhorar os padrões de construção e diminuir o consumo de energia.Este conteúdo foi publicado em 25. setembro 2019 - 14:30
Uma equipe de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) descobriu que um fator psicológico significativo pode alterar a forma como percebemos o ambiente térmico em um cômodo.
Os participantes masculinos e femininos do estudo, publicado na revista NatureLink externo, passaram três horas em uma sala a 19°C, 23°C e 27°C, e em três níveis diferentes de luz do dia (baixa, média e alta). As temperaturas corporais foram medidas continuamente.
Os cientistas descobriram que os participantes da sala de 19°C se sentiram mais confortáveis e acharam a temperatura mais aceitável quando a sala estava cheia de luz do dia - ao contrário de ter pouca luz do dia - apesar das temperaturas do corpo serem as mesmas em ambos os casos.
Quando a sala estava mais quente, sentiam-se mais confortáveis quando a sala não estava tão brilhante, embora, mais uma vez, não houvesse diferença na temperatura corporal. Isso implica que o efeito é puramente psicológico, disse a EPFL.
Os cientistas então compararam suas descobertas com um modelo de conforto térmico desenvolvido na década de 1970, que usou dados obtidos sob iluminação elétrica, e que ainda é amplamente utilizado hoje em dia.
A equipa descobriu que, em relação às previsões do modelo, os participantes do estudo relataram uma sensação térmica mais baixa - ou seja, sentiam-se menos quentes - na sala de 27°C quando a sala estava cheia de luz do dia.
Os pesquisadores concluíram que as pessoas podem tolerar melhor um cômodo quente se ele for iluminado com luz natural em vez de luz artificial. Eles acreditam que isso acontece porque as pessoas já esperam sentir-se quentes em um cômodo cheio de luz solar.
"Nossas descobertas sugerem que podemos estar usando demais o ar condicionado - particularmente em edifícios com paredes de vidro, já que a luz natural torna o calor mais tolerável", disse a autora principal Giorgia Chinazzo.
"Se a nossa hipótese estiver correta, os edifícios poderiam se tornar mais eficientes em termos energéticos, criando espaço adicional para a luz natural durante a fase de construção ou renovação. Isso também tornaria os edifícios mais confortáveis para seus ocupantes".
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