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A direção da maior agência de turismo da Suíça exige a demissão do principal acionista e presidente do conselho de administração, Daniel Affolter. desleal. A direção também promete processá-lo na Justiça. Acusado de gestão desleal, ele diz que é vítima de um complô pelo controle da holding. A assembléia geral será em 15 de maio.
Daniel Affolter é acusado pela direção e por 5 dos 8 memmbros do conselho de administração de ter retirado 8,1 milhões de francos suíços para uso pessoal. A Kuoni Holding é a maior agência de turismo da Suíça e uma das grandes da Europa.
Affolter também preside a fundação Kuoni, principal acionista da agência com 6,25% do capital e 25% dos votos, o que lhe permite manter o controle do grupo. "O sr. Affolter concentrou em suas mãos um poder que vai ao encontro dos interesses da empresa", afirmou sexta-feira o vice-presidente do conselho de administração, Heinz Müller.
O problema surgiu com a descoberta de um prêmio de 12 milhões de francos suíços (US 7 milhões) atribuído a 4 membros do conselho da Fundação, 8,1 milhões ao próprio Affolter. Além disso, ele teria direito a uma indenização de 1 milhão de francos por ano, caso fosse destituido da presidência do conselho de administração.
O contrato de trabalho de Affolter com a agência Kuoni já foi resiliado mas sua destituição da presidência do conselho de administração só poderá ser decidida em assembléia geral marcada para o próximo dia 15.
Acusado de gestão desleal, a direção promete processá-lo na justiça penal. Affolter também deu queixa por roubo de documentos confidenciais da Fundação, na orígem das revelações. Ele alega ainda ser vítima de um complô para destitui-lo da holdind Kuoni.
No ano passado, a Kuoni teve um faturamento de 4,113 bilhões de francos (mais de US 2 bilhões) e lucro de 174,7 milhões de francos.
swissinfo com agências
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