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O presidente americano, Donald Trump, em Washington DC, em 25 de abril de 2017(afp_tickers)
A convocação por parte do governo venezuelano para a instalação de uma Assembleia Constituinte não parece ser um esforço genuíno para alcançar uma reconciliação que permita ao país superar a crise - declarou o Departamento de Estado americano nesta terça-feira (2).
"Nossa preocupação é que, pelas indicações iniciais, este processo não se perfila como um esforço genuíno de reconciliação nacional, que é do que a Venezuela realmente precisa", avaliou o subsecretário adjunto para o Hemisfério Ocidental, Michael Fitzpatrick.
Ele lembrou que a Venezuela deve realizar eleições regionais e municipais, ressaltando que, "claramente", a intenção do governo de Caracas com essa convocação é continuar fugindo desse compromisso.
O governo americano - disse Fitzpatrick - tem "sérias preocupações com as motivações dessa convocação", porque ignora "a vontade dos venezuelanos" e "erode a democracia" nesse país.
"Não temos muitos detalhes ainda, mas claramente uma das motivações para isso é não ter de realizar as eleições municipais, ou as eleições regionais", insistiu.
Além disso, completou, o apelo feito por Nicolás Maduro sugere uma seleção cuidadosa dos integrantes dessa Assembleia, encarregada de redigir a nova Carta Magna do país.
"Claramente, eles decidiram mudar as regras com o jogo já na metade. As coisas não estão funcionando para eles, de forma que vão tentar com outra coisa", opinou Fitzpatrick.
O subsecretário também criticou a decisão do governo da Venezuela de iniciar o processo de retirada da Organização dos Estados Americanos (OEA) - mais um passo na direção de "um maior isolamento", segundo ele.
De acordo com as normas da OEA, o processo de saída da Venezuela se completará em um período de dois anos e, nesse prazo, o Departamento de Estado acompanhará atentamente o que ocorra no país sul-americano.
"O anúncio de que não participarão mais de reuniões da OEA é um retrocesso e será visto como mais passo na direção de um maior isolamento", completou.
Com essa decisão, acrescentou o subsecretário, o governo de Maduro entra ainda mais no beco sem saída, em que o país se encontra.
AFP