Document ID: 21996A0322(01)

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21996A0322(01)
Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá
Jornal Oficial nº L 074 de 22/03/1996 p. 0026 - 0033
ACORDO de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o CanadáO CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, em nome da Comunidade Europeia, por um lado, eO GOVERNO DO CANADÁ, por outro,a seguir denominados «partes»,CONSIDERANDO a importância da ciência e da tecnologia para o seu desenvolvimento económico e social;RECONHECENDO que a Comunidade Europeia, a seguir denominada «Comunidade», e o Canadá prosseguem programas de investigação e tecnologia em áreas de interesse comum, e que poderão ser extraídos benefícios mútuos se as partes facilitarem uma cooperação acrescida;TOMANDO NOTA da cooperação activa e da troca de informações que tem havido em vários domínios científicos e tecnológicos no âmbito do Acordo-quadro de cooperação comercial e económica entre as Comunidades Europeias e o Canadá em 1976;TENDO EM CONTA a Declaração sobre as relações entre a Comunidade Europeia e o Canadá, adoptada em 22 de Novembro de 1990; eDESEJANDO estabelecer um quadro formal para a cooperação em matéria de investigação científica e tecnológica de forma a alargar e reforçar a realização de actividades de cooperação em áreas de interesse comum e a incentivar a aplicação dos resultados dessa cooperação em seu benefício, tanto no plano social como económico,ACORDARAM NO SEGUINTE:Artigo 1º Objectivo O presente acordo tem por objectivo incentivar e facilitar a cooperação entre a Comunidade e o Canadá em áreas de interesse comum, em que as partes apoiem actividades de investigação e desenvolvimento tendo em vista fazer avançar a ciência e/ou a tecnologia em domínios relevantes para essas áreas de interesse.Artigo 2º Definições Para efeitos do presente acordo, entende-se por:a) «Actividade de cooperação»: qualquer actividade exercida ao abrigo do presente acordo, incluindo investigação conjunta;b) «Informações»: dados científicos ou técnicos, resultados ou métodos de investigação e desenvolvimento decorrentes da investigação conjunta, e quaisquer outras informações consideradas necessárias pelos participantes na actividade de cooperação, incluindo, quando necessário, as próprias partes;c) «Propriedade intelectual»: o conceito definido no artigo 2º da Convenção que institui a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, assinada em Estocolmo em 14 de Julho de 1967;d) «Investigação conjunta»: investigação financiada por uma ou ambas as partes que envolva a colaboração de participantes tanto da Comunidade como do Canadá;e) «Participante»: qualquer pessoa singular ou colectiva, universidade, instituto de investigação ou qualquer outro organismo ou empresa que participe numa actividade de cooperação, incluindo as próprias partes.Artigo 3º Princípios A cooperação será realizada com base nos seguintes princípios:a) Benefício mútuo;b) Intercâmbio oportuno de informações que possam influenciar as acções dos participantes em actividades de cooperação;c) No âmbito da legislação e regulamentação aplicáveis, protecção efectiva da propriedade intelectual e distribuição equitativa dos direitos de propriedade intelectual, tal como se estabelece no anexo ao presente acordo que dele forma parte integrante;d) Realização equilibrada dos benefícios económicos e sociais pela Comunidade e pelo Canadá tendo em vista a contribuição dada para as actividades de cooperação pelos respectivos participantes e/ou pelas partes.Artigo 4º Áreas de cooperação a) A cooperação pode ser desenvolvida nas seguintes áreas:1. Agricultura, incluindo as pescas;2. Investigação médica e sanitária;3. Energias não nucleares;4. Ambiente, incluindo observação da terra;5. Silvicultura;6. Tecnologias da informação;7. Tecnologias da comunicação;8. Telemática para o desenvolvimento económico e social;9. Processamento de minerais.b) Poderão ser acrescentadas a esta lista outras áreas após análise e recomendação do Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica e em conformidade com as decisões adoptadas de acordo com os procedimentos em vigor para cada parte.Artigo 5º Modalidades de cooperação a) A cooperação pode incluir as seguintes actividades:1. Participação de pessoas singulares e colectivas, incluindo as próprias