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sábado, 4 de novembro de 2017
Tema de Redação: Alimentação irregular e obesidade no Brasil
11/06/2017 Yuri Costa (Adaptado)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Alimentação irregular e obesidade no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
Paola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo. Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.
O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.
Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura. Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida. Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição. Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/america-latina-enfrenta-epidemia-de-obesidade-apos-luta-contra-fome.html)
Texto II
A cada cinco brasileiros, um está obeso. Mais da metade da população está acima do peso. O país que até pouco tempo lutava para combater a fome e a desnutrição, agora precisa conter a obesidade. Por que a balança virou?
Indicadores apresentados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período.
Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com base em entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil atribuem o aumento de peso dos brasileiros a fatores econômicos e culturais, mas também genéticos e hormonais.
A endocrinologista Marcela Ferrão também atribui a baixa qualidade do sono como um dos fatores para o aumento da obesidade. Segundo ela, a sociedade acelerada e conectada faz com que as pessoas não tenham horário para dormir.
“À noite, a serotonina, que é o hormônio do humor, converte-se em melatonina, responsável pelo sono reparador. Nesse estágio do sono, as células conseguem mobilizar gorduras de forma adequada”, explica.
Mas não tem sido fácil chegar a esse estágio do sono quando a tensão e o estresse estão cada vez mais intensos, a pessoa não consegue desligar o celular e acorda várias vezes durante a noite. “Isso gera desequilíbrio hormonal e faz com que a pessoa acorde ainda mais cansada”, conclui Ferrão.
Um último ponto destacado pelos especialistas para o aumento da obesidade no Brasil é a falta de acesso a uma dieta diversificada, o que depende menos de poder aquisitivo do que de educação alimentar.
Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira se destaca entre as políticas do Ministério da Saúde para enfrentar a obesidade. A publicação oferece recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, mas vai além: coloca a hora da refeição no centro de uma discussão sobre convivência familiar e gestão do tempo.
“Os alimentos ultraprocessados são muito consumidos pela população jovem porque são práticos. Outro problema é o comportamento alimentar. É muito comum as pessoas comerem rápido, sozinhas e com celular na mão. Estudos mostram que comendo com família ou amigos, a pessoa presta mais atenção no que está comendo”, diz a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa de Oliveira.
O crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até levar à morte.
O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016, e o de hipertensão de 22,5%, em 2006, para 25,7%, em 2016, conforme a Vigitel. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.
“A obesidade é a mãe das doenças metabólicas. Além da diabetes, que apresenta mais de 20 fatores de comorbidade (doenças ou condições associadas), obesos infartam mais e até câncer é mais prevalente em pessoas acima do peso”, destaca o diretor do Centro de Obesidade da PUCRS, Cláudio Mottin.(Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-ha-uma-explosao-de-obesidade-no-brasil.ghtml)
Texto III
Entrevista da BBC BRASIL com o endocrinologista brasileiro Walmir Coutinho, que preside a World Obesity Federation
BBC Brasil – O que significa ter metade das crianças pequenas brasileiras comendo bolachas e boa parte delas bebendo refrigerante e suco artificial?
Coutinho – Esses dados dão a medida de uma tendência que outros estudos já haviam mostrado. O consumo excessivo de alimentos e bebidas pouco saudáveis hoje é um problema seríssimo no Brasil. E, se continuarmos nesse ritmo de crescimento da obesidade, seremos o país com mais obesos do mundo em 15 anos.
BBC Brasil – Olhando o lado da alimentação da criança brasileira, quem são os principais vilões atualmente?
Coutinho – Há os vilões invisíveis, especialmente suco de fruta artificial e iogurte. O pai e a mãe acham que estão dando algo saudável para as crianças, mas são produtos que tem muitíssimo açúcar. Fora isso, é preciso lembrar que os alimentos mais baratos são os que mais engordam.
BBC Brasil – E como isso é prejudicial?
