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Um pequeno número de aviões não tripulados (drones) armados sobrevoa Bagdá para defender tropas e diplomatas americanos na capital iraquiana em caso de necessidade, disse um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado.
"Começamos nas últimas 48 horas" a fazer esse tipo de voo, acrescentou o funcionário, pedindo para não ser identificado.
De acordo com a mesma fonte, os drones não têm a missão de realizar operações ofensivas contra os insurgentes sunitas. Para esses ataques, seria necessária uma autorização do presidente Barack Obama.
Nos últimos 180 dias, os Estados Unidos já enviaram soldados como assessores militares para ajudar o Exército iraquiano a conter o avanço dos combatentes sunitas, que tomaram territórios no norte e no oeste da capital.
"Algumas dessas aeronaves (aviões e drones) estão armadas, por razões de proteção dos militares no terreno", disse nesta sexta o porta-voz do Pentágono, John Kirby, sem mencionar diretamente o caso de Bagdá.
Obama ainda não descartou os ataques aéreos, mas, até o momento, as forças americanas se concentram em avaliar o estado das Forças Armadas iraquianas e de seus adversários no campo de batalha, de acordo com a Casa Branca e o Pentágono.
Os assessores americanos, provenientes das Forças de Operações Especiais, junto com as tropas enviadas para reforçar a segurança da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, elevam o número total do pessoal militar americano no Iraque para cerca de 500, disseram as autoridades.
Os aviões sem piloto armados se somam a outros tripulados e não tripulados americanos que estão fazendo uma média de 30 a 35 voos de vigilância por dia. O esforço de vigilância inclui aviões de combate F-18 armados, que partem do porta-aviões "George H. W. Bush" que está no Golfo.