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Cuba advertiu na quarta-feira (30) o atual governo dos Estados Unidos contra a redesignação da ilha como Estado patrocinador do terrorismo, uma medida que estaria em discussão e que poderia prejudicar a diplomacia do presidente eleito, Joe Biden.
O secretário de Estado, Mike Pompeo, está analisando a possibilidade, antes de deixar o cargo em 20 de janeiro, de retornar Cuba à lista proibida, o que impede severamente o investimento estrangeiro, disse uma pessoa a par da situação.
Citando um alto funcionário do governo não identificado, a CNN noticiou que Pompeo faria a designação "nos próximos dias".
O New York Times primeiro reportou que o Departamento de Estado havia elaborado a proposta, mas disse que não estava claro se Pompeo a aprovaria.
"Eu denuncio as manobras do secretário de Estado Pompeo para incluir #Cuba na lista de Estados que patrocinam o terrorismo para agradar a minoria anticubana na Flórida", escreveu o chanceler cubano, Bruno Rodriguez, no Twitter.
"#EUA concede abrigo e impunidade a grupos terroristas que atuam contra Cuba a partir desse território", disse ele, em uma acusação conhecida contra ativistas anticomunistas cubano-americanos que negam qualquer delito.
A discussão ocorre antes do 60º aniversário, em 3 de janeiro, do rompimento das relações dos Estados Unidos com a ilha vizinha após a revolução comunista de Fidel Castro.
As tensões finalmente diminuíram com o ex-presidente Barack Obama, que declarou que a política de isolar a ilha era um fracasso, estabeleceu relações diplomáticas e retirou Cuba da lista de terrorismo em 2015.
Biden, que era o vice-presidente de Obama, deu apenas detalhes gerais de sua política sobre Cuba, mas indicou que mais uma vez relaxaria as restrições aos americanos que viajam para lá e enviam dinheiro para familiares na ilha, enquanto ainda levanta preocupações sobre direitos humanos.
Biden poderia novamente retirar Cuba da lista, mas seu Departamento de Estado precisaria fazer uma revisão formal que declarasse que o país não esteve envolvido com terrorismo nos últimos seis meses.
Não está claro com que base Pompeo designaria Cuba, mas antes de Obama os Estados Unidos apontariam para o apoio de Havana aos movimentos de esquerda no hemisfério ocidental.
Um porta-voz do Departamento de Estado disse que a agência não "discute deliberações ou potenciais deliberações sobre designações".
A postura dura do presidente Donald Trump em relação a Cuba e sua aliada, a Venezuela, foi creditada por cortejar comunidades de imigrantes e ajudá-lo a ganhar o crucial estado da Flórida nas eleições do mês passado.
Apenas três nações permanecem na lista negra do terrorismo - Irã, Coreia do Norte e Síria - depois que Trump removeu o Sudão no mês passado.
A designação vem com amplas sanções que espantam muitos investidores estrangeiros que não querem se arriscar a sofrer penalidades na maior economia do mundo.