Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02513.jsonl.gz/5

Um mexicano acusado de ser membro do cartel de Sinaloa manteve uma americana refém por um ano para pressionar um grupo de traficantes nos Estados Unidos a pagar uma dívida, afirmaram autoridades americanas nesta terça-feira(30).
Luis Raúl Castro Valenzuela, vulgo "Chacho", exigiu que os traficantes do estado de Delaware entregassem mais receitas da venda de heroína e fentanil para libertar a refém, afirmou o Departamento de Justiça.
A mulher, identificada apenas como cidadã americana com as iniciais ND, foi sequestrada em janeiro de 2020 e libertada em fevereiro de 2021 em batidas policiais mexicanas em Culiacán, Sinaloa, que também levaram à detenção de Castro Valenzuela.
"A vítima foi resgatada sã e salva e goza de boa saúde", disse o departamento.
Castro Valenzuela foi acusado de sequestro, tomada de refém e distribuição de heroína e fentanil nos Estados Unidos entre março de 2007 e novembro de 2020.
De acordo com os autos, no âmbito da mesma investigação, um morador de Delaware, Jamar Jackson, além de outro homem e duas mulheres foram indiciados por crimes relacionado a drogas e armas de fogo.
O conluio do tráfico de drogas incluía as cidades de Bear e Dover, em Delaware, além do subúrbio de Filadélfia King of Prussia, na Pensilvânia, e Sinaloa, no México.
O promotor federal de Delaware, David Weiss, disse que a mulher foi sequestrada por Castro Valenzuela para forçar Jackson a continuar distribuindo suas drogas.
“A segurança da vítima e seu eventual retorno dependiam da continuação dos pagamentos feitos por Jamar Jackson e outros para saldar uma dívida significativa com as drogas”, disse ele.
A investigação levou à apreensão de cerca de 7,5 quilos de heroína e/ou fentanil, cerca de 6,5 quilos de metanfetamina, 12 armas e 180 mil dólares. O valor de mercado dessas drogas facilmente ultrapassa 1 milhão de dólares, de acordo com as autoridades.
Castro Valenzuela foi indiciado no México como membro do cartel de Sinaloa, mas os Estados Unidos pedem sua extradição para levá-lo à justiça.
"Estamos todos aliviados por esta vítima ter sido resgatada com segurança", disse Brian Jones, investigador do Departamento de Segurança Interna (DHS).
“Mas também nos faz ver os perigos do tráfico de drogas e do comportamento violento dos cartéis mexicanos de drogas”, disse ele.