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Policiais na região do Maracanã antes da final da Copa do Mundo em 13 de julho(afp_tickers)
Quatro policiais foram detidos por agressão durante os protestos no Rio de Janeiro contra a Copa do Mundo, informou a Polícia Militar nesta terça-feira.
Os quatro policiais participaram de uma operação no domingo, simultânea à final da Copa do Mundo, e "receberam instruções para se apresentar ao batalhão de grandes eventos, onde permanecerão detidos".
No domingo passado, a PM dispersou cerca de 300 manifestantes que pretendiam chegar ao Maracanã, durante a final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina (1-0).
Um dos policiais foi acusado de agredir o fotógrafo canadense Jason Ohara, que teve sua câmera roubada. Imagens divulgadas no site do jornal Folha de São Paulo mostram a vítima no chão sendo chutada no rosto por um PM.
Outro policial é acusado de agredir um câmera e um terceiro, de chutar um manifestante durante o protesto, contra o qual a PM utilizou bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.
Uma manifestante acusou um quarto PM de assédio, e a "denúncia é baseada em um vídeo", informou a Polícia Militar.
Nesta terça-feira, cerca de 500 pessoas realizaram um protesto diante do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para exigir a libertação de 19 manifestantes presos em uma operação policial prévia à final da Copa.
O Tribunal de Justiça do Rio decretou a soltura, no início da noite desta terça, de 13 dos 19 detidos, sob a acusação de formação de quadrilha.
No final de semana, o juiz Flávio Itabaiana Nicolau emitiu 26 mandados de prisão contra pessoas que articulariam atos violentos para o domingo, durante a final da Copa. A polícia conseguiu deter 19 e os demais estão foragidos.
Segundo o TJ, o juiz Nicolau não apresentou elementos que comprovem a necessidade de que essas pessoas permanecessem presas, o que justifica os habeas-corpus.
AFP