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O chefe negociador das Farc, Iván Márquez, em um ato em Cali, em 30 de março de 2017(afp_tickers)
Representantes da guerrilha das Farc da Colômbia defenderam neste sábado na Plaza de Bolívar, no centro político de Bogotá, a implementação do acordo para superar 52 anos de conflito armado, depois de terem sido impedidos de entrar no Congresso para participar de um ato pela paz.
O chefe negociador da guerrilha, Iván Márquez, o comandante rebelde Pastor Alape e outros insurgentes, como Victoria Sandino e Andrés París, participaram do encerramento do Congresso Nacional da Paz, que foi realizado no local, embora a sua realização estivesse prevista para o Salão Elíptico do Capitólio Nacional.
"A paz ainda é um sonho a ser conquistado", disse Márquez durante a sua intervenção pública, ao defender o apoio de diversos setores políticos do país para implementar o histórico acordo assinado em novembro, depois de quatro anos de negociações com Cuba.
O ato na Plaza de Bolívar, a alguns metros da Casa presidencial de Nariño, reuniu dezenas de pessoas, incluindo congressistas e líderes sociais.
Na sexta-feira, os presidentes do Senado, Mauricio Lizcano, e da Câmara de Representantes, Miguel Ángel Pinto, não autorizaram a entrada de delegados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no recinto até que esta organização esteja desarmada e os tribunais de paz autorizem.
No mesmo dia, o chefe máximo dos rebeldes, Rodrigo Londoño ("Timochenko"), classificou a decisão de "veto".
AFP