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FAO alerta para riscos na segurança alimentar do Iraque
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) advertiu nesta quarta-feira que o Iraque enfrenta "graves problemas de segurança alimentar", devido à recente escalada do conflito em grande parte do país.
Em um comunicado divulgado em Roma, a agência especializada das Nações Unidas indica que, desde janeiro, "mais de um milhão de pessoas abandonaram suas casas e fazendas" no país, o que coloca em perigo a temporada de colheita de trigo e cevada.
"No total, dois milhões de iraquianos estão agora deslocados dentro do país, incluindo pessoas afetadas pelos conflitos da Síria e pelos acontecimentos anteriores no Iraque", calcula a entidade.
Antes da crise, as previsões eram favoráveis para o trigo e a cevada, entretanto, calcula-se que a insegurança civil existente e os problemas de acesso envolvidos, além da escassez de mão de obra e as interrupções no transporte e na comercialização, "terão um impacto importante na produção, na coleta e no fornecimento em nível nacional", esclareceu a FAO.
As províncias mais afetadas pelo conflito, Nínive e Saladino, "contribuem em média com quase um terço da produção de trigo do Iraque e com cerca de 38% da de cevada", ressaltou a agência.
"Se o conflito continuar, os alimentos básicos e outros artigos de primeira necessidade ficarão cada vez menos disponíveis para os mais vulneráveis, apesar dos subsídios do governo", advertiu o representante da FAO no Iraque, Fadel El Zubi.
A FAO pede 12,7 milhões de dólares de ajuda emergencial às famílias de agricultores, sobretudo para a produção agrícola e pecuária, e para mitigar os danos às fontes de alimentos, renda e empregos.
A organização considera necessário dar prioridade às famílias vulneráveis para que possam produzir seus próprios alimentos e gerar renda através de pequenas hortas e por meio da criação doméstica de aves.
Outro objetivo é prover rações e serviços veterinários para garantir a saúde animal e a produção pecuária do país.