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Novas restrições aos estrangeiros não-europeus
Concluído o período de consultas, o projeto da nova lei dos estrangeiros divide esquerda e direita na Suíça. O governo quer dar prioridade quase absoluta aos imigrantes europeus, com o apoio da direita. A esquerda considera o projeto discriminatório.
O projeto de revisão da lei dos estrangeiros consegue unanimidade em apenas um ponto: a necessidade de modernizar a lei atual, de 1931. No mais, esquerda e direita estão em franca oposição. Os partidos ditos burgueses aprovam as normas restritivas contidas no projeto. Social-democratas e ecologistas julgam essas normas discriminatórias.
Em regra geral, o projeto limita a imigração aos países membros da União Européia (UE) e da Efta, Associação Européia de Livre Comércio. Fora desse círculo, só seriam autorizados os estrangeiros qualificados necessários à economia suíça.
A Associação de Juristas Independentes e a Organização Suíça de Ajuda aos Refugiados (OSAR) consideram o projeto "inaceitável" porque criaria duas categorias de estrageiros e poderia estimular ainda mais a imigração clandestina.
Os partidos de direita estão satisfeitos com o projeto. Os pequenos empresários reivindicam a possibilidade de contratar mão de obra de pouca qualificação fora da União Européia mas a Confederação dos sindicatos cristãos acha que até essa mão de obra deve ser recrutada na União Européia.
Encerrada a fase de consutas, o projeto será encaminhado para o plenário do Congresso.
swuissinfo com agências.
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