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Roberto Marrero, chefe de gabinete do líder parlamentar venezuelano Juan Guaidó, continuará na prisão por determinação da Justiça, após uma audiência nesta quinta-feira.
Detido em 21 de março por agentes de Inteligência, Marrero "vai permanecer privado de sua liberdade" durante o processo de obtenção de provas, disse à imprensa o advogado Joel García, após audiência no Palácio da Justiça, em Caracas.
Marrero foi denunciado pelos crimes de "conspiração, legitimação de capitais, associação criminosa e ocultamento de armas e explosivos", segundo García.
O processo de recolhimento de provas tem o prazo de 45 dias.
Marrero foi acusado pelo governo de Nicolás Maduro de "organizar" uma operação para que mercenários contratados em El Salvador, Guatemala e Honduras cometessem "assassinatos seletivos" e "sabotagens" nos serviços públicos no território venezuelano.
Maduro denunciou ainda que Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, planejava um complô para assassiná-lo.
Mais cedo, a Controladoria Geral da Venezuela inabilitou Guaidó de exercer "qualquer cargo público" pelo prazo de 15 anos.
A Controladoria alega que em suas declarações patrimoniais, Guaidó não justifica gastos feitos no país e no exterior, com recursos supostamente vindos do exterior.
Na véspera, Guaidó convocou protestos para o próximo sábado pelos grandes apagões que atingem o país desde o dia 7 de março.
Em resposta, Maduro pediu "uma grande mobilização em todo o país" contra o que qualifica um "novo ataque criminoso ao sistema elétrico".
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