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TEERÃ (Reuters) - Parlamentares iranianos se opuseram neste sábado a um acordo sobre combustível nuclear esboçado pela Organização das Nações Unidas, aumentando as dúvidas em relação a uma proposta que tem o objetivo de amenizar as tensões sobre as atividades atômicas do país.
Sob o plano, apoiado pelos Estados Unidos, o Irã mandaria a maioria de seu urânio pouco enriquecido (LEU) para fora do país para maior processamento e receberia de volta um combustível mais refinado para um reator em Teerã.
A prioridade do Ocidente é reduzir o estoque de LEU do Irã, para impedir qualquer possibilidade de a República Islâmica transformá-lo em um urânio altamente enriquecido, necessário para a fabricação de uma bomba nuclear.
Mas políticos no Irã, que alega ter fins pacíficos para geração de eletricidade com o programa nuclear, mostraram grande receio em relação à proposta de partilhar o que eles consideram um recurso estratégico e um forte instrumento de barganha.
Vários congressistas disseram que o Irã deveria comprar o combustível de reator que precisa em vez de mandar seu próprio urânio para fora do país.
Diplomatas do Ocidente disseram que os países envolvidos acharam o pedido do Irã inaceitável.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou ter esperança de que negociações com as potências mundiais continuarão, embora tenha deixado claro a desconfiança do Irã em relações aos países ocidentais, devido ao seu "histórico negativo", informou a agência de notícias Isna.
(Por Fredrik Dahl and Hossein Jaseb)
Reuters