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Por Jeff Mason
WASHINGTON (Reuters) - A Food and Drugs Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, não é composta de elementos do "Estado profundo" que estão tentando adiar uma vacina contra o coronavírus, como o presidente Donald Trump insinuou, disse o comissário da agência à Reuters na segunda-feira.
O doutor Stephen Hahn disse ter confiança total de que os funcionários da FDA estão se concentrando tão somente no bem do público norte-americano.
No sábado, sem provas, Trump acusou elementos do chamado "Estado profundo" na FDA de trabalharem para retardar os testes de vacinas contra Covid-19 até depois da eleição presidencial de 3 de novembro, na qual ele busca a reeleição.
"Não vi nada que consideraria ser um 'Estado profundo' na FDA", disse Hahn à Reuters em uma entrevista.
Hahn disse ter um relacionamento sólido com Trump, republicano cujas chances de reeleição estão ameaçadas pela insatisfação pública com a maneira como ele lida com a pandemia de coronavírus.
"Desfruto de um relacionamento muito bom com o presidente e debato nossas decisões com ele, e me sinto muito à vontade e continuo me sentindo à vontade com esse relacionamento."
Hahn disse que uma decisão recente da FDA de autorizar um tratamento contra coronavírus que usa plasma sanguíneo de pacientes recuperados não foi tomada por pressão política e que não deixaria tal pressão influenciar uma decisão sobre uma futura vacina contra Covid-19.
"Não participarei de uma decisão da FDA que seja tomada com base em algo além de dados e ciência. Isso eu posso garantir a você", afirmou.