partes, universidades, institutos de investigação e outros organismos ou empresas, em projectos de investigação da Comunidade ou do Canadá, de acordo com os procedimentos em vigor para cada parte;2. Utilização partilhada de instalações de investigação;3. Visitas e intercâmbio de cientistas, engenheiros e outro pessoal adequado para fins de participação em seminários, simpósios e grupos de trabalho de interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordo;4. Intercâmbio de informações sobre as práticas utilizadas, a legislação, a regulamentação e os programas de interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordo;5. Outras actividades que possam vir a ser estabelecidas mutuamente pelo Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica em conformidade com as políticas e os programas aplicáveis das partes.b) Os projectos de investigação conjunta só serão desenvolvidos ao abrigo do presente acordo após conclusão pelos participantes em cada projecto de um plano conjunto de gestão tecnológica, tal como se descreve no anexo.Artigo 6º Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica a) A gestão do presente acordo ficará a cargo de um Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica composto por representantes de cada uma das partes.b) As funções do Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica serão as seguintes:1. Promover e analisar as actividades previstas ao abrigo do presente acordo;2. Fazer recomendações nos termos da alínea b) do artigo 4º;3. Autorizar as actividades realizadas no âmbito do ponto 5 da alínea a) do artigo 5º como actividades de cooperação a que se aplica o presente acordo;4. Aconselhar as partes quanto a formas de promover a cooperação em conformidade com os princípios estabelecidos no presente acordo;5. Apresentar um relatório anual às partes sobre o nível, a situação e a eficácia da cooperação desenvolvida ao abrigo do presente acordo;6. Analisar o funcionamento eficiente e eficaz do acordo.c) O Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica reunirá aproximadamente uma vez por ano, sendo as reuniões realizadas alternadamente na Comunidade e no Canadá. De comum acordo, poderão ser convocadas outras reuniões.d) As decisões do Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica serão adoptadas por consenso. Serão redigidas actas de todas as reuniões, onde ficarão registadas as decisões e os principais pontos discutidos. Essas actas devem ser aprovadas pelas pessoas seleccionadas por cada parte para presidir conjuntamente à reunião. O relatório anual do Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica será colocado à disposição do Comité conjunto de cooperação, instituído ao abrigo do Acordo-quadro de cooperação comercial e económica entre as Comunidades Europeias e o Canadá de 1976, e dos ministros competentes de cada uma das partes.Artigo 7º Financiamento a) As actividades de cooperação ficarão sujeitas à disponibilidade financeira e à legislação e regulamentação, às políticas e aos programas aplicáveis da Comunidade e do Canadá.b) Os custos suportados pelos participantes com actividades de cooperação ao abrigo do presente acordo não implicarão qualquer transferência de fundos de uma parte para a outra.Artigo 8º Entrada de pessoal e equipamento Cada parte adoptará todas as medidas adequadas e envidará os melhores esforços, no quadro da legislação e regulamentação em vigor, para facilitar a entrada e saída do seu território de pessoal, material e equipamento dos participantes que seja empregado ou utilizado em actividades de cooperação ao abrigo do presente acordo.Artigo 9º Divulgação e utilização das informações A divulgação e a utilização das informações e a gestão, a concessão e o exercício dos direitos de propriedade intelectual resultantes de investigação conjunta desenvolvida ao abrigo do presente acordo ficarão sujeitos aos princípios estabelecidos no anexo.Artigo 10º Outros acordos e disposições transitórias a) O presente acordo revoga e substitui as disposições do Acordo-quadro de cooperação comercial e económica entre as Comunidades Europeias e o Canadá, que regem a colaboração em curso no domínio da ciência e da tecnologia.b) Ambas as partes esforçar-se-ão por harmonizar com o disposto no presente acordo todos os convénios de cooperação científica e tecnológica em vigor entre a