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Os preços dos aluguéis nas cidades suíças se tornaram marcadamente mais caros no ano passado, embora as taxas de imóveis vagos estejam aumentando na Suíça. O último estudo do portal imobiliário Homegate.ch revela a disparidade entre as áreas urbanas e rurais.
Zurique viu o maior salto nos preços de aluguel em 2019, subindo 3,3% no ano. Isto se compara a um aumento médio de 0,6% nos preços de aluguel em todo o país. As cidades de Basileia e Berna viram um aumento de 1,8%, enquanto as pessoas que procuravam alojamento em Genebra tiveram de pagar 1,5% a mais.
Isto acontece em um momento em que o banco central suíço mantém taxas de juro muito baixas (-0,75%), uma posição de política monetária que favorece mais os compradores do que as pessoas que alugam um imóvel. A Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos (SECO) e uma série de outras previsões preveem uma inflação muito baixa este ano.
Mas, como já foi relatado anteriormente por este portal, a situação varia significativamente entre as cidades e o campo. A última pesquisa HomegateLink externo, divulgada na segunda-feira (27), mostra que a tendência deve ser ainda mais contrastada.
O cantão dos Grisões, no sudeste da Suíça, que é pouco povoado, mas é uma região popular para turistas e pessoas que compram segundas casas, viu os preços dos aluguéis aumentar em 1,2%. O cantão do Ticino, na fronteira com a Itália, testemunhou uma queda de -0,6%.
Os preços dos aluguéis também caíram no noroeste do cantão do Jura e no centro do cantão de Lucerna (ambos -0,3%).
A Homegate prevê que os preços dos aluguéis continuem a aumentar este ano, alimentados pela imigração para os centros urbanos. "A recuperação dos aluguéis urbanos deve continuar a cobrir o problema das vagas nas áreas rurais", afirmou.
swissinfo.ch/fh