Document ID: 21994A0722(04)

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EUR-Lex - 21994A0722(04) - PT
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21994A0722(04)
Acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália - Declarações do Conselho e da Comissão
Jornal Oficial nº L 188 de 22/07/1994 p. 0018 - 0025 Edição especial finlandesa: Capítulo 11 Fascículo 32 p. 0102  Edição especial sueca: Capítulo 11 Fascículo 32 p. 0102
ACORDO de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália A AUSTRÁLIA e a COMUNIDADE EUROPEIA, adiante designadas «partes»,RECONHECENDO que a Comunidade Europeia, adiante designada «Comunidade», e a Austrália desenvolvem programas específicos de investigação em áreas de interesse comum;TOMANDO NOTA do Convénio de cooperação científica e tecnológica entre o Governo da Austrália e a Comissão das Comunidades Europeias, assinado em Camberra, em 12 de Novembro de 1986, que prevê a cooperação em domínios científicos e tecnológicos de interesse mútuo através da troca de informações obtidas na investigação em áreas específicas;CONSIDERANDO a importância da investigação científica e técnica para a Austrália e a Comunidade, e as vantagens mútuas que poderão decorrer de uma maior cooperação entre as partes;DESEJANDO estabelecer um quadro para a realização da colaboração em matéria de investigação científica e técnica de forma a alargar e reforçar as áreas de interesse comum e a incentivar a aplicação dos resultados dessa colaboração em benefício da Austrália e da Comunidade, tanto no plano social como económico,ACORDAM NO SEGUINTE:Artigo 1ºDefinições1. Entende-se por «actividade de cooperação», uma actividade desempenhada ao abrigo do presente acordo, e inclui a investigação conjunta.2. Entende-se por «informações», dados científicos ou técnicos, resultados ou métodos de investigação e desenvolvimento decorrentes da investigação conjunta, e quaisquer outras informações consideradas necessárias pelas partes e/ou pelos participantes na investigação conjunta, a fornecer ou a trocar ao abrigo do presente acordo ou da investigação efectuada em aplicação do mesmo.3. «Propriedade intelectual» tem a acepção definida no artigo 2º da Convenção que institui a Organização Mundial da Propriedade Intelectual, assinada em Estocolmo, em 14 de Julho de 1967.4. Entende-se por «investigação conjunta», a investigação efectuada e/ou financiada pelas contribuições conjuntas das partes e em colaboração com participantes de ambas as partes, se tal se revelar necessário.5. Entende-se por «participante», qualquer pessoa singular ou colectiva, instituto de investigação ou qualquer outro organismo que participe num projecto de investigação ao abrigo do presente acordo, incluindo as próprias partes.Artigo 2ºObjectivosAs partes incentivarão e, nos termos do presente acordo, facilitarão a cooperação entre a Austrália e a Comunidade em áreas de interesse comum, em que as partes apoiem actividades de investigação e desenvolvimento com o objectivo de fazer avançar a ciência e/ou a tecnologia, relevantes para essas áreas de interesse.Artigo 3ºPrincípiosA cooperação ao abrigo do presente acordo será realizada com base nos seguintes princípios:a) Vantagens mútuas;b) Intercâmbio oportuno de informações que possam afectar as acções dos participantes em actividades de cooperação;c) No âmbito da legislação e regulamentação da propriedade intelectual aplicável, protecção efectiva e distribuição equitativa da propriedade intelectual, nos termos do anexo do presente acordo, que dele faz parte integrante; ed) Prossecução das vantagens económicas e sociais das actividades de cooperação para a Comunidade e a Austrália tendo em conta a contribuição dos respectivos participantes e partes para as actividades de cooperação.Artigo 4ºÂmbito1. A cooperação pode incluir as seguintes actividades:a) Participação de pessoas singulares e colectivas, de institutos de investigação e outros organismos, incluindo as próprias partes, em projectos de investigação organizados pela Austrália ou pela Comunidade, de acordo com os procedimentos em vigor para cada parte;b) Utilização conjunta de instalações de investigação para fins de cooperação em projectos de investigação;c) Visitas de trabalho e intercâmbio de cientistas, engenheiros e outro