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Em 2017, o Estado suíço realizou um total de 64 vôos especialmente fretados para repatriar 287 estrangeiros e requerentes de asilo sem permissão de residência adequada. Os números permanecem estáveis em relação ao ano anterior.
Os números foram obtidos pelo jornal NZZ am Sonntag junto à Secretaria de Estado para Migração (SEM), o órgão responsável pela administração da política de asilo.
Entre os voos, diz o jornal, 17 foram realizados em colaboração com outros países da União Européia. O custo total das operações atingiu CHF 3,7 milhões (US$ 3,8 milhões).
Os números são semelhantes aos de 2016, quando 67 vôos especiais foram usados para expulsar 345 requerentes de asilo. O ano anterior foi menor, 45 voos para 228 pessoas.
O estatuto de asilo da Suíça mantém uma reputação de altamente estrito, aceitando muito menos requerentes do que países europeus mais abertos, como Alemanha e Suécia.
Juntamente com o resto da UE, a Suíça é signatária dos acordos de Dublin, cujos termos estabelecem que os países podem expulsar os requerentes de asilo rejeitados, mas devem enviá-los de volta ao país europeu no qual eles originalmente cruzaram a fronteira.
O número de requerentes vem diminuindo nos últimos anos. Enquanto 40 mil pedidos foram feitos na Suíça em 2015, esse número caiu para 27 mil em 2016. Os números do ano passado ainda não estão totalmente disponíveis, mas a televisão pública suíça RTS os estima entre 18.000 e 19.000.
ets/swissinfo.ch