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Presidente turco, Tayyip Erdogan. Turquia, 03/04/2017. REUTERS/Umit Bektas(reuters_tickers)
Ancara (Reuters) - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, conclamou nesta segunda-feira os eleitores turcos na Europa a desafiarem os "netos do nazismo" e apoiarem o referendo deste mês sobre uma mudança na constituição, em comentários que devem agravar a ira no continente.
Erdogan vem criticando países europeus repetidamente, incluindo a Alemanha e a Holanda, em campanha para o referendo, e os acusa de táticas ao "estilo nazista" por impedirem que seus ministros falem em demonstrações de eleitores turcos no exterior.
O presidente turco conta com o apoio de expatriados na Europa, incluindo os 1,4 milhão de turcos na Alemanha elegíveis para votar no referendo, para aprovar mudanças constitucionais que lhe dariam amplos poderes presidenciais.
"Com esta determinação, nunca permitiremos que três ou quatro fascistas europeus ... prejudiquem a honra e o orgulho deste país ", disse Erdogan para um multidão de simpatizantes em Rize, no Mar Negro, de onde sua família vem.
"Apelo aos meus irmãos e irmãs que votam na Europa ... deem a resposta apropriada àqueles que impõem esta opressão fascista e aos netos do nazismo."
Os alemães e holandeses se revoltaram com as referências ao nazismo, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que essas menções precisam parar.
Erdogan ainda disse que poderia fazer um referendo, se necessário, sobre a volta da pena de morte no país.
"A União Europeia não vai gostar disso, mas eu não me importo com o que Hans, George ou Helga dizem, eu me importo com o que Hasan, Ahmet, Mehmet, Ayse e Fatma dizem. Eu me importo com o que Deus diz ... Se necessário, vamos Levar esta questão para outro referendo também ", disse ele para a multidão.
A Turquia abandonou a pena capital mais de uma década atrás como parte de sua iniciativa de filiação à União Europeia. Restaurá-la – o que multidões pediram após o golpe de Estado fracassado de 15 de julho – praticamente enterraria as chances de Ancara entrar na UE, disseram autoridades do bloco.
(Por Ece Toksabay)
Reuters