pessoal para efeitos de participação em seminários, simpósios e grupos de trabalho de interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordo;d) Intercâmbio de informações, nomeadamente sobre práticas, legislação, regulamentação e programas com interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordoee) Outras actividades que possam vir a ser decididas mutuamente pelo Comité misto de cooperação científica e tecnológica, de acordo com as políticas e os programas aplicáveis das partes.2. Para efeitos do presente acordo, a cooperação limitar-se-á a actividades nas áreas seguintes:a) Biotecnologia;b) Investigação médico-sanitária;c) Ciência e tecnologia marinhas;d) Ambiente;e) Tecnologias da informaçãoef) Tecnologias da comunicação.3. Os projectos de investigação só poderão ser desenvolvidos ao abrigo do presente acordo após adopção pelas partes de um plano de gestão tecnológica, nos termos do apêndice do presente acordo e aprovado pelos participantes.Artigo 5ºComité misto de cooperação científica e tecnológica1. As actividades de cooperação ao abrigo do presente acordo serão geridas por um Comité misto de cooperação científica e tecnológica, adiante designado «comité», composto por representantes de cada uma das partes.2. As funções do comité são as seguintes:a) Promover a passar em revista as actividades contempladas no presente acordo;b) Autorizar actividades previstas no nº 1, alínea e), do artigo 4º do presente acordo, como actividades de cooperação a que o mesmo se aplica;c) Aconselhar as partes quanto às formas de promover uma cooperação coerente com os objectivos e princípios estabelecidos no presente acordoed) Apresentar um relatório anual às partes sobre o nível, estatuto e eficácia das actividades de cooperação desenvolvidas ao abrigo do presente acordo.3. O comité procurará reunir uma vez por ano, sendo essas reuniões anuais realizadas alternadamente na Europa e na Austrália. Poderão ser convocadas outras reuniões por decisão mútua.4. As decisões do comité serão adoptadas por consenso. Serão redigidas actas de todas as reuniões, onde ficarão registadas as decisões e os principais pontos discutidos. Essas actas serão aprovadas pelas pessoas seleccionadas por cada parte para presidir conjuntamente à reunião, e serão colocadas à disposição da reunião ministerial bilateral seguinte entre a Austrália e a Comunidade, juntamente com o relatório anual.Artigo 6ºDivulgação e utilização das informaçõesA divulgação e utilização das informações, e a gestão, concessão e exercício dos direitos de propriedade intelectual resultantes da investigação conjunta desenvolvida ao abrigo do presente acordo serão sujeitas aos princípios estabelecidos no anexo do mesmo.Artigo 7ºFinanciamento1. As actividades de cooperação serão sujeitas à disponibilidade financeira e à legislação, regulamentação, políticas e programas aplicáveis da Austrália e da Comunidade.2. Os custos efectados pelos participantes em actividades de cooperação ao abrigo do presente acordo não implicarão qualquer transferência de fundos de uma parte para outra.3. Os custos efectuados pelo comité, ou em seu nome, ficarão a cargo da parte perante a qual os membros são responsáveis. Os custos directamente associados às reuniões do comité, com excepção das despesas de viagem e de alojamento, ficarão a cargo da parte anfitriã.Artigo 8ºMobilidade do pessoal e do equipamentoCada parte adoptará todas as medidas adequadas e envidará os melhores esforços para facilitar a entrada e saída do seu território de pessoal, material e equipamento da outra parte, que seja contratado ou utilizado em actividades de cooperação ao abrigo do presente acordo.Artigo 9ºOutros acordosO presente acordo não prejudica a cooperação que possa ser desenvolvida ao abrigo de outros acordos ou convénios entre as partes.Artigo 10ºAplicação territorial do presente acordoO presente acordo é aplicável, por um lado, aos territórios em que é aplicável o Tratado que institui a Comunidade Europeia e nos seus próprios termos e, por outro lado, ao território da Austrália.Artigo 11ºEntrada em vigor e termo1. O presente acordo entrará em vigor na data em que as partes tenham procedido reciprocamente à notificação escrita do cumprimento das formalidades legais necessárias para a entrada em vigor do presente