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Por Mark Hosenball
WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Estado norte-americano está aumentando a segurança em algumas embaixadas dos Estados Unidos em antecipação à divulgação pública de um relatório muito aguardado do Senado que detalha o uso de duras técnicas de interrogatório da Agência Central de Inteligência (CIA), disseram autoridades norte-americanas nesta terça-feira.
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que as medidas de segurança adicionais refletiam as preocupações de que o relatório possa provocar protestos em países onde a CIA realizou prisões secretas que foram usadas para conduzir interrogatórios.
Ativistas de direitos humanos e alguns políticos dos EUA têm rotulado como "tortura" algumas das técnicas de interrogatório fisicamente estressantes, como a simulação de afogamento, que foram autorizadas pelo ex-presidente George W. Bush.
Por razões de segurança, funcionários do Departamento de Estado se recusaram a especificar como ou onde embaixadas norte-americanas estavam tendo sua segurança reforçada antes da divulgação do relatório do Comitê de Inteligência do Senado.
Um funcionário disse que o governo de Barack Obama estava preocupado que a publicação do relatório poderia acender uma "chama" em países do Oriente Médio e também assustar algumas agências de segurança estrangeiras, diminuindo a cooperação com os seus homólogos norte-americanos.
De acordo com documentos e reportagens extensas, locais onde a agência de espionagem secretamente colocava os presos como parte de um programa agora extinto incluíam Polônia, Romênia, Tailândia e Afeganistão, assim como a base militar dos EUA em Guantánamo, Cuba.
Embora os países envolvidos no programa tenham sido identificados nos noticiários há alguns anos, a publicação do relatório da comissão poderia reacender a raiva, especialmente no mundo muçulmano, em relação às práticas dos EUA desenvolvidas durante a "guerra ao terror" de Bush.
A maioria, se não todas, as referências no relatório aos antigos locais de prisões secretas da CIA foram editadas pelo governo Obama no processo de preparação de uma versão do relatório para divulgação ao público, disseram autoridades.
Não está claro quando o comitê do Senado irá divulgar a versão pública do documento.
Reuters