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O governo e a oposição em Moçambique pediram à Suíça que liderasse as negociações de paz destinadas a pôr fim ao conflito entre as duas partes. Ambos os lados contrapõem-se desde que a oposição contestou os resultados das eleições em 2014.
Membros do partido Frelimo, agora no poder, e do partido de oposição Renamo lutaram em lados opostos durante a amarga guerra civil que assolou o país entre 1976 e 1992 e que custou a vida de um milhão de pessoas. Afonso Dhlakama, líder do partido Renamo rejeitou os resultados da eleição de 2014, que viu Filipe Jacinto Nyusi, do partido Frelimo, tornar-se presidente. Desde então, ambos os lados estão envolvidos em confrontos violentos com acordos esporádicos de cessar-fogo.
Em 28 de fevereiro, o presidente Nyusi anunciou que a Suíça vai liderar uma seleção de países que servirão como um grupo de contato para ajudar as duas forças políticas a dialogar. Outros membros do grupo de contato incluem Botswana, China, Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e União Europeia. O grupo será presidido pelos embaixadores da Suíça e dos Estados Unidos em Moçambique. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores suíço fornecerá dois especialistas para ajudar a mediar o diálogo de paz.
Exemplos de sucessos da mediação da Suíça são os Acordos de Évian, marcando o fim da guerra civil argelina e assegurando a independência do país, as negociações de cessar-fogo sobre o conflito nas montanhas de Nuba no sul do Sudão em 2002, a mediação entre a Turquia e a Armênia em 2009, entre a Geórgia e a Rússia entre 2010 e 2011, e o papel da Suíça no conflito da Ucrânia como parte da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
swissinfo.ch/fh