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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou nesta segunda-feira (21) três entidades cubanas de violarem as restrições impostas por Washington e anunciou sanções contra o vice-presidente da Corte Suprema da Nicarágua, um deputado e um chefe policial desse país.
A poucas semanas do fim do governo de Donald Trump, o Tesouro manteve sua estratégia de pressão contra Cuba e contra o governo de Daniel Ortega na Nicarágua.
O governo dos EUA identificou três empresas cubanas que supostamente usam uma sucursal no Panamá para escapar das sanções já impostas por Washington.
São elas, segundo o Tesouro: o Grupo de Administración Empresarial S.A. (Gaesa), controlado pelos militares cubanos, a financeira Cimex S.A. e a Kave Coffee S.A, uma empresa de café.
A Gaesa é uma holding estatal que abrange desde hotéis e supermercados até serviços portuários e alfandegários, controlando amplos setores da economia da ilha desde a década de 1990.
A administração Trump "continua comprometido em atacar o regime cubano por seu comportamento malicioso e suas tentativas de evadir as sanções dos EUA", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.
O chanceler cubano rejeitou as medidas e afirmou que Cuba avançará "não importa quantas entidades incluam em suas listas ilegítimas". "Cada ação na política externa dos EUA reforça o isolamento e o descrédito internacional de Trump e sua equipe", acrescentou.
Já os três funcionários nicaraguenses sancionados nesta segunda são o vice-presidente da Corte Suprema da Nicarágua, Marvin Ramiro Aguilar, o deputado Wálmaro Antonio Gutiérrez e o comandante da polícia de Leon, Fidel De Jesús Domínguez.
A sanção implica o bloqueio de qualquer um de seus ativos no sistema financeiro dos EUA.
O Tesouro alegou que esses indivíduos são responsáveis por "apoiar a sistemática identificação, intimidação e castigo dos opositores realizadas pelo regime de Ortega".