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Cientistas do CERN desativaram o Large Hadron Collider (LHC) por cerca de dois anos para permitir um grande trabalho de atualização e renovação no acelerador de partículas mais poderoso do mundo.
Desde 2015, o LHC funciona “além das expectativas”, informou a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) em um comunicado divulgado na segunda-feira (3). O imenso aparelho provocou cerca de 16 trilhões de colisões de prótons a uma energia de 13 TeV e grandes conjuntos de dados para colisões de íons pesados com uma energia de 5.02 TeV.
Essas colisões produziram uma enorme quantidade de dados, com mais de 300 petabytes (300 milhões de gigabytes) agora arquivados permanentemente nas bibliotecas de fitas do centro de dados do CERN. “Isso equivale a 1.000 anos de streaming de vídeo 24 horas por dia, 7 dias por semana!”, disse o CERN, que fica nos arredores de Genebra.
"Além de muitos outros belos resultados, ao longo dos últimos anos, os experimentos do LHC fizeram um tremendo progresso na compreensão das propriedades do bóson de HiggsLink externo", disse Fabiola Gianotti, diretora geral do CERN.
“O bóson de Higgs é uma partícula especial, muito diferente das outras partículas elementares observadas até agora; suas propriedades podem nos fornecer indicações úteis sobre a física além do Modelo Padrão ”.
O novo e melhorado LHC deve ser reativado na primavera de 2021.
swissinfo.ch/fh