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Na primeira partida das duas seleções na Copa do Mundo, França e Suíça terminam empatadas sem gols, após 90 minutos de combate acirrado.
Composta em grande parte por jovens jogadores, a seleção suíça conseguiu mostrar que está à altura de ex-campeões mundiais.
Tristeza para uns e alegria para outros. A França decepcionou sua torcida nesta terça-feira ao ficar no empate sem gols no jogo disputado contra a seleção suíça, na estréia da Copa do Mundo. Já os torcedores helvéticos vibraram com a performance da sua equipe.
Quando o juiz apitou o início da partida entre as duas seleções, os comentaristas franceses desdenhavam os adversários utilizando a típica expressão "les petits suisses" (os pequenos suíços). Por outro lado, eles lembravam que se tratava de uma equipe jovem em relação aos campeões da Copa de 1998, cuja média de idade, ninguém esconde, está acima dos trinta anos.
Talvez a culpa tenha sido do calor no estádio Gottlieb Daimler em Stuttgart ou dos problemas internos entre vários jogadores do "Les Bleus", como são conhecidos os franceses pela camisa azul. O certo é que os suíços conseguiram não apenas se defender, mas também mostrar em várias situações que eram capazes de fazer gol.
Os primeiros 20 minutos começaram lentos, com vantagem para a França. As duas equipes concentravam a sua defesa e faziam incursões esporádicas no ataque. Zidane justificou sua fama de ídolo armando diversas situações perigosas e passando a bola para a área, sem encontrar, porém, ninguém que a colocasse dentro da rede.
A grande chance aconteceu aos 37 minutos, quando o craque francês chutou a bola para Ribery, que preferiu passar a pelota para Henry. Ele chutou-a e a bola pegou na mão esquerda do jogador suíço Ludovic Magnin. Os franceses pediram pênalti, mas o árbitro russo Valentin Ivanov ignorou o lance.
Segundo tempo
O segundo tempo começou mais equilibrado para os suíços. Seguros da bola, depois de várias chances perdidas de gol, os jogadores da "Nati", apelido carinhoso da seleção suíça, partiram então para o ataque.
Quando a Suíça substituiu Marco Streller por Daniel Gygaz, este último criou a primeira emoção da etapa final, aos 19 minutos antes do fim da partida, quando entrou pela direita e chutou em cima de Berthez.
Os franceses demonstraram também um certo desequilíbrio. Zidane e Gallas chegaram mesmo a discutir na frente das câmaras de televisão.
No final da partida, a equipe do carismático técnico Koebi Kuhn conseguiu almejar o que mais sonhava: não fazer feio. Ela obteve um ponto e melhorou, dessa forma, suas chances de chegar às oitavas de final.
swissinfo com agências
Fatos
A partida disputada entre as equipes suíça e francesa foi equilibrada, segundo os comentaristas. As duas seleções perderam boas oportunidades de gol durante os 90 minutos de jogo.
A seleção suíça, com exceção de 1993 depois de uma vitória de 1 a 0 contra o time italiano, nunca conseguiu derrotar uma das grandes seleções.
Os próximos jogos da Suíça serão contra o Togo (19 de junho, Dortmund) e a Coréia do Sul (23 de junho, Hanôver).
Breves
Data: 13/6/2006 (terça-feira)
Horário: 18h (horário da Alemanha)
Resultado: 0 x 0
Local: Gottlieb Daimler Stadion, em Sttutgart (ALE)
Cartões amarelos: Ludovic Magnin, Tranquillo Barnetta, Philipp Degen, Ricardo Cabanas, Zinedine Zidane, Willy Sagnol e Alex Frei.
Jogadores da França: Fabien Barthez; Willy Sagnol, Lilian Thuram, William Gallas e Eric Abidal; Patrick Vieira, Claude Makelele, Sylvain Wiltord (Vikash Dhorasoo) e Zinedine Zidane; Frank Ribéry (Louis Saha) e Thierry Henry
Técnico: Raymond Domenech
Jogadores da Suíça: Pascal Zuberbuehler; Ludovic Magnin, Philippe Senderos, Patrick Mueller (Johan Djourou) e Philipp Degen; Raphael Wicky (Xavier Margairaz), Johann Vogel, Tranquillo Barnetta e Ricardo Cabanas; Marco Streller (Daniel Gygax) e Alex Frei.
Técnico: Koebi Kuhn
Árbitro: Valentin Ivanov (Rússia)
Assistentes: Nikoli Golubev e Evgeni Volnin (Rússia)