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Micheline Calmy-Rey, 57 anos, é a quarta mulher eleita para o Conselho Federal.
Ela sucede à também genebrina Ruth Dreifuss que, após nove anos de mandato, despede-se hoje do poder.
Depois de anunciados os votos da quinta rodada da votação no Palácio Federal em Berna, foi confirmada a eleição da genebrina Micheline Calmy-Rey, 57 anos, como membro do Conselho Federal, composto por sete ministros que governam a Suíça.
No seu discurso de posse, ela lembra que foi escolhida "sobretudo pelas suas origens, sua francofonia e também por ser mãe e avó". Ainda não se sabe qual ministério ela irá assumir. Este será definido em sete dias.
Origens sindicais
Calmy-Rey nasceu como filha de um sindicalista em Chermignon, no Cantão do Vale (Wallis). Depois de ter feito uma formação profissional em comércio, ela mudou-se para Genebra e estudou ciências políticas. Ainda nessa época, a francófona casou-se, teve dois filhos e dirigiu durante 20 anos, com o marido, uma pequena empresa no setor de distribuição de livros. Hoje ela já tem três netos.
"Cruella"
Na política suíça sua primeira atuação deu-se entre 1981 e 1997, quando Calmy-Rey foi deputada estadual do Cantão de Genebra. Nessa época ela ganhou a fama de especialista acurada e persistente em finanças, impostos e economia, o que lhe trouxe o apelido de "Cruella". Entre 1986 e 1990 ela foi presidente do Partido Socialista de Genebra.
Em 1997 Calmy-Rey foi eleita para o governo estadual de Genebra, onde ela administrou a pasta de finanças até sua eleição, quarta-feira, para o Conselho Federal.
"Não falo o dialeto alemão"
Sua falta de experiência na área federal não é considerada pela política genebrina como uma fraqueza. "A visão que eu tenho de fora será muito importante para o meu futuro trabalho", e completa, "a única coisa que eu me arrependo é de só falar o alto alemão e não o dialeto suíço".
swissinfo com agências