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Os pais, e não as escolas, são os culpados por um aparente aumento nos níveis de estresse entre os alunos da escola primária, de acordo com a associação suíça de bem-estar da juventude.
Um estudo de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que 27% das crianças de onze anos na Suíça sofrem de distúrbios de sono, enquanto 15% se queixam de depressão constante. Além disso, 12% sofrem regularmente de dores de cabeça, informa a televisão pública suíça.
No entanto, a presidente da Fundação Pro Juventute, Katja Wiesendanger, ela masma professora do ensino fundamental há mais de 30 anos na cidade de Basileia, disse que essas doenças não estão sendo induzidas por conta de uma pressão indevida das escolas sobre os alunos. Ela reconheceu que as escolas estão se conscientizando dos sintomas de estresse entre algumas crianças, mas questionou a origem desses problemas.
"Eu escuto cada vez mais que a pressão sobre a desempenho das crianças escola primária aumentou", disse ela. "Mas você precisa se perguntar exatamente de onde vem essa pressão. A escola é citada como a causa mais comum de estresse. Mas será que a escola realmente se tornou mais estressante?"
Em vez disso, ela culpa os pais que atribuem importância crescente à educação, que acaba sendo inoculada nos filhos. "Há um certo medo de rebaixamento entre os pais. Eles passam isso para seus filhos."
Em outubro, a Pro Juventute lançou uma campanha chamada “Menos pressão, mais criança” visando promover mais tempo livre para as crianças seguirem seus próprios interesses.
A organização disse que a percentagem de chamadas para o telefone de apoio 147 pedindo “conselhos para problemas pessoais graves” aumentou para uma parcela de 29,5% de todas as chamadas para o primeiro semestre de 2017. Em 2012, essa cifra foi de 17,5%.
swissinfo.ch/ets