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Rob Greenfield, o "homem-lixo", em Nova York, no dia 4 de outubro de 2016(afp_tickers)
Um homem carregado de sacolas plásticas com seu lixo passeia por Nova York há duas semanas: é Rob Greenfield, que espera atrair assim a atenção sobre a enorme quantidade de lixo gerada pelos americanos.
Este defensor do meio ambiente que em tempos normais quase não produz lixo, decidiu consumir durante um mês como um americano médio, e gerar assim cerca de 2 kg de lixo diários.
Pela primeira vez em cinco anos come pizzas, hambúrgueres, batata frita, latas de refrigerante. E as embalagens, os frascos, os potes de sorvete vazios se acumulam em dezenas de sacos de nylon que leva colados a seu corpo.
"Mergulhei totalmente na maneira americana de produzir rejeitos", disse com um sorriso este homem que quer carregar sua armadura de lixo pela cidade cerca de sete horas por dia.
Apesar de todos seus esforços, ainda não consome o suficiente. Só acumulou em 15 dias cerca de 22 kg de lixo, quando seu objetivo eram 30 kg em média no caminho para sua meta.
Seu projeto deve terminar em 19 de outubro com uma carga estimada em 45 kg de rejeitos ao longo de um mês, e se transformará em um documentário.
No início, Greenfield pensava transportar todo seu lixo, incluindo o orgânico. Mas desistiu ao perceber o odor que soltavam seus dejetos apesar das três capas de plástico.
Por onde passa as reações são imediatas. Ante o célebre edifício Flat Iron, os transeuntes o metralham com seus celulares.
A maioria dos que fala com ele já o conhece. Está muito presente na internet, já teve seu próprio programa no canal Discovery e esta não é sua primeira operação midiática.
Entre suas aventuras anteriores estão operações de recuperação de lixo nas lixeiras e mais de um ano vivendo em uma pequena casa sem água corrente nem eletricidade.
"É você o homem-lixeira?" - pergunta um pedestre. "As pessoa me chamam mais de homem-lixo", responde ele com uma jovialidade que parece não o abandonar jamais.
Há mais de três anos, quando Greenfield se lançou na militância ambiental, disse que viu as mentalidades evoluírem, embora mais sobre a natureza do que se consome do que sobre a quantidade.
Muitas pessoas "querem reciclar, comprar produtos mais verdes, mas poucos querem reduzir" seu consumo, afirma.
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