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Por Mert Ozkan e Orhan Coskun
HASSA, Turquia (Reuters) - Aviões turcos atingiram posições de uma milícia curda apoiada pelos Estados Unidos na província de Afrin, na Síria, neste sábado, abrindo uma nova frente na guerra civil síria e aumentando as perspectivas de maiores tensões entre Turquia e Washington.
A operação coloca Ancara confrontando soldados curdos aliados dos Estados Unidos em um momento no qual as relações entre Turquia e Washington - aliados da Otan e membros da coalizão contra o Estado Islâmico - parecem muito próximas de rachar.
A movimentação da Turquia também pode complicar sua tentativa de melhorar os laçoes com a Rússia. Moscou exigirá nas Nações Unidas que a Turquia interrompa suas operações militares, disse um membro do comitê de segurança da casa alta do parlamento russo à RIA, neste sábado.
Os bombardeios tiveram como alvo a milícia curda-síria YPG, disse uma fonte oficial sênior da Turquia. Um grpo rebelde apoiado pela Turquia na Síria, o Exército de Liberdade da Síria, também forneceu assistência à operação militar turca em Afrin, acrescentou o oficial.
O YPG disse que algumas pessoas foram feridas nos ataques aéreos, mas disse que não está claro quantos. Não houve confrontos recentes entre forças turcas e o YPG, apenas conflitos esporádicos no limite da região africana, de acordo com Rojhat Roj, um porta-voz do YPG em Afrin.