Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02490.jsonl.gz/85

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O ex-presidente guatemalteco Otto Pérez, na Cidade da Guatemala, no dia 8 de setembro de 2015(afp_tickers)
O ex-presidente guatemalteco Otto Pérez e sua ex-vice-presidente Roxana Baldetti receberam subornos de uma rede que fraudava o sistema alfandegário, assegurou um dos detidos pelo caso durante uma audiência.
Salvador González, ligado à "rede externa" da milionária fraude alfandegária, declarou ao juiz encarregado do processo que tanto Pérez como Baldetti receberam 50% dos subornos coletados pela rede chamada "La Línea", que ajudava empresários a sonegar impostos.
"50% dos subornos foram para o 1 e a 2 (...). Eu fui a pessoa que identificou como 1 e 2 o presidente e a vice-presidente para fins de distribuição de dinheiro", declarou González ao juiz Miguel Angel Galvez, do Tribunal de Maior Risco B.
González foi preso em 16 de abril como o suposto chefe de uma rede externa que participou na fraude, juntamente com uma dúzia de outras pessoas, incluindo altos funcionários do sistema alfandegário.
Durante a audiência, González explicou como era organizada a rede fraudulenta e confirmou ter tido uma reunião com Perez, que renunciou ao cargo de presidente em 2 de setembro por causa do escândalo e que cumpre atualmente prisão preventiva.
O Ministério Público e a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), órgão ligado à ONU, identificaram Perez como um dos líderes da rede junto a sua ex-vice-presidente Baldetti, que renunciou em maio.
AFP