Comunidade e o Canadá que sejam abrangidos pelo âmbito do artigo 4º.c) Sob reserva do disposto na alínea a), o presente acordo não prejudica quaisquer outros acordos ou convénios em vigor entre as partes ou qualquer acordo ou convénio entre as partes e terceiros.Artigo 11º Aplicação territorial O presente acordo é aplicável, por um lado, nos territórios em que se aplica o Tratado que institui a Comunidade Europeia e nas condições previstas por esse Tratado e, por outro, ao território do Canadá.Artigo 12º Entrada em vigor e denúncia a) O presente acordo entrará em vigor na data em que as partes se tenham notificado reciprocamente por escrito do cumprimento dos respectivos requisitos legais para a entrada em vigor do acordo.b) O presente acordo poderá ser alterado por acordo das partes. As alterações entrarão em vigor na data em que as partes se tenham notificado reciprocamente por escrito do cumprimento dos respectivos requisitos legais.c) O presente acordo poderá ser denunciado em qualquer momento por qualquer das partes, mediante notificação escrita com doze meses de antecedência. A cessação de vigência ou a denúncia do presente acordo não afectuará a validade nem a duração de quaisquer convénios adoptados ao abrigo do mesmo, nem quaisquer direitos e obrigações adquiridos nos termos do anexo.Artigo 13º O presente acordo é redigido em duplo exemplar nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, finlandesa, francesa, grega, inglesa, italiana, neerlandesa, portuguesa e sueca, fazendo igualmente fé todos os textos.EM FÉ DO QUE, os abaixo assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente acordo.Hecho en Halifax, el diecisiete de junio de mil novecientos noventa y cinco.Udfærdiget i Halifax den syttende juni nittenhundrede og femoghalvfems.Geschehen zu Halifax am siebzehnten Juni neunzehnhundertfünfundneunzig.¸ãéíå óôï ×Üëéöáî, óôéò äÝêá åðôÜ Éïõíßïõ ÷ßëéá åííéáêüóéá åíåíÞíôá ðÝíôå.Done at Halifax on the seventeenth day of June in the year one thousand nine hundred and ninety-five.Fait à Halifax, le dix-sept juin mil neuf cent quatre-vingt-quinze.Fatto a Halifax, addì diciassette giugno millenovecentonovantacinque.Gedaan te Halifax, de zeventiende juni negentienhonderd vijfennegentig.Feito em Halifax, em dezassete de Junho de mil novecentos e noventa e cinco.Tehty Halifaxissa seitsemäntenätoista päivänä kesäkuuta vuonna tuhatyhdeksänsataayhdeksänkymmentäviisi.Som skedde i Halifax den sjuttonde juni nittonhundranittiofem.Por la Comunidad EuropeaFor Det Europæiske FællesskabFür die Europäische GemeinschaftÃéá ôçí ÅõñùðáúêÞ ÊïéíüôçôáFor the European CommunityPour la Communauté européennePer la Comunità europeaVoor de Europese GemeenschapPela Comunidade EuropeiaEuroopan yhteisön puolestaPå Europeiska gemenskapens vägnar>REFERÊNCIA A UMA IMAGEN>Por el Gobierno de CanadáFor Canadas regeringFür die Regierung KanadasÃéá ôçí ÊõâÝñíçóç ôïõ ÊáíáäÜFor the Government of CanadaPour le gouvernement du CanadaPer il governo del CanadaVoor de Regering van CanadaPelo Governo do CanadáKanadan hallituksen puolestaPå Canadas regerings vägnar>REFERÊNCIA A UMA IMAGEN>ANEXO RELATIVO À DIVULGAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES E À GESTÃO, CONCESSÃO E EXERCÍCIO DE DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL I. PROPRIEDADE, CONCESSÃO E EXERCÍCIO DE DIREITOS 1. Toda a investigação realizada nos termos do acordo será «investigação conjunta». Os participantes na investigação conjunta desenvolverão planos conjuntos de gestão tecnológica que devem conter, pelo menos, os princípios relativos à propriedade e utilização, incluindo a publicação, de informações e dos direitos de propriedade intelectual (PI) a criar durante a investigação conjunta (1). Esses planos poderão ser examinados pelas partes e serão aprovados pelo organismo ou serviço financiador responsável da parte que participa no financiamento da investigação, antes da celebração de quaisquer contratos específicos de cooperação em investigação e desenvolvimento a que se refiram. Os planos conjuntos de gestão tecnológica serão desenvolvidos tendo em conta os objectivos da investigação conjunta, as contribuições relativas dos participantes, as vantagens e desvantagens da concessão de licenças por território ou por campo de aplicação, as exigências impostas pelas leis aplicáveis, os procedimentos a seguir