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Em 2008 quando a Alemanha entrou em recessão, e logo a seguir a França a Itália e a Espanha, arrastaram consigo os outros países da UE, á excepção da Polónia de fora da moeda única.
Dois anos depois do auge da pior crise económica desde a era Hitler, a Alemanha dá sinais claros de recuperação. Para economistas alemães, a explicação para o bom desempenho é simples. O modelo é baseado nas exportações e, com a importação de emergentes em alta, a economia alemã conseguiu resistir. Para governos de países que enfrentam crises profundas, essa disparidade entre a Alemanha exportadora e suas economias cada vez menos competitivas é o que está ameaçando a Europa. Durante anos, o saldo positivo na balança comercial alemã foi garantida graças ao consumo de espanhóis, gregos e irlandeses, hoje altamente endividados.
A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha que invadiu o seu território três vezes em setenta anos, ocupando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
Mário Soares profetiza a decadência da Europa dominada pela Alemanha diz que o descontentamento numa Europa dominada por Angela Merkel pode levar à desagregação da União Europeia. Num artigo publicado no jornal El País, o ex- presidente da República diz que desapareceu a igualdade e a solidariedade. Soares escreve ainda que "os Estados Membros estão dominados pela Alemanha que se esqueceu do que como país deve à Comunidade Europeia." Mário Soares neste artigo acusa ainda Nicolas Sarkozy de ser "o principal servo de um modelo económico que permite o domínio dos bancos alemães.
Depois da Grécia, Irlanda e Portugal virá a Espanha e quem mais a seguir?
O sonho de Hitler realiza-se