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Pessoas observam local de explosão de carro em Mogadíscio, Somália, em 6 de julho de 2014(afp_tickers)
Os islamitas somalis shebab lançaram nesta terça-feira um ataque com bombas contra o palácio presidencial na capital Mogadíscio, e conseguiram invadir o complexo fortificado detonando seus cinturões de explosivos.
Nem o presidente Hassan Sheikh Mohamud, nem o primeiro-ministro Abdiweli Sheikh Ahmed, estavam no palácio quando os islamitas shebab lançaram o ataque, informaram fontes de segurança.
Os dois estavam a salvo em uma base da força da União Africana (Amison), que conta com 22.000 soldados, segundo essas fontes.
"Havia pelo menos nove agressores, e todos morreram. A situação está sob controle, o ataque acabou", afirmou o chefe de segurança Abdi Ahmed à AFP.
"Houve oito explosões até o fim dos combates, provavelmente causadas por cinturões explosivos. Eles detonaram seus coletes", acrescentou.
Um porta-voz dos shebab confirmou que o grupo, que é vinculado à Al-Qaeda, é o responsável pelos ataques e afirmou que seus homens conseguiram se apoderar do gabinete do presidente dentro do complexo conhecido como Vila Somália.
"Nossos combatentes estão no interior do palácio presidencial", declarou à AFP o porta-voz Abdulaziz Abu Musab.
"Controlamos o quartel-general do regime infiel", acrescentou.
Segundo fontes islamitas, nove militantes morreram no ataque.
A polícia indicou que os islamitas lançaram um duplo ataque contra o complexo. Primeiro, detonaram uma bomba na parte de trás do palácio e depois invadiram o lugar através da entrada.
Testemunhas indicaram ter ouvido um intenso tiroteio e várias explosões, antes que os combates parassem.
O palácio presidencial foi alvo de um ataque parecido em fevereiro, cometido pelos shebab, que também haviam atacado o parlamento em maio.
Expulsos da capital em 2011 pela Amison e de quase todos os seus redutos do sul e centro do país, os shebab continuam controlando amplas zonas rurais.
Agora eles privilegiam as ações de guerrilha e os atentados, em particular contra a capital e as instituições do país, em guera civil desde 1991.
AFP