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Israel congelou a distribuição de suas vacinas contra o coronavírus excedentes a países aliados, já que autoridades devem primeiramente examinar se essa decisão cabe ao primeiro-ministro, anunciou nesta quinta-feira (25) o Ministério da Justiça do país.
Na terça-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou o envio de uma "quantidade limitada" de vacinas não utilizadas aos palestinos e vários países, entre eles dois que anunciaram que reforçariam sua presença diplomática em Jerusalém.
No entanto, o Ministério da Justiça indicou na noite desta quinta que, após reivindicações da população para analisar o assunto, "o procurador-geral estava examinando a alegação de que vacinas foram transferidas para o exterior sem autoridade" para tal. Segundo a fonte, o conselheiro de Segurança Nacional, Meir Ben-Shabbat, que pediu um parecer legal, informou ao procurador que "já havia sido emitida uma ordem para congelar qualquer atividade envolvendo a questão".
Um funcionário do gabinete de Netanyahu confirmou que Ben-Shabbat havia solicitado "um parecer legal do procurador-geral", sugerindo que o processo havia sido congelado e tudo isso "apesar de não faltar nenhuma dose para os cidadãos israelenses".
Israel já havia enviado milhares de doses à Cisjordânia ocupada para os profissionais de saúde da Autoridade Palestina, uma decisão aprovada pela comissão ministerial de Segurança e pelo procurador-geral.
Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa, Benny Gantz, pediu a suspensão das doações de vacinas a países estrangeiros, apontando em carta a Netanyahu que as autoridades competentes não haviam abordado o assunto.
Honduras e Guatemala, dois dos poucos países que reconhecem Jerusalém como capital do Estado hebraico, anunciaram nesta quinta que receberam 10 mil doses da vacina da Moderna doadas por Israel, que serão divididas igualmente.
A República Tcheca, que considera abrir um escritório diplomático em Jerusalém em março, informou esta semana que já recebeu de Israel 5 mil doses da mesma vacina. A Hungria também deve receber o imunizante.
Israel, que lançou uma ampla campanha de vacinação em 19 de dezembro, aplicou doses da vacina Pfizer/BioNTech em mais de 3,2 milhões de pessoas, um terço de sua população.