Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02473.jsonl.gz/88

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Forças curdas peshmerga fincam bandeira curda em checkpoint na estrada que leva de Kirkuk a Tikrit, no Iraque, em 30 de junho de 2014(afp_tickers)
O avanço dos jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) no território iraquiano "criou uma situação bastante perigosa e precária para as crianças", alertou a representante especial da ONU para a Infância e os Conflitos armados, Leila Zerrougui, nesta terça-feira.
Leila Zerrougui disse ter recebido "informações preocupantes" sobre o recrutamento de crianças-soldados e lembrou que o EIIL figura desde 2011 em uma lista negra das Nações Unidas, devido a seus ataques a escolas, entre outros pontos.
A especialista conversou com a imprensa depois de apresentar o relatório anual de suas atividades de 2013.
O documento aponta os excessos cometidos contra crianças em 23 situações de conflito no mundo e acusa sete Exércitos nacionais e 50 grupos armados de utilizar crianças-soldados, em especial na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo (RDC), no Sudão do Sul e na Síria.
Entre as evoluções recentes, está a inclusão na lista negra da ONU do grupo islâmico armado Boko Haram, responsável pelo sequestro de centenas de jovens mulheres no norte da Nigéria.
Em contrapartida, o Chade foi eliminado da lista, depois de ter tomado uma série de medidas desde 2011 para evitar o recrutamento de crianças-soldados pelo Exército. Em junho, o governo do Iêmen também se comprometeu a seguir esse caminho.
No Sudão do Sul, lamentou Zerrougui, o conflito deflagrado em 2013 entre os partidários do presidente Salva Kiir e de seu ex-vice-presidente Riek Machar "apagou a maioria dos avanços realizados na proteção das crianças desde a independência do país" há três anos.
Após uma visita ao Sudão DO Sul, em maio, a funcionária da ONU obteve o compromisso dos dois dirigentes rivais de renunciar a recrutar crianças-soldados, mas ambos vão continuar na lista negra até que "concretizem suas promessas".
Na República Centro-Africana, esse recrutamento de crianças-soldados "foi sistemático, e os direitos das crianças foram violados por todas as partes e em total impunidade", em 2013, explica o documento.
O informe destaca ainda um aumento dos ataques contra estabelecimentos escolares e hospitais - em particular na Síria, no Iraque, na Nigéria, no Afeganistão, na República Centro-Africana e na RDC.
AFP