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Grupos sindicais em Genebra criticaram o prestador de serviços de mobilidade americano Uber de se esquivar de uma decisão da justiça suíça.
Os sindicatos SITLink externo e UniaLink externo disseram que a multinacional californiana não tinha adaptado suas condições de trabalho para os motoristas, apesar de uma decisão do Supremo Tribunal suíço em junho de considerar a empresa como uma empregadora.
As conversas com a Uber não haviam conseguido resolver as questões pendentes e era hora dos governos cantonais e nacionais intervirem, disseram os sindicatos.
Os sindicatos dizem que Uber SuíçaLink externo está contornando a decisão do tribunal ao criar um subcontratado que ignorou as condições legais, oferecendo aos motoristas apenas salários mínimos e se recusando a pagar pela gasolina e outras despesas adicionais.
Por sua vez, Uber Suíça argumentou que a maioria dos motoristas que aderiram à empresa subcontratada tinha concordado com as condições de trabalho.
Uber acrescentou que levaria algum tempo para verificar os pedidos de indenização por atrasos nos pagamentos de salários e seguro social, de acordo com a agência de notícias Keystone-SDA.
Após a decisão judicial, a empresa foi obrigada a cessar temporariamente as operações em Genebra. Mas a Uber conseguiu uma nova licença pelas autoridades cantonais após a criação de uma empresa parceira, a MITC Mobility.
O caso data de 2019, quando o cantão decidiu classificar a Uber como empregadora, obrigando a empresa a pagar benefícios sociais a seus motoristas para continuar operando.
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