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A venda do livro “A verdade proibida – o envolvimento dos Estados Unidos com Osama Bin Laden” é liberada na Suíça.
A decisão foi tomada em 17 de dezembro, pelo Tribunal Federal da Suíça, após recurso pedido por Yeslam Binladin, meio-irmão de Osama Bin Laden e cidadão suíço.
Ser parente de uma pessoa conhecida pode trazer muitas vantagens, porém em alguns casos também muitos problemas. Yeslam Binladin é um homem de negócios da Arábia Saudita, que desde 2001 vive em Genebra e possui a nacionalidade suíça. Ele é o presidente da Saudi Investment Company, uma companhia de investimentos especializada em negócios com países do Oriente Médio. Ao mesmo tempo ele é meio-irmão de Osama Bin Laden, com quem há anos não tem mais contato.
Binladin processa atualmente os jornalistas franceses Jean-Charles Brisard e Guillaume Dasquié, autores do livro "A verdade proibida - o envolvimento dos Estados Unidos com Osama Bin Laden", e a editora que os lançou na Suíça. Na sua opinião, a obra mancha sua imagem pública e prejudica os negócios da sua empresa.
Derrota em primeira e segunda instância
Em setembro, o Tribunal Cantonal de Genebra chegou à conclusão que um livro não feria a personalidade de Yeslam Binladin e da sua empresa de investimentos. Apenas a citação da origem comum de um homem de negócios e um dos terroristas mais procurados do mundo não pode ser utilizada como argumento para impedir a publicação de um livro, argumentam os juízes.
Agora o Tribunal Federal da Suíça encerra o processo, decidindo que não há razão para impedir a publicação do livro no país, já que ele não leva seus leitores a crer que Yeslam Binladin trabalhe em conjunto com o terrorista Osama Bin Laden.
Na parte francesa sua venda estava proibida e na parte alemã, apesar da proibição, os livros eram encontrados normalmente nas prateleiras.
swissinfo com agências