acordo.2. O presente acordo pode ser alterado ou tornado extensivo por acordo das partes. As alterações ou extensões entrarão em vigor na data em que as partes tenham procedido reciprocamente à notificação escrita do cumprimento das formalidades legais necessárias para o efeito.3. Qualquer das partes pode denunciar o presente acordo, em qualquer momento, mediante um pré-aviso escrito de doze meses. A denúncia ou o termo do presente acordo não afectará a validade nem a duração de quaisquer convénios adoptados ao abrigo do mesmo, nem os direitos e obrigações estabelecidos nos termos do anexo do presente acordo.Artigo 12ºO presente acordo é redigido em duplo exemplar nas línguas alemã, dinamarquesa, espanhola, francesa, grega, inglesa, italiana, neerlandesa e portuguesa, fazendo igualmento fé todos os textos.En fe de lo cual, los abajo firmantes suscriben el presente Acuerdo.Til bekræftelse heraf har undertegnede underskrevet denne aftale.Zu Urkund dessen haben die Unterzeichneten dieses Abkommen unterschrieben.Óå ðßóôùóç ôùí áíùôÝñù, ïé õðïãñÜöïíôåò Ýèåóáí ôçí õðïãñáöÞ ôïõò êÜôù áðü ôçí ðáñïýóá óõìöùíßá.In witness whereof the undersigned have signed this Agreement.En foi de quoi, les soussignés ont apposé leur signature au bas du présent accord.In fede di che, i sottoscritti hanno firmato il presente accordo.Ten blijke waarvan de ondergetekenden hun handtekening onder deze overeenkomst hebben gezet.Em fé do que, os abaixo-assinados apuseram as suas assinaturas no final do presente acordo.Hecho en Canberra, el veintitrés de febrero de mil novecientos noventa y cuatro.Udfærdiget i Canberra den treogtyvende februar nitten hundrede og fireoghalvfems.Geschehen zu Canberra am dreiundzwanzigsten Februar neunzehnhundertvierundneunzig.¸ãéíå óôçí ÊáìðÝñá, óôéò åßêïóé ôñåéò Öåâñïõáñßïõ ÷ßëéá åííéáêüóéá åíåíÞíôá ôÝóóåñá.Done at Canberra on the twenty-third day of February in the year one thousand nine hundred and ninety-four.Fait à Canberra, le vingt-trois février mil neuf cent quatre-vingt-quatorze.Fatto a Canberra, addì ventitré febbraio millenovecentonovantaquattro.Gedaan te Canberra, de drieëntwintigste februari negentienhonderd vierennegentig.Feito em Camberra, em vinte e três de Fevereiro de mil novecentos e noventa e quatro.Por la Comunidad EuropeaFor Det Europæiske FællesskabFür die Europäische GemeinschaftÃéá ôçí ÅõñùðáúêÞ ÊïéíüôçôáFor the European CommunityPour la Communauté européennePer la Comunità europeaVoor de Europese GemeenschapPela Comunidade EuropeiaPor AustraliaFor AustralienFür AustralienÃéá ôçí ÁõóôñáëßáFor AustraliaPour l'AustraliePer l'AustraliaVoor AustraliëPela AustráliaANEXO DIVULGAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES E GESTÃO, CONCESSÃO E EXERCÍCIO DE DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL I. Propriedade, concessão e exercício de direitos1. Toda a investigação realizada nos termos do presente acordo será «investigação conjunta». Os participantes desenvolverão em comum planos conjuntos de gestão tecnológica (PGT) (1), relativos à propriedade e utilização, incluindo a publicação, de informações e propriedade intelectual (PI) resultantes da investigação conjunta. Esses planos serão aprovados pelas partes antes da celebração de quaisquer contratos específicos de cooperação em investigação e desenvolvimento a que se refiram. Os PGT serão desenvolvidos tendo em conta os objectivos da investigação conjunta, as contribuições relativas dos participantes, as vantagens e desvantagens da concessão de licenças por território ou por campo de aplicação, as exigências impostas pelas leis aplicáveis, os processos de resolução de conflitos e outros factores considerados adequados pelos participantes. Os PGT tratarão também dos direitos e obrigações relativos à investigação desenvolvida pelos investigadores convidados no âmbito da PI.2. As informações ou os direitos de PI resultantes da investigação conjunta e que não sejam referidos no PGT serão concedidos, com a aprovação das partes, de acordo com os princípios estabelecidos no PGT, incluindo a resolução de conflitos. Em caso de litígio que, por razões fundamentais, não possa ser resolvido pelo processo de resolução de conflitos acordado, o litígio pode ser submetido ao Comité misto de cooperação científica e tecnológica, que servirá de