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A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em Cartagena, Colômbia, no dia 26 de agosto de 2015(afp_tickers)
A Venezuela acusou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) de difamação e parcialidade imoral, ao criticar um relatório que denunciou uma crise humanitária e violação dos direitos humanos dos colombianos deportados pelas autoridades venezuelanas.
"Burocratas da CIDH que se dedicam a falsear a verdade sobre a Venezuela não têm competência moral alguma para opinar", afirmou a chanceler Delcy Rodríguez, ao se referir aos autores do relatório.
Integrada por cinco especialistas, a comissão da CIDH visitou o lado colombiano da fronteira de 10 a 12 de setembro para verificar a situação dos deportados, mas não pôde passar para o território venezuelano por não obter permissão das autoridades, segundo relatório divulgado em Washington.
A entidade, ligada à Organização de Estados Americanos (OEA), informou ter recebido "informações preocupantes sobre a forma com que foram realizadas as deportações (...), o que indica que estas pessoas tiveram violados múltiplos direitos humanos e foram sujeitas a expulsões coletivas".
A Venezuela deportou pelo menos 1.532 colombianos e outros 18.377 retornaram ao seu país por medo de serem expulsos, segundo cifras das Nações Unidas, após um ataque contra uma patrulha militar venezuelana que deixou quatro feridos em 19 de agosto passado na cidade de San Antonio del Táchira (leste).
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, atribuiu este atentado a paramilitares colombianos ligados ao tráfico de drogas e ao contrabando de mercadorias venezuelanas para a Colômbia, razão pela qual ordenou o fechamento de trechos da fronteira e declarou estado de exceção em 23 municípios, dos quais 16 se situam na linha de fronteira de 2.219 km.
A partir do êxodo de colombianos, muitos dos quais fugiram com seus pertences nas costas cruzando rios e estradas de terra, a Colômbia denunciou "um drama humanitário", agravado segundo Bogotá por violações dos direitos humanos por parte de autoridades venezuelanas.
O compromisso foi selado pelo presidente venezuelano e pelo secretário-geral da Unasul, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, durante reunião em Nova York.
AFP