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Briga em torno de 1.300 toneladas de ouro
O ouro excedente do banco central, já desnecessário como lastro, está sendo vendido pela Suíça. As 1.300 toneladas do metal devem render cerca de 18 bilhões de francos. O Parlamento suíço diverge sobre utilização dos juros. Mas parte deve financiar uma fundação de solidariedade internacional. É o povo que decidirá em referendo.
Na terça-feira, 25/9, a Câmara de Deputados da Suíça aprovou por ampla maioria (123 contra 43 votos) decisão do Senado que quer dividir as rendas eqüitativamente entre beneficiários de aposentadoria, os Cantões (Estados) e a Fundação Suíça de Solidariedade.
Projeto é reação a crise
O projeto dessa fundação foi apresentado há quatro anos pelo governo suíço. Na ocasião, a Suíça estava em plena crise com organizações judaicas. Elas cobravam indenizações pelo dinheiro depositado em bancos da Suíça por vítimas do nazismo. (Bancos suíços acertaram acordo de indenização de U$ 1 bilhão e 250 milhões de dólares).
A idéia do governo era utilizar o ouro excedente do Banco Nacional (nome do banco central do país) para financiar a fundação. O organismo, com perfil ainda pouco definido, destinaria somas para combater a pobreza e a violência, efetuar trabalhos de reconstrução, ajudaria a infância e a adolescência. Sempre se preocupando com projetos de fôlego.
Direita contra
Há quase um ano, um partido de direita (UDC/SVP) apelou a instrumento da democracia direta, apresentando iniciativa popular com 125 mil assinaturas, exigindo que o povo se pronuncie sobre a questão. A idéia do partido era consagrar toda a renda do dinheiro a financiamento do Seguro de Velhice e de Invalidez.
Dos três outros partidos governamentais, os democrata-cristãos e os radicais, (como também os Verdes) discordaram, propondo divisão eqüitativa das somas entre os Cantões, aposentadoria e solidariedade, como havia sugerido o Senado.
Os socialistas queriam dois terços para a aposentaria e um terço para as tarefas humanitárias.
Na votação final, prevaleceu a proposta dos senadores. O povo decide no ano que vem em referendo nacional.
swissinfo com agências.
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