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ONG suíça no Afeganistão diz que proibição das mulheres é linha vermelha
A organização de ajuda suíça Afghanistanhilfe ainda está no Afeganistão, apesar da proibição do Talibã de mulheres que trabalham em ONGs. Mas uma retirada é possível se a proibição for aplicada, diz seu presidente.
"Sem mulheres na linha de frente - por exemplo, parteiras, educadoras, enfermeiras - não podemos fornecer ajuda para meninas e mulheres", disseLink externo Michael Kunz, que dirige a maior organização humanitária suíça no Afeganistão, em entrevistaLink externo ao Schaffhauser Nachrichten na quarta-feira.
"Na verdade, o sistema de saúde não funcionaria sem mulheres", disse ele. "A questão é se os Talibãs estão dispostos a aceitar este colapso".
Entretanto, se o AfghanistanhilfeLink externo se retirasse do Afeganistão, Kunz imaginou que a organização ainda poderia manter hospitais de emergência lá.
Kunz também criticou as autoridades suíças. "Apresentamos vários pedidos de vistos humanitários para nossos funcionários, que desde então se refugiaram no Irã, mas em vão". Os obstáculos são muito altos, diz ele. "Mesmo fotografias de tortura e ordens de busca do Talibã não são suficientes para as autoridades suíças".
Reclamações sérias
Várias ONGs, incluindo Save the Children, o Conselho Norueguês para Refugiados e CARE International, anunciaram que estão suspendendo suas atividades no Afeganistão depois que o Talibã proibiu as mulheres de trabalharem em ajuda humanitária.
No sábado, o Ministério da Economia do Afeganistão ordenou a todas as ONGs que parassem de trabalhar com mulheres ou que enfrentassem a suspensão de suas licenças de operação. Ele disse que tomou a decisão após receber "sérias reclamações" sobre o não cumprimento do "hijab islâmico" imposto no país.
O Talibã voltou ao poder em agosto de 2021 e há menos de uma semana baniu as mulheres das universidades públicas e privadas pelos mesmos motivos. As mulheres já estavam excluídas das escolas secundárias.
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