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Entre julho de 85 e janeiro de 97, Paulo Maluf teria sido um dos mais importantes clientes do Citibank de Genebra. O banco tem um grupo seleto de funcionários que cuida dos grandes clientes e Maluf teria feito parte dessa lista, segundo o jornal suíço "Le Temps", de Genebra.
Na edição de sexta-feira, 7 de setembro, o "Le Temps" afirma que, segundo suas informações, Maluf era um dos mais importantes clientes do Citibank de Genebra. O jornal relata o "inquérito preliminar" aberto pela Justiça de Genebra mas reitera que a Justiça brasileira ainda não fez qualquer pedido de colaboração judiciária à Suíça.
A Justiça genebrina solicitou e detém os documentos com a movimentação das contas das empresas "Blue Diamond e Red Ruby". O caso está com o procurador Jean-Louis Crochet, de Genebra, que ainda não designou um juiz de instrução.
Dinheiro seria da família
O "Le Temps" lembra que as duas empresas que teriam acessorado Maluf, a financeira HBK e o escritório de advocacia Brunschwig Wittmer, também acessoravam o ex-ditador nigeriano Sani Abacha, cuja fortuna está parcialmente bloqueada na Suíça, a pedido do governo nigeriano.
O jornal também cita fonte "próxima dessas empresas", afirmando que a família de Maluf "é das mais ricas do Brasil há um século" e que "a infelicidade de Paulo Maluf foi querer fazer política sendo rico".
swissinfo