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O líder chavista Diosdado Cabello discursa em Caracas, no dia 4 de agosto de 2017(afp_tickers)
O poderoso líder chavista Diosdado Cabello perdeu uma ação por difamação contra o jornal The Wall Street Journal (WSJ) em um tribunal federal de Nova York.
A juíza Katherine Forrest indicou na sentença de 26 páginas, disponível nos registros desde esta quinta-feira, que Cabello não apresentou "provas suficientes" de que o jornal agiu de forma maliciosa.
Cabello processou o Wall Street Journal, da empresa Dow Jones, por um artigo publicado em 18 de maio de 2015 no qual afirmava que o hoje membro da Assembleia Constituinte era investigado por tráfico de drogas.
O ex-presidente do Parlamento, que até agora não reagiu sobre o assunto, assegurou que a publicação causou um "enorme dano" a sua "reputação e bom nome".
A ação, modificada em duas oportunidades, foi arquivada sem nova possibilidade de apelação, segundo Forrest.
A juíza explicou em sua decisão que o argumento de Cabello de que "fabricaram declarações", atribuídas "falsamente" a funcionários americanos, "não está apoiada por uma alegação fática".
"Há uma diferença entre publicar um artigo baseado completamente em fontes não-verificadas e anônimas, e publicar um artigo baseado em fontes que o autor conhece, mas os leitores não", indicou.
Baseado em fontes do Departamento de Justiça, o artigo do WSJ assegurava que a Procuradoria federal americana investigava diversos funcionários de alto escalão venezuelanos, incluindo Cabello, sobre quem haveria "extensa evidência para justificar que é um dos líderes, senão o líder, do cartel".
Em 2015, Cabello processou na Venezuela três veículos de comunicação do país por fazer eco de uma informação dada pelo jornal ABC da Espanha, que o relacionava a uma suposta rede de tráfico de drogas.
Vários vinculados nessa ação estão fora do país após não comparecer aos tribunais.
AFP