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O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, rejeitou nesta sexta-feira (25) em Bruxelas o pedido de captura contra ele emitido pela Justiça de seu país para que cumpra uma condenação por corrupção, e afirmou que o processo por subornos é uma "fraude processual monumental".
A Justiça do Equador solicitou, na quarta-feira, a "imediata localização e captura" de Correa - que reside na Bélgica - após confirmar uma condenação de oito anos de prisão, decisão que implica a desqualificação do ex-presidente para cargos de eleição popular.
Julgado à revelia no chamado "caso Subornos", Correa e vários de seus colaboradores foram acusados de receber propina em troca de contratos com diversas empresas.
Em uma nota longa acessada pela AFP, Correa (que governou de 2007 a 2017) assegurou que "nunca em minha vida recebi ou permiti um suborno. Este caso é uma fraude processual monumental que não poderá se sustentar ao longo do tempo".
Em sua defesa, o ex-presidente destacou que esteve "envolvido nas coisas mais inverossímeis em mais de 30 investigações criminais e outras tantas auditorias da Controladoria", e assegurou que durante todo o processo pelos subornos "as possibilidades de um julgamento justo sempre foram nulas".
Segundo ele, isso ocorre por se opor "frontalmente ao desgoverno de Lenín Moreno", que foi seu vice-presidente e aliado entre 2007 e 2013.