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Um grupo de ONGs emitiu uma queixa criminal contra o banco suíço UBS por supostamente ajudar o ex-presidente da República Democrática do Congo (RDC) a lavar dinheiro fora do país.
A Plataforma para Proteger os Denunciantes na África e a associação UNIS disseram na sexta-feira que haviam apresentado a queixa junto aos promotores federais suíços.
A queixa alega que o UBS ajudou o ex-presidente da RDC Joseph Kabila a desviar US$ 19 milhões (US$ 18,5 milhões) de seu próprio país em 2012 e 2013.
Os fundos foram alegadamente lavados via contas do UBS em Zurique e Genebra controladas por um confidente de Kabila, o empresário belga Philippe de Moerloose.
A Public Eye está entre as cinco ONGs e vários jornalistas internacionais que dizem ter visto "milhões de documentos bancáriosLink externo" que faziam parte de um grande lote de dados vazados.
O grupo alega "possíveis atos de lavagem de dinheiro e uma possível falha em exercer a devida diligência em relação às transações financeiras dentro do maior banco suíço para impedir a lavagem de dinheiro".
A Procuradoria Geral da Suíça (OAG) confirmou que recebeu a reclamação, que "será agora examinada de acordo com o procedimento usual". A OAG acrescentou que uma investigação só seria aberta se pudesse ser estabelecida suspeita suficiente de um delito criminal.
O UBS se recusou a comentar as alegações.
Os ativistas anticorrupção suspeitam que Kabila desviou ilegalmente cerca de US$ 138 milhões dos fundos estatais da RDC, utilizando diferentes bancos em vários países entre 2013 e 2018.
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