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Em 2017 o ritmo de fechamento de restaurantes e bares na Suíça foi mais de três vezes superior do que no ano anterior. A indústria da restauração aponta o dedo para o franco forte, responsável por mais falências (+ 4,4%) e menos novas aberturas (-25%).
Cerca de 2.220 estabelcimentos foram removidos do registro de comércio e 684 faliram em 2017, de acordo com reportagem do jornal dominical SonntagsZeitung, baseada em dados das associações do setor, GastroSuisse e Creditreform. Com 2.048 restaurantes abrindo, a perda líquida foi de 856.
O presidente da GastroSuisse, Casimir Platzer, culpou o forte franco e justifica a falta de investimentos pelo número recorde de fechamentos. Os locais mais atingidos foram os cantões do Ticino, Berna, Genebra, Lucerna e Zurique.
"O franco forte está realmente espremendo as empresas nas montanhas, no campo e nas regiões de fronteira", disse ele, explicando que não havia muitos hóspedes e, portanto, volume de negócios suficiente, em uma indústria com margens já pequenas.
Platzer disse que, em tempos recessivos, fica mais difícil encontrar alguém para assumir o negócio. Ele acrescentou que os empregados tampouco estão dispostos a trabalhar as longas horas necessárias, muitas vezes por salários mais baixos.
O SonntagsZeitung disse que fatores adicionais estavam mudando os hábitos alimentares, fazendo com que a população em geral dedique menos tempo para o almoço.
swissinfo.ch/ets