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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (12) um projeto de lei alimentar de emergência que deve ser submetido a ratificação no Senado para permitir maiores recursos aos programas sociais.
Sete semanas após as eleições presidenciais, a proposta, que prevê um aumento de 50% nos itens de ajuda e assistência alimentar, equivalente a cerca de 8 bilhões de pesos (135 milhões de dólares), foi apoiada por 222 deputados, uma abstenção e sem votos contrários.
"Estamos enfrentando um problema de fome, desnutrição e uma queda acentuada de renda", disse Daniel Arroyo, coautor do projeto e membro do partido do candidato peronista de centro-esquerda Alberto Fernández, um favorito para as eleições de 27 de outubro.
"Todos nós temos que ajudar em um contexto complicado em que muitas pessoas têm dificuldade", acrescentou ele em seu discurso.
Desde quarta-feira, milhares de manifestantes dos movimentos sociais acamparam perto do Congresso para exigir mais atenção em programas de assistência social e em cozinhas e escolas.
A emergência econômica e social vigora na Argentina desde 2002, quando o país passou por sua pior crise, e deve ser renovada periodicamente. O projeto de lei atual estende a emergência até dezembro de 2022.
"O grande problema é que mantivemos a pobreza ao longo do tempo. Não temos capacidade para produzir programas econômicos", disse a deputada Graciela Camaño, da coalizão centrista do Consenso Federal.
Segundo a FAO, Venezuela, Guatemala e Argentina foram os países da América Latina onde a fome mais aumentou durante 2018.