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Diosdado Cabello (E), presidente da Assembleia Nacional, e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 15 de março de 2015(afp_tickers)
O presidente do Congresso venezuelano, Diosdado Cabello, afirmou nesta terça-feira que a investigação que sofre por parte das autoridades dos EUA por tráfico de drogas é "parte da guerra suja" de Washington.
"Jamais passaria por nossas mentes nos envolver com algo que prejudique os jovens da Venezuela e do mundo (...). Sabemos de onde vem este ataque contra nós. Hoje, setores do imperialismo americano reeditam a guerra suja", disse Cabello no Senado venezuelano.
O presidente do Congresso e número dois do chavismo acrescentou com sarcasmo que "não é a Venezuela que tem o recorde de consumo e de produção de drogas".
Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que "quem se mete com Diosdado (Cabello) se mete comigo". "Vamos defender Diosdado como defendemos nosso país contra a agressão dos Estados Unidos em março", disse Maduro em seu programa na TV estatal.
Segundo The Wall Street Journal, "uma unidade de elite da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e promotores de Nova York e Miami estão levantando provas com base em informações de ex-traficantes de cocaína, informantes e desertores do Exército" venezuelano.
O principal alvo da investigação é Cabello, sobre o qual haveria uma "ampla evidência para justificar que trata-se de um dos líderes, talvez o líder, do cartel", disse uma fonte do departamento americano de Justiça citada pelo jornal.
Em 21 de abril, Cabello abriu processo contra três meios de comunicação venezuelanos por divulgar informações que o ligavam ao tráfico de drogas.
Em janeiro passado, a imprensa da Venezuela revelou que Leamsy Salazar, um ex-chefe da segurança de Cabello e do finado presidente Hugo Chávez, fugiu para os Estados Unidos, onde denunciou a existência de um cartel de narcotráfico liderado pelo atual presidente da Assembleia Nacional.
Em março passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, adotou sanções contra sete funcionários do governo da Venezuela.
O decreto, que qualifica a situação na Venezuela de "ameaça" para os Estados Unidos, despertou indignação no país sul-americano e em alguns de seus vizinhos.
AFP