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O custo para possuir uma casa de férias nos Alpes suíços diminuiu sensivelmente em muitas cidades nos últimos cinco anos. As maiores quedas nos preços dos imóveis foram observadas nos últimos 12 meses, de acordo com pesquisadores do banco UBS.
Os preços diminuíram de 3% para 9% ano-a-ano em alguns dos mais conhecidos destinos turísticos suíços, como St Moritz e Verbier. Isso contrasta drasticamente com os crescentes custos de habitação nos Alpes franceses e austríacos, diz o UBS.
O banco culpa a alta do franco suíço combinada com a votação de uma lei em 2011 para limitar a quantidade de residências secundárias construídas nas regiões montanhosas mais populares. Paradoxalmente, a “Lex Weber”, proposta por Franz Weber, provocou um boom da construção, já que as construtoras correram para aproveitar o prazo antes da iniciativa ser implementada, em 2013.
O aumento da construção foi acompanhado pelo aumento da taxa de vacância em muitas cidades. O súbito fortalecimento do franco suíço contra o euro e outras principais moedas em 2015 também arrefeceu a demanda externa por imóveis na Suíça.
A primeira edição do “UBS Alpine Property Focus” mostra o custo da compra de uma residência em Lenzerheide, que caiu 9,1% no ano passado, Laax -7,3% e Davos/Klosters (todas no cantão dos Grisões) em -5,2%.
St Moritz testemunhou uma queda de 3,4%, enquanto o popular destino turístico de Verbier, no cantão do Valais, registrou queda de 6,1%.
Ainda caro
No entanto, as casas de férias suíças ainda estão longe de serem baratas, apesar das reduções de preços. Os compradores podem esperar pagar acima de 14.000 francos por metro quadrado em St Moritz e Gstaad. Os preços em outras regiões alpinas, como Courchevel na França e Kitzbühel da Áustria, pesam menos de CHF 12.000 por metro quadrado, calcula o UBS. Mas os preços dos imóveis nessas regiões também estão aumentando constantemente.
Os pesquisadores da UBS preveem novas reduções nos preços das casas de férias suíças. "Maior mobilidade em hábitos de férias e compartilhamento de plataformas econômicas como a Airbnb estão reduzindo a demanda pela propriedade de apartamentos de férias", diz o banco em um comunicado.
"E o grupo mais importante de compradores potenciais, a faixa etária dos 50-55 anos, vai diminuir nos próximos anos. Uma mudança de geração de compradores originais das propriedades de férias também está ocorrendo, aumentando a disponibilidade de apartamentos no mercado".
A demanda do exterior por imóveis suíços também pode sofrer no futuro se o parlamento decidir aumentar ainda mais as condições de compra para os estrangeiros. Os políticos atualmente estão revisando uma outra lei, a Lex Koller, que regula a aquisição de imóveis na Suíça por pessoas no exterior, para ver se ela pode ser ainda mais rigorosa.
swissinfo.ch/fh