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Os adversários políticos do ex-presidente Evo Morales anunciaram que contestarão sua candidatura ao Senado, embasados no fato de o ex-presidente, refugiado na Argentina, não residir na Bolívia, conforme exigido pela Constituição.
"Vamos contestar esse registro porque fica claro que Evo Morales não é residente no país", disse o senador Oscar Ortiz, do partido da presidente Jeanine Áñez, que lembrou que a Carta Magna estabelece como exigência aos candidatos que residam permanentemente na região para a qual são indicados pelo menos nos dois anos anteriores à eleição.
O líder cívico de Cochabamba, Juan Flores, um dos oponentes do ex-governador, disse que "de acordo com as leis, ele não é e não pode ser candidato, ele está desabilitado, porque a Constituição o proíbe".
Morales renunciou em 10 de novembro, em meio a uma forte convulsão social e foi asilado um dia depois no México. Desde 12 de dezembro, ele está na Argentina como refugiado.
O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) recebeu na segunda-feira listas de candidatos de oito alianças e partidos políticos para presidente, vice-presidente, senadores e deputados.
O Movimento para o Socialismo (MAS) apresentou Morales como candidato a senador pelo departamento de Cochabamba, centro do país e onde fica seu reduto eleitoral, na região cocaleira de Chapare.
O TSE tem até a próxima segunda-feira para verificar se os candidatos cumpriram os requisitos exigidos por lei. O deputado do MAS, Sergio Choque, disse que é o órgão eleitoral "que precisa resolver esses aspectos".
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