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Cerca de mil mulheres e homens foram às ruas da capital guatemalteca neste domingo (7) para pedir justiça e o fim da violência de gênero na véspera do Dia Internacional da Mulher, mas o ato terminou em vandalismo, observou a AFP.
A manifestação foi convocada por organizações humanitárias e de mulheres diante de um aumento dos feminicídios no país.
A marcha foi realizada no centro histórico da Cidade da Guatemala e terminou com a queima de imagens de papel do presidente Alejandro Giammattei em frente ao antigo palácio de governo, pichações em edifícios e casas.
Também foi registrada a quebra de vidros em uma estação do transporte público do município.
Os manifestantes levavam cartazes e repetiam palavras de ordem pedindo justiça pela onda de desaparecimentos e assassinados de mulheres e meninas.
No local fica a chamada "Praça das Meninas", onde foi instalado um altar em memória de 41 meninas e adolescentes mortas em 2017 em um abrigo público para menores.
A tragédia chocou o país e coincidiu com o Dia Internacional da Mulher.
O Ministério do Governo (Casa Civil) repudiou "as atitudes provocativas de violência, dano ao patrimônio e à propriedade privada, realizadas por um grupo de mulheres que vandalizou uma marcha".
Só este ano, mais de cem meninas, adolescentes e mulheres foram assassinadas no país centro-americano, segundo dados do estatal Instituto de Ciências Forenses.
Diariamente são ativados quatro alertas pelo desaparecimento de mulheres, de acordo com o Observatório das Mulheres do Ministério Público.
Segundo a ONU Mulheres, a Guatemala é um dos países com a maior taxa de mortes violentas de mulheres (9,7 por 100.000).