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A previsão é da promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional de Haia, a suíça Carla Del Ponte. Ela fará a acusação de Milosevic no julgamento que terá cerca de 300 testemunhas.
Em entrevista ao jornal italiano "La Republica", edição de segunda-feira, a promotora suíça explica que certas testunhas terão seu nome revelado somente alguns dias antes de deporem, por razões de segurança.
Acusações começaram com Louise Arbour
Del Ponte disse que haverá provas "irrefutáveis" da responsabilidade de Milosevic em crime de genocídio.
Ela deixou o cargo de Procuradora geral da República na Suíça para assumir a promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) da ONU, em Haia, Holanda, em 0utubro de 1999.
Sua predecessora, Lousie Arbour, já havia incriminado Milosevic por crime contra a Humanidade, em Kossovo. Del Ponte o incriminou por crime contra a Humanidade, na Croácia, e de genocídio, na Bósnia.
Pressões dos Estados Unidos
Desde que assumiu o TPI, Del Ponte persegue os responsáveis e executores da política de limpeza étnica na ex-Yugoslávia. No caso de Milosevic, ele insistiu para que as 3 acusações fossem objeto de um único julgamento.
Com a queda de Milosevic do poder, Del Ponte multiplicou esforços para conseguir sua extradição. Conseguiu-o, principalmente graças às pressões dos Estados Unidos sobre Belgrado, e Milosevic está preso em Haia desde 28 de junho de 2001.
A promotora tentará agora convencer os juizes da Corte de primeira instância do TPI que Milosevic é culpado de genocídio.
swissinfo