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Pela primeira vez na história, uma mulher irá pilotar um avião de caça na Suíça: Fanny Chollet, uma jovem originária da parte francófona do país.
Primeira-tenente do Exército suíço, Fanny é conhecida pelos amigos pelo apelido de "Shotty" Ela recebeu seu brevê em 2017. Um ano depois completou cursos que a qualificaram para pilotar os jatos de combate F/A-18 Hornet. Desde o começo do ano ela faz parte da equipe de pilotos de caça. Aos 28 anos de idade, a suíça é originária do cantão de Vaud. Na cabine do avião será capaz de atravessar o país a velocidades de até 1.900 km/h.
As leis foram mudadas em 2004 para permitir que as mulheres se tornassem pilotos de caça na Suíça. Até hoje, apenas 0,7% dos efetivos nas forças armadas helvéticas são mulheres. Segundo as estatísticas oficiais, até o início de 2018, elas totalizavam 995: 383 soldados, 223 oficiais não-comissionados, 95 oficiais superiores e 294 oficiais. Desde o início de 2019, a Força aérea conta com um efetivo de 136 mulheres. Chollet e outras seis mulheres são as únicas pilotos. Suas colegas pilotam helicópteros.
Falta de efetivos
Uma das razões para o número escasso de mulheres no Exército suíço é que o serviço militar é obrigatório apenas para homens.
"É mais difícil para as mulheres alcançarem posições elevadas, pois elas têm de se voluntariar para servir o Exército e depois frequentarem uma escola de formação de oficiais", diz o brigadeiro-do-ar Bernhard Müller,
Na Suíça, o ministro das Forças Armadas é uma mulher: Viola Amherd, que desde o início 2019 faz parte do Conselho Federal, o corpo de sete ministros que governa o país.
Para apresentar a primeira piloto mulher, o Exército suíço convidou jornalistas para uma coletiva de imprensa no aeródromo militar de Payerne. Uma reportagem da televisão suíça SRF.
Adaptação do inglês: Alexander Thoele