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WASHINGTON (Reuters) - O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, prometeu intensificar ainda mais a forte postura do governo Donald Trump em relação à China, dizendo que o comportamento de Pequim “precisa ser ajustado na área comercial, nas áreas internacional, militar e política”.
Falando em entrevista ao programa de rádio Hugh Hewitt Show, gravada na quinta-feira e transmitida nesta sexta-feira, Bolton disse que o presidente Trump acredita que a China tirou vantagem da ordem internacional por tempo demais e que não houve um número suficiente de norte-americanos que se levantaram contra isto.
“Agora é a hora de fazer isto”, disse.
Bolton disse que a postura dura de Trump em relação à China, um país que o governo dos EUA vê como a “maior questão deste século”, havia deixado Pequim “confusa”.
“Eles nunca viram um presidente americano tão duro assim antes. Eu acredito que o comportamento deles precisa ser ajustado na área comercial, nas áreas internacional, militar e política, em uma série inteira de áreas”, disse.
“Talvez nós veremos no encontro do G20 na Argentina no mês que vem Xi Jinping disposto a discutir negócios em algumas destas questões”, acrescentou.
As afirmações de Bolton foram feitas em meio a uma série de ataques contra a China que vão além da guerra comercial. Estes ataques incluem acusações de que a China está tentando prejudicar Trump antes das eleições legislativas do mês que vem e de que está adotando ações militares imprudentes no Mar do Sul da China.
O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse nesta sexta-feira que Trump irá seguir em frente com planos de se encontrar com Xi na cúpula do G20 se parecer possível traçar “uma direção positiva”. Mas ele disse que a retomada de conversas comerciais com a China irá exigir que Pequim se comprometa a fazer reformas estruturais em sua economia.
(Por David Brunnstrom)