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O governo anunciou cerca de CHF22 milhões em financiamento para projetos de proteção aos jovens no norte e oeste da África, e para dissuadi-los de fazer viagens perigosas através do Mediterrâneo para a Europa.
Os CHF21,8 milhões (US$ 23,5 milhões) serão gastos nos próximos quatro anos em um esforço para "criar melhores perspectivas para crianças e adolescentes" no Oeste e no Norte da África, disse o governo na quarta-feira.
O projeto, a ser executado conjuntamente pela Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (DDC) e pela Secretaria de Estado para as Migrações (SEM), visa "salvaguardar os direitos dos migrantes menores, protegê-los contra abusos e proporcionar acesso à educação básica".
Segundo o governo, os menores de idade - especialmente meninas e moças - enfrentam riscos significativos ao longo das rotas migratórias na região, incluindo traficantes de seres humanos, traficantes de drogas e outras organizações criminosas.
Devido à pobreza, a uma situação econômica precária, conflitos, mudanças climáticas e costumes sociais restritivos, a migração é uma questão importante no Oeste e no Norte da África, escrevem as autoridades; a ONU estima que mais de 45 milhões de pessoas na região vivem atualmente fora de seu país de origem, incluindo 5 milhões de menores.
A primeira fase do projeto suíço se concentrará na Tunísia, Marrocos, Guiné, Mali e Níger.
Votação Frontex
O financiamento é parte da política externa mais ampla da Suíça sobre migração, que o governo diz "ajudar os países de origem e trânsito a proteger e integrar melhor os migrantes no terreno. Isto também significa esforços para "dissuadir [os migrantes] de fazer viagens de barco perigosas através do Mediterrâneo para a Europa".
A política de migração suíça inclui estreita cooperação com a agência europeia de fronteiras e guarda costeira Frontex, que policia as fronteiras externas do espaço Schengen. O financiamento fornecido pela Suíça ao órgão estará sujeito a uma votação nacional em 15 de maio, após os adversários terem coletado assinaturas para levar a plebiscito o que eles consideram ser uma violenta "militarização das fronteiras" simbolizada pela Frontex.
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