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O governo defendeu seus planos para impor uma cota de gênero para os conselhos e diretorias das empresas suíças cotadas em bolsa como parte de uma ampla reforma da lei a ser discutida pelo parlamento.
O projeto de lei inclui uma cota mínima de 30% para as mulheres nos conselhos de administração das empresas e pelo menos 20% para os membros das diretorias da empresa.
"O governo concordou que as regras são necessárias", disse a ministra da Justiça Simonetta Sommaruga na quarta-feira (23).
No entanto, o projeto de lei cessa de impor sanções para as empresas que não implementarem a cota dentro de cinco anos para os conselhos de administração ou dez anos para as diretorias. Em vez disso, propõe um regulamento "cumprir ou explicar" como padrão de melhores práticas.
Sommaruga disse que o projeto estava levando em conta a oposição da comunidade empresarial, propondo longos períodos de transição. O governo publicou o esboço geral da emenda em dezembro passado.
Nos últimos anos, a auto-regulamentação nas empresas suíças não resultou em um equilíbrio de gênero nas altas posições.
De acordo com o relatório Schilling Link externode 2016 sobre a diversidade de gênero, a proporção de mulheres nos cargos executivos das 100 maiores empresas suíças aumentou de 10% em 2010 para 16% em 2016. Enquanto isso, as mulheres ocupam apenas 6% dos cargos de direção. Um número que não muda desde 2013.
Em média, 39% dos funcionários das 100 maiores empresas suíças são mulheres, comparado com 23% dos gerentes de nível médio e 15% dos altos executivos.
No início deste mês, a Suíça defendeu seu histórico de igualdade de gênero e a situação das mulheres diante de um comitê das Nações Unidas em Genebra.
A questão de um número menor de mulheres nos conselhos executivos e em outros cargos de alta direção e tomada de decisões foi discutida extensivamente. O painel destacou preocupações sobre "barreiras estruturais e de gênero".
"A Suíça ainda carece de estruturas de acolho para crianças a preços acessíveis, modelos de trabalho favoráveis à família e licença paternidade", declarou. "A diferença salarial entre homens e mulheres nos setores público e privado continua a ter um impacto negativo no desenvolvimento das carreiras das mulheres e nos benefícios da previdência".
Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch