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Hoje me deparei com um artigo do jornalista Jamil Chade sobre como um hospital suíço recusou de o testar para o COVID-19. O jornalista ficou espantado porque o hospital não fez testes nele e disse que era pra ele ir pra casa e se isolar pois já apresentava sintomas.
Curiosamente seria a mesma recomendação que seria dado caso o exame fosse positivo. Ou seja, fique em casa caso apresente sintomas e isole-se.
Ao contrário do que seria ideal no mundo dos biólogos com o Átila Iamarino — que quer que todos no mundo sejam testados por apresentar sintomas —, não existem meios de testar (em um pequeno espaço de tempo) todos que apresentam os sintomas.
Assim como no deserto com escassez de água se guarda água para os que mais necessitam, os recursos médicos — que também são escassos — devem ser empenhados naqueles que realmente precisam.
Imaginem quão idiota seria se ao invés disto houvesse nos hospitais uma fila de doentes e possivelmente contaminados aguardando para ouvir do médico: “Você tem COVID-19, vá pra casa, use máscara e repouse“.
É evidente que para resolver um problema você precisa entender a dimensão do mesmo, concordo plenamente, mas o mapeamento do coronavírus pode ser feito através da taxa de mortalidade — taxa essa que no caso da Suíça é baixíssimo (1%) se comparado coma a Itália (7%).
O problema da escassez de recursos também precisa ser assumido e dimensionado. Precisamos ser realistas quanto ao ato de que não tem como testar e tratar todos.
Lidem com isto!