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GENEBRA (Reuters) - A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, visitará a Venezuela entre 19 e 21 de junho e conversará separadamente com o presidente Nicolás Maduro e seu arqui-inimigo, o chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, informou a ONU em comunicado.
O líder de oposição Guaidó se autoproclamou presidente interino em meio à crise econômica e política do país.
Em um discurso feito ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março, Bachelet disse que as forças de segurança venezuelanas, com o apoio de milícias pró-governo, reprimiram protestos pacíficos com força excessiva, assassinatos e tortura.
A visita, a convite do governo, antecede uma sessão de três semanas do Conselho de Direitos Humanos da ONU que começa em 24 de junho. Estados ocidentais devem criticar o governo Maduro pelo suposto uso de força excessiva e pela má administração que vem provocando uma escassez crônica de alimentos e remédios.
"Bachelet se encontrará com vítimas de violações e abusos de direitos humanos e com seus parentes. Ela também interagirá com representantes da sociedade civil, membros da comunidade empresarial e de sindicatos comerciais, líderes religiosos e acadêmicos", disse o comunicado de seu escritório.
Maduro, socialista que se diz vítima de uma tentativa de golpe liderada pelos Estados Unidos, ainda conta com o apoio das Forças Armadas e controla as instituições estatais.
O colapso econômico do país-membro da Opep causou uma escassez de produtos generalizada e a fuga de mais de quatro milhões de refugiados.
(Por Stephanie Nebehay)