Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02531.jsonl.gz/44

O suíço Gaston-Armand Amaudruz (à esquerda) considerado figura importante da direita européia, comparece perante tribunal correcional de Lausanne, acusado de racismo, antisemitismo e revisionismo. Ele pode ser condenado a 3 anos de prisão.
Gaston-Armand Amaudruz, 79 anos, tido como porta-voz dos grupos fascistas da Suíça, é figura conhecida dos historiadores que o descrevem como personagem importante da extrema direita européia. Ele vem se destacando na Suíça desde 1995, quando foi aprovada nova lei anti-racista, lei que também prevê condenação de quem nega genocídios, inclusive o holocausto.
Amaudruz é acusado de ter defendido idéias nazistas já durante a Segunda Guerra Mundial e ter continuado a negar justamente o holocausto judeu, em particular a existência das câmaras de gás nos campos de concentração, em artigos e livros escritos há cinco anos.
Se Amaudruz escapou do tribunal até agora foi simplesmente por ter feito freqüentes recursos. Desta vez foi levado à justiça por várias associações, entre as quais a Liga Internacional contra o Racismo e a Federação Suíça das Comunidades Israelitas.
Se este ex-agente de seguro for condenado pode pegar até 3 anos de prisão e pagar multa de 40 mil francos, cerca de 25 mil dólares.
O veredicto deve sair dia 10.
swissinfo com agências.