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O número real de pessoas infectadas com o novo coronavírus nos Estados Unidos durante a primavera foi duas a 13 vezes maior que o número oficial de casos contabilizados.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (21), são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e confirmam que a pandemia é em boa parte sustentada por pessoas assintomáticas.
O CDC analisou amostras de bancos de sangue em 10 regiões dos Estados Unidos entre março e junho para detectar anticorpos contra o SARS-CoV-2, evidência de que uma pessoa já entrou em contato com o vírus, ainda que não tenha ficado doente.
De acordo com os resultados, entre 1% e 5,8% dos habitantes dessas áreas já haviam sido contaminados no período. A exceção é Nova York, onde a prevalência alcançou 23,2% da população.
Estudos sorológicos como esse têm sido realizados em muitos países, pois permitem que pesquisadores e autoridades conheçam o progresso do contágio pelo coronavírus na população de forma independente dos testes de detecção comuns, que revelam se alguém está infectado no momento do exame.
Na primavera norte-americana, houve uma escassez de testes de diagnóstico no país, o que contribuiu para que a circulação do vírus e sua mortalidade fossem subestimadas. Especialistas afirmam que ainda não há testes suficientes no país.