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As Américas conseguiram eliminar o tétano materno e neonatal, que causava a morte de mais de 10 mil recém-nascidos por ano na região(afp_tickers)
As Américas conseguiram eliminar o tétano materno e neonatal, que causava a morte de mais de 10 mil recém-nascidos por ano na região, informou nesta quinta-feira a Organização Pan-americana da Saúde (OPS), pedindo aos países que mantenham a vacinação generalizada.
"Este ano se declarou a eliminação da doença no Haiti, o que permitiu alcançar a meta regional", informou o organismo em um comunicado.
O tétano neonatal ocorre quando o recém-nascido se infecta com a bactéria C. tetani, frequentemente pela falta de esterilização ou no corte do cordão umbilical.
Para evitá-lo, além de seguir recomendações de higiene durante o parto e depois, as grávidas devem tomar a vacina antitetânica, cuja aplicação generalizada começou no continente americano nos anos 1970.
"A eliminação do tétano materno e neonatal constitui outra prova de que as vacinas funcionam", disse Carissa Etienne, diretora da OPS, em um comunicado.
O tétano materno e neonatal é a sexta doença evitável mediante vacinação eliminada na região, após a erradicação da varíola em 1971, da poliomielite em 1994, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita em 2015 e do sarampo em 2016, acrescentou o texto.
A OPS esclareceu que o tétano não pode ser plenamente erradicado porque a bactéria causadora está presente em todo o ambiente, tanto no solo quanto nas fezes de muitos animais.
"Diferentemente de outras doenças evitáveis mediante vacinação, o tétano materno e neonatal é considerado eliminado quando a taxa anual é de menos de um caso por 1.000 nascidos vivos em nível distrital", explicou.
Segundo a OPS, 43 países eliminaram o tétano materno e neonatal entre o ano 2000 e junho de 2017. No mundo há 16 países que ainda não eliminaram a doença.
Por isso, o organismo recomendou "a todos os países da região intensificar seus esforços para manter em 95% a cobertura da vacinação materna contra o tétano, conforme o recomendado".
AFP