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(Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu a libertação da líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, e de outros detidos pelas Forças Armadas do país e expressou preocupação em relação ao estado de emergência imposto no país, mas não chegou a condenar o golpe ocorrido nesta semana.
O governo do presidente norte-americano Joe Biden avalia uma resposta em forma de decreto presidencial ao golpe e que pode incluir algumas sanções, afirmou o conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan.
A longa e problemática transição de Mianmar para a democracia saiu dos trilhos na segunda-feira, quando o comandante do Exército Min Aung Hlaing tomou o poder, alegando irregularidades em uma eleição no último mês de novembro que foi vencida por Suu Kyi com maioria expressiva dos votos.
O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, disse em nota emitida por consenso na quinta-feira que "ressalta a necessidade de manter instituições e processos democráticos, a abstenção de violência, e o respeito total aos direitos humanos, às liberdades fundamentais e ao Estado de Direito".
A linguagem na nota foi mais branda do que a originalmente escrita pelo Reino Unido e não fez menção a um golpe - aparentemente para conquistar o apoio da China e da Rússia, que tradicionalmente protegem Mianmar de ações significativas do Conselho. A China também tem grandes interesses econômicos em Mianmar.
Um porta-voz da missão chinesa na ONU disse que Pequim espera que as principais mensagens no comunicado "possam ser atendidas por todos os lados e levem a um resultado positivo" para o país vizinho.
A Reuters não conseguiu contatar imediatamente o governo de Mianmar para solicitar um comentário.
(Reportagem Redação Reuters)