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Ex-presidente panamenho Varela comparece perante MP por doações da Odebrecht
O ex-presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, compareceu nesta segunda-feira (29) ao Ministério Público anticorrupção que o investiga por supostas doações ilegais recebidas da construtora brasileira Odebrecht, acusada de pagar propinas milionárias ao país da América Central.
Varela "tomou a iniciativa de comparecer hoje, voluntariamente, ao Ministério Público para expressar que está na melhor disposição para responder qualquer pergunta sobre doações políticas", disse um comunicado do gabinete do ex-presidente.
O MP panamenho investiga Varela por doações da Odebrecht recebidas pelo Partido Panamenhista (direita), do qual era o líder, para as eleições presidenciais que ganhou em 2014.
A Odebrecht reconheceu ter pago US$ 59 milhões em propinas a funcionários do governo do Panamá entre 2010 e 2014. No escândalo da multinacional no Panamá, também estão envolvidos o ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), seus filhos e vários de seus funcionários.
As investigações contra Varela "não tem nada a ver" com sua gestão à frente do governo, mas sim com as doações para campanhas eleitorais, segundo a nota de sua equipe.
Essas campanhas foram financiadas "de acordo com as leis de nosso país", acrescentou.
Em 25 de junho, foi realizada uma audiência de controle de evidências após uma denúncia apresentada por dois advogados contra Varela por suposta lavagem de dinheiro pelas doações da Odebrecht.
No entanto, a equipe de Varela acusa Martinelli de estar por trás dessa e de outras denúncias. Os dois ex-presidentes e ex-aliados são inimigos políticos desde que Martinelli demitiu Varela em 2011 do cargo de ministro das Relações Exteriores.