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A Argentina e o Chile confirmaram seus primeiros casos do novo coronavírus, ampliando a presença da doença no Cone Sul, depois de a mesma já ter aparecido em outros países da região, como o Brasil.
O primeiro caso argentino é o de um paciente que voltou de viagem da Itália e está isolado após se apresentar em um posto de saúde, informou nesta terça-feira o ministro da Saúde, Ginés González García, em coletiva de imprensa.
"Identificamos um primeiro caso. Ele é um paciente que veio da Itália", disse o ministro, que informou se tratar de um homem de 43 anos que também viajou para outras partes da Europa e chegou à Argentina em 1º de março.
No caso do Chile, é um homem de 33 anos que esteve por cerca de um mês no sudeste da Ásia, confirmou o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.
"Temos que confirmar que temos o primeiro caso de coronavírus em nosso país", anunciou Mañalich quase simultaneamente e também em uma entrevista coletiva, na qual disse que o paciente está hospitalizado no hospital de Talca, cidade localizada a 350 km ao sul de Santiago.
A pessoa viajou por um mês em diferentes países do sudeste da Ásia, principalmente em Singapura. Ele chegou ao Chile em 25 de fevereiro, mas apresentou os primeiros sintomas há alguns dias.
Até o momento, a América Latina registrava casos de COVID-19 no Brasil (2), México (5), Equador (7) e República Dominicana (1).
- Boas condições -
Segundo Alfredo Donoso, diretor do hospital em Talca, o primeiro infectado chileno chegou ao país sem problemas e, uma semana depois, começou a apresentar sintomas respiratórios "bastante leves".
"Ele foi internado com febre alta, mas depois se normalizou e atualmente está completamente assintomático aqui no hospital de Talca e está isolado", disse o médico, acrescentando, no entanto, que alguns exames ainda estão pendentes para que ele receba alta e possa ir para casa.
Já o paciente argentino permanece hospitalizado e isolado em uma clínica particular de Buenos Aires, "felizmente com um quadro que não é complicado", acrescentou.
"O que aconteceu não vai se generalizar, tentaremos não generalizar", disse Ginés González García, garantindo que o sistema de saúde argentino está preparado para enfrentar a situação.
"Existem países que conseguiram controlar a disseminação e outros países que não conseguiram. Tenho toda a esperança e a fé de que esta seja uma situação contida", acrescentou.
Com a confirmação da doença, as autoridades de saúde da Argentina ativaram um protocolo para a cidade de Buenos Aires.
Essas são medidas para informar a população e pedir aos que têm sintomas que se abstenham de ir aos hospitais e, em vez disso, pedir atendimento médico em casa. Caso cheguem aos postos de saúde, eles devem ser isolados.
No Chile, as autoridades também garantiram que o país pode enfrentar adequadamente a epidemia. "A rápida expansão que esta doença experimentou nos fez pressagiar e antecipar que o coronavírus chegaria ao Chile a qualquer momento", disse o presidente do país, Sebastian Piñera, em uma mensagem no palácio presidencial de La Moneda, em Santiago.
"Tomamos todas as medidas que a OMS recomendou e também todas as medidas que consideramos necessárias para proteger a saúde de todos os nossos compatriotas. Estamos preparados para enfrentar adequadamente essa epidemia", acrescentou o presidente chileno.