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Policial faz segurança na catedral Notre Dame em Paris 6/6/2017 REUTERS/Philippe Wojazer(reuters_tickers)
PARIS (Reuters) - Um homem armado com um martelo gritou "isso é pela Síria" antes de atacar policiais do lado de fora da catedral de Notre Dame, em Paris, nesta terça-feira, informou o Ministério do Interior da França.
O agressor feriu um policial antes de ser baleado e ferido por outros policiais. A Procuradoria de Paris abriu uma investigação sobre suspeita de terrorismo.
O ministro do Interior, Gerard Collomb, disse que o agressor portava um cartão de identificação de um estudante argelino. Segundo ele, informações preliminares indicam que o agressor agiu sozinho.
Dezenas de policiais armados isolaram a área, e a catedral no centro de Paris, visitada por milhões de turistas todos os anos, foi fechada enquanto as forças de segurança protegiam a área.
O ataque foi o primeiro na França desde que o presidente Emmanuel Macron venceu a eleição no mês passado, e ocorreu dias antes de uma eleição parlamentar que, segundo as pesquisas, será vencida com folga pelo partido de Macron. Adversários do presidente o acusaram de ser fraco em questões de segurança durante a campanha presidencial.
"Situação sob controle, um policial ferido, o agressor foi neutralizado e levado para o hospital", disse a polícia de Paris no Twitter.
A França está em estado de emergência em decorrência de uma série de ataques de militantes iniciada em 2015 que deixou mais de 230 mortos pelo país. Soldados patrulham as ruas ao lado de policiais para proteger pontos turísticos, prédios do governo e eventos.
Cerca de 1.000 turistas estavam no interior da catedral quando o agressor lançou o ataque.
Um visitante publicou a seguinte mensagem no Twitter: "Experiência de folga não desejada. Preso na catedral de Notre Dame depois que a polícia atirou em um homem. Estamos com nossas duas crianças aterrorizadas".
Karine Dalle, porta-voz da diocese de Paris, disse à emissora de TV BMF que 900 pessoas estavam dentro da catedral quando a polícia isolou o local por segurança.
(Reportagem Emmanuel Jarry e Richard Lough)
Reuters