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A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, por ampla maioria, a adoção de uma posição mais firme de Washington contra o tratamento dado pela China à minoria uigure, e pediu ao presidente Donald Trump que aplique sanções a altos funcionários chineses.
O texto condena as "flagrantes violações dos direitos humanos" da China vinculadas a sua política na região ocidental de Xinjiang, no noroeste do país, uma zona predominantemente muçulmana onde ao menos um milhão de uigures e integrantes de outras minorias estão em campos de detenção.
A medida, aprovada por 407 votos a 1, pede a Trump que adote sanções contra altos funcionários do governo chinês e é uma versão mais dura de outra, adotada pelo Senado em setembro.
Os dois textos devem ser harmonizados para seu envio à Casa Branca.
"Estamos enviando uma mensagem a Pequim", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. "Os Estados Unidos estão observando e não ficarão em silêncio".
A China reagiu qualificando de "calúnia" a decisão da Câmara de promover sanções contra funcionários chineses.
"É uma calúnia de maneira arbitrária contra os esforços da China de combate à radicalização e ao terrorismo" na região de Xinjiang, durante muito tempo palco de atentados mortíferos, disse Hua Chunying, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
Pequim qualifica os campos de detenção de "centros de educação e formação profissional" para combater o islamismo, o separatismo e o terrorismo em Xinjiang, palco de ataques atribuídos aos uigures no passado.