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JOANESBURGO (Reuters) - A República Democrática do Congo deveria recontar os votos de sua contestada eleição presidencial, a qual o segundo colocado afirma ter sido fraudulenta, disse a Comunidade de Desenvolvimento Sul Africana (SADC, na sigla em inglês) neste domingo.
A votação de 30 de dezembro deveria marcar a primeira transferência democrática de poder incontestada em 59 anos de independência inquieta e o começo de uma nova era após 18 anos de um mandato caótico do presidente Joseph Kabila.
O perdedor das eleições, Martin Fayulu, no entanto, afirma que ele teve uma vitória esmagadora e que o vencedor oficial, líder da oposição Felix Tshisekedi, fez um acordo com Kabila para ser declarado vitorioso. Tshisekedi e Kabila negam.
A Igreja Católica do Congo afirmou que as estatísticas compiladas por seu time de monitoramento mostram um vencedor diferente do anunciado pela comissão eleitoral, sem dizer quem.
Uma violência isolada na pós-eleição pelo país, rico em minerais, de 80 milhões de pessoas, deixou muitos temendo uma volta a um tipo de agitação de guerra civil que matou milhões desde 1990.
“Uma recontagem daria a reafirmação necessária tanto ao vencedor quanto ao perdedor”, disse a SADC em comunicado.
A SADC, que inclui antigos aliados de Kabila Angola e África do Sul, recomendou um governo de unidade nacional incluindo partes representando Kabila, Fayulu e Tshisekedi que poderia promover a paz.
(Por Alexander Winning)