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Quando pensamos nessa relação entre o urbanismo e a ecologia, na Suíça, precisamos lembrar que os primeiros passos para a formação de país, que na verdade é uma confederação de cantões independentes, começou em 1291. Então, praticamente, 500 anos antes da revolução francesa e 300 anos antes do descobrimento da América.
Os primeiros assentamentos celtas remontam à 1000 AC, os primeiros tijolos Romanos são dos idos de 10 anos AC ao sul dos alpes e, ao norte dos alpes 50 DC. Ou seja, é uma terra cultivada, arada, construída, pisada com um volume proporcional ao das civilizações que aqui se instalaram ao longo desses 3000 anos.
Não é fácil manter o equilíbrio entre as construções contemporânea, arquitetura histórica, arqueologia e preservação e do espaço natural. Mas, aqui, com mais facilidade do que em outros lugares, esse respeito é mantido. Existe, no espaço sócio cultural do suíço, uma educação para o respeito com o antigo e com a preservação. Igrejas do século VI, bibliotecas do século VII, castelos do século V se encontram preservados e, ao longo de seu tempo de existência, sofreram, é claro, diversas reformas.
Um exemplo belíssimo disso, é a cidade de Bellinzona.
Localizada ao sul da Suíça, no lado Italiano do país, ela é a representação maior de quanto foi preciso batalhar por estas terras. O nome deriva da mesma raiz latina da palavra bélico. Ou seja, é um local de guerras e batalhas.
A muralha, que atravessa de uma colina a outra da cidade, começou a ser construída pelos celtas em cima da colina oeste. Foi complementada pelos romanos em forma de uma uma fortificação. Ao longos dos mil e duzentos anos seguintes, foi estendida de uma lado ao outro da cidade, fechando o vale que era caminho para tropas e para comerciantes.
No fim da idade média já era uma das fortalezas mais complexas da Europa, sendo composta por uma muralha e três castelos.
As últimas batalhas travadas aqui, foram no fim do Séc. XIX quando o sul da Suíça saiu definitivamente das mão do Duque me Milão, fazendo parte da confederação até os dias de hoje.
Pela foto é possível perceber como a cidade se integrou ao patrimônio histórico, apesar de seus casarões e igrejas fazerem parte do mesmo patrimonio. E, também, é possível ver como a cidade ser permitiu fundir, gradativamente, com as áreas verdes que voltaram a crescer após quase dois mil anos de batalhas.