na resolução de litígios e outros factores considerados de interesse pelos participantes. Os planos conjuntos de gestão tecnológica tratarão também dos direitos e obrigações, em matéria de PI, relativos à investigação e às informações produzidas por investigadores convidados.2. O direito às informações ou à PI resultantes de investigação conjunta que não seja regulado no plano conjunto de gestão tecnológica será concedido nos termos do procedimento previsto no ponto 1 da secção I, de acordo com os princípios estabelecidos no plano conjunto de gestão tecnológica. Em caso de diferendo que não possa ser solucionado pelo procedimento de resolução de litígios acordado, essas informações ou direitos de PI serão propriedade conjunta de todos os participantes na investigação conjunta de que resultaram as informações ou os direitos de PI e cada participante a que se aplique esta disposição terá o direito de utilizar essas informações ou esses direitos de PI para exploração comercial própria, sem limitação geográfica.3. Em conformidade com as leis aplicáveis, cada parte deve garantir que a outra parte e os seus participantes possam usufruir dos direitos de PI que lhes são concedidos em conformidade com os princípios estabelecidos na secção I.4. Ao mesmo tempo que mantém as condições de concorrência nas áreas abrangidas pelo acordo, cada parte esforçar-se-á por garantir que os direitos adquiridos nos termos do acordo e disposições dele decorrentes sejam exercidos de modo a incentivar em particular:i) A divulgação e utilização das informações criadas, reveladas ou colocadas de qualquer outro modo à disposição, ao abrigo do acordo;ii) A adopção e aplicação de normas internacionais.II. OBRAS PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR Os direitos de autor pertencentes às partes ou aos seus participantes serão tratados nos termos da Convenção de Berna (Acto de Paris de 1971).III. OBRAS LITERÁRIAS DE CARÁCTER CIENTÍFICO Sem prejuízo do disposto na secção IV e salvo disposição em contrário acordada no âmbito do plano conjunto de gestão tecnológica, a publicação dos resultados da investigação conjunta será feita conjuntamente pelos participantes. Para além desta regra geral, aplicar-se-á o seguinte procedimento:1. Se uma parte, ou os organismos públicos dessa parte, publicar revistas, artigos, relatórios, livros, incluindo vídeos e suportes lógicos, de carácter científico e técnico, em resultado de investigação conjunta ao abrigo do acordo, a outra parte terá direito, com autorização escrita do editor, a uma licença não exclusiva, irrevogável e isenta de royalties, à escala mundial, de tradução, reprodução, adaptação, transmissão e distribuição pública dessas obras.2. As partes esforçar-se-ão por que as obras literárias de carácter científico resultantes da investigação conjunta ao abrigo do acordo e publicadas por editores independentes tenham a maior divulgação possível.3. Todos os exemplares de uma obra protegida por direitos de autor distribuída publicamente e elaborada ao abrigo da presente disposição, deverão indicar os nomes do autor ou autores da obra, a não ser que um autor ou autores renunciem expressamente a ser citados. Os exemplares deverão também conter uma referência clara e visível ao apoio em cooperação das partes.IV. INFORMAÇÕES RESERVADAS A. Informações reservadas documentais 1. Cada parte, ou os seus participantes, identificará o mais cedo possível, de preferência no plano conjunto de gestão tecnológica, as informações que deseja manter reservadas em relação ao acordo, tendo nomeadamente em conta os seguintes critérios:- confidencialidade das informações na medida em que essas informações não sejam, globalmente ou na configuração ou combinação exactas dos seus componentes, conhecidas em geral ou facilmente acessíveis por meios legais aos peritos na matéria,- o valor comercial, real ou potencial, das informações em virtude da sua confidencialidade,- a protecção anterior das informações na medida em que foram objecto de medidas consideradas correctas nas circunstâncias, pela pessoa legalmente responsável, para manter a sua confidencialidade.2. Não será normalmente exigida aos participantes a comunicação às partes de informações reservadas. Se as partes tiverem conhecimento dessas informações, devem respeitar a sua confidencialidade e não continuar a comunicá-las, quer