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Bombeiros apagam incêndio provocado em um ônibus em Gualajara(afp_tickers)
Três militares morreram nesta sexta-feira por disparos feitos contra seu helicóptero enquanto realizavam um voo de reconhecimento no estado de Jalisco, oeste do México, informou a secretaria de Defesa em um comunicado.
Um comando abriu fogo contra o helicóptero Cougar, que teve que fazer um pouso de emergência, enquanto em Guadalajara, capital de Jalisco e segunda maior cidade do país, vários carros foram incendiados obstruindo estradas importantes.
No município de Autlán, um policial foi morto em um confronto com homens armados.
Enquanto isso, cinco agências bancárias foram incendiadas em Ciudad Guzman.
As autoridades não informaram quem seriam os responsáveis pela violência em Jalisco, onde opera o poderoso cartel Nueva Generación, que em abril e março lançou emboscadas contras forças federais - deixando um total de 20 militares mortos.
Fontes do governo disseram que o cartel Nueva Generación está crescendo com tanta força que já está produzindo seus próprios fuzis de assalto.
O helicóptero estava em um voo de reconhecimento sobre a cidade de Autlan, no marco da "Operação Jalisco", com um mandato para "garantir a segurança dos cidadãos e reduzir os índices de criminalidade" no estado e que começou nesta sexta-feira.
O helicóptero transportava 18 elementos; cinco tripulantes, 11 soldados e dois agentes da polícia federal.
Além dos três militares mortos, 10 soldados e dois policiais ficaram feridos e estão sendo tratados em um hospital militar de Guadalajara e três outros elementos ainda não foram localizados.
O ataque ocorreu perto da aldeia de Autlan, onde pelo menos um agente da promotoria de Jalisco e um "número indeterminado" de homens armados foram mortos no confronto, disse Gonzalo Sánchez, porta-voz do governo do estado.
Mais cedo, vários automóveis foram incendiados em pelo menos 14 pontos de Guadalajara e sua zona metropolitana, sem enfrentamentos, segundo Sánchez.
As autoridades não informaram quem são os responsáveis pelos incêndios, mas é uma prática comum entre os narcotraficantes após as detenções de líderes do crime organizado.
"Mantenham a calma. Se não tem motivos para sair de casa, não saia", afirmou a procuradoria do estado de Jalisco (oeste).
AFP