Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02427.jsonl.gz/34

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
ROMA (Reuters) - Cartazes acusando o papa Francisco de atacar católicos conservadores foram espalhados por Roma neste fim de semana, e logo encobertos pelas autoridades da cidade.
Os cartazes, colocados durante a noite entre sexta-feira e sábado por ativistas misteriosos, mostram o papa com a expressão fechada e a frase: "Onde está sua misericórdia?".
O texto acusa Francisco de diversas intervenções contra os conservadores, incluindo o que o cartaz chamou de "a decapitação dos Cavaleiros de Malta".
A frase faz referência a uma antiga ordem católica de cavaleiros que é agora uma organização de caridade mundial e cujo antigo grão-mestre entregou sua renúncia ao papa na semana passada, após uma disputa pública de dois meses.
Os cartazes apareceram horas antes de o Vaticano anunciar o nome do delegado pessoal do papa à ordem, uma medida que deixou
de lado o cardeal conservador Raymond Leo Burke, que tinha sido seu capelão desde 2014 e que é um crítico frequente do pontífice.
Em uma carta divulgada pelo Vaticano no sábado, Francisco disse ao arcebispo Angelo Becciu que ele seria o "porta-voz exclusivo" do papa na ordem até as eleições para um novo grão-mestre, dentro de meses.
Os cartazes são ainda mais misteriosos porque partes do texto foram escritas no dialeto Romanesco, da classe trabalhadora, falado apenas em Roma.
Autoridades da cidade colaram papel branco sobre os cartazes com a mensagem "propaganda ilegal", uma vez que haviam sido colocados sem autorização ou pagamento de taxas.
O Vaticano não comentou.
O padre Antonio Spadaro, no entanto, um jesuíta próximo ao papa, disse em tuíte que os cartazes eram um sinal de que Francisco estava fazendo um bom trabalho e, portanto, irritando muita gente.
(Reportagem de Philip Pullella)
Reuters