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O Japão registrou a primavera mais quente desde que as estatísticas climáticas começaram a ser registradas no país em 1898, informou a agência meteorológica nacional em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (1º).
A temperatura média durante março, abril e maio foi 1,59°C maior que a média para estes meses, uma diferença recorde, segundo a agência.
“À medida que o aquecimento global avança, é cada vez mais provável que haja temperaturas recordes”, advertiu a agência meteorológica.
A agência também alertou que, nos últimos três meses, a temperatura média na superfície da água ao redor da costa japonesa atingiu o terceiro maior índice desde 1982.
Devido aos gases de efeito estufa gerados pela atividade humana, a superfície do planeta já está, em média, 1,2°C mais quente em relação à era pré-industrial. A maior parte desse aquecimento ocorreu nos últimos 50 anos.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada às Nações Unidas, afirmou que é quase certo que o período 2023-2027 será o mais quente já registrado na Terra, devido ao efeito combinado dos gases de efeito estufa e do fenômeno ‘El Niño’.
‘El Niño’ é um fenômeno climático natural geralmente associado ao aumento das temperaturas, a uma seca aguda em algumas partes do mundo e a fortes chuvas em outras.
A OMM também calcula que há 66% de chance de a temperatura média anual da superfície do planeta exceder os níveis pré-industriais em 1,5°C durante ao menos um dos próximos cinco anos.
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