Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02508.jsonl.gz/62

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Prédio do Congresso dos Estados Unidos 04/05/2017 REUTERS/Yuri Gripas(reuters_tickers)
Por Susan Cornwell e Yasmeen Abutaleb
WASHINGTON (Reuters) - Senadores republicanos dos Estados Unidos concordaram nesta terça-feira em iniciar debates sobre um projeto de lei para acabar com o Obamacare, mas os esforços de sete anos do partido para reverter a lei de saúde assinada pelo presidente democrata Barack Obama ainda enfrentam obstáculos significativos.
O Senado ficou em impasse de 50 a 50 para seguir em frente com os debates sobre assistência médica, forçando o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, a dar o voto de desempate.
O senador John McCain, que foi diagnosticado neste mês com câncer no cérebro e tem se recuperado em sua casa no Arizona de uma cirurgia, fez um dramático retorno ao Capitólio dos EUA para dar um voto crucial a favor do processo.
O resultado foi um grande alívio para o presidente Donald Trump, que havia pressionado seus colegas republicanos nos dias recentes para cumprir as promessas de campanha do partido de revogar o Ato de Cuidados Acessíveis de 2010, conhecido popularmente como Obamacare. Minutos após a votação, Trump a chamou de “um grande passo”.
Mas a vitória acirrada em uma simples questão procedimental levantou dúvidas sobre se republicanos conseguem reunir votos necessários para passar qualquer uma das várias abordagens para revogação. Moderados estão preocupados que a revogação irá tirar os seguros de norte-americanos de baixa renda e conservadores estão irritados que os projetos de lei propostos não vão longe o suficiente para cortar o Obamacare.
McCain recebeu aplausos de seus colegas senadores ao entrar no plenário para votar a favor de iniciar os debates. Após votar, ele criticou o crescente partidarismo no Senado e insistiu que membros aprendam como “confiar uns nos outros novamente”.
Ele disse que não votaria no projeto de lei de assistência médica “como está hoje”, e acrescentou: “Sei que muitos de vocês terão que ver o projeto substancialmente alterado para apoiá-lo”.
As senadoras Susan Collins e Lisa Murkowski foram as únicas republicanas opostas à medida, e com republicanos controlando o Senado por maioria de 52 assentos a 48, estes eram os únicos votos que a liderança do partido podia perder. Democratas estavam unidos em oposição à moção para prosseguimento.
O senador republicano Ron Johnson, que deu o último e decisivo voto para iniciar debates, se envolveu em uma discussão acalorada com o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, antes de dar seu voto e encerrar o suspense.
Uma derrota nesta terça-feira poderia ter sido um golpe final aos esforços republicanos de revogar o Obamacare, assim como ter colocado dúvidas sobre perspectivas de Trump de alcançar quaisquer outros itens importantes de sua agenda legislativa, incluindo reforma fiscal.
“Nós temos um dever de agirmos”, disse McConnell a senadores antes da votação, lembrando republicanos que haviam prometido revogar o Obamacare em quatro eleições seguidas. “Não podemos deixar este momento escapar”.
À medida que a votação teve início, mais de duas dúzias de manifestantes no plenário do Senado gritaram “matem o projeto” antes de serem removidos.
O Senado agora irá iniciar o que McConnell prometeu ser um robusto debate sobre assistência médica, que irá incluir uma variedade de alterações.
Reuters