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Sandra Harasimowicz conversa com seu marido, enquanto ele carrega um de seus cachorros no telhado da casa de um vizinho, depois que Porto Rico foi atingido pelo furacão Maria 25/09/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins(reuters_tickers)
Por Dave Graham e Robin Respaut
YAUCO, Porto Rico (Reuters) - O furacão Maria devastou diversas partes de Porto Rico, mas não conseguiu separar Sandra Harasimowicz de seus amados animais de estimação.
Ela e seu marido, Gary Rosario, disseram ter se abrigado no telhado de uma casa por horas na semana passada para salvar seus sete cachorros de um furacão que reduziu seu bairro a um lamaçal.
Sandra, uma polonesa de 43 anos, disse que o casal ficou preso com água até o pescoço depois que o furacão Maria atingiu sua casa na cidade de Yauco, na quarta-feira, os fazendo correr com seus cachorros para o telhado de um vizinho para escapar.
A tempestade, que deixou ao menos 10 mortos no território norte-americano, encheu a rua do casal de destroços e lama, depois que um rio transbordou nas proximidades.
A água entrou na casa do dois "como se fosse o fim do mundo", disse Harasimowicz à Reuters, na segunda-feira.
Tentando manter os animais por perto durante o furacão, enquanto se segurava em painéis solares no telhado da casa vizinha, Harasimowicz disse ter assistido horrorizada quando um de seus cachorros pulou quatro vezes na corrente que alagou a rua.
Todas as vezes, Gary, que é da guarda nacional de Porto Rico, mergulhou em busca do cachorro para levá-lo de volta à segurança.
"Eu pensei que fosse perdê-lo; ele só fez isso porque ama muito os animais", disse Sandra, cuja família vive na cidade de Poznan, no oeste da Polônia. "Eu disse: 'É isso, eu estou perdendo os animais e estou perdendo meu marido'".
Sandra explicou como o casal havia anteriormente colocado seus oito gatos na parte de cima dos armários da cozinha para enfrentar a tempestade, quando o nível da água começou a subir.
O casal já havia enviado seus filhos, de 6 e 12 anos de idade, para ficar na casa de um amigo antes da passagem do furacão.
Entretanto, como não conseguiram encontrar abrigos para seus gatos e cachorros, Harasimowicz disse que eles sentiram que deveriam ficar na região com os animais, em parte porque não acreditaram que a tempestade seria tão severa.
Reuters