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O ministro da Economia, Johann Schneider-Ammann, quer acelerar um acordo de livre comércio entre a Suíça e os países latino-americanos do Mercosul, mas há preocupação no setor agrícola.Este conteúdo foi publicado em 22. fevereiro 2018 - 11:20
"Um acordo de livre comércio sem o setor agrícola é impensável", disse Schneider-Ammann em entrevista coletiva na terça-feira. Ele falava depois de uma reunião com cerca de trinta empresas e organizações agrícolas para discutir os aspectos relacionados à agricultura. O sindicato dos agricultores suíços (USP) recusou-se a participar.
Um acordo comercial com o Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, pode dar aos exportadores suíços acesso a um mercado de 260 milhões de consumidores, mas o setor agrícola terá que aceitar algumas mudanças.
O governo tomou isso em consideração quando, em novembro passado, revelou planos sensíveis para a reforma agrícola, incluindo mais concorrência e menos protecionismo.
Esta estratégia é combatida pela USP, que diz que o plano não contém medidas para mitigar as "grandes perdas que sofrerão as famílias agricultoras". Também diz que as negociações do Mercosul e o plano de reforma agrícola são questões distintas que não devem ser vinculadas.
Representantes das 27 organizações que participaram da reunião, incluindo associações de produtores de leite, carne e cereais, concordaram que o protecionismo não é uma opção, de acordo com Schneider-Ammann. Ele disse que os efeitos de um acordo sobre a agricultura seriam limitados, embora ele não tenha citado números.
A Suíça quer um acordo com o Mercosul rapidamente, porque a União Européia está perto de um acordo com esses países e, se chegar a um acordo antes da Suíça, os exportadores suíços sofrerão.
Apesar do tamanho do mercado sul-americano, a Suíça atualmente exporta apenas CHF 4 bilhões (US$ 4,28 bilhões) para países do Mercosul. O acordo de livre comércio afetaria não apenas a agricultura, mas as empresas de exportação que atualmente enfrentam tarifas consideráveis nesses países.
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