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(Arquivo) Foto tirada em 9 de setembro de 2014 mostra parte do avião da Malaysia Airlines que caiu no vilarejo de Hrabove, na Ucrânia(afp_tickers)
A companhia Malaysia Airlines anunciou nesta terça-feira que alcançou um acordo com uma família australiana que perdeu quatro integrantes no voo MH17, derrubado sobre a Ucrânia em 17 de julho de 2014 com 298 pessoas a bordo.
Anthony Maslin e Marite Norris, de Perth (sudoeste da Austrália) perderam os filhos Evie, de 10 anos, Mo, 12 e Otis, 8, e o avô das crianças, que viajavam no Boeing 777 da Malaysia Airlines.
A companhia aérea informa em um comunicado que alcançou um "acordo confidencial com a família Maslin e a ação (apresentada contra a empresa) foi retirada".
A empresa informou que não revelará os detalhes do acordo "por respeito à privacidade da família".
A Malaysia Airlines indicou ainda que uma "quantidade substancial" de parentes de vítimas alcançou acordo com a companhia, enquanto outros "continuam buscando compensação com demandas apresentas em suas respectivas jurisdições".
Um advogado que representa as famílias de seis integrantes malaios da tripulação do MH17 afirmou à AFP que a empresa apresentou uma oferta para encerrar o caso com a proposta de uma quantia em dinheiro em junho do ano passado, mas as famílias rejeitaram o valor.
"Outra proposta foi apresentada em janeiro, mas ainda estamos examinando", disse o advogado Saw Wei Siang.
O voo MH17 foi derrubado no leste da Ucrânia em 17 de julho de 2014. O Boeing havia decolado de Amsterdã e seguia para Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo, em sua maioria holandeses.
Uma investigação criminal da Holanda concluiu em setembro que um míssil BUK, de origem russa, foi lançado de uma área controlada pelos rebeldes pró-Moscou do leste da Ucrânia e atingiu o avião.
Mas não aponta quem disparou o míssil.
A investigação não acusa diretamente Moscou de ter fornecido o míssil. A Rússia negou envolvimento no caso.
A Malaysia Airlines afirma que o avião sobrevoava um espaço aéreo sem restrições e que cumpriu todas as regulamentações exigidas.
AFP