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Por Maayan Lubell e Jeffrey Heller e Rami Ayyub
JERUSALÉM (Reuters) - Israel impedirá uma visita das parlamentares democratas norte-americanas Rashida Tlaib e Ilhan Omar, disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nesta quinta-feira, pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a Israel para não recebê-las.
A dupla, as duas primeiras mulheres muçulmanas eleitas para o Congresso dos EUA, são membros da ala progressista do Partido Democrata e críticas contundentes da política israelense para os palestinos.
Os democratas norte-americanos e os palestinos rejeitaram com veemência a decisão do Estado judeu.
Inicialmente, Israel havia decidido permitir a visita, mas na quarta-feira Netanyahu consultou membros do gabinete e conselheiros e voltou atrás. Uma fonte que participou da consulta disse à Reuters que Israel recuou por causa da pressão de Trump.
"Em um debate realizado duas semanas atrás, todas as autoridades foram a favor de recebê-las, mas após a pressão de Trump reverteram a decisão", explicou a fonte, que pediu anonimato.
Rashida e Ilhan expressaram apoio ao movimento pró-palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS). Pela lei israelense, apoiadores do BDS podem ser impedidos de ingressar no país.
Nos últimos meses Trump atacou Rashida, Ilhan e duas outras congressistas democratas pertencentes a minorias, acusando-as de serem hostis a Israel – o que foi visto por muitos como uma maneira de cortejar o voto republicano para sua campanha de reeleição em 2020.
Em um tuíte publicado nesta quinta-feira, ele pediu que Israel não permitisse a visita, dizendo: "Mostraria grande fraqueza se Israel permitisse que a deputada Omar e a deputada Tlaib visitassem... elas são uma desgraça!"