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O novo Parlamento venezuelano, controlado pelo chavismo, informou nesta quinta-feira (4) que vai convocar o líder da oposição, Juan Guaidó, e vários de seus colaboradores para questioná-los sobre os supostos "danos patrimoniais infligidos" ao país devido às sanções internacionais impostas durante seu mandato à frente do Legislativo.
Uma comissão constituída para investigar a Assembleia Nacional anterior, eleita em 2015 e controlada pela oposição, apresentou um relatório preliminar da sua investigação, para a qual solicitou mais tempo.
“Estamos diante de uma agressão liderada de fora e executada por venezuelanos que, por interesses políticos, econômicos e pessoais, se movem em nome de nossos compatriotas para buscar medidas coercitivas unilaterais” contra a Venezuela, disse o deputado à frente da comissão, José Brito, oponente que rompeu com Guaidó após ser acusado de corrupção.
Além de Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cinquenta países, a comissão buscará interrogar Julio Borges e Henry Ramos Allup, que também presidiram o Parlamento de oposição.
Muitos dos que figuram na lista de mais de 40 nomes estão no exterior, como Borges, na Colômbia, e o líder Leopoldo López, que mora com sua esposa Lilian Tintori, também convocada, na Espanha.
A esposa de Guaidó, Fabiana Rosales, também receberá a intimação da comissão, além de outros colaboradores como Freddy Guevara, Tomás Guanipa, Carlos Paparoni e Carlos Vecchio, representante de Guaidó nos Estados Unidos, principal aliado internacional da oposição.
Brito destacou os “danos patrimoniais infligidos à República” por esses líderes da oposição ao apoiar sanções ao país.
Guaidó e seus aliados não reconhecem o novo Parlamento. Eles boicotaram as últimas eleições legislativas, em 6 de dezembro, por considerá-las fraudulentas. A oposição defende a “continuidade” do seu exercício legislativo até que sejam realizadas eleições “livres, verificáveis e transparentes”.
Brito já afirmou no dia 5 de fevereiro que vai pedir a condenação de Guaidó por, entre outras acusações, formação de quadrilha para cometer crime, crime organizado, traição, usurpação de funções, assassinato, homicídio e tentativa de golpe. As penas para esses crimes "totalizariam mais de 200 anos de prisão", declarou Brito na época.