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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) informou que mais de 30 presos políticos detidos no âmbito dos protestos iniciados em 2018 foram libertados nesta segunda-feira pelo governo nicaragüense de Daniel Ortega.
"A libertação de presos políticos hoje na Nicarágua é uma boa notícia. Pelo menos 32 pessoas foram libertadas", anunciou o diretor executivo da CIDH, Pablo Abräo, em sua conta no Twitter.
Entre os libertados, 13 foram presos em 14 de novembro por tentarem ajudar dando água a um grupo de mulheres em greve de fome.
Nessa lista está a líder estudantil de origem belga Amaya Coppens, 25 anos, confirmou à AFP o diretor da organização humanitária Defensores do Povo, Julio Montenegro.
Montenegro, que representa Coppens, disse que as autoridades concederam aos oponentes o benefício de prisão domiciliar sob diferentes medidas de precaução.
O governo ainda não informou sobre as libertações.
A oposição está pressionando fortemente uma campanha a favor de um "Natal sem presos políticos".
Até 27 de dezembro, havia 148 opositores detidos nas prisões da Nicarágua, segundo a Aliança Cívica pela Justiça e Democracia (ACJD).
O presidente do sindicato, José Aguerri, disse no Twitter que as libertações foram feitas graças aos esforços do núncio apostólico Stanislaw Waldemar.
Segundo a CIDH, entidade autônoma da OEA, os confrontos entre manifestantes, policiais e grupos pró-governo iniciados em meados de 2018 deixaram pelo menos 328 mortos, centenas de detidos e 88.000 exilados.
A crise também causou uma profunda recessão econômica na Nicarágua, um dos países mais pobres do hemisfério, deixando mais de 150.000 pessoas desempregadas, segundo o governo, e mais de 400.000, segundo o setor privado.
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