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Garantido pela Constituição, o plurilingüismo é um componente essencial da identidade suíça. A Confederação (Estado federal) e os Cantões (estados) são portanto obrigados a proteger as minorias.Este conteúdo foi publicado em 22. agosto 2002 - 16:23
Procura-se levar em consideração as minorias dentro das instituições.
Sem conflitos
Desde a criação do Estado federal moderno, em 1848, a Suíça é definida como um Estado plurilingüe, com 4 línguas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche.
Procura-se levar em consideração as minorias dentro da administração federal e das instituições. O melhor exemplo são as duas vagas para a Suíça latina (francês, italiano e romanche) entre os 7 ministros que compõem o governo federal.
Contudo, ao contrário do que ocorre na Bélgica, as regiões lingüísticas não têm estrutura política própria mas somente os Cantões. Por isso, não há conflitos políticos graves entre grupos
lingüísticos.
Base legal
O artigo constitucional sobre as línguas define dois princípios básicos: o direito de uso da própria línguae o direito de promoção das línguas minoritárias.
Concretamente, o plurilingüismo exige um intenso trabalho de tradução na administração federal e nos Cantões bilingües ou trilingües. Os textos legislativos, documentos e comunicados do governo tem de ser traduzidos em pelo menos 3 línguas.
A Rádio e Televisão Suíça (SSR,SSG, idée suisse), da qual faz parte swissinfo/Rádio Suíça Internacional, também tem um papel importante no contexto lingüístico. Ela tem 7 canais de tv e 11 emissoras de rádio nas 4 línguas nacionais.
Swissinfo/Andrea Tognina
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