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A fortuna da família do ex-ditador Sani Abacha parece não ter fim. Só na Suíça já estão bloqueados 675 milhões de dólares. O governo nigeriano afirma que mais de US 4 bilhões foram roubados entre 1993 e 1998.
O UBS, maior banco suíço anunciou quarta-feira, 20, ter bloqueado contas suspeitas de pertencerem à família do ex-ditador nigeriano, morto em junho de 1998, no valor de 60 milhões de dólares.
Pinhagem do banco central
Esse é o último episódio, até agora, da busca de contas da família e pessoas próximas de Sani Abacha, o general que governo a Nigéria de 1993 a 1998. Agora, a soma bloqueada em várias contas na Suíça, principalmente em Genebra, totaliza 675 milhões de dólares.
Desde 1999, a Nigéria pediu o bloqueio de contas de Abacha à Suíça, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Ilhas Jersey e Liechtenstein. Segundo o governo nigeriano atual, o banco central do país foi sistematicamente pilhado durante a ditadura Abacha e mais de 4 bilhões de dólares foram desviados.
Conta estava parada
As últimas contas bloqueadas foram abertas em 1996, em uma agência do UBS, em Zurique, por um empresário britânico do setor financeiro que tinha dois sócios nigerianos.
Essas contas eram alimentadas por depósitos do extrangeiro e foram feitas duas grandes remessas ao estrangeiro, entre 1996 e 1999, segundo o UBS. A partir de 1999, a conta deixou de ser movimentada e mantém o saldo de US 60 milhões.
As suspeitas surgiram no ano passado, quando foi descoberto o nome falso de um dos filhos de Abacha. O empresário inglês teria negado ligações com a família Abacha mas o UBS afirma que pelo menos parte do dinheiro pode pertencer a um dos filhos do ditador.
A Comissão Federal de Bancos, órgão de controle do setor bancário e financeiro na Suíça, abriu um inquérito.
swissinfo com agências