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Um novo dia de protestos contra o governo do presidente da Colômbia, o conservador Iván Duque, deixou 25 civis e quatro policiais feridos no sul de Bogotá, segundo autoridades civis.
Na quarta-feira à noite, os manifestantes voltaram a entrar em confronto com a polícia em vários pontos da cidade, no âmbito da mobilização que já completou um mês em rejeição aos excessos policiais e à gestão do governo da grave crise social e econômica.
O surto social já provocou ao menos 43 mortos, segundoas autoridades, incluindo 41 civis.
Na quarta-feira, na capital, "Johnatan Guarnizo foi ferido por gás lacrimogêneo disparado diretamente em sua cabeça" por um agente da tropa de choque, denunciou a prefeita Claudia López no Twitter.
O homem de 29 anos está "estável", acrescentou López, que descreveu o incidente como "abuso policial". Dias antes, a prefeita pediu "perdão" aos jovens pelos "excessos cometidos contra sua legítima mobilização".
A Cruz Vermelha apresentou um balanço de 139 feridos nos protestos de quarta, cinco deles policiais.
As mobilizações na capital têm sido em sua maioria pacíficas, mas à noite degeneram em confrontos entre manifestantes armados com pedras e coquetéis molotov e policiais de choque.
"A situação em Bogotá é realmente muito, muito complexa", comentou o secretário de governo, Luis Ernesto Gómez.
Há duas semanas o governo Duque vem conduzindo negociações com o setor mais visível dos manifestantes, sem chegar a acordos.
O chamado Comitê Nacional de Greve exige que o presidente reconheça os abusos da força pública durante os protestos, enquanto o governo pede o levantamento de 78 bloqueios que afetaram o abastecimento de várias cidades.
Um novo dia de mobilizações foi convocado para sexta-feira.