Coutinho – É um fenômeno chamado de transição nutricional, em que as pessoas que conseguem superar a falta de alimentos começam a ter acesso aos produtos mais baratos, que costumam ser altamente industrializados. Sair do supermercado com saquinho de batata frita, salgadinhos, biscoitos e chocolates é mais barato do comprar frutas e verduras. A população de baixa renda também costuma ter menos tempo e infraestrutura para praticar atividade física.
BBC Brasil – Quais os principais impactos em alguém que passa pela infância sendo obeso?
Coutinho – O impacto na saúde da criança é mais conhecido. A obesidade traz problemas graves como hipertensão arterial muito alta, problemas osteoarticulares em partes do corpo como joelho, coluna e tornozelo, além de asma e diabetes. Mas também há o lado psicológico, que muitas vezes é subvalorizado. As pessoas não se dão conta do impacto psicológico de apelidos dados a essas crianças, do isolamento em que elas vivem e de estereótipos como o menino gordinho que só pode jogar no gol, por exemplo. São situações que causam traumas que podem ser levados para a vida adulta. (Publicação em 26.8.15)
Texto IV
“Desde que o pânico sobre o aumento de peso da população emergiu na década de 1990, essa visão negativa das pessoas gordas tem se intensificado”, diz a socióloga australiana Deborah Lupton, professora da Universidade de Sydney e autora de Fat (“Gordo”, não lançado no Brasil). O livro, publicado em 2012, analisa como tem se espalhado um estigma sobre os cidadãos acima do peso, “vistos como pessoas gananciosas, sem autocontrole, desorganizadas, até grotescas”.
Na TV, gordos são ridicularizados, sofrendo para fazer dieta e exercitar-se em frente às câmeras. Fala-se de uma “epidemia de obesidade”, e gordos recebem olhares de desaprovação, como se fossem emissários da peste negra. Companhias aéreas e marcas de roupas penalizam seus clientes mais pesados. No Brasil, o sobrepeso virou critério de seleção em concursos públicos e se transformou em nota de corte no mercado de trabalho – em uma entrevista, o publicitário e apresentador de TV Roberto Justus decretou que não se deve contratar quem está acima do peso, pois isso seria um sinal inequívoco de desequilíbrio e falta de inteligência. “Muitas campanhas contra a obesidade acabam envergonhando a quem deveriam ajudar, além de incitarem o ódio à gordura”, diz Deborah.
Para ficar bem claro: gordura corporal em excesso é, sim, um perigo. “Uns 30% dos obesos podem ter um perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade. Mas estudos mostram que pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal, ou peso dividido pela altura ao quadrado) superior a 30 sempre têm risco aumentado para doenças cardíacas, vasculares, diabetes e câncer”, diz o endocrinologista Lício Veloso, professor da Unicamp e pesquisador de mecanismos da obesidade. (Disponível em http://super.abril.com.br/ciencia/onde-os- gordos-nao- tem-vez)
Texto V
A gordofobia é uma forma de discriminação estruturada e disseminada nos mais variados contextos socioculturais, consistindo na desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. As atitudes gordofóbicas geralmente reforçam estereótipos e impõem situações degradantes com fins segregacionistas; por isso, a gordofobia está presente não apenas nos tipos mais diretos de discriminação, mas também nos valores cotidianos das pessoas.
Uma das maiores dificuldades ao se enfrentar a gordofobia está na própria resistência social de reconhecer esse preconceito. Isso acontece porque é considerado aceitável intimidar e censurar quem é gordo, fazer observações constrangedoras sobre o que a pessoa gorda está comendo e utilizar todos esses comportamentos intrusivos como justificativas para uma falsa preocupação com a saúde do indivíduo.
Mas mesmo a própria preocupação com a saúde de quem é gordo já demonstra indícios de gordofobia, uma vez que se assume que aquele sujeito tem problemas de saúde só por ser gordo, enquanto pessoas magras não são abordadas e questionadas a respeito de seus níveis de colesterol, por exemplo. Acontece que, culturalmente, quem é magro é visto inicialmente como saudável, independente de outros fatores. (Fonte: http://www.revistaforum.com.br/digital/163/gordofobia-como-questao-politica-e-feminista/)
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
CURSO DE REDAÇÃO & GRAMÁTICA – PROF. GUSTAVO A. HAUN
TEMAS POSSÍVEIS PARA O ENEM 2017
Com as mudanças no eixo temático da Redação do Enem 2017, definindo e excluindo as possibilidades de assuntos possíveis (como meio ambiente), assim como a banca aplicadora e corretora (consórcio FGV, Cesgranrio e VUNESP), eis o que defino como fortes temas para a prova de Redação deste ano:
NA ÁREA CIENTÍFICA:
- Internet como meio de educação;
- Acesso à tecnologia/Exclusão digital;
- Nomofobia;
- Doação de órgãos no Brasil;
- Cyberbullying e crimes virtuais.
