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Ashassi Yesayan, diretor do Centro Independente pela Democracia Direta Jerewan e iniciador da visita: "Nossa legislação eleitoral não funciona porque o governo tem poder demais. No relatório que fiz para o governo, sugeri melhorias." Yesayan é atualmente conselheiro do Ministério da Justiça e da Defesa Territorial.
Kristina Aghayan, gerente de projeto na OSCE, apoia o governo e a administração armênia na implementação de programas de melhorias na condução do governo. "Estou mais do que contente que seis altos funcionários da administração armênia tenham podido vir à Suíça e sentir como funciona a democracia suíça. Fiquei muito impressionada de ver como a opinião dos cidadãos vem de baixo e chega até o Executivo do país. A Suíça faz deste sistema um ideal a ser mantido."
Nune Hovhannisyan, membro da Comissão Central de Eleições da Armênia, composta por sete representantes: "A minha atividade é identificar pontos fracos e fazer sugestões de como resolvê-los. Recentemente sugeri mecanismos mais transparentes de financiamento dos partidos."
Liana Ghaltaghchyan, chefe de departamento no Ministério de Justiça: "Quando desenvolvemos projetos de lei, acontece de não sabermos como informar os cidadãos. Eles acabam sabendo apenas quando a lei já está em vigor. Seria bom se eles já fossem informados e consultados durante a fase de desenvolvimento."
Arayyk Aghababyan, representante no parlamento do partido liberal conservador "Armênia floresce": "Eu acho bom que os cantões suíços estejam representados igualitariamente no Conselho Nacional, com dois representantes cada. Mas em relação às eleições para a Assembleia Nacional eu acho errado que uma região eleitoral tenha 10.000 eleitores e outra tenha 100.000 eleitores. Desta forma a chance dos candidatos não é igual. Todas as regiões eleitorais deveriam ter o mesmo número de eleitores. Eu sugiro que a Suíça adote para as regiões eleitorais o mesmo mecanismo que utiliza para equiparar a participação entre os cantões."
Ashot Giloyan, chefe de setor no Ministério de Administração do Território da Armênia: "O meu foco é na implementação da Carta Europeia de Autonomia Local, de 2009, que a Armênia também ratificou. Nós iniciamos seis projetos-piloto em que os cidadãos podiam votar através de mensagem SMS pelo celular. A participação eleitoral ainda foi baixa, pois ainda existe pouca conscientização para requerer mais direitos a autonomia.
Adaptaçãoo: Fabiana Macchi, swissinfo.ch