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Um pardal minúsculo, esculpido em osso queimado, com 13.500 anos de antiguidade, foi encontrado na China e passou a ostentar o título da escultura mais antiga da Ásia oriental, segundo um informe publicado nesta quarta-feira (10) na revista científica PLOS One.
"A escultura não é uma representação totalmente realista de um pássaro. O artista superdimensionou a cauda do pássaro pra permitir que a escultura se mantivesse sobre um pedestal", explicou à AFP Francesco D'Errico, cientista do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês.
"O artista era amplamente consciente de que a escultura é a arte do equilíbrio e da harmonia", destacou o especialista, coautor do estudo.
Para produzir a obra, o artista usou quatro técnicas diferentes e trabalhou no mínimo em 68 partes diferentes do osso.
A escultura foi encontrada em Lingjing, no norte da China, em meio a restos de animais carbonizados e fragmentos de cerâmica. A figura mede 19,2 mm de comprimento por 5,1 mm de largura por 12,5 mm de altura. Seu estado de conservação é "excepcional".
Para determinar a idade da escultura - 13.500 anos -, os pesquisadores usaram o método de datação por carbono 14.
"Já sabíamos que nessa época, os caçadores-coletores da China fabricavam utensílios com ossos (pontas de lança, agulhas) e ornamentos com cascas, ovos de avestruz ou dentes de animais", explicou o arqueólogo da Universidade de Bordeaux.
Com a descoberta, as origens da escultura e das representações de animais na Ásia oriental são antecipadas em cerca de 8.500 anos.