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A empresa de helicópteros suíça Rega, suspeita de roubar o registro médico de Michael Schumacher, negou nesta terça-feira envolvimento no crime, e anunciou que havia entrado na justiça de Zurique em busca de "transparência absoluta".
"A Rega não possui prova alguma de que um de seus colaboradores tenha errado neste caso. Nesta etapa, nós assumimos que o direito de sigilo médico do paciente foi preservado", afirmou em um comunicado a empresa, uma das principais do ramo de resgate aéreo, com sede em Zurique.
"A Rega não tem conhecimento das investigações em andamento ou de procedimentos iniciados pelas autoridades", garante a companhia.
"Para garantir a absoluta transparência com relação a este caso, a Rega registrou uma ação, contra pessoas desconhecidas, com promotores em Zurique", acrescenta o texto.
De acordo com a justiça francesa, "o endereço IP foi identificado em uma empresa de helicópteros do cantão de Zurique", como parte da investigação da Polícia de Grenoble, na França, em colaboração com as de Alemanha e Suíça.
A Rega teria sido contratada para transferir em 16 de junho o heptacampeão mundial de Fórmula 1 de Grenoble para Lausanne (Suíça) e, portanto, teria recebido uma cópia do relatório médico preparado para a ocasião.
A empresa apenas confirmou ter "dado seu parecer médico e organizado o transporte de ambulância" entre Grenoble e Lausanne. Por isso, teria recebido um "relatório médico" para dar o parecer, mas explicou que "havia sido informada pela imprensa de que esses dados tinham sido colocados à venda".
O arquivo roubado foi oferecido por e-mail para vários veículos da imprensa francesa, alemã e suíça, em troca de 60.000 francos suíços (49.300 €).
Michael Schumacher ficou internado em Grenoble por seis meses, depois de um grave acidente de esqui, em dezembro de 2013, em Méribel, nos Alpes Franceses.
O ex-piloto, de 45 anos, foi levado para Lausanne de forma discreta. Sua porta-voz garantiu que ele não está mais em coma. A família do heptacampeão de Fórmula 1 mora em Gland, perto de Lausanne.