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Por Richard Cowan e David Morgan
WASHINGTON (Reuters) - Na véspera do início do julgamento de impeachment do ex-presidente norte-americano Donald Trump, resultante de uma acusação de incitação ao ataque ao Capitólio no mês passado, seus advogados negaram nesta segunda-feira que ele incentivou a violência e questionaram a constitucionalidade de julgá-lo depois que ele deixou o cargo.
Os advogados de Trump acusaram os nove parlamentares democratas que o processarão, conhecidos como "gerentes do impeachment", de "desonestidade intelectual e vacuidade factual" no retrato que pintaram do discurso incendiário que Trump fez no dia 6 de janeiro a uma plateia de apoiadores antes de centenas invadirem o Capitólio no momento em que o Congresso se reunia para certificar formalmente a vitória eleitoral do presidente Joe Biden.
Uma fonte a par das conversas disse que o julgamento começará com um debate de quatro horas e depois uma votação para decidir se os procedimentos são inconstitucionais por Trump não ser mais presidente. Depois o julgamento terá até 32 horas de debate a partir do meio-dia de quarta-feira, acrescentou a fonte.
Os nove democratas que atuarão como procuradores esperam persuadir os membros do Senado de 100 cadeiras divididas pela metade a condenar Trump e impedi-lo de voltar a ocupar cargos públicos. O republicano encerrou seu mandato de quatro anos em 20 de janeiro após perder a eleição de 3 de novembro para Biden.
"A desonestidade intelectual e a vacuidade factual apresentadas pelos representantes da Câmara em seu memorando de julgamento só servem para enfatizar ainda mais o ponto de que este processo de impeachment nunca foi sobre buscar justiça", escreveram os advogados de Trump em um documento em resposta a uma petição dos promotores da Câmara .
Uma tentativa fracassada de 26 de janeiro de anular o caso contra Trump com o argumento de que seria inconstitucional realizar um julgamento pós-presidência teve o apoio de 45 dos 50 republicanos do Senado.