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O trompetista de jazz Matthieu Michel não é de falar muito. Ele prefere transmitir suas emoções através do bocal de seu instrumento.Este conteúdo foi publicado em 21. dezembro 2020 - 09:00
Matthieu não é seu verdadeiro nome. Mas o homem é modesto e mantém seu nome de batismo guardado para si mesmo. Apesar de viver há muitos anos em Vevey, foi em Courtepin, no cantão de Friburgo, que ele cresceu.
Seu pai tinha lá um restaurante e também dirigia vários coros e bandas de fanfarras. Ele aproveitava de seu estabelecimento para organizar recepções de casamento, para as quais ele proporcionava o entretenimento musical - e os casamentos sempre foram uma oportunidade de apresentar algumas peças tocadas por seus filhos, todos músicos. Foram estas recepções de casamento que, em suas próprias palavras, traumatizaram Matthieu Michel, "porque sempre houve, perdoe a expressão, algum idiota que me colocava em cima de uma mesa para que todos me vissem tocar". É por isso que ele não gosta muito do palco. Mas ele sobe lá de qualquer maneira, "porque é aí que as coisas acontecem".
Assim, durante anos, ele "gostava da música, mas nada mais". E então, um dia, um de seus irmãos lhe tocou um disco de Miles Davis. "Assim que escutei aquilo, minha vida mudou radicalmente", confidenciou ele em um vídeoLink externo quando foi indicado para o Prêmio de Música Suíça em 2016.
Em parte autodidata, o músico tem um ouvido absoluto e pode ler as notas, mas não os acordes de uma partitura. O que ele mais gosta na música é o trabalho a longo prazo: "Eu gosto porque cada um se desenvolve de uma certa maneira. Os gostos mudam. Eu gosto de viver esse desenvolvimento musical." Mas ele sempre mantém a porta aberta para novos projetos e novos músicos.
Aqui pode-se vê-lo em um show com seu quinteto:
A arte em todos os seus estados
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