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A comissão parlamentar de Israel responsável pelo coronavírus anulou nesta terça-feira (21) um decreto governamental que ordenava o fechamento de restaurantes para conter o avanço da COVID-19.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o Ministério da Saúde anunciaram na sexta-feira uma série de medidas para "evitar um confinamento geral devido ao forte aumento da mortalidade relacionada ao coronavírus".
Essas medidas incluíam o fechamento da maioria dos comércios não essenciais e locais públicos no fim de semana, assim como o fechamento imediato de academias e restaurantes.
Consequentemente, os comércios, salões de beleza e locais públicos como bibliotecas ou piscinas deveriam fechar suas portas a partir de sexta-feira, quando começa o shabbat.
Diante dos protestos de proprietários de restaurantes, o governo decidiu adiar até terça-feira esse fechamento polêmico para o setor. O decreto permitia apenas a venda de refeição para levar ou entregar em casa.
No entanto, a comissão parlamentar, revogou na segunda-feira as ordens de fechamento de piscinas e praias e anunciou hoje que os restaurantes podem permanecer abertos.
Israel, com quase nove milhões de habitantes, tem oficialmente registrados mais de 52.000 casos de coronavírus e 422 mortes. Embora suas medidas rigorosas no início da pandemia tenham gerado elogios, o país sofre agora um segundo surto de contágios.