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O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de El Salvador pediu à ONU, à União Europeia e à OEA na terça-feira (2) o envio de seus observadores para as eleições legislativas e municipais de 28 de fevereiro, após os recentes atos de violência registrados durante a campanha.
“Pedimos que (...) realizem suas missões de observação eleitoral no país, a fim de monitorar, prevenir e denunciar qualquer ato de violência política”, afirmou o TSE em nota.
As missões de observação geralmente chegam a El Salvador uma semana antes das eleições.
O pedido da mais alta corte eleitoral surge após um atentado no domingo contra militantes da oposição e da ex-guerrilheira Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que deixou dois mortos.
No ataque estiveram envolvidos, como suposto agressor, um agente estadual designado para a proteção de pessoas importantes (PPI), um motorista e um segurança particular, todos sob a jurisdição do Ministério da Saúde Pública. Todos estão detidos.
Ao solicitar a colaboração da ONU, da UE e da Organização dos Estados Americanos (OEA), o TSE busca evitar atos de violência que possam "atrapalhar" os esforços para desenvolver "eleições modernas, livres, eficientes e transparentes".
O TSE lembrou que o atentado de domingo e outros incidentes como "ameaças de morte recentes" contra alguns magistrados, além de constituírem "crimes", são contrários à lei eleitoral.
A autoridade eleitoral também apelou aos membros do partido para que evitem atos de violência política e pediu "respeito" aos adversários para que a disputa eleitoral ocorra em um clima de paz.
A campanha para as eleições de 28 de fevereiro em El Salvador começou em 27 de dezembro para deputados e em 27 de janeiro para prefeitos.