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O casamento ou a união estável são de longe os modos de vida mais populares para os suíços. Ter filhos é menos simples, com as mulheres particularmente receosas das consequências negativas para a carreira profissional.Este conteúdo foi publicado em 05. novembro 2019 - 08:45
Cerca de 30% das mulheres com formação universitária em todas as faixas etárias não têm filhos, enquanto 70% delas dizem que temem os efeitos que uma criança teria na sua carreira, relata o "Estudo das Famílias e Gerações 2018Link externo", publicado pelo Departamento Federal de Estatística na segunda-feira (4).
O medo de sofrer alguma perda na carreira profissional é menos pronunciado em outras categorias: para as mulheres que não frequentaram a universidade é de 62%, para os homens com formação universitária 37% e para os homens com formação técnica 30%.
As atitudes em relação às mulheres com crianças em idade pré-escolar mudaram ao longo do tempo. Em 1994-1995, pouco menos de metade das mulheres concordavam com a ideia de que era prejudicial para a criança a mãe sair para trabalhar. Em 2018, esta opinião era defendida por 27% das mulheres.
Entre os homens, enquanto 60% consideravam que era prejudicial para a criança a mãe sair para trabalhar em 1994-1995, em 2018 o número caiu para 36%.
Sonhos e realidade
Tudo isto não significa que as pessoas não queiram ter filhos: na verdade, mais de 60% das mulheres e dos homens entre os 20 e os 29 anos dizem que gostariam de ter pelo menos duas crianças. Mas a realidade é diferente, e entre as pessoas de 50 a 59 anos, apenas 40% delas realizaram este desejo. Cerca de um quarto das pessoas desta faixa etária não têm filhos.
Isso também não impede as pessoas de se unirem. Na Suíça, três quartos das pessoas entre 18 e 80 anos de idade formam um casal e a grande maioria delas vive fisicamente juntas. Dos casais que têm filhos, 90% são casados.
A maneira como os casais se formam não mudou muito ao longo dos anos. Os caminhos mais comuns para encontrar um namorado ou namorada ainda são através de amigos, na escola, no trabalho ou durante uma noitada. O namoro pela internet, embora tenha crescido consideravelmente, foi responsável por 20% dos casais formados nos últimos cinco anos.
O estudo do departamento de estatísticas é realizado a cada cinco anos, e também abrange questões relacionadas à família, como cuidados infantis e tarefas domésticas. A versão de 2018 pesquisou 16.518 pessoas entre 15 e 79 anos de idade.
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