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Por Nidal al-Mughrabi e Allyn Fisher-Ilan
GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Israel partiu para uma ofensiva terrestre em Gaza, com artilharia, tanques e embarcações de guerra nesta sexta-feira, e declarou que pode “ampliar significativamente” uma operação que, segundo representantes palestinos, está matando um número ainda maior de civis.
Embarcações de guerra iluminaram o céu com os disparos antes do amanhecer, enquanto helicópteros atiravam dentro do enclave. O Hamas, por sua vez, lançava projéteis de morteiro contra as tropas invasoras e continuava a mandar foguetes para o outro lado da fronteira, contra as cidades israelenses de Ashdod e Ashkelon.
Representantes palestinos do setor de saúde disseram que 27 pessoas, incluindo um bebê, duas crianças e uma mulher de 70 anos haviam sido mortos desde que Israel destacou na quinta-feira forças terrestres para invadirem Gaza, uma área densamente povoada com 1,8 milhão de palestinos.
A ação acontece após 10 dias de ataques aéreos e marítimos contra Gaza e centenas de foguetes disparados pelo Hamas contra Israel.
“Escolhemos começar esta operação após termos esgotarmos outras opções e chegado à conclusão de que, sem isso, podemos pagar um preço muito maior”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a jornalistas, antes de uma reunião especial de gabinete no quartel-general de Tel Aviv. “A principal meta é restaurar a calma.”
“Minhas instruções… para o Exército de Israel, com a aprovação do gabinete de segurança, é se preparar para a possibilidade de uma ampliação, uma significativa ampliação da operação terrestre."
Ele não especificou como seria a ampliação da operação. Israel diz que suas forças focaram, até agora, em buscar túneis que militantes palestinos podem utilizar para cruzar a fronteira e realizar ofensivas.
Tal tipo de infiltração foi combatida na quinta-feira, com o Exército dizendo ter rechaçado 13 homens armados do Hamas após eles terem emergido de um túnel perto de uma comunidade agrícola israelense.
Para apoiar as forças regulares, Israel disse estar convocando 18 mil soldados reservistas, além dos 30 mil já mobilizados.
O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, respondeu com tom de desafio à escalada militar de Israel, dizendo que “Netanyahu está matando nossas crianças e pagará o preço. A invasão de solo não nos assusta e o Exército de ocupação afundará na lama de Gaza".
O Hamas quer que Israel e o Egito, cujo governo apoiado por militares está em desacordo com os islamistas palestinos, suspendam as restrições na fronteira, as quais ampliaram as dificuldades econômicas em Gaza e o desemprego.
Israel disse que um de seus soldados foi morto e diversos outros, feridos, em um combate em Gaza durante a noite. Segundo o Hamas, seus homens estavam disparando contra tanques israelenses e acionando bombas contra as tropas que cruzavam a fronteira arenosa sob colunas de fumaça.
Ao todo, 258 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos desde que os combates começaram, em 8 de julho, disseram autoridades de Gaza. O soldado morto pelo Hamas foi a segunda baixa de Israel, após um foguete ter matado um civil há dois dias.
(Reportagem adicional de Noah Browning em Gaza e Michelle Nichols em Nova York)
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