POLÍTICA:
- Mobilizações sociais;
- A força da juventude;
- O sistema penitenciário;
- Liberdade de expressão;
- Refugiados ou imigrantes/Xenofobia.
SOCIAL:
- Homo e transfobia/Identidade x ideologia de gênero;
- Depressão e suicídio entre os jovens;
- Envelhecimento da população;
- Esporte: meritocracia excludente ou inclusão social;
- Internação compulsória para dependentes químicos;
- Acessibilidade, inclusão e trabalho para pessoas com deficiência;
CULTURAL:
- Falta de acesso à cultura;
- Questões indígenas no Brasil;
- A cultura do consumo e a sustentabilidade/geração de lixo (temas de meio ambiente podem ser solicitados dessa forma, vinculando com as quatro áreas, a exemplo: a literatura e a cultura da seca no nordeste brasileiro, etc.)
Boa sorte e sucesso!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Tema DA REDAÇÃO: O Desafio da Doação de Órgãos no Brasil
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: O desafio da doação de órgãos no Brasil. Apresente proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I
(Disponível em: < http://marlivieira.blogspot.com.br/2010/09/trafico-de-orgaos-brasil-africa-do-sul.html>)
TEXTO II
Nos últimos dez anos, o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 63,8%, passando de 14.175 procedimentos em 2004, para 23.226 em 2014. […] Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o destaque do resultado se deve ao esforço e ao comprometimento das equipes multiprofissionais envolvidas diretamente no processo de doação e transplante e, principalmente, à solidariedade das famílias brasileiras, responsáveis por autorizar a doação do seu familiar, fator sem o qual os transplantes de doadores falecidos não aconteceriam. (Disponível em: < http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-09/brasil-e-destaque-no-contexto-mundial-de-doacao-de-orgaos>)
TEXTO III
47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral. Não é a falta de estrutura, mas a negativa familiar o principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. De todas as mortes encefálicas e que, portanto, os órgãos poderiam ser transferidos para pacientes que correm risco de morte, pouco mais da metade se transforma em doação. O número é alto e cresceu de 41%, em 2012, para 47% em 2013, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
De acordo com o nefrologista, José Medina Pestana, a principal justificativa das famílias para não doar órgãos é o fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar. “Por isso, insistimos que a doação tem que ser assunto de família”, diz o integrante da ABTO.
Quando isso não é um assunto resolvido, cabe a uma equipe do hospital responsável pela captação de órgãos explicar à família que a morte encefálica já é a morte. Quando ela é decretada é porque ocorreu a parada definitiva e irreversível do cérebro e do tronco cerebral, o que provoca em poucos minutos a falência de todo o organismo. (Fonte: htp://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?c=1063)
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Tema DE REDAÇÃO: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios
Após a leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I:
O Brasil vai se tornar um país de idosos já em 2030, diz IBGE Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
[...] Os números do IBGE mostram ainda que a principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo de 65 anos ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, destaca a necessidade de atenção a esta mudança na composição da população. “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que irão se aposentar no futuro e tem carteira assinada) têm mais garantias. O sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, afirma. (Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-setornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-izibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html. Acesso em maio de 2015.)
TEXTO II:
TEXTO III:
Segundo IBGE, 4,5 milhões de idosos estão no mercado de trabalho
Lá vai Seu Vianelo para mais um dia de trabalho. E ele levantou foi bem cedinho. Antes do despertador. “Ponho para despertar às 6 horas, mas ele nunca desperta, nunca desperta”, conta Seu Vianelo Coelho Da Silva, 94 anos.
