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O presidente do Egito, Abdel Fatah al Sisi, perdoou milhares de prisioneiros neste sábado no final do Ramadã, incluindo um ex-policial preso pelo assassinato de 2008 da diva pop libanesa Suzanne Tamim, segundo as autoridades.
O policial de Mohsen al Sukari foi condenado em 2010 a 25 anos de prisão por pelo assassinato a faca da famosa cantora e atriz de 30 anos em Dubai.
O julgamento revelou que ele agiu por ordem do amante da vítima, o magnata egípcio Hisham Talaat Mustafa, em troca de dois milhões de dólares.
Mustafa, conhecido de Gamal Mubarak, filho do ex-presidente Hosni Mubarak derrubado em 2011, foi condenado a 15 anos de prisão, mas em 2017 foi perdoado por motivos de saúde.
Durante um julgamento em primeira instância em 2009, os dois homens foram condenados à morte, mas, em apelação, suas sentenças foram reduzidas.
O caso causou grande expectativa no Líbano e no Egito, um país onde homens de negócios poderosos enfrentam justiça em raras ocasiões.
O presidente egípcio perdoou 3.157 prisioneiros no sábado pelo Aid al Fitr, a festa que marca o fim do Ramadã.