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O líder opositor Juan Guaidó garantiu nesta sexta-feira que no momento não há previsão de uma nova reunião com representantes do governo venezuelano na Noruega, e que qualquer tentativa de diálogo deve considerar a saída da presidência de Nicolás Maduro.
O autoproclamado presidente interino, reconhecido no cargo por mais de 50 países, entre eles os Estados Unidos, disse à imprensa que informará "oportunamente" sobre eventuais conversas em Oslo, com o Grupo de Contato de países europeus e latino-americanos ou com o Grupo de Lima.
"Se for esse o caso (uma nova reunião na Noruega), o que vamos querer? O fim da usurpação e eleições livres (...), mas hoje não há nada em vista porque se não analisarem isso, não serve", destacou.
Delegados de Maduro e de Guaidó fizeram duas reuniões mediadas pelo governo norueguês em maio.
Guaidó voltou a dizer que seus representantes foram a Oslo sabendo que Maduro não age de "boa fé".
Sua decisão de aceitar a mediação norueguesa é criticada por um setor da oposição, após várias negociações fracassadas nos últimos anos.
Durante o ato político que participou nesta sexta-feira em Valencia (norte da Venezuela), abordou as diferenças das correntes que formam a oposição a Maduro, que segundo o jornal The Washington Post foram criticadas pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, na semana passada numa reunião privada.
"Em referência ao que disse o secretário de Estado Pompeo (...), sim, aqui tem havido diferenças, sim, claro que temos. Mas estamos todos unidos por uma só causa", disse.
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