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Tragédia no início da semana: Hans Georg Schmid caiu com seu avião sobre um imóvel na Basiléia. O ex-capitão da Swissair, 59 anos, morreu e seis pessoas foram levemente feridas.
O avião experimental havia decolado do aeroporto de Basiléia-Mulhouse para um vôo sem escalas até Wisconsin (EUA), lembrando da primeira travessia do Atlântico há oitenta anos.
Pouco depois de ter decolado do aeroporto de Basiléia-Mulhouse, também conhecido como "EuroAirport", o avião monomotor do tipo "Express 2000 ER" caiu por volta de 11 e meia da manhã no bairro de Bachgraben, na parte noroeste da cidade suíça.
Na queda, a aeronave demoliu o teto de 150 metros de comprimento de um imóvel de trinta apartamentos e terminou se espatifando sobre um parque infantil. As dezenove crianças e uma professora que estavam no local não foram feridas, mas levaram um grande susto.
Quase uma tragédia
O corpo do piloto foi encontrado no local. Seis pessoas foram feridas levemente. Eram dois moradores do imóvel, assim como quatro policiais e bombeiros.
As dezenoves crianças e a professora tiveram muita sorte de escapar do que poderia ter sido uma tragédia. "Houve uma forte detonação. Uma trave de escalada para crianças pegou fogo e os destroços do avião se espalharam por toda a área do parque", contou a professora Silvia Kalman.
O teto do imóvel atingido também pegou fogo e os andares superiores foram completamente destruídos. Os bombeiros foram obrigados a evacuar os apartamentos e colocar seus moradores em alojamentos provisórios..
Piloto experimentado
O piloto da aeronave acidentada era o ex-capitão da companhia aérea Swissair, Hans Georg Schmid, como indicam os assessores de imprensa do aeroporto de Basiléia-Mulhouse.
Seu objetivo era voar para os Estados Unidos sem escala, lembrando a primeira travessia do Atlântico realizada por Charles A. Lindbergh, em 1927.
Schmid havia batizado seu projeto de "Saint-Louis Memory Flight". Seu objetivo era bater um recorde mundial ao alcançar Oshkosh, no estado americano do Wisconsin, em apenas 30 horas.
O aparelho, que havia sido construído pelo próprio piloto, carregava 1.700 litros de querosene de aviação, quantidade necessária para realizar a travessia de oito mil quilômetros em trinta horas.
Avião experimental
O avião acidentado era um protótipo que havia sido homologado na semana passada pelo Departamento Federal de Aviação Civil (OFAC, na sigla em francês), explicou o porta-voz do órgão, Daniel Göring.
A associação Aviação Experimental da Suíça efetuou testes com o avião desde junho. Um inspetor da OFAC havia também participado de um desses vôos.
O avião de Schmid havia sido planejado para realizar vôos de longa distância. Além da homologação habitual, o aparelho necessitava também de uma autorização especial devido à grande quantidade de combustível a bordo.
Nesse sentido, o avião havia recebido em 19 de julho uma autorização provisória, válida até o final de outubro. O piloto tinha todas as licenças necessárias. Atualmente, cerca de 220 protótipos de avião beneficiam de uma autorização de sobrevoar o território suíço.
A EuroAirport revelou que a aeronave havia apresentado problemas no momento da decolagem, que ocorreu às 11h20min. O Departamento de Investigação sobre Acidentes Aéreos abriu um inquérito para avaliar as causas do acidente.
swissinfo com agências
Piloto conhecido
O piloto morto é Hans Georg Schmid, 59 anos, ex-capitão da Swissair e conhecido nos meios aeronáuticos.
Em 2000, ele havia batido dois recordes: o "Millenium Flight - Twice Around the World", que consistia em fazer a volta ao redor do mundo voando de Zurique em direção ao leste em 192 horas. Depois ele fez o mesmo percurso em direção oeste, o que lhe custou 201 horas. Os vôos foram realizados com um avião que ele mesmo havia construído.
Em 1997, Hans Georg Schmid já construído uma aeronave, batizada com o nome de "Long-Ez", com a qual ele viajou para a África do Sul e, um ano mais tarde, para a América do Sul.
O último avião construído por ele, o "Express 2000 ER", tinha sido testado por ele pela primeira vez em vôo em 12 de junho. Na quarta-feira passada, Schmid havia obtido uma autorização especial do Departamento Federal de Aviação Civil.
Com o mesmo avião, ele planejava para o outono uma volta ao mundo através dos seu dois pólos. A travessia do Atlântico, prevista para o início da semana, deveria ser um vôo preparatório.