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A Suécia proibirá, como medida de segurança nacional, a instalação de novos equipamentos das empresas chinesas Huawei e ZTE em sua rede de telecomunicações 5G e os produtos já instalados devem ser retirados até 1 de janeiro de 2025, anunciou nesta terça-feira a agência responsável pelas licitações.
A proibição é consequência de uma nova lei aprovada no início do ano e da avaliação das autoridades militares e de inteligência para "garantir que o uso das frequências não coloque em perigo a segurança da Suécia", afirmou a Autoridade Sueca de Telecomunicações (PTS) em um comunicado.
O país da Ericsson – principal concorrente da Huawei – imita a decisão britânica tomada em julho de proibir a presença da Huawei.
Vários países europeus estão fechando gradualmente as portas de suas redes de telecomunicações para a Huawei, ou cogitam adotar a medida, após as sanções dos Estados Unidos.
Na França, o fabricante chinês de equipamentos não será submetido a uma proibição total do mercado de internet móvel 5G, mas os operadores que já utilizam a Huawei terão autorizações de operação limitada a oito anos.
"As novas licitações nas funções centrais para o uso de rádio das faixas de frequências devem acontecer sem provedores da Huawei ou ZTE", afirma a PTS em um comunicado.
"Se as infraestruturas existentes nas funções básicas forem utilizadas para oferecer serviços nas frequências em questão, os produtos Huawei e ZTE deverão ser retirados no mais tardar até 1 de janeiro de 2025", acrescentou a Autoridade.
A Huawei se transformou em poucos anos em líder mundial em equipamentos de redes de telecomunicações, com uma importante liderança no 5G. Atualmente supera a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia em participação de mercado. A ZTE também é uma das principais fornecedoras do mundo.