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Por ano, os suíços chegam a gastar o equivalente a quase 2 bilhões de dólares a mais do que seus vizinhos só em roupas compradas pela internet, revela uma pesquisa comparativa.Este conteúdo foi publicado em 25. fevereiro 2020 - 12:59
O estudoLink externo da Universidade de Artes e Ciências Aplicadas do Noroeste da Suíça analisou 1.000 produtos comprados online na Suíça este ano. Estes incluíam equipamentos de catering, dispositivos de saúde, equipamentos e materiais de pesquisa e educação, vestuário, lentes de contato, produtos de cuidado corporal e perfumes, alimentos e produtos para bebês.
O estudo publicado na terça-feira (25) concluiu que as empresas e os consumidores suíços poderiam economizar mais de 3,3 bilhões de francos por ano se pudessem adquirir tais produtos diretamente no exterior.
A maior economia anual seria no setor de roupas (CHF 1,9 bilhão), seguida pelo setor hospitalar (CHF 600 milhões), e para produtos de cuidados pessoais corporais e faciais (CHF 292 milhões) e perfumes (CHF 149 milhões), disse o estudo.
As famílias suíças poderiam economizar 78 milhões de francos por ano se pudessem encomendar fraldas e alimentos para bebês diretamente do exterior pelos mesmos preços cobrados, por exemplo, na Alemanha.
Os preços suíços são notoriamente altos para muitos produtos e serviços, quando comparados mundialmente. Em 2018, segundo o EurostatLink externo, roupas e calçados suíços eram 22% mais caros que a média da União Europeia, enquanto os preços dos alimentos eram 63% mais altos.
O estudo se concentrou nas compras feitas pela internet. Devido ao bloqueio geográfico, uma prática comum em que as empresas estrangeiras impedem os clientes online de comprar produtos ou serviços mais baratos no exterior se recusando a fazer entregas na Suíça, os clientes são obrigados a comprar os produtos dos representantes na Suíça ou através de importadores exclusivos.
A pesquisa foi encomendada pelos defensores da iniciativa "Preços Justos", que entregaram em dezembro de 2017 as assinaturas necessárias para desencadear um plebiscito nacional sobre a questão dos bens de consumo acessíveis. O parlamento suíço deverá examinar a proposta da iniciativa em 9 de março.
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