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A candidata democrata Hillary Clinton, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2016(afp_tickers)
A candidata democrata Hillary Clinton suspendeu os atos de sua campanha à Casa Branca devido a uma pneumonia em um momento crítico da acirrada disputa eleitoral e a apenas dois meses das eleições presidenciais.
A candidata, entretanto, garantiu nesta segunda-feira na rede social Twitter que se sente "bem" e que retomará "em breve" a campanha eleitoral que teve que suspender por causa de uma pneumonia.
"Obrigada a todos por seus bons desejos. Me sinto bem e melhorando", disse Hillary Clinton en uma mensagem, para depois afirmar que se sente "ansiosa para retornar. Espero vê-los em breve".
Hillary teve que ser auxiliada no domingo após uma cerimônia pública em Nova York. Posteriormente, uma equipe médica informou que a candidata presidencial sofria de uma pneumonia e aconselhou a suspensão de suas aparições públicas nesta segunda-feira.
Um porta-voz de sua equipe de campanha, Brian Falllon, assegurou nesta segunda-feira à imprensa que a pneumonia diagnosticada é o único problema de saúde de Hillary, aludindo à especulações sobre seu estado.
"Posso assegurar que não há outro problema médico que não tenha sido divulgado. A pneumonia é tudo o que há". Disse Fallon à rede MSNBC, para acrescentar que documentos médicos serão divulgados nos próximos dias.
De fato, acrescentou o porta-voz, Hillary - de 68 anos - planeja retomar sua campanha ainda esta semana, depois de tirar alguns dias de repouso, seguindo a recomendação médica.
"Acredito que na metade desta semana ela estará de novo em campanha", declarou.
Por sua parte, o senador Tim Kaine, candidato a vice-presidente na chapa de Clinton, disse que a candidata, apesar de ter sido diagnosticada com pneumonia "decidiu seguir adiante" e queria estar na cerimônia da vítimas em Nova York.
"Fiz minha primeira campanha de conselheiro municipal em 1994, e tinha pneumonia quando fiz essa campanha. Tomei a mesma decisão, de ir adiante", disse Kaine, que acrescentou que Hillary vinha de "uma semana muito ocupada".
'Algo está acontecendo'
Nesta segunda-feira, seu principal adversário, o conservador Donald Trump, expressou seus desejos de uma rápida recuperação, mas voltou a sugerir que Clinton não estava sendo completamente honesta sobre seu estado de saúde.
"Algo está acontecendo, mas tenho a esperança de que se recupere e volte à campanha; já a veremos durante o debate" entre candidatos, disse Trump durante uma entrevista à rede de televisão FoxNwes.
Com sua declaração, Trump voltou a fazer uma referência ao estado de saúde de sua adversária.
Há uma semana, Trump já havia insistido com isto devido a um acesso de tosse que forçou Hillary interromper um discurso durante um ato pública.
Essa postura atiçou a imaginação de eleitores conservadores nas redes sociais, que durante a semana passada e sem base real especulavam com que Hillary sofreria de um tumor cerebral, demência senil ou mal de Parkinson.
Momento delicado
O súbito problema de saúde ocorre em um momento crítico para Hillary, diante de questionamentos por sua negação a divulgar dados concretos sobre seu estado de saúde, em um contexto geral de falta de transparência.
Fallon disse nesta segunda-feira que a "intenção" do comitê de campanha é divulgar "nos próximos dias" informação médica "adicional" sobre Clinton.
O episódio ocorre em um contexto no qual a campanha eleitoral ingressa na reta final, restando apenas dois meses de atividades e com os dois candidatos agora concentrados em se preparar para os debates na televisão.
A última rodada de pesquisas sobre intenções de voto mostrou uma acirrada disputa entre Hillary e Trump, em um cenário no qual qualquer tropeço nesta fase pode ter efeitos dramáticos.
Um pesquisa realizada pela rede CNN divulgada na última terça-feira mostrava Trump à frente de Hillary, com uma leve vantagem de 45% a 43%.
Contudo, uma pesquisa divulgada pela rede NBC News e realizada entre eleitores registrados mostrou Hillary à frente, com uma respeitável vantagem de 48% a 42%.
Explicações da campanha
No domingo, Hillary passou uma hora e meia acompanhando uma cerimônia em Nova York em homenagem às vítimas dos ataques do 11 de setembro de 2011, mas teve que se retirar antes do fim.
Um vídeo gravado por um fã mostrou Hillary cambaleante, precisando de ajuda para entrar em um veículo.
Em um primeiro momento, o comitê de campanha mencionou que Hillary foi afetada pelo calor, e poucas horas mais tarde ela mesma reapareceu em frente à casa de sua filha, dizendo que era "um dia esplêndido em Nova York".
Na realidade, Clinton já havia sido diagnosticada com pneumonia na sexta-feira, dois dias antes, mas a equipe de campanha manteve a informação secreta.
Jennifer Palmieri, assessora da equipe de imprensa da campanha do Clinton, admitiu nesta segunda-feira no Twitter que "possivelmente poderíamos ter gerenciado tudo melhor no domingo".
Na semana passada, a candidata havia tossido em várias ocasiões enquanto pronunciava um discurso em Cleveland.
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