Aos 94 anos, de segunda a sábado ele está sempre fiscalizando o conserto das estradas em Nerópolis, a 30 quilômetros de Goiânia.
Vianelo: Agora eu quero aproveitar a vida. Não está certo?
Jornal Nacional: E trabalhar significa aproveitar a vida?
Vianelo: Quando eu morrer eu fecho o olho para descansar.
Até pouco tempo atrás a regra era essa: a pessoa envelhecia, se aposentava e ficava em casa. E aí toda experiência profissional adquirida ao longo dos anos já não tinha mais nenhuma utilidade. E foi justamente pensando em toda essa experiência que estava sendo desperdiçada que essa rede de supermercados decidiu
contratar os idosos. E 20% do quadro de funcionários já tem idade pra parar de trabalhar. O Seu Vicente, beirando os 71 anos, é pura disposição.
Jornal Nacional: Posso dizer então que o senhor mexe com eletricidade e é ligado no 220.
Vicente Goes Nogueira, eletricista: 220 fico 24 horas.
Jornal Nacional: O senhor não desliga nunca.
Vicente Goes Nogueira: Nunca desligo.
Segundo o IBGE, dos 15 milhões de idosos no Brasil, 4,5 milhões estão no mercado de trabalho. A dona Wilma já se aposentou, mas nem pensa em parar.
[...]
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2015/04/segundo-ibge-45-milhoes-de-idososestao-no-mercado-de-trabalho.html. Acesso em maio de 2015.)
sábado, 21 de outubro de 2017
PROPOSTA: A propagação do cyberbullying na sociedade brasileira
Por Elisa Mourão, julho 4, 2016.
Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: A propagação do cyberbullying na sociedade brasileira, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.
Texto I
Crimes virtuais são delitos praticados através da internet que podem ser enquadrados no Código Penal Brasileiro resultando em punições como pagamento de indenização ou prisão.
Os crimes digitais são cada vez mais comuns porque as pessoas cultivam a sensação de que o ambiente virtual é uma terra sem leis. A falta de denúncias também incentiva fortemente o crescimento do número de golpes virtuais e violência digital (como o cyberbullying).
Além disso, com o grande número de usuários nas redes sociais, muitas interações acabando sendo considerados crimes. Muitas pessoas acabam utilizando as redes sociais para cometer algum delito, esquecendo que no local também existem regras e punições.
Confira abaixo os crimes que costumam ser praticados nas redes sociais:
· Calúnia: Inventar histórias falsas sobre alguém;
· Insultos: Falar mal ou mesmo insultar uma pessoa;
· Difamação: Associar uma pessoa a um acontecimento que possa denigrir a sua imagem;
· Divulgação de material confidencial: Revelar segredos de terceiros, bem como materiais íntimos, como fotos e documentos;
· Ato obsceno: Disponibilizar algum ato que ofenda terceiros;
· Apologia ao crime: Criar comunidades que ensinem a burlar normas ou mesmo que divulguem atos ilícitos já realizados;
· Perfil falso: Criar uma falsa identidade nas redes sociais;
· Preconceito ou discriminação: Fazer comentários nas redes sociais, fóruns, chats, e-mails, e outros, de forma negativa sobre religião, etnias, raças, etc;
· Pedofilia: Troca de informações e imagens de crianças ou adolescentes. (https://www.oficinadanet.com.br/post/14450-quais-os-crimes-virtuais-mais-comuns
Texto II
Texto II
No ano passado, a misoginia online entrou na roda com o chamado “gamergate“: diversas mulheres na indústria dos jogos foram alvo de uma onda de ataques machistas. No Twitter, no Reddit e em imageboards como o 4chan, as mulheres receberam ameaças de estupro e morte. Mais recentemente, a ex-colunista da revista Jezebel, Lindy West, apareceu no programa This American Life, acertando as contas com o mais sádico dos trolls que a assediam diariamente: um homem que criou um fake do recém-falecido pai dela para ofendê-la no Twitter. E ainda há a jornalista australiana Alanah Pierce, que ficou famosa por enviar printscreens das ameaças que recebia para as mães de seus assediadores, em sua maioria adolescentes.(http://fernandafav.jusbrasil.com.br/noticias/170769012/misoginia-na-internet-como-o-estado-deve-identificar-e-punir-os-machistas-virtuais )
Texto III
Texto III
(estpucminas.blogspot.com)
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
MEC DIVULGA CARTILHA COM INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO DO ENEM 2017
A Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 já está disponível para download. As regras para a redação não foram alteradas em relação ao ano passado, mas o manual deste ano foi aprimorado para tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente, segundo o Inep. Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.
A Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 já está disponível para download. As regras para a redação não foram alteradas em relação ao ano passado, mas o manual deste ano foi aprimorado para tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente, segundo o Inep. Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.
Redação do Enem
Como a redação será corrigida
Libras
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Redação no Enem: veja 14 temas que professores apostam que podem cair na prova
Redação será no 1º dia de provas, em 5 de novembro. Homofobia, trabalho e lixo estão entre os assuntos que podem inspirar temas, segundo os professores.
Por Vanessa Fajardo, G1
11/10/2017 07h01
Professores de quatro cursinhos ouvidos pelo listaram 14 assuntos que, segundo eles, estão entre os possíveis temas de redação do , que será aplicada no primeiro dia do exame, em 5 de novembro.
Tradicionalmente os temas da redação envolvem problemas brasileiros, sempre com um viés humanista, que exigem uma proposta de intervenção. O tema sempre vem acompanhado de textos ou imagens motivadoras para inspirar os candidatos.
Veja as apostas:
1. Ativismo nas redes sociais
As redes sociais cada vez mais estão sendo usadas para expressar opiniões e promover debates. Alana Vivas, consultora pedagógica do Sistema Ari de Sá (SAS), acredita que este , o “ciberativismo”, pode inspirar temas de redação.
“O aluno pode discutir a importância do ciberativismo como instrumento de manifestação popular, visto que esse meio dá voz à população, mas pode comentar inclusive sobre os cuidados que as pessoas devem tomar em relação às suas atitudes nas redes, como o compartilhamento de notícias falsas e especulações, vindas de fontes não seguras”, diz Alana.
2. Ciberbullying e outros crimes virtuais
Alana Vivas e André Valente, professor do Cursinho da Poli, lembram que o tema norteou muitas discussões deste ano. Bons exemplos são a série “13 Reasons Why”, da Netflix, que foi febre entre os jovens e retratou o ciberbullying e a depressão, além do , um “jogo virtual” que incentivava a automutilação e o suicídio.
“O aluno, ao se deparar com um tema como esse, pode argumentar que a escola e a família possuem papéis distintos mas complementares no processo de conscientização acerca do ciberbullying e dos crimes virtuais, além de sugerir que o aumento da depressão entre os jovens seja tratado pelo ministério da saúde como um problema de saúde pública”, afirma Alana.
3. Desafios da mobilidade urbana
A mobilidade urbana é um desafio nas principais cidades do Brasil. Alana afirma que o crescimento da população nos principais polos urbanos somado à precariedade dos serviços de transporte público geram trânsito intenso, além de acidentes e problemas ambientais.
“Todo esse contexto torna esse tema bastante atual e propício a propostas de intervenção no momento da redação. O aluno, ao se deparar com ele, pode contextualizar a situação nas grandes cidades, usando como exemplo o descontentamento social e o surgimento de transportes alternativos, como os aplicativos de mobilidade”, afirma Alana.
4. Envelhecimento da população
Vinicius Beltrão, do Sistema Ari de Sá, reforça que a população brasileira tem passado nos últimos 70 anos por uma inversão em sua pirâmide etária, e este fenômeno tem consequências.
“Atualmente somos considerados um país adulto, e a estimativa é que até 2050 passemos à categoria idoso. Mudanças socioeconômicas, avanços tecnológicos, processo de urbanização e políticas públicas mais consistentes garantiram expressiva melhoria na qualidade de vida do brasileiro”, afirma.
