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O Exército suíço deve passar por um regime de emagrecimento sem perder credibilidade e eficácia. O governo suíço quer reduzir de 2/3 os efetivos, diminuir gastos, manter a milícia, uma escola de recrutas mais longa e limite de 32 anos para servir...
O perfil do exército suíço deve mudar sensivelmente com o redimensionamento das forças armadas, no âmbito do projeto "Exército XXI".
O governo suíço acaba de aprovar diretrizes gerais que devem nortear essa reforma.
- Os efetivos devem ser reduzidos de dois terços, passando de 360 mil a 100 ou 120 mil homens. Está ainda em suspenso a questão do número de reservistas (o corpo militar pronto para reforçar o exército em situação de urgência).
- O Exército segundo o novo modelo deve manter o sistema de milícia em vigor no país, ou seja "exército composto de cidadãos soldados rapidamente mobilizáveis graças a frequente períodos de instrução" militar.
(Lembremos que na Suíça os homens que fizeram o serviço militar - obrigatório - conservam em casa o fuzil e a mochila e é possível mobilização geral em um ou dois dias).
- A idade para servir o exército que atualmente vai até 42 anos deverá ser reduzida a 32 anos. Quanto ao número de dias de serviço, ele deve variar de 270 a 300 dias ou talvez um pouco menos.
- A escola de recruta (dos que prestam o serviço militar pela primeira vez) seria prolongada a 5 ou 6 meses, em vezes de 4 como ocorre atualmente. Mas o nível de instrução seria melhor no sentido de dar mais peso a um exército que o ministro da Defesa, Adolf Ogi, deseja mais "flexível" e mais "eficaz".
As diretrizes gerais do Exército XXI foram formuladas em setembro de 1998. O plano detalhado está previsto para junho do ano que vem. A reforma deve ficar pronta em dezembro de 2002.
Quanto aos custos, eles devem girar de 2001 a 2004 em torno de 4 a 4,5 bilhões de francos suíços. (US$ 1.00 = cerca de SFr 1.70)
swissinfo com agências.