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A mãe de um ex-marine americano preso no Irã por acusações de espionagem pediu ao presidente Barack Obama que interceda ante Teerã para que seja libertado, quando os dois países negociam um histórico acordo nuclear.
Em uma carta difundida num momento em que os Estados Unidos e outras cinco potências mundiais acabam de acertar com o Irã estender a vigência de um acordo temporário sobre o programa nuclear iraniano, a mãe de Amir Hekmati pede ao presidente que aproveite a atmosfera de cooperação para pressionar por seu caso.
"É um momento histórico para o Irã e os Estados Unidos. Peço que não se esqueça de Amir, dos serviços que prestou, seu lindo sorriso e seu amor pela vida", escreveu Behnaz Hekmati, nascida no Irã, mas cidadã americana.
Detido em agosto de 2011, Amir Hekmati foi declarado culpado por espionagem a favor da CIA, apesar dos desmentidos de Washington. Foi condenado à morte em janeiro de 2012, mas sua pena foi anulada dois meses depois pela Suprema Corte de Justiça do Irã, que recentemente o condenou a dez anos de prisão.
Segundo sua família, o homem, que em breve fará 31 anos, visitava amigos no Irã quando foi detido e nega as acusações contra ele.
Obama fez referência a seu caso em setembro de 2013, durante sua histórica conversa por telefone com seu colega iraniano Hassan Rohani, a primeira entre dirigentes dos dois países desde a ruptura das relações diplomáticas em 1980.