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Por Ben Blanchard
PEQUIM (Reuters) - Muçulmanos extremistas da região ocidental chinesa de Xinjiang foram para o Oriente Médio para treinar, e alguns entraram no Iraque para participar da irrupção de violência no país, disse nesta segunda-feira o enviado especial da China para a região.
A China repetidamente vem expressando preocupação sobre o surto de violência no Iraque e o avanço do grupo Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), o qual tomou grande parte do território ao norte do país e forçou um colapso das forças do governo iraquiano.
O EIIL mudou seu nome para Estado Islâmico e proclamou a criação de um califado na terra que tomou na Síria e no Iraque.
Wu Sike, que recentemente retornou da região, disse a repórteres que a China estava extremamente preocupada sobre o papel de grupos extremistas lutando na Síria e no Iraque.
“Esses extremistas vêm de países islâmicos, da Europa, da América do Norte e da China. Após ficarem imersos em ideias extremistas, quando voltarem para casa eles representarão um desafio e um risco severo à segurança desses países”, acrescentou Wi, que tem 40 anos de experiência diplomática no Oriente Médio e fala árabe.
Xinjiang, que abriga a etnia muçulmana uigur, há anos tem sido cenário de inquietação popular, a qual Pequim atribui a extremistas islâmicos que quererem estabelecer um Estado Independente.
Wu não especulou sobre quantos cidadãos chineses podem estar no Oriente Médio, seja lutando ou treinando, mas disse estimar, com base em relatos da imprensa internacional, que o número seja de cerca de 100 pessoas.
Serviços de inteligência dos Estados Unidos estimam que de 7 mil a 23 mil extremistas violentos que operam na Síria são combatentes estrangeiros, a maioria da Europa.
Reuters