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A Nasa afirmou nesta segunda-feira (21) que mantém em seus planos o retorno de astronautas americanos à Lua em 2024 e publicou uma estimativa de financiamento de cerca de 28 bilhões de dólares para os próximos cinco anos, que inclui 16 bilhões para o pouso no satélite natural.
O orçamento será votado pelo Congresso, que será renovado nas eleições de 3 de novembro. Para o presidente Donald Trump, a missão lunar é uma prioridade.
Se o Congresso votar até o Natal os primeiros 3,2 bilhões de dólares para uma viagem à Lua, "ainda estaremos na corrida para um pouso em 2024", disse Jim Bridenstine, chefe da Nasa, em uma coletiva de imprensa após divulgar a atualização sobre o novo programa lunar, Artemis.
Porém, como Bridenstine costuma dizer, a Nasa sabe como gerenciar riscos técnicos, mas os "riscos políticos" costumam ser os mais perigosos para a agência espacial, com uma eleição presidencial tão próxima.
Por exemplo, Barack Obama cancelou em 2010 o programa de exploração Constellation, depois que bilhões de dólares foram gastos na esteira de seu antecessor, que deu início ao projeto.
De acordo com Bridenstine, o objetivo continua ser pousar no Polo Sul da Lua. Três projetos competem para ser o veículo de pouso, a partir do qual dois astronautas, incluindo uma mulher, descerão da espaçonave Orion para a superfície da Lua.
Uma primeira seleção será anunciada em 2021, segundo a Nasa, que escolherá entre a proposta desenvolvida pela Blue Origin, fundada pelo CEO da Amazon, Jeff Bezos, e dois outros projetos desenvolvidos pela SpaceX, empresa de Elon Musk.
O Artemis 1, previsto para novembro de 2021, terá sua missão sem astronautas a bordo. Já em 2023, o Artemis 2 enviará astronautas à órbita da Lua, mas eles não pousarão. Por fim, o Artemis 3 vai concretizar o retorno do homem à Lua, fazendo o pouso como o Apollo 11 em 1969.