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Três cantões dos mais prósperos da Suíça - Basileia, Genebra e Zurique – querem poder acolher mais trabalhadores qualificados de países de fora da União Europeia.
Os secretários estaduais de economia e planejamento das três regiões emitiram uma demanda conjunta ao governo para aumentar de 6500 para 8500, por ano, o número de autorizações de residência e autorizações de trabalho para especialistas de países que não fazem parte da União Europeia. O limite foi imposto em 2015, após um voto anti-imigração.
Os cantões alertam que as grandes empresas sediadas na Suíça podem acabar se mudando para países como a Alemanha ou Singapura, se não puderem recrutar o número suficiente de trabalhadores qualificados fora da UE.
Os representantes da economia desses estados lançaram um apelo, já que autoridades e empresas continuam lidando com as consequências do resultado do plebiscito anti-imigração de 9 de fevereiro de 2014.
Após a votação, o governo decidiu reduzir as cotas para trabalhadores qualificados de fora da UE e da EFTA desde janeiro de 2015, em uma tentativa de melhorar o potencial da mão de obra interna.
As empresas suíças foram limitadas a um total de 6500 especialistas de países de fora da UE e da EFTA.
Houve também uma redução do número máximo de prestadores de serviços da UE e da ETFA (que inclui Noruega, Islândia e Liechtenstein) que pode vir à Suíça por um período de mais de 90 ou 120 dias - e para os quais o acordo de livre circulação não se aplica. Os atuais 3000 vistos de residência de curta duração passarão para 2000, e os de longa duração serão reduzidos pela metade, de 500 para 250.
O governo suíço diz que a redução foi destinada a criar um incentivo para que as empresas suíças aproveitassem melhor a força de trabalho suíça.
swissinfo.ch com agências