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Um documento da União Europeia, visto pela televisão pública suíça SRF, sugere que Bruxelas planeja colocar um limite condicional de um ano sobre a "equivalência" das bolsas de valores suíças e européias - uma medida essencial para as transações financeiras suíças.
O documento interno, também visto pela agência de notícias suíça ATS, revela que o mecanismo de equivalência financeira para a Suíça, que permite o comércio transfronteiriço em igualdade de condições, foi aprovado pelos países da UE, mas com um limite condicional de um ano.
Se nada mudar, a bolsa de valores suiça perderão a equivalência com sua contrapartida européia em 31 de dezembro de 2018.
Outros países, incluindo Hong Kong e os EUA, receberam o reconhecimento por um período ilimitado, algo que os suíços também esperavam para si.
Contactado pela ATS, a Comissão Europeia em Bruxelas não quis comentar o prazo.
O documento preliminar "está atualmente em consulta com os Estados membros", afirmou. De acordo com as informações contidas no documento, os estados da UE têm até quarta-feira, 20 de dezembro às 17:00 CET, para levantar objeções - caso contrário, a estipulação de um ano entrará em prática com todas as letras.
Os motivos por trás da manobra parecem fazer parte de um jogo maior na negociação entre a Suíça e a UE, que atualmente tentam firmar uma rede de acordos legislativos bilaterais para regular suas relações.
A Suíça pretende finalizar esses acordos até o final de 2018, uma data que, de acordo com a ATS, pode estar relacionada com o prazo de equivalência de um ano adotado pela Comissão.
A posição da UE veio logo depois que o ministro das Finanças suíço, Ueli Maurer, exigiu que a "contribuição de solidariedade" de CHF 1,3 bilhões (US$ 1,32 bilhão) da Suíça para os países mais pobres da UE fosse feito somente na condição de a Suíça receber uma promessa de equivalência financeira.
Perguntado sobre o assunto na televisão suíça, a presidente Doris Leuthard disse que o governo aguardava a decisão da Comissão Europeia antes de tomar qualquer medida.