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Centenas de pessoas realizaram ato contra o racismo e o extremismo de direita no ultimo sábado (13). Garrafas e pedras voaram por todos os lados.
Após o surgimento de um grupo fantasiado de integrantes da Ku-Klux-Klan no carnaval deste ano, centenas de pessoas participaram de uma manifestação contra o racismo e a intolerância no sábado, em Schwyz. A polícia prendeu cerca de uma dúzia de membros desse grupo de ódio que defende a crença da supremacia branca sobre o resto das raças.
Confessaram participação
Na terça-feira de carnaval, dia cinco de Março, um grupo em túnicas brancas símbolo do movimento norte-americano racista, andou pelas ruas da cidade. A polícia identificou imediatamente todas as pessoas envolvidas. Todos os doze suíços tem idade entre 18 a 30 anos e residem no cantão de Schwyz.
Cerca de 400 pessoas participaram do evento, que tinha permissão do governo para acontecer no sábado à tarde, disse Deborah Schweizer a pedido da agência de notícias Keystone-SDA. Deborah é responsável pelo conteúdo de mídia da aliança Buntes Schwyz, que organizou a demo.
A preocupação era mostrar o cantão não apenas como um reduto de cidadãos de extrema direita na Suíça. Schwyz também é um distrito com pessoas tolerantes, com diferentes etnias, escrevem os organizadores em um comunicado.
Slogans “Nazis Fora”
A polícia comunicou que a manifestação foi em grande parte silenciosa. Paralelamente, ocorreu “uma pequena disputa entre extremistas de esquerda e de direita”, que pode ser contida rapidamente. Cerca de uma dúzia extremistas de direita foram expulsos da passeata. A polícia estimou cerca de 400 participantes.
Cerca de 40 nazistas teriam se reunido ao longo do trajeto ao redor dos manifestantes. Entre os participantes da direita-extremista estava Tobias Steiger, presidente do grupo PNOS (Partido Nacionalista suíço), classificado pela policia helvética como extremista desde 2001.
O grupo racista Ku-Klux-Klan foi fundado em 1865 no estado norte-americano do Tennessee. Com assassinatos de afro-americanos e de políticos a favor da igualdade das raças, a sociedade secreta lutou contra a abolição da escravidão. Durante os ataques noturnos, os membros usavam túnicas brancas com capuzes e espalhavam medo e terror com cruzes em chamas. Desde a década de 1990, o clã racista, preconceituoso e irracional, tem como alvo as paróquias e igrejas negras.