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Os estudos baseados na detecção de anticorpos no sangue para estimar a proporção de uma população que foi infectada pelo novo coronavírus são sem dúvida inferiores à realidade, pois os anticorpos vão desaparecendo do organismo gradativamente, segundo um informe público americano divulgado nesta quarta-feira (25).
Segundo o estudo dos Centros para a Prevenção e o Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a queda nos níveis de anticorpos não significa necessariamente que as pessoas corram o risco de voltar a se infectar, já que outras partes do sistema imunológico continuam em alerta e intervêm após a infecção inicial. Ainda se desconhece a duração real da imunidade.
Os estudos com anticorpos se tornaram rotina em muitos países, feitos em diferentes escalas, com amostras representativas, comunidades inteiras ou, frequentemente, a partir de amostras de bancos de sangue.
Estes exames ajudaram a obter a medida real da pandemia, além dos testes de diagnósticos, positivos apenas durante a infecção e não depois, e que de qualquer modo eram e continuam sendo muito raros em muitos locais e, no geral, não são feitos por pessoas sem sintomas.
Os CDC coletaram e analisaram o sangue de mais de 3.000 profissionais de saúde em 13 hospitais nos Estados Unidos entre abril e junho de 2020: 194 pessoas (6%) tinham anticorpos contra o novo coronavírus.
Aproximadamente dois meses depois, 156 deles voltaram a ser avaliados: em 94% deles, o nível de anticorpos tinha diminuído. Em 28%, o nível de anticorpos tinha caído abaixo do limite que geralmente indica uma infecção passada.
"Estes resultados sugerem que os testes sorológicos realizados em um momento sem dúvida subestimarão o número de pessoas que foram infectadas no passado pelo SARS-CoV-2, e que um exame sorológico negativo não exclui necessariamente uma infecção passada", resumem os autores do estudo.