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O ministro canadense dos Transportes, Marc Garneau, anunciou nesta quarta-feira (9) uma regulamentação rigorosa para os operadores de drones, que inclui idade mínima, certificação obrigatória e proibição de voar sob efeito de substâncias entorpecentes.
O anúncio foi feito após a apreensão de drones nas imediações do aeroporto inglês de Gatwick, que gerou perturbações nos voos perto do Natal, e novamente nesta terça no aeroporto de Heathrow, também em Londres.
Garneau disse que o governo americano estava trabalhando com agências de segurança e outras instituições para "examinar quais tipos de contra medidas podem ser aplicáveis" caso drones ameacem companhias aéreas comerciais no Canadá.
"Obviamente não posso dar os detalhes por motivos de segurança, mas trata-se de algo que estamos estudando seriamente porque representa uma situação potencialmente perigosa", disse, em coletiva de imprensa em Montreal.
A primeira colisão registrada entre um drone e um avião de passageiros no Canadá ocorreu quando um avião da companhia Skyjet foi golpeado por um desses aparelhos, em outubro de 2017, antes de aterrizar no aeroporto de Quebec.
As novas medidas entrarão em vigor em 1 de de junho e serão aplicáveis a todos os drones entre 250 gramas e 25 quilos, com fins recreativos, profissionais ou de pesquisa.
Os pilotos precisam passar por um exame e ter mais de 14 anos, ou estar supervisionados por um adulto com licença, e não podem voar drones a 5,6 km do raio de um aeroporto, nem nas imediações de incêndios florestais, shows ao ar livre ou desfiles militares.
Além disso, os usuários precisam estar sóbrios, sem ter consumido álcool ou drogas nas 12 horas anteriores ao voo.
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