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A Suíça deveria impulsionar a cooperação militar transnacional e melhorar sua capacidade de combater os ataques cibernéticos, diz o grupo de reflexão liberal Avenir Suisse.
Em um estudoLink externo sobre "Perspectivas da Política de Segurança" divulgado na sexta-feira, o Avenir Suisse escreve que "a proteção proporcionada pelo ambiente geográfico e político da Suíça está diminuindo". A invasão russa da Ucrânia e o conflito armado em curso no país representam "um ponto de inflexão na ordem europeia do pós-guerra. Mas já há algum tempo, os conflitos também têm sido cada vez mais travados abaixo do limiar real da guerra na forma 'híbrida'".
Isto inclui ciberataques, diz o grupo de reflexão. "Cenários não convencionais, como os ataques cibernéticos contra militares e outras infraestruturas críticas, estão ganhando importância em comparação com as ameaças armadas convencionais", observa Avenir Suisse.
Os meios militares por si só não são suficientes para controlar as ameaças às quais a Suíça está hoje exposta, que também incluem pandemias, falta de energia, interrupções de redes móveis e ataques terroristas, com ou sem drones, diz o estudo.
Reforço das defesas
Apesar das novas ameaças, o grosso dos investimentos destinados à atualização do equipamento do exército suíço na próxima década é para a compra de meios convencionais, enquanto apenas uma pequena parte do orçamento é destinada ao aumento da defesa cibernética, de acordo com o Avenir Suisse. A segurança cibernética na Suíça deve ser reforçada, tanto no exército quanto na infraestrutura crítica, conclui.
O governo suíço anunciou no ano passado uma decisão controversa de comprar 36 novos caças F-35 do fabricante norte-americano Lockheed Martin. "Os caças aéreos F-35A são projetados especificamente para o posicionamento dentro de uma aliança militar (isto é, a OTAN)", diz o Avenir Suisse. "Para aproveitar todo o seu potencial, a cooperação militar transnacional deve ser intensificada, por exemplo, participando de exercícios da OTAN".
Isto significa que a Suíça, que não é membro da OTAN, teria que esclarecer "questões de neutralidade", diz o grupo de reflexão.
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