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CONAKRY (Reuters) - A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, pediu desculpas no sábado pelo alto número de mortos entre os funcionários do setor de saúde do país que combatem o surto de Ebola, que já matou cerca de mil pessoas em três países.
Johnson Sirleaf prometeu até 18 milhões de dólares para o combate ao Ebola, sendo que parte será dada aos trabalhadores do setor de saúde para ajudar com seguro de saúde e de vida, para financiar mais ambulâncias e para aumentar o número de centros de tratamento.
"Se não fizemos o bastante até agora, eu venho pedir desculpas", disse ela a centenas de funcionários de saúde que se reuniram na prefeitura de Monrovia para uma reunião com o governo.
O surto de Ebola na África ocidental, concentrado na Guiné, Serra Leoa e Libéria, é o pior da história. A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse na sexta-feira que se trata de uma emergência de saúde internacional que deve se estender pelos próximos meses.
O surto da doença afetou severamente os sistemas de saúde dos países afetados e governos responderam com uma série de medias, incluindo a declaração de emergência nacional em Serra Leoa, Libéria e na Nigéria, que confirmou a ocorrência de sete casos de Ebola em Lagos.
O surto de Ebola afetou um alto número de funcionários médicos que trabalharam diretamente nos casos. Somente a Libéria perdeu ao menos três médicos para o vírus e outros 32 trabalhadores do setor.
(Por Saliou Samb)
Reuters