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O governo americano minimizou nesta quarta-feira as declarações do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, de descartar a formação de um governo de unidade nacional de emergência, apesar das pressões de seus aliados ocidentais, especialmente dos Estados Unidos.
Funcionários do governo garantiram que o premiê iraquiano continua disposto a levar adiante e implantar essa gestão de união nacional, em 1º de julho. O próprio Maliki teria confirmado sua decisão, em conversa com o secretário de Estado americano, John Kerry, de visita em Bagdá na última segunda-feira, 23 de junho.
A porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, alegou que as palavras do primeiro-ministro iraquiano foram "mal interpretadas". Segundo ela, o que Maliki quis dizer é que "rejeita a ideia de um governo de emergência, uma espécie de governo provisório imposto fora do marco constitucional".
"Está claramente comprometido na conclusão de um processo eleitoral, em reunir o novo Parlamento e em avançar no processo constitucional para a formação de um governo", frisou Harf.
Depois de se afastar de Maliki, um governante xiita, Washington pede há duas semanas a formação de um governo de unidade em Bagdá que inclua xiitas, curdos e sunitas.
Nesta quarta, o chefe de governo iraquiano advertiu as forças políticas rivais para qualquer tentativa de aproveitarem a ofensiva dos insurgentes sunitas para marginalizá-los. Ele defendeu ainda que o novo governo deve ser resultado das eleições legislativas de abril passado.
Maliki está no poder desde 2006.