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TEGUCIGALPA (Reuters) - O presidente de facto de Honduras afirmou que pretende ausentar-se do cargo por uma semana para não interferir no processo eleitoral do país, mergulhado em uma crise política desde o golpe de Estado contra Manuel Zelaya, em junho.
Em um pronunciamento em cadeia nacional, Micheletti disse que se afastaria entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro, mas que submeteria sua decisão à consulta de "diversos setores". Ele contou, ainda, que pode voltar ao poder a qualquer momento se houver ações que perturbem a ordem.
As eleições nacionais em Honduras acontecem em 29 deste mês e são vistas por Washington como oportunidade para colocar um ponto final à crise.
"Meu propósito com essa medida é de que a atenção de todos os hondurenhos e hondurenhas esteja concentrada no processo eleitoral e não na crise política."
Zelaya, refugiado desde setembro na embaixada brasileira em Tegucigalpa, prometeu não reconhecer as eleições e, ainda, impugná-las.
"Nós lhe pedimos que vá embora para sempre", disse Zelaya, endereçando seu pedido ao adversário após anúncio de que pode licenciar-se por sete dias.
As eleições de novembro haviam sido convocadas antes do golpe, em 28 de junho, quando militares expulsaram Manuel Zelaya do país sob a mira de uma pistola e sob a acusação de tentar violar a constituição hondurenha.
Reuters