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Com a tradicional mão erguida na assembleia em praça pública, os eleitores de Glarus votaram no domingo contra uma proposta para proibir o uso de burca em lugares públicos no cantão. (SRF/swissinfo.ch)
A iniciativa foi apoiada pelo Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão), que argumentou que o uso do mais radical de todos os véus islâmicos, que cobre o rosto e o corpo, era um risco para a segurança.
Tanto o governo cantonal de Glarus como o parlamento recomendaram que os eleitores rejeitassem a proposta, argumentando que seria melhor esperar e ver se os esforços para introduzir uma proibição de burca em todo o país seriam bem sucedidos. Os membros da assembleia pública concordaram - uma maioria clara manteve a mão erguida com os papéis vermelhos de rejeição. O resultado significa que o Ticino, que aprovou uma proibição de burca em 2013, continua sendo o único dos 26 cantões suíços a proibir a indumentária.
A assembleia em praça pública, conhecida localmente como "Landesgemeinde", é considerada como uma das mais antigas formas de democracia direta no mundo. Datado da Idade Média, o sistema era comum nos cantões rurais de montanha da Suíça.