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O ministro suíço da Comunicação, Moritz Leuenberger (foto), exige condições sociais mais favoráveis para projeto de supressão de até 6 mil empregos pela Swisscom, empresa em que o governo detém a maioria das ações.
A Swisscom foi parcialmente privatizada em 1998, mas é ainda controlada pelo governo que acaba de reagir a plano de supressao de empregos anunciado dia 31 de março.
Swisscom desejaria cortar, até 2003, três mil empregos e "externar" três mil outros (um eufemismo para indicar que o trabalho dessas 3 mil pessoas seria confiado a outras firmas, o que implica naturalmente supressão de empregos). Seria justo portanto falar de corte de 6 mil empregos.
Segundo o ministro Moritz Leuenberger (responsável pelas pastas do Meio Ambiente, dos Transportes, da Energia e da Comunicação) essas demissões devem ser realizadas em condições socialmente aceitáveis. Ele propõe que se garanta às pessoas atingidas uma formação contínua e uma reconversão profissional.
Ele enfatizou também que "a supressão de 3 mil postos de trabalho não foi decidido pelo conselho de administração da Swisscom". Ele deixou claro que é a esse conselho e não ao diretor da empresa, Jens Alder, que cabe decidir sobre a questão.
Swisscom emprega 21 777 pessoas. Os argumentos que avança para justificar projeto de reduzir seus efetivos são: concorrência mais dura, faturamento estacionário, aumento dos custos, desmoronamento dos preços e desenvolvimento do comércio eletrônico que qualifica de "fulgurante".
swissinfo com agências.