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(2015) O ex-diretor geral da Pemex Emilio Lozoya(afp_tickers)
A Procuradoria-Geral do México informou nesta terça-feira que intimou o ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) Emilio Lozoya a depor sobre os supostos subornos pagos pela Odebrecht no México.
No domingo, a imprensa brasileira publicou que Lozoya, titular da Pemex entre 2012 e 2016 e ligado ao presidente Enrique Peña Nieto, teria recebido 10 milhões de dólares da Odebrecht em troca de favorecer o grupo em futuras concorrências públicas.
"Lozoya se apresentará" na quinta-feira "atendendo a uma intimação da Procuradoria-Geral", disse à AFP um funcionário, que pediu para não ser identificado.
A fonte explicou que Lozoya será ouvido na subprocuradoria de assuntos jurídicos e internacionais da Procuradoria.
Lozoya rebateu as acusações no Twitter, afirmando que trata-se de "uma história absolutamente falsa, dolosa e inexistente", e garantiu que não conhece os executivos da Odebrecht citados.
Segundo depoimentos de executivos da Odebrecht à justiça brasileira, o pagamento de subornos teria começado em março de 2012, quando Peña Nieto era candidato à presidência pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI) e Lozoya, membro de sua equipe de campanha.
Isto levou os partidos de oposição a pedir à Procuradoria que investigue se os subornos da Odebrecht serviram para financiar a campanha presidencial de Peña Nieto.
"É absurdo, irresponsável e de má fé vincular a campanha do presidente Enrique Peña Nieto em 2012 às investigações que hoje se realizam em torno do caso Odebrecht", declarou a presidência mexicana em um comunicado, no qual destaca que tudo foi auditado e não se encontrou qualquer irregularidade.
A Odebrecht e sua subsidiária Braskem se declararam em dezembro culpadas, em um tribunal de Nova York, por pagar subornos a funcionários de vários países, incluindo membros da Pemex, que teriam recebido 10,5 milhões de dólares entre 2010 e 2014.
A Procuradoria mexicana informou no domingo que em sua investigação constam as declarações de 10 servidores públicos e nove ex-funcionários da Pemex que intercederam a favor da Odebrecht em três contratos entregues ao grupo brasileiro.
AFP