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O presidente peruano, Martín Vizcarra, disse nesta sexta-feira que Lima restabelecerá relações com a Bolívia quando a crise política e social no país - desatada após as polêmicas eleições e a renúncia de Evo Morales à presidência - for superada.
"Quando superar esta etapa, que eu espero que seja pronto, nós restabeleceremos novamente, como sempre tivemos, uma relação muito cordial e próxima com a Bolívia em benefício da população", disse Vizcarra à margem do lago Titicaca, na fronteira peruano-boliviana.
As relações entre Lima e La Paz não foram interrompidas apesar da crise e da chegada de novas autoridades ao Palácio Queimado.
Contudo, Vizcarra defendeu uma pacífica rápida à crise, que se intensificou desde domingo, quando o presidente Evo Morales renunciou e foi substituído interinamente pela senadora Jeanine Áñez.
"Queríamos que em breve a situação no país irmão da Bolívia se normalize, que consiga se estabilizar, cumprindo as leis a Constituição da Bolívia", afirmou, uma menção tácita à convocação imediata de eleições, após a anulação do pleito de 20 de outubro por irregularidades.
O Peru tinha pedido, no domingo, para as novas autoridades bolivianas, que o "processo de transição se desenvolva no âmbito da Constituição e das leis bolivianas".
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