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Por Caroline Copley e Francesco Guarascio
BERLIM/BRUXELAS (Reuters) - O contrato que a União Europeia fechou com a AstraZeneca para receber sua vacina contra Covid-19 contém cláusulas de obrigatoriedade, disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira enquanto o bloco continua a pressionar a farmacêutica a entregar as remessas prometidas.
A UE está envolvida em uma disputa com a AstraZeneca, que desenvolveu sua vacina em parceria com a Universidade de Oxford britânica, desde que a empresa disse na semana passada que reduziria o suprimento no primeiro trimestre devido a problemas de produção em sua fábrica belga.
Segundo uma autoridade da UE, isto significa que o bloco receberá 31 milhões de doses no período, ou 60% menos do que o combinado inicialmente, aumentando a pressão sobre a entidade de 27 países, cujas campanhas de vacinação estão atrás das de Israel, Reino Unido e Estados Unidos.
"Existem cláusulas de obrigatoriedade, e o contrato é cristalino", disse Von der Leyen à rádio Deutschlandfunk, acrescentando que ele contém quantidades de remessas para dezembro e para os três primeiros trimestres de 2021.
"A AstraZeneca também nos garantiu explicitamente neste contrato que nenhuma outra obrigação impediria o cumprimento do contrato", disse.
Os comentários de Von der Leyen contradisseram os do presidente-executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot, que na terça-feira disse a jornais que o contrato com a UE se baseou em uma cláusula de "melhor esforço" e não comprometeu a farmacêutica com um cronograma específico de entregas.
(Por Caroline Copley)