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Bilhões de dólares sairam ilegalmente da Russia, passaram pelos Estados Unidos e foram para outros países para serem lavados. O escândalo foi revelado há quase um ano mas o juiz Kasper-Ansermet, de Genebra, reclama da falta de colaboração dos americanos.
O juiz Laurent Kasper-Ansermet, de Genebra, se diz "surpreso" com a falta de colaboração dos americanos no inquérito sobre o "Bank of New York". Revelado quase um ano atrás, o escândalo envolvendo próximos do então presidente Boris Yeltin, foi amplamente divulgado pela imprensa. Depois que Yeltsin deixou o poder, as notícias sobre o caso são raras.
Segundo avaliação da Procuradora americana Mary Jo White, entre fevereiro de 1996 e agosto de 1999, cerca de 7 bilhões de dólares sairam ilegalmente da Rússia, passaram pelo "Bank of New York", e depois foram transferidos para bancos em vários países. A justiça americana rastreou nesse caso 160 mil operações de transferência de dinheiro.
Os intermediários nas transações foram uma ex-diretora do banco para a Europa do Leste e seu marido. Ambos reconheceram parte das operações e que receberam cerca de US 1,8 bilhões de comissão. Eles aceitaram testemunhar nos USA em troca de redução de pena, se forem condenados.
Parte das transações e a comissão dos intermediários foi depositada na Suíça. Vários bancos denunciaram a existência de contas suspeitas relacionadas com o escândalo, conforme prevê a lei suíça. Cerca de 20 milhões de dólares estão bloqueados na Suíça, mas o juiz Kasper-Ansermet afirma que pediu a colaboração dos americanos, "que tarda a chegar" para prosseguir o inquérito.
swissinfo com agências.