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Uma organização suíça de defesa do consumidor apresentou uma queixa contra o tenista suíço Roger Federer e várias outras celebridades "influenciadoras", acusando-as de "publicidade furtiva" no Instagram e em outros sites de mídia social.
A Fundação Suíça para a Defesa do ConsumidorLink externo apresentou queixa junto à Comissão Suíça para a Defesa do ConsumidorLink externo contra várias celebridades, incluindo Federer e o campeão olímpico de snowboard Iouri Podladtchikov, acusando-as de não rotularem corretamente como publicidade certos artigos do Instagram e do Facebook.
"Em um vídeo, Roger Federer mostra o logotipo de seu fornecedor de roupas, o snowboarder Iouri Podladtchikov se fotografou na entrada de uma loja de roupas, Michelle Hunziker [modelo, atriz e apresentadora de TV] agradece várias lojas por seu apoio em uma sessão de moda, a ciclista Jolanda Neff distribui uma contribuição de uma empresa de cartão de crédito e a influenciadora Xenia Tchoumitcheva promove joias. Todas essas contribuições carecem de qualquer indicação de que elas estão anunciando", declarou a fundação.
O órgão de defesa do consumidor diz que estes são exemplos de "publicidade furtiva" por parte de influenciadores profissionais que têm contratos de publicidade, alguns geridos por equipes administrativas.
Atualmente, as celebridades não precisam temer multas, pois a comissão suíça só pode emitir advertências.
A fundação exige regras mais rigorosas contra a colocação de produtos e a publicidade secreta em linha, semelhantes às encontradas em países europeus vizinhos.
Atualmente, a lei suíça contra a concorrência desleal e as diretrizes para a publicidade leal estipulam que a publicidade deve ser devidamente rotulada, mas não especificam como. A fundação aponta as melhores práticas em países como a Suécia, que ela diz ter orientações muito mais claras para identificar quando um post é um anúncio através da utilização de hashtags, diferentes fontes e layouts.
swissinfo.ch/fh