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Por Emily Stephenson
WASHINGTON (Reuters) - Um intruso que carregava uma mochila foi preso após escalar uma cerca e entrar no terreno da Casa Branca, informou neste sábado o Serviço Secreto dos Estados Unidos, na mais recente quebra da segurança na residência oficial presidencial norte-americana.
O presidente Donald Trump estava dentro da Casa Branca quando um suspeito escalou a cerca do complexo às 23h38 de sexta-feira, e oficiais uniformizados o prenderam, informou em comunicado o Serviço Secreto.
Trump não correu qualquer tipo de perigo durante o incidente, relatou a rede CNN, citando uma fonte não identificada.
Uma intrusão em 2014 na Casa Branca gerou a renúncia da diretora do Serviço Secreto Julia Pierson e uma série de recomendações para aumento da segurança. Em 2015, uma série de espinhos afiados foram colocados do topo da cerca preta de ferro ao redor da propriedade.
No mais recente incidente, o suspeito foi apreendido próximo à entrada do pórtico sul, onde o presidente muitas vezes fala ao público, relatou a CNN. A entrada é próxima à parte da Casa Branca onde o presidente mora.
Autoridades não identificaram imediatamente o suspeito, mas Martin Mulholland, um porta-voz do Serviço Secreto, disse que ele não tinha histórico ou registros na agência, que é encarregada de proteger o presidente, sua família e outras autoridades eleitas.
A mochila levada pelo intruso foi examinada por precaução e nenhum material nocivo foi encontrado, de acordo com comunicado. O Serviço Secreto realizou buscas nos lados norte e sul, mas nada preocupante foi encontrado.
O Serviço Secreto e a Casa Branca não responderam imediatamente a pedidos de mais detalhes.
REORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA
O mais sério dos incidentes recentes com a segurança na Casa Branca ocorreu em setembro de 2014, quando um veterano do Exército armado com uma faca escalou a cerca e seguiu até o interior do prédio antes de ser parado.
Outro homem vestindo uma bandeira norte-americana pulou a cerca em novembro de 2015. Em abril de 2016, um intruso jogou uma mochila por cima da cerca e então a escalou antes de ser preso.
O Serviço Secreto e Serviço Nacional de Parques têm trabalhado em um novo design da cerca e outras melhorias.
O diretor do Serviço Secreto, Joseph Clancy, disse em fevereiro que planejava renunciar em março, permitindo que Trump nomeasse seu próprio chefe da segurança.
A credibilidade do serviço também foi prejudicada em 2012, quando foi revelado que membros contrataram prostitutas na Colômbia antes de uma viagem do então presidente Barack Obama.
(Reportagem adicional de Joseph Ax, em Nova York, e Roberta Rampton, em Washington)
Reuters