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Enquanto busca voltar à Lua, a Nasa está aberta à ideia de participação internacional, o que poderia significar que um não americano pise no satélite natural da Terra pela primeira vez na história, disseram chefes espaciais globais nesta segunda-feira.
"Acho que há muito espaço na Lua e precisamos que todos os nossos parceiros internacionais nos acompanhem até a Lua", disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, a repórteres no 70º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado em Washington.
"Se pudermos chegar a acordos sobre as contribuições de todas as nações e como elas farão parte da arquitetura, então certamente o faria, eu veria que não haveria razão para que não possamos ter todos nossos parceiros internacionais conosco na Lua", acrescentou.
Os americanos estão desenvolvendo uma nave espacial (Orion) e uma mini estação espacial (Gateway) que permanecerá em órbita lunar, que em teoria serão usadas para uma primeira missão tripulada em 2024, Artemis 3.
Apenas um elemento da missão será produzido fora dos EUA: o módulo de serviço Orion, que fornecerá eletricidade, propulsão, controle térmico, ar e água no espaço e será entregue pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Somente quando a Gateway for expandida, os não americanos também poderão fazer a viagem.
"Estamos discutindo também com a Nasa, para termos astronautas europeus na superfície da Lua - essa é obviamente a intenção europeia", disse Jan Worner, chefe da ESA, na mesma conferência de imprensa.
O ano de "2024 é com certeza algo puramente americano", disse mais tarde à AFP. Para os europeus, poderia ser "2027, 2028, algo assim".
O Japão também quer aproveitar o novo programa dos EUA para escrever um novo capítulo em sua própria história.
"É uma pergunta muito simples para mim, porque a Jaxa gostaria de enviar astronautas japoneses para a superfície da Lua", disse Hiroshi Yamakawa, presidente da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.
A construção da ISS no final dos anos 1990 pareceu inaugurar uma nova era de cooperação espacial entre os EUA e a Rússia após a Guerra Fria. Mas esta vez Washington não está com disposição para trabalhar com rivais geopolíticos.
Especificamente, o Congresso dos EUA proibiu explicitamente qualquer cooperação com a China, a maior economia do mundo e uma potência espacial emergente.
Durante seu discurso de abertura da conferência, o vice-presidente Mike Pence repetiu sete vezes que os EUA querem trabalhar com "nações amantes da liberdade".
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