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O gigante do petróleo Vitol, com sede em Genebra, pagou uma multa de 164 milhões de dólares (CHF146 milhões) para encerrar uma investigação criminal sobre suborno e manipulação de mercado na América Latina.Este conteúdo foi publicado em 04. dezembro 2020 - 15:45
As alegações de suborno surgiram durante a operação Lava_Jato e levaram os Estados Unidos a acusarem a Vitol de subornar funcionários no Brasil, Equador e México.
Embora a Vitol não fosse obrigada a se declarar culpada das acusações nos termos do acordo de acusação diferido, a empresa reconheceu que havia se comportado de forma imprópria.
"Compreendemos a seriedade deste assunto e estamos satisfeitos por ele ter sido resolvido". Continuaremos aperfeiçoando nossos procedimentos e controles de acordo com as melhores práticas", disse o CEO Russell Hardy em uma declaração.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) concordou em adiar o processo por três anos e retirar as acusações se Vitol tomar medidas para garantir operações comerciais mais conformes no futuro.
A promotoria acusou a unidade de negócios da Vitol nos Estados Unidos de pagar 8 milhões de dólares em subornos a funcionários brasileiros para garantir contratos da Petrobras. Outros subornos foram alegadamente pagos no México e no Equador durante um período de 15 anos.
Além disso, a acusação dizia que a Vitol tinha tentado manipular os preços do petróleo para manipular os preços de mercado. Vitol é o maior comerciante independente de petróleo do mundo, movimentando cerca de oito milhões de barris de petróleo e combustíveis refinados por dia.
O DoJ também está investigando os negociantes de commodities Trafigura e Glencore relacionados com o escândalo da Petrobras.