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O governo anunciou seu plano de fechar cerca de metade das instalações de defesa civil, ou bunkers, encontrados em toda a Suíça. Segundo as autoridades, as preocupações com a segurança não são tão urgentes como nas décadas passadas.
Falando na manhã de quinta-feira na rádio pública suíça, SRF, Kurt Münger, do Departamento Federal de Proteção Civil (FOCP), disse que dos 2.000 bunkers existentes, o objetivo é livrar-se de 800 a 1.200.
Entre os motivos, Münger citou a falta de um número suficiente de civis necessários para manter e operar os bunkers, bem como o atual clima internacional. "A situação de segurança certamente não é a mesma que na era da Guerra Fria. Nesse sentido, a demanda agora é outra", disse Münger.
Bunkers, construídos no auge das tensões internacionais do meio do século XX, estão presentes em quase todas as comunidades suíças. Hoje em dia, no entanto, a maioria é usada para fins menos dramáticos, como hospitais subterrâneos, proporcionando acomodações temporárias para soldados e abrigando os requerentes de asilo.
Outros, nos últimos anos, foram leiloados para ricos usuários paranóicos ou para abrigar servidores de informática, que necessitam de instalações grandes, legais e seguras.
Münger esclareceu que apenas as instalações supérfluas - e não aquelas ainda em uso para fins civis - seriam desmanteladas.
O governo federal planeja ajudar as autoridades locais a financiar os custos de desmantelamento e possíveis conversões desses bunkers ao longo de cerca de 25 anos. Estima-se que os custos sejam de vários milhões de francos por ano, disse Münger.