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O número de notas de 1000 francos suíços que são guardadas em vez de serem usadas na economia pode chegar a 87%, como mostra um estudo do banco central suíço (SNB).
O relatórioLink externo, "Demanda de notas suíças: novas evidências", estima o volume de notas suíças escondidas - em vez de gastas ou investidas - durante o período 1950-2017.
Os resultados mostram que uma proporção muito maior do que se pensava anteriormente poderia estar guardada, especialmente a nota de CHF1000 (US$1013) - uma das notas mais valiosas do mundo.
Dependendo do método de estimativa utilizado, a quantidade de tais notas guardadas embaixo do colchão (ou em qualquer outro lugar) fica entre 79% e 89% em 2017. Cerca de 42-60% das notas de CHF200 foram guardadas, e 8-16% das notas de CHF100.
A média para todas as cédulas foi de cerca de 60%, mostrando que cerca de dois terços das notas postas em circulação não estão sendo utilizadas na economia real.
Uso criminoso
Em um artigo sobre o estudo, o jornal Tages Anzeiger, de Zurique, disse que o resultado é uma má notícia para o SNB, que tem defendido que uma preferência dos suíços por pagar em dinheiro - mesmo com a nota de 1000 - justifica a continuação da impressão de valores tão altos.
E embora o jornal não tenha especulado sobre o porquê nem onde o dinheiro estava sendo guardado, os críticos das cédulas de alto valor advertiram que elas são preferidas por organizações criminosas ansiosas em operar sem deixar vestígios.
O relatório também mostrou que os níveis de esconderijo variam ao longo do tempo. “As ações de entesouramento aumentaram com o desmembramento do sistema de Bretton Woods, elas eram comparativamente baixas em meados da década de 1990 e aumentaram significativamente desde a virada do milênio e as recentes crises financeiras e econômicas", disseram os economistas responsáveis pelo estudo.
Em comparação, em abril, as economias da zona euro despediram-se da nota de 500 euros; nos EUA, a nota de maior valor em circulação é de 100 dólares.
swissinfo.ch/fh