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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta terça-feira o governo equatoriano de executar uma "perseguição nazifascista" contra seus compatriotas emigrantes, após um feminicídio envolvendo um venezuelano gerar uma onda de xenofobia no Equador.
"Quero aproveitar para me solidarizar com os emigrantes venezuelanos que vivem no Equador e que estão sendo alvo de uma perseguição nazifascista por parte do governo equatoriano", disse Maduro em rede nacional de rádio e televisão.
"Dei instruções à Chancelaria para que elabore um plano de denúncia internacional em todos os organismos, porque o presidente do Equador convocou a formação de brigadas de perseguição contra o povo venezuelano que vive no Equador".
O assassinato de uma equatoriana no sábado em Ibarra (norte) fez com que setores da população expulsassem venezuelanos de hotéis, casas e parques onde dormiam, e exigissem que abandonassem a cidade, principal passagem para o interior do Equador.
O presidente equatoriano, Lenín Moreno, anunciou no domingo no Twitter a formação de "brigadas para controlar a situação legal dos imigrantes venezuelanos".
Após o incidente em Ibarra, o governo Moreno passou a exigir dos venezuelanos que entram no Equador a apresentação de uma certidão de antecedentes penais.
Quito também criou as brigadas para controlar a situação dos imigrantes nas ruas, locais de trabalho e pontos na fronteira.
Mais cedo nesta terça-feira, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, acusou o governo Moreno de "instigar uma espiral de violência xenófoba contra a comunidade migrante venezuelana no Equador" e afirmou que "corresponde a ele a obrigação de preservar a integridade e a vida dos venezuelanos naquele país".
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