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O comércio mundial de produtos falsificados "Made in Switzerland" custou 10 mil empregos e 4,5 bilhões de francos à economia helvética (US$ 4,9 bilhões) em 2018. São as conclusões de um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD).Este conteúdo foi publicado em 23. março 2021 - 17:15
"Em 2018, clientes em todo o mundo pagaram mais de dois bilhões de francos por produtos "suíços" falsificados, declarouLink externo o Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual (IPI), que encomendou o estudo à OCDE.
Se tivessem sido fabricados na Suíça, as mercadorsias teriam sido vendidas por um valor mais elevado. Metade das pessoas que consumiram pirataria foram enganadas, considera a OCDE.
As empresas do setor de relojoaria e joalheria foram as mais prejudicadas, tendo perdas de dois bilhões em 2018. Outra consequencia: quatro em cada 10 empregos teriam sido criados sem a pirataria. Outros setores afetados foram a indústria de máquinas, engenharia elétrica, vestuário e calçados.
A maioria das falsificações teve origem na China e Hong Kong, seguida por Cingapura e Turquia. A Índia também é um mercado onde mais se negocia com produtos medicinais falsificados.
A Suíça participa de campanha global contra falsificações através de diversas açõesLink externo.
De acordo com o IPI, o estudo "fornece uma base sólida para a tomada de decisões - juntamente com a política - para interromper a prática de uma forma mais direcionada. Nesse sentido, o órgão defenderá ainda mais intensamente a aplicação dos direitos de propriedade intelectual nos acordos de livre comércio."