Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02592.jsonl.gz/40

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou nesta terça-feira (23) a sua preocupação com a situação dos migrantes da caravana que avança em direção aos Estados Unidos, dizendo que vê com inquietação os pronunciamentos das autoridades americanas, que afirmam que a marcha incluiu muitos criminosos.
"A CIDH observou que o percurso da caravana gerou reações e medidas hostis por parte de várias autoridades em países de trânsito e destino contra as pessoas migrantes e defensoras dos direitos humanos", disse o organismo, uma entidade autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A caravana de migrantes, composta, segundo a ONU, por cerca de 7.000 pessoas, deixou San Pedro Sula, em Honduras, em 13 de outubro, e atualmente transita pelo sul do México.
A comissão também disse que observa com "preocupação os pronunciamentos das autoridades americanas categorizando a caravana como uma ameaça à soberania e à segurança nacional, e afirmando que esse movimento de migrantes e solicitantes de refúgio inclui muitos criminosos".
O presidente americano, Donald Trump, alertou que a caravana constitui uma emergência nacional, e ameaçou fechar completamente a fronteira, trazendo à tona um de seus temas favoritos de campanha, quando faltam apenas duas semanas para as eleições legislativas nos Estados Unidos.
Na segunda-feira, disse que dentro da caravana estão misturados com os migrantes "criminosos e pessoas do Oriente Médio não identificadas".
A CIDH fez várias recomendações, inclusive para que garantam "o direito de solicitar e receber refúgio de pessoas que requerem proteção internacional", os princípios de unidade familiar e o respeito aos menores.
Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: <email-pii>