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A República Dominicana reforçou sua presença militar na fronteira com o Haiti, fehada logo após o assassinato do presidente do país vizinho, Jovenel Moise.
O presidente dominicano, Luis Abinader, condenou o magnicídio, executado por supostos mercenários estrangeiros. "Esse crime atenta contra a ordem democrática do Haiti e da região. Nossas condolências aos familiares e ao povo haitiano", tuitou.
O presidente dominicano convocou às pressas o Conselho de Segurança e Defesa Nacional, formado pelo comando militar e por funcionários civis da área de segurança, a fim de discutir a situação. Também ativou um plano de emergência que inclui o reforço militar na fronteira.
"A fronteira fica imediatamente fechada ao trânsito de veículos e pessoas. As fronteiras terrestre, aérea e marítima estão totalmente reforçadas com unidades de elite e equipes de todos os braços militares do país", informou a presidência.
Moise foi assassinado por um grupo que se fez passar por funcionários da agência antidrogas americana DEA e cujos membros podem ter fugido para a República Dominicana, apontou o embaixador do Haiti em Washington. Santo Domingo não se pronunciou a respeito.
Haiti e República Dominicana dividem uma fronteira de 380 km, por onde passa um grande fluxo de imigrantes hatitianos sem documentos, que buscam melhor qualidade de vida no país vizinho. A fronteira tem quatro postos formais, vigiados pelas Forças Armadas, mas restam zonas vulneráveis à imigração ilegal e ao contrabando.
Segundo a Pesquisa Nacional de Imigrantes, 500 mil haitianos vivem na República Dominicana, país de 10,5 milhões de habitantes.