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A proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza na Suíça em 2019 cresceu para 8,7% da população, a maior taxa observada desde 2014, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira.Este conteúdo foi publicado em 18. fevereiro 2021 - 17:30
O Departamento Federal de Estatística, que divulgou os números, disse que a pobreza afetou 735.000 pessoas no ano anterior à pandemia de Covid-19 que atingiu o país de 8,5 milhões de habitantes. Entre essas pessoas, 155.000 tinham um emprego remunerado, uma estatística que a organização de defesa dos trabalhadores Travail Suisse chamou de "chocante". A taxa de pobreza entre a população trabalhadora era de 4,2%.
O relatório também revelou que uma em cada oito pessoas (12%) disse ter dificuldades para pagar as contas. Uma em cada cinco (quase 21%) não seria capaz de administrar uma despesa inesperada de CHF2.500 ($2.786).
Como nos anos anteriores, os mais afetados pela pobreza eram os estrangeiros, as famílias monoparentais, as pessoas com pouca formação e as que estavam sem trabalho.
Em geral, o padrão de vida permaneceu elevado na Suíça, que também é conhecida por seu alto custo de vida. A renda mediana ficou estável em cerca de CHF50.000, de acordo com o departamento de estatísticas.
O relatório não leva em conta os efeitos da pandemia, que começou na Suíça no início de 2020. Travail Suisse considera que o coronavírus irá agravar o problema da pobreza. As restrições impostas pelo governo para conter a pandemia têm afetado vários setores econômicos.
A linha da pobreza é calculada com base nos padrões estabelecidos pela Conferência Suíça de Assistência Social e era de CHF2.279 por mês para uma única pessoa e CHF3.976 para uma família composta de dois adultos e duas crianças.