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O governo peruano estendeu nesta quinta-feira (27) por um mês o estado de emergência vigente há 14 meses pela pandemia de coronavírus, o que lhe permite restringir direitos cidadãos na reta final da eleição presidencial de 6 de junho.
Uma resolução ditada pelo presidente interino Francisco Sagasti e seu gabinete decidiu que o estado de emergência, que terminaria em 31 de maio, vai se prolongar por todo o mês de junho.
"Durante a presente prorrogação do estado de emergência nacional, está restrito o exercício de direitos constitucionais relativos à liberdade e à segurança pessoais, à inviolabilidade do domícilio e à liberdade de reunião e de circulação no território", diz a norma divulgada pelo jornal oficial El Peruano.
A medida afeta parcialmente a campanha presidencial do esquerdista Pedro Castillo e da direitista Keiko Fujimori, que protagonizarão uma eleição polarizada em 6 de junho.
Os dois candidatos devem restringir seus atos públicos para evitar aglomerações, e pedir aos seus apoiadores que usem duas máscaras devido às normas sanitárias das autoridades.
Desde março de 2020, está em vigor no Peru um toque de recolher noturno como medida de prevenção para conter os casos de covid-19.
O Peru está sob uma segunda onda da pandemia, dominada pela variante brasileira do coronavírus que é mais contagiosa, segundo as autoridades de saúde.
A covid-19 matou mais de 68.000 pessoas e contagiou 1,9 milhão neste país de 33 milhões de habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde.