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LONDRES (Reuters) - Parlamentares do Partido Conservador da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, que estão tentando expulsá-la da função de líder foram instruídos a "aguentar e a se calar" pela chefe do partido na Escócia.
Outros do partido alertaram que a incerteza sobre May está prejudicando as negociações sobre o Brexit com a União Europeia.
May disse na sexta-feira que irá continuar como líder, após um ex-presidente do partido dizer ter conseguido o apoio de 30 parlamentares que querem a saída da primeira-ministra.
Figuras importantes se uniram em torno de May, mas a rebelião aberta coincide com as cruciais conversas com a União Europeia somente 18 meses antes de o Reino Unido ser obrigado a sair do bloco.
Em Bruxelas, autoridades estão questionando se May irá sobreviver até uma cúpula em 19 de outubro, mas diplomatas disseram que os governos não irão aliviar suas demandas para ajudá-la a seguir em frente com conversas sobre uma transição pós-Brexit.
A líder conservadora escocesa, Ruth Davidson, uma possível sucessora caso May seja forçada a renunciar e que realizou duras campanhas contra o Brexit no ano passado, disse à BBC que os críticos à primeira-ministra devem "aguentar, se calar e deixar o palco".
"Eu diria ao meu partido para colocar sua casa em ordem, se juntar, se empenhar e garantir que nosso primeiro compromisso, último compromisso e único compromisso seja o país", disse.
A mensagem de Ruth foi feita após o ex-presidente do partido Grant Shapps passar por estúdios de mídia pedindo uma eleição para a liderança do partido. Shapps disse que 30 parlamentares conservadores apoiavam sua visão, bem menos do que os 48 necessários para iniciar uma disputa.
(Por Michael Holden; reportagem adicional de Alastair Macdonald, em Bruxelas)
Reuters