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Centenas de hondurenhos entraram na Guatemala nesta quarta-feira (15) depois de iniciar uma nova caravana de migrantes em busca de melhores condições de vida nos Estados Unidos, apesar das barreiras impostas pelo presidente Donald Trump em colaboração com os governos da América Central.
Cerca de 400 homens, mulheres e crianças se reuniram em Corinto, na fronteira de Honduras com a Guatemala, cerca de 220 km ao norte de Tegucigalpa, mas um contingente policial bloqueou sua passagem.
Um oficial pediu que eles fossem ao escritório de Migração para se registrar antes de cruzar a fronteira. No entanto, os migrantes romperam o cerco da polícia e conseguiram entrar na Guatemala.
Uma dúzia de policiais guatemaltecos esperavam por eles na beira da estrada, mas os deixaram passar, apenas os escoltando em dois veículos.
Outros migrantes que mais tarde chegaram a Corinto de San Pedro Sula em pequenos grupos foram detidos por policiais que pediram documentos.
A modalidade de migração de caravanas começou em Honduras em 14 de outubro de 2018, com cerca de 2.000 pessoas fugindo do desemprego e a violência de gangues sangrentas e traficantes de drogas que dominam vastas áreas do território hondurenho.
Ao êxodo em massa se somaram salvadorenhos, guatemaltecos e mexicanos, o que provocou a ira do presidente Trump, que mobilizou militares para reforçar a segurança da fronteira na tentativa de impedir a passagem dos migrantes.
A colaboração dos governos de El Salvador, Guatemala e México para dificultar o êxodo havia dissuadido os migrantes, motivo pelo qual o comparecimento à nova convocatória surpreendeu.
Cerca de 30.000 hondurenhos que chegaram em caravanas ou grupos menores permanecem no México aguardando a resposta de seu pedido de refúgio nos Estados Unidos, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Honduras.
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