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O povo suíço está muito dividido sobre a entrada do país na União Européia, 2 meses antes de votar a "iniciativa Sim à Europa", proposta de adesão levada à frente por jovens socialistas, contra a opinião do governo e da maioria dos partidos políticos.
Sondagem divulgada na quarta-feira à noite, 3/1, pelo "Tagesschau" - telejornal da Suíça de expressão alemã - 50 por cento dos entrevistados aceitam a proposta e 47 por cento a rejeitam.
A enquete realizada em dezembro junto a mais de mil pessoas de todo o país revela também que a aceitação ou a recusa varia bastante de uma região lingüística a outra.
(Os de língua francesa a aceitariam com confortável margem confortável - 64 por cento. Os suíços alemães, que representam cerca de dois terços da população são em maioria contra: 49 por cento rejeitam, 47 por cento aceitam, estando 4 por cento indecisos. Na Suíça de expressão italiana, cerca de 10 por cento da população a rejeição é maior que a aceitação - 55 contra 44 por cento).
A Suíça não é membro da União Européia mas dois terços de seus negócios são feitos com os 15 países da UE. Por razões históricas de política externa e interna, a Suíça sempre praticou uma espécie de terceira via na Europa, com um máximo de integração econômica e um mínimo de integração política. ·
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Quando começaram as discussões para criar a Comunidade Européia, no início dos anos 50, a Suíça defendeu em vão a idéia de uma vasta região de livre comércio e não de uma entidade política, porque isso era e ainda é incompatível com as instituições fundamentais e particulares do sistema político suíço: a democracia direta, o federalismo e a neutralidade. ·
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A Suíça integrou então uma zona de livre comércio mais restrita chamada Associação Européia de Livre Comércio (EFTA), praticamente esvaziada depois com a adesão de três de seus membros -Áustria, Suécia e Finlândia - à União Européia. ·
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Em 1992, o povo suíço rejeitou um acordo de mini-adesão, ou seja uma participação econômica com a União Européia que na época se chamava Comunidade Econômica Européia e reunia 12 países. A única solução para a Suíça era negociar sozinha um acordo bilateral com a UE.
Após 4 anos de duras negociações, vários acordos foram concluídos em 1999: mercados públicos, obstáculos ao comércio, pesquisa, transportes terrestres e aéreos, agricultura e livre circulação de pessoas.
Os mais difíceis na negociação foram os acordos sobre os transportes terrestres e a livre circulação de pessoas. No primeiro, a Suíça cedeu, admitindo passagem por seu territórios de caminhões de 40 toneladas. Conseguiu, no
entanto, impor um pedágio alto e vai modernizar a linha ferroviária que passa pelos Alpes para transportar os caminhões por trem.
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No caso da livre circulação de pessoas, a Suíça terá de renunciar à política de cotas de mão-de-obra para os europeus conseguindo prazo de cinco anos para aplicação da medida.
swissinfo com agências.
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