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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu nesta quinta-feira (17) que é "impossível" adiar as eleições parlamentares marcadas para 6 de dezembro, em resposta às recomendações feitas por representantes da União Europeia diante das controversas eleições.
"A União Europeia sugeriu a possibilidade de adiar a data das eleições na Venezuela, mas é impossível porque se trata de uma obrigação constitucional, a Constituição em seu texto diz que em 5 de janeiro de 2021 a nova Assembleia Nacional deve ser instalada", afirmou Maduro durante uma videoconferência com candidatos de seu partido.
As eleições para renovar o Parlamento, único poder nas mãos da oposição, são boicotadas por cerca de trinta partidos que concentram a maioria da oposição, que as consideram uma "fraude". No entanto, o opositor Henrique Capriles, que foi duas vezes candidato à presidência, defende a participação da oposição.
Nesta quinta-feira, o Grupo de Contato Internacional, integrado por países da Europa e América Latina em busca de um diálogo sobre a crise venezuelana, indicou que "o atual calendário eleitoral não permite o envio de uma missão de observação eleitoral". Em 2 de setembro, Caracas convidou a ONU e a UE para participarem como observadores das eleições.
Segundo o grupo, "a única solução sustentável para a crise venezuelana será uma política inclusiva, pacífica e democrática, por meio de eleições legislativas e presidenciais livres, confiáveis, transparentes e justas".
Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, apelou em 11 de agosto pelo adiamento das eleições, afirmando que não existiam condições para que elas fossem organizadas ou para a UE enviar uma missão de observação eleitoral.