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Casos de reação alérgica grave à vacina contra a covid-19 da Moderna são "raros" e foram limitados a apenas dez das mais de 4 milhões de pessoas que receberam as primeiras doses nos Estados Unidos, declararam as autoridades de saúde nesta sexta-feira (22).
Nenhum desses dez casos resultou na morte da pessoa inoculada.
"De acordo com esses testes preliminares, choques anafiláticos (reação alérgica severa) após a injeção da vacina da Moderna contra a covid-19 são um evento raro", informaram os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).
A principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos estudou, no período entre 21 de dezembro de 2020 e 10 de janeiro, 108 casos notificados como reações alérgicas em 4.041.396 primeiras doses injetadas.
As avaliações finais determinaram que apenas dez casos foram reações anafiláticas, dos quais seis resultaram em hospitalização e os outros quatro foram atendidos em serviços de emergência.
Isso representa 2,5 reações anafiláticas por milhão de injeções, muito menos do que a vacina Pfizer, que registrou um nível de 11,5 por milhão de inoculações, de acordo com um estudo anterior dos CDC.
Nove das 10 pessoas afetadas tinham histórico de reações alérgicas, por exemplo, a medicamentos ou alimentos, mas não a vacinas.
Os sintomas apareceram 15 minutos após a injeção em nove dos casos e meia hora no caso restante. Os dez casos foram flagrados em mulheres entre 31 e 63 anos.
A maioria das pessoas que tiveram reações alérgicas à vacina Pfizer também eram mulheres, mas isso pode ser devido ao fato de que dois terços das pessoas inoculadas com a primeira dose do imunizante do laboratório são do sexo feminino.
A infraestrutura onde foram realizadas as vacinações estão equipadas para atender às reações alérgicas graves e, se necessário, transferir os doentes para o hospital, disseram os CDC.