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O Parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira uma reforma dos mecanismos de apoio às energias renováveis para submeter este setor subsidiado aos mecanismos de mercado, com o objetivo de conter a alta do preço da eletricidade, uma medida considerada um retrocesso pelos ambientalistas.
A lei, que reduz a partir de 1º de agosto os subsídios às energias renováveis é, junto com o salário mínimo, o primeiro grande projeto do atual mandato de Angela Merkel.
A partir dos anos 1990, a Alemanha decidiu apostar nas energias renováveis e, por isso, instaurou um generoso sistema de subsídios para impulsioná-las.
O mecanismo deu certo, pois 27% da eletricidade consumida na Alemanha provêm de energias "verdes", mas é caro demais e custa ao país € 20 bilhões anuais.
Os usuários financiam o sistema por meio de um imposto cobrado sobre cada kilowatt hora produzido e consumido.
A nova lei reduz de forma substancial os subsídios concedidos às energias limpas e prevê que gradualmente a eletricidade produzida pelo vento e o sol representem, em 2050, 80% do consumo total.
Os meios econômicos saudaram este passo na direção de um mecanismo de mercado, mas as associações ambientalistas acusaram o executivo alemão de ter enterrado a transição energética na Alemanha.
Durante o debate parlamentar desta sexta-feira, o deputado verde Oliver Krischer se referiu ao ministro da Economia, Sigmar Gabriel - que tinha apresentado o texto em janeiro - de "bola de demolição" das energias renováveis.
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