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O bilionário ucraniano Igor Kolomoisky, responsável pela ascensão política do presidente Volodimir Zelensky, foi acusado de suposto desvio de mais de 9,2 bilhões de grívias (cerca de 250 milhões de dólares ou 1,3 bilhão de reais), informou a procuradoria ucraniana nesta quinta-feira (7).
Os investigadores notificaram-no na quarta-feira de que ele era “suspeito de ter desviado os fundos” de um banco “no valor de mais de 9,2 bilhões de grívias”, conforme declarado em um comunicado.
A acusação foi encaminhada ao tribunal, de acordo com o promotor, sem mencionar o nome de Kolomoisky, mas referindo-se ao “antigo responsável pela região de Dnipro” (centro-leste) e beneficiário final do banco Privatbank no momento dos acontecimentos em 2015.
Kolomoisky havia apoiado a candidatura de Zelensky em 2019 e era proprietário do canal de televisão no qual o presidente ucraniano ganhou notoriedade como humorista.
Ele será julgado junto a outros cinco suspeitos.
De acordo com as conclusões da investigação, entre janeiro e março de 2015, ele “elaborou um plano para confiscar os fundos” do Privatbank, o maior banco da Ucrânia.
O bilionário era co-proprietário do grupo bancário antes de o Estado nacionalizá-lo para evitar um colapso do sistema bancário em 2016.
O Banco Central da Ucrânia havia anteriormente acusado Kolomoisky de desviar 5,5 bilhões de dólares (quase R$ 28 bilhões) do Privatbank antes de sua nacionalização.
Nos últimos meses, Zelensky prometeu fortalecer a luta contra a corrupção, uma das condições para que o país continue sendo candidato à adesão à União Europeia e à Otan.
Recentemente, vários escândalos de corrupção foram descobertos no país.
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