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(Arquivo) O general Augusto Pinochet, em Antofagasta, Chile, no dia 21 de outubro de 1986(afp_tickers)
A Corte Suprema do Chile aumentou as penas de prisão de dois militares reformados condenados como autor e cúmplice dos assassinatos dos jornalistas americanos Charles Horman e Frank Teruggi, cometidos na ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, informou nesta quinta-feira o Poder Judiciário.
Em uma sentença unânime, a Corte Suprema condenou o brigadeiro do Exército, Pedro Espinoza, à pena de 15 anos de prisão, na qualidade de autor de ambos os homicídios, enquanto o coronel Rafael González foi condenado a 3 anos na qualidade de cúmplice do homicídio de Charles Horman.
Em primeira instância, o juiz a cargo do caso, Jorge Zepeda, havia determinado penas de sete anos de presídio para Espinoza e dois anos para González.
Espinoza já está preso por outros crimes da mesma categoria em um presídio de Santiago.
A investigação do caso mostrou que Horman, um roteirista que trabalhava para uma produtora chilena, foi detido por militares em 17 de setembro de 1973 - uma semana depois da instalação da ditadura Pinochet - acusado de realizar trabalhos "subversivos", após denunciar atividades da CIA (escritório de inteligência americano) contra a administração do então presidente Salvador Allende (1970-1973).
O desaparecimento de Horman inspirou o filme "Desaparecido - Um grande mistério" (1982), do cineasta grego Constantin Costa Gavras.
Já Frank Teruggi era um estudante que produzia o jornal de esquerda FIN (Fonte de Informação Norte-Americana), publicado nos Estados Unidos.
De acordo com a sentença judicial, pensava-se que lá "eram feitas publicações contrárias ao governo de seu país (EUA), em relação ao governo do Chile e a informação chilena para a esquerda americana, o que era considerado subversivo".
A cruel ditadura de Pinochet deixou 3.200 mortos e desaparecidos, segundo dados oficiais.
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