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Por Susan Heavey e Gabriella Borter
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai redefinir imediatamente a resposta do país à crise da Covid-19, nesta quarta-feira, assim que chegar ao Salão Oval após ter tomado posse para liderar um país que sofre com a pior crise de saúde pública em mais de um século.
Como parte de uma primeira série de decretos, Biden vai ordenar que todos os funcionários federais usem máscaras e tornar as coberturas faciais obrigatórias em propriedades federais. Ele vai estabelecer um novo gabinete na Casa Branca para coordenar a estratégia de enfrentamento ao coronavírus e suspender a retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), um processo iniciado pelo então presidente Donald Trump.
As determinações sinalizam que Biden pretende cumprir sua promessa de campanha de tornar o combate à Covid-19 uma prioridade e marcará uma grande divergência em relação às ações sobre a pandemia no governo Trump, que críticos dizem ter sido ineficazes, descoordenadas e pelo menos parcialmente responsáveis pela morte de mais de 400.000 norte-americanos.
Biden começará a trabalhar em seus decretos após uma cerimônia de posse reduzida, diferente de qualquer outra na história presidencial dos EUA, com o National Mall coberto por um "campo de bandeiras" em vez das típicas multidões, que não puderam comparecer devido ao risco de contágio.
"Podemos superar o vírus mortal", disse Biden em seu discurso de posse, ao pedir unidade em um país dominado por uma tensa divisão política.
(Reportagem de Susan Heavey e Trevor Hunnicutt, em Washington; Anurag Maan, em Bengaluru; e Gabriella Borter, na Flórida)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF