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Leonard Cohen, notável músico e poeta canadense, faleceu aos 82 anos, depois de percorrer o mundo em busca de sua própria melancolia e emergir como a voz espiritual de sua geração. Um extrato de vídeo de uma apresentação em Montreux cantando "Hallelujah".
Vencedor de vários prêmios, como o Príncipe das Astúrias em 2011, e com uma legião de fãs como cantor e compositor, Cohen entrou para a indústria da música relativamente tarde e iniciou a carreira como poeta, uma vocação solitária que se encaixava com sua personalidade calada e frequentemente deprimida durante a juventude em Montreal. O cantor, com sua voz rouca e grave, lançou seu último álbum no mês passado, "You Want It Darker", no qual refletia sobre sua própria mortalidade.
Cohen, que lutava contra o nervosismo que sentia no palco inclusive no auge de sua carreira, gravou álbuns aclamados pela crítica, mas nem sempre considerados comercialmente viáveis. Ele o compositor de algumas das canções mais memoráveis do século XX, como "So Long, Marianne" e "Suzanne", inspiradas em duas das muitas mulheres que se transformaram em suas musas, além de "Hallelujah", regravada diversas vezes e interpretada praticamente como um hino religioso. (AFP)