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O novo representante especial de Washington para as negociações sobre a Ucrânia, Kurt Volker, acusou Moscou de ser o responsável pela "guerra acalorada" no leste desse país(afp_tickers)
O novo representante especial de Washington para as negociações sobre a Ucrânia, Kurt Volker, acusou Moscou, neste domingo, de ser o responsável pela "guerra acalorada" no leste desse país, durante uma visita.
"Esse não é um conflito congelado, é uma guerra acalorada e uma crise imediata que devemos enfrentar o mais rápido" possível, declarou o diplomata americano a jornalistas.
Suas declarações foram feitas na véspera de uma conversa telefônica sobre a Ucrânia entre os dirigentes russo, ucraniano, francês e alemão, da qual ele participará.
Em uma visita de três dias à Ucrânia, Kurt Wolker foi a Kramatorsk, cidade do leste ucraniano localizada em uma zona controlada por Kiev, "para ver com meus próprios olhos a situação perto da linha de frente", a 50km do local.
"Compreendemos a maneira como o conflito começou, compreendemos a maneira como está sendo administrado atualmente e é por isso que é importante que os Estados Unidos se comprometam ainda mais", declarou, considerando que a Rússia é a causa do conflito ucraniano.
Designado no começo de julho como emissário especial de Washington para as negociações sobre a Ucrânia, Volker foi embaixador dos Estados Unidos na Otan. Depois de sua visita à Ucrânia, viajará a Paris para se encontrar com "responsáveis franceses e alemães e discutir sobre o processo de Minsk e o formato Normandia", segundo a diplomacia americana.
Os acordos de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, têm como objetivo instaurar uma trégua dos combates e o começo de um diálogo político entre os rebeldes separatistas pró-Rússia e o governo de Kiev, mas encontram sérias dificuldades para serem aplicados.
Nesse contexto, um novo surto de violência provocou desde quarta-feira a morte de 11 soldados ucranianos nas regiões orientais do país.
A Ucrânia está há mais de três anos afundada em um conflito que opõe no leste os separatistas pró-Rússia e as forças de Kiev, deixando até agora mais de 10.000 mortos. Ucrânia e os ocidentais acusam a Rússia de apoiar financeira e militarmente os rebeldes, o que Moscou nega.
AFP