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EUA querem ajudar Colômbia a enfrentar 'atores' que apoiam Nicarágua, Venezuela e Cuba
Os Estados Unidos disseram que querem colaborar com a Colômbia diante dos "atores" que ajudam Nicarágua, Venezuela e Cuba, durante uma sessão no Senado nesta quarta-feira (16), na qual foi apresentado um projeto de lei que pretende designar o país como parceiro estratégico fora da Otan.
Bob Menéndez, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, anunciou na Câmara Alta que apresentará nos próximos dias o projeto bipartidário.
Os Estados Unidos e a Colômbia celebram em 2022 o bicentenário de suas relações bilaterais, após superarem "ombro a ombro alguns dos testes mais difíceis dos séculos XIX, XX e XXI", disse o chefe da diplomacia dos EUA para as Américas, Brian Nichols.
Para Nichols, a prioridade é “colaborar com a Colômbia para se defender contra as atividades malignas de atores estatais e não estatais que buscam cada vez mais oportunidades para corroer o consenso hemisférico sobre a importância do Estado de Direito e da governabilidade democrática”.
“Esses atores ajudam a Nicarágua, a Venezuela e Cuba”, disse, sem citar nomes, embora durante a sessão os nomes da Rússia e da China tenham surgido várias vezes, como países que intervêm na região.
Nichols elogiou que a determinação da Colômbia "não vacilou" diante da "violência terrorista e da ditadura brutal na vizinha Venezuela, que oferece abrigo e incentivo a grupos terroristas e criminosos e causou o êxodo de milhões de pessoas".
Ele garantiu que Washington apoia "a implementação integral" do acordo de paz de 2016 com a ex-guerrilha Farc, pois considera essencial para garantir a transição da Colômbia de 50 anos de conflito para "uma paz inclusiva e duradoura".
O projeto também reforça o apoio dos Estados Unidos ao tratado, "que continua sendo a melhor, ainda que imperfeita, ferramenta para construir a paz e a governabilidade democrática na Colômbia", afirmou Menéndez.
Seu objetivo é fortalecer a associação "em questões de segurança internacional e defesa, assim como direitos humanos e trabalhistas", além de criar um novo fundo empresarial para catalisar investimentos em empresas colombianas e "promover esforços para diversificar as cadeias de suprimentos dos Estados Unidos e deixar de depender da China”.