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XANGAI (Reuters) - Há quatro anos, um surto de gripe aviária na China matou ao menos 35 pessoas, desencadeou abate em massa de aves, forçou milhões de chineses a usarem máscaras e derrubou as ações de companhias de fast food e viagens.
Neste inverno, mais de 100 pessoas morreram, mas poucas aves foram abatidas, há poucas pessoas usando máscaras nas ruas e há poucos sinais de reação do mercado, muito menos do pânico visto em 2013.
O número de posts que mencionam "gripe aviária" ou "H7N9" no Sina Weibo, um serviço de microblogs popular na China, ferramenta útil para medir o interesse ou a preocupação de consumidores, alcançou seu maior nível, de pouco mais de 40 mil, na quarta-feira após o Ministério da Saúde ter dito que 79 pessoas haviam morrido em decorrência da gripe aviária H7N9 só em janeiro. Durante o auge do surto de 2013, os posts diários ultrapassavam 850 mil.
"Todo mundo está acostumado a isso agora", disse Yuan Haojie, um corretor imobiliário de Xangai. "Todo ano parecemos ter algum tipo de surto de gripe aviária, mas nunca parece atingir ninguém que eu conheço. Gradualmente, você para de se preocupar com isso."
O surto de gripe aviária de 2013 foi o primeiro do tipo H7N9 na China. O vírus deste ano parece ser menos patogênico entre aves, que mostram menos sintomas, mas mais fatal entre humanos que entram em contato direto com aves infectadas em mercados vivos ou granjas.
Há quatro anos, o surto custou à economia estimados 6,5 bilhões de dólares, tirou frango dos cardápios de escolas e companhias aéreas e provocou o abate de milhões de aves. O maior impacto neste ano é que os preços do frango na China caíram para seus menores níveis em mais de uma década.
(Por Adam Jourdan, Sue-Lin Wong e Redação Xangai)
Reuters