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O presidente chinês, Xi Jinping, destacou nesta sexta-feira os sofrimentos comuns de China e Coreia do Sul durante a ocupação japonesa, ao finalizar sua visita a Seul, poucos dias depois de uma histórica extensão das missões do exército japonês.
Durante um discurso pronunciado na Universidade de Seul, o presidente chinês destinou suas frases mais críticas ao Japão, mas quase não mencionou a Coreia do Norte, um aliado tradicional de Pequim, salvo uma breve frase sobre a necessidade de "desnuclearizar a Península" Coreana e de acalmar as tensões através do diálogo.
"Durante a primeira metade do século XX, o exército japonês realizou agressões bárbaras contra a China e a Coreia, devorando a Coreia e ocupando a metade do continente chinês", disse.
"Quando a guerra contra o Japão estava em seu apogeu, os povos chinês e coreano compartilharam seus sofrimentos e se apoiaram com suor e sangue", acrescentou Xi Jinping.
Estas declarações foram feitas pouco depois da histórica decisão, na terça-feira, do governo japonês de autorizar que as forças armadas participassem de operações militares externas para ajudar seus aliados, pela primeira vez desde a instauração em 1947 de uma Constituição pacifista.
A visita de Xi Jinping a Seul foi a segunda reunião entre o presidente chinês e sua colega sul-coreana, Park Geun-Hye. Os dois países têm importantes relações comerciais, mas Park também quer que Pequim utilize toda a sua influência para convencer a Coreia do Norte a colocar fim as suas ambições nucleares militares.
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