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Há 20 anos a Suíça tem oferecido ajuda aos requerentes de asilo que optam por retornar aos seus países de origem. O governo avalia positivamente a medida que compreende basicamente dar dinheiro e aconselhamento às pessoas para voltar para casa; além disso, ela colabora substancialmente para uma política de asilo credível. (SRF / swissinfo.ch)
Para o governo, o programa de repatriação da Suíça é uma história de sucesso - ajudar as pessoas a voltar para o seu país de origem é parte integrante do sistema de asilo. De acordo com a ministra Simonetta Sommaruga, convencer as pessoas a retornar por vontade própria é o objetivo principal. Ela afirma que esse tipo de auxílio custa à Suíça menos do que manter os requerentes de asilo na Suíça por anos a fio para depois ter de obrigá-los a retornar quando o pedido é rejeitado. Em muitos casos, os requerentes de asilo em retorno a seus países de origem recebem dinheiro em espécie diretamente no portão de embarque do aeroporto. O dinheiro serve tanto para a viagem quanto como ajuda financeira para bancar um novo começo em seu país de origem.
Um elemento-chave do programa é o aconselhamento, que tem por objetivo ajudar as pessoas a encarar as consequências após seu retorno. É nessa etapa do processo que as pessoas com poucas chances de receberem asilo são persuadidas a fazer a viagem de regresso.
Desde 1997, mais de 90 mil requerentes de asilo retornaram voluntariamente aos seus países. O maior grupo, de 40 mil pessoas, retornou ao Kosovo; 10 mil pessoas retornaram à Bósnia e Herzegóvina. De acordo com a Secretaria de Estado para Migração, nos últimos cinco anos uma média de 230 pessoas oriundas de mais de 60 países utilizaram a ajuda de repatriamento.