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A oposição da Venezuela informou nesta segunda-feira (7) que participou de uma reunião com a delegação de alto nível dos Estados Unidos que viajou a Caracas para supostamente negociar com o governo do presidente Nicolás Maduro.
Veículos de imprensa reportaram no fim de semana uma visita a Caracas de altos funcionários do Departamento de Estado e da Casa Branca, cujo objetivo principal é romper a aliança estreita de Maduro com a Rússia após a invasão da Ucrânia.
Contudo, o Ministério das Comunicações venezuelano, a Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram o encontro.
O escritório do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por Washington como presidente encarregado da Venezuela, informou sobre uma "reunião mantida com a delegação citada", e assinalou que vai oferecer mais detalhes "ao término dos trabalhos de coordenação com o governo dos Estados Unidos, atendendo a razões e interesses de segurança nacional de nosso aliado".
Os Estados Unidos e a Venezuela romperam relações diplomáticas em 2019, depois que Maduro assumiu um segundo mandato ao vencer uma eleição amplamente questionada. Washington reconheceu Guaidó como a única autoridade legítima e impôs uma série de sanções sobre a Venezuela na tentativa de forçar a saída de Maduro.
As medidas incluem um embargo vigente desde abril de 2019 que impede a Venezuela de negociar o seu petróleo - que representava 96% das receitas do país - no mercado americano.
Desde então, Maduro recebe forte apoio da Rússia para continuar exportando petróleo apesar das medidas punitivas.
Segundo o jornal The New York Times, a visita a Caracas da delegação americana responderia ao interesse de Washington de poder substituir parte do petróleo que compra atualmente da Rússia com o que deixou de comprar da Venezuela.
A Casa Branca indicou na sexta-feira que está avaliando formas de reduzir as importações de petróleo da Rússia após a invasão da Ucrânia, sem prejudicar os consumidores americanos e, ao mesmo tempo, mantendo o fornecimento global, no momento em que o barril é cotado acima de 115 dólares por causa do conflito.
Os Estados Unidos assinalaram no mês passado que estariam dispostos a revisar a política de sanções sobre a Venezuela se houvesse avanços no diálogo entre o governo Maduro e a oposição, que foi lançado em agosto, no México, mas está paralisado desde outubro.
"Que Biden organize reuniões secretas com o narcoterrorista Maduro sem sequer informar aos venezuelanos que sofrem e arriscam tudo para se opor a Maduro é uma traição vil", escreveu, nesta segunda-feira, no Twitter, o senador americano Marco Rubio, um republicano de origem latina e forte crítico do atual governo em Washington.