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O FMI e o Banco Mundial pediram nesta quarta-feira (25) aos credores bilaterais dos países mais pobres que "congelem o pagamento das dívidas" para que possam liberar dinheiro para combater a pandemia de coronavírus.
"O Banco Mundial e o FMI acreditam que é imperativo neste momento dar um senso global de alívio aos países em desenvolvimento, assim como enviar um sinal forte aos mercados financeiros", afirmam em um comunicado conjunto.
A pausa permitiria analisar a situação e as necessidades de cada país, destacaram as duas instituições.
"O Banco Mundial e o FMI acreditam que é imperativo, nesse momento, passar um sentimento global de alívio aos países em desenvolvimento, assim como um forte sinal aos mercados financeiros", indicam no comunicado.
O pedido aponta para os países qualificados par a ajuda do "IDA", um fundo destinado aos "dois terços da população mundial em extrema pobreza".
"A crise do coronavírus pode ter consequências econômicas e sociais severas para os países (do grupo) IDA, que abrigam um quarto da população mundial e dois terços da população mundial que vive em extrema pobreza", ressaltam.
FMI e BM também pediram ao G20 que os encarregue da tarefa de avaliação, para elaborar a lista de países com dívidas insustentáveis e, assim, trabalhar em uma restruturação.
"Convidamos os líderes do G20 a confiar ao Grupo do Banco Mundial e ao FMI essas avaliações, incluindo a identificação de países com situações insustentáveis de dívida, e a preparação de uma proposta de ação abrangente da parte dos credores bilaterais" em termos financeiros e de alívio da dívida.
A proposta será apresentada para aprovação nas reuniões de primavera (hemisfério norte) de ambas as organizações, programadas para os próximos 16 e 17 de abril.
"A comunidade internacional receberá de bom grado um apoio do G20 para este chamado", concluem as duas organizações financeiras globais.
Os chefes de Estado dos países membros do G20, que reúne as nações mais ricas e emergentes, realizarão uma videoconferência na quinta-feira para discutir o impacto do novo coronavírus no mundo.
Os países que poderiam se beneficiar do apelo lançado pelo Banco Mundial e FMI são aqueles elegíveis de acordo com os critérios da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), que faz parte do Grupo Banco Mundial e empresta dinheiro aos países mais pobres a uma taxa zero ou faz doações para programas econômicos ou sociais.
Essa entidade lida com os 76 países mais pobres do mundo.
Na América Latina e no Caribe, nações como Haiti, Honduras, Nicarágua ou Guiana fazem parte desse grupo.
No final do ano fiscal de 2019, em junho, a IDA comprometeu US$ 22 bilhões, 36% na forma de doações, segundo dados do Banco Mundial.