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Na Conferência Mundial sobre Clima, em Bonn, de 16 a 27 de julho, para rediscutir o Protocolo de Kyoto, a delegação suíça vai tentar um compromisso sobre o documento. O acordo, que obriga os países industrializados a reduzirem gases poluentes, está num impasse diante da rejeição dos Estados Unidos de não o ratificarem.
O chefe da delegação suíça, Philippe Roch - escaldado com o fracasso do encontro em Haia, em novembro, sobre o mesmo tema - manifesta pouco otimismo com essa conferência. Admite que a situação ficou complicada com a atitude dos Estados Unidos e da Austrália, que se posicionaram contra o Protocolo de Kyoto. (O que ele não disse é que o Japão também ameaça não ratificá-lo).
Pelo acordo - assinado em 1988, na cidade japonesa de Kyoto - os países industrializados se comprometem a reduzir em 5% , em média, até 2012, as emissões de gases poluentes que provocam o efeito estufa e conseqüente aquecimento climático..
Mesmo assim a delegação suíça vai insistir num compromisso. Até porque, realça Philippe Roch, "o protocolo é a única possibilidade de tratar internacionalmente a questão".
Na conferência em Bonn, ex-capital alemã, o objetivo é adotar normas obrigatórias no sentido de aplicar o protocolo. A Suíça estima que cada país deve reduzir as emissões de CO2. Estima também que deve ser levada em conta a ajuda de custo a projetos de combate ao aquecimento global em países em desenvolvimento.
A lembrar que os Estados Unidos - criadores de problema - produzem um quarto de C02 (óxido de carbono) do mundo.
swissinfo com agências.