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A adesão à Suíça à União Européia continua sendo um "objetivo estratégico", reitera o ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss. Apesar de acordos bilaterais terem sido aprovados por larga maioria, o governo deve ser livre de decidir, realça.
O governo não quer "ficar com as mãos amarradas na elaboração de sua futura política européia", disse o ministro Deiss em entrevista ao jornal de Basiléia, Basler Zeitung.
O ministro considera improvável uma abertura de negociações sobre adesão antes de 2004.
A Suíça candidatou-se à adesão em 1992. Mas uma surpreendente rejeição por 50,3 por cento do chamado Espaço Econômico Europeu - que garantia uma participação econômica na UE - ela congelou sua candidatura.
O chanceler suíço estima necessário consolidar os acordos bilaterais que acabam de ser aprovados. Um deles, sobre a livre circulação de pessoas - um dos mais controvertidos - deve ainda ser ratificado pelos parlamentos dos 15 países da União Européia.
Mas a questão da adesão continua em pauta. No mês de junho o Parlamento suíço deve debater a iniciativa popular (ou seja pedido de referendo) apresentada pelos jovens socialistas.
Essa iniciativa pede início imediato de negociações sobre adesão à UE.
O ministro Joseph Deiss martela que "devemos primeiro consolidar os acordos bilaterais"...
Na realidade o governo está um pouco de mãos amarradas em relação a essa questão. O motivo é simples: cerca da metade dos suíços é contra a adesão que precisa por conseguinte ser preparada com calma.
swissinfo com agências.