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O governo e a oposição na Nicarágua voltam nesta quarta-feira à mesa de negociações em busca de uma saída para a grave crise política, em um país altamente polarizado, com uma economia deteriorada e sob ameaça de sanções estrangeiras.
O primeiro encontro será para conhecer as propostas, as condições da negociação e para acordar a metodologia do processo, disse à AFP Azahálea Solís, membro da equipe de negociação da Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia (ACJD).
O grupo de oposição, formado por empresários, estudantes, camponeses e entidades da sociedade civil, pretende propor a participação no encontro de "organismos internacionais", como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e as Nações Unidas, acrescentou Solís.
O governo não revelou quais temas apresentará na negociação, apesar de o presidente, Daniel Ortega, ao convocar a nova negociação, ter centrado seu interesse na recuperação econômica.
Desde 18 de abril de 2018, o país centro-americano vive com constantes protestos contra o governo de Ortega, um dos ex-comandantes da Revolução Nicaraguense de 1979.
Os manifestantes defendem a renúncia do dirigente, reclamam das privações de liberdade, das perseguições, da repressão e da violência. A Igreja Católica buscou intermediar um acordo, mas o esforço foi interrompido por uma divergência com o ex-revolucionário.
Os confrontos entre governo e oposição deixaram até o momento um saldo de 325 mortos, mais de 700 detidos e milhares de exilados.
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