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Carros queimados são vistos nos arredores do aeroporto internacional de Trípoli, Líbia, em 14 de julho de 2014(afp_tickers)
A missão das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) retirou seus funcionários na Líbia por "razões de segurança", indicou nesta segunda-feira um comunicado enviado à AFP, em meio a ataques contra o aeroporto de Trípoli.
"A UNSMIL anuncia a retirada de seu pessoal na Líbia por razões de segurança", especialmente depois dos combates de domingo nos arredores do aeroporto de Trípoli, segundo o comunicado.
O principal aeroporto da capital líbia foi atingido por foguetes na noite desta segunda-feira, e um avião na pista recebeu um impacto direto, revelaram fontes da segurança.
"Dezenas de foguetes foram lançados contra o aeroporto", declarou à AFP Al Jilani al Dahech, responsável pela segurança do local.
Segundo um funcionário do governo, 90% dos aparelhos no aeroporto foram atingidos, assim como a torre de controle, um centro de manutenção de aeronaves e o prédio da alfândega.
A segunda cidade da Líbia, Benghazi, foi palco de novos atos de violência que deixaram ao menos três mortos, o que faz temer um conflito mais amplo no país.
O governo líbio anunciou na madrugada desta terça que examina a possibilidade de fazer um apelo às forças internacionais para restabelecer a segurança, em particular na capital.
As forças internacionais também teriam como missão "proteger os civis e as riquezas do Estado, prevenir a anarquia e a instabilidade, e dar ao Estado a oportunidade de criar suas instituições, em particular o Exército e a polícia".
Trípoli "examina a possibilidade de apelar às forças internacionais no terreno para restabelecer a segurança e ajudar o governo a impor sua autoridade", declarou um porta-voz oficial.
Desde a queda do regime de Muammar Khaddafi, a Líbia vive um estado de anarquia com ataques e confrontos diários por questões criminosas, políticas ou ideológicas.
Várias embaixadas, diplomatas e cidadãos estrangeiros têm sido alvos de sequestros e ataques em Trípoli e Benghazi, no leste.
Dada a escalada da violência nos últimos meses, algumas embaixadas retiraram ou reduzido sua presença no país.
AFP