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A Boeing anunciou nesta quinta-feira que concluiu a atualização do sistema de estabilização MCAS do seu modelo 737 MAX, suspeito de ter causado dois acidentes que mataram 346 pessoas, assim como as mudanças requeridas no treinamento dos pilotos.
"Completamos todos os voos de teste de engenharia para a atualização do software e agora nos preparamos para o voo de certificação final", declarou o presidente da companhia, Dennis Muilenburg.
A notícia é um passo importante para a volta ao serviço dos 737 MAX, em terra desde meados de março, após os acidentes com os aparelhos da indonésia Lion Air e da Ethiopian Airlines.
Os investidores reagiram ao anúncio provocando um salto na ação da Boeing, já que o 737 MAX é o motor de vendas do grupo de Chicago.
Segundo a Boeing, foram realizados 207 testes de voo durante um total de mais de 360 horas com o 737 MAX modificado. As alterações também foram testadas em simulador.
O último ponto é importante porque países como Canadá exigem a capacitação dos pilotos em simulador, enquanto a Agência Federal de Aviação americana (FAA) recomenda apenas testes de iPad.
A Boeing destacou ter apresentado todos os elementos de capacitação de pilotos às autoridades de aviação civil de diversos países, assim como aos clientes das empresas aéreas.
O grupo aguarda agora a decisão da FAA para a realização do voo de teste de certificação das alterações do 737 MAX.
A FAA, cuja credibilidade foi questionada pela crise do 737 MAX, ainda não fixou a data para o voo de teste e quer assegurar que todos os elementos apresentados pela Boeing estejam dentro dos requisitos, revelou nesta quinta-feira à AFP uma fonte interna.
Daniel Elwell, chefe interino da FAA, declarou na véspera que o voo pode ocorrer na "próxima semana" ou alguns dias mais tarde.