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(Reuters) - A Coreia do Norte tem evitado as sanções internacionais com uma sofisticada rede de empresas fora do país, possibilitada em parte pelo continuado acesso ao sistema bancário internacional, informa um relatório das Nações Unidas prestes a ser publicado.
A Coreia do Norte está sob fortes sanções e um embargo de armas rigoroso planejado para impedir o desenvolvimento de seus programas nuclear e de mísseis. O Painel de especialistas da ONU foi criado para investigar infrações às sanções.
"Entidades designadas e bancos continuam a operar usando agentes que são altamente experientes e bem treinados em movimentar dinheiro, pessoas e bens, incluindo armas e materiais relacionados, através das fronteiras", diz o relatório.
Países membros devem exercer "pesada vigilância" sobre diplomatas norte-coreanos engajados em atividades comerciais, diz o painel, porque alguns podem estar provendo apoio financeiro a redes ilegais.
"A Coreia do Norte está desprezando as sanções através do comércio em bens proibidos, com técnicas de evasão que vem crescendo em escala, escopo e sofisticação", diz o documento.
O relatório apresenta informações antes desconhecidas da apreensão de equipamentos de comunicação militar destinados a Eritreia em julho deste ano, produzidos por uma empresa de fachada chamada Glocom, baseada na Malásia. A empresa é controlada pelo Reconnaissance General Bureau, a agência de inteligência da Coreia do Norte responsável pro operações no exterior.
O relatório identificou duas empresas norte coreanas ligadas a ações no exterior e relata ainda o uso do sistema financeiro internacional para o pagamento de suas operações. "Por trás dessas atividades ilícitas está o acesso continuado da Coreia do Norte ao sistema bancário internacional", diz o relatório, revelando ainda que, quando isso não é possível, o país faz os pagamentos em dinheiro ou ouro usando cidadãos estrangeiros como facilitadores ou intermediários.
O relatório afirma que a aplicação das sanções contra a Coreia do Norte são ainda "insuficientes e altamente inconsistentes" e pede novas medidas.
(Por James Pearson)
Reuters