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A medida visa acabar com uma querela entre as quatro regiões linguísticas do país e a influência cada vez maior do inglês como língua federativa.
O ministro do Interior, Alain Berset, apresentou três opções para quebrar o impasse, argumentando que uma política comum é fundamental para fortalecer a identidade de um país multilíngue.
As opções, levadas a consulta entre cantões, partidos e outras organizações, vão desde orientações gerais a regras detalhadas sobre as línguas ensinadas e em que idade o aprendizado deve começar.
Tentando antecipar-se às críticas, Berset ressaltou que a medida obedece a Constituição do país, que concede ao governo federal o direito de impor sua política se os cantões não conseguem chegar a uma posição comum.
"É um sinal claro para que os cantões assumam suas responsabilidades e implementem a estratégia adotada mais de dez anos atrás para harmonizar o programa de ensino das línguas nacionais", disse o ministro em uma entrevista coletiva na quarta-feira, 6 de julho.
Em resposta, os secretários de educação dos cantões advertiram contra qualquer tentativa de minar a autonomia cantonal. Para eles, é necessário agora paciência, respeito e um debate objetivo sobre a questão.
Os opositores acham que os alunos estão sobrecarregados com várias línguas diferentes em uma idade precoce. Outros grupos querem dar prioridade ao inglês como primeira língua estrangeira - em detrimento das línguas nacionais.
Adaptação: Ferando Hirschy, swissinfo.ch