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O presidente Nicolás Maduro disse nesta segunda-feira (30) que não tolerará a presença de grupos armados ilegais colombianos na Venezuela, depois que Bogotá entregou à ONU as alegadas evidências de seu apoio às guerrilhas de esquerda.
"Não aceitamos nenhum grupo armado, de nenhum tipo, colombiano, no território venezuelano. É uma ordem que dei às Forças Armadas", afirmou Maduro em entrevista coletiva.
Segundo o presidente, essa disposição foi cumprida "plenamente" durante exercícios militares ordenados por ele e que terminaram no último sábado na fronteira binacional de 2.219 km.
Maduro renovou seu compromisso de enfrentar organizações criminosas do país vizinho, depois que o presidente colombiano Iván Duque apresentou na quinta-feira à ONU um relatório sobre o suposto apoio do líder socialista aos rebeldes do ELN.
Duque também afirma que Maduro apoia dissidentes das Farc que retomaram suas armas depois de se separarem de um acordo de paz assinado em 2016.
"Ivan Duque mente porque quer uma guerra", enfatizou. O presidente chavista disse no passado que não permitirá a presença de criminosos colombianos, como em setembro de 2018, quando três militares venezuelanos morreram em um ataque de supostas irregularidades.
Maduro novamente rejeitou o relatório do governo colombiano, indicando que ele é cheio de falsidades.
"Duque foi uma vergonha, uma vergonha nas Nações Unidas", disse ele. No mesmo fórum, Caracas denunciou que na Colômbia "mercenários e terroristas" estão sendo treinados para derrubar Maduro.
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