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A taxa de emissão de CO₂ na Suíça quase não diminuiu em 2019. Isso significa ser improvável que o país alcance a meta nacional estipulada para 2020. Algumas organizações ambientais como a WWF não receberam bem a notícia.
Em 2019, a Suíça emitiu um total de 46,2 milhões de toneladas de CO₂, conforme o Ministério do Meio Ambiente (BAFU) escreveu em seu relatório sobre gases nocivos e efeito estufa na segunda-feira (12). Isso significa 0,3 milhões de toneladas a menos do que em 2018. Tudo isso indica ser improvável que a Suíça alcance a meta climática nacional estipulada para 2020 em termos de tráfego, edifícios, indústria ou agricultura.
De acordo com o Protocolo de Kyoto, no entanto, a meta seria uma redução de 20% em comparação com o ano-base de 1990. Comparando com o ano de 1990, houve uma redução na Suíça de 14%. Para alcançar a meta desejada, novas medidas mais rígidas seriam exigidas, como as previstas na nova lei do CO₂. No entanto é preciso esperar o resultado do referendo convocado para o dia 13 de Junho de 2021, que mostrará o caminho a ser seguido nas políticas ambientais. O Brasil emitiu 2,175 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2019.
O trânsito piorou
O pior indicador é o tráfego, que também contribuiu substantivamente para a poluição de CO₂, ou seja, 15 milhões de toneladas de CO₂-eq em 2019. Isso indica um por cento a mais do que o ano de 1990.
Combustível fóssil
No setor de construção, a meta de redução é de 40% em comparação com o ano de 1990. Com 11,2 milhões de toneladas de CO₂-eq, a Suíça tinha menos 34% em 2019. No ano aqui citado, as emissões de CO₂ não diminuíram, principalmente por causa do inverno mais frio.
Graças a melhoria das tecnologias utilizadas nos edifícios e a crescente substituição do aquecimento a óleo e gás por bombas de calor e energias renováveis, as emissões de CO₂ não aumentaram em comparação com o ano anterior.
Indústria e agricultura
Em 2019, o setor da indústria permaneceu inalterada “em um nível estável” com emissões de 11,2 milhões de toneladas de CO₂. Isso são 14% menos do que em 1990. No entanto, a meta é de 15% e isso também não será alcançado com a tendência atual, escreveu o Ministério do Ambiente.
A taxa de emissão no setor agrícola caiu ligeiramente em comparação com o ano anterior – para 6,5 milhões de toneladas e agora gira em torno dos 12% menos do que em 1990. As emissões de gases que geram o efeito estufa sintético, como os refrigeradores, também diminuíram consideravelmente. Mas mesmo com uma redução significativa nas emissões de gases, a Suíça não alcançará a meta de redução de 10% neste setor.
Descontentamento da WWF
Em um comunicado à imprensa, a greve climática suíça ficou “chocada” com a “redução marginal” nas emissões. Porta;voz da WWF teria dito que nesse ritmo, a Suíça alcançará a meta desejada de 0% emissões de dióxido de carbono 154 anos. Políticos e grandes corporações observam de maneira incrédula os requisitos do Acordo de Paris. É de senso comum, que para atingirmos a meta estabelecida que prevê no máximo um aquecimento global de 1,5 grau, “mudanças abrangente do sistema são necessária para colocar o bem-estar das pessoas acima dos interesses econômicos”.
A organização de proteção ambiental WWF também escreveu que, considerando a história da Suíça, os números não poderiam continuar assim. Quase nenhum outro país da Europa utiliza tanto combustível fóssil em seus carros novos, como o pais helvético. Além disso, os suíços voam mais (utilizam aviões) que os seus vizinhos.
A fim de alcançar uma redução sustentável nas emissões de CO a, é necessária uma reestruturação direcionada do “sistema econômico baseado em combustíveis fósseis”. Isso é exatamente o que a lei CO₂ permite. Esta é a única maneira de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 50% até 2030.
Correio informa:
O objetivo da “Lei de CO₂” é garantir que as emissões de gases de efeito estufa da Suíça caiam pela metade até 2030, em comparação com os níveis de 1990. As medidas de hoje não são suficientes. Um referendo esta marcado para o dia 13 de Junho de 2021, onde os suíços votarão por medidas mais arrojadas e restritivas ou a continuação da política ambiental atual.