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Por Stephen Lam
PARADISE, Califórnia (Reuters) - Dois incêndios saíram de controle neste sábado no norte e sul da Califórnia, matando pelo menos nove pessoas e forçando centenas de milhares a deixarem suas casas.
Nove pessoas foram encontradas mortas dentro e nos arredores da cidade de Paradise, onde mais de 6.700 casas e estabelecimentos comerciais foram queimados pelo incêndio, já classificado como o mais destrutivo da história da Califórnia, de acordo com o Departamento de Silvicultura e Proteção Contra o Fogo do Estado.
"Esse acontecimento é o pior caso possível. É o que temíamos há muito tempo", disse o xerife do condado de Butte, Kory Honea, em coletiva da imprensa na noite de sexta-feira. "Infelizmente, ninguém escapou."
Cerca de 800 quilômetros ao sul, no condado de Los Angeles, outro incêndio ameaça 75 mil casas e mais de 200 mil pessoas foram obrigadas a deixar seus lares no começo deste sábado.
Até mesmo em Los Angeles houve ordens de evacuação na região de West Hills. Ainda não se sabe quantos lares foram efetivamente evacuados.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse pelo Twitter que o "mau gerenciamento das florestas" era o culpado pelos dois incêndios.
"Não há outra razão para a ocorrência desses incêndios enormes, fatais e custosos na Califórnia do que o mau gerenciamento das florestas", disse ele no Twitter. "Bilhões de dólares são desperdiçados todos os anos, muitas vidas são perdidas, tudo pelo mau gerenciamento das florestas. Consertem agora, ou não terão mais dinheiro do Fed!"
Os cadáveres de cinco vítimas no norte da Califórnia foram encontrados dentro ou próximos de carros queimados, três fora de casa e um dentro, disse o xerife. Outras 35 pessoas estão desaparecidas, e três bombeiros ficaram feridos.
As chamas tomaram Paradise tão rapidamente que muitas pessoas tiveram que deixar suas casas e correr pela única estrada que leva à cidade montanhosa.
O incêndio, que começou na quinta-feira, já queimou mais de 90 mil acres e só tinha sido 5 por cento contido até a noite de sexta-feira.
(Por Stephen Lam, Andrew Hay, Bernie Woodall and Gina Cherelus, Alex Dobuzinskis and Dan Whitcomb)
Reuters