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Ativistas cruzam a Ponte do Brooklyn em Nova York, em 5 de outubro, para reivindicar a reforma migratória(afp_tickers)
O legislador democrata Joe Garcia disse nesta terça-feira esperar que o Congresso americano aprove os 2 bilhões de dólares que o presidente Barack Obama solicitou para enfrentar a onda de crianças sem documentos na fronteira, mas rechaçou que sejam deportados.
"Vamos dar o dinheiro ao presidente. Ele pediu dois bilhões de dólares para isso. Vamos dar-lhe, se os republicanos deixarem que isto ocorra", disse García durante coletiva de imprensa em Miami, Flórida (sudeste dos EUA).
"Mas eu penso que a solução não é pegar estas crianças e jogá-las de volta" aos seus países de origem, angustiados pela violência, disse o congressista democrata pela Flórida ao lado de representantes de organizações de defesa dos imigrantes no estado.
Desde outubro passado, foram detidos na fronteira com o México 52.000 menores de idade que viajavam desacompanhados de adultos, provenientes sobretudo de Honduras, Guatemala e El Salvador. O número dobra as cifras do mesmo período do ano passado.
Obama pediu esta segunda-feira recursos ao Congresso, que serviriam para garantir que os processos de deportação sejam geridos de forma humana e se proteja os que forem considerados refugiados.
García lembrou que nos Estados Unidos existe um programa de asilo temporário, conhecido como TPS, que atualmente beneficia cidadãos de El Salvador, Honduras, Nicarágua, Haiti e Somália, como apoio diante da devastação nestes países por fenômenos naturais ou crises humanitárias.
Nestas oportunidades, "recebemos as pessoas e abrimos um caminho", disse García.
Obama "tem ampla autoridade" para beneficiar as crianças com algum programa parecido, acrescentou o congressista, que nesta terça-feira partia para a cidade fronteiriça de Brownsville, no Texas, para visitar centros que abrigam jovens sem documentos.
Miami é uma das cidades que recebeu parte das crianças imigrantes, após o colapso dos albergues de fronteira.
Denia Zelaya, uma hondurenha de 31 anos, disse em coletiva de imprensa que uma de suas filhas, de 16 anos, ao lado da neta, de 3, partiram de Honduras para os Estados Unidos há um mês, mas desde que chegaram ao Texas não teve mais notícias delas.
"O que temo é que talvez tenham sido deportadas", disse Zelaya, ao lado da outra filha, Melanie, de 12 anos, que chegou pela fronteira há três meses.
"Tinha mais medo de estar onde estava", explicou Melanie, ao destacar que preferiu sair de Honduras apesar dos riscos que enfrentam os imigrantes que viajam por terra aos Estados Unidos.
AFP