mediador entre os participantes. Se, depois de esgotados os processos acima mencionados, o litígio persistir, essas informações ou PI constituirão propriedade conjunta de todos os participantes na investigação conjunta de que resultaram essas informações ou essa PI. Qualquer participante a que esta disposição seja aplicável terá o direito de utilizar essas informações ou essa PI para exploração comercial própria, sem limites geográficos.3. Cada parte deve garantir que a outra parte e os seus participantes possam usufruir dos direitos de PI concedidos de acordo com os princípios enunciados na secção I do presente anexo.4. Embora se mantenham as condições de concorrência nas áreas abrangidas pelo acordo, cada parte envidará esforços para garantir que os direitos adquiridos nos termos do presente acordo e disposições dele decorrentes sejam exercidos de modo a incentivar, nomeadamente:i) A divulgação e utilização de informações criadas, reveladas de qualquer outro modo ou postas à disposição, ao abrigo do acordo;ii) A adopção e aplicação de normas internacionais.II. Obras protegidas pelo direito de autorOs direitos de autor das partes ou dos seus participantes serão tratados nos termos da Convenção de Berna (Acto de Paris de 1971).III. Obras literárias de carácter científicoSob reserva do disposto na secção IV, e salvo disposição em contrário do PGT, a publicação dos resultados das investigações será feita conjuntamente pelas partes ou participantes nessa investigação conjunta. Sob reserva desta regra geral, são aplicáveis os seguintes procedimentos:1. Se uma parte, ou os organismos públicos dessa parte, publicar revistas, artigos, relatórios, livros, incluindo vídeo e suportes lógicos, de carácter científico e técnico, em resultado de investigações conjuntas ao abrigo do presente acordo, a outra parte terá direito a uma licença mundial, não exclusiva, irrevogável e isenta de royalties, de tradução, reprodução, adaptação, transmissão e distribuição dessas obras.2. As partes garantirão que as obras literárias de carácter científico resultantes da investigação conjunta ao abrigo do presente acordo, publicadas por editores independentes, possam ter a maior divulgação possível.3. Todos os exemplares de uma obra protegida pelo Direito de Autor a distribuir ao público e elaborada nos termos da presente disposição devem indicar os nomes do autor ou autores da obra, a não ser que um ou mais autores renunciem expressamente a ser citados. Os exemplares também devem conter uma referência clara e visível ao apoio conjunto das partes.IV. Informações reservadasA. Informações reservadas documentais1. Cada parte ou os seus participantes, consoante o caso, identificará o mais cedo possível, e de preferência no PGT, as informações que deseja manter reservadas em relação ao presente acordo, tendo nomeadamente em conta os seguintes critérios:i) Confidencialidade das informações, na medida em que essas informações não sejam, globalmente ou na configuração ou combinação exactas dos seus componentes, geralmente conhecidas dos peritos na matéria ou não lhes sejam facilmente acessíveis por instrumentos legais;ii) O valor comercial, real ou potencial, das informações em virtude da sua confidencialidade;iii) A protecção anterior das informações, na medida em que, nas circunstâncias, tenham sido objecto de acções consideradas correctas pela pessoa legalmente responsável, para manter a sua confidencialidade.Em certos casos, as partes e os participantes podem acordar em que, salvo disposição em contrário, a totalidade ou parte das informações prestadas, trocadas ou criadas no decurso da investigação conjunta realizada nos termos do presente acordo, possa ser reservada.2. Cada parte garantirá que as informações reservadas ao abrigo do presente acordo e o seu carácter confidencial sejam facilmente identificáveis como tal pela outra parte, nomeadamente através de uma marcação adequada ou de uma menção restritiva. O mesmo se aplica a toda e qualquer reprodução das referidas informações, no todo ou em parte.3. Se uma parte tiver acesso a informações reservadas nos termos do presente acordo, deverá respeitar a sua confidencialidade. Estas limitações cessarão automaticamente quando as informações em questão forem divulgadas sem restrições pelo seu detentor aos