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A Nasa deu sinal verde nesta sexta-feira (22) para o lançamento programado para a próxima semana de dois astronautas a bordo da SpaceX - o primeiro voo espacial a sair com tripulação de solo americano nos últimos nove anos.
Autoridades da agência espacial americana e da empresa de Elon Musk estão no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em discussão desde a última quinta-feira sobre os ajustes finais antes da missão programada para 27 de maio, que ocorre nos Estados Unidos em meio à pandemia de coronavírus.
"A Flight Readiness Review foi concluída! A missão SpaceX Crew Dragon da Nasa está liberada para prosseguir para a decolagem", informou a agência espacial no Twitter.
A previsão é de que os astronautas americanos Robert Behnken e Douglas Hurley decolem da Plataforma Kennedy de Lançamento 39A às 16H33 (20H33 GMT) da próxima quarta-feira rumo à Estação Espacial Internacional, que atualmente abriga dois russos e um americano.
Interrogado sobre a realização da missão em meio à crise do novo coronavírus, Behnken disse aos jornalistas: "Onde há vontade, se abre um caminho".
Behnken e Hurley permaneceram em quarentena estrita desde o último 13 de maio por causa da pandemia, mas informaram que seu isolamento real começou em meados de março.
"Estamos em quarentena provavlemente há mais tempo que qualquer outra tripulação na história do programa espacial", informou, acrescentando que os dois astronautas foram testados duas vezes até o momento para saber se tinham se infectado com a COVID-19.
"Talvez façamos novamente o teste antes de irmos", finalizou o astronauta.
Astronautas americanos têm voado para a Estação Espacial Internacional em foguetes russos da Soyuz desde que o programa envolvendo ônibus espaciais terminou em 2011, após três décadas.
Se a missão da SpaceX for bem-sucedida, os EUA atingirão seu objetivo de não precisar mais comprar assentos nos foguetes da Soyuz, da Rússia, para dar carona aos seus astronautas rumo à estação espacial.
Nos últimos anos, os Estados Unidos gastaram bilhões de dólares na SpaceX e na Boeing, numa tentativa de recuperar a capacidade de enviar astronautas ao espaço.
A partir do governo de Barack Obama (2009-2017), a NASA financiou contratos com a SpaceX estimados em US$ 3,1 bilhões, e com a Boeing por US$ 4,9 bilhões, com o intuito de devolver aos EUA a capacidade de viajar por sua conta ao espaço.
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