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Manifestação de apoio a Maduro reúne milhares de chavistas
"Aqui está o povo defendendo Nicolás Maduro", gritavam nesta segunda-feira milhares de pessoas durante uma passeata em Caracas para apoiar o presidente venezuelano após uma suposta tentativa de "magnicídio'.
Os manifestantes, liderados pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello, caminharam cerca de 15 km, da grande comunidade de Petare, no leste da capital, até o Parque Carabobo, no centro.
Maduro não apareceu para saudar os manifestantes e sua última presença no palanque foi exatamente no dia 4 de agosto, quando teria ocorrido o atentado com drones carregados de explosivos, durante uma parada militar em Caracas.
"Chega de perdão para não haver mais conspirações. Os que estão envolvidos no magnicídio terão que responder à Justiça", disse Cabello, presidente da Assembleia Constituinte, em discurso à multidão.
Entre os manifestantes havia numerosos funcionários públicos, motociclistas e camponeses, que compareceram carregando facões e enxadas.
Várias pessoas carregavam cartazes de apoio a Maduro e fotos do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013).
"O atentado é uma das formas que os impérios sempre utilizam para se livrar dos que os incomodam", disse à AFP Josefina Sequera, que participou da mobilização.
Após o atentado, as autoridades prenderam o deputado Juan Carlos Resquesens e emitiram uma ordem de captura contra o deputado Julio Borges, ambos membros da Assembleia Nacional, controlada pela oposição.
Julio Borges está exilado na Colômbia.