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Parte de um grupo de mais de 1700 imigrantes ilegais aguardam após desembarcarem do navio militar italiano "San Giusto", em 11 de agosto de 2014.(afp_tickers)
O número de imigrantes que cruzam o Mediterrâneo a partir da costa da Líbia para a Itália aumentou excepcionalmente no primeiro semestre de 2014, quebrando o recorde da "Primavera Árabe" de 2011, informou nesta terça-feira a agência europeia para a gestão das fronteiras Frontex.
De acordo com esta agência, com sede em Varsóvia, o número de imigrantes e refugiados que chegam pelo Mediterrâneo à Itália e Malta, aumentou em 500% nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período de 2013.
Os eritreus e sírios são a maioria destes refugiados, mas também há malinenses e sudaneses, segundo a porta-voz da Frontex, Izabella Cooper.
"A Líbia está muito instável neste momento, o que significa que as redes clandestinas de tráfico humano estão florescendo", disse à AFP.
A Frontex registrou no período de janeiro a julho 78.300 imigrantes, em comparação com os 12.915 no mesmo período do ano passado. Esse número é maior do que os 64.300 que chegaram à região durante a "Primavera Árabe" em 2011.
O número crescente de imigrantes que chegam à Itália e a Grécia ou Bulgária a partir da Turquia também tem provocado fortes tensões na União Europeia.
AFP