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Os talibãs anunciaram neste sábado (23) um cessar-fogo de três dias a partir do domingo, por causa do Aid al Fitr, o festival que marca o fim do Ramadã, após vir incentivando de forma intensa nos últimos meses ataques mortais contra as forças afegãs.
A liderança deles ordenou que seus combatentes "tomassem medidas especiais para a segurança dos compatriotas, e não realizassem operações ofensivas contra o inimigo", embora eles possam se defender caso sejam atacados, de acordo com uma declaração do Talibã transmitido por Zabihullah Mujahid, um dos seus porta-vozes.
Em seguida, o presidente afegão, Ashraf Ghani, concordou com a proposta.
"Estando eu no comando, disse às ANDSF (forças nacionais de defesa e segurança) que respeitem a trégua de três dias e que se limitem a defender-se em caso de ataque", escreveu o presidente no Twitter, que se mostrou admirado pelo anúncio dos talibãs.
É a primeira vez que os talibãs se mostram dispostos a abaixar as armas desde que uma coalisão internacional, dirigida pelos EUA, os deu poder em 2001.
No final de abril, os rebeldes recusaram uma oferta de cessar fogo feita por Ghani pela ocasião do Ramadã, proposta que consideraram como "não racional ou convincente".