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O procurador Hans Christian Wolters apelou aos turistas britânicos para ajudarem a identificar as antigas casas do suspeito.
Depois de todas as informações que obtivemos, a menina está morta. Não temos informações de que ela possa estar viva”.
A afirmação é do procurador alemão Hans Christian Wolters, à Sky News, sobre Maddie, a criança que desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, em 2007.
O procurador alemão afirmou que tem provas de que Madeleine McCann está morta, mas refere que a polícia precisa de mais informações sobre o suspeito, Christian B, que está a cumprir pena por outros crimes na Alemanha.
Hans Christian Wolters apelou aos turistas britânicos para ajudarem as autoridades a identificarem as antigas casas do suspeito, para que se possa procurar o corpo de Maddie.
O procurador disse, no entanto, não ter provas suficientes para que Christian B. seja julgado.
“Temos dados que não podemos comunicar que remetem para a teoria de que Madeleine está morta, mesmo que tenha que admitir que não temos o corpo”, disse Wolters à estação britânica.
“Temos algumas evidências de que o suspeito” é o responsável pelo desaparecimento de Maddie, acrescentou.
Fala, por isso, na necessidade de ter “mais informações das pessoas” sobre Christian B. “Especialmente vindas dos lugares onde ele morou, para que possamos investigar esses lugares e procurar Madeleine”, explicou o procurador.
“Precisamos de ajuda das pessoas, de turistas britânicos que possam ter estado na Praia da Luz, entre 1995 e 2007.
Só com esses telefonemas é que podemos resolver o caso de Madeleine McCann”, considerou, referindo-se ao período em que o suspeito viveu no Algarve.
No fundo, a investigação pretende passar a pente fino a vida do suspeito alemão quando estava a morar no sul do país.
“Onde morou, onde trabalhou, quais locais que foram especiais para ele, quem eram os seus amigos e quais eram as pessoas que ele conhecia”, especificou o procurador.
Para onde se deslocou com os seus carros, quem esteve nas suas casas, continuou Wolters.
“Esperamos encontrar vítimas que talvez possam ter estado nessas casas, vítimas de crimes sexuais”, referiu.
Wolters acredita que há outras vítimas, nomeadamente britânicas, irlandesas e americanas, que foram alvo de abusos sexuais por parte de Christian B, e pede que entrem em contacto com as autoridades.
Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.
A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros).
A Polícia Judiciária reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria-Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.
As polícias do Reino Unido e Alemanha emitiram na semana passada um apelo público a pedir informação sobre o suspeito, que viveu em Portugal entre 1995 e 2007 e que registos telefónicos colocam nas redondezas da Praia da Luz na noite de desaparecimento.
Os investigadores esperam obter mais informação sobre o suspeito que possam levar à sua incriminação