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A Suíça aplicará as sanções decidas sábado pelo Conselho de Segurança da ONU, depois do teste nuclear feito pela Coréia do Norte, segunda-feira passada.Este conteúdo foi publicado em 16. outubro 2006 - 14:44
Por outro lado, a Suíça vai ainda avaliar como prosseguir o diálogo político regular iniciado em 2003 entre os dois países.
O Ministério das Relações Exteriores (DFAE) reitera sua posição anunciada segunda-feira passada, depois do teste nuclear norte-coreano que provocou protestos em vários países.
Domingo (15) o porta-voz Lars Knuchel lembrou que o Ministério dirigido por Micheline Calmy-Rey indicara que a Suíça apoiaria eventuais sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o governo de Pyongyang.
Através de um comunicado, Berna condenara o teste nuclear da Coréia do Norte. A Suíça havia solicitado várias vezes que o regime comunista reintegrasse o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), do qual Pyongyang se retirara em 2003.
Analisar a situação
O Ministério ainda não decidiu se o diálogo político com a Coréia do Norte vai continuar. "Analisamos constantemente a situação para decidir se é ou não oportuno o prosseguimento de nossos projetos no estrangeiro", afirma M. Knuchel, sem precisar quanto tempo vai levar essa avaliação. Essa regra geral aplica-se também à Coréia do Norte.
Depois da visita da ministra Micheline Calmy-Rey à Coréia do Norte, em 2003, a Suíça passou a manter encontros regulares com as autoridades de Pyongyang. As discussões ocorrem alternativamente nas duas capitais. A última vez foi em Berna, em avril passado.
Nessa ocasião, responsáveis norte-coreanos solicitaram que Berna investigasse as alegações dos Estados Unidos de que grandes somas em dinheiro foram depositadas em um banco suíço pelo presidente Kim Jong-il. Eles queriam provasa de essas acusações eram falsas. Pyongyang finalmente renunciou a essas reivindicações, informou o porta-voz do DFAE.
Bloqueio dos haveres
A resolução da ONU estipula que "todos os Estados membros devem (...) congelar imediatamente os fundos, haveres financeiros e outros recursos econômicos (...) pertencentes a pessoas ou entidades (...) com laços ou tendo ajudado, inclusive por meios ileais, o programa nuclear e outros programas de armas de destruição maciça da Coréia do Norte".
Na Suíça, a Secretaria Federal de Economia (SECO) e a Comissão Federal de Bancos (CFB) são as instâncias de aplicação dessa parte da resolução da ONU.
No entato, elas supõem que não haverá conseqüências enormes para a Suíça porque as relações econômicas com o regime comunista de Pyongyang são rudimentares.
O mesmo ocorreria nas relações dos bancos com a Coréia do Norte.
Unanimidade
O Conselho de Segurança da ONU votou à unanimidade a resolução imponto sanções financeiras e restrições em matéria de armamento à Coréia do Norte, que rejeitou imediatamente a decisão, aprovada pela comunidade internacional.
A resolução de inspiração estadunidense, considera o teste nuclear norte-coreano uma "ameaça para a paz e segurança internacionais" e autoriza a inspeção de cargaas provenientes ou com destino à Coréia do Norte, com o intuito de interceptar eventuais armas de destruição maciça.
Visa-se o regime
As sanções financeiras visam o financiamento utilizado pelo dirigente norte-coreano Kim Jong-Il para os programas de armas de destruição maciça. A resolução, que diz pretender poupar a população, visa uma pequena elite norte-coreana ao proibir a venda de produtos de luxo no país.
A decisão da ONU intervém enquanto a autenticidade do teste nuclear norte-coreano começa a ser estabelecida, através de partículas radioativas recolhidas na atmosfera perto do lugar onde foi realizado teste, dia 9 de outubro.
swissinfo com agências
Fatos
Em 2005, a Suíça exportou mercadorias para a Coréia do Norte no valor de 4,5 milhões de francos suíços e importou no valor de 1,7 milhão.
Nos primeiros oito meses deste ano, as exportações suíças aumentaram para 7,8 milhões.
No início de 2006, o UBS e o Crédito Suíço declararam que tinham qualquer negócio com a Coréia do Norte.
Breves
- O Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares (TNP) foi assinado em 1968 e entrou em vigor em 1970.
- Na Suíça, ele entrou em vigor em 1977.
- O TNP foi ratificado por 189 Estados, menos Índia, Paquistão e Israel. A Coréia do Norte retirou-se em 2003.
A cooperação suíça
- A Direção do Desenvolvimento e Cooperação (DDC) tem um escritório em
Pyongyang desde 1997.
- Ela trabalha na ajuda de urgência e apóia o processo de reformas na Coréia do Norte.
- Em 2006, o orçamento da cooperação com a Coréia do Norte é de 5,3 milhões de francos suíços.
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