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A previdência social suíça pagou 579 milhões de francos a mais do que arrecadou no ano passado. Um desempenho fraco de seus investimentos resultou em uma perda global de 559 milhões. A situação piorou ainda mais com uma tendência em parar a vida ativa antes do tempo nas grandes empresas.
O ano anterior, 2014, também viu custos maiores do que receitas, mas o melhor desempenho dos investimentos evitou uma perda no total.
Compenswiss, o fundo de segurança social federal suíço, culpou as condições de mercado desfavoráveis. O fim da taxa fixa de câmbio do franco com o euro, decretado pelo banco central suíço (SNB) em 15 de janeiro de 2015, teve um efeito negativo, pois foi necessário gastar muito na proteção da moeda.
Além disso, Compenswiss disse que a política de taxas de juros negativas do SNB também teve suas consequências.
Cerca de três quartos das contribuições para a previdência são feitas por empregadores e empregados - o restante vem do Estado. No entanto, a televisão pública suíça, SRF, revelou na terça-feira que a aposentadoria antecipada não é mais a exceção, mas a regra para as grandes empresas suíças.
Argumenta-se que esta tendência poderia causar problemas para a economia, aumentando a carga sobre o sistema de segurança social, especialmente porque as pessoas estão vivendo mais. Além disso, manter funcionários experientes para formar aprendizes também é essencial para sustentar uma mão de obra qualificada.
A média suíça para a aposentadoria antecipada é de cerca de 30%.
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch com agências