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O ministro da Defesa colombiano, Luis Carlos Villegas, em Bogotá, no dia 20 de agosto de 2015(afp_tickers)
Seis integrantes da guerrilha ELN morreram esta semana no sudoeste da Colômbia, durante uma operação oficial contra a mineração ilegal e o narcotráfico, informou nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas.
Os quatro homens e duas mulheres, ainda não identificados, eram membros da frente José María Becerra do Exército da Libertação Nacional (ELN, guevarista), segundo grupo insurgente da Colômbia e em negociações preliminares de paz com o governo.
Na operação, realizada no município El Tambo, no departamento do Cauca, foi capturado outro guerrilheiro e foram apreendidas várias armas, minas terrestres, computadores, discos rígidos e equipamentos de comunicação, completou o ministro.
A frente José María Becerra atua nos departamento do Cauca e Vale do Cauca (oeste) e é acusada de dois sequestros em massa: o de 121 paroquianos da igreja La María, na cidade de Cali, em maio de 1999, e o de 94 pessoas em setembro de 2000, na estrada da mesma cidade que conduz ao porto de Buenaventura, no Pacífico.
Além disso, lhe é atribuído um ataque em julho de 2011 no qual foram derrubadas várias torres elétricas no município de Yumbo.
"Este grupo é um das ligações claríssimas entre o ELN e a crescente influência nesta organização do narcotráfico", disse Villegas.
O ministro destacou a ofensiva das forças militares contra o grupo insurgente durante o ano, com a captura de 160 integrantes, 105 entregas voluntárias e 28 mortos na realização de operações militares, assim como a apreensão de dezenas de armas e mais de cinco toneladas de explosivos.
As autoridades também apreenderam do ELN "3.082 kg de cocaína, 771 kg de maconha, 69.261 kg de folhas de coca, 54.471 kg de produtos químicos sólidos e 40.160 galões de produtos químicos líquidos", segundo um comunicado oficial.
Além disso, destruíram "245 laboratórios, seis cozinhas e 18 cristalizadores", de acordo com o texto.
Com cerca de 2.500 combatentes segundo número oficiais, o ELN dialoga preliminarmente com o governo colombiano desde 2014 com o objetivo de instalar um processo de paz formal para pôr fim a mais de meio século de conflito armado, sem êxito até o momento.
AFP