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O novo monarca espanhol, Felipe VI, é visto ao lado da esposa, rainha Letizia, em 25 de julho de 2014, em Santiago de Compostela(afp_tickers)
Após a promessa do novo monarca espanhol, Felipe VI, de manter um reinado "íntegro e transparente", os serviços reais anunciaram novas medidas nesta segunda-feira, entre elas uma auditoria externa das contas e um código de conduta para os membros da Casa Real.
As novas regras devem entrar em vigor em 2015.
Essas medidas serão adotadas após os escândalos que atingiram a família Real, com a denúncia contra a irmã de Felipe VI, a infanta Cristina, e contra seu cunhado, Iñaki Urdangarin, em uma investigação judicial por suspeita de corrupção.
"Sem prejuízo dos controles internos, considera-se oportuno que as contas da Casa de sua majestade sejam submetidas anualmente a uma auditoria externa", anunciou o Palácio em um comunicado, acrescentando que esse controle será exercido por um organismo do Estado responsável pela auditoria das contas públicas.
Também se prevê um "código de conduta" que será aprovado até 31 de dezembro de 2014, aplicável aos funcionários da Casa Real e "que incorpore princípios de boa governança contidos na legislação em vigor nessa matéria, aplicável às entidades públicas".
Com a reputação manchada por um escândalo judicial decorrente da denúncia contra Urdangarin no final de 2011, a Casa Real vem multiplicando os anúncios para melhorar sua imagem, que incluem a divulgação de suas contas e o congelamento da remuneração do monarca.
Junto com um sócio, Urdangarin é suspeito de malversação de até seis milhões de euros em dinheiro público. Esse escândalo derrubou a popularidade do então rei Juan Carlos. Debilitado também por problemas de saúde, ele anunciou em 2 de junho sua decisão de abdicar do trono em favor de seu filho Felipe VI.
Em seu discurso de proclamação em 19 de junho no Parlamento, o novo rei disse querer "uma Espanha, na qual os cidadãos recuperem e mantenham a confiança em suas instituições". Felipe VI também prometeu "manter uma conduta íntegra, honesta e transparente".
AFP