Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02591.jsonl.gz/30

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou nesta quarta-feira (27) que o Chile escreverá "uma página histórica" com a nova Constituição que os chilenos decidiram redigir para substituir a atual Carta Magna, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
“Eles têm a possibilidade de escrever uma página histórica única. Espero que sejam sábios e escrevam a melhor para os tempos que virão”, disse Fernández, em coletiva de imprensa na embaixada da Argentina em Santiago, em seu segundo dia de visita ao Chile.
Assim Fernández se referiu ao processo constituinte que os chilenos vão encarar após o plebiscito de 25 de outubro, no qual 79% dos eleitores decidiram substituir a Constituição criada em 1980 por Pinochet, e instalar uma Convenção Constituinte integrada inteiramente por membros eleitos popularmente para redigir uma nova Carta Magna.
“Vou celebrar o que o Chile deve realmente celebrar: que o Chile tenha uma Constituição escrita pelos representantes do povo chileno”, declarou o presidente.
No dia 11 de abril, os chilenos voltarão às urnas para eleger os 155 membros da Convenção Constituinte.
Mais cedo, Fernández participou de uma palestra na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) em Santiago, na qual afirmou que os chilenos vivem um "momento único e irrepetível" para redigir uma nova Constituição que mudará "aquilo que os chilenos entendem que falta para melhorar suas vidas".
Fernández também abordou a crise econômica provocada pela pandemia na América Latina e expressou a necessidade de aproveitar a situação como uma oportunidade para mudar os modelos de produção e desenvolvimento para combater a desigualdade na região, segundo comunicado da Cepal.
O presidente argentino chegou a Santiago na terça-feira e se reuniu com o presidente chileno, Sebastián Piñera, ocasião em que defendeu a "irmandade" para superar a pandemia na América Latina, onde a covid-19 já causou mais de 18 milhões de infecções e 580 mil mortes.
Fernández também realizou encontros com líderes do Congresso chileno e com empresários dos dois países.