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A Bolívia e a OEA concordaram nesta quarta-feira em realizar uma auditoria das polêmicas eleições presidenciais que deram o presidente Evo Morales como vencedor, informou o ministro das Relações Exteriores Diego Pary, detalhando o processo que poderá começar nesta quinta-feira.
"Concluímos o trabalho de coordenação, concluímos os acordos a serem assinados entre a Bolívia e a Organização dos Estados Americanos, para que a auditoria abrangente das eleições gerais de 20 de outubro possa ser realizada", afirmou Pary em comunicado à imprensa em La Paz.
O ministro das Relações Exteriores acrescentou que a auditoria será "vinculante" e "poderá começar na quinta-feira, dia 31" após a chegada de cerca de 30 técnicos da agência multilateral.
A entidade eleitoral deu a Morales a vitória no primeiro turno com 47,08% dos votos, comparado ao oponente Carlos Mesa com 36,51%, uma vantagem de 10 pontos que, segundo a lei, define o vencedor sem necessidade de um segundo turno.
Mas, de acordo com as alegações dos adversários sobre uma manipulação do sistema de contagem rápida do Supremo Tribunal Eleitoral - que inicialmente previa um segundo turno entre Morales e Mesa -, La Paz realizou negociações com a OEA em busca de ajuda para a questão.
Um segundo sistema oficial de contagem definitiva finalmente deu a reeleição a Morales, no poder desde 2006.
Os protestos denunciando fraude se intensificaram, com a queima de centros eleitorais, greves e bloqueios; enquanto a própria OEA, a União Europeia e os países da região recomendaram uma segunda votação para acabar com as tensões.
O opositor Mesa, um centrista que já foi presidente entre 2003 e 2005, disse na terça-feira que só aceitaria a auditoria "se (Morales) estivesse disposto a não aceitar o resultado do Supremo Tribunal Eleitoral".
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