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BOGOTÁ (Reuters) - Um grupo de ex-comandantes da guerrilha desmobilizada das Farc reconheceu nesta quinta-feira sua responsabilidade em crimes de guerra e de lesa humanidade, como sequestro de reféns e outras privações graves de liberdade em meio ao conflito interno armado da Colômbia que recentemente lhes concedeu a chamada Justiça Especial para a Paz (JEP).
Pela primeira vez desde que foi firmado o acordo de paz, em novembro de 2016, o tribunal atribuiu em janeiro responsabilidades criminais a antigos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que deixaram as armas e se reintegraram à sociedade.
"Reconhecemos que nesse processo foram apresentados feitos e condutas sancionáveis à luz do Direito Internacional Humanitário. Feitos e condutas que estão sendo reconhecidos de maneira individual e coletiva ante a JEP, à sociedade em geral e em atividades com as vítimas", disse um comunicado assinado por seis ex-comandantes rebeldes.
Ao aceitar as imputações, os antigos líderes das Farc podem receber entre cinco e oito anos de restrição de liberdade, o que pode incluir trabalhos de reparação como a substituição de cultivos ilícitos.
Caso se neguem a cumprir as penas estabelecidas, os ex-comandantes podem ser condenados a até 20 anos de prisão, segundo os termos do acordo de paz firmado para acabar com um conflito interno que durou mais de meio século e deixou 260 mil mortos e milhões de deslocados.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)