Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02601.jsonl.gz/46

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou nessa segunda-feira que a Força Armada planeja "roubar" a ajuda internacional organizada por ele, incluindo alimentos e medicamentos, para que a distribuição fique a cargo do governo de Nicolás Maduro.
"Recebemos a informação do círculo próximo do alto comando (militar), que já não estão mais avaliando se deixam ou não ela entrar, mas como fazer para roubá-la", disse Guaidó em uma entrevista coletiva na qual agradeceu o reconhecimento recebido nesta segunda-feira como mandatário interino por 19 países da Europa, liderados por Alemanha, França, Espanha e Reino Unido.
"Vão sequestrá-la para distribuir através dos CLAP", disse o opositor, referindo-se a um plano de governo de venda de alimentos subsidiados em zonas populares.
Guaidó, que se autoproclamou após o Parlamento declarar Maduro um "usurpador" alegando que se reelegeu em votações fraudulentas, apelou "à consciência dos militares" para deixar passar os carregamentos diante da escassez severa de bens básicos vivida pelo país.
Em várias ocasiões, Maduro descartou aceitar a ajuda por considerar que seria a porta de entrada para uma invasão militar liderada pelos Estados Unidos para derrubá-lo.
"Vocês querem transformar nossa pátria em uma colônia de mendigos? (...) Rechacemos o show ruim e barato que a oligarquia faz", disse Maduro nesta segunda-feira.
Guaidó confirmou que a ajuda está armazenada em Colômbia, Brasil e uma ilha do Caribe cujo nome não foi revelado. Os Estados Unidos confirmaram no último fim de semana que participam do transporte.
O líder opositor diz que os envios serão destinados em uma "primeira etapa" à "população mais vulnerável", entre 250.000 e 300.000 venezuelanos com "risco de morte" pela desnutrição e falta de medicamentos e insumos.
Sem precisar uma data, Guaidó convocou "uma grande mobilização para resguardar essa ajuda humanitária".
Na ofensiva contra Maduro, com o apoio de Washington e uma dúzia de países da América, além de países europeus, Guaidó clama por manifestações desde 21 de janeiro. Os protestos deixaram na primeira semana 40 mortos e 850 detidos, segundo a ONU.
Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: <email-pii>