no seu interior quer às outra partes, sem autorização escrita do ou dos participantes a que pertencem as referidas informações. Estas limitações cessarão automaticamente quando as informações em questão forem divulgadas sem restrições pelo seu titular aos peritos na matéria.3. Cada parte deverá garantir que as informações reservadas, comunicadas entre si ao abrigo do acordo, e a respectiva confidencialidade sejam facilmente identificáveis como tal pela outra parte, nomeadamente através de uma marcação adequada ou de uma menção restritiva. O mesmo se aplica a toda e qualquer reprodução das referidas informações, no todo ou em parte.4. As informações reservadas comunicadas ao abrigo do acordo podem ser divulgadas pela parte receptora às pessoas que nela trabalham ou por ela empregadas, ou a outros serviços ou organismos interessados da parte receptora autorizados para os fins específicos de investigação conjunta em curso, desde que as informações reservadas assim divulgadas o sejam no âmbito de um acordo escrito de confidencialidade e possam ser facilmente identificáveis como tal, segundo as normas acima indicadas.5. Com o consentimento prévio, por escrito, da parte que fornece as informações reservadas ao abrigo do acordo, a parte receptora pode divulgá-las mais amplamente do que o previsto no ponto 3. As partes deverão cooperar no desenvolvimento de procedimentos relativos ao pedido e à obtenção de consentimento prévio por escrito para essa divulgação mais ampla, e cada parte concederá essa autorização na medida em que as suas política, regulamentação e legislação nacionais o permitam.B. Informações reservadas não documentais As informações reservadas não documentais ou outras informações confidenciais ou outras informações confidenciais ou privilegiadas transmitidas em seminários e outros encontros realizados no âmbito do acordo, ou as informações resultantes do destacamento de pessoal, da utilização de instalações ou de projectos conjuntos, serão tratadas pelas partes ou pelos seus participantes de acordo com os princípios especificados no ponto A, desde que o receptor das referidas informações reservadas ou de outras informações confidenciais ou privilegiadas tenha sido informado previamente e por escrito do carácter confidencial das informações a comunicar.C. Controlo Cada parte envidará os melhores esforços para garantir que as informações reservadas por ela recebidas ao abrigo do acordo sejam controladas como aí previsto. Se uma das partes reconhecer que de futuro não poderá, ou é provável que não venha a poder, obedecer às disposições de não divulgação contidas nos pontos A e B, informará imediatamente do facto a parte que poderá ser afectada por essa divulgação. As partes consultar-se-ão seguidamente para definir a estratégia adequada a adoptar.Apêndice CARACTERÍSTICAS INDICATIVAS DE UM PLANO CONJUNTO DE GESTÃO TECNOLÓGICA O plano conjunto de gestão tecnológica é um acordo específico a celebrar entre os participantes numa investigação conjunta, que define os respectivos direitos e obrigações. No que diz respeito aos direitos de propriedade intelectual, o plano tratará, em regra, entre outros, da propriedade, da protecção, dos direitos dos utilizadores para efeitos de investigação e desenvolvimento, da exploração e da divulgação, incluindo acordos de publicação conjunta, direitos e obrigações dos investigadores convidados e os procedimentos a seguir na resolução de litígios. O plano pode abranger igualmente informações sobre novos conhecimentos e conhecimentos de base, as regras relativas à divulgação de informações reservadas, à concessão de licenças e aos resultados a apresentar.(1) As características indicativas dos planos conjuntos de gestão tecnológica são enumeradas no apêndice.

Summary:
Cooperação científica e tecnológica entre a União Europeia e o Canadá
Cooperação científica e tecnológica entre a União Europeia e o Canadá
 
SÍNTESE DE:
Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá
Decisão 96/219/CE do Conselho relativa à celebração de um Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá
Acordo que altera o Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá
Decisão 1999/408/CE do Conselho relativa à celebração do acordo que altera o Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá
QUAL É O OBJETIVO DESTE ACORDO E DESTA DECISÃO?
