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Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM (Reuters) - Israel vai impor uma quarentena nacional parcial na próxima semana para combater uma alta nos casos de coronavírus, disse o chefe da força-tarefa israelense para combater a pandemia nesta quinta-feira, manifestando sua preocupação em um pronunciamento emotivo transmitido pela televisão.
Ronni Gamzu disse que Israel está enfrentando um "momento crucial" na tentativa de conter a disseminação da Covid-19, uma vez que cerca de 3 mil casos novos estão sendo relatados diariamente em uma população de 9 milhões de habitantes.
Ele atribuiu grande parte da culpa ao que classificou como apatia da minoria árabe diante das regras de distanciamento social e às taxas altas de infecção em comunidades judias ultraortodoxas muito fechadas.
Outros especialistas de saúde disseram que as lutas políticas internas entre membros da coalizão de governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu provocaram uma reação lenta a uma segunda onda de casos, depois que uma quarentena nacional inicial achatou a curva de infecções em maio.
"Por favor, nada de casamentos agora, nada de aglomerações... em lugar nenhum", implorou Gamzu, que aumentou o tom de voz. "Há cidades de Israel que serão submetidas a toques de recolher e interdições na semana que vem e enfrentarão adversidades econômicas, sociais e pessoais".
Ele falou depois de o "gabinete do coronavírus" de Netanyahu aprovar uma quarentena nas chamadas "cidades vermelhas", com taxas altas de infecção, nesta quinta-feira. Cerca de 30 comunidades, a maioria com populações árabes e ultraortodoxas, já foram incluídas nesta categoria.
Até agora, Israel teve 122.799 casos confirmados de coronavírus e 976 mortes.
(Reportagem adicional de Rami Ayyub)