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Embora ele seja grato pela organização da próxima Conferência de Recuperação da Ucrânia, a Suíça poderia fazer mais para perseguir os oligarcas russos, disse Artem Rybchenko.Este conteúdo foi publicado em 19. junho 2022 - 16:05
Rybchenko disse ao site Blue News que seria "útil" se a Suíça "revisasse suas leis" para ser mais capaz de farejar os fundos dos oligarcas sancionados, escondidos em bancos suíços. "Sabemos que muitas contas são registradas sob nomes diferentes - sem que fique claro de onde vem o dinheiro", disse o embaixador, repetindo uma exigência que fez há dois meses.
A Suíça assumiu todos os pacotes de sanções da UE contra a Rússia desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro; o último foi o embargo europeu às importações de petróleo bruto russo, aprovado pelo governo suíço em 10 de junho.
Mas, apesar das fortes discussões sobre o quanto o país está apressadamente aplicando as sanções, a Suíça tem se abstido até agora de adaptar os procedimentos coordenados pela Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos. Em 9 de junho, por exemplo, o parlamento rejeitou uma moção de esquerda para criar uma força-tarefa especial para coordenar os esforços das sanções.
Até agora, um total de CHF6,3 bilhões (US$6,5 bilhões) foi congelado. A Associação Suíça de Banqueiros estima que os bancos detêm até CHF200 bilhões pertencentes a todos os clientes russos, a maioria dos quais não está sujeita a sanções. Este fato, diz ela, explica por que apenas CHF6,3 bilhões foram congelados.
De olho em Lugano
Rybchenko agradeceu às autoridades suíças por sua co-organização da próxima Conferência de Recuperação da UcrâniaLink externo em Lugano, de 4 a 5 de julho - a primeira grande conferência internacional sobre a Ucrânia desde o início da guerra.
A conferência discutirá a reconstrução da infra-estrutura ucraniana e contará com a presença de mais de 1.000 convidados, incluindo figuras de alto nível como a chefe da Comissão Européia Ursula von der Leyen. No entanto, como a SonntagsBlick relata hoje, o Ministério das Relações Exteriores suíço vê as chances de uma visita física do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky como "bastante magra". A delegação suíça incluirá o ministro das relações exteriores (e anfitrião) Ignazio Cassis, assim como a ministra encarregada dos transportes e comunicações, Simonetta Sommaruga - sua participação confirmada hoje pelo jornal SonntagsZeitung.
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