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O ex-presidente peruano Alberto Fujimori pediu nesta segunda-feira, da prisão, que o partido liderado por sua filha Keiko não seja impedido pela Justiça de disputar as eleições de abril.
"Milha filha Keiko representa uma força política apoiada por milhares de cidadãos em nível nacional. Se nossos adversários querem acabar conosco, que tentem nas urnas, não no despacho de um juiz", tuitou Fujimori, 82.
O juiz Víctor Zúñiga deve decidir no próximo dia 30 se acata um pedido da promotoria para suspender por dois anos e meio o partido Força Popular, liderado por Keiko, enquanto avança uma investigação por suposto recebimento de propina da gigante brasileira Odebrecht.
"O Fujimorismo nasceu em 1990 para resgatar todos os peruanos do terrorismo, da hiperinflação e da ineficácia. Um juiz apenas não pode desqualificar a participação de candidatos e eleitores peruanos em meio a um processo em andamento", criticou o ex-presidente, que, desde 2007, cumpre pena de 25 anos por corrupção e crimes contra a humanidade durante seu mandato (1990-2000).
O promotor José Domingo Pérez afirma que uma organização criminosa foi formada dentro do Força Popular para obter poder político e receber dinheiro de procedência ilícita, o que Keiko nega.
O fujimorismo viu sua popularidade cair últimos tempos, e o partido perdeu a hegemonia no Congresso peruano em janeiro passado, ao passar de 73 cadeiras para 14. Formalmente, Keiko ainda não é candidata às presidenciais de 2021, em que o Congresso também será renovado.
Aos 45 anos e com duas filhas, Keiko é uma das figuras proeminentes investigadas no escândalo Odebrecht, que também respinga em quatro ex-presidentes peruanos. Ela ficou em prisão preventiva por mais de um ano e nega ter recebido dinheiro ilegal para suas campanhas de 2011 e 2016.
Francisco Sagasti assumiu a presidência peruana na semana passada, em meio à pior crise política no Peru desde a queda de Fujimori, há duas décadas.