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Na classificação da Comissão Européia, a Suíça só perde para a Suécia em matéria de inovação, à frente dos Estados Unidos e do Japão.
Mas o país enfrenta dois problemas: a falta de pessoal altamente qualificado e a escassez do de financiamento público.
A Comissão Européia, poder Executivo da UE, divulgou um estudo comparativo chamado "Quadro europeu da inovação" e incluiu três países que não fazem parte da UE: Suíça, Estados Unidos e Japão. O estudo avalia o desempenho dos países nesse item particular.
A boa colocação da Suíça deve-se sobretudo à capacidade de suas empresas em transformar suas inovações em resultados econômicos", explicou a Divisão Federal de Estatística (OFS) em comunicado divulgado quinta-feira (27/4).
A OFS enfatiza principalmente as patentes, as marcas e o número de empregos criados em setores de alta tecnologia.
Em nenhum outro país, as empresas reservam uma parte tão grande do faturamento à inovação (3,5%). Em termos de eficiência das inovações, a Suíça também está à frente com 460 patentes por milhão de habitantes.
Poucos diplomas em Ciências
Em contrapartida, na formação em ciências exatas e naturais, engenharia e alta tecnologia, a Suíça obteve resultados inferiores à média européia: 7,7 formados nessas áreas por mil habitantes na Suíça enquanto a média européia é 12,2 por mil.
Esses dados colocam em evidência a escassez de pessoal altamente qualificado no mercado de trabalho na Suíça. Essa carência do país é parcialmente compensada pela imigração, precisa a OFS.
Pouco financiamento público
O outro ponto fraco da Suíça é a escassez da ajuda pública às empresas para financiar as inovações.
Essa situação poderá mudar porque o governo propôs ao Parlamento uma verba suplementar de 5 bilhões de francos para "formação, pesquisa e inovação".
swissinfo com agências
Breves
Os dados considerados no relatório da Comissão Européia comprrendem cinco categorias: motores da inovação, criação de conhecimentos, inovação e espírito empreendedor, aplicação e direito autoral.
Em nenhum outro país a empresas reservam tantos recursos à inovação (3,5% do faturamento).
Em contrapartida, a taxa de diplomados em ciências exatas e naturais, engenharia e alta tecnologia é inferior à média européia. Falta pessoal altamente qualificado no mercado de trabalho.
Parte dessa escassez é compensada pela imigração. Nas empresas, a porcentagem de pesquisadores estrangeiros é de 40%.
Fatos
A taxa de crescimento dos indicadores suíços é geralmente superior à média européia.
Estão reunidas as condições básicas para que o sistema de inovação seja reforçado e dinamizado e assim permitir à Suíça uma competitividade a longo prazo.