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Catástrofes do ano passado custaram a vida de 33 mil pessoas e 34 milhões de dólares, indica balanço de Swiss Re, 2a. maior empresa de resseguros do mundo.
Os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos deixaram a indústria de seguros diante de uma ameaça de nova amplitude, assinala o estudo de Swiss Re.
"A dimensão política é nova na medida em que, no passado, nos ocupamos de fenômenos naturais. Mas, desde 11 de setembro, o terrorismo adquiriu uma dimensão internacional", disse a swissinfo Aurelia Zanetti, porta-voz da empresa em Zurique.
Maiores catástrofes
Segundo o informe, o terremoto de 26 de janeiro de 2001 em Gujarat, Índia, foi a catástrofe mais ampla, deixando 15.500 mortos e desaparecidos.
Chuvas diluvianas na Argélia, abalos na América Central e inundações no Vietnã e Tailândia ocasionaram cifra de vítimas próxima de 3.000 vítimas, como os ataques terroristas de Nova York e Washington.
No ano 2000 (balanço anterior), as catástrofes custaram a vida a 17.400 pessoas, provocando prejuízos no valor de 50 bilhões de dólares.
O estudo da empresa suíça de resseguros, válido para o ano 2001, indica que por em consequência de desastres naturais as empresas de seguros tiveram que pagar 10 bilhões de dólares (€ 11.3 bi). Os prêmios por desastres de origem técnica - entre os quais os atentados de 11 de setembro - causaram danos materiais e perdas que chegam a 19 bilhões de dólares.
Seguros contra o terrorismo
Swiss Re acrescenta que os seguros deverão cobrir prejuízos adicionais - entre 16 bi e 39 bilhões de dólares - atribuíveis aos atentados nos Estados Unidos a título de seguros de vida e responsabilidade civil.
"O ano 2001 teria sido um ano médio normal não fossem os ataques terroristas em território norte-americano. No período, só o furacão Andrew acarretou danos de custo tão elevado" - mais de 20 bilhões de dólares - , indica o estudo.
A empresa de resseguros adverte que com atos terroristas já não se cumprem critérios de garantia como a possibilidade de quantificar os riscos, de estabelecer os preços e determinar condições adaptadas aos riscos. Para cumpri-los Swiss Re propõe combinar os recursos públicos de um Estado com as empresas privadas de seguros, até quando o setor puder uma cobertura limitada de tais riscos.
Swiss Re destaca ainda explorar a pista de uma taxa regressiva retirada dos prêmios de seguros de bens, em função dos perigos para assegurar parcialmente os riscos por atos terroristas.
Observa igualmente que, apesar do alto custos em vidas, o número de desastres naturais em 2001 foi ligeiramente inferior à média prevista a longo prazo. Nesse sentido, a porta-voz de Swiss Re realça: "Os riscos de catástrofes tendem a subir na próxima década. Não só porque aumenta a população, como também porque a mesma população se concentra em zonas litorâneas, muito expostas a calamidades".
swissinfo com agências.