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A 12 dias das eleições gerais na Bolívia, o presidente Evo Morales, que governa o país há 13 anos, enfrentou nesta terça-feira (8) um crescimento do número de protestos regionais que apresentam demandas setoriais e rejeitam sua candidatura ao quarto mandato consecutivo.
Nesta terça, um grande protesto ocorreu no centro de La Paz, sede dos poderes Legislativo e Executivo, onde centenas de médicos expressaram suas demandas setoriais e se posicionaram contra a releição de Morales, por considerá-la ilegal.
Os profissionais da saúde estão em greve nos hospitais públicos há 50 dias, e apenas os serviços de emergência não foram paralisados.
No meio desse cenário, o grupo civil Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade) convocou um novo protesto para a quinta-feira em La Paz contra a candidatura de Morales para um novo mandato até 2025.
O líder do Conade, Waldo Albarracín, disse que o conselho "lidará com questões de candidatos efetivamente autorizados pelo Tribunal Eleitoral", lembrando que um referendo em 2016 negou a Morales a possibilidade de concorrer novamente. Apesar desta decisão, um ano depois, o presidente recorreu ao Tribunal Constitucional e obteve a autorização para se candidatar novamente à presidência.
Na região de Tarija (sul), rica em gás, foi convocada uma manifestação para o dia 10 de outubro, dia em que a Bolívia relembra o retorno à democracia em 1982 após duas décadas de ditadura militar.
Nessa região, onde as pesquisas mostram uma forte oposição a Morales, também haverá um protesto no dia 16 contra a candidatura do presidente.
Um conselho em Santa Cruz (leste) decidiu na sexta-feira dar um "voto de castigo" a para Evo Morales nas eleições na Bolívia.
"O importante é que nenhuma conclusão, deliberação derivada dos conselhos, afeta a unidade do povo boliviano. Que não há provocação, violência", disse o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.
Da mesma forma, um grupo civil em Potosí (sudoeste) tenta paralisar a região em busca de mais royalties e o cancelamento de contratos de exploração de lítio com empresas na Alemanha e na China.
Enquanto isso, uma marcha dos indígenas para exigir que o governo boliviano declare zona de desastre numa região florestal que foi consumida pelas chamas, continua em direção a Santa Cruz (leste).
A Bolívia vai às urnas no dia 20 deste mês para eleger presidente e o vice-presidente e renovar o Congresso.
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