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Crescer em um campo de refugiados, sem pai nem mãe Mais de 1.500 crianças eritreias vivem nos campos de refugiados na Etiópia, sem suas famílias. Os menores têm sete anos. A eles é dedicada uma ala no campo de Mai-aini, com uma escola e uma área de lazer. Mas a espera de uma nova casa pode durar anos. Por isso, às vezes eles tentam fugir. Destino: Europa swissinfo.ch A maioria dos menores têm entre 14 e 17 anos. É nessa faixa etária, durante o último ano escolar, que eles são convocados para o exército eritreu. swissinfo.ch As crianças mais novas são "cuidadas" por uma mãe durante o dia, que prepara a comida. Algumas crianças fogem da Eritreia para acompanhar seus irmãos mais velhos. No entanto, às vezes elas cruzam a fronteira por engano, sem saber que provavelmente não voltarão. swissinfo.ch Inicialmente, os menores foram acolhidos em famílias que vivem no campo, parentes distantes ou desconhecidos. Esta solidariedade, no entanto, falta, especialmente após a saída repentina de refugiados para outros países. swissinfo.ch Dentro do acampamento foi criado um Parlamento da Juventude, destinado a recolher e transmitir as necessidades e queixas à ACNUR. "Nós gostaríamos de estudar mais, dizem duas meninas. E poder abraçar nossa família." swissinfo.ch Em Mai-Aini, as crianças têm a oportunidade de ir à escola. As disciplinas ensinadas são poucas e os professores mudam regularmente, dizem os membros do parlamento. No campo de refugiados, também são organizadas atividades recreativas como cursos de música e dança. swissinfo.ch Com exceção dos mais novos, os menores não acompanhados devem se cuidar, cozinhar, lavar roupa, buscar água e comida na despensa, ir à escola etc. swissinfo.ch No acampamento do UNHCR vivem entre 4 e 6 crianças desacompanhadas. As paredes têm as marcas deles. swissinfo.ch Um grupo de mulheres prepara todos os dias centenas de peças de injera, o típico pão de farinha teff , base da cozinha etíope e eritreia. swissinfo.ch Os menores não acompanhados ficam vários anos em campos de refugiados na Etiópia. O UNHCR tem um programa de reinserção nos Estados Unidos, mas ele é limitado a uma centena de crianças por ano, no máximo. swissinfo.ch Cada vez mais crianças decidem deixar os campos para chegar ao Mediterrâneo e buscar refúgio na Europa. Estima-se que nos primeiros seis meses de 2014, mais de 60.000 imigrantes desembarcaram na costa italiana; 10.000 eram menores não acompanhados, vindos principalmente da Eritreia. swissinfo.ch Até na Suíça, o número de crianças desacompanhadas tem aumentado durante os primeiros seis meses de 2014: dos 252 que pediram asilo, 149 são eritreus. Eles são normalmente alojados em centros de acolho, junto com adultos. É designada uma pessoa de contacto para as questões administrativas e legais. Diversas ONGs acusam o Serviço Federal de Migração de retardar o processo de tomada de decisão, esperando que eles atinjam a maioridade. A crítica é rejeitada pelas autoridades. swissinfo.ch Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2014 - 11:00 02. setembro 2014 - 11:00 Stefania Summermatter Mais artigos do autor(a) Christoph Balsiger Mais artigos do autor(a) Partilhar Facebook Twitter E-mail Imprimir Copiar ligação (Fotos: Stefania Summermatter / Edição: Christoph Balsiger) Mostrar mais Mostrar mais Notícias do Brasil, Portugal e África lusófona Veja aqui nossa seleção e resumo de artigos publicados nos portais das mídias suíças. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós! Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para <email-pii> Ordenar por Os mais recentes em primeiro Os mais antigos em primeiro Mostrar mais Mostrar mais Mostrar mais Siga a gente no Telegram Agora você também pode nos ler no Telegram. Clique no link para se inscrever em nosso canal!