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Mais de 80% dos suíços afirmam que vivem num país seguro, segundo o estudo "Segurança 2003" que acaba de ser divugado.
Dois terços das pessoas questionadas vêem o futuro próximo, ou seja, os próximos cinco anos, com otimismo.
Publicado segunda-feira (18.8), o estudo "Segurança 2003" foi encomendado pelo Ministério da Defesa e realizado pela Politécnica Federal de Zurique (EPFZ).
Ele demonstra que o sentimento de segurança dos suíços está bastante alto. Em fevereiro, 82% das 1.200 pessoas questionadas afirmam sentir-se "muito ou bastante" em segurança. O estudo foi repetido em abril, com mil pessoas, e porcentagem de segurança subiu para 88%.
Os autores da pesquisa explicam esse crescimento pela evolução da situação internacional, muito tensa no início do ano. Paradoxalmente, as ameaças ligadas aos atentados terroristas de Nova York atingem mais as pessoas do que no ano passado.
Confiança no futuro
De acordo com o estudo, dois terços dos suíços vêem os próximos cinco anos de maneira positiva. Estão portanto confiantes no futuro a curto prazo.
O otimismo agora é um pouco maior do que em dezembro de 2002 mas é menor do que em 2000 e 2001. A causa é a má conjuntura econômica, na interpretação dos autores do estudo.
Segurança militar
A pesquisa leva em consideração diferentes aspectos da segurança (emprego, prevenção de crimes, etc.) De longe, a segurança familiar é considerada como "extremamente importante".
A segurança militar bate seu próprio recorde, pois nunca foi considerada tão importante desde que esses estudos são realizados.
A necessidade do exército suíço foi aprovada por ampla maioria, embora o exército seja visto antes como uma instituição de segurança polivalente do que como instrumento militar de defesa.
O exército de milícia, como o atual, continua sendo preferido à profissionalização.
Crise iraquiana
Frente a crise iraquiana, os valores como a neutralidade e a solidariedade foram citados como muito importantes.
As pessoas questionadas atribuiram também um importância primordial à cooperação internacional. Assim, uma adesão ao acordo de Schengen (sobre o controle das fronteiras européias), negociado atualmente com a União Européia, seria aprovada em votação.
No entanto, apenas 48% se dizem favoráveis a uma aproximação com União Européia, taxa mais baixa desde o início desses estudos, em 1989.
A OTAN, Aliança Militar Ocidental, também nunca esteve tão em baixa, com aprovação de 27% dos entrevistados.
Quanto ao Iraque, a guerra perece ter contribuido a aumentar a simpatia dos suíços pela ONU. 60% das pessoas acham que a Suíça deveria ter uma papel mais ativo nas Nações Unidas e essa deveria ser mesmo uma das prioridades.
swissinfo com agências
Fatos
Duas pesquisas foram feitas este ano, depois da guerra no Iraque.
Os suíços continuam muito apegados à neutralidade e à solidariedade.
Eles aprovariam uma adesão ao acordo de Schengen.