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Por Nvard Hovhannisyan e Nailia Bagirova e Stephanie Nebehay
YEREVAN/BAKU/GENEBRA (Reuters) - Azeris e armênios étnicos se enfrentaram com artilharia e armas pesadas nesta quinta-feira, enquanto Estados Unidos, Rússia e França intensificaram os esforços para obter um cessar-fogo e evitar uma guerra mais ampla no sul do Cáucaso.
O Azerbaijão disse que a cidade de Ganja, no interior de seu território, foi alvejada. Armênios étnicos que controlam o enclave montanhoso de Nagorno-Karabakh, situado no Azerbaijão, disseram que Stepanakert, sua principal cidade, foi bombardeada por forças azeris.
Como sinal do alarme crescente na região, o chefe de uma aliança militar de seis países que é liderada pela Rússia e inclui a Armênia alertou que o grupo pode intervir se a soberania armênia for ameaçada.
O combate contínuo e a tensão cada vez maior sublinharam as dificuldades enfrentadas por autoridades norte-americanas, russas e francesas reunidas em Genebra para tentar deter os confrontos, nos quais ao menos 400 pessoas já morreram desde que eles começaram no dia 27 de setembro.
O ministro das Relações Exteriores azeri, Jeyhun Bayramov, deveria participar das conversas desta quinta-feira, mas nenhuma reunião direta entre a Armênia e o Azerbaijão foi agendada.
O chanceler armênio, Zohrab Mnatsakanyan, deve conversar separadamente com autoridades norte-americanas, russas e francesas em Moscou na segunda-feira.
Washington, Paris e Moscou dividem a presidência da Organização para a Segurança e a Cooperação do Grupo de Minsk europeu, que media os assuntos relacionados a Nagorno-Karabakh desde 1992.
"A posição dos Estados Unidos é clara e não mudou: os dois lados precisam cessar as hostilidades imediatamente e trabalhar com o Grupo de Minsk para retomar negociações substantivas o mais cedo possível", disse um porta-voz dos EUA.
Não havia nenhuma coletiva de imprensa agendada em Genebra, e as partes não disseram em que local da cidade suíça estão reunidas, na esperança de manter os detalhes em segredo e aumentar as esperanças de um avanço.
O Ministério da Defesa da Nagorno-Karabakh negou que um cessar-fogo foi acertado para entrar em vigor nesta quinta-feira.
Pela lei internacional, Nagorno-Karabakh pertence ao Azerbaijão, mas é povoado e governado por armênios étnicos e se separou em uma guerra transcorrida entre 1991 e 1994 que matou cerca de 30 mil pessoas.
A retomada do conflito aumentou o temor de a Turquia, uma grande aliada do Azerbaijão, e a Rússia, que tem um pacto de defesa com a Armênia, serem arrastadas para o confronto.
(Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu em Ancara e Anton Kolodyazhnyy em Moscou)