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Por John Revill
ZURIQUE (Reuters) - O procurador-geral suíço Michael Lauber pediu demissão nesta sexta-feira depois que um tribunal concluiu que ele encobriu uma reunião com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e mentiu para os supervisores enquanto seu gabinete investigava corrupção na entidade que controla o futebol mundial.
Lauber, no cargo de principal advogado estatal da Suíça desde 2012, negou ter mentido, mas pediu demissão para proteger a reputação da instituição.
"Se eles (o tribunal) não acreditam em mim como procurador-geral, então o Gabinete do Procurador-Geral será prejudicado", afirmou ele em comunicado.
Lauber, de 54 anos, tinha se mantido no cargo, apesar dos relatos condenatórios de um órgão fiscalizador do governo e dos pedidos de demissão de ativistas devido a um lento progresso em casos de corrupção, que vão da Petrobras ao fundo estatal da Malásia, 1MDB.
Reeleito com margem estreita no ano passado, ele também estava enfrentando um processo parlamentar de impeachment, enquanto um promotor especial está analisando queixas criminais contra ele.
"Durante o tempo prolongado para a saída de Lauber, ele conseguiu enfraquecer sistematicamente a instituição da promotoria", disse Mark Pieth, professor de Direito que é o mais conhecido combatente da corrupção na Suíça.
"Embora a Fifa seja muito interessante, as coisas realmente sérias para a Suíça como centro financeiro são os casos como 1MDB e Petrobras ... É embaraçoso que tenha demorado tanto tempo para ele sair".
A gota d'água para Lauber veio na sexta-feira, quando o Tribunal Administrativo Federal disse que ele cometeu várias violações, mentiu para os investigadores e fez declarações "implausíveis" sobre a reunião com Infantino, que nega qualquer irregularidade.