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Combatentes do grupo jihadista Al-Shabaab fizeram um ataque contra uma base militar da União Africana que abriga tropas de Uganda na Somália nesta sexta-feira (26), desencadeando um intenso confronto armado entre as partes.
Ainda não há informações se houve vítimas no ataque, que foi reivindicado pelo grupo jihadista ligado à Al-Qaeda.
Um carro lotado com explosivos foi lançado contra a base em Bulo Marer, cerca de 120 quilômetros a sudoeste da capital Mogadíscio. A ação foi sucedida por uma intensa troca de tiros, informaram à AFP moradores locais e um comandante do Exército somali.
Forças pró-governo somali apoiadas pela Missão de Transição da União Africana na Somália (ATMIS, na sigla em inglês) lançaram uma ofensiva contra o Al-Shabaab em agosto do ano passado. O grupo jihadista tem travado uma insurgência na frágil nação do Chifre da África há mais de 15 anos.
A ATMIS reportou que jihadistas do Al-Shabaab iniciaram o ataque à base de Bulo Marer às 5h locais (23h de Brasília de quinta-feira) “usando dispositivos explosivos improvisados em veículos e homens-bomba”.
“Reforços da Unidade de Aviação da ATMIS e aliados conseguiram destruir as armas em posse dos militantes do Al-Shabaab que se retiravam”, acrescentou a missão em comunicado.
O ataque visava soldados de Uganda destacados na Somália como parte da ATMIS, informou o porta-voz das Forças Armadas de Uganda, Felix Kulayigye, em uma nota, na qual acrescentou que os militares estavam “verificando” os detalhes.
O Al-Shabaab reivindicou, através de seus canais de comunicação, que havia invadido a base e provocado um grande número de baixas.
Mas o comandante do Exército somali Mohamed Yerow Hassan disse que os agressores foram repelidos e que a “situação tinha voltado ao normal”. “Os terroristas foram obrigados a recuar e fugir”, disse Hassan à AFP por telefone.
O grupo jihadista é conhecido por exagerar o alcance de suas ações no campo de batalha, enquanto os governos dos países que contribuem com soldados para a missão da União Africana raramente confirmam suas baixas. Além disso, ataques contra bases militares em partes isoladas da Somália são difíceis de se verificar de forma independente.
Os Estados Unidos condenaram o ataque e reiteraram seu apoio “aos parceiros de Somália e União Africana”, e também elogiaram “a bravura e o sacrifício” dos soldados no terreno, declarou o porta-voz do Departamento de Estado Matthew Miller.
Em um relatório enviado ao Conselho de Segurança em fevereiro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reportou que o ano de 2022 foi o mais letal para os civis na Somália desde 2017, principalmente devido aos ataques do Al-Shabaab.
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