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O governo brasileiro expressou nesta terça-feira preocupação com a prisão da ex-presidente interina boliviana Jeanine Áñez, acusada de executar "um suposto golpe de Estado" contra o ex-presidente de esquerda Evo Morales em 2019.
"O governo brasileiro acompanha com preocupação os acontecimentos em curso na Bolívia, onde a ex-presidente Jeanine Áñez e várias autoridades de seu governo foram presas ou tiveram mandados de prisão decretados pelo Ministério Público boliviano", manifestou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
O governo do presidente Jair Bolsonaro, que apoiou e reconheceu o governo transitório de Jeanine (2019-2020), declarou esperar "que o Estado de Direito seja plenamente respeitado na Bolívia no processo movido contra a ex-presidente e outras autoridades". "A posse da presidente Jeanine Áñez se deu de maneira constitucional, reconhecida pelas instituições bolivianas", assinala o comunicado do Palácio do Itamaraty.
Uma juíza boliviana impôs no último domingo a Jeanine, 53, quatro meses de prisão preventiva, enquanto ela aguarda julgamento. A ex-presidente foi presa ontem em La Paz, sob acusações de rebelião, terrorismo e conspiração. Ela deixou o poder em novembro, após a vitória eleitoral de Luis Arce, apoiado por Morales.