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Vários congressistas democratas americano pediram, nesta quarta-feira (10), ao presidente Joe Biden que ajude Cuba, após o incêndio em tanques de petróleos, e elimine "qualquer sanção relevante" para acelerar a resposta à catástrofe.
Gregory W. Meeks, Barbara Lee e Jim McGovern afirmaram em um comunicado que estão "profundamente preocupados com o desastre humanitário" em Matanzas, cidade a 100 km de Havana e "a menos de 150 milhas de nossa fronteira", o que corresponde a menos de 241 km de distância.
"Crises como esta exigem uma resposta urgente e importante dos países vizinhos", declararam.
Os congressistas pedem que o governo "ofereça imediatamente a ajuda adequada para facilitar os esforços de resposta internacional" após as explosões em quatro tanques com capacidade para armazenar 50 milhões de litros de combustível cada, localizados na base de superpetroleiros de Matanzas, no oeste da ilha.
Cuba, onde vigora um sistema de partido único, o comunista, é um tema sensível na política interna dos Estados Unidos, que abriga uma importante comunidade de exilados cubanos, especialmente na Flórida.
Biden prometeu revisar a política em relação à Cuba, sob embargo americano desde 1962, quando assumiu o cargo em janeiro de 2021. No entanto, endureceu o discurso após o resultado dos massivos protestos antigovernamentais na ilha em julho do mesmo ano.
Em maio, Biden anunciou que levantaria algumas das restrições impostas à Cuba durante o mandato de seu antecessor, Donald Trump, para facilitar procedimentos de imigração, transferências de dinheiro e voos.
Os parlamentares pedem que o presidente vá mais longe e "suspenda qualquer sanção relevante para acelerar" a resposta ao incêndio e fornecer a ajuda humanitária "que tanto necessitam as centenas de cidadãos cubanos afetados por esta crise, assim como aos muitos mais que enfrentam crises múltiplas e em cascata em Cuba". Citaram a escassez de alimentos, energia e remédios.
Temem que os "esforços de recuperação necessários em Matanzas levem à beira do precipício uma Cuba já com poucos recursos".
"Agora é o momento de deixar a política de lado e priorizar o compromisso humanitário, a proteção do meio ambiente e a cooperação regional", concluíram.