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MOSCOW/ERBIL (Reuters) - O Ministério da Defesa russo disse neste sábado que matou dois comandantes do Estado Islâmico na Síria, Abu Omaral-Beljiki e Abu Yassin al-Masri, durante bombardeios perto da cidade de Deir al-Zor, informou a agência de notícias Interfax.
O comunicado foi emitido um dia depois de a Rússia ter dito que poderia ter matado o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em um ataque aéreo no mês passado. Washington afirmou que não pôde verificar a morte do líder, enquanto outras autoridades do Ocidente e iraquianas receberam a informação com ceticismo.
O ministério afirmou neste sábado que matou cerca de 180 militantes e os dois comandantes em ataques aéreos na cidade em 6 e 8 de junho.
Hisham al-Hashimi, especialista que vive em Bagdá e serve de consultor sobre o Estado Islâmico para governos do Oriente Médio, afirmou estar cético quanto ao anúncio deste sábado.
Ele disse que Abu Yasin al-Masri é a mesma pessoa que Abu al-Haj al-Masri, que, de acordo com anúncio russo na sexta-feira, teria sido morto em Raqqa em maio.
Al-Hashimi disse que o outro líder do Estado Islâmico, al-Beljiki, dificilmente estaria na Síria no momento do ataque.
“Os russos estão tentando melhorar sua imagem no combate ao Daesh (Estado Islâmico), já que foram os norte-americanos que mataram os maiores comandantes do grupo até agora: Abu Omar al-Shishani, Abu Muslim al-Turkmani, Abu Mohammed al-Adnani e Abu Ali al-Anbari”, completou.
Reuters