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Embora a Suíça tenha reputação de ser excepcionalmente rica, mais de meio milhão de pessoas no país são afetadas pela pobreza. Uma conferência nacional foi organizada na terça-feira para tentar parar o número crescente.
O objetivo da conferência foi avaliar um programa de cinco anos lançado para combater a pobreza. A conferência aconteceu na cidade suíça de Biel, no cantão de Berna, onde o prefeito da cidade, Erich Fehr, disse aos participantes que a pobreza na Suíça é muitas vezes escondida do público. "Até certo ponto está escondida nas sombras", disse.
Fehr acrescentou que muitas pessoas não procuram os serviços sociais de ajuda, "às vezes por falta de conhecimento, mas muitas vezes também por vergonha".
A pobreza é definida de acordo com diferentes cenários na Suíça. Por exemplo, uma família monoparental com duas crianças com menos de 14 anos é classificada como vivendo na pobreza quando o rendimento dela é de CHF 3.490 (US$ 3.905) por mês. A linha de risco da pobreza é de CHF 3.933.
O professor da Faculdade de Trabalho Social e Saúde da Universidade de Lausanne, Jean-Pierre Tabin, disse há muitas pessoas que não pedem ajuda social, mesmo tendo direito a ela.
Tabin explicou que se tratava de um "problema social significativo" decorrente em parte da burocracia, da falta de familiaridade com o sistema, da complexidade ou simplesmente do medo de ser discriminado ou estigmatizado. Ele argumentou que essas pessoas precisavam ser incluídas na formação da política de bem-estar social.
Durante a conferência, a Cáritas Suíça disse que a prevenção da pobreza vale mais a longo prazo do que o dinheiro gasto para tentar lutar contra ela ou aliviá-la. A entidade instou o governo a dar mais ênfase à educação e à formação, já que a falta de educação é a principal causa da pobreza.
swissinfo.ch com agências