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(Arquivo) Agentes da Guarda Republicana da Argélia(afp_tickers)
Dois policiais morreram na Argélia, nesta quinta-feira (31), em um atentado suicida cometido por um homem quando tentava entrar no quartel-general da Polícia em Tiaret, a cerca de 350 km de Argel.
Esta foi a segunda tentativa de ataque suicida contra esta força policial desde o início do ano.
"Um terrorista que usava um cinturão de explosivos e tinha uma arma quis invadir a sede de Segurança da wilaya [prefeitura]", relatou a agência de notícias oficial APS, citando a Direção Geral de Segurança Nacional (DGSN, o Estado-Maior da Polícia).
"A resposta dos policiais em serviço foi rápida e um deles, em um ato de coragem, se lançou sobre o suicida quando este tentava entrar no edifício e morreu na explosão", indicou a agência.
Outro policial que estava de plantão também foi atingido pela deflagração. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu, informou a APS, confirmando ainda a morte do agressor.
O atentado ainda não foi reivindicado.
Em fevereiro, o grupo extremista Estado Islâmico havia reivindicado uma tentativa de ataque suicida contra uma delegacia de Constantine, a cerca de 430 km ao leste de Argel.
Na ocasião, um homem tentou entrar na delegacia, mas foi contido por disparos de um policial. Os tiros ativaram os explosivos que o invasor carregava com ele.
Em março de 2016, um indivíduo carregado com explosivos foi morto pela polícia na região de Tizi Uzu, no leste de Argel. E, em agosto de 2011, cerca de 30 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida cometido contra a delegacia de polícia do centro de Tizi Uzu.
"A vigilância parece ter diminuído. Pressentíamos que algo assim iria acontecer", reagiu, logo após o atentado, um ex-comandante dos serviços de segurança, que pediu para não ser identificado.
"Provavelmente é obra de elementos do Daech (acrônimo em árabe do grupo Estado Islâmico), de argelinos que fugiram (...) de países em que o grupo está implantado e ativo", explicou à AFP.
Vários grupos armados islamitas permanecem ativos na Argélia, sobretudo, no leste e no sul do país, apesar da aprovação, em 2005, de uma Carta pela Paz e pela Reconciliação. O objetivo do documento é pôr fim a uma guerra civil que deixou 200.000 mortos nos anos 1990. As forças de segurança são o principal alvo desses ataques.
Diariamente, as forças de segurança anunciam a detenção de suspeitos, a apreensão de armas ou a morte de terroristas em operações realizadas principalmente nas regiões rurais do país.
O último grande atentado registrado na Argélia foi em janeiro de 2013, quando o grupo islamita "Signatários com sangue", do argelino Mokthar Belmokhtar, invadiu a usina de gás de In Amenas (1.300 km de Argel). Quarenta funcionários e 29 terroristas morreram.
AFP