Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02493.jsonl.gz/10

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, em entrevista coletiva na ONU, em Nova York, em 21 de abril de 2016(afp_tickers)
O Congresso boliviano absolveu nesta terça-feira o presidente Evo Morales e a empresa chinesa CAMC da acusação de tráfico de influência envolvendo contratos com o governo, mas manteve a acusação de enriquecimento ilícito e tráfico de influência contra a ex-namorada do presidente Gabriela Zapata.
Zapata, mãe de um suposto filho de Morales - foi gerente comercial da CAMC, para a qual obteve contratos milionários com o Estado boliviano.
Segundo o relatório aprovado pelo Congresso, "todos os processos de contratação envolvendo a empresa CAMC foram desenvolvidos dentro da legalidade".
Zapata, 28 anos e na prisão desde fevereiro, permanece como a única acusada por este caso que envolveu Morales, no poder na Bolívia há dez anos.
A decisão do Congresso, dominado pelos governistas, ocorre um dia após o presidente dar por "encerrado" o caso da paternidade do filho de Zapata.
A denúncia sobre o filho de Morales surgiu pouco antes do referendo de 21 de fevereiro sobre um quarto mandato consecutivo para o presidente, que não foi aprovado.
Enquanto Zapata e seus advogados insistem em que o filho de Morales existe, o governo afirma que não há provas de sua existência e que a mulher apresentou outra criança à Justiça.
AFP