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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta quarta-feira as informações sobre superlotação e condições precárias nos centros de detenção de imigrantes ilegais no país, acrescentando que têm a opção de "não vir".
"Se os imigrantes ilegais não estão contentes com as condições dos centros de detenção construídos ou reformados rapidamente, digo que não venham. Problema resolvido!" - tuitou Trump.
O departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) alertou na véspera para os riscos causados pela superlotação e a insegurança nos centros de detenção de imigrantes ilegais no Texas, onde os congressistas democratas têm denunciado "terríveis" condições de vida.
"Estamos preocupados com a superlotação e a permanência prolongada, que representam um risco imediato para a saúde e a segurança dos agentes e oficiais do DHS, assim como para os detidos", destaca o relatório da inspetoria geral do DHS.
Em junho, dois membros do DHS visitaram cinco centros de detenção na fronteira com o México, por onde um grande número de emigrantes tentou entrar ilegalmente nos Estados Unidos nos últimos meses.
Em maio, 144 mil pessoas foram detidas por agentes de fronteira (CBP), mas não há espaço suficiente nestas estruturas ou nos centros de recepção para onde normalmente se transfere menores e famílias.
Segundo o relatório, crianças com menos de sete anos não acompanhadas permanecem por mais de duas semanas esperando sua transferência, quando deveriam ser entregues a parentes ou agências governamentais especializadas no prazo de 72 horas.
Entre as condições que violam os padrões do DHS os inspetores assinalaram a falta de lavanderias, chuveiros, comidas quentes e a possibilidade de mudança de roupa.
Algumas fotos no relatório revelam celas abarrotadas e habitações divididas por telas de arame.
Um funcionário descreve a situação como uma "bomba relógio", citando vários incidentes ocorridos entre os detidos.
A publicação do relatório ocorre após a visita de congressistas democratas a centros de detenção da polícia de fronteira nas cidades de El Paso e Clint, diante do território mexicano.
O líder da delegação, Joaquín Castro, relatou à imprensa celas femininas "sem água corrente" e onde as detidas tinham que beber "água das privadas".
A congressista Alexandria Ocasio-Cortez, que também integrou a delegação, declarou que os imigrantes estão sendo submetidos a uma "crueldade sistêmica".
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