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Por Rod Nickel
MEXICO BEACH, Estados Unidos (Reuters) - O número de mortes com o furacão Michael deve aumentar neste fim de semana, já que centenas de pessoas não foram encontradas na área de Panhandle, na Flórida, onde dizimadas comunidades seguem incomunicáveis e no escuro.
No começo deste sábado, autoridades estaduais informaram que pelo menos 18 pessoas foram mortas na Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia.
Equipes de resgate, prejudicadas por quedas de energia e da comunicação por telefone, estavam batendo de porta em porta e usando cães farejadores, drones e equipamentos pesados para procurar sobreviventes dentre entulhos em Mexico Beach e em outras comunidades costeiras da Flórida, como Port St. Joe e Panama City.
"Ainda não entramos em algumas das áreas mais atingidas", disse Brock Long, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA, na sigla em inglês), na sexta-feira, acrescentando que esperava ver o número de fatalidades subindo.
A rede voluntária de busca e resgate CrowdSource Rescue, com sede em Houston, informou que suas equipes estavam tentando encontrar cerca de 2.100 pessoas que estão desaparecidas ou que precisam de ajuda na Flórida, segundo seu co-fundador Matthew Marchetti.
Os sites de mídia social estavam cheios de mensagens de pessoas que tentavam alcançar as famílias desaparecidas na região atingida.
O Michael atingiu o solo perto de Mexico Beach, na Florida Panhandle, na quarta-feira como uma das tempestades mais poderosas da história dos EUA, com ventos de até 250 km por hora. Ele empurrou uma parede de água do mar para o interior, causando inundações generalizadas.
A tempestade tropical, que cresceu em menos de dois dias para categoria 4 na escala Saffir-Simpson de cinco níveis, destruiu bairros inteiros em Panhandle, reduzindo casas a fundações de concreto e pilhas de madeira e tapume.
Reuters