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Considerada, na Idade Média, como uma das principais abadias beneditinas da Europa é hoje um ponto turístico de enorme importância para quem visita St. Gallen, na Suíça.
Foi fundada no ano 613 e foi assim nomeada em honra do santo irlandês, St. Gallen, companheiro e discípulo de São Columbano, e que aí morreu em 646. A abadia cresceu rapidamente e tornou-se um centro cultural e espiritual famoso pelos manuscritos e pelas iluminuras que os monges lá faziam.
A sua biblioteca é, sem dúvida, reconhecida como uma das mais ricas e antigas do Mundo, albergando a maior coleção de livros do inicio da Idade Média, na parte germânica da Europa. Contém cerca de 160 mil livros, dos quais 2.200 são manuscritos e 500 têm mais de mil anos. Entre os manuscritos mais famosos é possível encontrar o famoso documento medieval conhecido como a Planta de St. Gallen.
O acervo documental cresceu de tal modo que em 1553 teve de ser transferido para um novo edifício. Entre 1758 e 1767, decidiu-se que seria erguido o magnifico salão barraco, decorado pelos mais brilhantes artesãos da região, e que é hoje considerado um dos mais belos no género.
Os livros da Biblioteca estão disponíveis para uso público, mas os livros impressos antes de 1900 devem ser lidos na sala de leitura.
Em 1983 a Biblioteca, juntamente com a Abadia de St. Gallen foram nomeados Património Mundial da UNESCO, pela sua importância histórica e civilizacional.