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Nos Estados Unidos, cientistas criaram pela primeira vez um sinal elétrico percebido como um odor pelo cérebro dos ratos, mesmo que o odor não exista.
O objetivo do experimento foi decodificar como os cérebros dos mamíferos percebem e distinguem os odores.
O estudo foi publicado nesta quinta-feira (18) no periódico científico Science.
Edmund Chong, estudante de doutorado na NYU Grossman School of Medicine e principal autor da pesquisa, disse que os cientistas ainda desconhecem muito sobre o sentido do olfato.
"No reconhecimento facial, por exemplo, o cérebro pode distinguir pessoas com base em sinais visuais, mesmo sem ver o nariz e os ouvidos de alguém", disse ele.
"Mas essas características distintivas ainda não foram encontradas nos odores".
Para tentar responder a essa pergunta, os pesquisadores criaram experimentos com ratos geneticamente modificados para que suas células cerebrais pudessem ser ativadas ao iluminá-los com uma fibra óptica, em uma técnica chamada optogenética.
Os experimentos se concentraram no bulbo olfativo, uma estrutura encontrada atrás do nariz tanto nos animais como em humanos.
Moléculas ligadas aos odores ativam receptores celulares no nariz, que transmitem um sinal elétrico a feixes de terminação nervosa no bulbo, chamados glomérulos. Esses sinais são enviados então para os neurônios no cérebro.
A equipe treinou os ratos para reconhecer um sinal olfativo sintético que eles criaram usando a luz, que consegue ativar seis feixes nervosos em uma ordem específica.
Os animais eram recompensados com água cada vez que pressionavam uma alavanca ao perceber o "cheiro". Se eles pressionassem a alavanca após ativar um conjunto diferente de feixes nervosos, não recebiam água.
A partir desse projeto experimental, os cientistas foram capazes de alterar sutilmente o tempo e a combinação dos feixes nervosos ativados, como uma forma de descobrir quais eram os mais importantes. Em outras palavras, quais aspectos de um odor o definem ou diferenciam mais dos outros.