O consultor lembra que o país conta com mais aposentados do que contribuintes, o que deu precedente à reforma da previdência proposta pelo atual governo.
5. Família no século 21
Outra aposta de Beltrão é baseada na transformação do conceito de família desde o século passado. “A família nuclear composta por pai e mãe, hoje divide espaço com mães que optam pela produção independente, casais homoafetivos, crianças que são criadas por avós, casais demasiado jovens, entre outros”, afirma.
Beltrão diz que esta pode ser uma aposta de tema porque apesar dos direitos conquistados por casais homoafetivos, há quem ainda se choca com essa nova concepção familiar, como grupos religiosos que defendem a família tradicional e políticos conservadores que tentam aprovar projetos de lei que representam retrocessos nas conquistas sociais alcançadas.
6. Força da juventude
Daniel Perez, professor do Cursinho Maximize, acredita que temas ligados à juventude podem aparecer. O professor lembra que a força da juventude e a importância dos jovens para a sociedade são assuntos que nunca foram abordados, são fortes e por isso têm potencial para cair este ano.
7. Homofobia e criminalização no Brasil
Outra aposta da professora Alana são assuntos ligados à homofobia, tendo em vista que questões relacionadas aos direitos humanos são abordadas na prova. “A proposta envolvendo a criminalização da homofobia, que não foi homologada pelo Senado até então, traz à tona esse assunto, além de que as recentes discussões a respeito da liminar que autoriza psicólogos a oferecerem tratamentos de reversão sexual, .”
O professor André Valente também aposta em temas ligados à diversidade sexual, pois o assunto voltou à tona, inclusive sendo tratado na novela , que tem um personagem transexual.
8. Jovens e drogas
Simone Motta, coordenadora de português do Etapa, acha que um assunto provável é o consumo de álcool e drogas entre adolescentes. O tema pode ser abordado sob a ótica da saúde pública e o impacto desse consumo cada vez mais precoce à saúde.
9. Onda anti-vacinação
Outra hipótese de Simone é a na qual muitas famílias embarcaram. Ela é justificada pela disseminação de mitos, ou até mesmo crenças pessoais que fazem com que muitas pessoas optem por não imunizarem seus filhos. “Isso gera uma preocupação muito grande por parte do governo porque muitas doenças já erradicadas, correm o risco de voltar a aparecer.”
10. Lixo e meio ambiente
Meio ambiente é um tema “amigo” do Enem. Para Simone, ele pode cair na redação do ponto de vista da criação de soluções ecologicamente corretas, como fonte de energias alternativas, como eólica e solar. Ainda dentro desta temática, ela lembra a questão da produção e descarte correto do lixo, principalmente o digital. Como fazer o descarte correto dos eletrônicos, por exemplo?
11. Pessoas com deficiência
André Valente, professor do Cursinho da Poli, lembra a tendência do Enem de tratar assuntos relacionados às minorias, por isso ele acha que as pessoas com deficiência pode inspirar o tema deste ano.
“Em 2015 tivemos violência contra a mulher, e em 2016, intolerância religiosa e o racismo. Um tema sobre pessoas com deficiência possui muita relevância social e pode se abordamos do ponto de vista da acessibilidade, da inclusão no mercado de trabalho e da inserção em variados âmbitos da sociedade civil.”
12. Poder transformador do trabalho
Daniel Perez acredita que a redação vai manter a linha de abordar um problema social brasileiro. Uma de suas apostas é o "trabalho e seu poder transformador", assim como questões ligadas ao empreendedorismo relacionadas à criatividade do povo brasileiro.
13. Saúde e o SUS
Perez aposta, ainda, que a saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) podem inspirar temas. Ele lembra que o sistema em si tem falhas, mas ele pode ser cobrado do ponto de vista positivo. Perez cita como exemplo o fato de o Brasil ser modelo mundial em campanhas de vacinação e controle do vírus HIV.
14. Sistema prisional brasileiro
Ainda entre as apostas da professora Alana estão os temas ligados à , que apresentam bastante espaço para propostas de intervenção. “O estudante pode sugerir que haja uma melhoria na estrutura e na inspeção dos locais, diminuindo a precariedade, levando condições de vida dignas às pessoas e controlando efetivamente o que ocorre dentro dos presídios”, diz.
