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A defesa do presidente peruano, Pedro Pablo Kucyznski, recorreu nesta quinta-feira (11) de sua prisão, ordenada por um tribunal no dia anterior por lavagem de dinheiro, em um caso ligado à construtora Odebrecht.
"Eu argumento que (detenção) é ilegal e é uma das razões do meu recurso", disse o advogado de defesa César Nakazaki à rádio RPP sobre a situação de Kuczynski, de 80 anos, que passou sua primeira noite na prisão na sede policial de Lima por um mandado de prisão "preliminar" de 10 dias.
A audiência da apelação pode ser realizada no fim de semana ou na próxima semana, segundo fontes judiciais, mas a procuradoria poderia contra-atacar e pedir sua detenção "preventiva" por até 36 meses.
A saúde de Kuczynski forçou o procurador especial do caso Odebrecht a suspender o interrogatório marcado para esta quinta-feira, devido ao esgotamento e arritmia cardíaca do ex-presidente, segundo fontes do Ministério Público.
"É uma detenção absolutamente arbitrária, mostrarei isso no tribunal de apelações", insistiu Nakazaki a jornalistas. Ele afirmou que seu cliente, que estava colaborando com os tribunais, está proibido de deixar o país e teve suas contas bancárias e imóveis congelados pela justiça.
O ex-presidente foi preso pela polícia na quarta-feira, depois que um tribunal especializado em crime organizado e corrupção aceitou um pedido do procurador José Domingo Pérez, por risco de fuga e obstrução da justiça.
O presidente peruano, Martín Vizcarra, disse que espera que as investigações da Justiça sigam seu curso sob o princípio da imparcialidade, garantindo ao ex-presidente o direito ao devido processo judicial.
"Quero deixar claro que o Poder Judiciário e o Poder Executivo são independentes. Quero expressar o respeito irrestrito às investigações que a promotoria vem fazendo", declarou Vizcarra em mensagem à nação pela TV na noite de quinta-feira.
A procuradoria solicitou a prisão de Kuczynski e de dois ex-funcionários seus porque teve acesso a novos documentos que provariam que ele teria favorecido a Odebrecht com obras públicas durante seu mandato como ministro da Economia no governo do presidente Alejandro Toledo (2001-2006).
As autoridades também detiveram sua ex-secretária, Gloria Kisic, e seu ex-motorista José Luis Bernaola. A acusação suspeita que ambos realizaram transações secretas em seu nome.
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