Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02571.jsonl.gz/41

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Manifestantes protestam em Nova York contra a violência policial, em memória de Eric Garner, em 23 de agosto de 2014(afp_tickers)
Milhares de pessoas foram às ruas em Staten Island (Nova York), neste sábado, em protesto pela morte de Eric Garner, um pai de família negro morto depois de ser interrogado pela polícia no mês passado.
A manifestação acontece após duas semanas de protestos pela morte do jovem negro Michael Brown, de 18 anos, que levou seis tiros de um policial branco, em 9 de agosto, em Ferguson (estado do Missouri, centro dos Estados Unidos).
Pai de seis filhos, Garner era suspeito de venda ilegal de cigarros. Depois de resistir à prisão, ele teria sido derrubado no chão por vários policiais brancos no condado de Staten Island, em 17 de julho.
Sua morte foi qualificada como homicídio pelo órgão nova-iorquino responsável pela perícia.
Em um vídeo amador, é possível ver um policial apertando o pescoço de Garner, que desmaia. Ele foi declarado morto pouco depois de dar entrada no hospital.
"Não consigo respirar", gritavam os manifestantes neste sábado, que foram de ferry até Staten Island, um condado de Nova York.
"A vida dos negros tem valor", dizia um dos cartazes levados pela multidão.
O ato foi convocado, principalmente, pela National Action Network, organização do líder dos direitos civis Al Sharpton. O pastor negro estava acompanhado da viúva de Eric Garner e de filhos da vítima.
"Eles não vão chorar sozinhos", prometeu o pastor.
Muitos manifestantes reproduziram as palavras de ordem que marcaram os protestos em Ferguson nos últimos dias: "mãos ao alto, não atirem".
A passeata começou no local onde Garner foi detido e seguiu, de forma pacífica, até o gabinete do promotor de Staten Island.
"Quero que se faça justiça para o meu primo", disse um dos manifestantes à AFP.
"A gente acha que a polícia está aqui para nos proteger. E eles nos matam. Por que? Porque somos negros?! Ele não tinha feito nada de errado, não tinha nada ilegal", completou.
Os manifestantes pedem a prisão do policial responsável, identificado como Daniel Pantaleo.
- 'Para que todo o mundo veja' -
A morte de Garner provocou fortes emoções em Nova York, marcada por uma série de protestos pacíficos nas últimas semanas.
"Eu tenho três filhos - de 15, 12 e 6 anos. Vim para que o mundo veja o que está acontecendo aqui", afirmou Tricia Mackmenbourgh, moradora do Brooklyn.
Ela criticou a "brutalidade policial" e dos "maus policiais que não fazem bem seu trabalho".
A manifestação foi acompanhada de perto pela polícia. Antes do ato, Al Sharpton disse que não toleraria atos de violência.
Por medo de incidentes, algumas lojas preferiram fechar suas portas.
Um promotor nova-iorquino anunciou na última terça-feira, 19 de agosto, que convocará um grande júri para investigar a morte de Garner.
O policial que aparece no vídeo apertando o pescoço de Garner foi apenas transferido.
Al Sharpton e a família de Eric Garner pediram, até agora em sucesso, a abertura de uma investigação federal.
AFP