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Criança afegã toma vacina contra a poliomelite em Jalalabad, no da 17 de agosto de 2015(afp_tickers)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou nesta sexta-feira a Nigéria da lista de países onde a poliomielite é considerada endêmica, parabenizando este "progresso histórico" mais de um ano após o último caso relatado no mais populoso país africano.
Esta novidade significa que apenas dois países continuam na lista, Paquistão e Afeganistão, quando eram mais de 125 em 1988.
"É a primeira vez que a Nigéria interrompe a transmissão do poliovírus, deixando o país e a África mais perto de serem reconhecidos livres da polio", afirmou a OMS em comunicado transmitido durante uma reunião em Nova York da associação especializada na luta contra a doença "Polio global eradication initiative".
A Nigéria alcançou, em julho, a meta de um ano inteiro sem novos casos de polio. Seis casos foram registrados em 2014, contra 338 em 2009, segundo a OMS.
O último caso de pólio foi registrado em 24 de julho de 2014 em Somália, no estado de Kano, no norte da Nigéria.
Os países devem passar pelo menos um ano sem novos casos antes de poderem ser retirados da lista de países não-endêmicos. É preciso, em seguida, ficar dois anos suplementares sem novos casos para que uma zona seja considerada como totalmente livre da doença.
A possibilidade de que casos isolados não sejam registrados não é excluída.
A OMS explica que "todos os dados permitiram confirmar que doze meses inteiros se passaram sem novos casos" na Nigéria.
Campanhas de vacinação tiveram que ser suspensas nos últimos anos na Nigéria depois que missionários muçulmanos e médicos propagaram rumores de que a vacina fazia parte de um complô ocidental com o objetivo de matar a população da África.
O continente africano já havia celebrado em agosto um ano sem poliomielite, etapa importante para a erradicação da doença em escala planetária, segundo as agências da ONU. O último caso foi registrado na Somália em 11 de agosto de 2014.
A doença infecciosa, causada pela transmissão de um vírus, destrói o sistema nervoso, podendo levar à paralisia e à morte.
AFP