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O laboratório Moderna anunciou, nesta terça-feira (10), que solicitou às autoridades reguladoras dos Estados Unidos autorização para o uso emergencial de sua vacina anticovid em adolescentes.
A medida era amplamente esperada, depois que a empresa anunciou em maio que os primeiros resultados de um ensaio com 3.700 adolescentes de entre 12 e 17 anos determinaram que a aplicação de duas doses é segura e altamente eficaz nessa faixa etária.
Na segunda-feira, a empresa biotecnológica americana fez solicitações semelhantes às agências reguladoras do Canadá e da União Europeia.
A vacina da Moderna está até o momento autorizada apenas para os maiores de 18 anos.
"Nos conforta que a vacina contra a covid-19 da Moderna foi altamente eficaz para prevenir a covid-19 e a infecção pelo SARS-CoV-2 em adolescentes", disse o diretor executivo da empresa, Stephane Bancel.
A eficácia da vacina foi de 100% depois de duas doses, quando se usou a mesma definição de doença que foi aplicada no ensaio com adultos.
A vacina foi tolerada sem problemas de segurança. Os efeitos colaterais mais comuns após a segunda dose foram dor de cabeça, fadiga, dores corporais e calafrios.
A agência americana de Alimentos e Medicamentos FDA autorizou em maio o uso da vacina anticovid da Pfizer-BioNTech para jovens entre 12 e 15 anos.
Embora os adolescentes sejam muito menos suscetíveis a sofrer um caso severo de covid do que os adultos, os especialistas acreditam que é importante incluí-los na vacinação para ajudar a alcançar uma imunidade na população.
Quase 52% dos 332 milhões de americanos receberam ao menos uma dose da vacina, mas a campanha de imunização está desacelerando devido à relutância de alguns grupos.
O presidente Joe Biden estabeleceu a meta de que 70% dos adultos estejam vacinados com ao menos uma dose em 4 de julho. Atualmente, o número se aproxima de 64% e o objetivo pode não ser alcançado.