Document ID: /fineweb-2-swissfilter-quality_10-filterrobots/filtered/02490.jsonl.gz/24

Conteúdo externo
O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.
Foto cedida pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) mostra Ertharin Cousin (E), em Damaturu, no dia 26 de janeiro de 2017(afp_tickers)
A presidente do Programa Mundial de Alimentos (PMA) declarou que espera que o governo dos Estados Unidos continue financiando sua organização, apesar de que, segundo alguns meios americanos, a nova administração de Washington considera fazer cortes.
A revista Foreign Policy afirmou na quinta-feira que teve acesso a um decreto presidencial do novo presidente americano, Donald Trump, que propunha reduzir 40% o financiamento voluntário dos Estados Unidos às agências das Nações Unidas, incluindo o PMA e a Unicef, o fundo para a infância.
"Os Estados Unidos são o maior doador do PMA há mais de 50 anos", declarou a diretora-executiva do programa, Ertharin Cousin, durante uma visita ao nordeste da Nigéria, muito afetado pela insurreição do grupo extremista islâmico Boko Haram.
"Nossa esperança é que esta organização (...), que teve o apoio de republicanos e democratas, possa continuar recebendo a ajuda financeira necessária", afirmou Cousin à AFP.
Uma redução do financiamento americano representaria uma diminuição dos "apoios vitais" oferecidos pelo PMA às populações necessitadas, acrescentou.
O conflito entre o exército nigeriano e os jihadistas no nordeste da Nigéria já deixou 20.000 mortos e 2,6 milhões de deslocados desde 2009.
A segurança melhorou recentemente nos estados de Borno, Yobe e Adamawa, os mais afetados pelos combates, e os agentes humanitários puderam chegar a zonas isoladas, onde milhares de pessoas perderam suas casas e seu sustento.
O PMA afirma ter ajudado mais de um milhão de vítimas de desnutrição em dezembro e espera assistir 1,8 milhão no primeiro trimestre de 2017. De acordo com Cousin, o programa precisará de 162 milhões de euros nos próximos meses.
A questão do financiamento é essencial para as ONGs que trabalham nesta região, devastada pela guerra perpetrada pelo Boko Haram, que se estendeu a Camarões, Chade e Níger.
Ayoade Alakija, coordenadora de ajuda humanitária no governo nigeriano, considera que qualquer redução no financiamento americano terá um impacto mundial nos projetos de saúde materno-infantil.
"Será catastrófico. Somos responsáveis por nossos irmãos. Somos todos humanos e isso é o que a liderança mundial significa, e ele [Trump] não entende isso", afirmou.
AFP