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(Arquivo) Harvey Weinstein em 2 de março de 2014(afp_tickers)
Seis mulheres apresentaram, nesta quarta-feira (6), em Nova York, um novo processo coletivo contra o produtor de Hollywood Harvey Weinstein e seu estúdio, acusados de "crime organizado", informaram seus advogados em um comunicado.
O escritório Hagens Berman, que registrou o processo em um tribunal federal em Manhattan, manifestou sua vontade de representar "centenas de mulheres da indústria do entretenimento" que sofreram abuso, estupro ou outro tipo de assédio sexual por parte do magnata do cinema.
As seis mulheres que fizeram a denúncia - Louisette Geiss, Katherine Kendall, Zoe Brock, Sarah Ann Masse, Melissa Sagemiller e Nannette Klatt - indicaram em uma declaração separada que muitas pessoas estavam cientes da conduta sexual inadequada de Weinstein.
"Harvey Weinstein é um predador. (Seu irmão) Bob sabia. Seu conselho administrativo sabia. Seus advogados sabiam. Os investigadores privados sabiam. Hollywood sabia. Nós sabíamos. Agora, o mundo sabe", destacaram as demandantes.
Seus representantes legais explicaram que elas foram "agredidas, presas em quartos de hotel, aviões e em suas casas e enfrentaram a ameaça de que suas carreiras acabariam se recusassem suas propostas sexuais não desejadas".
A denúncia acusa Weinstein, seu estúdio de cinema e vários membros do conselho de administração da The Weinstein Company de crime organizado, assédio e suborno de testemunhas.
É o segundo processo coletivo da firma Hagens Berman contra Weinstein, que foi acusado por mais de uma centena de mulheres de abuso, assédio sexual e até estupro. A maioria das vítimas eram atrizes ou aspirantes.
A apresentação da denúncia coincide com a nomeação, nesta quarta-feira, do título de Pessoa do Ano 2017 da revista americana Time às vozes que romperam o silêncio contra o abuso sexual, entre elas a atriz Ashley Judd, a cantora Taylor Swift e a ex-funcionária da Uber, Susan Fowler.
Além dos processos civis, as autoridades de Los Angeles, Nova York e Londres estão investigando os crimes de Weinstein.
AFP