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Diplomatas e especialists suíços também não foram convencidos pelos argumentos do secretário norte-americano de Estado.Este conteúdo foi publicado em 06. fevereiro 2003 - 16:23
Vários especialistas suíços concordam que a apresentação de Powel foi apenas uma operação de relações públicas.
Para o embaixador suíço na ONU em Nova York, Jëno Staehelin, Collin Powel conseguiu mostrar que o Iraque tentou contornar a resolução 1441 das Nações Unidas, que determinou o envio dos inspetores de armas.
Relações públicas
"Agora Bagdá está sob pressão e deve cooperar mais", afirma o embaixador suíço. Ele reconhece, no entanto, que vários membros do Conselho de Segurança, entre eles França, China e Rússia (com direito de veto) continuam se opondo a uma intervenção no Iraque.
Por outro lado, especialistas militares suíços afirmam que, apesar da intransigência de Bagdá, nenhum imperativo de segurança global pode justificar uma intervenção armada.
"O Iraque pode ser uma ameaça para seus vizinhos mas não para o mundo", afirma Albert Stahel, professor de política e estudos estratégicos na Universidade de Zurique. Ele considerou a explanação de Powel "bem fraca e indulgente" e concluiu que foi uma "operação de relações públicas, sem grande conteúdo informativo".
Guerra inevitável
Pouco antes do discurso de Powel, quarta-feira, na ONU, Heiner Staub - que foi inspetor de armas no Iraque nos anos 90 - afirmava que as sanções econômicas e as inspeções enfraqueceram muito o potencial militar iraquiano.
Segundo Staub, o Iraque não tem mais usinas nem infraestruras necessárias à produção de uma bomba atômica nem os meios indispensáveis para fabricar armas químicas e biológicas.
Em entrevista ao jornal "Tages Anzeiger", de Zurique, Staub afirmou que para ele, não existe qualquer argumento fundamental que justifique uma guerra, já que o Iraque não constitui uma ameaça para os Estados Unidos".
Heiner Staub, que trabalha no laboratório militar suíço de Spiez, especializado em armas nucleares, químicas e biológicas, estima, no entanto, que a guerra é inevitável. "A situação evoluiu de tal maneira que não há, provavelmente, outra alternativa".
swissinfo/Ramswy Zarifeh e Jonas Hughes
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