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Neste pequeno território de 362 quilômetros quadrados vivem amontoados 1,8 milhão de palestinos, em uma das maiores densidades populacionais do mundo.(afp_tickers)
A Faixa de Gaza, alvo da operação "Barreira Protetora", lançada por Israel com o objetivo de aniquilar as infraestruturas do Hamas, é um enclave palestino pobre e superpopuloso, controlado pelo movimento islamita.
A ofensiva israelense foi iniciada em 8 de julho, com incursões aéreas, antes de um ataque terrestre lançado na noite de quinta-feira, com o objetivo de impedir os disparos de foguetes em direção a Israel.
Até o momento, 292 palestinos morreram e mais de 2.000 ficaram feridos.
Gaza já tinha sido devastada por uma ofensiva israelense aérea e terrestre entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que deixou mais de 1.400 palestinos mortos.
Os ciclos de violência têm continuado desde então, com uma sucessão de ataques aéreos israelenses e de disparos de foguetes palestinos.
Neste pequeno território de 362 quilômetros quadrados - situado às margens do Mediterrâneo, a sudoeste de Israel e na fronteira com o Egito - vivem amontoados 1,8 milhão de palestinos, em uma das maiores densidades populacionais do mundo.
Oitenta por cento da população de Gaza depende da ajuda estrangeira para subsistir.
A Faixa de Gaza é uma região litorânea com 45 km de extensão, entre 6 e 10 km de largura, desprovida de recursos naturais. A região sofre uma escassez crônica de água e quase não tem indústrias.
Israel controla o espaço aéreo, as águas territoriais, a passagem de mercadorias e a circulação de pessoas.
A situação econômica e humanitária agravou-se ainda mais desde junho de 2007, quando o Hamas (acrônimo em árabe de Movimento de Resistência Islâmica) tomou o poder, expulsando do território os partidários do presidente Mahmud Abbas.
O único ponto de acesso a Gaza que escapa ao controle israelense é o terminal de Rafah, na fronteira com o Egito. Mas desde a destituição do presidente egípcio, Mohamed Mursi, em julho de 2013, o Cairo fecha a passagem com frequência e só abre esporadicamente para deixar passar comboios humanitários.
O Exército egípcio destruiu grande parte da rede de túneis que permitiam ao Hamas se reabastecer de armas e dinheiro.
A única via de passagem de mercadorias para Gaza é formada por dezenas de túneis de contrabando escavados debaixo da fronteira com o Egito.
Durante várias décadas, 8.000 colonos israelenses viveram em 21 colônias nessa região, protegidos pelo Exército israelense, antes de uma retirada unilateral em 2005.
Principal base do Hamas, Gaza se tornou, desde março de 2006, a sede de fato do governo palestino, dominado pelo movimento islamita depois de sua vitória nas eleições. A Autoridade Palestina está em Ramallah, na Cisjordânia.
Novecentos mil habitantes são refugiados ou descendentes de refugiados, que foram viver em Gaza depois de terem fugido ou terem sido expulsos de suas casas durante a guerra árabe-israelense de 1948.
Segundo dados oficiais palestinos, mais da metade dos moradores da Faixa de Gaza vivem abaixo da linha de pobreza e pelo menos 40% da população economicamente ativa está sem emprego.
AFP