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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, exilado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, reafirmou nesta quarta-feira seu temor de ser extraditado para os Estados Unidos e condenado à prisão perpétua por divulgar segredos destes país.
Existe uma situação que "levará inevitavelmente a uma crise de saúde para mim, resultando em minha morte ou hospitalização, ou em uma desculpa política para de forma ilegal me entregarem aos britânicos e, portanto, aos Estados Unidos, onde enfrento uma potencial prisão perpétua".
O australiano, de 47 anos, fez tal declaração durante uma audiência a um tribunal provincial de Quito - por videoconferência - sobre sua apelação contra um protocolo que regulamenta sua permanência na embaixada em Londres e que está vigente desde 12 de outubro passado.
O Estado equatoriano está tratando de "manipular a opinião pública fazendo crer que minha extradição ou expulsão é o correto", declarou Assange.
O presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou há uma semana que "está aberto o caminho para que o senhor Assange tome a decisão de sair para uma quase liberdade", ao afirmar que o Reino Unido lhe garantiu que o australiano não será extraditado para um país onde corra risco de vida.
Moreno citou uma "quase liberdade" porque Assange ainda enfrenta uma ordem de detenção por violar as condições de sua liberdade condicional após ser denunciado por supostos crimes sexuais cometidos na Suécia.
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