peritos nessa matéria.4. As informações reservadas comunicadas ao abrigo do presente acordo podem ser divulgadas pela parte que as recebeu às pessoas que nela trabalham ou por ela empregadas, ou a outros serviços ou agências interessados da parte receptora autorizados para os fins específicos de investigação conjunta em curso, desde que essas informações reservadas sejam divulgadas apenas em condições de confidencialidade e sejam facilmente identificáveis como tal, nos termos acima previstos.5. A parte que recebe as informações reservadas nos termos do presente acordo pode divulgá-las mais amplamente do que o previsto no ponto 4, mediante o consentimento escrito e prévio da parte que as forneceu. As partes devem cooperar no desenvolvimento de procedimentos de pedido e obtenção de consentimento escrito prévio para essa divulgação mais ampla, e cada uma das partes concederá essa autorização na medida em que a sua política, regulamentação e legislação internas o permitam.B. Informações reservadas não documentaisAs informações reservadas não documentais ou outras informações confidenciais ou privilegiadas transmitidas em seminários ou outros encontros realizados ao abrigo do presente acordo, ou as informações resultantes do destacamento de pessoal, da utilização de instalações ou de projectos conjuntos, serão tratadas pelas partes ou pelos seus participantes de acordo com os princípios especificados para as informações documentais no acordo, desde que quem receba essas informações reservadas ou outras informações confidenciais ou privilegiadas tenha sido informado do carácter confidencial das informações comunicadas no momento em que a comunicação é feita.C. ControloCada parte envidará esforços para garantir que as informações reservadas por ela recebidas ao abrigo do presente acordo sejam controladas nos seus próprios termos. Se uma das partes verificar que não poderá, ou que muito provavelmente virá a não poder obedecer às disposições de não divulgação contidas nos pontos A e B, informará imediatamente do facto a outra parte. As partes consultar-se-ão seguidamente para definir a estratégia adequada a adoptar.(1) As carcaterísticas indicativas dos PGT são enunciadas no apêndice.Apêndice Características indicativas de um plano de gestão tecnológica (PGT) O PGT consiste num acordo específico, a celebrar entre os participantes, relativo à realização de investigação conjunta e aos direitos e obrigações respectivos dos participantes. Em relação à PI, o PGT tratará, em princípio, nomeadamente da propriedade, protecção, direitos dos utentes para efeitos de investigação e desenvolvimento, exploração e divulgação, incluindo acordos de publicação conjunta, direitos e obrigações dos investigadores convidados e os processos de resolução de conflitos. O PGT pode abranger igualmente informações de primeiro plano e de base, concessões de licenças e resultados tangíveis.Declaração do Conselho e do Comissão O Conselho e a Comissão declararam que o presente acordo e quaisquer actividades empreendidas ao abrigo do mesmo não afectarão de forma alguma os poderes detidos pelos Estados-membros de empreenderem com a Austrália, actividades bilaterais no âmbito das ciências, da tecnologia, da investigação e do desenvolvimento e de, quando apropriado, celebrarem acordos para tal fim.

Summary:
Cooperação científica e tecnológica entre a UE e a Austrália
Cooperação científica e tecnológica entre a UE e a Austrália
 
SÍNTESE DE:
Acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália
Decisão 99/510/CE — celebração do acordo que altera o acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália
Decisão 94/457/CE — celebração de um Acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália
QUAL É O OBJETIVO DO ACORDO E DAS DECISÕES?
O acordo estabelece um quadro formal para a cooperação em áreas de interesse comum, em que as partes apoiem atividades de investigação e desenvolvimento com o objetivo de fazer avançar a ciência e/ou a tecnologia, relevantes para essas áreas de interesse. O acordo foi alterado uma vez em 1999, em particular o seu artigo 4.o, n.o 2, ou seja, o âmbito.
Através das suas decisões, o Conselho aprovou a celebração do acordo, bem como a sua alteração posterior, em nome da Comunidade Europeia (agora, a União Europeia — UE).
