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Protesto da oposição venezuelana contra a violência e a crise econômica em Caracas em 8 de agosto(afp_tickers)
A justiça venezuelana concedeu na quarta-feira a liberdade condicional ao ex-ministro da Defesa Raúl Isaías Baduel, um aliado e posterior crítico do falecido presidente Hugo Chávez, que se considerava um preso político, informou o advogado de defesa.
"Estamos saindo de Ramo Verde. Concederam liberdade condicional", disse por telefone o advogado Omar Mora, em referência à prisão militar na qual o general da reserva cumpria uma pena de sete anos e 11 meses.
Baduel passou seis anos e quatro meses na prisão, desde abril de 2009, acusado por supostos delitos de corrupção.
A medida foi decidida pelo primeiro tribunal de execução militar, segundo Mora. De acordo com o advogado, Baduel tinha direito ao benefício há três anos, mas sua detenção foi prolongada "artificialmente".
Mora informou que Baduel retornará para sua casa na cidade de Maracay (norte).
O benefício concedido impede o ex-ministro da Defesa de fazer declarações públicas e o obriga a apresentar-se a cada 30 dias a um juiz.
Baduel liderou uma operação que restituiu Chávez (1999-2013) ao governo depois de um golpe de Estado que o afastou por alguns dias do poder em abril de 2002.
Mas o ex-ministro, comandante do Exército entre 2004 e 2006, se tornou depois um forte crítico do chavismo. Em 2010 foi condenado por supostos casos de corrupção.
Em 2007, ainda ministro, Baduel, que era considerado pela oposição um preso político, foi contrário a uma reforma constitucional proposta por Chávez, que foi rejeitada posteriormente em um referendo.
A liberdade de Baduel foi anunciada um dia depois de um tribunal de Caracas ter concedido a prisão domiciliar ao ex-prefeito opositor Daniel Ceballos, detido por acusações relacionadas aos protestos contra o governo de Nicolás Maduro que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014.
Um filho do ex-ministro, Raúl Baduel, também está preso por acusações relacionadas às manifestações e não poderá se candidatar, assim como Ceballos e outros cinco opositores como o líder radical Leopoldo López, às eleições legislativas de 6 de dezembro.
AFP