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O comandante da Força Aérea colombiana, Carlos Bueno, em Bogotá em 14 de setembro(afp_tickers)
A Colômbia denunciou a entrada de tropas da Venezuela em seu território pelo departamento de fronteira de La Guajira, depois de protestar na semana passada pela violação de seu espaço aéreo em três oportunidades, em mais um elemento da crise bilateral que completa um mês.
De acordo com um comunicado do exército colombiano, "um grupo de aproximadamente 15 membros da Guarda Nacional Bolivariana teria entrado em território colombiano" na sexta-feira no município de Maicao (La Guajira), extremo norte do país, onde a passagem de Paraguachón, que tem ligação com o estado venezuelano de Zulia, permanece fechada por ordem do presidente Nicolás Maduro.
"Os militares venezuelanos atravessaram a fronteira em aparente perseguição de um indivíduo, que estava em uma motocicleta e pretendia cruzar a fronteira para a Venezuela através de uma passagem informal", afirma o comunicado.
"A Guarda Nacional Bolivariana deu tiros e perseguiu, dentro do território colombiano, entrando quase um quilômetro", completa o texto.
O motociclista desceu do veículo e entrou em uma casa. Os militares venezuelano incineraram a moto e retornaram a seu país, segundo o exército.
As tropas colombianas estão de três a cinco quilômetros da linha da fronteira, em missões de "interdição ao contrabando", um crime que tanto Bogotá como Caracas reconhecem, especialmente com a passagem para a Colômbia de combustível e outros produtos altamente subsidiados pelo governo venezuelano.
No fim de semana passado, a Colômbia também denunciou a violação de seu espaço aéreo por aviões militares venezuelanos.
A crise entre os dois países, que completa um mês, começou com o fechamento da passagem limítrofe pelo departamento colombiano de Norte de Santander, que depois se ampliou ao La Guajira Arauca.
A tensão aumentou com a convocação para consultas dos embaixadores e denúncias de violações dos direitos humanos de 1.532 colombianos deportados do país vizinho, e 18.377 retornados por medo de expulsão, de acordo com um balanço da ONU.
AFP