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Os Estados Unidos realizaram dois ataques aéreos na Somália nesta quinta-feira (10) contra o que disseram ser especialistas em explosivos para o grupo militante Al-Shabab, após o anúncio de um plano para retirar a maioria das forças americanas daquele país.
Os ataques foram realizados na área de Jilib, no sul do país, contra o grupo que "continua sendo uma perigosa franquia da Al-Qaeda", disseram os militares americanos em comunicado.
"A avaliação inicial indica que o ataque matou terroristas que eram conhecidos por desempenharem um papel importante na produção de explosivos para o Al-Shabab", diz o informe, acrescentando nenhum civil havia sido ferido ou morto.
O major-general americano Dagvin Anderson, comandante de operações especiais para a África, afirmou que os ataques também são uma mensagem relacionada à retirada.
"Este ataque deve demonstrar a qualquer inimigo que apoiamos nossos parceiros e que iremos defender vigorosamente tanto a nós mesmos quanto os nossos parceiros durante este reposicionamento e operações futuras", acrescentou no comunicado.
O Pentágono anunciou em 4 de dezembro que o presidente Donald Trump ordenou que a maioria dos militares e do pessoal de segurança dos EUA deixasse a Somália no início de 2021.
Os Estados Unidos mantiveram cerca de 700 soldados, pessoal e contratados de segurança privada naquele país, realizando ataques contra o Al-Shabab e treinando forças somalis.