Além disso, segundo Alana, outra intervenção seria a de implementar projetos de educação e recolocação do indivíduo na sociedade. “Visto que a falta dessas ações fazem com que o preso, após cumprir a pena, tenha uma grande chance de voltar ao cárcere por não possuir perspectivas de ressocialização.”
(Fonte: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/redacao-no-enem-veja-14-temas-que-professores-apostam-que-podem-cair-na-prova.ghtml)
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Internação compulsória de dependentes de crack
· Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação 01/06/201705h00
Manifestação de moradores e comerciantes da região da Luz, em São Paulo, contra as ações promovidas pela Prefeitura e o Governo do Estado, na cracolândia.
Recentemente, a chamada cracolândia da capital paulista tornou-se notícia em todo o país, devido a uma ação policial, que, visando reprimir o tráfico de drogas, resultou em muita polêmica e numa disputa entre o município e o Ministério Público. A prefeitura de São Paulo pediu autorização à Justiça para poder internar compulsoriamente os dependentes químicos do crack em instituições onde receberiam tratamento. Contrário à medida, o MP reagiu e o processo judicial continua. De qualquer modo, a questão da internação obrigatória divide os especialistas em dependência química de entorpecentes. Há argumentos a favor, mas também contrários ao método, como você pode ver pelos textos da coletânea desta proposta de redação.
Baseado neles e nos seus próprios conhecimentos, o que você pensa sobre a internação compulsória para tratar dependentes de drogas? Redija uma dissertação argumentativa sobre o assunto.
A favor, a contragosto
A contragosto, sou daqueles a favor da internação compulsória dos dependentes de crack. (...) No crack, como em outras drogas inaladas, a absorção no interior dos alvéolos pulmonares é muito rápida: do cachimbo ao cérebro, a cocaína tragada leva seis a dez segundos. Essa ação quase instantânea provoca uma onda de prazer avassalador, mas de curta duração, combinação de características que aprisiona o usuário nas garras do traficante.
Quebrar essa sequência perversa de eventos neuroquímicos não é tão difícil: basta manter o usuário longe da droga, dos locais em que ele a consumia e do contato com pessoas sob o efeito dela. (...) Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir, em sã consciência, o melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo automatizado sem outro desejo senão o de conseguir mais uma pedra. Dr. Drauzio Varella (https://drauziovarella.com.br)
Negativa, de maneira geral
Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira (professor da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo), a internação forçada é negativa, de maneira geral. Ela se justifica apenas em aproximadamente 5% dos casos, quando o dependente de crack também apresenta um problema mental grave. Segundo ele, o tratamento de usuários de drogas mais efetivo é voluntário e envolve visitas regulares a clínicas e centros especializados. Segundo ele, há situações específicas, do ponto de vista médico, nas quais se justifica a internação involuntária. Isso acontece quando o paciente apresenta psicose (delírios de perseguição e alucinações) ou risco iminente de suicídio. (BBC Brasil)
Desserviço à saúde pública
Isabel Coelho, juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e Maria Helena Barros de Oliveira, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, defendem que a internação compulsória é um desserviço à saúde pública. Em um artigo de 2014, elas argumentam que, "partindo-se da premissa que os dependentes químicos não são doentes mentais, a internação compulsória, além de ser agressiva e uma forma de tratamento ineficaz, constitui um modo de eliminação dos indesejados, constituindo-se em prática higienista violadora de direitos humanos". (Nexo Jornal)
Ato de solidariedade
Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, internar de forma compulsória moradores de rua extremamente dependentes de crack é um "ato de solidariedade". Segundo ele, a maioria das pessoas que chegam contra sua vontade em clínicas de tratamento acabam aderindo voluntariamente ao tratamento após os primeiros dias de internação. Laranjeira também é professor da Unifesp. Ele se diz favorável à facilitação das internações compulsórias em casos extremos, desde que acompanhada de uma linha especial de cuidados ao paciente após sua desintoxicação inicial. (BBC Brasil)
Observações:
Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.