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Cerca de 800 bolivianos terão que passar por uma quarentena na cidade chilena de Iquique (norte), depois que os governos do Chile e da Bolívia acordaram nesta segunda-feira a medida como condição para permitir a passagem da fronteira, fechada como uma prevenção para o avanço do coronavírus.
Os bolivianos ficaram por uma semana na cidade chilena de Colchane - com cerca de 1.600 habitantes e 3.700 metros acima do nível do mar - sem comida ou acomodação em campos ao ar livre, uma vez que o governo boliviano havia fechado suas fronteiras e militares os impediam de passar.
Diante dessa situação, os ministros das Relações Exteriores do Chile e da Bolívia acordaram que os bolivianos na fronteira poderão retornar ao seu país depois de realizarem essa quarentena em um abrigo na cidade de Iquique, cerca de 250 km a oeste de Colchane, anunciou o ministro das Relações Exteriores chileno, Teodoro Ribera.
"Isso representa um tratamento mais humano para as pessoas que ficaram em Colchane", disse Ribera.
Os primeiros 437 bolivianos, incluindo mulheres grávidas, crianças e idosos, foram transferidos de Colchane em 43 ônibus para Iquique, onde foram alojados em uma escola pública.
Para atravessarem a fronteira, fechada há pelo menos três semanas, os bolivianos devem concluir a quarentena de 14 dias. Depois serão transferidos para a cidade de Pisiga, no lado boliviano da fronteira, onde permanecerão confinados por mais sete dias.
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