PONTOS-CHAVE
As atividades realizadas no âmbito do acordo têm como base um conjunto de princípios:vantagens mútuas; intercâmbio oportuno de informações que possam afetar as ações dos participantes em atividades de cooperação; proteção efetiva e distribuição equitativa dos direitos de propriedade intelectual; e prossecução das vantagens económicas e sociais das atividades de cooperação para a UE e a Austrália.Âmbito
As áreas de cooperação são definidas do seguinte modo:Para a UE, podem incluir todas as atividades de investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração abrangidas pelo artigo 180.o, alínea a) (Execução de programas de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração, promovendo a cooperação com e entre as empresas, os centros de investigação e as universidades), e pelo artigo 180.o, alínea d) (Incentivo à formação e à mobilidade dos investigadores da UE), do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), este último apenas no que diz respeito às redes entre operadores de infraestruturas e aos projetos de investigação a elas associados. Para a Austrália, podem incluir quaisquer atividades científicas e tecnológicas financiadas ou realizadas pelo Governo da Austrália, Governos dos Estados ou territórios da Austrália, autoridades não governamentais, incluindo os setores da investigação privada e empresarial, bem como quaisquer entidades de investigação interessadas.Atividades
A cooperação pode incluir as seguintes atividades:participação de pessoas e entidades jurídicas*, de institutos de investigação e de outros organismos, incluindo as próprias partes, em projetos de investigação organizados pela Austrália ou pela UE, de acordo com os procedimentos em vigor para cada parte; utilização conjunta de instalações de investigação para fins de cooperação em projetos de investigação; visitas de trabalho e intercâmbio de cientistas, engenheiros e outro pessoal para efeitos de participação em seminários, simpósios e grupos de trabalho de interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordo; intercâmbio de informações, nomeadamente sobre práticas, legislação, regulamentação e programas com interesse para a cooperação ao abrigo do presente acordo; e outras atividades que possam vir a ser decididas mutuamente pelo Comité Misto UE-Austrália de cooperação científica e tecnológica.
DATA DE ENTRADA EM VIGOR
O acordo entrou em vigor em 25 de julho de 1994 e o acordo que o altera em 9 de dezembro de 1999. Tem uma duração indeterminada e pode ser rescindido a qualquer momento por qualquer das partes, mediante um pré-aviso escrito de 12 meses.
CONTEXTO
O acordo Científico e Tecnológico (C&T) de 1994 em causa foi o primeiro acordo de cooperação C&T celebrado pela Comunidade Europeia com um país industrializado exterior à Europa. Constitui parte das relações bilaterais mais vastas entre a UE e a Austrália, que se baseiam atualmente no Quadro da Parceria UE-Austrália de 2008. Em 2017, foi assinado um novo Acordo-Quadro mais abrangente, sendo o mesmo aplicável a determinados setores desde 4 de outubro de 2018, a título provisório.
Para mais informações, consulte:A Austrália e a UE (Serviço Europeu para a Ação Externa)Para mais informações sobre a cooperação em matéria de Investigação e Inovação (I&I) com a Austrália, consulte:Cooperação internacional em matéria de I&I com a Austrália (Comissão Europeia) Roteiro para a cooperação C&T entre a UE e a Austrália (Comissão Europeia).
PRINCIPAIS TERMOS
Entidades jurídicas: empresas, organizações e indivíduos que têm direitos e obrigações de natureza jurídica.
PRINCIPAIS DOCUMENTOS
Acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália (JO L 188 de 22.7.1994, pp. 18-25).
As alterações sucessivas do acordo foram integradas no texto de base. A versão consolidada tem apenas valor documental.
Decisão 99/510/CE do Conselho, de 29 de abril de 1999, relativa à celebração do acordo que altera o acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália (JO L 195 de 28.7.1999, p. 31).
Decisão 94/457/CE do Conselho, de 27 de junho de 1994, relativa à celebração de um Acordo de cooperação científica e técnica entre a Comunidade Europeia e a Austrália (JO L 188 de 22.7.1994, p. 17).
DOCUMENTOS RELACIONADOS
Acordo-Quadro entre a União Europeia e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Austrália, por outro (JO L 237 de 15.9.2017, pp. 7-35).
última atualização 26.03.2020