Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02585.jsonl.gz/53

Como Paris se liga a França e à Europa
A cidade tem seis estações principais, tendo cada uma a sua direção. Enquanto que outras cidades têm apenas a estação central, o mesmo não se pode dizer de Paris.
Muitas das estações são conhecidas de toda a gente que vai a Paris. A Gare du Nord, a Gare de Lyon ou a Gare Montparnasse podem ser os nomes mais sonantes. Contudo, a cidade também se compõe de Austerlitz, Gare de l’Est ou Saint-Lazare.
Cada estação pode dar uma pista de aonde vai dar. Acontece com a Gare de Lyon, que tem comboios a seguir para a cidade francesa. Mas as gares do Nord e de l’Est acabam por indicar a direção.
Começando a norte e seguindo a direção dos ponteiros do relógio, uma das mais belas estações de Paris liga-se a Londres, por exemplo.
Segundo um artigo de 2015 da CNN, a Gare du Nord é a estação que mais passageiros recebe na Europa. A fachada tem várias estátuas, representando várias cidades francesas e europeias, com Paris no topo.
Para além do Reino Unido, a partir do serviço Eurostar, a estação liga Paris à Bélgica. Ao fazer ligação a Bruxelas, o caminho segue para a Holanda ou para destinos na Alemanha, como Colónia. Internamente, a Gare du Nord é a porta de quem vem de Lille ou de Amiens.
A apenas 600 metros encontra-se outra estação. A Gare de l’Est é conhecida por ser o ponto de partida do Expresso do Oriente, uma viagem de luxo de cinco dias que liga Paris a Istambul. Contudo, a estação faz a ligação à fronteira com a Alemanha e o Luxemburgo.
A partir daqui, o comboio pode seguir até Estrasburgo ou Reims, ainda em França, mas também Frankfurt, Estugarda ou Freiburgo. O caminho mais rápido de Zurique, na Suíça, para Paris também termina na Gare de l’Est.
A Gare de Lyon foi nomeada já a pensar no destino. Foi construída ao mesmo tempo que a Gare d’Orsay, que acabou por ser pequena, desmantelada, e tornada no museu.
Para além de ligar à cidade que lhe dá nome, as rotas seguem para o sudeste francês, Suíça e Itália. A estação liga Paris a Marselha, Lyon, Nice, Montpellier ou Toulon. A conexão com Genebra também começa na Gare de Lyon, ou a ida desde Paris até ao norte de Itália, como Turim ou Milão.
Atravessando o Sena a partir da estação anterior, também as direções mudam. A sul do rio está a Gare d’Austerlitz, que foi originalmente batizada como “Orléans”, também pelo destino. Napoleão decidiu alterar o nome da estação depois da vitória francesa na batalha de Austerlitz, na atual República Checa.
As conexões mais frequentes vão para Orleães ou Bourges, por exemplo. Embora a estação tenha ligações a outros pontos de França, não parte de Austerlitz o modo mais rápido de ir para Clermont-Ferrand, Limoges ou Poitiers, por exemplo.
Muitos destes destinos têm comboios a partir da próxima estação: a Gare Montparnasse. É a estação menos clássica da lista, tendo alterado de aspeto e de nome. Quando abriu, em 1840, era a Gare de l’Ouest, tendo sido destruída em 1969 e restaurada de maneira mais moderna.
É, no entanto, a porta de Paris vindo de Espanha e de grande parte da costa atlântica. Chega a Montparnasse quem vem de Toulouse, Bordéus, La Rochelle, Tours, Nantes, Rennes ou Brest.
Por último, mas não menos importante, a Gare Saint-Lazare. Foi a primeira estação de Paris, tendo começado apenas por ser uma estrutura de madeira.
A estação liga Paris ao fim do rio Sena: Le Havre. Chega também a Rouen e a Caen. Com a Gare du Nord a cobrir a ligação ao norte do país, e Montparnasse a cobrir o leste, sobra pouca área para Saint-Lazare “cobrir”. É, no entanto, a segunda estação com mais movimento na cidade.
A importância das seis estações da cidade é indiscutível. Marcam a cidade pela distribuição de ligações, pela dispersão de passageiros, mas também pela arte e arquitetura que carateriza Paris.