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Terminou nesta sexta-feira (8), em Genebra, a conferência das Nações Unidas sobre prevenção de extremismo violento. A Suíça apresentou as virtudes da democracia semidireta como forma de prevenir os riscos de doutrinação dos jovens por grupos terroristas.
Em um discurso pronunciado após o secretário-geral da ONU, o ministro suíço das Relações Exteriores, Didier Burkhalter, reiterou a importância da reunião para as “vítimas da fragilidade excessiva do nosso mundo".
O ministro também ressaltou o "papel decisivo" da Organização das Nações Unidas na prevenção do extremismo violento. A este respeito, a Suíça tem a chance de ter um sistema inclusivo e descentralizado, segundo Burkhalter. "A estrutura federal do meu país baseia-se na convicção de que uma cultura de diálogo, de compromisso, de soluções inclusivas e descentralizadas, de respeito pelas minorias e da separação dos poderes é o alicerce da paz."
Burkhalter disse que a Suíça adotou em 2015 uma nova estratégia de contraterrorismo baseada na prevenção, aplicação da lei, proteção e gestão de crises. Áreas "que se inserem no âmbito da Constituição e estão em conformidade com o direito internacional, especialmente os direitos humanos."
Esta experiência alimenta o engajamento da Suíça no nível internacional. "Especificamente, desenvolvemos um plano de ação de política externa para a prevenção do extremismo violento. Tendo como prioridade os jovens e as mulheres, bem como a Genebra internacional."
swissinfo.ch