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O presidente argentino, Alberto Fernández, espera ter uma vacina contra a covid-19 até o final deste ano, após chegar a um acordo com a Rússia que pode permitir a imunização de 10 milhões dos seus 44 milhões de habitantes.
"Queremos que os argentinos possam contar com uma vacina o mais rápido possível", disse Fernández nesta sexta-feira (6) em pronunciamento realizado na residência presidencial de Olivos para anunciar a manutenção das restrições devido à pandemia em 10 províncias afetadas, além da suspensão das barreiras de mobilidade na capital e arredores.
Fernández também confirmou que o fornecimento da vacina Sputnik V foi um dos pontos de uma conversa por telefone que teve nesta sexta-feira com o presidente russo Vladimir Putin.
Conforme ele destacou, os dois países deram "passos importantes" para chegar a um acordo de fornecimento direto, ao mesmo tempo em que acompanham de perto a evolução dos testes na Rússia "para que, quando chegar a hora, a vacina seja aprovada rapidamente".
Esta vacina, que está na fase 3 dos estudos, prevê um esquema de vacinação de duas doses com 21 dias de intervalo.
A Argentina tem mais de 1,2 milhão de infecções e quase 33 mil mortes, de acordo com a contagem da AFP com base em números oficiais.