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Por Will Ziebell
MELBOURNE (Reuters) - A Nova Zelândia é normalmente um país pacífico e calmo - e cheio de armas.
A reputação da Nova Zelândia como um país relaxado e seguro, onde mesmo a polícia geralmente anda desarmada, não condiz com o fácil acesso às armas ou com a taxa de proprietários de armas de fogo, entre as maiores do mundo.
Isso foi colocado sob os holofotes pelo massacre de 49 pessoas por um atirador em duas mesquitas de Chirstchurch com um arsenal de armas poderosas.
Isso levou a uma promessa imediata por leis de armas mais rígidas da primeira-ministra Jacinda Ardern, que disse que o atirador da mesquita tinha licença para carregar armas e que cinco haviam sido usadas durante o massacre, inclusive duas semi-automáticas e duas pistolas.
As armas também teriam sido modificadas, disse Ardern a repórteres em Christchurch, neste sábado.
"É um desafio com o qual vamos tentar lidar mudando nossas leis", disse ela.
As regras na Nova Zelândia exigem que donos de armas sejam licenciados, mas, ao contrário da vizinha Austrália, elas não exigem que todas as armas sejam registradas, dando às autoridades uma fraca supervisão às armas de fogo do país, segundo o site GunPolicy.org.
"A polícia não tem ideia de quantas armas realmente existem na Nova Zelândia", disse Phillip Alpers, especialista em leis de armas com sede na Austrália e diretor do GunPolicy.org.
Ele disse que a Nova Zelândia, com população pouco abaixo das 5 milhões de pessoas, tem estimado 1,5 milhão de armas de fogo.
Rifles semi-automáticos militares, banidos na vizinha Austrália, são permitidos na Nova Zelândia, mas precisam ser registrados.
(Reportagem adicional de Tom Westbrook e Jonathan Barrett, em SYDNEY)