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O Ministério das Relações Exteriores liberou 1,3 milhão de francos suíços para incentivar a polícia afegã a recrutar centenas de mulheres.
A iniciativa é parte de um projeto mais amplo lançado pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) para restaurar a lei e a ordem no Afeganistão.
«O grande desafio consiste em encontrar mulheres dispostas a integrar a polícia nacional e garantir que elas serão aceitas sem serem importunadas», declara Jean-Marc Clavel a swissinfo.
O responsável do programa Afeganistão na Direção de Desenvolvimento e Cooperação (DDC), órgão do governo suíço, precisa que os recursos para esse projeto foram liberados no início de julho.
A idéia é recrutar mulheres para a polícia em todo o país. Na capital Kabul mas também em Mazar-e-Sharif, Jalalabad, Herat et Kandahar, com a formação de «unités féminines».
Um primeiro grupo de sete recrutas já começou os formação dois anos atrás. Convém lembrar que entre 1996 e 2001, durante o regime islamista talebã, as mulheres eram proibidas de trabalhar e de freqüentar escolas.
Uma polícia leal
Em 2002, o PNUD criou um fundo pela lei e a ordem no Afeganistão (Law and order trust fund Afghanistan, Lofta) para formar uma polícia civil profissional. O objetivo era servir o governo afegão e ter uma "ampla visibilidade pública para criar um sentimento de segurança na população".
Atualmente, cerca de 200 mulheres integram as forças de polícia afegãs. Elas têm o mesmo salários dos homens e a formação inclui os direitos das mulheres e as Convenções Constitucionais e Internacionais de direitos humanos.
Pagamento dos salários
Além do recrutamento, a Lofta prevê a compra de equipamentos (sem armas mortais), a reabilitação e instalação dos prédios onde funcionam e o pagamento de salários. O PNUD considera que os salários devem aumentar para dar credibilidade suficiente às forças de polícia.
Por outro lado, a DDC fez sua primeira contribuição ao Lofta em 2004, com um crédito de 1,2 milhão de francos para desenvolver um sistema eletrônico de pagamento de salários. Atualmente, o sistema está sendo testado e a Suíça reduziz sua contribuição para 50 mil francos.
Em 2005, o governo suíço investiu, através da DDC, quase 18 milhões de francos em projetos de ajuda humanitária e cooperação ao desenvolvimento no Afeganistão.
Novas tensões
Essas operações ocorrem em um contexto tenso. Segundo a polícia, o Afeganistão atravessa o período mais sangrento depois da queda do regime talebã em 2001.
Mais de 800 pessoas morreram desde maio último, principalmente militantes talebãs no sul do país. Com essas violências, foram interrompidos os projetos de desenvolvimento nessa região desfavorecida.
swissinfo
Fatos
Em 2005, a DDC investiu quase 18 milhões de francos suíços em diversos projetos de ajuda ao Afeganistão:
boa governância
desenvolvimento rural
coordenação da assistência
retorno de refugiados e pessoas descolocadas no estrangeiro
segurança alimentar
água potável e saneamento.
Breves
- A DDC não faz distinção entre necessidades de homens e mulheres em seus programas de ajuda e entre seus próprios funcionários.
- Formulada em 1993, essa política igualitária deu orígem, em 2003, ao programa "Igualdade de gêneros: uma chave para reduzir a pobreza".
- A DDC lançou em 1997 uma política interna de promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Promovê-la é uma das tarefas da direção.
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