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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que a prisão militar na base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba, será fechada no próximo ano, mas ele admitiu que isso pode não acontecer em janeiro. Ele fez o comentário em Pequim em entrevista ao canal Fox News.
Obama disse não estar desapontado em descumprir o prazo de um ano estipulado ao assumir a Presidência em janeiro deste ano porque "sabia que isso seria difícil".
"Estamos em um caminho no qual posso antecipar que Guantánamo será fechada no próximo ano", disse Obama,recusando-se a estabelecer uma data específica para o fechamento da prisão.
A administração de Obama tem enfrentado dificuldades em fechar o presídio devido à relutância de alguns deputados em aceitar a transferência de presos de Guantánamo para os EUA.
"É difícil não apenas pela política. Eu acho que as pessoas estão, compreensivelmente, temerosas após muitos anos nos quais ouviram que Guantánamo era crucial em manter os terroristas longe", disse.
"Então, entendo que isso deva ser processado, mas também é tecnicamente difícil -- eu apenas acho que, como sempre, as coisas em Washington andam mais devagar do que eu esperava", acrescentou.
Reuters