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PEQUIM/PYONGYANG (Reuters) - A China disse na sexta-feira que a tensão sobre a Coreia do Norte tem que ser impedida de atingir um "estágio irreversível e incontrolável", enquanto um porta-aviões dos Estados Unidos se dirige para região em meio a temores de que Pyongyang possa realizar um sexto teste de armas nucleares.
A preocupação cresceu desde que a Marinha norte-americana disparou 59 mísseis Tomahawk em uma base aérea síria na semana passada, em resposta a um ataque de gás mortal, levantando questões sobre os planos do presidente norte-americano Donald Trump para a Coreia do Norte, que levou a cabo testes com mísseis e nucleares desafiando as sanções da ONU e unilaterais.
Os Estados Unidos advertiram que uma política de "paciência estratégica" acabou. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, visitará a Coreia do Sul no domingo como parte de uma viagem planejada de 10 dias pela Ásia.
A China, principal aliada e vizinha da Coreia do Norte, que, no entanto, se opõe ao seu programa de armas, pediu conversações que conduzam à desnuclearização da península coreana.
"Chamamos todas as partes a absterem-se de provocar e ameaçar umas às outras, quer com palavras ou ações, e não deixar a situação chegar a um estágio irreversível e incontrolável", disse o chanceler Wang Yi a repórteres em Pequim.
Embora Trump tenha alertado a Coreia do Norte de que não tolerará mais provocações, autoridades norte-americanas disseram que seu governo está concentrando sua estratégia em sanções econômicas mais duras.
Trump disse na quinta-feira que a Coreia do Norte é um problema que "será tratado" e acredita que o presidente chinês, Xi Jinping, "trabalharia muito" para ajudar a resolvê-lo.
Trump também disse que os EUA estão preparados para enfrentar a crise sem a China, se necessário.
Ele desviou o porta-aviões Carl Vinson e seu grupo de ataque para a península coreana na semana passada em uma demonstração de força.
(Por Dominique Patton e Sue-Lin Wong)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 56447719))
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