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BARCELONA (Reuters) - A polícia espanhola monitorou escolas que serão usadas como colégios eleitorais e ocupou o centro de comunicações do governo catalão neste sábado, em um esforço para evitar o proibido referendo pela independência da Catalunha, que dividiu a Espanha.
Centenas de pessoas que apoiam o referendo passaram a noite nas escolas, com seus filhos, e disseram que planejam continuar nos locais até domingo, para mantê-los abertos aos eleitores.
Uma fonte do governo espanhol informou que mais da metade das escolas foi fechada e que a polícia removeria pessoas que tentassem votar no domingo. Menos de um décimo das escolas foi ocupada pelos pais, disse a fonte.
Dezenas de milhares de catalães devem tentar votar, no domingo, em uma eleição que não terá status legal por ser bloqueada pela Corte Constitucional da Espanha e por Madri, por entrar em desacordo com a constituição de 1978.
A Catalunha é uma região rica da Espanha, com sua própria língua e cultura. Se a eleição acontecer, um "sim" é provável, já que a maior parte dos 40 por cento dos catalães em pesquisas de opinião mostrando apoio à independência devem votar, enquanto a maioria dos que são contra não deve ir às urnas.
Pais em algumas das escolas ocupadas disseram que policiais informaram de que eles que poderiam ficar nos locais se não estivessem fazendo nada ligado ao referendo.
"A polícia esteve aqui quatro vezes", contou Laia, uma socióloga de 41 anos em uma escola no centro de Barcelona, onde aproximadamente 100 crianças brincavam e 80 pessoas planejavam passar a noite, enquanto vizinhos traziam comida. "Eles leram parte da ordem judicial que afirma que nenhuma atividade relacionada à preparação do referendo seria permitida", acrescentou.
A polícia catalã, ou Mossos d'Esquadra, que está monitorando as escolas, é muito querida pelo povo catalão, especialmente depois de ataques islâmicos na região, em agosto, que mataram 16 pessoas.
Madri enviou milhares de policiais para a região no nordeste da Espanha para cumprir a ordem judicial que proíbe o referendo, muitos dos quais alojados em dois navios no porto.
(Por Sam Edwards; Reportagem adicional de Alba Asenjo, Miguel Gutierrez e Sonya Dowsett)
Reuters