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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira(25) que, apesar da ausência de relações oficiais, seu país vai estabelecer uma "cooperação" científica com os Emirados Árabes Unidos para combater a pandemia de COVID-19.
"Essa colaboração se dará nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e outros setores para melhorar a segurança sanitária em toda a região", disse Netanyahu em nota.
"É o resultado de contatos prolongados e intensos nos últimos meses", acrescentou o primeiro-ministro israelense, sem especificar se foi a primeira cooperação oficial entre os dois países.
Historicamente, os países árabes, com exceção do Egito e da Jordânia, colocaram como condição para a normalização de suas relações com Israel que seja resolvido o conflito com os palestinos.
Mas nos últimos anos, as autoridades israelenses vêm desenvolvendo relações informais com os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, pouco à vontade com a crescente influência do Irã na região.
"Quanto mais poderosos somos, mais força temos para deter nossos inimigos", disse o primeiro-ministro israelense.
"A anexação certamente acabará com as aspirações israelenses por melhores relações com o mundo árabe", escreveu um diplomata dos Emirados, Youssef al Otaiba, em artigo publicado em hebraico no jornal israelense Yediot Aharonot.
O diplomata, embaixador nos Estados Unidos, se referiu ao controverso plano de anexação de partes do Vale do Jordão pelo governo israelense, que em teste, deveria começar em 1º de julho.