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A Suíça duplicará sua ajuda à Ucrânia para CHF100 milhões (US$104 milhões) até o final de 2023, anunciou o Ministro das Relações Exteriores Ignazio Cassis na Conferência de Recuperação da Ucrânia, na cidade suíça de Lugano.Este conteúdo foi publicado em 05. julho 2022 - 10:39
Ele também liberou CHF15 milhões para apoiar a economia digital do país. "A Ucrânia tem que liderar [sua reconstrução], mas nós temos que apoiá-la", disse Cassis, que também detém a presidência rotativa da Suíça este ano.
Além de sua assistência bilateral, a Suíça continuará a apoiar as iniciativas das organizações internacionais para a Ucrânia. Os esforços multilaterais são "um antídoto contra o uso da força", disse ele na terça-feira, o último dia da conferência.
A Suíça também permanece disponível para fornecer seus bons ofícios, disse ele. A resposta russa à possível representação dos interesses russos na Ucrânia ou dos interesses ucranianos na Rússia ainda está pendente. Cassis disse que a Suíça estava pronta para sediar conversações "para pôr um fim à guerra quando chegar o momento".
Conta para os oligarcas
Por sua vez, o primeiro-ministro ucraniano Denys Shmyhal, em um discurso em Lugano, repetiu que seu país foi vítima de "genocídio". Ele agradeceu novamente à comunidade internacional por seu apoio.
Ele disse que o custo da reconstrução da Ucrânia após a invasão russa poderia chegar a US$ 750 bilhões (CHF720 bilhões) e que os russos ricos deveriam ajudar a pagar a conta.
"Acreditamos que a principal fonte de recuperação deveria ser os bens confiscados da Rússia e dos oligarcas russos", disse ele, citando estimativas de que os bens russos congelados valiam de 300 a 500 bilhões de dólares.
"As autoridades russas desencadearam esta guerra sangrenta. Elas causaram esta destruição maciça e deveriam ser responsabilizadas por ela".
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