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A mais alta instância jurídica da Suíça confirmou uma proibição contra a organização de suicídio assistido, Dignitas, de espalhar as cinzas dos clientes fora dos cemitérios no cantão de Zurique.
A descoberta de 67 urnas funerárias no lago de Zurique fez manchetes internacionais há sete anos. Mergulhadores do serviço de resgate do lago descobriram as urnas em um local perto de uma clínica da Dignitas.
O cantão proibiu a disposição profissional de restos humanos cinco anos após a descoberta. A Dignitas lutou contra a resolução, argumentando que representava uma restrição injusta ao comércio.
Tanto o Tribunal Administrativo quanto o Supremo Tribunal confirmaram a decisão do cantão. O Supremo Tribunal rejeitou a queixa da Dignitas, argumentando que a proibição não viola o direito constitucional e também é justificada por razões policiais e de segurança.
Um ex-funcionário da Dignitas disse à mídia suíça que era comum que a organização despejasse urnas no lago e estimava que até 300 poderiam ter sido depositadas lá. Dignitas negou as acusações, e os promotores de Zurique desistiram de processar a organização, pois não foi possível provar quem havia colocado as urnas no lago.
As autoridades locais tomaram medidas através da proibição da eliminação comercial de cinzas ou urnas em qualquer lugar fora de um cemitério. Continua legal espalhar as cinzas de seus entes queridos no cantão de Zurique, desde que nenhum dinheiro mude de mãos.
A Secretaria Federal de Estatística informou que em 2014 houve 742 casos de suicídio assistido na Suíça, 26% acima do ano anterior e duas vezes e meia a mais do que em 2010. Nas últimas estatísticas, o suicídio assistido representou 1,2% de todas as mortes na Suíça em 2014.
swissinfo.ch/fh