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Por Crispian Balmer
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Um diplomata do Vaticano que trabalha em Washington foi reconvocado pela Santa Sé depois que o Departamento de Estado norte-americano disse que o padre pode ter violado leis contra a pornografia infantil, informou o Vaticano nesta sexta-feira.
Procuradores do Vaticano iniciaram uma investigação sobre o caso, que representa um novo golpe na Igreja Católica, empenhada em superar casos repetidos de abusos sexuais cometidos por seu clero.
Em agosto, o Departamento de Estado notificou a Santa Sé "de uma possível violação de leis relativas a imagens de pornografia infantil cometida por um membro do corpo diplomático da Santa Sé credenciado em Washington", disse o comunicado do Vaticano.
Um porta-voz do Departamento de Estado disse que os EUA solicitaram que a imunidade diplomática do padre fosse suspensa para abrir caminho a um possível processo, mas que o Vaticano o rejeitou.
O padre, que não foi identificado, voltou à cidade do Vaticano e está aguardando o desfecho da investigação da Santa Sé, que pode levar a um julgamento na pequena cidade-Estado.
Sediado nos EUA, o grupo Rede de Sobreviventes de Pessoas Abusadas por Padres (Snap, na sigla em inglês) disse que a posse de pornografia infantil não é um crime sem vítimas, porque as crianças envolvidas sofreram abuso.
"(O papa Francisco) precisa mandar o diplomata de volta aos Estados Unidos para se ater às suas promessas de se submeter às investigações das autoridades civis em casos de abuso sexual de crianças", disse a diretora-gerente do Snap, Barbara Dorris.
Reuters