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Por Ross Colvin
WASHINGTON (Reuters) - Uma disputa entre o governo dos Estados Unidos e fabricantes da vacina contra a gripe H1N1, também conhecida como gripe suína, chegou ao ponto mais alto nesta sexta-feira quando o presidente Barack Obama manifestou frustração pelo ritmo lento de produção.
Autoridades federais reduziram suas estimativas iniciais sobre a quantidade de vacinas que estaria disponível, de 40 milhões de doses até o fim de outubro para 26 milhões até esta sexta-feira.
Originalmente, o Departamento de Serviços Humanos e de Saúde havia previsto a entrega de 20 milhões de doses toda semana, mas apenas 10 milhões foram produzidas nos últimos sete dias.
A secretária do departamento, Kathleen Sebelius, disse que as estimativas são dos cinco fabricantes contratados no mercado norte-americano --MedImmune, unidade da AstraZeneca, Sanofi-Aventis, CSL, da Austrália, GlaxoSmithKline e Novartis.
"Nós certamente esperávamos que as previsões deles neste caso estivessem corretas", disse nesta sexta-feira o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
"Acho que é exato dizer que o presidente tem estado e está frustrado com a promessa de que esta vacina seria entregue pontualmente, e não ficará satisfeito até que aqueles que desejem ser vacinados contra o H1N1 tenham a oportunidade de fazer isso", disse Gibbs a repórteres.
Dois senadores --Susan Collins e Joseph Lieberman-- pediram a Sebelius que explicasse porque as projeções estão tão distantes do cumprido até agora.
Os fabricantes dizem que está sendo mais difícil do que o previsto produzir a vacina usando a atual tecnologia cinquentenária, com base em ovos de galinhas. Apesar das dificuldades, doses foram entregues em menos de seis meses --mais depressa do que o normal nas vacinas contra as gripes sazonais.
"Além de termos cumprido nosso compromisso de entregar as vacinas sazonais antes da data prevista, estamos nos esforçando para produzir a maior quantidade de vacinas contra o H1N1 o mais rápido possível", disse o chefe de vacinas da Novartis, Andrin Oswald, em um comunicado divulgado na quinta-feira.
Reuters