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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta terça-feira (18) que um general reformado da Força Armada de seu país está conspirando dos Estados Unidos e da República Dominicana para derrubá-lo.
"Um general de sobrenome Báez (...) disse que dará um golpe de Estado em outubro. Grita isso aos quatro ventos (...). Francisco Báez, bêbado, muito bêbado, está metido em todas as conspirações", declarou Maduro a correspondentes estrangeiros.
Báez, segundo disse o governante socialista, "se move" entre Estados Unidos e República Dominicana e "passa em Punta Cana".
Maduro acrescentou que sabia de reuniões entre funcionários de Washington e militares venezuelanos para discutir a sua derrubada antes do que foi relatado pelo New York Times, em 8 de setembro.
O jornal informou que diplomatas americanos se reuniram três vezes em segredo com militares venezuelanos que planejavam um golpe contra Maduro.
Apesar das tensões, Maduro reiterou que está disposto a conversar "o dia que for, a hora que for, no lugar que for" com seu homólogo americano, Donald Trump, que o acusa de "ditador".
O chefe de Estado vinculou os supostos encontros revelados pelo New York Times com duas pessoas acusadas na investigação pela explosão de dois drones carregados com explosivos perto de onde participava de um ato militar.
Tratam-se de Oswaldo Valentín García e Osman Delgado Tabosky, que moram em Colômbia e Estados Unidos, respectivamente.
García "é responsável pelas reuniões (...) e peço à justiça internacional, à Interpol, a sua captura, porque ele também está envolvido com a tentativa de assassinato frustrado", declarou Maduro.
Afirmou que "a conspiração permanece", mas sustentou que tem "fé na lealdade" da Força Armada.
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