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Treinador da seleção suíça de hóquei no gelo desde 1997, o teuto-canadense Ralph Krueger, participará em Turim, pela segunda vez, de uma Olimpíada.
Há quatro anos, a Suíça perdeu feio para a França e a Ucrânia, nos Estados Unidos, caindo para o 11o lugar do ranking mundial. Entrevista:
Exatamente como há quatro anos, a seleção nacional suíça de hóquei no gelo participará das rodadas finais dos Jogos Olímpicos de Inverno. Exatamente como da outra vez, Ralph Krueger estará à frente da equipe.
À frente da seleção suíça desde 1997, o treinador teuto-canadense conseguiu dar uma nova dinâmica à equipe e, com isso, abrir uma nova dimensão para o hóquei no gelo suíço.
Desde então, a Suíça conseguiu subir de posição no ranking mundial, e hoje pertence ao seleto grupo das melhores nações nesta modalidade.
O fantástico quarto lugar obtido pela equipe suíça no campeonado mundial de 1997, porém, não ajudou muito, quatro anos atrás, durante sua atuação nos Jogos Olímpicos em Salt Lake City. Contudo, esta experiência em Salt Lake City será importante para a atuação da equipe agora em Turim, garante Ralph Krueger.
swissinfo: Ralph Krueger, que lição o Sr. tirou do fiasco de Salt Lake City?
Ralph Krueger: Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que é difícil se concentrar apenas no hóquei no gelo e não se deixar distrair pela grande dimensão dos Jogos Olímpicos.
Em Utah, nos Estados Unidos, nós participamos das festividades de abertura dos Jogos Olímpicos menos de 15 horas antes da primeira partida contra a França.
Desta vez estamos melhor preparados para enfrentar a agitação deste momento e a pressão da situação. Aquela aventura nos EUA vai nos ajudar - a mim e a quinze jogadores que já estavam na equipe naquela época - a ter uma melhor atuação em Turim.
O que significa para o Sr. participar dos Jogos Olímpicos?
R.K.: Naturalmente carrego um peso enorme sobre os ombros, devido à função que exerço. Mas consigo separar muito bem este peso da alegria que sinto em participar de um evento desta dimensão.
Quando eu era menino, sonhava em participar dos Jogos Olímpicos. Agora, em Turim, este sonho vai se realizar pela segunda vez. Esta é a experiência mais marcante que um atleta pode ter, e da qual ele pode realmente se orgulhar.
Os Jogos Olímpicos superam a dimensão esportiva e mesmo a dimensão do hóquei no gelo em si. É um evento esportivo de abrangência mundial.
O Sr. é metade alemão, metade canadense e vem a ser o treinador da seleção suíça. Não é muita mistura?
R.K.: Claro que é. E minha história de vida está fortemente relacionada a estes dois países. Mas quando se vive em um país - como eu vivo há nove anos na Suíça - a gente se torna membro desta sociedade.
A cor do passaporte não muda, mas a cor da bandeira que se carrega no coração pode mudar. Para mim, agora, é a bandeira vermelha com a cruz branca que ocupa este lugar.
Sinto-me orgulhoso de lutar pela Suíça, ainda que eu sempre dê uma espiada para ver como os canadenses e o alemães estão jogando, afinal de contas, cresci nestes dois países.
Qual o objetivo que o Sr. e a seleção suíça pretendem atingir nestes Jogos Olímpicos de Turim?
R.K.: O objetivo está claro: passar das quartas-de-final e, com isso, ficar pelo menos entre os oito melhores do campeonato.
Há quatro anos, ficamos muito aquém deste objetivo, por isso, desta vez, faremos tudo atingir este patamar.
Chegando às quartas-de-final, começa para nós um campeonato completamente diferente: a partir daí, o nível é muito mais alto, mas tudo é possível.
Entrevista - swissinfo: Mathias Froidevaux
Tradução: Fabiana Macchi
Breves
- A seleção suíça de hóquei no gelo classificou-se para os jogos em Turim no campeonato pré-olímpico, em Zurique em 2005.
- Nos jogos pré-olímpicos, a Suíça venceu as seleções do Japão, da Noruega e da Dinamarca.
- Em Turim, os suíços estão no mesmo grupo que o Canadá, a República Tcheca, a Finlândia, a Alemanha e a Itália.
- Os quatro melhores deste grupo passarão para as quartas-de-final contra os melhores dos outros grupos.
Fatos
O treinador teuto-canadense Ralph Krueger é casado e pai de dois filhos. Ele tem 46 anos e vive há nove anos na Suíça (em Davos e no cantão dos Grisões).
Ele é o treinador da seleção suíça de hóquei no gelo desde 1997
Como jogador, ele atuou em mais de 45 jogos da seleção alemã.
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