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Os procuradores na Suíça apelaram contra as decisões da Justiça do país que absolveram Jérôme Valcke, ex-funcionário do órgão dirigente do futebol mundial FIFA, com sede em Zurique, e Nasser al-Khelaïfi, executivo de radiodifusão do Catar.Este conteúdo foi publicado em 17. fevereiro 2021 - 14:15
A Procuradoria Geral da Suíça disse na terça-feira (16) que havia recorrido ao Tribunal de Segunda Instância do Tribunal Penal Federal contra uma decisão proferida em outubro.
Al-Khelaïfi, presidente do clube vice-campeão da Liga dos Campeões Paris Saint-Germain e membro do comitê executivo da UEFA, negou ter incitado Valcke a cometer qualquer crime quando este era secretário geral da FIFA.
A acusação se referia ao fato de Valcke ter conseguido o uso gratuito de uma casa de férias em uma ilha italiana, que o tribunal disse ter sido comprada em 2013 pelos interesses do Catar com a ajuda de Al-Khelaïfi.
Valcke foi absolvido de uma acusação de má administração, mas foi condenado por três juízes em um caso separado que não envolvia Al-Khelaïfi.
Ele foi condenado por falsificar documentos ligados a supostas propinas de um total de 1,25 milhão de euros (1,35 milhão de francos suíços) na transmissão da Copa do Mundo na Itália e na Grécia. Valcke foi absolvido da mais grave acusação de suborno.
Inquérito abrangente
O julgamento, que durou duas semanas em setembro, foi o primeiro processo penal concluído na Suíça de pelo menos 25 processos abertos pelo Ministério Público federal desde 2015 em um inquérito amplo sobre a FIFA e as autoridades do futebol internacional.
A Procuradoria Geral da Suíça disse que recorreu das sentenças este mês, após receber a sentença completa por escrito dos juízes em janeiro.
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