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Estados Unidos e Taiwan assinarão um acordo comercial “histórico” nesta quinta-feira (1), afirmou Taipé, um anúncio que provocou uma advertência imediata da China e provavelmente aumentará as tensões entre Pequim e Washington sobre a ilha autônoma.
“O acordo que será assinado esta noite não é apenas muito histórico, mas marca um novo começo”, disse o porta-voz do Executivo, Alan Lin.
A primeira parte será assinada em Washington às 10h00 (11h00 em Brasília), anunciou o Escritório de Negociações Comerciais de Taipei.
Os pactos integram a “Iniciativa EUA-Taiwan sobre o comércio do século XXI”, disse ele. Os países estão vinculados desde 1994 por um “iniciativa” de comércio e investimento.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial da ilha. Washington é um de seus principais aliados e fornece armas, apesar de ter reconhecido Pequim diplomaticamente em 1979.
A iniciativa assinada entre os dois países visa impulsionar o comércio por meio da harmonização dos controles alfandegários, dos procedimentos regulamentares e do estabelecimento de medidas de combate à corrupção.
Para Taiwan, o acordo é “o mais completo” até agora assinado com os Estados Unidos desde 1979.
A China, porém, teme qualquer reaproximação entre Taiwan e outros governos, considerando a ilha parte de seu território, que prometeu um dia reconquistar.
Os Estados Unidos “não devem enviar sinais errados às forças de independência de Taiwan em nome do comércio”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, nesta quinta-feira.
A porta-voz pediu a Washington que evite assinar qualquer acordo “com conotações de soberania ou de natureza oficial com a região chinesa de Taiwan”.
Pequim intensificou as ameaças contra a ilha nos últimos anos e aumentou as incursões militares em seu território. Os últimos exercícios ocorreram em abril, quando a China simulou um “cerco” de três dias ao território insular.
As medidas foram uma resposta ao encontro entre a presidente taiwanesa Tsai Ing-wen e o presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Kevin McCarthy, na Califórnia.
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