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O presidente iraniano Hassan Rohaní se inscreveu oficialmente nesta sexta-feira como candidato às eleições presidenciais de 19 de maio, informou a tv estatal.(afp_tickers)
O presidente iraniano Hassan Rohaní se inscreveu oficialmente nesta sexta-feira como candidato às eleições presidenciais de 19 de maio, informou a tv estatal.
Rohani foi eleito em 2013 sem necessidade de segundo turno com mais de 50% dos votos e com o apoio dos partidos moderados e reformadores
O atual presidente foi o artífice do acordo de 2015 com as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano, que pôs fim a 12 anos de crise.
O acordo, que entrou em vigor em janeiro de 2016, permitiu levantar parte das sanções internacionais. No entanto, com a chegada de Donald Trump à presidência americana, foram impostas novas sanções, o que complica a política de Rohani.
Na quarta-feira, o ex-presidente conservador iraniano Mahmud Ahmadinejad também registrou sua candidatura às eleições presidenciais, afirmando que não tem a intenção de voltar a ocupar o cargo e sim apoiar a candidatura de seu ex-vice-presidente e irmão Hamid Baghaie.
Afastado desde sua saída da presidência em 2013, Ahmadinejad anunciou em setembro passado que não seria candidato depois de uma intervenção do guia supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que o dissuadiu de concorrer para evitar "a bipolarização nociva" no país.
"O guia supremo me aconselhou a não participar nas eleições e eu aceitei (...) Eu o respeito. Meu registro visa apenas a apoiar a candidatura de meu irmão Hamid Baghaie", declarou Ahmadinejad, que foi presidente por dois mandatos, de 2005 a 2013.
Ahmadinejad destacou que o conselho do guia supremo não foi uma proibição para que ele disputasse a eleição.
O registro de candidaturas começou na terça-feira e prosseguirá até sábado.
Todos os iranianos podem se apresentar como candidatos.
Até o momento, havia 197 pessoas inscritas, entre elas oito mulheres. Mas até agora, o Conselho de Guardiões da Constituição não autorizou que qualquer mulher se apresentasse à eleição presidencial.
Este Conselho, um órgão controlado pelos religiosos conservadores, deve aprovar a lista dos candidatos selecionados até 27 de abril.
AFP