Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02514.jsonl.gz/68

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, expressou neste sábado que está impressionado com os testemunhos que recebeu de migrantes venezuelanos em viagem por Colômbia, Peru, Argentina e Equador para verificar a situação nesses locais.
"Escutamos testemunhos muito fortes que me impactaram muitíssimo, histórias de violência, de perseguição e de ameaças", disse Grandi em coletiva de imprensa oferecida em Quito ao fim de seu périplo pela região.
Cerca de 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões) vive no exterior, dos quais cerca de de 1,6 milhão emigrou desde 2015, com o recrudescimento da crise em seu país, segundo uma agência da ONU.
Aproximadamente 90% dos migrantes se dirigiram para países da América Latina. Segundo o chefe do ACNUR, em sua viagem muitos venezolanos que "falaram de situações muito graves, de fome, de falta de acesso a medicamentos, a tratamentos para doenças crônicas, de insegurança".
"Todas essas pessoas foram obrigadas a abandonar seu país, transitaram, viajaram em condições de extrema vulnerabilidade", acrescentou.
Grandi afirmou que a "crise humanitária" que atinge os venezuelanos "não pode ser abordada de maneira isolada por um país ou outro país, é uma situação regional", motivo pelo qual "é fundamental promover uma resposta regional" a desafios como a falta de documentos dos migrantes.
O alto comissário da ONU disse que é fundamental promover na região alternativas para legalizar a estadia de venezuelanos a fim de "reduzir os riscos muito grandes de exploração trabalhista ou sexual e o tráfico de pessoas".