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O roubo de dados de mais de 500 milhões de usuários do Facebook, parcialmente divulgados em um fórum de hackers, foi uma ação de "agentes maliciosos", denunciou nesta terça-feira a rede social.
Os dados pirateados provêm de um roubo que remonta a 2019 e foi solucionado, afirmou Mike Clark, diretor da rede social, denunciando o método de "scraping", ou roubo de perfis do Facebook por meio de um software que imita a função da plataforma que ajuda seus membros a encontrar rapidamente amigos por meio de listas de contatos.
"É importante entender que os agentes maliciosos não tiveram acesso a esses dados pirateando nossos sistemas, e sim roubando os mesmos da nossa plataforma antes de setembro de 2019", explicou o diretor. Essa prática "se apoia com frequência em um programa automatizado para extrair informações públicas da internet, que podem, em seguida, ser distribuídas em fóruns como esse."
A divulgação de números de telefone, e-mails e datas de nascimento em um fórum de hackers foi reportada no último sábado pelo site "Business Insider". "O vazamento não incluiu informações financeiras, de saúde ou senhas", afirmou o Facebook, assinalando que "o problema específico que permitiu a fuga desses dados em 2019 não existe mais".
Esta não é a primeira vez que são divulgados na internet dados de milhões de membros da maior rede social, que conta com cerca de 2 bilhões de usuários. Revelado em 2018, o escândalo da Cambridge Analytica, empresa britânica que usou sem autorização dados pessoais de dezenas de milhões de usuários do Facebook com fins de propaganda política, manchou a reputação da rede social em matéria de privacidade de dados.