Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02579.jsonl.gz/3

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Crianças sírias pegam água em uma área controlada pelos rebeldes no norte da cidade de Aleppo, em 5 de julho de 2014.(afp_tickers)
Grupos armados sírios mantêm como reféns 54 mulheres e crianças, denunciou nesta quarta-feira em Beirute a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
Reter civis como reféns é um crime de guerra, recordou a HRW, que pediu a libertação imediata das pessoas.
Os 54 reféns, incluindo 34 crianças, estão em cativeiro há um ano, desde que foram capturas na cidade costeira síria de Lataquia durante uma ofensiva rebelde, informou a organização com sede em Nova York.
No mês de maio, um grupo de 40 reféns foi libertado graças a um acordo inédito entre as partes que permitiu a saída de rebeldes sírios da cidade antiga de Homs, sitiada há dois anos pelas tropas do regime.
Mas um grupo de 54 mulheres e crianças permaneceu retido, aparentemente com "o objetivo de de uma troca com pessoas detidas em prisões do regime", segundo a HRW.
"Várias famílias esperam um reencontro há um anos, enquanto o governo e os grupos rebeldes negociam seu destino", afirmou Sarah Leah Whitson, diretora da HRW para o Oriente Médio e o Norte da África.
"A vida dos civis não deve ser objeto de troca entre as partes beligerantes", afirmou a HRW, que pediu a "libertação imediata" dos reféns, sem identificar o grupo que sequestrou as 54 pessoas.
Desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, em março de 2011, que virou um complexo e devastador conflito, a violência deixou mais de 170.000 mortos e obrigou metade dos habitantes da Síria a fugir de suas casas.
AFP