O acordo estabelece um quadro formal de cooperação, com o objetivo de incentivar e facilitar atividades no domínio da ciência e da tecnologia em áreas de interesse comum.
A decisão adota o acordo em nome da Comunidade Europeia (atual União Europeia – UE).
PONTOS-CHAVE
As atividades realizadas no âmbito do acordo têm como base:o benefício mútuo;  o intercâmbio oportuno de informações;  a realização equilibrada dos benefícios económicos e sociais pela UE e pelo Canadá;  a proteção efetiva da propriedade intelectual e a distribuição equitativa dos direitos de propriedade intelectual.  Áreas de cooperação
Para a UE, as áreas de cooperação incluem todas as atividades de investigação, desenvolvimento tecnológico e de demonstração abrangidas pelos seguintes artigos:artigo 180.o, alínea a), do TFUE — Execução de programas de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração, promovendo a cooperação com e entre as empresas, os centros de investigação e as universidades; e  artigo 180.o, alínea d), do TFUE — Incentivo à formação e à mobilidade dos investigadores da União — apenas no que diz respeito às redes entre operadores de infraestruturas e aos projetos de investigação a elas associados.  Para o Canadá, as áreas de cooperação incluem todas as atividades científicas e tecnológicas de natureza não militar financiadas ou realizadas por departamentos ou agências do Governo do Canadá, podendo incluir atividades financiadas ou realizadas pelos Governos das províncias ou territórios do Canadá, sempre que o Governo provincial ou territorial esteja de acordo.
Atividades
As atividades de cooperação podem incluir:a participação de pessoas singulares e coletivas, incluindo as próprias partes, universidades, institutos de investigação e outros organismos ou empresas, em projetos de investigação da UE ou do Canadá, de acordo com os procedimentos em vigor para cada parte;  a utilização partilhada de instalações de investigação;  visitas e intercâmbio de cientistas, engenheiros e outro pessoal adequado para fins de participação em seminários, simpósios e grupos de trabalho;  o intercâmbio de informações sobre as práticas utilizadas, a legislação, a regulamentação e os programas de interesse para a cooperação ao abrigo deste acordo;  outras atividades que possam vir a ser estabelecidas mutuamente pelo Comité conjunto de cooperação científica e tecnológica criado ao abrigo deste acordo.  
DATA DE ENTRADA EM VIGOR
O acordo entrou em vigor em 27 de fevereiro de 1996 e tem uma duração indeterminada.
CONTEXTO
O acordo baseia-se na cooperação estabelecida entre a UE e o Canadá ao abrigo do acordo-quadro de cooperação comercial e económica de 1976.
O quadro alargado das relações comerciais e económicas entre a UE e o Canadá é regido pelo Acordo Económico e Comercial Global (CETA).
Para mais informações, consulte:O Canadá e a UE (Serviço Europeu para a Ação Externa)  Para mais informações sobre a cooperação em matéria de investigação e inovação (I&I) com o Canadá, consulte:Cooperação internacional — Canadá (Comissão Europeia)  Roteiro para a cooperação científica e tecnológica entre a UE e o Canadá (Comissão Europeia).  
PRINCIPAIS DOCUMENTOS
Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá (JO L 74 de 22.3.1996, p. 26-33)
Decisão 96/219/CE do Conselho, de 26 de fevereiro de 1996, relativa à celebração de um Acordo de cooperação científica e tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá (JO L 74 de 22.3.1996, p. 25)
Acordo que altera o Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá (JO L 156 de 23.6.1999, p. 24-25)
Versão consolidada do acordo alterado (este documento tem apenas valor documental).
Decisão 1999/408/CE do Conselho, de 29 de abril de 1999, relativa à celebração do acordo que altera o Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a Comunidade Europeia e o Canadá (JO L 156 de 23.6.1999, p. 23)
DOCUMENTOS RELACIONADOS
Acordo Económico e Comercial Global (CETA) entre o Canadá, por um lado, e a União Europeia e os seus Estados-Membros, por outro (JO L 11 de 14.1.2017, p. 23-1079)
Acordo-quadro de Cooperação Comercial e Económica entre as Comunidades Europeias e o Canadá (JO L 260 de 24.9.1976, p. 2-5)
última atualização 11.01.2019