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O prolongado asilo diplomático ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na embaixada equatoriana em Londres "afetou" a relação entre os dois governos, disse nesta segunda-feira (9) o chanceler José Valencia.
"Seria pouco real dizer que o tema Assange não afetou a relação com o Reino Unido. Sim, a afetou", disse Valencia a uma rádio local.
Embora haja um distanciamento, "as relações tampouco chegaram ou se mantêm no ponto zero. Há contatos de índole diversa", acrescentou o chanceler.
O asilo que Equador concede a Assange desde 2012 não impediu aproximações nos âmbitos policial, econômico e comercial, indicou o chefe da diplomacia equatoriana.
"Esperamos que quando, no futuro, o tema do senhor Assange possa ser solucionado felizmente para todas as partes, a relação com a Grã Bretanha vai se fortalecer ainda mais", destacou Valencia.
Assange, de 46 anos, pediu asilo em 2012 na missão equatoriana em Londres para evitar ser entregue para a Suécia, que pedia sua extradição para que respondesse por supostos crimes sexuais, que ele nega.
O australiano, que nesse mesmo ano recebeu asilo do Equador, teme deixar a embaixada, ser detido e acabar extraditado para os Estados Unidos por ter divulgado informações oficiais sigilosas desse país.
A Justiça sueca arquivou a acusação de estupro, mas um tribunal de Londres rejeitou em fevereiro a anulação do mandado de prisão contra Assange, considerando que o australiano não respeitou as condições de sua liberdade sob fiança.
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