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Os bancos públicos são considerados patrimônio cultural na Suíça. Mas face à necessidade do Estado de economizar verbas, o setor privado está cada vez mais tendo que intervir. (Imagens: Keystone)
Por mais de 200 anos, um banco público acolheu caminhantes cansados nas Cataratas de Giessbach, acima do Lago Brienz. Mas ele era uma invenção urbana para os ricos: em meados do século XIX, os bancos eram instalados em parques públicos, mas acabavam sendo usados principalmente pela classe média em meio aos seus passeios.
Desde então, os bancos tornaram-se uma tradição suíça, com um “Dia dos Bancos” a ser comemorado em 17 de junho como parte do ano do patrimônio cultural 2018.
Mas manter bancos públicos custa dinheiro. No ano passado, a cidade de Winterthur removeu vários deles porque as autoridades tiveram que apertar os cintos. Lucerna queria fazer o mesmo há três anos, mas artistas locais e carpinteiros se responsabilizaram, de graça, por cuidar dos mais de 1.300 bancos da cidade.
Inúmeras associações de voluntários em todo o país trabalham para instalar e manter novos bancos. Em muitos lugares, incluindo Winterthur, os cidadãos podem se tornar "patronos" e, em troca de uma doação, terão seu nome gravado em uma inscrição.
A Associação para a Promoção da Cultura do Banco Suíço deu um passo adiante: criou um mapa on-lineLink externo, que mostra a localização dos bancos em todo o país, com informações sobre acessibilidade e visão. O público pode compartilhar fotos, histórias e informações sobre os seus favoritos.