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A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Diaz(afp_tickers)
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, pediu nesta sexta-feira ao presidente Nicolás Maduro que recue em sua decisão de convocar uma Assembleia Constituinte, e defendeu a antecipação das eleições para governadores.
"Gostaria, com base no que está ocorrendo no país, que houvesse um recuo sobre a Constituinte e que o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) antecipasse as eleições regionais, além de insistir no diálogo", assinalou Ortega, uma chavista histórica, em entrevista à Unión Radio.
Ortega responsabilizou as forças de segurança pela morte de 19 pessoas durante os protestos contra Maduro, que já provocaram 63 óbitos desde 1º de abril.
"Há 1.181 feridos, 422 privados de liberdade e 35 ordens de prisão (...). Até agora, 19 mortes são atribuídas aos corpos de segurança, com propriedade", destacou Ortega.
A procuradora precisou que entre os detidos há 28 militares e policiais, e anunciou que pediu a prisão de outros 19 membros das forças de segurança.
Ortega disse acreditar que a Guarda Nacional colocará à disposição do Ministério Público os militares procurados, especialmente os envolvidos na morte do estudante Juan Pernalete, 20 anos, atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo no peito em 26 de abril passado.
Na quinta-feira, Ortega interpôs uma ação legal contra a Assembleia Nacional Constituinte, depois que a Suprema Corte habilitou Maduro a convocá-la sem um referendo.
Nesta sexta-feira, Maduro propôs que a Carta Magna resultante da Constituinte seja aprovada nas urnas, movimento com o qual - dizem analistas - tenta evitar deserções no chavismo, embora nada garanta um referendo.
Centenas de partidários de Maduro protestaram nesta sexta-feira diante da sede do Ministério Público em Caracas para exigir a renúncia de Ortega.
"A procuradora do Estado está ligada estreitamente ao terrorismo e ao fascismo (...). Quando o presidente convoca uma Assembleia Nacional Constituinte para um grande diálogo, ela se opõe. Por isto sua atuação está vinculada a esta direita que queima, assassina", declarou o deputado chavista Darío Vivas.
AFP