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Ficha sobre o Tratado de Livre Comércio Norte-americano (Nafta), cuja renegociação começa na próxima quarta-feira em Washington.(afp_tickers)
Empresários de Estados Unidos e México expressaram nesta terça-feira (10) sua preocupação com as propostas mais polêmicas do governo Trump para o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que pode "condenar" o acordo com o Canadá.
Entre as iniciativas que preocupam, estão o endurecimento das regras de origem, ou seja, o conteúdo que os produtos devem ter para não pagar tarifas; eliminar o mecanismo de solução de controvérsias; e que o tratado tenha duração de cinco anos, para depois ser renovado.
Nesta quarta-feira começa, em Washington, a quarta rodada de renegociação do Nafta.
Tom Donohue, presidente da US Chamber of Commerce, a maior organização empresarial dos Estados Unidos, alertou nesta terça, na Cidade do México, sobre as propostas que considera "desnecessárias e inaceitáveis".
"Chegamos a um momento crítico e a Câmara não tem outra opção que não ligar os alarmes", disse Donohue em discurso. "Há várias propostas ainda na mesa que podem condenar o tratado inteiro", afirmou.
Ele disse que vai enviar uma carta à Casa Branca, assinada por mais de 300 câmaras de comércio estaduais e locais de todo o país, ressaltando os benefícios do acordo comercial.
Donohue criticou particularmente as propostas sobre regras de origem, a cláusula para terminar o acordo após cinco anos e a intenção de diminuir o déficit comercial dos EUA com seus sócios.
Representantes do setor empresarial mexicano concordam.
"Respaldamos o nosso governo na postura de não ceder a petições irracionais que signifiquem um retrocesso na construção do que pode ser uma próspera região econômica da América do Norte", disse à imprensa Salvador Álvarez, tesoureiro da confederação de agricultores do México, indústria que exporta cerca de 9 bilhões de dólares ao ano aos Estados Unidos.
AFP