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Droga, assassinato, estupro, pedofilia ou delitos financeiros são as causas mais comuns de prisão de suíços no exterior.
Só em 2003, 162 suíços foram presos no estrangeiro, segundo dados oficiais do Ministério das Relações Exteriores.
Mesmo com a libertação recente de dois suíços condenados na Guatemala por tráfico de drogas, 200 cidadãos helvéticos ainda continuam presos no exterior.
A maioria está na Europa
Nicolas Hänggi e Silvio Giovanoli estiveram nas manchetes dos jornais quando foram presos, em agosto de 1997, e condenados a 12 anos de prisão na Guatemala, por tráfico de drogas. Ambos foram libertados recentemente, por boa conduta, após cumprirem metade da pena.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 162 suíços foram presos no estrangeiro, em 2003. A maioria (77) está em prisões européis; 29 estão na América do Sul, 28 nos Estados Unidos, 27 na Ásia, 4 na África e os demais na Oceania, Caribe e Oriente Médio.
Outros casos também mereceram a atenção da mídia suíça como o de um cidadão detido na India, em 2000, por pedofilia ou o de outro preso na Costa Rica, acusado de tráfico de crianças.
Assistência consular
Na China, um suíço foi condenado à morte, em 1999, por estupro e assassinato. Posteriormente, a pena foi comutada em prisão perpétua.
A maioria dos casos, no entanto, é de condenação por porte ou tráfico de drogas, precisa o Ministério das Relações Exteriores, que fornece proteção consular a todo suíço detido no exterior.
Os presos são visitados regularmente e recebem atendimento material e assistência jurídica, quando necessário. Em casos de condenação a penas consideradas desproporcionais em relação do direito suíço para os mesmos delitos, pode haver intervenção "informal" da diplomacia junto às autoridades do país em questão.
Foi o caso, por exemplo, da Tailândia, em 2002, quando a então ministra da Justiça e Policia, Ruth Metzler, abordou a situação de vários suíços detidos no país.
Depois disso, a Suíça e a Tailândia assinaram um acordo que prevê a possibilidade de repatriar condenados suíços para cumprirem parte da pena nas prisões suíças.
swissinfo com agências
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