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Rumores em um setor importante da economia: os dois gigantes suíços da eletricidade - Axpo e Alpiq - estão em dificuldades financeiras. Para recuperar suas contas, a Alpiq quer transferir 49% das suas participações em hidrelétricas. Especula-se até um programa de salvamento pelo Estado.
Com a eletricidade cara gerada pelas usinas nucleares e hidrelétricas, as grandes geradoras suíças não conseguem competir com a energia barata produzida no mercado europeu através de usinas eólicas e à carvão. As barragens, representantes orgulhosos de uma Suíça considerada doravante como "castelo de água da Europa", começa a ter fissuras.
Os políticos dos partidos de direito pedem a intervenção do governo, sugerindo, dentre outros, a criação de fundo de infraestrutura estatal ou a criação de uma empresa de salvamento.
Mas o que acontecerá se os investidores chineses colocarem as mãos nas barragens suíças? Stefan Müller-Altermatt, presidente da Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia do Conselho Nacional (Câmara dos Deputados), não tem medo dos chineses. Razão: elas não podem ser facilmente desmontadas para instalação posterior na China.
(Foto: Keystone)