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O líder cubano, Fidel Castro, acusou nesta sexta-feira a Ucrânia de ter derrubado o avião da Malaysia Airlines, descrevendo o incidente como uma "provocação insólita", ao mesmo tempo em que criticou o presidente Barack Obama por apoiar a invasão do "Golias" israelense a Gaza.
"Cuba não pode deixar de expressar a sua condenação pela ação do governo antirusso, antiucraniano e pró-imperialista" do presidente ucraniano Petro Poroshenko, escreveu Fidel, de 87 anos, afastado do poder desde 2006 por razões de saúde, em um artigo intitulado "Provocação insólita" no jornal oficial Granma.
Um Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu na quinta-feira com 298 pessoas a bordo em uma área no leste da Ucrânia controlada por separatistas pró-russos, possivelmente pelo impacto de um míssil.
Fidel afirmou que o avião foi atingido quando voava em "uma rota sob o controle do governo belicista do rei do chocolate, Petro Poroshenko", referindo-se ao líder da Ucrânia.
"Coincidindo com o crime do avião da Malásia", Israel lançou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza "e o presidente dos Estados Unidos apoiou a ação, chamando este crime hediondo de ato de autodefesa", considerou Castro.
"Obama não apoia Davi contra Golias, mas Golias contra Davi", acrescentou.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou nesta sexta-feira que o objetivo da ofensiva terrestre é destruir os túneis utilizados pelo movimento islâmico palestino Hamas, já que os ataques aéreos eram insuficientes.
"Eu gostaria apenas de expressar a minha solidariedade para com o heroico povo que defende a sua pátria há milhares de anos", disse Fidel Castro sobre os palestinos.
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