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O ministro da Economia, Pascal Couchepin, se opõe à idéia de que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial tenham como prioridade a luta contra a lavagem de dinheiro. Por outro lado, o ministro das Finanças, Kaspar Villiger defendeu a independência do Banco Central Europeu.Este conteúdo foi publicado em 01. maio 2001 - 12:11
O dois ministros suíços, Economia e Finanças, participam da reunião anual do FMI e e Banco Mundial, em Washington. Sábado, os ministros do G-7, grupo dos 7 países mais industrializados, incentivaram as duas instituições a reforçar o combate contra as "violações do sistema financeiro mundial". Em linguagem não diplomática, isso quer dizer lavagem de dinheiro.
O ministro suíço da Economia, Pascal Couchepin, é contra. Em discurso diante do Comitê de Desenvolvimento do FMI e do BM, ele lamentou as pressões sobre as duas instituições para que elas adotem como uma das prioridades a luta contra a reciclagem de dinheiro.
Couchepin disse que "o combate ao crime organizado merece apôio internacional" teme que FMI e BM passem a encabeçar um "combate planetário" que "não faz parte de sua missão fundamental".
O ministro das Finanças, Kaspar Villiger, também falou do assunto. Lembrou que Suíça tomou medidas contra a lavagem de dinheiro desde 1991 e que sugeriu que cada governo tome decisões nesse sentido.
Em conversa com a imprensa, Villiger também reagiu às pressões exercidas contra o Banco Central Europeu. No final de semana, o Secretário americano do Tesouro se disse "perplexo" referindo-se à política do BCE de prioridade na luta contra a inflação.
Diretores do FMI e do BM também acuasaram O BCE de frear o crescimento devido os juros altos. Até a França pronunciou-se no mesmo sentido afirmando que o risco de recessão mundial é maior da inflação na Europa.
Villiger afirmou que "que é preciso preservar a independência dos bancos centrais da pressões políticas" e que o trabalho no BCE é feito "por gente competente".
Marie-Christine Bonzom, Washington
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