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Vários milhares de pessoas se reuniram em Winterthur (norte da Suíça) no sábado em oposição às medidas atuais para combater a propagação do coronavírus.Este conteúdo foi publicado em 20. setembro 2021 - 07:15
Diversos grupos apoiaram a manifestação, incluindo o chamado "Freiheitstrychler", que também tinha organizado um protesto em Berna na noite de quinta-feira.
Ao contrário do evento de quinta-feira - que se intensificou e levou a uma forte resposta da polícia - a reunião de Winterthur foi realizada de forma relativamente pacífica, informou a polícia local.
Os manifestantes marcharam pela cidade carregando bandeiras criticando o que eles viam como medidas "ditatoriais" do governo; alguns deles visaram diretamente o ministro da saúde Alain Berset. Havia também alguns cartazes com temática religiosa, segundo um jornalista da agência de notícias Keystone-SDA.
A polícia estimou a participação em Winterthur em vários milhares.
Contra a violência
Na manhã de sábado, o grupo "Freiheitstrychler" publicou um comunicado de imprensa no qual rejeitava qualquer responsabilidade pela violência em Berna na noite de quinta-feira, quando alguns manifestantes lançaram fogos de artifício e objetos em direção ao prédio do parlamento, e começaram e tentaram derrubar uma cerca de proteção.
O grupo, distanciando-se de "qualquer tipo de violência", criticou a polícia de Berna, tanto pela forma como lidaram com o protesto (ou seja, não fizeram o suficiente para reprimir os contra-manifestantes violentos), quanto pelo rótulo "propagandístico" do evento como um "ataque ao parlamento federal". Esta frase foi usada pelo chefe da segurança em Berna, Reto Nause, que fez um paralelo com o que aconteceu no Capitólio dos EUA em janeiro passado.