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Imagem de manifestantes da oposição nos protestos em Caracas, em 20 de maio de 2017(afp_tickers)
Um jovem que foi esfaqueado e queimado por supostos manifestantes opositores em 20 de maio em Caracas morreu na madrugada deste domingo, informou a Procuradoria venezuelana.
Orlando Figuera, de 22 anos, faleceu no hospital onde estava recebendo tratamento para as graves queimaduras que sofreu durante o ataque, indicou a Procuradoria no Twitter, apontando que continua investigando o caso.
Com a morte de Figuera, sobe para 65 o número de pessoas que faleceram durante as manifestações da oposição contra o presidente Nicolás Maduro, que começaram em 1 de abril.
Orlando Figuera foi vítima de um ataque fascista (...) Foi vítima de um crime de ódio, pela cor de sua pele, porque alguém gritou que ele era um ladrão ou que era um infiltrado", disse Maduro neste domingo em seu programa de televisão semanal.
O governante responsabilizou o presidente do Parlamento, Julio Borges, um dos principais dirigentes da oposição que lidera uma ofensiva internacional para denunciar que o governo de Maduro é uma "ditadura".
O chefe de Estado venezuelano apresentou no dia 21 de maio um vídeo no qual se via um jovem seminu e envolto em chamas enquanto corria em busca de ajuda.
O líder opositor Henrique Capriles afirmou neste domingo no Twitter que "a Venezuela clama para que haja justiça (...) para Orlando e para todos os mortos e feridos". Ele afirmou ainda que "o grande responsável" é Nicolás Maduro.
O ministro de Comunicação, Ernesto Villegas, assegurou neste domingo no programa de Maduro que outro jovem, Carlos Eduardo Ramírez, também foi preso foi queimado vivo no dia 18 de maio em um protesto opositor e que se encontra estável em um hospital.
A procuradora-geral, Luisa Ortega, ligada ao chavismo mas que se distanciou do presidente, considerou "dantesco" que manifestantes opositores colocassem fogo em Figuera, mas também qualificou de "vulgares os vídeos (sobre o incidente) manipulados em benefício dos grupos em disputa".
Os protestos da oposição, que exigem a saída de Maduro em eleições gerais, também deixaram quase mil feridos, segundo a Procuradoria, e cerca de 3.000 detidos, de acordo com a ONG Foro Penal.
AFP