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Banhada pelo lago Leman e beneficiada cedo pela navegação, a ferrovia e pelos elogios de nomes famosos, Montreux desenvolveu o turismo, hoje sua principal fonte de renda.
O nome da cidade é hoje conhecido no mundo inteiro.
Há quase duzentos anos já havia “modestas pensões” e um pouco mais tarde verdadeiros hotéis para acolher os visitantes, num momento em que o turismo ainda engatinhava.
Uma das primeiras personalidades a exaltar os charmes de Montreux foi Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). Seu romance “La Nouvelle Heloïse”, sucesso europeu na época, situa-se em Montreux-Clarens.
Outros grandes escritores
Entre outros escritores que viveram na região vale mencionar em particular o poeta Lord Byron (1788-1824) que escreveu “O Prisioneiro de Chillon”(nome do famoso castelo de Montreux), livro que conta o drama de um francês que ficou acorrentado a uma coluna do castelo de 1532 a 1536.
Vale mencionar também – além de Rilke, Hemingway e Tolstoi, entre outros – Vladimir Nabokov (1899-1977), autor de “Lolita”, obra “escandalosa” que o tornou conhecido internacionalmente. Nabokov instalou-se em 1966 no prestigioso hotel Montreux-Palace, onde continuou seu trabalho de escritor e de tradutor das própria obras, com a ajuda do filho Dmitri.
Compositores e o "nosso" Santos Dumont
A lista de músicos e compositores é também respeitável. Entre eles, Tchaikovsky que de 1877 a 1879 esteve por 3 vezes em Montreux.
Stravinsky, que buscava clima mais ameno para cuidar da tuberculose de sua mulher, Catherine Nossenko também viveu na cidade. Ele chegou à região já em 1905 e permaneceu dez anos.
Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação, também parece ter sucumbido ao charme da região. Nos últimos anos de sua vida, atingido pela depressão, ele passou uma temporada numa clínica de Glion, vilarejo que domina Montreux, mais conhecido atualmente pela sua Escola de Hotelaria.
Jazz Festival
Hoje é um evento musical que leva Montreux aos 4 cantos do mundo: o Jazz Festival.
Mas a cidade continua atraindo não somente gente famosa e turistas, como também estudantes dos mais diferentes países. Isso porque Montreux soube explorar o filão, oferecendo uma quantidade impressionante escolas particulares para todos os gostos. Os pais devem, porém, ter uma gorda conta em banco para arcar com os custos, elevados.
swissinfo, J.Gabriel Barbosa