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O cólera deixou ao menos sete mortos no Haiti, disseram autoridades neste domingo (2), gerando temores de um ressurgimento da epidemia no país caribenho, assolado pela crise.
Quase três anos depois do fim da epidemia que matou 10.000 pessoas neste empobrecido país do Caribe, o Ministério de Saúde Pública disse que foram detectados vários casos suspeitos em Porto Príncipe a capital, assim como no subúrbio costeiro de Cité Soleil.
Laure Adrien, diretor-geral desta pasta, anunciou em coletiva de imprensa a morte de sete ou oito pessoas.
"A maioria das vítimas morreram em suas comunidades e não puderam ir aos hospitais", disse.
Protestos e saques sacodem o país, um dos mais pobres do mundo, desde que o primeiro-ministro Ariel Henry anunciou, em 11 de setembro, um aumento nos preços dos combustíveis.
A pasta da Saúde havia informado mais cedo em nota que foram tomadas medidas para limitar a propagação da doença, incluindo a investigação de outros possíveis casos positivos, enquanto instou-se o país a aumentar as medidas de higiene.
Introduzida pelo pessoal das Nações Unidas após o terremoto devastador de 2010, o cólera causou a morte de cerca de 10.000 pessoas.
As primeiras infecções foram registradas ao longo do rio Artibonite, onde as forças de paz da ONU jogaram fezes, provocando uma epidemia que se espalhou por todo o país.
Apenas em agosto de 2016 a ONU reconheceu oficialmente seu papel no início da pandemia.
Em 2019, tinha sido detectado o último caso prévio de cólera e em fevereiro de 2022, o ministério da Saúde Pública realizou uma cerimônia para marcar a eliminação oficial desta doença.