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Indígenas do Equador bloqueiam estradas no segundo dia de protestos contra política econômica
Povos indígenas e camponeses do Equador bloquearam estradas em várias províncias nesta quarta-feira (27), no segundo dia de protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis imposto pelo governo e em meio a um estado de exceção.
Um grupo de manifestantes bloqueou a rodovia Panamericana na saída norte de Quito com terra queimada, toras e pneus, segundo repórteres da AFP.
Algumas pessoas cortaram árvores de uma colina próxima para fortalecer as barricadas.
“Fechamos as pistas com o material de alguns caminhões de lixo. O governo fez besteira aumentando a gasolina o tempo todo”, disse à AFP Dennis Viteri, um trabalhador têxtil de 28 anos que mora na região de Calderón.
A Panamericana é a principal artéria que conecta a capital equatoriana com a Colômbia através da zona andina.
O Serviço de Segurança Integrado ECU911 também relatou bloqueios de estradas nas províncias de Imbabura, Cotopaxi, Tungurahua e Chimborazo.
Diversos setores sociais protestaram na terça-feira em rejeição à política econômica do governo, que fez com que o preço do diesel, o combustível mais utilizado no país, subisse 90% desde 2020, passando o galão americano de 1 para 1,90 dólar.
A poderosa opositora Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) bloqueou estradas em várias províncias equatorianas, enquanto indígenas, trabalhadores, professores e estudantes marcharam em Quito.
Houve confrontos entre manifestantes e policiais nas proximidades da sede do Executivo.
Conaie, que participou das revoltas sociais que derrubaram três presidentes entre 1997 e 2005, decidiu estender o protesto, que já deixou 37 detidos, cinco policiais feridos e dois soldados detidos pelos manifestantes, que estavam em boas condições, segundo o governo.