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O Facebook se defendeu nesta quarta-feira (27) de um informe que assegura ter arquivado pesquisas internas segundo as quais a rede incentiva a divisão entre pessoas ao invés de uni-las.
Os algoritmos da rede social têm como objetivo que os usuários passem mais tempo no site.
Mas, "exploram a atração do cérebro humano pelas divisões", indicou um slide de uma apresentação feita em 2018 por uma equipe de pesquisas do Facebook, segundo o informe, publicado no Wall Street Journal.
O artigo a advertiu que se deixada sem controle, a rede social daria aos usuários "mais e mais conteúdo que tende a dividir em um esforço por ganhar a atenção dos usuários e aumentar seu tempo na plataforma".
O diretor do Facebook, Mark Zuckerberg, e outros executivos deixaram de lado a pesquisa porque consideravam este problema paternalista demais ou que resultaria em mudanças que irritariam os usuários politicamente conservadores, informou a publicação.
O vice-presidente de integridade da companhia, Guy Rosen, criticou a informação e disse que o jornal "ignorou voluntariamente os fatos críticos que socavaram sua narrativa".
"Como resultado, os leitores ficaram com a impressão de que estamos ignorando um tema no qual, de fato, investimos muito", acrescentou.
O informe também citou um estudo de 2016 do Facebook, que mostrou que entre grupos com afinidade política alemães, "64% de todos os grupos extremistas que se unem, o fazem através de nossas ferramentas de recomendação".
"Nossos sistemas de recomendação fazem aumentar o problema", dizia o informe.
Durante anos, o Facebook tem sido alvo de críticas por permitir o florescimento do ódio na rede, sendo os posts que atiçam divisões durante a pandemia do novo coronavírus o exemplo mais recente de uma enxurrada de enfrentamentos online.
Rosen reforçou que a rede social toma medidas regularmente no combate à desinformação, o assédio, as ameaças e outros comportamentos abusivos, inclusive às custas dos ganhos da empresa.
"Este trabalho nunca estará completo porque no fim do dia, o discurso online é uma extensão da sociedade e a nossa está altamente polarizada".