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O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Henry Ceant, anunciou na noite de sábado (16) medidas de urgência, entre elas cortes administrativos, luta contra o contrabando e a corrupção, após 10 dias de paralisação do país.
"A primeira medida é cortar o orçamento do primeiro-ministro em 30%, sugerindo à Presidência e ao Parlamento que façam o mesmo", disse Ceant.
"Também serão retirados os privilégios desnecessários dos funcionários do Estado, como gastos de combustível, telefone, viagens inúteis ao exterior, e assessores", acrescentou em um discurso transmitido pela televisão.
Em sua fala, o chefe de Governo também declarou que enfatizará a luta contra a corrupção e o contrabando.
Além disso, anunciou reuniões com o setor privado para considerar um aumento do salário mínimo.
Condenou a queima, na sexta-feira, da bandeira dos Estados Unidos, "um país amigo", por parte de manifestantes para denunciar a ingerência de Washington na política haitiana.
Ao menos sete pessoas morreram no Haiti desde 7 de fevereiro em distúrbios que causaram importantes danos materiais, principalmente na capital. Os manifestantes pedem melhores condições de vida e a renúncia do presidente, Jovenel Moise.
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