Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02473.jsonl.gz/56

Centenas de religiosos islâmicos estão reunidos no Afeganistão para discutir se o saudita Oussama Ben Laden será extraditado. O governo afegão impôs condições estritas mas o Conselho de Segurança da ONU exige a extradição imediata e incondicional.
Aparentemente, os paquistaneses não conseguiram convencer os afegãos a entregarem o saudita Ben Laden, designado pelos Estados Unidos como principal responsável pelos atentados do dia 11.
França e ONU
Parte da população paquistanesa é contra as pressões exercitas do governo paquistanês e protesta nas ruas em favor do regime Taleban, no poder no Afeganistão.
Pela primeira vez, no entanto, o governo afegão referiu-se à extradição de Ben Laden, mesmo impondo condições estritas: receber provas de que ele seria o responsável pelos atentados; nesse caso, o Taleban aceitaria a extradição para um país muçulmano neutro, sob condição de que ele fosse julgado por um tribunal islâmico e suspensão do embargo ao Afeganistão imposto pela ONU.
Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU, presidido atualmente pela França, exige a extradição imediata e incondicional de Ben Laden, conforme resolução adotada em 19 de dezembro do ano passado.
Primeiro chefe de Estado extrangeiro a visitar o presidente Bush depois do atentado, o presidente francês, Jacques Chirac, disse que a França lutaria ao lado dos EUA contra o terrorismo mas não empregou a palabra "guerra" utilizada pelos norte-americanos.
swissinfo com agências