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O governo de Nicolás Maduro acusou neste sábado (27) o líder opositor Leopoldo López de ter planejado uma tentativa de incursão armada pela Venezuela na residência do embaixador espanhol em Caracas, onde ele se hospeda há mais de um ano, o que López negou.
"O embaixador da Espanha (Jesús Silva) está de acordo, o governo da Espanha está de acordo, de que sua sede, na sede de sua residência, tenham ocorrido estas reuniões em que Leopoldo López ia avaliando: quanta gente você pode matar, quanta gente você pode matar, quantas bombas você pode colocar, quantas bombas você pode colocar, quanto você vai cobrar?", disse o ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, em declaração no Palácio Presidencial, em Caracas.
Rodríguez repercutiu um artigo publicado no jornal americano The Wall Street Journal, segundo o qual López, mentor político do líder legislativo opositor Juan Guaidó, "esteve por trás de um esforço de meses para contratar mercenários a fim de destituir" Maduro, que resultou, no começo de maio, em uma frustrada incursão marítima.
Segundo a publicação, López e outros aliados analisaram "pelo menos seis propostas" de companhias de segurança privadas.
De acordo com o governo socialista e relatos na imprensa, Guaidó - reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países, entre eles os Estados Unidos - acabou assinando um contrato com a empresa Silvercorp USA.
"O embaixador da Espanha e o governo da Espanha sabem que Leopoldo López fez e continua fazendo repetidas videoconferências com o único fim de insistir em seus planos de assassinar o presidente Nicolás Maduro?", continuou Rodríguez.
"As acusações são falsas", afirmou López, hospedado na residência do embaixador da Espanha desde que fugiu da prisão domiciliar durante um levante frustrado de um grupo de militares, em apoio a Guaidó, em 30 de abril de 2019. "A ditadura buscou nos envolver em suas mentiras para justificar a perseguição aos partidos políticos democráticos. Sua máquina de propaganda dedicou-se a desinformar", tuitou.
Caracas acusa Estados Unidos e Colômbia de terem apoiado a operação fracassada em maio, o que Washington e Bogotá negam. Autoridades realizaram dezenas de prisões ligadas ao caso, incluindo as dos militares reformados americanos Luke Alexander Denman e Airan Berry, que foram acusados de terrorismo, entre outros crimes.