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A Suíça repatriou uma primeira leva de 58 kosovares por via aérea, entre os quais uma quinzena de criminosos. Na maioria eram pessoas que chegaram ao país depois do conflito em Kosovo, não beneficiando do direito de asilo, incluindo famílias com crianças.
Cerca de 150 kosovares vivem legalmente na Suíça. Mas outros 40 mil chegaram depois de 1998 e não conseguiram obter um estatuto de refugiado. "A maioria deve voltar" disse representante da divisão federal de refugiados.
O governo suíço montou um "programa de assistência" aos que regressam voluntariamente. Eles recebem ajuda financeira de 1000 francos, mais de 600 dólares, por adulto e 500 francos por criança. O prazo para deixar o país é 31 de maio. A partir de então a repatriação será forçada.
O vôo da quarta-feira, 12/4, foi o primeiro do gênero. Mas deve haver outros, porque pelo menos 25 mil kosovares terão que sair da Suíça quer queiram quer não. No caso de recusa, será utilizada a força ou mesmo a violência.
Na primeira leva que saiu da Suíça havia famílias com crianças. Havia mesmo um jovem que viveu 11 anos na Suíça, não era criminoso e que teve que deixar uma noiva de nacionalidade suíça grávida de 3 meses. É a versão que contou a jornalista suíço em Kosovo onde nem sabe o paradeiro de sua família.
A Suíça não está sozinha na repatriação forçada de kosovares. A Alemanha também o faz.
swissinfo com agências.