Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02414.jsonl.gz/86

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Vice-presidente Mike Pence(afp_tickers)
O atentado a bomba contra quartéis de Marines americanos em Beirute em 1983 constituiu o início da "guerra ao terrorismo", disse nesta segunda-feira (23) o vice-presidente Mike Pence, lançando advertências ao Irã e ao grupo Hezbollah.
Em uma cerimônia em outro edifício usado por Marines em Washington, Pence fez acusações contra Teerã e incluiu o ataque no qual morreram 241 americanos em uma série de atentados que incluem o 11 de setembro de 2001.
"Há exatamente 34 anos, os Estados Unidos foram empurrados a uma guerra contra um inimigo que nunca havíamos enfrentado", disse Pence, pai e irmão de Marines.
"O atentado contra os quartéis em Beirute foi o primeiro disparo em uma guerra em que estamos desde então: a guerra mundial ao terrorismo", acrescentou, recordando a presença de soldados americanos no Líbano, na Líbia, na Nigéria, no Afeganistão, no Iraque "e muitos outros campos de batalha".
As declarações de Pence convergem com a pressão do governo de Donald Trump para pressionar o Irã.
Trump se afastou do acordo internacional para controlar o programa nuclear iraniano e antecipou uma nova ofensiva contra a influência de Teerã no Oriente Médio.
Para a Casa Branca, o acordo assinado por seu antecessor Barack Obama - e outras cinco potências mundiais com o Irã- permitiu a Teerã apoiar e financiar livremente grupos armados na região.
"Este presidente não ficará de braços cruzados enquanto os aiatolás em Teerã conspiram mais ataques como o terrível ataque que recordamos hoje", disse Pence.
Mas a inclusão do Irã, predominantemente xiita, no marco da "guerra contra o terrorismo" pode provocar ceticismo.
A maior parte das últimas duas décadas, essa "guerra" declarada após os atentados de 2001 se tornou sinônimo dos esforços dos Estados Unidos por derrotar grupos extremistas predominantemente sunitas como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.
O ataque de 1983 foi atribuído ao grupo xiita Hezbollah, que é apoiado pelo Irã.
Neste mês, o governo de Trump ofereceu 7 milhões de dólares por informação sobre o paradeiro de Talal Hamiyah, suposto chefe "do braço terrorista internacional do Hezbollah", e outros 5 milhões para localizar Fouad Chokr, "um alto comandante militar das forças do grupo".
"Como todos sabemos, esse grupo terrorista é só uma ficha do Estado que mais apoia o terrorismo", afirmou Pence, referindo-se ao Irã.
"O presidente Donald Trump colocou o Irã sob aviso de que não toleraremos mais suas atividades desestabilizadoras ou seu apoio ao terrorismo da região pelo mundo", acrescentou.
AFP