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O presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes afirmou nesta terça-feira (4) que os Estados Unidos têm uma "oportunidade" de abrir um diálogo com o governo venezuelano de Nicolás Maduro, não reconhecido por Washington.
O congressista democrata Gregory Meeks considerou que "existe uma janela de oportunidade", afirmou que seu país deve aproveitá-la para encontrar uma solução e pediu para lembrar que é preciso se concentrar no povo venezuelano.
"Deveríamos aproveitar isso e deixar para trás algumas ações do governo Trump que não parecem estar funcionando, pelo menos no que diz respeito ao povo que vive sofrendo na Venezuela", afirmou Meeks ao fórum Council of the Americas.
O governo republicano de Donald Trump aplicou uma estratégia de "pressão máxima" com uma escalada das sanções contra Maduro e seu círculo e também contra a economia venezuelana, incluindo um embargo de fato ao petróleo.
Esta estratégia se acentuou com o início do segundo mandato de Maduro, não reconhecido por grande parte da comunidade internacional, que denunciou irregularidades nas eleições.
Desde antes da posse do governo democrata de Joe Biden, em 20 de janeiro, Maduro afirmou que esperava abrir canais de "diálogo" com a nova administração.
Em abril, o chanceler de Maduro, Jorge Arreaza, afirmou que seu governo "enviou mensagens", mas que não obteve uma resposta positiva, embora tenha reforçado que vê "menos agressividade" em comparação com o governo de Trump.
Ao assumir o cargo, Meeks disse que ajudar o povo venezuelano será uma de suas principais prioridades e pediu para avançar, qualificado de "fracassada" a estratégia de Trump.
Para o congressista, entre os sinais de que o governo está disposto a um diálogo está a comutação da prisão domiciliar para os seis ex-diretores da Citgo, filial da estatal petroleira PDVSA nos Estados Unidos, uma abertura maior a receber ajuda humanitária e a possibilidade de haver mudanças no Conselho Eleitoral.
"Penso que temos oportunidade se acho que temos que aproveitá-las", afirmou, indicando que o objetivo não é manter Maduro, mas ajudar o povo venezuelano a aliviar algumas restrições econômicas.