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Estudantes correm da polícia em manifestação ocorrida em Santiago, Chile, no dia 4 de agosto de 2016(afp_tickers)
Milhares de estudantes chilenos voltaram a se manifestar nesta quinta-feira, em Santiago, contra o projeto de reforma educacional conduzido pela presidente Michelle Bachelet, que eles não consideram que resposta à ansiada promessa de gratuidade.
O protesto, que começou na Praça Itália, centro de Santiago, acontece um mês depois que Bachelet enviou ao Congresso a lei que estabelece a gratuidade para a educação superior, uma década depois das primeiras manifestações estudantis e após centenas de marchas nas ruas do país.
Mas a gradualidade do projeto e os prazos incertos de implementação da iniciativa - cujo financiamento foi vinculado a elevadas projeções de crescimento da economia - não agradaram a ninguém e levaram os estudantes a voltar a sair às ruas nesta quinta, em uma manifestação que, de acordo com os organizadores, reuniu 50.000 pessoas em Santiago.
Assim que começou a marcha, ocorreram alguns incidentes, quando grupos de encapuzados atacaram com pedras a polícia, que respondeu com gases lacrimogêneos e jatos d'água.
O protesto terminou com 51 detidos, entre eles 27 menores e 24 adultos, segundo a polícia.
A passagem da marcha pela avenida Alameda, no centro da capital, provocou o fechamento de estabelecimentos comerciais e agências bancárias devido ao temor de ataques e saques pelos encapuzados e o tráfego deu um nó, provocando congestionamentos em várias vias.
Outro grupo de encapuzados que se desprendeu do protesto atirou bombas incendiárias em uma igreja católica que já tinha sido atacada em uma marcha anterior - um ato investigado pelas autoridades.
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