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As Forças Armadas venezuelanas denunciaram nesta quarta-feira como "chantagem" e "intimidação" a convocação de um chefe militar americano para que os militares definam se estão ao lado do povo ou de um "tirano", em referência ao presidente Nicolás Maduro.
O estamento militar reafirmou sua "posição firme e inquebrantável para preservar a liberdade, a paz, a soberania e independência da nação, diante das malévolas ambições do império norte-americano", informou um comunicado do ministério da Defesa.
Os militares, sustentáculos de Maduro, pediram ao chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, almirante Craig Faller, que não subestime "a honra militar das soldadas e dos soldados venezuelanos", um dia depois de o oficial americano ter pedido às Forças Armadas que "decidam quem representam: seu povo ou um tirano".
De Tegucigalpa, onde participava de uma conferência de segurança regional, Faller disse: "Somos todos testemunhas da luta venezuelana, da luta entre um líder legítimo e um criminoso e ilegítimo", referindo-se à disputa pelo poder entre a oposição Juan Guaidó e Maduro, respectivamente.
"Os porta-vozes militares dos EUA ignoram, como seus políticos, a realidade nacional e caem em arrogância, cinismo e moralismo", disse o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, no Twitter.
O exército venezuelano "não aceita chantagem, manipulação, intimidação ou ofertas enganosas de agentes imperialistas e seus fantoches", continuou o ministério, acusando Washington de "apologia por um ato de terrorismo" por ter apoiado a rebelião militar fracassada contra Maduro em 30 de junho.
Naquele dia, Guaidó, o líder parlamentar reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cerca cinquenta países, liderou uma insurreição de cerca de trinta soldados que tentaram romper o apoio militar a Maduro para expulsá-lo do poder.
Principal defensor de Guaidó, o governo dos EUA anunciou nesta terça-feira que está suspendendo as sanções contra um ex-chefe da inteligência como recompensa por seu apoio à rebelião.
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse esperar que isso inspire outras autoridades de alto escalão em Caracas a darem as costas a Maduro e reiterou que Washington não descarta a ação armada.
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