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O Superior Tribunal Eleitoral (TSE) da Bolívia manteve em 2020 as novas eleições gerais no país e propôs ao Congesso datas entre junho e setembro para a realização das mesmas, segundo um pronuciamento no plenário feito por seu presidente, Salvador Romero.
Devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o órgão eleitoral havia adiado por tempo indefinido as eleições gerais, marcadas para 3 de maio. A decisão foi tomada no último sábado, após a decretação da quarentena total no país.
As eleições de 3 de maio foram convocadas de forma extraordinária, após a anulação das eleições de 20 de outubro de 2019, depois que uma auditoria da Organização de Estados Americanos (OEA) denunciou irregularidades em favor do então presidente, Evo Morales (2006-2019), que se candidatava ao quarto mandato.
Morales foi obrigado a renunciar após três semanas de pressão nas ruas e depois de perder o apoio dos militares. Atualmente, vive refugiado na Argentina.