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As cidades suíças de Genebra e Zurique entram mais uma vez no ranking das mais caras do mundo, segundo a revista The Economist, que classificou as duas cidades suíças entre as cinco primeiras em um novo estudo revelado na quinta-feira.
Zurique ficou em segundo lugar, depois de Singapura, enquanto que Genebra ficou em quarto lugar, depois de Hong Kong. O estudo compara mais de 400 preços de mais de 160 produtos e serviços, incluindo mantimentos, roupas, utensílios domésticos, artigos de higiene pessoal, preços de aluguel de casa, transporte, contas de serviços públicos, escolas particulares, ajuda doméstica e custos de lazer. No entanto, não leva em conta o poder de compra nesses locais.
Ambas as cidades suíças subiram no ranking em relação ao ano passado, quando Zurique estava em quarto lugar e Genebra em sétimo.
O aumento da colocação pode ser largamente atribuído à decisão do banco central suíço de acabar com a taxa fixa de câmbio entre o franco e o euro, em janeiro de 2015, que fez o valor da moeda suíça disparar.
Mas, como a revista britânica observa ainda em seu estudo, "nenhuma dessas cidades sofreu com a austeridade da zona do euro ou o declínio econômico causado pela queda dos preços do petróleo no mesmo nível de outras da União Europeia ou da Noruega."
A flutuação da moeda também afetou outras regiões do mundo, como Nova York e Los Angeles, que ficaram entre as dez primeiras pela primeira vez devido à alta do dólar, ou Rio e São Paulo, que despencaram por causa da desvalorização do real.
Abaixo, o preço, em média, de alguns itens nas cinco cidades mais caras do mundo na última década.
swissinfo.ch com agências