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La Suíça poderá aplicar um regime transitório à parte para os cidadãos dos dez países que entrarão na União Européia (UE), em maio.
A UE queria a extensão imediata do acordo de livre ciculação das pessoas mas os europeus do leste terão de esperar até 2011 ou 2012.
A Suíça não vai extender de imediato o princípio da livre circulação de pessoas aos aos cidadãos dos dez novos países que passarão a integrar a União Européia (UE) em maio.
Um regime transitório de sete anos foi obtido pela delegação suíça que negocia a extensão dos acordos bilaterais existentes entre a Suíça e a UE.
Por esse acordo, os europeus dos 15 países atuais da UE poderão morar e trabalhar livremente na Suíça a partir de 2007. Os suíços terão os mesmos direitos nos 15 países europeus.
O acordo acertado quarta-feira (04/02) com a UE estipula que os cidadãos dos dez novos países da UE terão livre circulação na Suíça em 2011 ou 2012.
"É um grande passo para a Suíça, disse à swissinfo, Dieter Gross, chefe da delegação suíça nas negociações, mesmo se nada foi assinado, por enquanto."
De fato, a UE pressionava a Suíça a extender imediatamente os acordos existentes aos dez novos membros.
Regime transitório
Bruxelas aceitou que, durante um certo período, a Suíça continue a limitar o acesso ao seu mercado de trabalho aos poloneses, húngaros, checos, eslovacos, eslovenos, lituanos, letões, estôneos, chipriotas e malteses.
Os detalhes ainda serão discutidos mas as restrições servirão para dar prioridade aos trabalhadores suíços, a controle de salários e maiores contingentes de trabalhadores da UE atual.
Até abril
O fato que vários membros da UE, entre eles Áustria, Alemanha e França, decidiram restringir o acesso aos seus mercados de trabalho até 2006
deu um argumento de peso à Suíça.
O acordo entre os quinze membros atuais e os dez futuros membros da UE prevê limitações do número de trabalhadores entre 2004 e 2006 mas que poderão ser mantidas até 2011.
Nas negociações com Bruxelas, a Suíça obteve, portanto, o mesmo prazo, mas as negociações só serão concluidas em abril. Deverão, posteriormente ser submetidas ao Palarmento e, em caso de discórdia, ao voto popular.
Por razões diferentes, os sindicatos e a UDC, partido mais à direita no governo, falam em lançar referendos populares contra a extensão dos acordos.
Os sindicatos temem pressões sobre o mercado de trabalho e a diminuição de salários. A UDC, embora próxima do patronado, aposta no aumento do desemprego de suíços e da população estrangeira.
swissinfo com agências
Breves
- O acordo sobre a livre circulação das pessoas prevê uma abertura por etapas do mercado de trabalho na Suíça e na UE.
- Em junho de 2004, a livre circulação entra em vigor para os suíços.
- A livre circulação na Suíça será mais lenta e será totalmente aberta em julho de 2014.
- O reconhecimento recíproco de diplomas profissionais vai completar o acordo, a partir de 2005.
- Segundo especialistas, sem contar os cidadãos dos dez novos países da UE, entre 8 e 10 mil europeus por ano virão trabalhar na Suíça.