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A Nasa anunciou nesta terça-feira (30) que o telescópio espacial Kepler ficou sem combustível e foi retirado de serviço depois de nove anos orbitando o Sol.
A missão do telescópio espacial era encontrar outros planetas da galáxia e do Universo, para além do Sistema Solar. E, segundo muitos astrônomos que o utilizaram, cumpriu essa função amplamente.
"Como a primeira missão de investigação de outros planetas da Nasa, Kepler superou amplamente as nossas expectativas e abriu caminho para a nossa exploração e busca de vida no Sistema Solar e mais além", afirmou Thomas Zurbuchen, responsável pela Direção Científica da Nasa.
Kepler mostrou que entre 20% e 50% das estrelas visíveis da Terra provavelmente tinham "pequenos planetas, talvez rochosos e de um tamanho similar ao da Terra, em uma região habitável", segundo a Nasa.
Isso quer dizer que esses exoplanetas se localizam a distâncias de suas estrelas que tornariam possível que em sua superfície houvesse água em estado líquido, considerada essencial para a existência de vida.
A morte de Kepler não é uma surpresa. Há semanas haviam surgido anomalias. A Nasa agora afastará o telescópio da Terra.
Para Bill Borucki, ex-chefe da missão Kepler, o telescópio demonstrou que existem "mais planetas do que estrelas em nossa galáxia".
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