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Kiev, Moscou e os rebeldes pró-russos, pressionados pelo Ocidente, devem retomar neste sábado as negociações para tentar acabar com o conflito no leste da Ucrânia, onde as forças do governo parecem avançar.
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, propôs que o grupo de contato sobre a crise, que reúne seu país, a Rússia e a OSCE, com a participação dos rebeldes, reúna-se no sábado.
Em uma conversa por telefone com a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, ele indicou ter proposto um local e a hora da reunião. A Presidência ucraniana ainda aguarda a confirmação da outra parte.
Informações conflitantes circularam nesta sexta-feira sobre a reunião do grupo de contato.
De acordo com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o encontro poderia acontecer em Donetsk, a capital de uma das duas regiões separatistas.
A representante da OSCE, a diplomata suíça Heidi Tagliavini, deve "provavelmente" participar, de acordo com a mesma fonte. Ela já estaria em Donetsk, segundo uma fonte local próxima da OSCE.
Entre os insurgentes, o "vice-primeiro-ministro" de "República Popular da Donetsk", Andrei Purguin, mencionou a possibilidade de a reunião acontecer em Minsk, em Belarus.
Solução de compromisso
Os representantes de Kiev se recusam a ir para Donetsk por razões de segurança, enquanto os insurgentes não podem ir a um país da UE devido as sanções, explicou à agência Interfax-Ucrânia.
"Então, Minsk seria uma solução de compromisso que poderia acomodar a todos", acrescentou.
A crise ucraniana, opondo inicialmente os habitantes de língua russa do leste do país às autoridades de Kiev, revelou a velha rivalidade Leste-Oeste que acreditava-se ter acabado com a Guerra Fria.
No terreno, as operações militares ucranianas continuam, e as forças de Kiev têm registrado progressos significativos.
Avançando progressivamente, as forças ucranianas que combatem os rebeldes no leste do país retomaram nesta sexta-feira a cidade de Mikolayivka (15.000 habitantes), na periferia de Slaviansk, anunciou o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov.
General do GRU acusado
"Mikolayivka está inteiramente sob o nosso controle! Capturamos cerca de 50 combatentes que depuseram suas armas", anunciou Avakov em sua página no Facebook.
Ele manifestou sua esperança de que "alguns dias sejam suficientes" para restaurar a normalidade em Slaviansk, um dos redutos da rebelião.
Já o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Andrii Parubii, declarou nesta sexta-feira que "nada menos do que 150 combatentes rebeldes tinham sido eliminados e seis posições fortificadas, destruídas" na quinta-feira durante os combates pelo controle de Mykolayivka.
As autoridades ucranianas indicaram que suas forças haviam registrado nesta sexta nove mortos e 13 feridos, sem indicar os locais das perdas.
Uma confirmação implícita dos avanços das forças de Kiev veio pouco depois do "ministro da Defesa" de "República Popular da Donetsk", Igor Strelkov.
Se a Rússia não conseguir uma trégua com as forças ucranianas "ou não intervir junto às nossas forças armadas, pelo povo russo que vive aqui, nós seremos destruídos", afirmou em uma entrevista ao site LifeNews.
"Isso vai acontecer dentro de uma semana, no máximo duas. Slaviansk será destruída em primeiro lugar, com toda a sua população", disse ele, que, de acordo com o serviço de segurança da Ucrânia, é um coronel da inteligência militar russa.
O suposto papel dos serviços especiais russos na rebelião é algo frequentemente denunciado por Kiek. Nesta sexta-feira, o chefe do Serviço de Segurança (SBU), Valentin Nalivaïtchenko, acusou um general do GRU (inteligência militar russa), Valerii Travkin, de organizar em Rostov, no sul da Rússia, o recrutamento de combatentes que devem se juntar aos insurgentes.
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