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Hackers acessaram "ilegalmente" documentos relacionados ao processo de regulamentação da vacina contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech, durante um ciberataque à Agência Europeia de Medicamentos (EMA), informou o laboratório americano nesta quarta-feira (9).
"É importante destacar que não foi violado nenhum sistema da BioNTech ou da Pfizer em relação a este incidente e não temos conhecimento de que tenha sido acessado nenhum dado pessoal", disse a empresa em um comunicado.
"Esperamos mais informação sobre a investigação da EMA e responderemos de forma adequada e de acordo com a legislação da UE", informou o grupo.
"Em vista das considerações críticas de saúde pública e da importância da transparência, continuamos dando clareza sobre todos os aspectos relativos ao desenvolvimento de vacinas e os processos regulatórios" a elas vinculados, acrescentou.
A EMA, com sede em Amsterdã, destacou que o incidente estava sendo investigado, mas não especificou quando ocorreu ou se o seu trabalho sobre a covid-19 foi alvo dos hackers.
A equipe de combate a crimes de alta tecnologia da Polícia Nacional da Holanda está envolvida na investigação do ciberataque, mas não deu mais informações além das já divulgadas, segundo a agência de notícias ANP.
O papel da EMA como reguladora de medicamentos para os 27 países da União Europeia (UE) significa que tem acesso a dados sobre a segurança e a qualidade dos medicamentos de testes clínicos e exames laboratoriais das empresas que solicitam autorização sobre seus produtos.
A agência disse que tomará uma decisão sobre a aprovação condicional para a vacina contra a covid-19, da Pfizer-BioNTech, em uma reunião que será celebrada no máximo em 29 de dezembro, enquanto em 12 de janeiro deverá ser emitida uma decisão sobre o imunizante da Moderna.
A vacina da sociedade Pfizer-BioNTech, a BNT162b2, foi aprovada em caráter emergencial na Grã-Bretanha e no Canadá.