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Depois da queda do muro de Berlin, em 1989, ninguém imaginava que outra cidade fosse dividida. O primeiro ministro de Israel aprovou a construção de um muro em Jerusalém para separar árabes de israelenses.
A Cidade Santa, berço das três grandes religiões monoteístas, será dividida por um muro, por razões de segurança. O primeiro ministro isralense, Ariel Sharon, acaba de aprovar o reforço do dispositivo de segurança em Jerusalém.
Ceticismo
Entre as novas medidas, está prevista a construção de um muro de mais de 10 km de comprimento para separar árabes de israelenses e tentar evitar atentados.
O correspodente de swissinfo em Jerusalém, Serge Ronen, ouviu suíços residentes na cidade e eles estã céticos quanto à eficiência do futuro muro.
Para o ex-rabino Marcus da comunidade judaica de Berna "o muro poderá, talvez diminuir o perigo mas só por um tempo. O que é preciso mesmo é uma solução política", afirma. "Ariel Sharon tinha prometido a paz e a segurança e, para isso, ele tem de voltar à mesa de negociações", insiste Marcus.
Demagogia
"É verdade, tenho medo de ir com meus filhos ao centro da cidade", afirma Flavie Lévy, uma professora nascida em Bienne, perto de Berna. "Esse muro é apenas uma resposta imediata, aleatória e particularmente irrealista", acrescenta Lévy.
A arqueóloga Alberte Vidal, originária de Genebra é ainda mais explícita: "É pura demagogia, pura enganação. Enquanto os dirigentes isralenses não compreenderam que devem mudar de política, os atentados vão continuar".
swissinfo e Serge Ronen, em Jerusalém